Na madrugada de 23 de março de 2026, a cidade de Vitória, Espírito Santo, foi abalada pela morte de Dayse Barbosa Matos, comandante da Guarda Civil Municipal (GCM). O crime ocorreu por volta da 1h, na residência da vítima, localizada no bairro Caratoíra.
Dayse foi morta a tiros por seu ex-namorado, Diego Oliveira de Sousa, que não aceitava o fim do relacionamento. A comandante foi baleada ao menos três vezes na região da nuca. Após cometer o crime, Diego se suicidou, e seu corpo foi encontrado na cozinha da casa.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, um tipo de crime que evidencia a violência de gênero. O corpo de Dayse foi encontrado no quarto, e cinco projéteis de bala foram recolhidos no local.
A morte de Dayse Barbosa, que foi a primeira mulher a ocupar o cargo de comandante na história da GCM de Vitória, gerou uma onda de consternação. A Prefeitura de Vitória decretou luto oficial de três dias em homenagem à comandante, reconhecendo sua contribuição significativa na defesa dos direitos das mulheres e no combate à violência.
A Polícia Rodoviária Federal lamentou a morte de Dayse e de Diego, destacando a gravidade do ocorrido. Em nota, a PRF expressou seu pesar pelo falecimento de ambos, ressaltando a importância de discutir a violência que levou a esse trágico desfecho.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública também se manifestou, afirmando que a morte de Dayse evidencia a gravidade do feminicídio no país e a persistência dessa forma de violência. A ministra destacou a necessidade de ações efetivas para combater essa realidade.
O velório de Dayse Barbosa será realizado a partir das 15h30 do dia 23 de março de 2026, e a comunidade local se prepara para prestar suas últimas homenagens a uma profissional exemplar, que deixou um legado de luta pelos direitos das mulheres.
Este caso não apenas marca uma tragédia pessoal, mas também serve como um alerta sobre a necessidade de enfrentar a violência contra a mulher de forma mais contundente. A sociedade e as autoridades devem refletir sobre as medidas que podem ser tomadas para prevenir tais ocorrências no futuro.
Detalhes permanecem não confirmados, mas a repercussão do caso já levanta discussões sobre a segurança e a proteção das mulheres em situações de violência.




