Darren Beattie assumiu funções ligadas à política para o Brasil dentro do governo Trump em fevereiro. Ele é assessor do governo do presidente Donald Trump para assuntos relacionados ao Brasil e é conhecido por suas opiniões críticas em relação ao governo Lula e à atuação do ministro Alexandre de Moraes.
Beattie deve participar de um evento sobre minerais raros em São Paulo no dia 18. Essa visita ocorre em um momento delicado, pois Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, está preso e solicitou autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para receber Beattie.
Pedido de Autorização ao STF
O pedido de Bolsonaro foi apresentado por meio de seus advogados, que alegaram a agenda internacional restrita do visitante. A solicitação levanta questões sobre a relação entre o ex-presidente e o governo dos Estados Unidos, especialmente em um contexto onde Beattie já esteve no centro de um incidente diplomático com o Brasil em 2025.
Um funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos comentou: “O assessor sênior para política relacionada ao Brasil e alto funcionário do Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais, Darren Beattie, viajará em breve ao Brasil para avançar a agenda de política externa ‘America First’ [América em Primeiro Lugar, política da Casa Branca].”
Reações e Expectativas
Beattie, que foi demitido da Casa Branca em 2018 após discursar em um evento frequentado por nacionalistas brancos, é descrito como “um defensor da promoção ativa da liberdade de expressão como ferramenta diplomática”. Ele já classificou o ministro do Supremo como o ‘principal arquiteto da censura e perseguição a Bolsonaro’.
Enquanto isso, a expectativa é que a visita de Beattie possa trazer novas discussões sobre a política externa dos Estados Unidos em relação ao Brasil, especialmente em um momento em que as relações entre os dois países estão sendo reavaliadas.
Detalhes permanecem não confirmados sobre a data exata do encontro entre Bolsonaro e Beattie, com sugestões de que isso possa ocorrer entre os dias 16 e 17. O número do batalhão onde Bolsonaro está preso é 19, o que pode complicar a logística do encontro.




