Os Estados Unidos informaram que a saída do presidente cubano Miguel Díaz-Canel é uma condição necessária para que acordos possam ser estabelecidos. Esta exigência surge em um momento crítico, já que Cuba enfrenta uma grave crise energética, com apagões generalizados e a falta de importação de petróleo nos últimos três meses.
Díaz-Canel, que lidera Cuba desde 2018, é visto como uma figura decorativa, sem verdadeiro controle político. A remoção dele poderia abrir espaço para mudanças econômicas significativas na ilha, que há 65 anos é governada pelo regime comunista.
Os EUA estão focando na abertura gradual da economia cubana para empresários e empresas americanas, enquanto não pressionam por ações contra os membros da família Castro. O ex-presidente Donald Trump expressou sua intenção de “assumir o controle de Cuba”, destacando a relevância do tema nas relações bilaterais.
Atualmente, Cuba necessita de 300 milhões de dólares para importar matérias-primas essenciais para medicamentos, dos quais 650 estão na lista de medicamentos disponíveis. A situação se torna ainda mais crítica com a declaração de Díaz-Canel, que atribui a culpa da crise ao bloqueio energético imposto pelos EUA.
Em um pronunciamento de 90 minutos, Díaz-Canel abordou a situação, mas a insatisfação popular cresce. Marlene Azor Hernández, uma voz crítica, afirmou que “eles precisam se livrar dele —junto com todo o bureau político do Partido Comunista e da Gaesa”.
Ricardo Zúniga, outro crítico, comparou a situação a um navio afundando, dizendo: “O capitão afunda com o navio, e este navio está afundando”. Com apenas dois anos restantes do mandato presidencial de Díaz-Canel, as pressões internas e externas aumentam.
Enquanto isso, os EUA ameaçam aplicar sanções aos países que desejam fornecer petróleo a Cuba, complicando ainda mais a situação econômica da ilha. A pressão internacional e a crise interna podem levar a um ponto de ruptura, mas detalhes permanecem não confirmados.




