Como se desenvolveu
“A menopausa pode causar um aumento do risco de doença arterial coronária, justamente pela diminuição do estrogênio”, afirma José Marcos Moreira, especialista em cardiologia. Essa declaração ressalta uma preocupação crescente entre profissionais de saúde, uma vez que a menopausa, que geralmente se inicia entre 45 e 55 anos, está associada a alterações significativas no corpo feminino.
A diminuição dos níveis do hormônio estrogênio durante a menopausa é uma das principais alterações que afetam a saúde cardiovascular das mulheres. As cardiopatias são a principal causa de morte entre as mulheres no mundo, responsáveis por um terço da mortalidade feminina. Isso torna ainda mais urgente a necessidade de conscientização sobre os riscos associados a essa fase da vida.
Os sintomas de problemas cardíacos em mulheres que estão passando pela menopausa podem ser menos típicos e, muitas vezes, subestimados. “O reconhecimento é mais complicado, porque a dor é menos típica, mais difusa e, muitas vezes, subestimada”, explica Moreira. Isso pode levar a um diagnóstico tardio e a um tratamento inadequado, aumentando os riscos de complicações.
Além do aumento do risco de doença arterial coronária, a menopausa pode trazer uma série de sintomas que dificultam a identificação de problemas cardíacos. Entre os sintomas mais comuns estão cansaço extremo, falta de ar, desconforto torácico atípico, dores em outras áreas do corpo, suor excessivo, sintomas digestivos, palpitações e tontura. Esses sinais podem ser confundidos com outras condições, o que torna o acompanhamento médico ainda mais essencial.
O ideal é que a mulher inicie o acompanhamento com um cardiologista a partir dos 45 anos, conforme recomendado pelos especialistas. Mudanças no estilo de vida, como a prática regular de atividades físicas e uma alimentação balanceada, são eficazes para proteger o coração durante a menopausa. Essas medidas podem ajudar a mitigar os riscos associados à saúde cardiovascular nessa fase da vida.
Com a crescente conscientização sobre a saúde da mulher, é fundamental que as profissionais de saúde abordem a menopausa de maneira integral, considerando não apenas os sintomas físicos, mas também os riscos associados a doenças cardiovasculares. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado podem fazer uma diferença significativa na qualidade de vida das mulheres nessa fase.
À medida que mais mulheres se tornam conscientes dos riscos, espera-se que haja um aumento na busca por cuidados médicos e na adoção de hábitos saudáveis. O diálogo aberto sobre a menopausa e suas implicações para a saúde cardiovascular é crucial para garantir que as mulheres recebam o suporte necessário durante essa transição.




