Carlos Bolsonaro foi oficialmente lançado como candidato ao Senado por seu pai, Jair Bolsonaro, em Santa Catarina. Essa decisão já está gerando resistência entre os eleitores e pode fragmentar o eleitorado de direita na região.
Santa Catarina é historicamente favorável ao bolsonarismo, com uma base eleitoral predominantemente conservadora. No entanto, aproximadamente metade dos eleitores locais vê a candidatura de Carlos como uma manobra oportunista.
Em meio a esse cenário, Carlos Bolsonaro tem criticado publicamente a liderança do Partido Liberal (PL), pedindo mais ação do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. “Está ficando feio para o partido que está preferindo não ver o que está acontecendo dentro de casa”, afirmou Carlos.
Além disso, a situação política é complexa, especialmente com Jair Bolsonaro sob prisão domiciliar desde 27 de março de 2026, após uma decisão do Supremo Tribunal. Uma pesquisa do Datafolha revelou que 59% dos brasileiros apoiam que Jair permaneça em casa, enquanto 37% preferem seu retorno à prisão.
O levantamento, que ouviu 2.044 pessoas em 137 cidades, apresenta uma margem de erro de 2%. Esses números refletem um clima de incerteza e divisão entre os eleitores, que também se manifestam sobre a situação do ex-presidente.
Carlos Bolsonaro expressou descontentamento com os conflitos internos no cenário político da direita, ressaltando a necessidade de unidade. “A democracia venezuelana funcionando a todo vapor desde 2022”, disse ele, em uma crítica ao estado atual da política brasileira.
Com a candidatura de Carlos, a família Bolsonaro busca manter sua influência no Congresso, mas o impacto exato dessa movimentação nas eleições nacionais ainda não está claro. Detalhes permanecem não confirmados.




