04.06.2026

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Câncer colorretal: nova técnica de exame de fezes promete detecção precoce

câncer colorretal — BR news
Uma nova técnica de exame de fezes pode se tornar uma alternativa eficaz na detecção precoce do câncer colorretal, identificando 90% dos casos.

Um exame simples e menos invasivo pode se tornar uma alternativa eficaz na detecção precoce do câncer colorretal. A análise da microbiota intestinal por meio de amostras de fezes é capaz de identificar cerca de 90% dos casos da doença, superando a taxa de detecção da colonoscopia, que é de aproximadamente 94%.

O câncer colorretal é uma das principais causas de morte por câncer no mundo, e no Brasil, em 2023, foram registrados 23,9 mil óbitos pela doença. As estimativas indicam que entre 2026 e 2028, o câncer colorretal deve se manter como o terceiro tipo mais incidente no país, com cerca de 53,8 mil novos casos por ano.

A nova técnica de exame de fezes ainda passará por testes clínicos adicionais. Segundo Mirko Trajkovski, um dos pesquisadores envolvidos, “Em vez de analisar apenas as espécies bacterianas, focamos nas subespécies. Esse nível permite captar diferenças importantes no funcionamento das bactérias e na sua relação com doenças.” Essa abordagem pode revolucionar a forma como o câncer colorretal é diagnosticado.

Além disso, a bactéria Fusobacterium nucleatum foi identificada como um possível biomarcador associado a lesões precursoras e ao câncer colorretal. Essa descoberta pode ajudar na identificação de pacientes em risco e na implementação de estratégias de rastreamento mais eficazes.

Rui Manuel Reis, outro especialista na área, destaca que “mais da metade dos casos positivos não está relacionada ao câncer, o que sobrecarrega a fila de colonoscopias.” A nova técnica pode aliviar essa pressão, permitindo que os recursos de saúde sejam utilizados de forma mais eficiente.

O câncer colorretal apresenta altas taxas de cura quando diagnosticado precocemente, o que torna a detecção precoce ainda mais crucial. Com o avanço das pesquisas e a implementação de novas técnicas, espera-se que a mortalidade associada a essa doença possa ser reduzida significativamente.

Detalhes permanecem não confirmados sobre a eficácia total da nova técnica, mas as expectativas são altas entre os especialistas e a comunidade médica.