O INSS suspendeu o recebimento de novas averbações de crédito consignado do banco C6 a partir de 17 de março de 2026. Essa decisão foi tomada após uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou 320 mil contratos com indícios de cobrança de custos adicionais, o que é considerado uma conduta de elevada gravidade pelo INSS.
A inclusão de custos extras nos empréstimos consignados, como taxas administrativas e prêmios de seguros, é proibida. A suspensão permanecerá em vigor até que os valores cobrados indevidamente, que chegam a quase R$ 300 milhões, sejam restituídos.
Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, o INSS se reuniu com representantes do C6 Consig em oito ocasiões para discutir a situação. No entanto, o C6 discorda da interpretação do INSS e afirma que não praticou irregularidades, indicando que buscará seu direito de defesa na esfera judicial.
O despacho de suspensão foi assinado pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que reforçou que é proibida a inclusão de custos extras nos contratos de crédito consignado. A situação gera preocupação entre os beneficiários e pode impactar a confiança na instituição financeira.
Detalhes permanecem não confirmados sobre como o C6 irá proceder diante dessa suspensão e quais medidas serão adotadas para resolver a situação. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas nas próximas semanas, à medida que o banco e o INSS continuem suas negociações.




