04.06.2026

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BlackRock restringe resgates em fundos de crédito privado

blackrock — BR news
A BlackRock anunciou a limitação de resgates em seus fundos de crédito privado, uma medida que reflete a crescente pressão sobre a liquidez do setor.

BlackRock restringe resgates em fundos de crédito privado

A BlackRock Inc. anunciou na última sexta-feira, 6 de março de 2026, a restrição de resgates em um de seus maiores fundos de crédito privado, o HPS Corporate Lending Fund, após um aumento acentuado nos pedidos de resgate por parte dos investidores. Essa decisão marca a primeira vez que a empresa limita os resgates em um de seus principais veículos de crédito privado.

O HPS Corporate Lending Fund, que reúne aproximadamente US$ 26 bilhões, informou que os cotistas solicitaram o resgate de 9,3% de suas participações. Em resposta a essa pressão, a administração decidiu limitar as solicitações de resgate a 5%, o que significa que os investidores receberão cerca de US$ 620 milhões que o fundo detinha no final do ano.

Além do HPS Corporate Lending Fund, o fundo BlackRock Private Credit Fund também divulgou que investidores solicitaram o resgate de 4,5%% de suas ações. No primeiro trimestre, o HLEND recebeu pedidos de retirada de US$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de 9,3%% do valor líquido de seus ativos, o que levanta preocupações sobre a liquidez no setor de crédito privado.

O limite de 5% estabelecido pela BlackRock visa evitar um descompasso estrutural entre o capital dos investidores e a duração esperada dos empréstimos de crédito privado. Segundo a empresa, “sem isso, haveria uma incompatibilidade estrutural entre o capital do investidor e a duração esperada dos empréstimos de crédito privado nos quais a HLEND investe.”

A HPS Investment Partners, adquirida pela BlackRock no ano passado por US$ 12 bilhões, tem buscado expandir seus investimentos em ativos privados. O crédito privado, que cresceu rapidamente na última década, tornou-se uma alternativa para credores que buscam preencher lacunas deixadas pelos bancos, mas a recente onda de resgates levanta novas questões sobre a resiliência desse segmento.

As ações da BlackRock caíram até 8,3%% na sexta-feira, refletindo a preocupação do mercado com a situação. O analista Glenn Schorr comentou que “a decisão da HPS de manter o limite em 5% é a correta, pois preserva a integridade dos veículos não negociados em bolsa, protege o fundo de ser forçado a vender ativos e evita alavancagem adicional.”

Greggory Warren, outro analista, alertou que “isso deve servir como um sinal de alerta para a indústria e para os reguladores sobre os riscos de fundos ilíquidos para investidores de varejo.” Ele acrescentou que “ao impedir resgates por meio dessas barreiras, os gestores evitam ser forçados a vender ativos, o que prejudicaria os retornos dos investidores remanescentes, devido à falta de transparência e liquidez desses investimentos.”

O aumento dos pedidos de resgate em fundos de crédito privado levanta novas questões sobre a resiliência de um dos segmentos de mais rápido crescimento do mercado global de dívida. Detalhes permanecem não confirmados.