Banco Master e a Prisão de Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso em 2026 por fraude financeira e suborno de servidores do Banco Central. A prisão ocorreu em meio a um escândalo que envolve o desvio de 2 bilhões de reais.
O caso ganhou novos contornos com o vazamento de informações do celular de Vorcaro, que expôs detalhes íntimos de sua vida e de autoridades, incluindo sua namorada, Martha Graeff. O ministro André Mendonça abriu um inquérito para investigar o vazamento, que ocorreu em 4 de fevereiro e teve repercussão significativa até a atualização da reportagem em 7 de março.
As mensagens vazadas, que não estão relacionadas às fraudes nas aposentadorias e pensões, incluem interações de Vorcaro com autoridades e revelam métodos violentos que ele utilizava contra quem lhe desagradasse, como coação e intimidação. A Polícia Federal assegurou que as investigações seguem rigorosos padrões de segurança.
A defesa de Vorcaro solicitou acesso integral às perícias realizadas nos aparelhos eletrônicos apreendidos, destacando preocupações com vazamentos seletivos de conteúdos. “Eu vejo pouca coisa pode ser mais violenta do que esse tipo de divulgação”, comentou Marina Coelho Araújo, referindo-se ao impacto do vazamento.
O conteúdo do celular de Vorcaro também inclui mensagens sobre reuniões e interações com autoridades, o que levanta questões sobre a privacidade dos envolvidos. A divulgação dessas mensagens é considerada uma violação grave, e a operação de investigação foi nomeada de “Operação Compliance Zero”.
Em um contexto mais amplo, Vorcaro já havia declarado: “Esse negócio de banco, sempre falei, é igual máfia”, refletindo sua visão sobre o setor financeiro. A situação continua a se desenvolver, e detalhes permanecem não confirmados.




