O bacalhau da Amazônia, uma alternativa feita a partir do pirarucu seco, está ganhando destaque como uma opção mais acessível e sustentável para a Semana Santa de 2026. Este prato, que passa por um processo de salga e secagem semelhante ao do bacalhau tradicional importado, se torna uma escolha popular entre os consumidores que buscam opções locais.
A Operação Páscoa Segura 2026, realizada recentemente, removeu aproximadamente 2 mil anúncios irregulares de produtos agropecuários, incluindo fraudes relacionadas ao bacalhau. Essa operação é um reflexo do esforço das autoridades para garantir a qualidade e a procedência dos alimentos consumidos durante a festividade.
No que diz respeito aos preços, o quilo do bacalhau para o almoço de Páscoa em São Paulo está custando pouco mais de R$ 158, enquanto o bacalhau Zarbo é encontrado a R$ 76. Em Belo Horizonte, o preço do bacalhau chega a quase R$ 350, e no Rio de Janeiro, pode ser encontrado a menos de R$ 100.
O bacalhau da Amazônia, por sua vez, é uma opção que não só promove a gastronomia local, mas também contribui para a sustentabilidade da região. Com 500 gramas de pirarucu seco sendo suficiente para preparar uma refeição, o processo de dessalgue leva cerca de 24 horas, seguido de 30 minutos no forno para o preparo.
A tradição de consumir bacalhau na Semana Santa agora ganha uma nova identidade, refletindo a riqueza da culinária amazônica. O pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do mundo, se destaca por seu sabor e textura, tornando-se uma escolha viável para aqueles que buscam alternativas ao bacalhau importado.
Além disso, a comparação de preços revela que, mesmo com o aumento da demanda, o bacalhau da Amazônia se apresenta como uma opção viável. Por exemplo, o preço do quilo do bacalhau em São Paulo supera o valor de uma blusa de Bruna Marquezine, que custa R$ 470.
Com a crescente conscientização sobre a importância da sustentabilidade na alimentação, o bacalhau da Amazônia pode se consolidar como uma escolha preferencial entre os consumidores. No entanto, detalhes permanecem não confirmados sobre a aceitação do público em larga escala e o impacto econômico dessa mudança.




