O que aconteceu
A Azul (AZUL53) anunciou sua saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11, na sexta-feira (20). Na primeira sessão após o anúncio, as ações da companhia apresentaram forte volatilidade, com um aumento de até 46,39% no valor, antes de fechar com uma leve queda de 1,70% a R$ 235,01.
Por que isso é importante
A empresa informou que saiu do processo com um balanço patrimonial “significativamente fortalecido”, reduzindo sua dívida em aproximadamente US$ 1,1 bilhão e diminuindo a despesa anual com juros em mais de 50%. O CEO John Rodgerson destacou que a companhia agora se concentrará em um “crescimento responsável” e que a alavancagem financeira líquida é de menos de 2,5 vezes, bem abaixo das 5 vezes registradas antes da recuperação.
O que vem a seguir
Com a conclusão do processo, a Azul planeja uma expansão criteriosa, abrindo novas rotas de forma moderada e focando na rentabilidade. Além disso, a companhia recebeu investimentos de R$ 550 milhões da United Airlines e aguarda um compromisso adicional da American Airlines, que ainda depende de aprovação do Cade. Rodgerson também descartou a possibilidade de fusão com a Gol, afirmando que a empresa não precisa mais dessa alternativa para reduzir o endividamento.




