“Em muitos casos, será o vento mais forte que as pessoas já experimentaram nesta parte do estado em muito, muito tempo.” A afirmação é de David Crisafulli, que descreve a intensidade do ciclone tropical Narelle, que atingiu a costa da Austrália no último dia 29 de março de 2026.
O ciclone causou interrupções em duas das maiores usinas de gás natural liquefeito do mundo, Gorgon e Wheatstone, que juntas fornecem cerca de 5% do GNL mundial. A Chevron Austrália está trabalhando para restabelecer a produção nas instalações após as interrupções.
O ciclone teve sua categoria rebaixada para tempestade tropical em 28 de março, mas não antes de trazer rajadas de vento que chegaram a 250 km/h. As consequências foram severas, com telhados arrancados, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia e água em cidades como Exmouth.
As autoridades emitiram alertas de emergência e orientaram os moradores a buscar abrigo. O céu na Austrália ficou avermelhado devido à presença de partículas de poeira e poluição na atmosfera, um fenômeno natural que ocorre quando ventos intensos levantam a poeira do solo, rica em óxido de ferro.
“Retomaremos a produção em plena capacidade em ambas as instalações assim que for seguro fazê-lo”, afirmaram representantes da Chevron, que estão monitorando a situação de perto.
A guerra no Oriente Médio disparou a demanda por gás natural liquefeito, tornando a operação das usinas ainda mais crítica neste momento. O céu vermelho, que se tornou um símbolo da tempestade, é resultado da suspensão de partículas de poeira na atmosfera.
Além disso, Canberra e a região metropolitana de Sydney planejam operar com frotas 100% elétricas até 2040, enquanto o Território da Capital Australiana já conta com cerca de 24% de sua frota de ônibus elétricos. Victoria, por sua vez, passou a adquirir exclusivamente ônibus elétricos.
As autoridades continuam a avaliar os danos e a situação nas usinas, enquanto os moradores se recuperam dos efeitos do ciclone Narelle. Details remain unconfirmed.




