Um novo estudo revela que a Anomalia Magnética do Atlântico Sul nasceu no Oceano Índico há 900 anos e migrou lentamente para o Brasil. O fenômeno afeta satélites e a Estação Espacial Internacional.
A Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS) migrou para o oeste, atravessou a África e se instalou sobre a América do Sul. Os cientistas afirmam: “O evento atual faz parte de um processo geológico cíclico e não indica uma inversão iminente dos polos magnéticos do planeta.”
A anomalia atua como uma depressão no campo magnético, permitindo que a radiação cósmica e as partículas solares cheguem mais perto da superfície. Isso expõe satélites e a Estação Espacial Internacional a níveis mais altos de radiação cósmica.
Os pesquisadores analisaram mais de 250 fragmentos de cerâmica arqueológica encontrados em solo sul-americano. A técnica gerou 41 novas medições que mapearam o escudo terrestre nos últimos dois milênios. O movimento da anomalia ocorre de forma extremamente lenta ao longo dos séculos.
A NASA e a ESA colocam equipamentos em modo de espera durante a travessia pela anomalia. O acompanhamento constante do geomagnetismo é vital para entender as mudanças lentas do planeta e preparar a tecnologia para os possíveis impactos ambientais e tecnológicos do futuro.
A Anomalia Magnética do Atlântico Sul já ocorreu diversas vezes nos últimos dois mil anos. Os dados coletados ajudam a monitorar o campo magnético da Terra, essencial para proteger equipamentos espaciais e compreender melhor os efeitos da radiação cósmica.




