A relação entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e André Esteves, CEO do BTG Pactual, tem sido marcada por rivalidades e disputas envolvendo ativos e influência no sistema financeiro. Recentemente, Vorcaro fez declarações contundentes sobre Esteves, descrevendo-o como “ardiloso” e afirmando que ele “entra na mente” dos funcionários do Banco Central.
Desenvolvimentos Recentes
No dia 6 de março de 2026, a Polícia Federal lançou a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga indícios de vantagens indevidas por parte de dois funcionários do Banco Central. Vorcaro relatou sentir pressão de Esteves em negociações que envolvem o Banco Master, afirmando que Esteves o pressionou para “esquecer o BRB”.
Vorcaro também mencionou que estava “em uma guerra” em relação às negociações com Esteves e que se sentiu “espremido” para manter o controle do Banco Master, que teve 60% de suas ações adquiridas pelo BRB por 2 bilhões de reais. Além disso, ele indicou que possuía evidências de vários ataques contra ele na mídia.
Reações e Implicações
As declarações de Vorcaro levantam questões sobre a ética e a transparência nas negociações dentro do setor bancário. Ele caracterizou a indústria bancária como “igual à máfia”, refletindo um clima de desconfiança e rivalidade. A situação atual pode ter repercussões significativas para as relações entre as instituições financeiras e os reguladores.
Observadores do setor acreditam que as investigações em curso podem revelar mais sobre as práticas de influência e pressão no mercado financeiro. A continuidade das investigações da Polícia Federal e as reações de outras partes envolvidas são esperadas nas próximas semanas.




