Parque Nacional do Albardão é oficialmente criado
No dia 6 de março de 2026, foi instituído o Parque Nacional do Albardão, localizado em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul. A criação do parque foi realizada por meio de um decreto presidencial, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O Parque Nacional do Albardão abrange uma área de aproximadamente 1.004.480 hectares, enquanto a Área de Proteção Ambiental do Albardão contará com cerca de 55.983 hectares. Juntas, essas unidades de conservação totalizam 1,6 milhão de hectares, com o objetivo de preservar ecossistemas estratégicos para a biodiversidade do Atlântico Sul.
A medida foi anunciada como um compromisso do governo federal com a proteção dos ecossistemas marinhos. Segundo a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, “a medida reflete o compromisso do governo federal com a proteção dos ecossistemas marinhos.”
O Parque Nacional do Albardão abriga uma diversidade significativa de espécies, incluindo tartarugas marinhas e mamíferos marinhos. A criação das unidades de conservação busca não apenas proteger a biodiversidade, mas também beneficiar a pesca no médio e longo prazo, garantindo a continuidade da pesca artesanal, respeitando regras futuras.
Entretanto, a criação do parque gerou críticas de parte do setor empresarial da região. O prefeito de Santa Vitória do Palmar expressou preocupações sobre a condução do processo de criação do parque, mencionando que “houve pouca discussão com a sociedade e ainda não há clareza sobre o que poderá ser realizado e o que será proibido na unidade,” segundo André Selayaran.
Antonio Soler, especialista em conservação, destacou a importância da área, afirmando que “a importância da área é extrema e inédita.” No entanto, ele também alertou que “esse impacto vai depender da construção técnica e política do plano.”
Detalhes permanecem não confirmados sobre as possíveis restrições a atividades econômicas e os impactos no desenvolvimento regional. A falta de diálogo com a sociedade durante a criação do parque levanta incertezas sobre os efeitos da nova unidade de conservação.




