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:: ‘UFSB’

UFSB Ciência: Artigo científico traz primeiros resultados sobre derrame de óleo no litoral brasileiro

No segundo semestre de 2019 o país, e em especial a região Nordeste, presenciou o impacto do derramamento de óleo cru no litoral. Dos danos ambientais e riscos à saúde animal e humana ao prejuízo no setor turístico, a presença do petróleo nas praias alterou rotinas e planos e trouxe mais incertezas, em especial a dúvida sobre a origem do material contaminante e o que fazer caso isso ocorra novamente. Uma pesquisa iniciada naquele período acaba de ter os primeiros resultados publicados em revista científica.

O artigo Mysterious oil spill along Brazil’s northeast and southeast seaboard (2019–2020): Trying to find answers and filling data gaps, constante na edição mais recente da revista Marine Pollution Bulletin, é assinado pelos pesquisadores Rafael André Lourenço (Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP)), Tatiane Combi (Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (IGEO-UFBA)), Marcelo da Rosa Alexandre (Departamento de Química da Universidade Federal de Sergipe (DQI-UFS)), Silvio Tarou Sasaki (Centro de Formação em Ciências Ambientais da Universidade Federal do Sul da Bahia (CFCAM-UFSB)), Eliete Zanardi-Lamardo e Gilvan Takeshi Yogui (Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (DOCEAN-UFPE)).

figura 1 aspecto típico oleo nas praias extremo sul bahia

Aspecto típico do óleo encontrado nas praias do Extremo sul da Bahia (acervo pessoal professor Sílvio Sasaki)

 

Na colaboração interinstitucional, os cientistas conseguiram dados que mostram que as amostras do óleo encontrado no litoral do Nordeste e do Sudeste brasileiros têm a mesma composição, o que indica que vêm da mesma fonte. Além disso, esse petróleo continha hidrocarbonetos leves, o que aumenta a probabilidade de danos aos ecossistemas e organismos da costa atingida. O trabalho traz dados que serão úteis para futuras comparações, caso novos derramamentos de petróleo ocorram na costa brasileira, e vão ajudar a entender os efeitos de longo prazo associados com o óleo encontrado no litoral em 2019.

O professor Sílvio Sasaki, que leciona e pesquisa no Centro de Formação em Ciências Ambientais da UFSB, no Campus Sosígenes Costa, em Porto Seguro, fala mais sobre o que foi descoberto pela equipe de cientistas.

O que se sabe na área da geoquímica, até o momento, sobre a origem do óleo que contaminou as praias no Nordeste?

Estudos iniciais da Petróleo Brasileiro S.A. (Petróbras) e do Departamento de Geociências da Universidade Federal da Bahia (UFBA) indicaram que a possível origem do petróleo seria a Venezuela, porém não tenho informações se os óleos ainda continuam sendo monitorados quanto à sua origem em todas as praias do Nordeste. O óleo chegou na Costa do Descobrimento (Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e Belmonte) e no momento não existem mais fragmentos sendo avistados nas praias, porém podem existir particulados no fundo marinho e manguezais.

 

figura 2 amostra coletada em arraial da ajuda 

Amostra coletada em Arraial da Ajuda na região da Costa do Descobrimento (acervo pessoal professor Sílvio Sasaki)

 

Qual o grau de contaminação que esse óleo provoca? Que impactos podemos antever para os ecossistemas?

Em relação à saúde pública, pode causar náuseas, vômitos, tudo depende do grau de exposição da pessoa com o óleo. Cabe salientar que as comunidades tradicionais e reservas extrativistas de nossa região foram muito afetadas em relação ao derrame do óleo, pois como não existiam laudos sobre o grau de contaminação do pescado, muitos pescadores e marisqueiras não conseguiam vender seus produtos. Em relação à saúde ambiental, o óleo pode ficar disponível no ecossistema marinho e contaminar os diversos organismos do local. Estudos mostram que alguns organismos podem metabolizar os hidrocarbonetos aromáticos contidos no óleo e transformá-los em compostos mais hidrossolúveis, porém mais tóxicos ao ambiente.

 

figura 3 amostra de oleo analise 

Amostra de óleo dissolvida em solvente orgânico (diclorometano) para análise de compostos presentes na amostra (acervo pessoal professor Sílvio Sasaki)

 

Que técnicas para mitigar ou remediar a contaminação estão acessíveis para o cenário do Nordeste, e do Sul da Bahia?

Em Caravelas, aqui no extremo sul, foram usadas barreiras de contenção para evitar que o óleo adentrasse nos mangues da região. A técnica foi satisfatória, pois conseguiu com êxito impedir que o óleo atingisse essas regiões. O maior problema desse óleo foi que ele ficava na subsuperfície da água, sendo difícil sua visualização.

E quanto à prevenção, é possível evitar ou agir para reduzir os danos em caso de novos episódios?

O importante é que existam comitês emergenciais, com protocolos estabelecidos e equipamentos de proteção individual adequados para agir, caso aconteçam novos derrames nas costas do Brasil.

No relato de suas palestras, o senhor informou que havia encaminhado amostras para análise no laboratório do Instituto Oceanográfico da USP (IOUSP). Já tem informações da análise?

Sim, já temos os resultados, inclusive fazem parte de um estudo publicado na revista Marine Pollution Bulletin deste mês (Maio de 2020). O link de acesso é: https://doi.org/10.1016/j.marpolbul.2020.111219

Foi uma parceria entre o Instituto Oceanográfico da USP (IOUSP), Universidade Federal do sul da Bahia (UFSB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal de Sergipe (UFS).

A caracterização química deste óleo mostrou que os hidrocarbonetos leves ainda estavam presentes, aumentando a probabilidade de efeitos aos organismos e ecossistemas costeiros após a liberação na coluna d’água. Foi verificado que os óleos eram provenientes da mesma fonte. Para o futuro, pode-se prever amostragens e comparações com óleos encontrados nas regiões atingidas e se ainda persistem resquícios deste derrame no ambiente.

 

figura 4 injecao amostras cromatografo

Injeção das amostras no cromatógrafo a gás acoplado ao detector de espectrometria de massas, para identificação das moléculas constituintes dos óleos (acervo pessoal professor Sílvio Sasaki)

 

Cabe ressaltar que, apesar da diminuição das verbas destinadas aos órgãos financiadores de ciência no Brasil, conseguimos elaborar e publicar os resultados deste estudo. Infelizmente é o primeiro e único estudo científico publicado em relação ao derrame de óleo.

No artigo, na sessão de agradecimentos observa-se a frase “For those who still believe in science” (“Para aqueles que ainda acreditam na ciência”), que exemplifica bem o cenário atual em que vivemos e a importância da divulgação científica. Ciência é realizada com financiamento, muito estudo, extrema dedicação e objetivando dar respostas a sociedade sobre os diversos questionamentos que existem no cotidiano. Foram esses parâmetros que nortearam este estudo em parceria com grandes instituições de pesquisa. Caso os leitores necessitem de mais detalhes sobre o estudo ou o artigo na íntegra, podem entrar em contato pelo e-mail sasaki@ufsb.edu.br.

 

 

— 
Heleno Rocha Nazário
Jornalista – Mestre em Comunicação Social (PPGCOM/PUCRS) 

 

Cacá Colchões propõe mudanças no sistema de ingresso  para UESC e UFSB

 

Cacá Colchões

O pré-candidato a deputado estadual, Cacá Colchões, definiu algumas de suas propostas como representante da região na Assembleia Legislativa. A modificação na forma de ingresso nas universidades públicas do sistema vestibular para o Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, fez com que a concorrência aumentasse e, com isso, estudantes de diversas partes do Brasil concorram às vagas ofertadas por nossas universidades.

Somente como exemplo, no curso de medicina da UESC, no último ano, ingressaram 40 alunos, sendo que apenas três são oriundos da região. “Os alunos se formam numa universidade de excelência, mas ao receber o diploma voltam para sua região de origem” – destacou Cacá. Vale salientar que a maior parte das universidades federais e estaduais do país já usam o Enem como único processo seletivo.

Nesse sentido, o pré-candidato pretende propor à UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz – e a UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia – a implantação do Sistema de Cotas Regionais, em que o aluno receberá bônus de “20%” sobre a nota do ENEM. Dessa forma, candidatos que cursaram o ensino médio em escolas com distância de até 150 km do Campus da UESC e UFSB, possuirão uma “vantagem” em relação aos demais.   “Esta é uma forma das universidades regionais atuarem decisivamente na formação dos nossos jovens e consequentemente da nossa região”, acrescentou o candidato, lembrando que esse sistema proposto “já é uma realidade em muitas universidades do país”.

A CEPLAC HOSPEDEIRA DA UFSB – GENOMA DO CACAU.

A CEPLAC e sua lágrima….

Ficamos sabendo que todo acervo cientifico a cerca do genoma do cacau, será transferido da Ceplac para a Ufsb.

Enquanto aguardamos do desenrolar dos fatos, leiam a matéria:


GENOMA

 

O conhecimento do genoma do cacaueiro (Theobroma cacao) e do fungo (Crinipellis perniciosa) causador da vassoura-de-bruxa, através do mapeamento e caracterização genética de ambos, permitirá identificar as interações ou relações existentes entre o patógeno (fungo) e o hospedeiro (cacau) e então delinear as estratégias para a criação de plantas altamente resistentes ou imunes á vassoura-de-bruxa.

Este é o objetivo da “Rede Genômica no Estado da Bahia para o controle da vassoura-de-bruxa, reunindo as instituições que detém a maior competência no país, na área da Engenharia Genética ou da Biotecnologia, como a UNICAMP, CEPLAC, EMBRAPA e UESC.

O projeto iniciado no final de 2000, está sendo acelerado com a incorporação de mais quatro laboratórios de biologia molecular,  e os trabalhos já começaram a dar resultados. Foi identificada uma enzima presente no próprio fungo que poderá ser utilizada no seu controle.

O banco de dados do Projeto já tem mais de 7 mil seqüências genômicas do fungo, resultando em mais de cinco milhões de pares de bases determinadas. A estimativa dos pesquisadores é que o fungo tenha entre 20 a 30 milhões de pares de bases e cerca de 8 mil genes. Entre as muitas seqüências já realizadas, destacou-se alguns genes de fundamental importância para que esse trabalho fosse descoberto; os genes que expressam proteínas conhecidas como quitinases, celulases e hidrofobinas, que podem estar envolvidas nos processos que o fungo usa para casar doença no cacaueiro e muitos outros podem estar relacionados à vassoura-de-bruxa.

A direção do Cepec, reconhece que o sequenciamento por si só não tem validade prática apesar da importância científica. O sequenciamento deve ser seguido pela interpretação daquelas seqüências e uso da informação obntida para gerar tecnologias que ajudem o produtor na luta contra a vassoura-de-bruxa. O trabalho desenvolvido pelo projeto, vai desde a formulação de novas moléculas de fungicidas até a criação de cacau transgênico resistente a doenças, principalmente, à vassoura-de-bruxa.

Quando tais genes forem identificados, eles poderão ser transferidos por engenharia genética ou cruzamentos dirigidos para variedades suscetíveis à vassoura-de-bruxa, tornando-as resistentes. Outro possível uso é a transferência de tais genes para plantas já resistentes à vassoura-de-bruxa, para torná-las com uma resistência mais duradoura. Além da sua função no controle da vassoura-de-bruxa, o sequenciamento será importante o controle da podridão-parda, do mal-do-facão e até de outras doenças que não ocorrem em território brasileiro, como a monília.

Pesquisas biotecnológicas com o fungo causador da vassoura-de-bruxa já vinham sendo realizadas pela CEPLAC desde 1993, mesmo antes do convênio. A CEPLAC investiu cerca de R$ 1,2 milhões na construção da infra-estrutura necessária como laboratórios, equipamentos e treinamentos, para deslanchar as pesquisas em biologia molecular.

Rede Genômica – Atribuções

CEPEC – Além do sequenciamento comum a todos os laboratórios envolvidos, o CEPEC, atua na seleção e fornecimento do material biológico, do fungo e do cacaueiro, a ser usado nas diferentes etapas do projeto. Também na otimização de protocolo de regeneração do cacaueiro, que permita a obtenção de plantas trangênicas com genes de interesse, incluindo-se aqueles responsáveis pela resistência à vassoura-de-bruxa.

Na fase de pós sequenciamento, os cientistas do CEPEC atuam na coleta de dados para identificar genes, processos bioquímicos e celulares, onde a ação do fungo causador da vassoura-de-bruxa possa ser bloqueada.

UNICAMP e UESC

A Universidade de Campinas (UNICAMP), coordena o projeto genoma, orienta a construção de bibliotecas genômicas para sequenciamento, confecciona e analisa chips de DNA. Ela ainda cuida do armazenamento, processamento e fornecimento das seqüências geradas para os laboratórios participantes da rede. A Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) é responsável pela confecção de bibliotecas genômicas e transformação genética do fungo.

EMBRAPA

Ficou a cargo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária através do Centro Nacional de Genética e Biotecnologia (Cenargen), a identificação de genes associados à infectividade e patogenicidade do fungo e de genes associado à resistência do cacaueiro à vassoura-de-bruxa. A EMBRAPA também é responsável pelo desenvolvimento de protocolos otimizados para transformação e regeneração do cacau através de métodos biobalísticos e ainda pela confecção de bibliotecas de DNA, estágio especifico de chips de DNA.

A UFSB JÁ PAGOU OS ALUGUÉIS ATRASADOS?

Será por isso que querem desalojar a CEPLAC?

UFSB-foto-Gabriel-Oliveira

MEC DIVULGA LISTA DE APROVADOS PARA A UFSB.

ASSUNTO: MEC divulga lista de aprovados para a UFSB

1 - sisu

O MEC divulgou, nesta segunda-feira (18/01), o resultado da chamada regular do Sisu. A lista com os aprovados para a Universidade Federal do Sul da Bahia pode ser visualizada em:http://sisu.mec.gov.br/selecionados . As matrículas serão realizadas nos dias 22, 25 e 26 de janeiro. Ao todo, foram 480 selecionados para licenciaturas e bacharelados interdisciplinares.

De hoje até o dia 29/01, os candidatos que tiverem interesse em entrar na lista de espera deverão se inscrever no site do Sisu. E, a partir do dia 04 de fevereiro, será divulgada a chamada da lista de espera.

Para mais informações sobre a UFSB e o Sisu, acesse: http://www.ufsb.edu.br/estudar-conosco/

Assessoria de Comunicação Social

Universidade Federal do Sul da Bahia

UFSB oferecerá 480 vagas no Sisu 2016.1

Principal AzulNa próxima segunda-feira (11/01), estarão abertas as inscrições para o Sisu 2016. Neste ingresso, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) oferecerá 480 vagas, ofertadas nos campi de Itabuna, Teixeira de Freitas e Porto Seguro.

As 480 vagas serão divididas da seguinte forma: 120 vagas para as Licenciaturas Interdisciplinares e 360 para os Bacharelados Interdisciplinares. Haverá a opção de escolha entre os Bacharelados em Saúde, Humanidades, Artes e Ciências, sendo 90 vagas para cada.

As inscrições serão realizadas do dia 11 ao dia 14 de janeiro, através do site do MEC http://sisu.mec.gov.br/. O resultado da Primeira Chamada será divulgado no dia 18 de janeiro e a matrícula presencial dos candidatos selecionados, nos dias 22, 25 e 26 de janeiro.

O edital da UFSB e o seu Termo de Adesão podem ser visualizados no link: http://ufsb.edu.br/editais-2016/ . Os interessados em participar da lista de espera poderão se manifestar através do site do MEC entre os dias 18 a 29 de janeiro.

A UFSB possui um modelo pedagógico que trabalha em ciclos: o primeiro ciclo corresponde às licenciaturas e bacharelados interdisciplinares; o segundo, aos cursos de graduação; o terceiro, às pós-graduações. Para o ingresso no segundo ciclo, é obrigatória a entrada no primeiro ciclo.

Os cursos de segundo ciclo já estão sendo estruturados e, dentre os cursos já confirmados, a Universidade oferecerá o curso de Medicina. Os outros cursos em construção podem ser visualizados na página da Instituição através do link: http://ufsb.edu.br/segundo-ciclo/

Mais informações sobre as formas de ingresso na Universidade podem ser vistas no endereço: http://www.ufsb.edu.br/estudar-conosco/

Assessoria de Comunicação Social – Universidade Federal do Sul da Bahia

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