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:: ‘Suprimentos’

Supermercados devem melhorar práticas de responsabilidade, diz ONG

Relatório da Oxfam Brasil foi lançado nesta quarta-feira

Publicado em 13/01/2021 – 07:25 Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Os três maiores supermercados brasileiros – Carrefour, Grupo Big e Pão de Açúcar – estão distantes das melhores práticas de responsabilidade corporativa, sustentabilidade e cumprimento de compromissos com os direitos humanos em suas cadeias produtivas, concluiu relatório da Oxfam Brasil, lançado nesta quarta-feira (13). Juntos, eles alcançaram média de 4%, sendo que uma empresa totalmente responsável com direitos humanos em suas cadeias ganharia 100%.

O documento Por Trás das Suas Compras – uma análise da responsabilidade corporativa com o respeito aos direitos humanos nas cadeias produtivas dos maiores supermercados brasileiros foi elaborado com base em análises das políticas corporativas, declarações e compromissos disponíveis publicamente nos sites dos três supermercados em relação a quatro temas – transparência e accountability, trabalhadoras e trabalhadores rurais, pequenos agricultores e agricultura familiar, e direitos das mulheres no campo. A análise foi feita de julho a setembro de 2020.

“Analisamos os supermercados, desta vez a documentação. O que vimos é que há muito pouco compromisso e muito pouca prática relatada. Normalmente, vai ter um código de conduta para os fornecedores muito genérico, que não especifica as situações e que divulga muito pouco das informações”, disse Gustavo Ferroni, coordenador da área de Setor Privado, Desigualdades e Direitos Humanos da Oxfam.

Ele acrescenta que atualmente não se sabe o que, especificamente, os três maiores supermercados do Brasil fazem para garantir que o trabalhador rural da fruticultura não seja explorado, que o contrato dele não seja informal, que ele tenha água e banheiro ou ainda se há auditorias nas cadeias produtivas. “Quando você conversa com os sindicatos rurais, eles reclamam muito disso, eles falam ‘eu tenho denúncias [sobre o trabalho no campo] e eu não sei para onde essa fruta está indo, porque os supermercados não me dizem se eles compram dessa fazenda ou não’”, afirmou.

“Em alguns casos, vimos que o Pão de Açúcar exige aos seus fornecedores que o salário pago aos trabalhadores garanta um mínimo de qualidade vida, não basta ser um salário mínimo, pelo menos está escrito, mas eles não dizem como fazem para fiscalizar e garantir isso. O Carrefour e o Big não chegam nem a falar isso nos seus códigos. No caso do Grupo Big, a linguagem era muito branda, muito flexível no que deve ser pago em termos de salário”, disse.

As informações coletadas pela Oxfam foram tabeladas em um sistema de pontuação. Separadamente, o Pão de Açúcar apresentou o melhor desempenho, com 6,5%, seguido pelo Carrefour, com 2,7%, e pelo Grupo Big, com 2,2%. Quando colocados frente aos maiores supermercados europeus e estadunidenses, em uma lista de 19 empresas, o Grupo Pão de Açúcar fica empatado em décimo quarto com o Albertsons, dos Estados Unidos, enquanto o Carrefour e Grupo Big ficam nas últimas colocações.

Mesmo apresentando resultados superiores em relação aos seus pares nacionais, os três maiores brasileiros tiveram uma avaliação aquém do esperado, mostrou a Oxfam. “Ao analisar os documentos disponíveis, constata-se que, quando comparados com outros grandes supermercados da Europa e dos Estados Unidos, haveria espaço para Carrefour, Grupo Pão de Açúcar e Grupo Big avançarem em suas práticas e compromissos e, assim, se alinharem com as melhores práticas mundiais”, diz o relatório.

Contexto da produção rural

A área rural do Brasil dá origem a importantes cadeias produtivas de grande sucesso econômico e que alimentam grandes empresas em todo o mundo. Mas o relatório mostra que, por trás dessas cadeias, estão trabalhadores rurais, pequenos agricultores e mulheres que vivem em alto grau de vulnerabilidade econômica e social, com baixos salários, trabalho precário e até exposição a produtos tóxicos.

A Oxfam avalia que a melhora nos compromissos e nas práticas divulgadas publicamente pelos mercados pode contribuir para reduzir problemas da cadeia produtiva no país. E acrescenta que a desigualdade econômica e social – que se estende ao setor agrícola – não é acidental, mas mantida pela ação ou omissão dos setores público e privado.

“Com certeza, podemos dizer que a responsabilidade mais urgente dos supermercados está em dois lugares: nas cadeias de alimentos frescos, onde eles têm preponderância, uma proximidade maior com o campo, onde os alimentos são produzidos, e com os produtos alimentares de marca própria, que estão diretamente associados aos supermercados”, acrescentou a organização.

Diante da situação atual de garantia de direitos humanos na cadeia produtiva de alimentos do varejo no Brasil, essas empresas podem influenciar de maneira positiva o futuro do setor. “Nosso objetivo é estimular que os supermercados, que têm papel-chave nisso e são o principal local onde a maioria dos brasileiros compra seus alimentos, melhorem no monitoramento e na responsabilidade com os direitos humanos de trabalhadores rurais e agricultores familiares”, disse Ferroni.

Para ele, as grandes empresas que ancoram e articulam cadeias produtivas influenciam o comportamento dos fornecedores. “Conhecemos a realidade, a Oxfam divulga estudos sobre a realidade rural, outras organizações da sociedade civil, da academia e do governo divulgam estudos. Então sabemos que as cadeias têm problemas, que os trabalhadores do café enfrentam problemas, assim como da cana, da pecuária, da fruticultura, então definitivamente há uma relação, e os supermercados precisam assumir a sua responsabilidade e fazer mais”, afirmou.

De acordo com dados do relatório, o setor do varejo supermercadista é economicamente importante para o país, representando mais de 5% do Produto Interno Bruto, conseguiu um faturamento, em 2019, de R$ 378,3 bilhões e é responsável por 1,8 milhão de empregos diretos. Apenas os três maiores supermercados – Carrefour, Grupo Big e Pão de Açúcar – controlam juntos 46,6% do setor no país.

“Claro que esperamos mais das grandes empresas, a responsabilidade tem que ser atribuída de acordo com o tamanho e com a capacidade. Então, quando falamos nos três maiores supermercados do Brasil, que são parte de grandes grupos multinacionais, esperamos muito mais do que encontramos [no relatório]”, acrescentou.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) disse, em nota, que tem como propósito ser agente mobilizador na construção de nova agenda social, ambiental e de governança para uma sociedade mais inclusiva e sustentável. Sobre o relatório, “o GPA entende que as diferentes realidades e particularidades de cada país devem ser consideradas e compreendidas, incluindo as diferenças socioeconômicas, regulatórias e de processos produtivos que impactam nas políticas e práticas relacionadas à cadeia de produção, mas entende seu papel de apoiar com protagonismo essa transformação”.

“A companhia, que apresentou a melhor pontuação geral entre os players brasileiros, acredita que, pela complexidade da cadeia de valor do varejo, esse é um caminho que precisa ser percorrido com afinco, de maneira multisetorial, continuamente. O varejo é o elo, a conexão entre fornecedores e clientes, e tem a importante oportunidade de desenvolver novas práticas na cadeia de abastecimento para construir um futuro que potencialize os impactos positivos para uma sociedade mais justa e sustentável”, finalizou.

O Grupo Big disse, em nota, que “a empresa não teve acesso ao conteúdo desse material e, portanto, não fará comentários”.

Procurado pela Agência Brasil, o Carrefour não enviou posicionamento.

Edição: Graça Adjuto

QUANDO A ‘FEIRA’ DE ILHÉUS ERA ABASTECIDA POR SAVEIROS E CANOAS.

Foto 1

Foto 2

Mercado municipal(Henriquinho) presente para as casas do Unhão – Anos /60

Os rios, riachos e ribeirões continuam no mesmo lugar.

Falta transporte fluvial.

A Agricultura Familiar agradeceria…

Três dicas essenciais para uma gestão eficiente da cadeia de suprimentos

A gestão da cadeia de suprimentos é um processo de gerenciamento estratégico dos fluxos organizacionais (de bens, serviços, finanças, informações) bem como as relações entre empresas, visando apoiar e melhorar os objetivos corporativos. A gestão adequada de recursos permite uma produção voltada para oferecer ao cliente final o produto certo, na quantidade certa, pelo preço e nas condições que ele deseja.

 

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Imagem de rawpixel publicada no banco de imagens Pixabay

 

Termo primeiramente lançado no Financial Times, Gestão da Cadeia de Suprimentos (GCS) envolve o fluxo de bens e serviços de maneira eficiente. O sistema abrange todas as etapas envolvidas na aquisição de matérias-primas até os produtos finalizados, de maneira otimizada e agregando valor ao cliente. Como qualquer empresário de sucesso dirá, o GCS é uma parte extremamente crucial das operações.

Entre outras importantes funções, é o GCS que estabelece forte comunicação e relacionamento com os fornecedores, ajudando a evitar atrasos nas remessas e a minimizar erros logísticos. Ainda, uma gestão eficiente oferece melhor poder de negociação para obter as melhores taxas e produtos no menor tempo possível. Por sua vez, isso reduz os custos de estoque e melhora o planejamento e a eficiência gerais das operações.

Tudo isso garante que uma determinada empresa possa oferecer um alto nível de serviço ao cliente e, por sua vez, proporcionar bons resultados financeiros. Com isso em mente, é indiscutível a importância de uma boa gestão. No entanto, às vezes essa é uma tarefa bastante difícil. Para ajudar aos iniciantes no tema, apresentamos uma lista de três dicas essenciais para ajudar nessa importante tarefa.

#1 Invista em aperfeiçoamento da equipe

Qualquer empregado trabalhando na gerência de uma cadeia de suprimentos dirá que fazer o trabalho de forma eficiente e simplificada é como correr em uma pista de obstáculos diariamente. O amanhecer de cada novo dia traz seu próprio conjunto de problemas a serem resolvidos, principalmente com mercadorias caras, frágeis ou perecíveis. Portanto, estratégias de desenvolvimento da equipe se tornam essenciais.

Treinamentos constantes são fundamentais para preparar uma equipe para diferenciar uma empresa de seus concorrentes. Cada vez mais, o diferencial de uma marca está na experiência que ela entrega aos seus clientes no ato da compra, e não apenas na qualidade dos seus produtos ou serviços. Isso vale para qualquer negócio. Um site provedor de cassino online no Brasil, por exemplo, jamais poderia obter sucesso sem uma equipe aperfeiçoada e capaz de atender aos anseios do público-alvo da empresa. O mesmo acontece com a GCS. As estratégias de desenvolvimento de equipe envolvem treinamento formal, mas também treinamento no local de trabalho, coaching, mentoring e rodízio, entre várias atribuições e treinamento com base na modelagem de cenários.

#2 Aposte em novas tecnologias

A tecnologia desempenha um papel imprescindível no fortalecimento do GCS. Por exemplo, implementar um bom sistema de gestão de armazenamento é o que ajuda empresas de sucesso a otimizar suas atividades. Ainda, empresas que desejam atingir um alto nível organizacional também devem considerar investir em software de gestão de transporte, como o Supply Chain Solutions.

O uso de sistemas computadorizados de remessa e rastreamento ajuda a integrar todas as operações em um painel. Além disso, é possível ter esse painel em dispositivos móveis, o que significa ter a possibilidade de organizar dados de inventário, gerenciar remessas, monitorar a distribuição etc. – tudo no conforto do escritório ou nas mãos do usuário.

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Imagem de Gregor publicada no banco de imagens Pixabay

#3 Encontre fornecedores seguros

É impossível esquecer da importância de encontrar os fornecedores certos. Ao escolher fornecedores, o custo não é o único fator. O mais importante é selecionar fornecedores confiáveis. Isso permite a responsabilidade de oferecer a melhor qualidade ao cliente possa ser cumprida. É importante fazer uma pesquisa completa para identificar aqueles que têm uma forte reputação em manter altos padrões de qualidade, atendimento ao cliente e praticar formas éticas de fazer negócios.

Essas três dicas são fundamentais para alavancar uma boa gestão da cadeia de suprimentos. Aperfeiçoe a equipe, agarre-se em novas tecnologias e encontre fornecedores seguros. 

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