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:: ‘Sul da Bahia’

Grupo desenvolve fungicida capaz de combater praga do cacau

Cientistas de quatro instituições obtêm molécula que pode agir contra a vassoura-de-bruxa

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O desenvolvimento de uma molécula fungicida contra a vassoura-de-bruxa reuniu, sob a coordenação do professor Gonçalo Amarante Guimarães Pereira, uma equipe interdisciplinar de cientistas dos Institutos de Biologia (IB) e Química (IQ) da Unicamp, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e da Universidade de Warwick, do Reino Unido.

O trabalho, parte da tese “Desenvolvimento direcionado de inibidores da enzima mitocondrial Oxidase Alternativa (AOX) com ação antifúngica contra Moniliophthora perniciosa, fungo causador da vassoura-de-bruxa do cacaueiro”, de Mario Ramos de Oliveira Barsottini, é considerado um marco no conceito e consolidação de uma equipe de cientistas brasileiros com know-how para produzir e avaliar novos químicos de interesse comercial. Os resultados, publicados na revista Pest Management Science, em outubro de 2018, prometem uma nova fase para a cacauicultura nacional.

A vassoura-de-bruxa causa prejuízos ao cacau nacional desde 1989 (leia mais no texto abaixo). Sem formas de erradicar a doença, os cacauais sentem, ainda hoje, os efeitos da vassoura-de-bruxa: são cada dia menos produtivos e competitivos frente às plantações da África e da Ásia.

“Os fungicidas mais usados contra fungos atacam geralmente a respiração ou a estabilidade da membrana celular. Os que atacam a respiração, não funcionam contra a vassoura-de-bruxa. Já os que atacam a membrana celular, funcionam em laboratório, mas não no campo, de acordo com os produtores”, explica Mario Barsottini, primeiro autor do artigo.

O alvo das novas moléculas é a inibição de uma enzima muito peculiar do fungo, a oxidase alternativa (AOX). “A AOX confere à vassoura-de-bruxa resistência a fungicidas na primeira fase da infecção”, conta Barsottini. “Nossa hipótese era de que, inibindo essa via, a gente conseguiria matar o fungo. Mas achar uma molécula capaz de inativar AOX é como montar um quebra-cabeça sem saber direito o formato das peças”, acrescenta.

O grupo descreveu essa enzima e seu papel na sobrevivência do fungo em artigo publicado na revista New Phytologist em 2012. “Observamos que, quando a respiração principal é bloqueada pela azoxistrobina, uma via alternativa da respiração mantém o fungo na fase biotrófica. Mas, quando combinamos essa droga com um inibidor da oxidase alternativa, o fungo cessa completamente seu crescimento”, explicou Pereira, na época, à Agência FAPESP.

Na primeira fase da infecção, chamada biotrófica, o sistema de defesa da planta consegue bloquear a respiração do fungo. A AOX cria um atalho, que permite ao fungo manter suas funções vitais e resistir ao ataque. Após meses de manipulação da distribuição de nutrientes entre os vários tecidos vegetais, o fungo consegue energia suficiente para sofrer metamorfose e entrar na fase necrotrófica, quando se multiplica rapidamente e mata o seu hospedeiro.

Folhas, ramos e frutos secos com cogumelos (basidiomata), facilitam a disseminação dos esporos pela plantação, que permanecem viáveis por meses antes que um novo ciclo de infecção recomece. Portanto, o controle químico do fungo deve ocorrer antes dessa transição.

O professor Gonçalo Amarante Guimarães Pereira (à esquerda), coordenador da pesquisa, e Mario Barsottini, primeiro autor do artigo, em estufa no Instituto de Biologia

Essa via alternativa da respiração não é exclusiva da vassoura-de-bruxa. O parasito humano Trypanosoma brucei, causador da doença do sono e transmitido pela mosca tsé-tsé, também utiliza essa artimanha.

“Fármacos usados para o controle dessa doença humana, como o ácido salicilhidroxâmico (SHAM) e galato de n-propila, são instáveis e pouco permeáveis às membranas do fungo”, comenta Silvana Rocco, pesquisadora do CNPEM, que participou do estudo.

Rocco desenvolveu novas moléculas a partir de derivados de N-fenilbenzamidas (NPD), uma droga mais fácil de sintetizar e alterar quimicamente. No artigo, Barsottini e colegas testaram 74 dessas moléculas e encontraram uma delas capaz de inibir a via alternativa da respiração e o crescimento do fungo modelo, Pichia pastoris. A molécula nomeada a NPD 7j-41 também foi eficiente contra a vassoura-de-bruxa; evitou a germinação dos esporos e o aparecimento dos sintomas em planta infectadas de tomate, em ensaios realizados em laboratório.

“A NPD 7j-41 nos ajuda a entender quais partes da molécula são mais importantes para estabilidade, permeabilidade na membrana e interação para inibição da AOX. Alterando a estrutura dela, nós podemos desenvolver um químico eficaz para matar o fungo, sem causar danos à planta ou ao meio ambiente”, explica Rocco. “Além das barreiras impostas pela célula do fungo, a nova molécula tem que vencer outros desafios até chegarmos a um fármaco com produção em escala industrial”, completa.

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Silvana Rocco, pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), durante análise dos novos químicos em reator de ressonância magnética. Foto: Fellipe Mello | CNPEM

“A classe das ascofuranonas usada no combate do T. brucei é promissora, mas difícil de sintetizar. Esses compostos são mil vezes mais potentes que os nossos derivados da NPD”, relata Barsottini. “Nós pretendemos usar o conhecimento adquirido e partir para compostos mais potentes. Queremos trazer o conhecimento da área médica para a agricultura”, finaliza.

Multifatorial, doença chegou à Bahia em 1989

O fungo vassoura-de-bruxa (Moniliophthora perniciosa) chegou à Bahia em 1989, quando a produção de cacau estava no auge. Plantas deformadas com folhas secas e frutos enegrecidos, sem boas amêndoas, prejudicaram a região cacaueira. Fatores climáticos, estruturais e conjunturais da cadeia produtiva ajudaram na disseminação da doença, que levou ao abandono de fazendas, êxodo rural e miséria.

Hoje, plantas tolerantes e manejo adequado da cultura permitem a convivência entre praga e atividade produtiva, que marca a identidade e a cultura do povo imortalizado nas obras de Jorge Amado. Mesmo assim, a produção vem caindo: de 390 mil toneladas na década de 1980 para 83,9 mil toneladas de amêndoas em 2017.

Muitos especialistas já preveem o colapso na produção mundial de chocolate, caso a doença se espalhe para outras regiões produtoras na África e Ásia. Há ainda outra ameaça, a introdução do fungo patogênico aparentado, a Moniliophthora roreri, que pode causar estragos ainda maiores. Sem agroquímicos eficientes disponíveis para o seu controle, a vassoura-de-bruxa permanece o maior desafio da cacauicultura nacional.

O estudo de Barsottini e colegas é o primeiro passo para o desenvolvimento de um fungicida para garantir a viabilidade dos produtores de cacau e manutenção de economias locais e dos serviços ambientais do cultivo “cabruca”, feito na sombra da Mata Atlântica e da Floresta Amazônica.

 

O artigo:

Para ler o artigo “Synthesis and testing of novel alternative oxidase (AOX) inhibitors with antifungal activity against Moniliophthora perniciosa (Stahel), the causal agent of witches’ broom disease of cocoa, and other phytopathogens” (doi: 10.1002/ps.5243) de Mario R. O. Barsottini e colegas, acesse https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/ps.5243

 

 

Imagem de capa JU-online

Audiodescrição: Em laboratório, imagem frontal e de busto, homem sentado em cadeira, com olhar para a esquerda na imagem, segura com a mão esquerda um pequeno tubo plástico, e com a mão direita uma haste específica para manipulação. Ele mantém parte dos braços apoiados sobre uma extensa bancada retangular branca, disposta à frente dele. Às costas dele, outras duas bancadas idênticas, e também com vários equipamentos específicos para uso em laboratório. Ele usa luvas azuis e jaleco branco. Imagem 1 de 1.

Cacá Colchões propõe mudanças no sistema de ingresso  para UESC e UFSB

 

Cacá Colchões

O pré-candidato a deputado estadual, Cacá Colchões, definiu algumas de suas propostas como representante da região na Assembleia Legislativa. A modificação na forma de ingresso nas universidades públicas do sistema vestibular para o Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, fez com que a concorrência aumentasse e, com isso, estudantes de diversas partes do Brasil concorram às vagas ofertadas por nossas universidades.

Somente como exemplo, no curso de medicina da UESC, no último ano, ingressaram 40 alunos, sendo que apenas três são oriundos da região. “Os alunos se formam numa universidade de excelência, mas ao receber o diploma voltam para sua região de origem” – destacou Cacá. Vale salientar que a maior parte das universidades federais e estaduais do país já usam o Enem como único processo seletivo.

Nesse sentido, o pré-candidato pretende propor à UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz – e a UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia – a implantação do Sistema de Cotas Regionais, em que o aluno receberá bônus de “20%” sobre a nota do ENEM. Dessa forma, candidatos que cursaram o ensino médio em escolas com distância de até 150 km do Campus da UESC e UFSB, possuirão uma “vantagem” em relação aos demais.   “Esta é uma forma das universidades regionais atuarem decisivamente na formação dos nossos jovens e consequentemente da nossa região”, acrescentou o candidato, lembrando que esse sistema proposto “já é uma realidade em muitas universidades do país”.

A SAGA DO HOSPITAL REGIONAL COSTA DO CACAU

TODO RECADO TEM QUE SER CURTO E DIRETO!

A NESTLÉ NÃO VAI MAIS COMPRAR CACAU DO PRODUTOR!

UMA DOBRADINHA DO BEM, PARA ILHÉUS, REGIÃO E A BAHIA!

Se esta dobradinha emplacar, vai ser muito bom para Ilhéus, Região e a Bahia.

Eduardo Salles para Deputado Federal, e Carlos Machado (Caca Colchões) para Deputado Estadual.

Políticos que trabalham e honram seus mandatos!

Deputado Estadual Eduardo Salles, e Carlos Machado (Caca Colchões) Prefeito em exercício na época.

DEPUTADO BEBETO GALVÃO MANTENDO A RESERVA DE ELEITORADO.

Visando a reeleição, o Deputado Federal Bebeto Galvão vem dando assistência a seu eleitorado, no que faz muito bem, como ilustra as fotografias de encontro recente em Uruçuca.

O Deputado Bebeto e o pré-candidato a Prefeito de Uruçuca, Antonio Carlos

O Deputado Bebeto e o pré-candidato a Prefeito de Uruçuca, Antonio Carlos.

Assessores do Deputado Bebeto, apoiando políticos de Uruçuca.

Assessores do Deputado Bebeto, apoiando políticos de Uruçuca.

 

INDÚSTRIAS ROUBAM OS CACAUICULTORES

 – Por *Dr. Humberto Brito Almeida
PostDateIcon 27/jul/2015 . 2:05amendoas-no-saco
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HUMBERTO BRITO ALMEIDA O cacau é uma comodite, e, como tal, tem o seu preço cotado e definido pela bolsa de valores, mediante análises de produção e consumo.

Pois bem, na data de 16/07/2015 o cacau foi cotado na Bolsa de Nova York a U$3.355,00 (três mil, trezentos e cinquenta e cinco dólares) por tonelada, com U$1,00 (um dólar) valendo R$3,38 (três reais e trinta e oito centavos), e, nesse cenário, as indústrias deveriam pagar por arroba do cacau ao produtor brasileiro a importância de R$157,00 (cento e cinquenta e sete reais), valores muito acima do que está efetivamente sendo pago, vez que pagaram apenas R$118,00 (cento e dezoito reais) por arroba.

As indústria representadas pela Nestlê, Cargil e Barry Callebout, recebem pelos valores negociados na bolsa de valores, todavia, pagam valores menores, sob a singela alegação de que se trata de um “deságio”, quando, na prática, estão formando um cartel para roubar os produtores de cacau, indefesos perante essas grandes multinacionais.

Os abusos das indústrias vão além, a Barry Callebout rejeita sacas de cacau dos produtores sem nenhum critério, simplesmente por um funcionário do depósito dizer que cheira a fumaça, a Cargil desdenha e humilha os produtores, se recusando a comprar o cacau e mandando que procurem os atravessadores, enquanto a Nestlê deixa caminhões parados nos seus portões sem descarregar por muitos dias e depois devolve, alegando que cheira a fumaça, cujos caminhões retornaram, trocaram a sacaria e foram aceitos, entregando o mesmo cacau antes recusado.

Para os fazendeiros de cacau resta uma indagação, onde estão as autoridades que se omitem ante esses abusos estarrecedores? Por que o Governo Federal, o Ministério da Agricultura, os Deputados Federais e Estaduais, o Ministério Público e a Federação da Agricultura, quedam silentes e se omitem diante de tantos atos que lesam os agricultores?

Certamente os abusos trazidos à colação, não acontecem com os produtores de café, que tem fortes representantes na política, necessitando os cacauicultores se unirem, fortalecerem e lutar com coragem e determinação por respeito e condições dignas de comercialização da produção de cacau.

*(Dr. Humberto Brito Almeida é advogado, Graduado em Direito pela Universidade Federal da Bahia; Pós Graduado em Direito Eleitoral; Pós Graduado em Direito Público; Pós Graduado em Metodologia do Ensino Superior)

SITE MAMBEMBE, BLOG SUJO DE 2ª DIVISÃO.

Foto ilustrativa do Google.

Foto ilustrativa do Google.

Está participando da blogosfera regional, um site registrado com nome falso, e CPF zumba de São Paulo.

As autoridades competentes já estão com as provas documentais em mãos.

Cuidado quem anda compartilhando postagens.

O povo não é besta…

 

 

Vendedores alegam que Indústrias criam entraves para não receber cacau

Vendedores alegam que Indústrias criam entraves para não receber cacau

Colega, nas últimas semanas, as indústrias processadoras de cacau, instaladas no sul da Bahia estão “criando” alguns entraves e dificultando as compras de cacau, segundo denúncias rmercadoecebidas pelo Mercado do Cacau.  

Saiba mais: http://www.mercadodocacau.com/noticia/28531/vendedores-alegam-que-industrias-criam-entraves-para-nao-receber-cacau.html

Bom final de semana e fiquem à vontade para reprodução do material. 

Atc, 

Nancy Macedo – MTE 4571 / BA

TV Mercado – www.mercadodocacau.com

(73) 3215 1800 | 8821 4310

ADASB ALERTA PARA INVASÕES NA ÁREA DA BARRAGEM DO RIO COLÔNIA EM ITAPÉ.

Prezados, bom dia!

Segue para apreciação e possível publicação, release que trata da preocupação da ADASB (Associação dos Agropecuaristas do Sul da Bahia) com a invasão de integrantes de movimentos sociais à Fazenda Canaã, município de Itapé, localizada no perímetro das obras da Barragem Rio Colônia. Associados da ADASB temem que o movimento avance e comprometa a retomada das obras. Agradeço, desde já, o aproveitamento.

Att. Kaline Ribeiro Assessora de Imprensa/ADASB (73) 8864-1181/9112-3606

ADASB alerta para invasões na área  da Barragem Rio Colônia em Itapé

A Associação dos Agropecuaristas do Sul da Bahia (ADASB) lança o alerta para uma problemática que pode protelar ainda mais as obras de construção da Barragem Rio Colônia, em Itapé. O empreendimento beneficiará mais de 210 mil moradores dos municípios de Itapé e Itabuna, garantindo maior regularidade no abastecimento de água, no entanto, esta semana, uma propriedade que está situada no perímetro da obra foi invadida por integrantes de Movimentos Sociais.

“Preocupada com a situação a ADASB traz a público esta notícia e ao mesmo tempo informa que tomará as devidas providências, cobrando do Poder Público que adote as medidas cabíveis que possam resguardar a obra”, frisou o presidente da ADASB, Elder Fontes. A invasão ocorreu na segunda-feira (25), em uma área de 300 hectares da Fazenda Canaã, em Itapé, propriedade do agropecuarista João Sobral.

Cerca de 50 pessoas já começaram a montar acampamento no local, mas ainda não apresentaram reivindicações. Acredita-se que eles aproveitaram o momento de letargia para conclusão da Barragem Rio Colônia, já que a mesma encontra-se paralisada. “Outros fazendeiros também estão inseguros. Eles temem que o movimento avance de tal modo para outras propriedades e atrapalhe a retomada das obras assim que o Governo do Estado resolver pendências de licitação que provocaram a paralisação”, completou o vice-presidente da ADASB, Edimar Margotto Jr.

A ADASB lembra que a referida invasão atinge não somente os proprietários das fazendas, mas a população regional como um todo, pois a Barragem se trata de uma reivindicação antiga de toda região que deve solucionar o problema de escassez de água em Itabuna.  O equipamento permitirá a manutenção regular da vazão dos rios Colônia, Salgado e Cachoeira durante todo o ano, e ainda abastecerá os empreendimentos atraídos pelo Porto Sul.

Ela é considerada a solução para o abastecimento de água em Itabuna e para a perenização do rio Cachoeira. Tem investimentos provenientes de recursos federais e do Governo do Estado e ocupará uma área de 1621 hectares, com capacidade para armazenar 62 milhões de metros cúbicos de água, garantindo uma vazão de 1.400 litros por segundo.

Elder Fontes e Edimar Margotto Jr lançaram o alerta

Elder Fontes e Edimar Margotto Jr lançaram o alerta

O NÓ – ATO HUMANO DELIBERADO. FILME COMPLETO. ====>26-08-2014

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