WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

:: ‘Saúde’

Veja a diferença entre emergência em saúde e estado de calamidade

Pandemia leva governo a adotar medidas econômicas e de atenção à saúde

Publicado em 28/03/2020 – 15:23 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Foto: Marcelo Casal Jr/Agencia Brasil

Em meio à pandemia de covid-19 no Brasil, o governo federal está adotando medidas de atenção à saúde da população e à economia. As ações dão efeito à emergência em saúde pública, declarada em fevereiro pelo Ministério da Saúde. Na semana passada, o Congresso Nacional também reconheceu o estado de calamidade pública no país.

Entenda a diferença entre emergência em saúde e estado de calamidade e para que servem os dois atos.

A Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional foi declarada pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria nº188/2020 após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter declarado Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional, em 30 de janeiro de 2020.

Para isso, o ministério considerou a complexidade das situações causadas pela disseminação do coronavírus e a necessidade de esforços e ações de resposta coordenadas em todo os sistemas de vigilância e atenção à saúde. Ou seja, a medida fundamenta todas as ações urgentes de prevenção, controle de riscos e danos à saúde pública.

Duração indeterminada

A duração da situação de emergência é indeterminada e também será definida pelo Ministério da Saúde, mas não será maior que o tempo de emergência declarado pela OMS.

Para dar andamento a essas ações de saúde e também a outras áreas do poder público, o governo federal editou e o Congresso Nacional aprovou a Lei nº 13.979/2020, que traz as medidas de enfrentamento à emergência e a seus efeitos. A lei também só vigora enquanto vigorar a emergência em saúde.

Considerando o aumento de gastos, o impacto dessas medidas para conter o vírus na atividade econômica e a consequente diminuição da arrecadação dos cofres públicos, o governo federal pediu que o Congresso reconhecesse o estado de calamidade pública, que o dispensa de cumprir as metas de execução do orçamento e de limitação de empenho de recursos. O Congresso aprovou o pedido e publicou o Decreto Legislativo nº 6/2020.

O estado de calamidade, entretanto, tem prazo para acabar e vai até 31 de dezembro deste ano.

Edição: Kleber Sampaio

ALGUMAS INFORMAÇÕES CIENTÍFICAS SOBRE O CORONAVÍRUS.

As pessoas precisam de algumas referências para acreditar nas palavras de alguém. Pois bem, tenho 67 anos, sou biólogo aposentado, trabalhei na Seção de Raiva e Encefalomielite do Instituto Biológico de São Paulo, fui assistente do cientista Moacyr Rossi Nilson, trabalhei com o vírus da raiva, um vírus que causa 99% de letalidade.
Trabalhei na Seção de Bacteriologia Animal também.
Sou professor de biologia.

Os vírus são muito menores que as bactérias e não são visíveis ao microscópio óptico comum MOC, só com microscópio eletrônico ME é possível visualizar e fotografar os vírus.
Para exames rápidos de diagnóstico da raiva usamos microscópia de imunofluorescência mas não é um diagnóstico definitivo, requer confirmação e para tal injetamos o material suspeito no meio dos cérebros de 5 ratos brancos, espeta agulha na moleira do rato, afunda e injeta. Após 5 dias os ratos apresentam os sintomas da raiva e o diagnóstico se torna definitivo. Sou especialista nisso.
Bem, agora vou comentar sobre outro vírus.

Coronavírus é o nome de uma Família de vírus que se divide em dois Gêneros, o Gênero Alphacoronavirus que possui duas Espécies, a CCoV que causa gastroenterite em cães e a Espécie FCoV que causa peritonite infecciosa felina PIF, ambas doenças não atacam os humanos.

Família coronavírus, Gênero Betacoronavirus que contém três Espécies que atacam os humanos:

Especie Mers-Cov
Causa a doença Síndrome respiratória do Oriente Médio

Especie SARS-Cov
Causa a doença Síndrome respiratória aguda grave.

Espécie SARS-Cov 2
Causa a doença CoVID-19 essa que está nos atacando agora.

Muito bem…
Quando nos confrontamos com um inimigo, a primeira providência é examinar quais são os pontos fracos do inimigo.

Esses vírus possuem uma estrutura extremamente primitiva e muito frágil. É apenas um filamento de RNA envolvido por uma película lipoproteica ou seja, uma fina membrana esférica de gordura e proteína, muito fina e que não é eficiente contra a desidratação e nem como isolante térmico. Ao ar livre o vírus desidrata, seca e morre.
Ele necessita sair do doente infectado e entrar pela boca, nariz ou olhos da vítima sadia e assim infectar mais um e causar a doença nele.

Na China constataram que esse vírus se mantém vivo por algumas horas fora do corpo do doente e esse tempo de vida vai depender de onde esse vírus caiu após ter saído do corpo do doente.

Se esse vírus cair em um local exposto à luz solar, ele morre em minutos, se for sob o Sol do meio dia, morre em 2 ou 3 minutos, ele não suporta os raios ultravioleta e também desidrata rapidamente se tomar a luz do Sol diretamente. Em tempo nublado dura um pouco mais, talvez até uns 15 minutos.

Se esse vírus sair do doente num lugar sem luz solar incidindo diretamente nele, um local sombreado como dentro de casa ou dentro de algum veículo e o vírus cair sobre papel, madeira, roupas e cabelos, ele sobrevive por 6 horas.

Se o vírus cair sobre superfícies lisas, sombreadas e frias como vidro, mármores, azulejos, metais lisos, ele sobrevive por 12 horas.

Mesmo sendo muito pequenos os vírus possuem algum peso e a tendência é cair assim que saem numa tosse, num espirro ou simplesmente uma pessoa falando está batendo a língua no céu da boca e nos dentes e isso vai espirrando gotículas invisíveis cheias de vírus que saem da boca. Mesmo apenas a respiração do doente já é suficiente para liberar vírus no ar.

Estratégias explorando as fragilidades do inimigo:

1. Isolamento social.
Fundamental isso.
As pessoas não devem se aproximar. A pessoa infectada pode não apresentar sintomas mas está produzindo trilhões de vírus em seu organismo e esses vírus saem pela respiração dela.

2. Higiene correta.
Ao usar um transporte público durante uma epidemia, é 100% certeza que em suas roupas e cabelos existem vírus vivos da doença e se apenas (1) um desses vírus atingir as mucosas dos olhos, boca ou nariz, a pessoa será infectada.

Estratégia:
Tendo consciência disso, não passar os dedos nos olhos, na boca e nem no nariz.
Chegar em casa e não tocar em nada e nem em ninguém antes de lavar as mãos. :: LEIA MAIS »

Ex-ministro que chefiou combate ao H1N1 acha exageradas medidas contra Covid-19

Osmar Terra não vê necessidade de fechar escolas e comércio e prevê declínio da pandemia a partir de abril

 Em áudio que vazou para as redes sociais, o médico, deputado federal pelo MDB-RS e ex-ministro Osmar Terra (MDB-RS), responsável pela coordenação do combate no Brasil à epidemia de gripe H1N1, que somente em 2019 matou 780 brasileiros, considerada exageradas as medidas adotadas por governadores e pelo Ministério da Saúde contra a pandemia do coronavírus.

O ex-ministro vai mais além quando diverge da previsão do ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), segundo o qual a pandemia somente começará a regredir em setembro. Para Osmar Terra, a regressão se iniciará já no próximo mês de abril.

O áudio é de uma troca de mensagens de Osmar Terra com um amigo. Nele, o ex-ministro dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro compara o cenário atual com a epidemia de H1N1 em 2009. “No ano passado, morreram 780 pessoas no Brasil de H1N1, dez anos depois que enfrentamos a epidemia. O número não virou notícia”, observou, e “provavelmente não vai morrer tanta gente de coronavírus”.

Ele enfrentou, como secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, em 2009, a epidemia de gripe Influenza A, e questiona as medidas que estão sendo aplicada atualmente. “Eu estudei bastante isso, até porque tive que enfrentar o H1N1, e para fazer o debate do coronavírus, eu não estou falando de algo da minha cabeça.”

Vírus começa a regredir em abri
“Estou ouvindo os principais infectologistas do estado, que foram do meu comité no enfrentamento do H1N1, e para mim a pessoa que mais entende de epidemiologia no Brasil, e talvez no mundo hoje que é o César Victor. Eu gostaria de saber por que vocês acham que o comportamento é tão diferente assim e tão preocupante assim?””, indaga.

Terra destaca na mensagem que estamos vendo um vírus novo, que tem transmissibilidade 30% maior que o H1N1, “então ele se espalha mais rápido, já se espalhou. Você sabe que a epidemia termina quando atinge mais da metade da população com anticorpos, com contato com o vírus, com imunidade. Isso está acontecendo, em poucas semanas esse processo se cumpre”.

Ao contrário do ministro Mandetta, ele aposta que a epidemia vai começar a regredir em abril:

– “Ela tem um padrão matemático, todas têm. Esse SARS que está causando o Covid-19 ele é um vírus muito semelhante a primeira SARS que tinha 10% de letalidade. Então ele é muito mais brando, na China e na Itália que são os que têm maior letalidade, ele está com 3.4, mas no resto do mundo ele está 1.5 no mundo todo.  Ele vai se espalhar, vai contaminar e vai terminar”.

Ouça a primeira parte do áudio do ex-ministro Osmar Terra:

H1N1 infectou muito mais
Terra cita que o Brasil está estimando que o número de infecções pelo coronavírus pode chegar a 30 ou 40 mil casos, e um número de mortos entre mil e dois mil casos. “Isso é muito menos que o H1N1. Então acho que o médico, não quero ditar comportamento para ninguém, mas o médico tem que ser o primeiro a acalmar o pessoal, porque não se controla epidemia e não se orienta a população disseminando o pânico”.

Para ele o isolamento social não resolve nada. “Qual a vantagem do isolamento? A epidemia só vai terminar quando ela tiver mais da metade da população contaminada, em 99% dessa metade da população que vai ficar contaminada, não vai ter sintoma nenhum, vai ser assintomática. Isso é um processo que está andando, quando apareceram os primeiros casos que foram revelados com exame laboratorial, o vírus já estava andando. O vírus começou  na China em novembro. Por isso que quando eles começam a fazer os exames em janeiro, dá uma explosão de casos”.

Pico ocorre em seis semanas
No áudio, Terra também critica o isolamento que está sendo imposto no Brasil. “Então eu estou me baseando em evidências, se tu tiver alguma outra evidência diferente que não seja só a ideia que se isolar melhora, porque o isolamento não vai diminuir aquela curva, aquilo tudo é conversa. Todas as epidemias virais têm um padrão, elas duram em torno de treze semanas, e na sexta semana elas estão no pico e depois regride, desaparece”.

“O isolamento não vai resolver o problema porque já está disseminado o vírus, essa que é a questão. Se o vírus não estivesse circulando, talvez, isolar iria atrasar o aparecimento, mas ele viria porque ele está circulando no mundo. Mas agora que ele está circulando, o teu filho pode estar com o vírus e ser assintomático. O vírus está correndo solto, ninguém segura mais. E ele vai evoluir, vai regredir e pronto e acabou”, afirma Terra.

Ouça o segundo áudio de Osmar Terra, gravado na sequência do primeiro:

Osmar Terra defende que essas medidas restritivas pouco adiantam. “Quando eles falam em achatar a curva, eles não falam de diminuir o número de pessoas contaminadas, mas só a velocidade, mas isso é muito difícil acontecer. Isso poderia acontecer, se as pessoas ficassem três meses em isolamento absoluto, mas isso não tem como fazer. Imagina tu botar as crianças, as famílias dentro de casa sem sair, qualquer contato com o mundo exterior pode ter o vírus, um papel, uma sacola que venha do supermercado”.

No H1N1, “não fechamos lojas”
O ex-secretário da Saúde do RS afirma que quando o vírus está circulando, a postura correta a se tomar é administrar os casos de doença, ter leitos, como nós fizemos no período do H1N1. “Nós não fechamos uma loja na epidemia do H1N1, vai demorar meses, anos, muitos anos para recuperar a economia depois disso, tu vai ver. E todas essas atitudes pirotécnicas, não vai diminuir um morto. A mas se achatar a curva, a rede vai ter melhor condições, não vai. A rede vai ter que improvisar de acordo com a demanda, como eu fiz no H1N1. Eu aumentei 30% dos leitos de UTIs em três semanas e as pessoas vão ficar quanto tempo em isolamento para achatar a curva? Dois meses, três meses, cinco meses? Isso não existe”.

Para o parlamentar, é preciso atentar para a possibilidade do coronavírus estar sendo instrumentalizado politicamente. “Os governadores querendo mostrar serviço. Não tem nenhuma evidência cientifica que fechar escola resolve, não resolve. Muito pelo contrário, agora as crianças que forem cuidadas pelos avós, vão contaminar os avós, agora vai morrer mais gente, por terem fechado as escolas. Os meninos vão se reunir em algum lugar, vão ter contato com os outros, então não vai alterar, essa curva não se altera.”

“Fechar shopping(?), as pessoas vão ter que ir  o supermercado. (E o) o risco que elas têm de se contaminar ali? Vai estar uma multidão no supermercado”.

Influenza mata mais
Em relação ao cenário mundial do Covid-19, ele ressalta que a região da Itália, com elevado número de casos, possui um grande comércio com a China, “muitos chineses vão para lá, e muitos italianos vão para China e voltam, então foi uma região que primeiro teve casos”. E faz uma comparação com a realidade nacional, “como aqui no Brasil, as regiões que têm mais turismo, tem mais negócios com a China e com a Itália foram as que primeiro cresceu o número de pessoas infectadas. Mas o número aí é a ponta do iceberg, para cada pessoa que aparece com o resultado positivo, tem quase uma centena que não vai aparecer, não vai apresentar quadro, não vai ter sintoma”.

E fala sobre as medidas que estão sendo aplicada na França. “O isolamento que está ocorrendo na França, por exemplo, eu acho que tem um conteúdo político, aquele cara está para ser derrubando pelos Coletes Amarelos tem algum tempo e ele agora boto todo mundo de quarentena por trinta dias, tu imagina se isso vai resolver alguma coisa, acompanha a curva da França que tu vai ver. O vírus já está solto lá, já está contaminando as pessoas”.

Deputado cita que durante o inverno nos EUA já morreram 40 mil pessoas Influenza. “Não vai morrer nem um terço disso do coronavírus”.

Terra acredita que é mais eficaz nesses momentos de crise, transmitir para a população a informação, como é que vai acontecer, quando é que sobe e os cuidados pessoais que são necessários.

(THE DAY AFTER) O DIA APÓS O CORONAVÍRUS E A PRORROGAÇÃO DE MANDATOS.

Se isso ocorrer, o que vai acontecer?

Muitas máscaras cairão?

Muitos vão quebrar as pernas?

Ou todos vão ‘levantar a guia’?

Precisamos ficar atentos para estas estripulias… 

China mostra caminho para interromper disseminação do novo coronavírus

A experiência da China em conter a disseminação do novo coronavírus pode servir de lição para outros países que enfrentam a pandemia da COVID-19, disse uma autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) em entrevista ao UN News.

 

Enquanto mais de 153 mil casos de doenças respiratórias foram registrados globalmente até domingo (15), esse número está em declínio na China, demonstrando que o curso do surto foi alterado, de acordo com o representante da OMS no país, Gauden Galea.

“É uma epidemia que foi interrompida à medida que crescia e parou de crescer. Isso está muito claro a partir dos dados que temos, bem como das observações que podemos ver na sociedade em geral”, disse o especialista, falando da capital, Pequim, no sábado (14).

“Portanto, essa é uma grande lição: que o curso natural do surto não precisa ser um pico muito alto que sobrecarregue os serviços de saúde. Esta lição de contenção, portanto, é uma lição que outros países podem aprender e se adaptar às suas próprias circunstâncias.”

Entendendo ‘uma pneumonia de causa desconhecida’
A Covid-19 é a mais recente doença provocada pelos coronavírus que causam infecções respiratórias, como MERS e SARS.

A OMS está trabalhando no caso desde 31 de dezembro, quando foi informada pela primeira vez que “uma pneumonia de causa desconhecida” havia sido detectada em Wuhan, a maior cidade da província de Hubei, no centro da China.

Galea relatou que havia três perguntas principais a serem compreendidas durante esta fase inicial: como o vírus estava sendo transmitido, sua gravidade e quais medidas de controle deveriam ser tomadas.

“De certa forma, as três primeiras semanas foram profundamente envolvidas na investigação epidemiológica local, na realização de perguntas aos pesquisadores nacionais, na interpretação de redes internacionais de especialistas, no desenvolvimento de comunicações de risco em torno das informações que tínhamos, enviando informações para a mídia, alcançando parceiros nas Nações Unidas e nas missões na China com sede em Pequim”, afirmou.

Galea e colegas viajaram para Wuhan de 20 a 21 de janeiro, apenas alguns dias antes de a cidade ser sujeita a um bloqueio. Na época, não havia uma demanda esmagadora pelos serviços de saúde, embora a situação tenha mudado quando especialistas em saúde chineses e internacionais realizaram uma missão conjunta um mês depois.

O especialista entendeu que, embora houvesse deficiências na época, tomar medidas diferentes teria sido difícil.

“Mas essa contenção foi eficaz e permitiu que o restante da China pudesse conter o surto de uma maneira muito eficiente. A forma da epidemia e o pequeno número de casos vistos fora de Hubei são um testemunho do sucesso e da eficácia”, afirmou.

“É muito importante perceber que essas deficiências não são exclusivas da China e que poucos países estão manifestando maior velocidade de ação.”

Da emergência internacional à pandemia
Após duas reuniões de seu Comitê de Emergência, o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em 30 de janeiro, declarou a nova doença uma emergência de saúde pública de interesse internacional: a classificação mais alta da agência para avaliação de riscos.

A OMS então montou o que Galea descreveu como um “plano de pesquisa” e começou a enviar kits de teste e equipamentos de proteção individual para outros países.

Na semana passada, a OMS anunciou que a COVID-19 poderia ser caracterizada como uma pandemia: a primeira a ser desencadeada por um coronavírus.

“Quando lembramos que uma emergência de saúde pública de interesse internacional foi declarada em 30 de janeiro e, conforme falamos agora, estamos em meados de março, é muito importante entender que qualquer país que ainda não atendeu à chamada precisa estar agindo e agindo rápido: preparando a população através de uma comunicação de risco apropriada”, disse Galea.

Compartilhando as lições aprendidas
Com o número de casos na China em declínio, a OMS está trabalhando para compartilhar as lições aprendidas lá em benefício de outros países que agora enfrentam a COVID-19.

Galea elogiou a cooperação oportuna com a Comissão Nacional de Saúde, sua contraparte no país. Trocas precoces e frequentes resultaram no compartilhamento da sequência genética do vírus, bem como nas especificações para o desenho dos testes, para que outros países pudessem identificá-lo.

“A maior conclusão é que a China demonstrou que o curso do surto pode ser alterado. Normalmente, um surto dessa natureza teria um crescimento exponencial, atingiria um pico alto e diminuiria naturalmente quando todas as pessoas suscetíveis fossem infectadas ou desenvolvessem a doença. Isso não aconteceu na China de várias maneiras”, disse ele.

“Um: a forma do curso dos eventos – o gráfico, a curva epidêmica, como chamamos, do número de casos ao longo do tempo – parece muito antinatural. É uma epidemia que foi cortada à medida que crescia e parou de seguir. Isso é muito claro a partir dos dados que temos, bem como das observações que podemos ver na sociedade em geral.”

“Portanto, é uma grande lição que o curso natural do surto não precise ser um pico muito alto que sobrecarregue os serviços de saúde. Essa lição de contenção, portanto, é uma lição que outros países podem aprender e se adaptar às suas próprias circunstâncias.”

Utilize as ferramentas
Uma lição até agora tem sido a importância de ter sistemas nacionais de saúde pública fortes. Galea sublinhou a necessidade de preparação e o valor de fornecer a todos os cidadãos acesso a cuidados de saúde.

No nível individual, ele exortou as pessoas a não entrar em pânico e a seguir procedimentos para reduzir o risco de propagação, como lavar as mãos adequadamente, cobrir o nariz ao espirrar, tossir no cotovelo e trabalhar em casa sempre que possível.

“As pessoas já ouviram essas coisas muitas vezes, mas nunca se pode repeti-las o suficiente ou com força suficiente. Este é o caminho. Essas são as ferramentas que temos agora. Utilizem.”

Brasil registrou ao menos 1.109 mortes por gripe em 2019

Pessoas com mais de 60 anos, com problemas cardiovasculares crônicos e diabéticos representam maior número de óbitos por gripe no ano passado

Idosos representam a maior parte dos óbitos por gripe

Idosos representam a maior parte dos óbitos por gripe

O Brasil teve em 2019 teve 1.109 óbitos decorrentes de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) por influenza, segundo o último relatório do Ministério da Saúde.

O número representa 22,5% de todas as mortes por SRAG que fazem parte do levantamento — elaborado por amostragem, ou seja, apenas uma parcela dos casos é contabilizada.

O subtipo de vírus da gripe que mais matou foi o H1N1, o mesmo da epidemia de 2009, que corresponde a 787 óbitos. Além disso 73% das mortes foram de pessoas com fatores de risco determinados para a doença.

O pneumologista Pedro Rodrigues Genta, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que a maior parte dos infectados por influenza não possui grandes complicações.

Segundo o relatório, 54,6% dos óbitos foram de pacientes com mais de 60 anos. Em segundo e terceiro lugares, aparecem as pessoas com doenças cardiovasculares crônicas (35,9%) e diabéticas (27,6%).

Genta afirma que idosos possuem o sistema imunológico e saúde fragilizados e costumam ter outras doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas.

“Eles possuem uma capacidade física e imunológica limitada para lidar com esse tipo de situação.”

O pneumologista explica que doenças cardiovasculares crônicas podem ser descompensadas pelo quadro infeccioso gripal.

“O quadro vai exigir mais do organismo e do coração, que já possui uma deficiência. A frequência cardíaca fica aumentada o que coloca o coração do paciente em risco.”

Pacientes diabéticos também podem ter a imunidade prejudicada, se a doença não estiver sob controle. Além disso, a diabetes pode acometer doenças cardiovasculares e renais, que podem complicar o quadro.

Número de óbitos pode ser ainda maior

O estado de São Paulo foi o que mais concentrou mortes por influenza: 24,6%. Além disso observa-se um maior número de casos e mortes nas regiões Sul e Sudeste.

Segundo o relatório do ministério, o maior número de casos e óbitos nessas regiões é devido à “concentração populacional e também ao maior número de unidades sentinelas de SRAG para influenza, por isso faz-se necessário o fortalecimento da vigilância da influenza nas outras regiões do país (Centro-Oeste, Norte e Nordeste)”.

Veja mais: Coronavírus não transmite tão fácil quanto a gripe, diz diretor da OMS

Para Genta, o resultado do relatório é por conta da falta de acesso ao diagnóstico.

“Fora desses centros, o acesso é ruim. Em muitos hospitais, nem sequer existe a disponibilidade de fazer o diagnóstico. Muitas vezes se trata com antibiótico, achando que é uma pneumonia bacteriana e na verdade é viral.”

Campanha de vacinação antecipada

campanha de vacinação contra gripe deste ano foi antecipada pelo Ministério da Saúde.

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, mesmo que a vacina não apresente eficácia contra o coronavírus, é uma forma de auxiliar os profissionais de saúde a descartarem as influenzas na triagem e acelerarem o diagnóstico para o novo coronavírus.

Para o pneumologista, a mortalidade da gripe é muito negligenciada no Brasil e corremos o risco de dar importância indevida ao novo coronavírus.

“[A gripe] é uma doença que se pode prevenir com vacina. Nesta fase em que teremos um risco maior do novo coronavírus, teremos também um risco maior de gripe, que tem sintomas muito parecidos.”

Leia também: Lavar as mãos ou álcool gel? O que é melhor contra vírus e bactérias

Genta explica que todos dentro do grupo de risco devem se vacinar. As pessoas que não se encaixam nas definições de risco podem consultar seus médicos para avaliar o custo x benefício da vacinação.

Mandetta afirmou em coletiva de imprensa que a campanha começará vacinando gestantes, crianças de até seis anos, puérperas e idosos. Depois, serão incluídas outras categorias.

*Estagiária

QUEM CONHECE, AO PRIMEIRO SINAL DE PERIGO PULA FORA.

Dr. Jorge Viana não se submeteu ao colega Dr. Mário Alexandre.

RÉQUIEM PARA A SAÚDE PÚBLICA EM ILHÉUS.

Funcionamento da Policlínica Regional amplia atendimento do SUS em Ilhéus

Funcionamento da Policlínica Regional amplia atendimento do SUS em Ilhéus – Secom

Inaugurada em setembro de 2019, a Policlínica Regional de Saúde, situada no município de Itabuna, tem dinamizado a oferta de atendimentos e serviços para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de Ilhéus. Com dois micro-ônibus e uma ambulância para atender a demanda ilheense, a Policlínica, conquistada pela parceria do Estado com o município de Ilhéus, integra o consórcio intermunicipal junto a outras 28 cidades.

Com vinte consultórios para atendimento nas especialidades de Angiologia, Gastroenterologia, Ginecologia e Obstetrícia, Mastologia, Cardiologia Clínica, Ortopedia, Oftalmologia, Neurologia, Dermatologia, Urologia, Endocrinologia e Otorrinolaringologia, a Policlínica Regional de Saúde funciona das 7h às 18h, em Itabuna.  Também são ofertados serviços na Sala de Pé Diabético e de observação pós-procedimentos e exames; coleta para exames laboratoriais de análises clínicas; e procedimentos especiais (biópsias).

O secretário de saúde do município de Ilhéus, Geraldo Magela, destaca que a parceria com o governo baiano estimula a gestão estratégica. “O prefeito Mário Alexandre, firma parcerias que viabilizam o acesso da população aos serviços do SUS, por meio de ações, visando fortalecer o sistema público de saúde”, enfatiza Magela.

De acordo com o Supervisor da Central de Regulação do município, Fábio Mantena, a iniciativa também agrega um valor social, visto que oferta serviço de transporte aos pacientes que residem em localidades mais distantes da sede, e que não possuem condições financeiras para arcar com os custos do deslocamento.

Para acessar o serviço, o usuário ilheense deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima à sua residência para a marcação de consulta e exames, com exceção das pessoas que residem na zona rural e nos distritos, que devem realizar a marcação excepcionalmente na Central de Regulação.

Os dois micro-ônibus adquiridos pelo consórcio realizam o translado dos pacientes diariamente, às 6h30 e às 11h30. O embarque dos moradores da zona rural é feito em um ponto em comum, informado previamente. Na zona urbana, o ponto de encontro acontece no Palácio Paranaguá, no Centro.

Serviços – De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a unidade realiza uma média mensal de 3.342 exames e 4.312 consultas, ofertando exames de Ressonância Magnética (sem e com contraste); Tomografia computadorizada (sem contraste, com contraste e com sedação); Mamografia; Raio X mais de 500mA (CR); Ultrassonografia Geral e Vascular; Colonoscopia; Endoscopia Digestiva; Teste Ergométrico; Eletrocardiograma (ECG); entre outros.

Secretaria de Comunicação Social  – Secom

Ilhéus – 24.01.2020

Começa pesquisa para saber como anda a saúde dos brasileiros

Ministério pretende ouvir cerca de 27 mil pessoas só no 1º semestre

Publicado em 09/01/2020 – 06:38

Por Agência Brasil*  Brasília

A pesquisa Vigitel 2020 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), realizada todos os anos pelo Ministério da Saúde, pretende ouvir cerca de 27 mil pessoas somente no primeiro semestre. A participação é muito importante para que seja possível conhecer o retrato da saúde das pessoas no país e para o planejamento e monitoramento das ações e políticas públicas de cuidado à saúde dos brasileiros.Portanto, Você que tem 18 anos ou mais e mora em uma das 26 capitais do país, além de Brasília, poderá receber uma ligação do pesquisador do ministério convidando-o para participar da principal pesquisa no país que mede os fatores de risco e de proteção para doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, cânceres, obesidade, doenças respiratórias e relacionadas ao coração – principais causas de mortes no país.Segundo o ministério, o tempo médio para responder ao questionário é de cerca de 12 minutos. As ligações serão feitas das 9h às 21h (horário de Brasília) nos dias da semana, e das 10 às 16h aos sábados, domingos e feriados. A participação na pesquisa é voluntária.“Conhecer a situação de saúde da população é o primeiro passo para planejar ações e programas que reduzam a ocorrência e a gravidade destas doenças, melhorando, assim, a saúde da população”, destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.O ministério alerta que durante a pesquisa não será perguntada qualquer informação relacionada a documentos pessoais, como CPF, RG ou mesmo dados bancários. As únicas informações pessoais obtidas por meio da pesquisa dizem respeito à idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor, uma vez que permitem que os resultados reflitam a distribuição sociodemográfica da população total.

Desde 2006, a pesquisa Vigitel monitora a frequência e a distribuição de fatores de risco para o surgimento destas doenças através de um questionário, respondido por telefone, sobre itens como hábitos alimentares (consumo de frutas e hortaliças) e estilo de vida (prática de atividade física, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas). São também investigadas a frequência e o diagnóstico médico de hipertensão arterial e diabetes, bem como a realização de exames de mamografia e de papanicolau.

 

*Com informações do Ministério da Saúde

Edição: Aécio Amado

SUS vai atender em casa pacientes com dificuldade de locomoção

Mais de 410 equipes multiprofissionais vão auxiliar no atendimento

O Ministério da Saúde Informou hoje (3) que o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes com dificuldade de se locomover a uma unidade de saúde terá mais 410 equipes para atender no tratamento em casa. A medida vai atender 210 municípios de 21 estados. De acordo com o ministério, o objetivo é reduzir a demanda por atendimento nos hospitais, evitando as internações e reinternações, bem como diminuir o tempo de permanência de usuários internados no SUS.

Dos 210 municípios que receberam o benefício, 178 estão sendo habilitados pela primeira vez na modalidade de atenção à saúde, com atendimento especializado para pacientes domiciliados.

Para realizar a modalidade de atendimento houve um incremento de R$ 160,4 milhões no repasse aos estados e municípios. A pasta disse que, com as novas habilitações, agora serão 1.157 Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) e Equipes Multiprofissionais de Apoio (EMAP).

“As EMADs são formadas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que ofertam um suporte médico completo aos pacientes que estão acamados. Já as EMAPs têm composição mínima de três profissionais de nível superior, escolhidos entre oito diferentes ocupações: assistente social; fisioterapeuta; fonoaudiólogo; nutricionista; odontólogo; psicólogo; farmacêutico e terapeuta ocupacional”, disse o ministério. (Agência Brasil)

Bolsonaro sanciona Lei do Médicos pelo Brasil

SUSMarcello Casal Jr./Agência Brasil

Programa amplia em 7 mil vagas em locais de difícil provimento

Publicado em 18/12/2019 – 17:52

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, no início da tarde de hoje (18), no Palácio do Planalto, a lei que cria o programa Médicos pelo Brasil. O programa substituirá o Mais Médicos, criado em 2013.  

Ao todo, o Ministério da Saúde prevê 18 mil vagas para médicos em todo o país, principalmente em municípios pequenos e distantes dos grandes centros urbanos. Segundo a pasta, esse número amplia em 7 mil vagas a oferta atual de médicos em municípios onde há os maiores vazios assistenciais do Brasil. O programa também vai formar médicos especialistas em medicina de família e comunidade. 

Em entrevista à imprensa, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informou que os primeiros médicos contratados pelo novo programa começarão a trabalhar em cerca de quatro meses. 

“Já iniciamos a construção do processo seletivo, esperamos trabalhar com isso no mês de fevereiro, para chegarmos com os primeiros profissionais aproximadamente no mês de abril, porque é o tempo de fazer, corrigir, publicar, ver as questões que normalmente são questionáveis em relação ao resultado, homologar e já começar a colocar os médicos nos locais de mais difícil provimento do país”, afirmou.

Contratação

Os aprovados no programa serão alocados em unidades de saúde predefinidas pelo ministério e terão dois anos para realizar curso de especialização em medicina de família e comunidade. A valor da bolsa formação que eles receberão será de R$ 12 mil mensais e gratificação de R$ 3 mil adicionais para locais remotos ou R$ 6 mil adicionais para distritos indígenas, além de localidades ribeirinhas e fluviais. 

Para a função de tutor médico, serão selecionados especialistas em medicina de família e comunidade ou de clínica médica. Após aprovação em processo seletivo, estes profissionais serão contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e serão responsáveis pelo atendimento à população nas unidades definidas e pela supervisão dos demais médicos durante o período do curso de especialização.

Os contratos com carteira assinada podem variar entre quatro níveis salariais que variam entre R$ 21 mil e R$ 31 mil, já incluídos os acréscimos por desempenho que podem variar entre 11% a 30% do salário – medido pela qualidade de atendimento e satisfação da população – e dificuldades do local. O valor também inclui gratificação (R$ 1 mil por mês) para os médicos que acumularem o cargo de tutor. Além disto, há previsão de progressão salarial a cada três anos de participação no programa.

Ao contrário do programa anterior, o Mais Médicos, no Médicos pelo Brasil todos os selecionados deverão ter registro nos conselhos regionais de Medicina (CRM). 

Revalida

O presidente Bolsonaro decidiu vetar a proposta aprovada pelo Congresso Nacional, no mês passado, que permitiria a realização do exame de revalidação de diplomas para médicos formados no exterior, o Revalida, também por faculdades privadas. Ser aprovado no Revalida é uma condição obrigatória para que médicos que não tenham diplomas expedidos no Brasil possam ter registro no CRM e exercer a profissão no país.  

Segundo o texto aprovado pelo Legislativo, as faculdades privadas que poderiam revalidar os diplomas estrangeiros seriam aquelas com notas 4 e 5 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e que oferecessem cursos de medicina. Com o veto, apenas instituições públicas de ensino mantêm a prerrogativa de revalidação.  

Maior oferta

A lei ainda autoriza a criação da Agência para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (Adaps), que será responsável pela seleção e contratação dos profissionais que atuarão no programa. Caberá ao Ministério da Saúde a seleção dos municípios de destino dos médicos contratados.

Para classificação dos locais, o novo programa foi elaborado a partir da metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), baseada em estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os municípios são divididos em cinco categorias: rurais remotos, rurais adjacentes, intermediários remotos, intermediários adjacentes e urbanos. Serão priorizados os municípios rurais remotos, rurais adjacentes e intermediários remotos que, juntos, concentram 3,4 mil cidades, além das unidades de Saúde da Família ribeirinhas e fluviais e dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Com esse novo cálculo, a expectativa do ministro da Saúde é praticamente dobrar o número de médicos em áreas remotas em relação ao que havia no programa Mais Médicos. “No programa anterior, você tinha 7 mil no Norte e Nordeste. Na simulação, pelos indicadores técnicos, nós devemos chegar a 13,8 mil no Norte e Nordeste, nas áreas de mais difícil provimento no Brasil, quase que dobra”, disse Mandetta. 

O programa Médicos pelo Brasil seguirá coexistindo com o Mais Médicos, até que todas as 18 mil vagas do novo programa sejam preenchidas e os contratos anteriores cheguem ao fim.

“Nós tivemos o cuidado de não acabar, não extinguir a lei anterior, exatamente porque até que esse sistema vá fazendo a seleção e vá conseguindo lotar e as pessoas vão se radicando, a gente fica com aquela possível válvula de escape, que é um processo simplificado”, explicou o ministro da Saúde.

Cubanos

Com a nova lei, os profissionais cubanos que atuaram no Mais Médicos poderão ser reincorporados ao programa, por um prazo improrrogável de dois anos. Para isso, terão de atender aos seguintes requisitos: estar no exercício de suas atividades no Programa Mais Médicos, no dia 13 de novembro de 2018; ter sido desligado do programa em razão do fim do acordo de cooperação entre o Ministério da Saúde Pública de Cuba e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas); ter permanecido em território nacional até a data da publicação da Medida Provisória nº 890 (Programa Médicos pelo Brasil) na condição de naturalizado, residente ou com pedido de refúgio.

Segundo o ministro da Saúde, dos pouco mais de 8 mil médicos cubanos que chegaram a trabalhar no país pelo Mais Médicos, cerca 2 mil permaneceram no país e poderão ser reincorporados ao programa por até dois anos. Para seguirem atuando no país depois desse período, será exigida aprovação no Revalida.

Edição: Aline Leal

Programa oferece atendimento de saúde domiciliar em Ilhéus. ===>>> 16/08/2013

Através da parceria com o Programa Melhor em Casa, do governo Federal, a Prefeitura de Ilhéus oferece atendimento domiciliar a enfermos acamados ou com dificuldades de locomoção.

Logomarca do Programa Melhor em Casa - Governo Federal

 O Programa Melhor em Casa, que oferece atendimento domiciliar a enfermos acamados ou com dificuldade de locomoção, beneficia atualmente 72 pessoas em Ilhéus. Fruto da parceria do município com o Ministério da Saúde, o trabalho acontece de forma articulada com os hospitais e com as unidades de atenção básica. Além de disponibilizar um atendimento mais confortável para o paciente, o programa também contribui para reduzir a taxa de ocupação dos leitos hospitalares e as próprias filas nas unidades de emergência.

A coordenação do programa, em Ilhéus, é realizada pelo núcleo de Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Dois médicos, três fisioterapeutas, duas enfermeiras, quatro técnicos de enfermagem, uma psicóloga e dois nutricionistas compõem a equipe do Melhor em Casa, no município. Na maior parte dos casos, os pacientes atendidos pelo programa são pessoas com necessidade de reabilitação motora, pacientes crônicos sem agravamento ou pessoas que se encontram em situação pós-cirúrgica.

De acordo com a coordenadora local do programa, Tatiana Leonardo, o cadastramento dos pacientes é realizado através de demandas espontâneas ou por meio da atenção básica e dos hospitais do município. “Após essa fase, o primeiro contato domiciliar é feito por um assistente social que analisa se o paciente atende ao perfil definido pelo programa. Em caso positivo, médicos e enfermeiros farão uma avaliação clínica, determinando, inclusive, quais profissionais de saúde passarão a acompanhar o paciente”, acrescenta Tatiana Leonardo. :: LEIA MAIS »

contador free

nao basta

Webtiva.com // webdesign da Bahia
março 2020
D S T Q Q S S
« fev    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  


WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia