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Autorizada licitação para construção da nova sede da Prefeitura de Ilhéus

O Palácio Paranaguá, onde funciona a atual sede administrativa do governo, será transformado em Museu da Capitania de Ilhéus, destinado ao resgate e à preservação da história do município.

 

 O prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, assinou termo que autoriza a Secretaria Municipal de Administração (Sead) abrir licitação para a construção da nova sede da prefeitura, no antigo prédio dá Coelba, localizado no Bairro da Conquista. Conforme projeto do chefe do Executivo, o Palácio Paranaguá será transformado em um museu.  A assinatura do termo ocorreu durante o ato solene em comemorativo pelo aniversário de 480 anos de fundação do município, no foyer do Teatro Municipal de Ilhéus, dia 28 de junho.

 De acordo com o secretário municipal de Administração, Ricardo Machado, a primeira etapa da nova sede da prefeitura consistirá em reforma geral da estrutura existente do imóvel desapropriado no bairro da conquista. “Com isto, a prefeitura conseguirá transferir as secretarias que funcionam atualmente no Palácio Paranaguá”, afirmou o secretário.

O projeto completo inclui a ampliação do imóvel, a fim de reunir o maior número de secretarias possível, para que a população possa ser atendida em um só local, facilitando a vida dos munícipes e contribuintes.  “Este é um desejo de todos, que somente pode ser atendido agora neste governo, diante da absoluta prioridade dada pelo Prefeito Jabes Ribeiro”, concluiu Machado.

Resgate e preservação da história – Ainda, o secretário municipal de Cultura, Paulo Atto, explicou que o futuro Museu da Capitania de Ilhéus, no Palácio Paranaguá, será o novo espaço cultural destinado ao resgate e à preservação da história do município. “Iremos aproveitar o local para realizar exposições temporárias e de multiuso e montar salas socioeducativas para promover debates com a comunidade. Assim, a criação do museu será um ponto de referência para a cidade, que poderá ser palco de diversas manifestações artísticas, intelectuais e sociais”, afirmou. 

O Palácio Paranaguá foi construído pelo intendente tenente coronel Domingos Adami de Sá, tendo sua pedra fundamental lançada em 20 de janeiro de 1898 e sendo inaugurado em 22 de dezembro de 1907, para abrigar a Intendência (como se denominava, à época, o Poder Executivo Municipal). De acordo com pesquisas históricas, a decoração e a pintura original foram feitos pelo artista italiano Oreste Sarcelli, e a iluminação, pelos irmãos Vita.

 O prédio tem 1.060 metros quadrados de área construída, está localizado na Praça J.J. Seabra e ocupa a parte mais elevada da mesma, no centro histórico e comercial da cidade. No local, antes existiam ruínas de um colégio dos jesuítas. O nome Palácio Paranaguá é uma homenagem ao presidente da província da Bahia da época, João Lustosa da Cunha Paranaguá, o Marquês de Paranaguá, que assinou a lei que elevou a Vila de São Jorge dos Ilhéus à categoria de cidade, no ano de 1881. O palácio é um dos símbolos da opulência que existiu na região, durante o período áureo da cultura cacaueira. Em estilo neoclássico, é considerado uma das mais belas construções do interior do estado.

Secretaria de Comunicação Social – Secom Ilhéus – 07.07.14

O NOVO E MODERNO ‘CONTO DO VIGÁRIO’!

Por Revela Brasil  </p>
<p>A GRANDE MENTIRA DO PAGAMENTO DA DÍVIDA EXTERNA</p>
<p>Um dos argumentos mais usados pelos petistas na defesa de Lula, é que o ex-presidente pagou a dívida externa brasileira, recuperando crédito junto ao FMI. Esse foi o discurso do PT para a classe menos informada do país, e que por absoluta tristeza nossa, compõe a maioria dos brasileiros.</p>
<p>No dia 22 de fevereiro de 2008, o Governo Lula anunciou, por meio do Ministério da Fazenda e do Banco Central, que a dívida externa brasileira havia sido quitada. E ainda mais: já éramos até credores.</p>
<p>Tal notícia foi estampada, na época, na manchete dos principais jornais do país, como, por exemplo, no jornal Estado de S. Paulo: “O relatório divulgado ontem pelo Banco Central, segundo o qual o Brasil, pela primeira vez em 508 anos de história, deixa o papel de devedor e ingressa no seleto time dos credores do mercado internacional, é a consolidação de uma virada histórica”.</p>
<p>Quando Lula assumiu o seu primeiro mandato em 2002, a dívida externa era de R$ 212 bilhões, enquanto a dívida interna era de R$ 640 bilhões. Ou seja, o total, dívida externa mais interna, chegou aos inacreditáveis R$ 852 bilhões.</p>
<p>Em 2008, quando Lula assumiu ter pago a dívida, a dívida externa caiu para 0, já a interna chegou a - pasme - R$ 1,4 trilhão. Total da dívida: R$ 1,4 trilhão - 65% do PIB do Brasil. Agora em 2014 passou de R$ 2 trilhões!!</p>
<p>Mas por que nosso endividamento aumentou tanto? Então aí vai a resposta que os petistas que tanto abrem a boca pra falar em "elite e burguesia" não queriam ouvir: Para pagar ao FMI, Lula captou dinheiro junto aos banqueiros, que compraram os títitulos da dívida (pagaram ao FMI). O Brasil, que pagava 4% de juros ao ano para o FMI, passou a pagar 19,5% ao ano para os banqueiros, beneficiando-os.</p>
<p>Ou seja, os banqueiros, ou a “elite” satanizada pelos petistas passaram a ser donos do Brasil, e que foi entregue por Lula para sustentar uma mentira política. E esses dados são da CPI da Dívida, que ocorreu entre 2009 e 2010 da Câmara dos Deputados, com farta documentação do Ministério da Fazenda e do Banco Central, sendo assim INCONTESTÁVEIS!</p>
<p>OS EFEITOS COLATERAIS SOBRE A POPULAÇÃO</p>
<p>Mais uma vez os petistas desinformados haverão de chorar na cama, que é lugar quente. Ainda com um endividamento crescente, Lula não deixou de pegar novamente dinheiro no FMI. Não para pagar qualquer parcela da dívida interna que se avolumava, mas para sustentar os falsos programas sociais como PAC e obras faraônicas superfaturadas que nunca foram concluídas.</p>
<p>Além de pagarmos juros extorsivos aos banqueiros, passamos a dever também, novamente ao FMI. Isso causou um impacto na economia sem precedentes, e posso dizer que vivemos numa bolha de endividamento prestes a estourar, pois já chegamos a quase R$ 3 TRILHÕES no nosso endividamento total. Isso porque Lula assumiu com um endividamento de R$ 852 bilhões e fez o “favor” de mais que triplicá-lo.</p>
<p>Assim, tornou-se impraticável qualquer pretensão de reforma tributária, e o que aconteceu foi o contrário: A carga de impostos aumentou e foi regressiva, prejudicando as classes menos favorecidas. Lula deu vários incentivos para que a indústria barateasse seus produtos (mais uma vez a elite), estimulando o consumo. As indústrias tiveram a chance de vender seus produtos com prazos longos, lastreados pelos bancos e financeiras que já estavam com os cofres abarrotados.</p>
<p>Por outro lado, Lula deu uma falsa vantagem ao povo de baixa renda, pois carregou nos impostos sobre os produtos, diminuindo o poder de compra da população carente. O pobre podia comprar a TV dos sonhos, mas em prestações com juros extorsivos, e achando que Lula era “o cara”. Só enriqueceu mais ainda os bancos.</p>
<p>Já não bastasse a população estar com pele de vira-lata mas latindo como pastor alemão, iludida por Lulla, esta também foi a mais prejudicada e achatada pela política populista do PT, pois o Brasil chegou a ter 43,8% de sua receita total comprometida com a amortização da dívida e pagamento de spreads (juros) tanto ao FMI quanto aos banqueiros, e com isso sacrificou todos os investimentos em serviços públicos.</p>
<p>Vejamos em 2011 como a nossa receita foi distribuída:</p>
<p>Amortização da dívida e pagamento de juros: 43,8% da receita</p>
<p>Saúde: 4,17% da receita</p>
<p>Educação: 3,34% da receita</p>
<p>Trabalho: 2,42%</p>
<p>Ciência e Tecnologia: 0,34% da receita.</p>
<p>Cultura: 0,05% da receita</p>
<p>Saneamento: 0,04%</p>
<p>Ou seja, tudo aquilo que é essencial ao povo brasileiro representou APENAS 10,36% do dinheiro aplicado pelo governo, sendo que foi aplicado QUATRO VEZES mais só para beneficiar banqueiros e pagar dívidas.</p>
<p>Lula pagou alguma coisa, ou nos colocou no caminho da falência financeira e social?

Por Revela Brasil

A GRANDE MENTIRA DO PAGAMENTO DA DÍVIDA EXTERNA

Um dos argumentos mais usados pelos petistas na defesa de Lula, é que o ex-presidente pagou a dívida externa brasileira, recuperando crédito junto ao FMI. Esse foi o discurso do PT para a classe menos informada do país, e que por absoluta tristeza nossa, compõe a maioria dos brasileiros.No dia 22 de fevereiro de 2008, o Governo Lula anunciou, por meio do Ministério da Fazenda e do Banco Central, que a dívida externa brasileira havia sido quitada. E ainda mais: já éramos até credores.Tal notícia foi estampada, na época, na manchete dos principais jornais do país, como, por exemplo, no jornal Estado de S. Paulo: “O relatório divulgado ontem pelo Banco Central, segundo o qual o Brasil, pela primeira vez em 508 anos de história, deixa o papel de devedor e ingressa no seleto time dos credores do mercado internacional, é a consolidação de uma virada histórica”.Quando Lula assumiu o seu primeiro mandato em 2002, a dívida externa era de R$ 212 bilhões, enquanto a dívida interna era de R$ 640 bilhões. Ou seja, o total, dívida externa mais interna, chegou aos inacreditáveis R$ 852 bilhões.Em 2008, quando Lula assumiu ter pago a dívida, a dívida externa caiu para 0, já a interna chegou a – pasme – R$ 1,4 trilhão. Total da dívida: R$ 1,4 trilhão – 65% do PIB do Brasil. Agora em 2014 passou de R$ 2 trilhões!!Mas por que nosso endividamento aumentou tanto? Então aí vai a resposta que os petistas que tanto abrem a boca pra falar em “elite e burguesia” não queriam ouvir: Para pagar ao FMI, Lula captou dinheiro junto aos banqueiros, que compraram os títitulos da dívida (pagaram ao FMI). O Brasil, que pagava 4% de juros ao ano para o FMI, passou a pagar 19,5% ao ano para os banqueiros, beneficiando-os.Ou seja, os banqueiros, ou a “elite” satanizada pelos petistas passaram a ser donos do Brasil, e que foi entregue por Lula para sustentar uma mentira política. E esses dados são da CPI da Dívida, que ocorreu entre 2009 e 2010 da Câmara dos Deputados, com farta documentação do Ministério da Fazenda e do Banco Central, sendo assim INCONTESTÁVEIS!
OS EFEITOS COLATERAIS SOBRE A POPULAÇÃO

Mais uma vez os petistas desinformados haverão de chorar na cama, que é lugar quente. Ainda com um endividamento crescente, Lula não deixou de pegar novamente dinheiro no FMI. Não para pagar qualquer parcela da dívida interna que se avolumava, mas para sustentar os falsos programas sociais como PAC e obras faraônicas superfaturadas que nunca foram concluídas.

Além de pagarmos juros extorsivos aos banqueiros, passamos a dever também, novamente ao FMI. Isso causou um impacto na economia sem precedentes, e posso dizer que vivemos numa bolha de endividamento prestes a estourar, pois já chegamos a quase R$ 3 TRILHÕES no nosso endividamento total. Isso porque Lula assumiu com um endividamento de R$ 852 bilhões e fez o “favor” de mais que triplicá-lo.Assim, tornou-se impraticável qualquer pretensão de reforma tributária, e o que aconteceu foi o contrário: A carga de impostos aumentou e foi regressiva, prejudicando as classes menos favorecidas. Lula deu vários incentivos para que a indústria barateasse seus produtos (mais uma vez a elite), estimulando o consumo. As indústrias tiveram a chance de vender seus produtos com prazos longos, lastreados pelos bancos e financeiras que já estavam com os cofres abarrotados.Por outro lado, Lula deu uma falsa vantagem ao povo de baixa renda, pois carregou nos impostos sobre os produtos, diminuindo o poder de compra da população carente. O pobre podia comprar a TV dos sonhos, mas em prestações com juros extorsivos, e achando que Lula era “o cara”. Só enriqueceu mais ainda os bancos.Já não bastasse a população estar com pele de vira-lata mas latindo como pastor alemão, iludida por Lulla, esta também foi a mais prejudicada e achatada pela política populista do PT, pois o Brasil chegou a ter 43,8% de sua receita total comprometida com a amortização da dívida e pagamento de spreads (juros) tanto ao FMI quanto aos banqueiros, e com isso sacrificou todos os investimentos em serviços públicos.Vejamos em 2011 como a nossa receita foi distribuída:Amortização da dívida e pagamento de juros: 43,8% da receitaSaúde: 4,17% da receitaEducação: 3,34% da receitaTrabalho: 2,42%Ciência e Tecnologia: 0,34% da receita.Cultura: 0,05% da receitaSaneamento: 0,04%Ou seja, tudo aquilo que é essencial ao povo brasileiro representou APENAS 10,36% do dinheiro aplicado pelo governo, sendo que foi aplicado QUATRO VEZES mais só para beneficiar banqueiros e pagar dívidas.Lula pagou alguma coisa, ou nos colocou no caminho da falência financeira e social?

Crise econômica aumenta e assusta a população, mas Lula, o Aladim tropical, fala em “elite branca”.

 

economia_15Luz vermelha – Nada pode ser mais assombroso do que a desfaçatez dos petistas quando o assunto é a reeleição de Dilma Vana Rousseff, a presidente que se valeu da incompetência para empurrar o País na ladeira da crise econômica.

O Brasil enfrenta problemas de toda ordem, mas os petistas defendem a reeleição de Dilma sob a desculpa do “mudar para melhor”. Ou seja, eles próprios reconhecem que os quase doze anos de petismo serviram para nada. Tratar do assunto com a “companheirada” não é tarefa das mais fáceis, pois afinal a soberba e a ignorância é o coquetel do qual se alimenta a esquerda tupiniquim, mas é os números do mercado financeiro não deixam dúvidas acerca do caos.

Nesta segunda-feira (23), em mais uma mostra de que o governo petista da candidata Dilma está perdido e paralisado, os economistas das cem maiores instituições financeiras em atividades no País, consultados pelo Banco Central (BC), reduziram mais uma vez as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto, o PIB.

De acordo com o Boletim Focus, divulgado às segundas-feiras pelo BC, a aposta dos economistas para o avanço da economia em 2014 caiu de 1,24% para 1,16%. Número simplesmente ridículo para um país que ousa gazetear que é um dos emergentes. Em relação à inflação, os especialistas do mercado financeiro mantiveram o índice de 6,46% para este ano. Isso significa que de novo a inflação oficial fechará o ano a um passo do teto do programa de metas estabelecido pelo governo. Para 2015, a projeção subiu de 6,08% para 6,10%.

Desde que se instalou no principal gabinete do Palácio do Planalto, a petista Dilma Rousseff anunciou 23 medidas de estímulo à economia, sem que ao menos uma tivesse dado resultado. Diante dos seguidos fiascos, o ainda ministro da Fazenda, Guido Mantega, sempre é escalado para balbuciar alguma desculpa estapafúrdia, o que deixou de ser novidade. As recentes medidas de estímulo econômico, adotadas por mero interesse eleitoral de Dilma, não foram computadas pelo ucho.info no rol das 23, porque afinal não passam de repetições de medidas que fracassaram anteriormente.

Em relação à inflação real, o índice que diariamente prega sustos nos brasileiros já deixou para trás o patamar de 20% ao ano. Mesmo assim, os palacianos insistem em afirmar que tudo está bem no Brasil, a ponto de sugerirem que é preciso mudar para melhor. Há muito sem visitar um supermercado e sem qualquer tipo de preocupação na seara do salário mínimo, que os petistas acreditam ser uma fortuna, Dilma continua fazendo discursos mentirosos que sugerem que o Brasil é o país de Alice, aquele das maravilhas.

Para ajudar nessa receita macabra em que se transformou a economia nacional, as taxas de juro estão altas, o crédito está mais difícil, a inadimplência é assustadora, o endividamento das famílias é preocupante e a confiança do brasileiro em relação ao futuro despenca a todo instante. E o ignorante gazeteiro Lula ousa falar em “elite branca”.

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ACENDEU A LUZ VERMELHA! DIVERSOS EMPRESÁRIOS BRASILEIROS JÁ FORAM ATACADOS PELA ‘SÍNDROME DE PARAVENTI’.

domingo, junho 22, 2014

Marcelo Odebrech e Celestino Paraventi
Transcrevo do site Mídia Sem Máscara (link permanente aqui no blog na coluna à direita abaixo) um excelente artigo de Alexandre Borges, Diretor do Instituto Liberal, intitulado: “Um café e a conta: como um milionário boêmio patrocinou Prestes e o comunismo no Brasil“.
Borges ironiza. Sugere o tema de seu artigo como pauta para a revista Piauí. Faz sentido, porque realmente essa publicação é de propriedade do herdeiro de um dos maiores bancos do país e devotada à causa comunista. E, neste caso, deve-se acrescentar que outros mega-ricaços brasileiros, como Marcelo Odebrecht, diretor e herdeiro da empreiteira Odebrecht, vivem de beijos e abraços com Lula, Dilma e seus sequazes. A Odebrecht foi a construtora daquele porto em Cuba que a Dilma inaugurou recentemente. Depois disso o governo do PT passou a pressionar a indústria farmacêutica brasileira para se transferir para Cuba. Marcelo Odebrecht, segundo noticiário da imprensa, ajudou a costurar uns contatos.
Os parentes do ricaço Celestino Paraventi, cuja história é o tema do artigo de Alexandre Borges, chegaram a cogitar a internação desse mecenas do diabólico festim comunista. Nessa era do PT bem que a história é capaz de se repetir, haja vista que muitos empresários brasileiros, a exemplo de Marcelo Odebrecht, padecem da “síndrome de Paraventi”. Leiam:
Lendo a ultra-esquerdista e cada vez mais governista Piauí, revista criada e dirigida pelo herdeiro de um dos maiores bancos do país e irmão do cineasta que fez uma hagiografia de Che Guevara, lembrei de Celestino Paraventi (foto), uma figura que muitos brasileiros deveriam conhecer.
Paraventi foi um milionário de origem italiana que herdou do pai a primeira torrefação de café do estado de São Paulo. Cantor lírico, boêmio, era amigo pessoal de Luís Carlos Prestes e Olga Benário, que chegaram a ser levados por seu motorista num Lincoln do ano até a casa de campo dele, na margem da Represa Guarapiranga, para curtirem uma lua-de-mel. História mais comunista, impossível.
Pelas contas bancárias das empresas de Celestino Paraventi no exterior o governo Stálin mandava dinheiro para os comunistas brasileiros sem deixar rastros, já que a movimentação financeira era tão alta que não despertava suspeitas do governo. Paraventi bancava não só muitos comunistas brasileiros como suas famílias e até suas publicações.
Além dos recursos do Komintern, Paraventi usava as empresas da família para despejar ainda mais dinheiro nas contas dos comunistas. Muitas publicações de esquerda eram bancadas por ele, que direcionava a publicidade do Café Paraventi para elas, como “O Homem do Povo”, de Oswald de Andrade. Diziam que não havia um único jornal de esquerda sem anúncios do Café Paraventi.
O dinheiro soviético vinha para Prestes e seus revolucionários para que pudessem dar um golpe comunista no Brasil, o que foi tentado em 1935, como vocês sabem. Paraventi tinha uma admiração quase religiosa por Prestes, a ponto de tentar vender o patrimônio da família para entregar a ele em nome da revolução comunista, o que fez com que seus parentes tentassem interná-lo num hospício. Quando suas ligações com Prestes foram descobertas pelo governo Vargas, chegou a ser preso.
Paraventi lembra também a trajetória de Eduardo Matarazzo Suplicy, bisneto no homem mais rico da história do Brasil, o Conde Matarazzo, que teve sua fortuna avaliada em 10% do PIB brasileiro em um determinado momento. Eduardo casou com Marta Teresa Smith de Vasconcellos, bisneta do Barão de Vasconcellos, outra herdeira brasileira cuja família tinha até um castelo na região serrana no Rio. Os irmãos Ana Lucia de Mattos Barretto Villela e Alfredo Egydio Arruda Villela Filho, da família que é a maior acionista individual do grupo que controla o Banco Itaú, são os criadores daquele instituto Alana, que detesta o “consumismo” e quer decidir que tipo de propaganda seus filhos podem assistir.
Conhecer essas figuras é fundamental para acabar com o mito de que ricos são necessariamente “capitalistas” e “de direita”, quando muitos deles, especialmente os herdeiros que não construíram o patrimônio da família, estão entre os maiores financiadores da esquerda desde Karl Marx, que passou a vida sendo bancado pelo herdeiro alemão Friedrich Engels.
Um dia deveríamos criar o Prêmio Celestino Paraventi para o herdeiro colaboracionista do ano. Quem sabe a Piauí não se interessa pela pauta? Do site Mídia Sem Máscara

FACEBOOK COMEÇA A DESPENCAR !

Entenda por que o alcance e a credibilidade do Facebook estão despencando

Broken heart

Você já deve ter percebido que, ao publicar qualquer conteúdo na fan page de uma marca no Facebook, o alcance orgânico não é mais o de antigamente. Entenda por alcance orgânico a audiência conquistada espontaneamente, sem investimento financeiro. O que acontece é que, agora, para conseguir visibilidade minimamente razoável, é preciso pagar para impulsionar as publicações.

O Facebook passou vários anos convencendo empresas de que acumular curtidas e fãs eram o melhor caminho para um marketing online eficaz. Marcas e agências que acreditaram nele agora se sentem enganadas, como se tivessem caído numa cilada ? o que não deixa de ser verdade. O alcance orgânico despencou, como mostra o gráfico abaixo.

Alcance orgânico do Facebook

Na semana passada, o Facebook usou seu blog para tentar justificar a queda. Em síntese, foram duas as explicações:

  1. O volume de conteúdo publicado pelos usuários cresceu muito. Hoje, se não houvesse filtro, um usuário seria bombardeado por 1.500 publicações cada vez que acessasse a sua conta.
  2. Nesse cenário, a plataforma social é obrigada a filtrar o conteúdo por meio de algoritmos, exibindo apenas cerca de 300 dessas 1.500 atualizações.

Brian Boland, líder do programa de anúncios do Facebook, é quem assina o post. Vamos transportar para o mundo físico a explicação dele.

Imagine que você todos os dias passa numa calçada em que sempre há três ou quatro moças entregando panfletos comerciais. É provável que elas consigam entregar a você os seus flyers — ou que, no mínimo, você perceba a presença de cada uma delas. O tempo passa e, quando você se dá conta, em vez de três ou quatro moças, há 500 panfleteiras agora na mesma calçada. É natural que poucas recebam a sua atenção. Aliás, bem que alguém poderia criar uma forma de posicionar melhor aquelas que tenham ofertas potencialmente mais interessantes para você. Seria ótimo, não?

Transfira agora esse cenário para o mundo online. Mais especificamente, para o Facebook. Os panfletos (anúncios, posts pagos) chegam aos montes. A diferença é que ali é possível criar uma fórmula que destaque algumas empresas mais do que as outras dependendo das preferências de cada usuário. É isso que fazem os complexos algoritmos do Facebook, permitindo que cada pessoa visualize as ofertas que tenham mais chance de ser interessantes para ela.

Aqui nasce o componente da discórdia. Se a sua marca não figurar naturalmente (ou organicamente) entre as mais interessantes, você pode furar a fila. Como? Pagando para o Facebook impulsionar a sua publicação. Boland afirma com todas as letras: a queda do alcance gratuito não é uma artimanha da empresa para faturar mais.

Reações
O problema é que muita gente não digeriu a explicação. A começar por um questionamento igualmente lógico: como acreditar que a queda do alcance não visa ao faturamento quando se trata de uma empresa de capital aberto, com toda a pressão por resultados financeiros que essa condição impõe?

Embora o Pando Daily seja um site pouco conhecido, um post assinado por James Robinson ganhou destaque no serviço de leitura via mobile Zite ao publicar uma foto do personagem Pinocchio ostentando um nariz espichado. O título resume a mensagem:

“O VP do Facebook insulta a nossa inteligência ao dizer que a limitação do alcance orgânico de marcas não tem a ver com fazer dinheiro”.

Se as manifestações tivessem se limitado a blogueiros insatisfeitos, o caso talvez não merecesse tanta atenção. Mas o especialista Jack Marshall fez coro às críticas. Em sua coluna no The Wall Street Journal, ele lembrou que a Eat 24 Hours, gigante do ramo de comidas entregues em domicílio nos Estados Unidos, eliminou sua fan page no dia 27 de março deste ano. A justificativa: o Facebook estava limitando deliberadamente a exposição de seus posts como forma de forçá-la a gastar cada vez mais em anúncios.

Em seu blog, a Eat 24 Hours expõe suas razões de forma criativa. Faz uma carta aberta que faz lembrar o término de uma relação amorosa. O texto começa assim:

“Caro Facebook,

Aqui é a Eat24. Olha, precisamos conversar. Não é fácil dizer isto depois de tanto tempo juntos, mas precisamos terminar a nossa relação. Nós adoraríamos dizer ‘não foi você, fomos nós’, mas não. O problema é totalmente você. Não queremos ser grosseiros, mas você não é a rede social esperta e divertida pela qual nos apaixonamos alguns anos atrás. Você mudou. Muito.

Quando nos conhecemos, você fez a gente se sentir especial. Nós contávamos uma piada sobre Sriracha e você a contava para todos os nossos amigos e todos nós ríamos juntos. Mas e agora? Agora você só quer que paguemos para conversar com os nossos amigos. Quando mostramos a você uma foto de um taco coberto com bacon, você vem com “PROMOVA ESTE POST! GANHE MAIS AMIGOS!” em vez de gostar de nós pelo que nós somos. Isso é confuso pra caramba.

Para sermos honestos, muitos amigos nos alertaram sobre você (não citando nomes, mas citando nome por nome: Forbes, Fast Company, Wall Street Journal). Mas nós os ignoramos e confiamos em você porque nós o amávamos. Agora estamos aqui, questionando nossa relação inteira.”

Caso Eat24 no site da CNN

Vale a pena ler o restante do post, intitulado “Uma carta da Eat24 de rompimento com o Facebook” (em inglês). No dia 1º de maio, pouco mais de um mês depois de bater em retirada, a Eat 24 Hoursvoltou ao assunto em seu blog:

“Fechamos nossa página no Facebook e absolutamente nada aconteceu. O céu não desabou. O inferno não congelou. Terças-feiras continuam sendo exclusivas para Tacos. Tudo está exatamente do mesmo jeito de quando tínhamos a página. A única diferença é que não temos que nos preocupar com coisas como tamanho ideal da chamada, resolução da imagem ou proporção adequada entre gatos e cheeseburgers para maximizar a viralização”.

Não é de hoje
Você talvez esteja surpreso com questionamentos tão veementes à maior rede social do mundo, mas não deveria. Não faltaram sinais de que a corrida desesperada das marcas por curtidas e fãs beneficiaria uma só empresa: o próprio Facebook. Eis alguns sinais que publicamos diversas vezes aqui mesmo, na Tracto:

  • Em junho de 2012, o fundador da Ironfire Capital disse à rede de televisão americana CNBC que oFacebook iria afundar até 2020.
  • Em outubro do mesmo ano, o consultor e escritor Geoff Livingston criticou Mark Zuckerberg ao dizer que ele estava à frente de uma empresa sem visão.
  • Um mês depois, o Recommend.ly já dizia que engajamento no Facebook não significa muita coisapara uma marca.
  • Em abril de 2013, as organizações Globo limitaram sua atuação no Facebook. As razões não foram explicadas oficialmente, mas eram facilmente compreendidas. Sua insatisfação era muito similar à da Eat 24 Hours.
  • Em setembro do ano passado, o Mashable explicou, a partir de um depoimento de uma adolescente, por que o conteúdo da rede social não se sustentava mais. E antecipou que irrelevância dos posts afugentaria muita gente.
  • Em fevereiro deste ano, o Facebook comprou o WhatsApp por US$ 19 bilhões. Uma análise mais cuidadosa da aquisição sugere que Zuckerberg e sua diretoria saibam mais do que qualquer um de nós que a tendência avassaladora neste momento é o mobile. E que o modelo de rede social atual, um site gordo e pesado, todo baseado em web, talvez não caiba nessa nova forma de se usar a internet.

Conclusão
Acredite: o que está acontecendo com o Facebook é ótimo para os profissionais de comunicação e marketing do mundo todo ? Brasil, inclusive. Basta ter um olhar do todo. Um pensamento limitado, beirando a mediocridade, seria este:

E agora? Joguei fora o tempo, a energia e o dinheiro que investi no Facebook?

Não. Definitivamente, você não jogou nada fora. Basta pensar de forma mais ampla. O uso intenso do Facebook tem sido uma escola. Vem representando a oportunidade bem aproveitada de se migrar de um modelo em que veículos de comunicação falavam e público ouvia para um modelo de diálogo, interação, cooperação.

Esse conhecimento será fundamental para aproveitar bem as plataformas de comunicação que surgem a todo momento. O Facebook não deixará de ser usado pelas marcas de uma hora para a outra, e nem é isso que eu proponho aqui. Mas claramente o encantamento pela ferramenta começa a perder força.

O desafio para o profissional de comunicação é pensar como gestor, e não mais como mero produtor de textos, vídeos e fotos. A demanda agora é pela escolha de um conjunto assertivo de plataformas que levem a marca a alcançar os seus objetivos. O Facebook pode fazer parte desse conjunto ou não ? tudo depende das características do público que se quer atingir.

É uma questão de colocar fim à monocultura de uma rede social para, então, valorizar a estratégia de comunicação por múltiplos canais.


Cassio Politi é diretor de content marketing da Tracto. É autor do livro Content Marketing – O Conteúdo que Gera Resultados. Já prestou consultoria e ministrou cursos em 25 estados. Twitter: @tractoBR.

? Veja todos os artigos de Cassio Politi na Tracto.

 

Acorda, jornalista!

“Conselhos de participação social” em debate 

FERNÃO LARA MESQUITA

Acorda, jornalista!fernão

Manchetes sobre o golpe de 1964 se sucedem, mas para o de 2014 o destaque é próximo de zero. Nenhum critério jornalístico justifica isso

Um golpe contra a democracia está em curso desde o último dia 26 de maio e a circunstância que o torna mais ameaçador do que nunca antes na história deste país é a atitude de avestruz que a imprensa tem mantido, deixando de alertar a população para a gravidade dessa agressão.

O decreto nº 8.243, assinado por Dilma Rousseff, que cria um “Sistema Nacional de Participação Social”, começa por decidir por todos nós que “sociedade civil” deixa de ser o conjunto dos brasileiros e seus representantes eleitos por voto secreto, segundo padrão universalmente consagrado de aferição da legitimidade desse processo, e passa a ser um grupo indefinido de “movimentos sociais” que ninguém elegeu e que cabe ao secretário-geral da Presidência, e a ninguém mais, convocar para examinar ou propor qualquer lei, política ou instituição existente ou que vier a ser criada daqui por diante em todas as instâncias e entes de governo, diretas e indiretas, o que afeta também os governos estaduais e municipais hoje na oposição.

Apesar da violência desse enunciado, a maioria dos jornais e televisões do país nem sequer registrou o fato. E mesmo os que entraram no assunto depois vêm diluindo o tema no noticiário como se não houvesse nada com que seus leitores devessem se preocupar. Prossegue a sucessão de manchetes em torno do golpe de 1964, mas para o de 2014 o destaque é próximo de zero. Nenhum critério jornalístico justifica isso.

Esse decreto é, na verdade, um excerto do Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que o PT já tentou impor antes ao país também por decreto –nas vésperas do Natal de 2009, no apagar das luzes do governo Lula–, mas que, graças à forte reação da imprensa e consequente mobilização da opinião pública, foi obrigado a abortar.

O PNDH-3 contém 521 propostas que, além da revogação da Lei de Anistia, que passou “no tapa” depois que a imprensa comprou a ideia do governo de que a prioridade nacional é voltar 50 anos para trás e não correr 50 anos para a frente, institui “comissões de direitos humanos” nos Legislativos para fazer uma triagem prévia das matérias que eles poderão ou não processar; impõe a censura à imprensa; obriga a um processo de “reeducação” todos os professores do país; veda ao Judiciário dar sentenças de reintegração de posse de propriedades “rurais ou urbanas” invadidas, prerrogativa que se torna exclusiva dos “movimentos sociais”; desmonta as polícias estaduais para criar uma central única de comando de todas as polícias do país, e vai por aí afora.

Ciente de que tal amontoado de brutalidades jamais será aprovado pelo Legislativo, o PT está tratando de fazer com esse Poder o mesmo que fez com o Judiciário. Os juízes não dão as sentenças que queremos? Substituam-se os juízes por juízes “amigos”. Um Legislativo eleito pelo conjunto dos brasileiros jamais transformará essas 521 propostas em lei? Substituam-se os legisladores por “movimentos sociais” amestrados sob a tutela da Presidência da República…

O argumento de que esse é o jeito de forçar o Congresso a reformas não é honesto. Para forçar reformas que o povo deseje, existem instrumentos consagrados tais como o do voto distrital com recall, que arma as mãos de todos os eleitores para demitir na hora os representantes que resistirem ou agirem contra a sua vontade. Este tipo de participação, sim, opera milagres estritamente dentro dos limites da democracia. Substituir os representantes eleitos por “representantes” que ninguém elegeu tem outro nome: chama-se golpe.

Depois da rendição do Judiciário com a renúncia de Joaquim Barbosa, só sobra a imprensa. E os feriados da Copa farão com que só haja pouco mais de meia dúzia de sessões legislativas completas em junho e julho somados. Depois é véspera de eleição. É bom, portanto, que ela desperte já dessa letargia, pois não haverá segunda chance: está escrito no PNDH-3 que a imprensa é a próxima instituição nacional a ser desmontada.

FERNÃO LARA MESQUITA é jornalista, autor do blog www.vespeiro.com

Copa & cozinha – Frei Betto.

Tomara que o governo não troque as bolas pelas balas. Vamos torcer pelo Brasil! Para que vença a Copa e saiba ouvir o clamor da cozinha.Frei_betto-mst-300x207

Em manifestação de rua em São Paulo, um homem maltrapilho segurava um cartaz: “Sou morador de rua. Quero Copa… cozinha, banheiro, sala, quarto e tudo que tenho direito”. Estamos às vésperas da Copa do Mundo. Recebemos visitas em uma casa que ainda não está devidamente arrumada. Estádios são maquiados para disfarçar obras inacabadas e aeroportos se parecem com praças de guerra, tamanha a poeira e os ruídos.

Se a sala da Copa ainda exige faxina, na cozinha o caldeirão ferve. O governo tem o azar de a Copa coincidir com o ano eleitoral. E demonstra que não aprendeu a lição das manifestações de rua na Copa das Confederações, em 2013.

Aquelas foram manifestações pacíficas, mobilizadas pelas redes sociais e “acéfalas”: sem discursos, partidos, siglas embandeiradas e propostas. Apenas protestos. A opinião pública deu amplo apoio enquanto elas se mantiveram imunes aos provocadores que, ao depredar os patrimônios público e privado, jogaram parcela considerável da população contra os manifestantes.

Marx já advertira os operários, no século 19, que de nada adiantava quebrar máquinas de fábricas. A luta não é contra os patrões, é contra o sistema, dizia ele. Contudo, ainda hoje o esquerdismo perdura como “doença infantil do comunismo”, como diagnosticou Lênin, e a repressão policial se infiltra para desvirtuar os protestos.

O governo erra ao não dialogar com os movimentos sociais, em especial os da juventude. Parece não perceber o paradoxo: fez-se inclusão social, por meio de políticas sociais e medidas “contracíclicas”, mas não se promoveu inclusão política. Por mais espantoso que soe, esses 12 anos de governo petista, sustentado por um esdrúxulo balaio de alianças, foram despolitizantes. Nutriram o bolso, não a consciência crítica.

É fato que o governo favoreceu o acesso do povo a bens pessoais. Qualquer barraco de favela contém geladeira, TV, máquina de lavar e telefones celulares. Desonerou-se a “linha branca”, congestionaram-se as ruas de carros graças ao crédito facilitado. O que parecia um avanço resultou em equívoco. E os bens sociais? As manifestações pedem educação, saúde, transporte público e segurança “padrão Fifa”.

O processo de “aceleração do crescimento” deveria ter feito o percurso inverso, a exemplo da Europa Ocidental a partir da Revolução Industrial. Primeiro, educação de qualidade, sistema de saúde socializado e adequado, saneamento, metrôs e ferrovias. O que favoreceu o acesso aos bens pessoais, malgrado as duas guerras que afetaram o Velho Continente.

O PT não chegou ao Planalto graças à “Carta aos brasileiros” endereçada aos banqueiros e empresários. Chegou pela acumulação de forças dos movimentos pastorais, sociais e sindicais ao longo de 24 anos (1978-2002). Não soube, porém, administrar esse capital político. Isolou-se no Planalto sem dar ouvidos à planície. Abandonou o trabalho de base, a ponto de já não dispor de militância voluntária em períodos eleitorais e se ver obrigado a remunerar jovens desocupados para segurar cartazes nas esquinas…

Agora, a cozinha invade a Copa. Tomara que o governo não troque as bolas pelas balas. Vamos torcer pelo Brasil! Para que vença a Copa e saiba ouvir o clamor da cozinha, cujos manifestantes, na falta de canais políticos confiáveis, aprenderam que governo é que nem feijão, só funciona na panela de pressão.

CARLOS ALBERTO LIBANIO CHRISTO, o Frei Betto, 69, é assessor de movimentos sociais e escritor, autor de “Um Homem Chamado Jesus”

Hora de sorrir e apunhalar

(*) Carlos Brickmann –

carlos_brickmann_13Nos próximos dias, semanas, talvez meses, a presidente Dilma Rousseff será o grande ídolo dos operadores do Direito. Simpática, competenta, gerenta de primeira, arguta, inteligenta. Ah, o que faz a perspectiva de poder! Luiz Fux, por exemplo, para chegar ao Supremo, prometeu até matar no peito o processo de José Dirceu. De certa forma, era verdade: matou no peito e botou lá dentro.

A lista dos possíveis substitutos de Joaquim Barbosa é vasta: nela estão José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça, Luís Adams, advogado geral da União, Benedito Gonçalves, único ministro negro do STJ, a ministra Nancy Andrighi, também do STJ. Mas a presidente não está restrita a esses nomes: escolhe quem quiser. E o Senado, não há dúvida, aprova quem quer que seja indicado.

Enquanto o nome não é escolhido, vale tudo para quem quiser chegar lá. Aproximar-se de pessoas cuja opinião é ouvida pela presidente, defendê-la sempre que possível, elogiá-la, garantir que vota no PT desde criancinha (este, a propósito, foi um dos quesitos que levaram Barbosa ao Supremo). Enquanto isso, torpedear os adversários: sorrir-lhes pela frente, abraçá-los e, aproveitando o abraço, colocar-lhes fundo o punhal nas costas. Quando a presidente finalmente se decide por alguém, o novo ministro deixa de depender da boa-vontade dos outros, por mais poderosos que sejam; e a próxima fase muitas vezes não é tão amistosa. Que o digam o próprio Joaquim Barbosa e Luiz Fux, hoje detestados no PT.

Talvez por isso a nomeação demore. A primeira fase é bem mais agradável.

Por que saiu?

Joaquim Barbosa diz que vai aposentar-se porque já tem 41 anos de serviço público. E também porque nada perde: mantém o salário integral e pode se dedicar a outros afazeres. Mas também diz que o motivo “sairá no momento oportuno”. Não quer estar num tribunal dirigido por Ricardo Lewandowski, de quem não gosta (não gosta também dos demais ministros, no que é correspondido).

Não pode concorrer a eleições; mas pode fazer campanha, se quiser.

Saiu por que?

Há quem diga que ele quer apenas descansar, há quem diga tê-lo ouvido dizer que vai “entrar pesado” na campanha. Há quem sustente que apoiará Aécio Neves, do PSDB, e em caso de vitória iria para o Itamaraty. Barbosa acha que, quando trabalhou nas Relações Exteriores, foi vítima de racismo. Esta seria sua oportunidade de dar o troco.

Seu jeito truculento, arrogante, autoritário não casa bem com o Itamaraty. Mas, enfim, não existe mais Ministério da Guerra.

As aparências enganam

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Os messiânicos e provocadores em ação.

 

Rui Sá Silva Barros
Historiador e Astrólogo

O movimento ‘volta Lula’ começou no ano passado e, com Saturno passeado no MC do mapa do Brasil e Marte fazendo uma longa estadia na casa 8, antecipando mais crises no governo; não era difícil prever que o movimento cresceria. O PT tem um belo abacaxi para descascar: trocar de candidato em junho, só se Dilma desistir, pois decapitá-la vai pegar mal: é um atestado de decepção com o atual mandato. Esse é só o começo das agruras, Lula sabe perfeitamente que a estagnação econômica, a violência e as mazelas não sumirão com um passe de mágica reluta em assumir. Por outro lado, correr o risco de mais quatro anos com Dilma, na mesma pasmaceira, será um enterro retumbante do partido em 2018. Ela anunciou reajustes no Bolsa Família e na escala do Imposto de Renda, em vão, petistas foram vaiados e impedidos de discursar no Primeiro de Maio da CUT. No dia 2 foi confirmada numa reunião do Partido e vaia no dia seguinte em evento em Minas. Saturno no céu faz quadratura ao Sol do partido em Aquário, parece que o aviso é ignorado.

A maré não está pra peixe

Nem tudo está perdido para o país, pois dois fatores astrológicos trazem alento: Plutão fará um longo trino ao Sol da carta natal, e o Sol progredido logo deixará Peixes passando para Áries e encontrando o Plutão natal. Dois eventos envolvendo os mesmos planetas. Para quem quer fazer uma reforma do Estado nada melhor. Para que queremos conservar 5,5 mil municípios se nem a metade consegue se sustentar? Isto nos leva à reforma tributária: diminuir a carga gradualmente, torná-la progressiva (quem ganha mais paga mais), distribuí-la melhor fortalecendo os municípios. Nos leva também aos problemas previdenciários e de assistência social, onde ocorrem desordens colossais como no caso do auxílio-desemprego, beneficiados pelo LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social), etc. Acabar com o subsídio público aos partidos, sindicatos e ONGs, limitar o número de mandatos e a participação das empreiteiras nas licitações. Terminar com o programa de renda mínima para banqueiros e rentistas que é a Taxa Selic, isto se consegue alongando prazos da dívida pública. Faxinar o poder Judiciário e o Código Penal. Resumindo, acabar com o capitalismo de compadres. Como a casta política está totalmente contaminada, daí é que não sai nada mesmo, os que saíram às ruas em junho do ano passado ainda não aprenderam que ‘abaixo a corrupção’ precisa se traduzir em linguagem política.

A oportunidade está dada, mas pode ser que seja desperdiçada. Em sendo assim e prosseguindo o malabarismo de evitar inflação através de subsídios, logo estaremos no caminho que Argentina e Venezuela tomaram.

O mapa astrológico da posse de Dilma era duro, foi feito e analisado pelo Fernando no site Constelar, disto já sabíamos, mas o que me surpreendeu foi o voluntarismo e a teimosia, nem mesmo a fama de gerente resistiu. A relação com o Congresso foi desastrosa e agora os congressistas chantageiam a presidente com grande desenvoltura.  Estamos sob ameaça de apagões de água e luz por conta das incúrias dos governos, federal e estaduais. A melhor crítica aos anos do PT no governo foi feita pelo economista Reinaldo Gonçalves no artigo ‘O nacional-desenvolvimentismo às avessas’, encontrável na internet. Ele mostra com números a regressão industrial e que estamos novamente voltando à roça, exportando cereais, carnes e minérios.  Merval Pereira chegou a mencioná-lo, mas alguém deve ter dito a ele que Reinaldo era um crítico errado e nunca mais o assunto foi retomado. Como tantos outros jornalistas, Merval não entende o que lê. A situação das contas brasileiras não é calamitosa, mas pode se tornar rapidamente.

Contato com o autor:
Rui Sá Silva Barros é historiador, astrólogo e
estudioso da Cabala: rui.ssbarros@uol.com.br
Outros trabalhos seus no Clube do Tarô: Autores

 

 

 

 

 

Será que nosso futuro está na lama?

WALMIR ROSÁRIO FOTO WALDYR GOMES

Walmir Rosário*

A designer sul-coreana Jeongwon Ji deslumbra o mundo ao apresentar uma invenção inusitada: transformar caranguejos chineses em plásticos. Acredito piamente nas novas tecnologias, mas, aqui pra nós, tenho minhas dúvidas sobre a eficácia dessa transformação. Não entendo nada de química, e poucas são as informações que disponho para travar um debate sobre essa estranha invenção.

Mesmo assim, fosse o contrário, minhas dúvidas por certo seriam infundadas, haja vista parecer mais eficaz que transformemos produtos inorgânicos em orgânicos. Não é de agora que nos chegam aos ouvidos notícias alarmantes sobre a destruição do meio ambiente.

Essa invenção dá a entender que este é um caminho aberto para alargar essa possibilidade. Imagino eu, a corrida aos mangues para a captura desenfreada dos nossos caranguejos-uçás, guaiamuns, aratus e outros crustáceos nem tão abundantes em nossos manguezais.

Pelos meus cálculos, nossos novos catadores promoveriam o extermínio desses crustáceos num piscar de olhos, antes mesmo qualquer reação do Ibama, Instituto Chico Mendes ou qualquer outra organização não-governamental recém-criada com a finalidade de coibir a caça desenfreada aos nossos saborosos artrópodes.

De logo, vou colocando minhas barbas de molho com receio das medidas governamentais que poderão ser tomadas para a criação da Caranguejobras, aparelhada por companheiros e coligados. Devido a importância do empreendimento, por certo também serão acomodadas algumas centenas de ambientalistas, de preferência caranguejólogos, dada a especialidade.

Daqui de Canavieiras, onde mantenho minha sossegada trincheira, antevejo um futuro incerto para os manguezais lavados pelos rios Pardo, Salsa e Patipe, que formam esse imenso delta, berçário dessa colossal fauna marinha.

Para minha tristeza, serei testemunha ocular do sumiço da gostosa “cabeça de robalo”, uma das iguarias mais famosas da gastronomia canavieirense. Se fosse só por isso me contentaria, mas ainda não somos conhecedores dos terríveis efeitos causados pelas devastações provocadas com a captura desenfreada de tão gostoso crustáceo.

Brincadeiras à parte, como Deus ainda não me concedeu o dom de prever o futuro, não vislumbro qualquer possibilidade de vantagem nessa invenção, com todo o respeito que devemos aos orientais.

De minha parte, guardo reservas até que minhas conjecturas se confirmem infundadas.

*Com receio de ser importunado pelo progresso desenfreado.

 

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