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:: ‘Portos’

Desestatização da Codesa trará cerca de R$ 1 bilhão em investimentos

Portos serão mais competitivos e dinâmicos, afirma ministério

Publicado em 11/06/2021 – 06:30 Por Pedro Ivo de Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O governo federal publicou as regras para a desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). De acordo com a medida, a ação acontecerá por meio da venda de 100% das ações da estatal.

O documento foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (9). Segundo o Ministério da Infraestrutura, a previsão é que o leilão ocorra no último trimestre de 2021, com expectativa de captação de investimentos de até R$ 1 bilhão.

O secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, disse que a privatização chega em momento oportuno, já que o Brasil passa por uma situação de restrição fiscal e busca atrair novos investimentos.

“A ideia é que tenhamos uma condição de competitividade muito melhor, com portos muito mais dinâmicos, sem o peso trazido pelo modelo de gestão estatal e também pelas flutuações políticas. O concessionário assumirá o negócio com a obrigação de realizar investimentos, com metas de melhoria de parâmetros de desempenho”, acrescentou.

De acordo com as expectativas da pasta, a desestatização deverá gerar uma receita de R$ 480 milhões em outorgas fixas, somadas a R$ 770 milhões em outorgas variáveis – que serão pagas no prazo de 25 anos. Para Diogo Piloni, ainda há a expectativa de dividendos de cerca de R$ 480 milhões ao longo de 35 anos – uma espécie de divisão de lucros que será devida ao governo federal por quem arrematar a Codesa.

“Estamos muito confiantes de que a desestatização vai gerar bons resultados para as cadeias logísticas que dependem desses portos. A desestatização da Codesa mira, acima de tudo, serviços mais eficientes e dinâmicos, e vai gerar uma redução de custos logísticos para enfrentarmos um dos principais problemas do país: o custo de transporte de mercadorias”, afirmou o secretário.

BR do mar

Segundo o Ministério da Infraestrutura, as ações de desestatização são confluentes com o novo marco do setor de transportes aquaviários BR do mar, que visa a diminuir os custos logísticos e portuários do transporte de carga por cabotagem – a movimentação marítima que ocorre nas linhas da costa brasileira.

O secretário Diogo Piloni destacou a campanha bem-sucedida de leilões promovida pela pasta. “O número de leilões feitos desde 2019 não encontra paralelo na história do setor. Foram 26 leilões – mais de R$ 4 bilhões em investimentos autorizados. Temos ainda 17 terminais para serem leiloados, o que resultará em mais R$ 3 bilhões em investimentos”.

Além do leilão da Codesa, o Ministério da Infraestrutura planeja realizar os leilões do Porto de Santos – o maior do Brasil -, de São Sebastião, de Itajaí e da Companhia Docas da Bahia até 2022. Leilões de arrendamento portuário também estão previstos ao longo deste ano e de 2022.

“Com certeza teremos a geração de muitos empregos diretos, indiretos e geração de renda. Esse é um dos grandes objetivos do ministério em todos os modais de transporte, além do acréscimo em eficiência para a logística do país”, concluiu Piloni.

Edição: Graça Adjuto

Condomínios Logísticos crescem e agregam produtividade

As empresas devem repensar as estruturas logísticas e estratégias de rede existentes e adotar um papel muito mais ativo na gestão e entrega da promessa ao consumidor

A logística brasileira precisa crescer muito para corresponder à dimensão do território nacional, explorar o seu potencial aquaviário, responder a sua capacidade produtiva e integrar adequadamente os novos cenários competitivos do mercado internacional. Nesse sentido, e com 30 anos de atraso, o condomínio logístico suaviza a deficiência da fraca integração dos modais e armazenagens, com porte, localização, relacionamento, proximidade e mercado padronizado.

 

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Plataforma Logística é medíocre no comércio exterior do Brasil

O conceito de distribuição física (physical distribution) surgiu nos EUA e Europa no final da década de 1980. Visava atender à logística de produzir no paradigma que emergia do porto-indústria e exportar. Como conceito de pronta entrega (just-in-time), os centros de distribuição ampliaram o seu território, focados na mercadoria. No atendimento, controle, processamento, transporte e armazenamento.

Confira
Importância da Plataforma de Logística Integrada para o Comex

Os condomínios logísticos constituem parcerias inovadoras em rede e agregadoras de valor. Aperfeiçoados pelas novas tecnologias de informação e novos modelos de negócio conectado às grandes redes das empresas logísticas, essa estratégia permite a rápida expansão para novos mercados. No Brasil, ela é eficaz também para suprir fragilidades da cadeia de suprimentos em fases do trajeto entre produtor e consumidor.

Editorial | Portogente 
Como a logística 4.0 pode agregar valor ao seu negócio?

Ao tratarmos de fluxos e estoques, o Condomínio Logístico interage em vários cenários, como foi mostrado no robusto Webinar Portogente sobre Plataformas Logísticas. Nesse horizonte, há muitos desafios a serem superados com esforços coletivos, desses espaços logísticos de múltiplas concepções e os favorecidos usuários. Pois, é imperativo otimizar um papel que, isoladamente, reflete na eficácia do sistema como um todo.

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Logística competitiva por força de trabalho produtiva

Debater, esclarecer as questões e construir caminhos em busca do tempo perdido, vai facilitar que o setor de Condomínios Logísticos inove, cresça e agregue produtividade às novas matrizes de transportes que acontecem. Em especial, à logística em rede do porto do futuro, que bate à porta.

Norte-Sul: integrando a infraestrutura que traz esperança

Sistemas logísticos eficientes formam bases para o comércio e a manutenção de uma alta oferta de trabalho.

Com mais de cinquenta anos de atraso, a ferrovia brasileira renova o seu papel. Na versão nacional do Cornelius Vanderbilt no processo ferroviário americano no século XIX, o líder da Rumo, do Grupo Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello, reescreve, inovando, a integração do Brasil sobre trilhos. Com muita competência, o engenheiro militar e ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas estabelece os caminhos mais adequados e mais rápidos para atingir o fim desejado.

Especial | Vera Gasparetto 
Entrevista – Malha ferroviária do Sul do País precisa ser valorizada

No dia 4 de março último, do trecho central da ferrovia Norte-Sul, concessão da Rumo de 855Km, foi entregue a parte entre São Simão (GO) e Estrela D’Oeste (SP), de 172Km. Beneficiando, principalmente, o escoamento das produções agrícolas de Goiás, leste de Mato Grosso e Triângulo Mineiro, integrando a malha ferroviária paulista. No Porto de Santos (SP), irá contribuir para dobrar em 20 anos os atuais 50 milhões de toneladas movimentados por ferrovia.

Editorial 
Ocasião da Ferrovia Interna do Porto de Santos – FIPS

A ferrovia Norte-Sul foi lançada sem estrutura de projeto e com visão de vanguarda, em 1987, pelo então presidente José Sarney e seu ministro dos Transportes, o engenheiro José Reinaldo Tavares. Na sua construção incluía a ponte ferroviária sobre o Rio Paranaíba, ora construída pela Rumo. Trata-se de um projeto imperativo para integração da logística intermodal, e eliminar barreiras da porteira de fazendas até os portos.

Da Redação 
* Tramo norte da FNS receberá 247 novos vagões

Os números anunciados por Tarcísio de Freitas entusiasmam, ao estabelecer a meta de passar dos atuais 15% para 35% de participação do modal ferroviário na matriz de transportes. É uma nova cultura de multimodalidade nacional, para movimentar maior quantidade de toneladas por quilômetro. Aumentar o transporte do contêiner double-stack, dois empilhados, vai interiorizar por trem a indústria: gerar emprego e trazer esperança para o pai de família.

Confira o vídeo
Composição Double Stack Rumo passando pela PN de Fernando Prestes/SP

Na turbulência política e pandêmica que assola o País, emergem caminhos para o progresso não perder a oportunidade da história. São frutos de ideias e do trabalho. Indubitavelmente, as forças vivas e construtivas do País têm no ministro Tarcísio de Freitas uma potente alavanca do futuro do Brasil. Entretanto, para isso é preciso dar o necessário ponto de apoio.

Em visita ao Porto de Suape, Valec reforça intermodalidade

 

Uma equipe composta por integrantes da Diretoria de Negócios da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. visitou, nessa segunda-feira (22), o Porto de Suape. Localizado no estado de Pernambuco a aproximadamente 40 km da capital Recife, Suape é interligado a mais de 160 portos em todos os continentes e se apresenta como o porto público mais estratégico do Nordeste.

Em novembro do ano passado, André Kuhn e Márcio Medeiros, diretor-presidente e diretor de Administração e Finanças da Valec, respectivamente, fizeram uma primeira visita técnica às instalações do porto, quando estabeleceram o relacionamento entre os dois entes estatais, visando à promoção da intermodalidade e de futuras parcerias (saiba mais). “Hoje, nossa equipe de negócios chega a Suape com uma visão estratégica sobre o que a integração entre a ferrovia e porto pode trazer de vantagens à logística nacional”, afirmou Jeferson Cheriegate, diretor de Negócios da estatal.

Em 2020, o Porto de Suape atingiu recorde histórico de movimentação. De acordo com os dados analisados pela Valec, o volume maior de escoamento foi de graneis líquidos. “Nosso time técnico veio conferir de perto o funcionamento e as potencialidades de Suape. Trabalhamos para reforçar a intermodalidade por entendermos que a ferrovia impacta positivamente o porto e vice-versa”, acrescentou Cheriegate.

O time da Dineg segue hoje (23) para o Complexo de Pecém, no Ceará, onde realizará uma visita nos mesmos moldes, avaliando os serviços ofertados pelo porto e potenciais parcerias.

 


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Infraestrutura arrecada R$ 87,5 milhões em leilão de quatro portos

Terminais devem ter R$ 400 milhões em investimentos

Publicado em 18/12/2020 – 18:52 Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

O Ministério da Infraestrutura (MInfra) arrecadou R$ 87,5 milhões em outorgas com o leilão dos quatro terminais portuários localizados em Alagoas (MAC10), Bahia (ATU12 e ATU18) e Paraná (PAR12), realizado hoje (18) na sede da B3, em São Paulo. 

Segundo a pasta, os portos irão atrair mais de R$ 400 milhões em investimentos nos terminais. Os vencedores do leilão foram Timac Agro Indústria (MAC10), CS Brasil Transportes (ATU12 e ATU18) e Ascensus Gestão e Participações (PAR12).

Os terminais ATU12 e ATU18 foram arrematados por 62,5 milhões em outorgas totais (ATU12 – R$ 10 milhões e ATU18 – R$ 52,5 milhões). Ambos movimentam e armazenam granéis sólidos. O porto organizado onde os terminais estão inseridos funciona como rota de escoamento da produção e importação do Polo Industrial de Camaçari. Estão estimados R$ 365 milhões de investimentos nos terminais.

O terminal MAC10 foi arrematado por R$ 50 mil em outorgas. Ele é destinado à movimentação e armazenagem de granéis líquidos, especialmente ácido sulfúrico. A demanda por produtos químicos no Porto Organizado é influenciada pela presença do Polo Cloroquímico de Alagoas. Os investimentos previstos serão de R$ 12,7 milhões.

Concluindo a rodada, o terminal PAR12 foi arrematado por R$ 25 milhões em outorgas. Ele foi arrendado para movimentação e armazenagem de carga Ro-Ro, que é o tipo de carregamento que se desloca sobre suas próprias rodas, ou em cima de equipamentos específicos, como a produção automobilística. Para este terminal, estão previstos investimentos de R$ 22,2 milhões.

No Twitter, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, comemorou o resultado do leilão.

Ferrovias

Antes do leilão, os termos aditivos de prorrogação dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) e da Estrada de Ferro Carajás (EFC), ambas administradas pela Vale S/A, foram assinados, também na capital paulista, pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária.

Com a renovação antecipada de concessões das ferrovias, são esperados investimentos de mais de R$ 17 bilhões nos próximos 30 anos, além de R$ 4,6 bilhões em outorgas. Como resultado das negociações entre governo e Vale, parte do valor da outorga da EFVM vai viabilizar a construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), entre Mara Rosa/GO e Água Boa/MT. O novo trecho deverá permitir o escoamento da produção de grãos do Vale do Araguaia até a Ferrovia Norte-Sul.

“Fechamos o ano em grande estilo. A assinatura das renovações de concessões das ferrovias da Vale e o arrendamento dos terminais portuários representam a confiança os investidores no nosso país. Serão esses investimentos que vão transformar nossa infraestrutura e movimentar nossa economia”, disse o ministro.

Edição: Aline Leal

Blues e Greens Bonds para redesenvolver o Brasil

O velho pacto que unia o primitivo e o seu habitat foi rompido de forma unilateral pelo homem, logo que este considerou que já era suficientemente forte para seguir apenas as leis elaboradas por ele mesmo. (Jean Dorst)

O excelente trabalho da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) focado no financiamento privado do desenvolvimento sustentável, explora o potencial dos investimentos, onde destacam-se os Blue e Green Bonds – títulos azuis e verdes. Assim, fomenta a sustentabilidade e apoia projetos que mitigam a mudança climática e preservam o ambiente: ar, mar e território.

Crédito da foto: Isto É Dinheiro.

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Green bonds têm no Brasil um mercado atraente

Pela multiplicidade de possibilidades de investimentos, esses títulos podem ser tratados institucionalmente por uma infinidade de abordagens. Entretanto, o potencial de ganhos futuros, evitando os perdedores, será o fator que irá definir o investimento temático. Mal comparado, tratar a triagem temática como um processo de gerar commodity. Assim, Investimento Verde é um termo amplo e interessante. Pode produzir, preservar, gerar trabalho e riqueza.

Editorial 
SOS Amazônia

Da mesma forma, são várias as ações e motivações por parte do investidor. E, sem sombra de dúvida, o Brasil se traduz na melhor oportunidade do mundo para esses papéis. Do sol ao fundo do oceano, passando pelo ar, à preservação e exploração das florestas. Por exemplo, o intenso programa de implantação de infraestrutura tem desafios que demandam técnicas sustentáveis e competitivas, financiáveis por esse portfólio da nova economia.

Sociedade Nacional de Agricultura 
Arco Norte é solução para o sistema logístico brasileiro, afirmam especialistas

Indubitavelmente, é na floresta amazônica, através do manejo e extrativismo ainda muito a serem explorados, que os fatores verdes, até agora com pouca importância como ativos alternativos, poderão ser valorizados. Está na hora de nascer uma economia única de frutos, ervas e raízes de uma gastronomia fina e tipicamente brasileira, processada com técnicas e tecnologias sustentáveis. Através de definição e padrões de forma a fazer uso produtivo da amplitude de conhecimento da Universidade.

Artigo | Mayra Castro 
A Amazônia como produto Caviar

Decerto, a Economia Sustentável é uma realidade mundial irreversível. Portanto, impulsionar esse setor no Brasil é prioridade. Visto que a sua potencialidade ambiental para investimentos com Sustainable Bonds (títulos sustentáveis), e a sua competência acadêmica para valorizar esse projeto, com inovação e produtividade, são invejáveis.
Saindo para participar desse empreendimento, em breve, o Webinar Portogente Green Bonds .

ILHÉUS PODERÁ TER MAIS UM PORTO NO LITORAL NORTE. ===>>> 24/11/2020

Destaques da sessão plenária de 11 de novembro

Confira o que foi debatido nesta quarta-feira (11) pelo Plenário do TCU
Por Secom TCU
12/11/2020

Imagem ilustrativa

TCU determina ajustes para a licitação da Ferrovia de Integração Oeste-Leste

O Tribunal de Contas da União (TCU) está acompanhando, sob a relatoria do ministro Aroldo Cedraz, o processo de desestatização de trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). O TCU analisou, nesta quarta-feira (11), os estudos de viabilidade técnica, econômico-financeira e ambiental destinados a subsidiar a concessão do Trecho I, entre Caetité (BA) e Ilhéus (BA).

O Tribunal decidiu dar ciência à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de que foram encontradas inconsistências e irregularidades nos estudos apresentados. Tais falhas devem ser saneadas previamente à publicação do edital licitatório.

A Corte de Contas determinou ao Ministério da Infraestrutura que estabeleça “arranjo que proveja meios jurídicos que permitam à futura subconcessionária, caso almeje, implementar as estruturas necessárias para o funcionamento e operacionalização do terminal portuário de escoamento de forma independente dos demais terminais de uso privado (TUPs) do Complexo Porto Sul, de modo a assegurar igualdade de condições a todos os concorrentes”, explicou o ministro-relator Aroldo Cedraz.

O TCU também determinou à ANTT que se abstenha de publicar o edital de licitação sem que sejam excluídas as contas contábeis referentes a custos de operações acessórias na base de cálculo dos custos variáveis, considerando a duplicidade da contabilização de tais custos na modelagem da subconcessão da Fiol.

Serviço

Secom

Atendimento ao cidadão – e-mail: ouvidoria@tcu.gov.br

Atendimento à imprensa – e-mail: imprensa@tcu.gov.br

 

Câmara aprova projeto de incentivo ao transporte marítimo nacional

BR do Mar trará novas formas de negociação e transporte de mercadorias

Publicado em 07/12/2020 – 21:57 Por Agência Brasil* – Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta segunda-feira (7), o projeto de lei (PL) 4.199 de 2020, que define incentivos para a navegação de cabotagem – aquela que ocorre dentro do litoral do país, sem cruzar fronteiras marítimas, exclusivamente com atracagem em portos nacionais.

Segundo informa a Agência Câmara, os destaques do projeto – que é conhecido como BR do Mar – ainda não foram votados, mas deverão ser apreciados ainda na noite de hoje. O PL foi aprovado por 324 votos a favor e 114 votos contrários.

A proposta libera progressivamente o uso de navios estrangeiros no País sem a obrigação de contratar a construção de unidades em estaleiros locais. Já a partir da publicação da futura lei, as empresas poderão alugar um navio vazio para uso na cabotagem.

O relator do PL, o deputado Gurgel (PSL-RJ), incluiu um dispositivo para vedar expressamente a contratação de transporte terrestre, seja no trajeto até o porto ou do porto até o cliente final, por armadores marítimos ou por empresas de cabotagem ou de navegação que pertençam ao mesmo grupo econômico.

Entregue em agosto para o Congresso, o projeto tramitava em caráter de urgência e passou pelas comissões da Câmara antes da votação no plenário. Na tribuna, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) afirmou que acredita que o “projeto BR do Mar traz inúmeras vantagens”. 

BR do Mar

O projeto usa quatro eixos fundamentais para incentivar a cabotagem: frota, indústria naval, custos e portos. Em relação às frotas, o programa estimula as empresas já existentes e dá mais autonomia a elas, além de desburocratizar o registro e o tráfego de embarcações. Para a indústria naval, o governo pretende estimular a docagem de embarcações internacionais no Brasil, o que aumentará o conhecimento em manutenção e a comercialização de peças e maquinário para navios, estimulando a escalonagem da indústria brasileira.

Em redes sociais, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, comemorou a aprovação do PL e afirmou que a iniciativa “corrige um equívoco histórico: não aproveitar o litoral no transporte entre regiões.”

*Com informações da Agência Câmara de Notícias

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Concessões de aeroportos, rodovias, portos e ferrovias entram no PPI

Trinta e cinco projetos da pasta podem ser incluídos no PPI

Publicado em 02/12/2020 – 20:20 Por André Richter – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Ministério da Infraestrutura informou hoje (2) que 35 projetos da pasta foram qualificados para inclusão no Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). Entre os projetos estão relicitações de ferrovias, rodovias, e a desestatização de portos e aeroportos. De acordo com o ministério, os projetos podem render R$ 6,4 bilhões em investimentos até o fim de 2022, além de 100 mil empregos. A inclusão foi anunciada mais cedo durante a 14ª reunião do conselho do PPI. 

No setor de aeroportos, a intenção é conceder à iniciativa privada 16 terminais de passageiros. Entre os aeroportos que podem ser privatizados estão o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo. 

No setor de portos, está prevista a desestatização da Companhia Docas da Bahia (Codeba), responsável pela administração dos portos de Salvador, Aratu e Ilhéus, a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e a Companhia Docas de São Paulo (Codesp), que opera nos portos de Santos e São Sebastião. Também estão na lista os terminais públicos nos portos de Vila do Conde (PA), Suape (PE), Maceió, Santos (SP) e Pelotas (RS). 

No setor de rodovias será realizada a relicitação da concessão da BR-163, no Mato Grosso do Sul. O leilão deve ser realizado em 2022. Também estão previstos leilões para trechos das rodovias BR-153 e BR-080, localizados em Goiás e em Tocantins. 

No setor ferroviário, está prevista a relicitação da Malha Oeste, entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, e a renovação da concessão da Malha Sul. 

Criado em 2016, o Conselho do PPI se reúne três vezes ao ano. Na reunião de hoje, a última de 2020, foi apresentado um balanço do que foi realizado neste ano. Foram 18 leilões e projetos, e mais 11 estão agendados até o fim de dezembro, entre eles o leilão dos parques nacionais e a liquidação do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada, empresa pública que atua no segmento de semicondutores.

Edição: Liliane Farias

Política & Economia: ‘Fiol vai trazer dinheiro que nunca vimos’, diz Tramm

Com ferrovia, royalties pela produção de minério de ferro podem chegar aos R$ 500 bilhões por ano


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Mesmo em um ano difícil, a mineração baiana chegou ao mês de outubro com um crescimento de 63% desde janeiro, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). Quarto maior em produção comercializada, o estado registrou uma movimentação de R$ 4,7 bilhões no período. E, como um sinal de que ainda há muito o que crescer, estão previstos R$ 70 bilhões em novos investimentos no setor nos próximos três anos.

“A Fiol vai trazer toda a produção mineral da Bahia, uma boa parte que só depende mesmo da ferrovia para começar acontecer, diretamente para o porto”, projeta. Segundo Tramm, com a Fiol em operação, a geração de royalties da mineração (Cfem) pela produção de minério de ferro, que hoje é próxima de zero, pode chegar aos R$ 500 milhões por ano.

“Com a nossa Fiol começando a funcionar razoavelmente, nem precisa funcionar 100%, a Bahia vai ter uma contribuição em torno de R$ 500 milhões. É um dinheiro que nós nunca vimos antes. Hoje é zero porque nós não temos logística. Não se transporta minério para exportação em kombis”, ressalta.

Ele acredita que a situação trará um enorme impacto positivo para os municípios por onde a ferrovia irá passar no futuro.

Ele lembra que o processo de análise da licitação para conceder à iniciativa privada o trecho entre Ilheus e Caetité foi “bastante longo”.

“Chegou ao ponto nos últimos meses até de contestar o modelo de sistema ferroviário, dizendo que estava se gerando um monopólio”, lembra. Para ele, é necessário discutir isso nos âmbitos corretos. “Esse trecho que estamos falando sobre a necessidade de licitar está 74% concluída. Estão esperando o que, o trilho pegar ferrugem?”, questiona.  Segundo estimativa divulgada pelo Ministério da Infraestrutura, a licitação do primeiro trecho da Fiol deve render aproximadamente R$ 3,3 bilhões aos cofres públicos.

Para Tramm a demora para se chegar a uma solução no caso da Fiol é algo inexplicável.  “Essa obra não é só para a mineração. O nosso algodão, que é um dos melhores que existem, sai de São Desidério para o Porto de Santos ao custo de US$ 100 (por tonelada). Com a Fiol funcionando, esse custo cai para US$ 20”, calcula. “Quem ganha é o Brasil, que vai conseguir concorrer melhor no mercado externo”, acrescenta.

“A mineração está presente em tudo. Não existe um setor da atividade econômica em que ela não esteja presente. Estamos fazendo uma live agora usando o celular, que está cheio de produtos minerais, desde a capa de plástico, passando pelas partes metálicas e até na tela de vidro que você tem”, exemplifica. “Nossos óculos são produtos minerais, a casa onde a gente mora tem a base de pedra, colunas feitas com ferro, tudo isso é mineral”.

A Bahia tem 47 minérios identificados. É líder na produção de diamantes, magnesita, talco, dentre outros. Segunda maior em níquel, terceira maior em cobre e rochas ornamentais. Desde 2017, a produção estadual cresce a taxas entre 20% e 30%, de acordo com dados do Sindicato das Mineradoras da Bahia (Sindimiba).  “Nós sempre lembramos da história de que o ouro é produzido em Minas Gerais, mas na realidade hoje nós somos grande produtores”, destaca.

Atualmente, a mineração gera quase 20 mil empregos diretos no estado, afirma o presidente da CBPM. Aproximadamente 75% das vagas são ocupadas por trabalhadores baianos, de acordo com o Sindimiba. “A geração de empregos diretos é muito importante, mas o impacto da atividade vai além disso, porque a atividade fomenta o setor de serviços”, explica. Ele lembra ainda que a remuneração média do setor é duas vezes maior que a das indústrias e da construção e chega a três vezes o que é pago no comércio.

“Quando uma empresa chega num rincão, ela é uma revolução para o município porque ela compra. O comércio se movimenta. Se tem dois mil funcionários, esse pessoal está consumindo onde? Naquela cidade. Mexe com tudo”, acredita. “Como a atividade paga um pouco mais, isso gera mais consumo, o que é fundamental para melhorar as condições de vida das pessoas”, afirma.

Para Antonio Tramm, o setor mineral precisa aprender a “vender mais a sua utilidade”, mostrando o impacto da contribuição que paga e o impacto dela para os municípios. Mas não apenas isso. Sem mineração, os confortos da vida moderna seriam apenas sonhos.

PORTO DO MALHADO – SITUAÇÃO E FUTURA PRIVATIZAÇÃO. ===>>> 16/08/2020

Clique aqui, e tenha acesso a todas informações detalhadas.

ANTIGO PORTO DE ILHÉUS ===>>> 05/03/2020

Cais e armazéns foram construídos pelo Governo Federal.

Esta área e o moinho, estão sob o controle federal da Codeba, e estão incluídas na privatização.

Quem ganhar, leva tudo…

Clique aqui, e tenha acesso a todas informações detalhadas.ip

Antigo porto de Ilhéus.

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