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:: ‘Política’

Bolsonaro embarca para Israel e busca acordos em áreas estratégicas

Presidente lidera comitiva de ministros e parlamentares

Publicado em 30/03/2019 – 08:45

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O presidente Jair Bolsonaro embarca hoje  (30) para uma visita oficial de três dias a Israel. A viagem retribui a vinda ao Brasil do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que prestigiou Bolsonaro durante a posse, no dia 1º de janeiro. Ambos se encontram amanhã em Tel Aviv. Segundo a Presidência da República, Bolsonaro pode assinar até quatro acordos de cooperação com o governo israelense, em áreas como defesa, serviços aéreos, saúde e ciência e tecnologia.

Bolsonaro será acompanhado por uma comitiva formada pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Bento Costa Lima (Minas e Energia), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicações), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), além do tenente-brigadeiro do ar Raul Botelho, chefe do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas, e do secretário da Pesca, Jorge Seif. O grupo ainda inclui os senadores Chico Rodrigues (DEM-RR), Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e Soraya Thronicke (PSL-MS) e a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF).

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitam a sinagoga Kehilat Yaacov, em Copacabana, no Rio de Janeiro

Bolsonaro e Netanyahu se encontraram às vésperas da posse do presidente brasileiro – Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

O tempo total de voo até Israel é de aproximadamente 20 horas. A comitiva presidencial parte às 13h da Base Aérea de Brasília e faz uma escala técnica em Las Palmas, no arquipélago espanhol das Canárias. A chegada ao aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv, está prevista para as 10h de domingo (31).

Cronograma

Bolsonaro e Netanyahu devem ter um encontro privado na tarde de domingo, seguido por uma cerimônia de assinatura de acordos de cooperação e, em seguida, uma declaração à imprensa.

Está prevista a assinatura dos seguintes atos conjuntos entre os dois governos:

– Acordo de cooperação em ciência e tecnologia, que tem o objetivo desenvolver, facilitar e maximizar a cooperação entre instituições científicas e tecnológicas de ambos os países;

– Acordo de cooperação na área de segurança pública;

– Acordo cooperação em questões relacionadas a defesa;

– Acordo sobre serviços aéreos, com propósito de estabelecer e explorar serviços aéreos entre os dois territórios;

– Memorando de entendimento entre o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Autoridade Nacional de Cybersegurança de Israel (INCD), na área de segurança digital;

– Plano de cooperação na área de saúde e medicina entre ministérios de Saúde dos dois países, para os anos de 2019-2022.

Agenda

A agenda do dia termina com um jantar oferecido pelo primeiro-ministro de Israel ao presidente brasileiro. No dia seguinte, a comitiva brasileira visita a Unidade de Contraterrorismo da polícia israelense, onde deve acompanhar uma demonstração prática de ações executadas pela divisão de segurança.

Na sequência, Bolsonaro faz uma visita e preside uma cerimônia de condecoração da equipe de resgate de Israel que esteve em Brumadinho, após o rompimento da barragem da mineradora Vale. Os integrantes da Brigada de Busca e Salvamento do Comando da Frente Interna de Israel receberão do presidente a Insígnia da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, que é a maior distinção dada pelo governo brasileiro a estrangeiros que prestaram relevantes serviços ao país.

No mesmo dia, em Jerusalém, Bolsonaro faz uma visita ao Muro das Lamentações, o segundo local mais importante do judaísmo. O local foi construído com parte do muro do templo de Herodes, levantado pelos judeus após anos de cativeiro.

Penúltimo dia

Na terça-feira (2), Bolsonaro toma café da manhã com dirigentes de startups brasileiras e israelenses e depois participa de um encontro entre empresários dos dois países. O presidente deve ainda visitar uma exposição de produtos de empresas de inovação e um centro industrial de alta tecnologia.

À tarde, a comitiva presidencial visita o Centro de Memória do Holocausto Yad Vashem e uma exposição de fotos com a mesma temática. Jair Bolsonaro deverá participar de uma cerimônia de deposição de flores e visita ao Bosque das Nações, em Jerusalém, em homenagem a diplomatas brasileiros que ajudaram as vítimas do nazismo.

O presidente retorna ao Brasil na quarta-feira (3). Antes do embarque, ele deve se reunir com brasileiros que residem na cidade israelense de Raanana. 

Saiba mais

Edição: Juliana Andrade

DEPUTADO PEDRO TAVARES COMEÇA A TRABALHAR NA REGIÃO

Deputado Pedro Tavares ex-MDB, agora no DEM

Segundo informações fidedignas, o Deputado, prometeu a sigla da qual ele diz que manda (DEM), a vários políticos.

E até agora nada. Será que está analisando os perfis?

A FÁCIL E TRANQUILA REELEIÇÃO DOS VEREADORES DE ILHÉUS.

Mesmo sem o advento da nefasta coligação partidária nas eleições proporcionais, portanto sem precisar das ‘mulas mancas’.

Também não vão precisar do Fundo Eleitoral, isso fica para os caciques dos partidos. 

Basta somente o apoio do Prefeito.

Talvez por isso, muitos esqueceram o ‘munus’ do mandato, e dedicam-se de corpo e alma a BABAR o Prefeito.

Em contra partida, Marão com seu espetacular governo, ajudará a eles a pocarem as urnas, igualzinho a uma ex-deputada…

Dos tempos que eram contra o Porto Sul…

Bolsonaro diz que não tem como atender todos os parlamentares

Presidente pede responsabilidade com o país na votação da reforma

Publicado em 27/03/2019 – 19:33

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer hoje (27) que não tem problema na relação com o Congresso Nacional e afirmou que não tem como atender a todos os parlamentares e políticos que lhe pedem audiência. 

“Eu não tenho como atender a todo mundo. E não existe [no meu governo] ministro indicado por partidos políticos e isso agrava, num primeiro momento, o contato, a aproximação”, disse ao jornalista José Luiz Datena, durante entrevista exibida pela TV Bandeirantes. 

Citando o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, Jair Bolsonaro reafirmou que não há divergência. Segundo ele, um novo encontro entre os dois deve ocorrer na semana que vem, quando retornar de visita oficial a Israel, e disse que “da minha parte, a minha mão está sempre estendida para ele”.

Questionado sobre a dificuldade na articulação política com o Parlamento, o presidente disse que fazem “tempestade em copo d’água” e defendeu a forma de construção de seu governo, que evitou indicações políticas para o primeiro escalão ministerial.

“Fazem tempestade em copo d’água. O meu erro foi escolher um ministério técnico, competente e independente, esse foi o erro que eu cometi na política”, disse.  

Para Bolsonaro, a responsabilidade com o país está nas mãos de todos os Poderes e cobrou apoio para aprovação da reforma da Previdência no Congresso Nacional. “O que eu apelo aos parlamentares do Brasil todo. Ninguém está aprovando a reforma do presidente ou do meu governo, está aprovando a reforma do Brasil.”

Anticrime

O presidente da República citou o impasse, na semana passada, em torno da tramitação do pacote anticrime proposto pelo ministro da Justiça e Cidadania, Sergio Moro. Por decisão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a matéria será previamente analisada por uma comissão de deputados antes de tramitar regularmente no Parlamento. 

“Vamos arredondar, [são] 500 deputados, 10% vai ficar envolvido nas próximas três semanas, na Comissão de Constituição e Justiça, tratando da constitucionalidade [da proposta de reforma da Previdência]. Quando sair de lá, mais ou menos 10% ou 15% da Câmara vai ficar discutindo, por aproximadamente dois meses, em comissão especial. Onde fica o restante, os 80% da Câmara, vai ficar de papo pro ar? Nós gostaríamos, acho que o povo todo gostaria que o pacote anticrime do Sergio Moro fosse discutido”, afirmou o presidente. 

Embaixada em Jerusalém

A três dias de embarcar para Israel, onde cumpre visita oficial, Jair Bolsonaro disse cabe ao governo israelense a definição de qual é a capital do país e o Brasil respeita essa decisão, ao tratar da intenção de transferir a embaixada brasileira. O presidente não quis adiantar, no entanto, quando deve realizar essa mudança. 

“Falam na possível questão da mudança da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. É possível sim, estamos estudando. O Trump [Donald Trump, presidente dos Estados Unidos] quando prometeu isso e levou oito meses para botar em execução. Nós temos conversado com gente do mundo todo no tocante à isso daí. Há um clamor aqui dentro, por parte de setores da sociedade, que querem isso aí”, disse.

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Edição: Carolina Pimentel

EXECUTIVO E LEGISLATIVO EM ILHÉUS – OU ‘DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA’!

PCdoB de Ilhéus refuta pontos da reforma administrativa do governo Marão

O Diretório Municipal do PCdoB de Ilhéus analisou alguns pontos da reforma administrativa do governo Marão, enviada à Câmara de Vereadores, que requerem atenção em diversas questões.

Em primeiro lugar, destaca-se a mudança radical na concepção do planejamento com a extinção da Seplandes – Secretaria de Planejamento de Desenvolvimento Sustentável, que não se mostrava efetiva, fato refletido com a saída do vice-prefeito, José Nazal, então titular da pasta; mas tinha o mérito de, no conceito mais amplo, buscar a integração da administração diante de sua lógica vinculada ao desenvolvimento sustentável.

Na proposta de Marão, a lógica do Planejamento passa a ser meramente orçamentária, sendo deslocados vários setores, vinculados a essa função, para a Secretaria de Finanças. No entanto, a atribuição de articular e envolver a população no sistema de orçamento participativo ficou vinculada à Superintendência de Relações Institucionais, resultante dessa secretaria a ser extinta na proposta de reforma.

Talvez, a medida mais surpreendente seja a extinção das secretarias de Indústria e Comércio; Agricultura e Pesca; Cultura; e Turismo. Na primeira perspectiva, poderia parecer uma fusão de quatro secretarias em duas, para reduzir despesas. No entanto, o que é proposto trata-se da desidratação de secretarias responsáveis pela formulação e gestão de políticas públicas de áreas importantíssimas para a economia da cidade, enquanto se cria quatro assessorias vinculadas diretamente ao gabinete do prefeito, três com salários de R$ 10 mil e uma de R$ 8 mil.

Serão duas assessorias técnicas, sem função específica definida e uma de articulação parlamentar, com função sobreposta à da Superintendência de Relações Institucionais, para aproximar e/ou relacionar o poder Executivo com o Legislativo Municipal. Além dessas, surge uma assessoria com o objetivo de representar o governo do Município, junto ao Estado e à União, fazendo o povo questionar se Marão está tão ocupado com a gestão que não pode dialogar com as autoridades que podem contribuir com recursos e projetos para a cidade, e prefere delegar essa responsabilidade a um terceiro.

Além desses aspectos, o governo Marão não valoriza a Cultura. Com a extinção dessa pasta, enfraquece as articulações e as atividades artísticas e culturais da cidade. Também, com o rebaixamento da Agricultura e Pesca, dá um duro golpe no campo, prejudicando os trabalhadores e trabalhadoras rurais que promovem a agricultura familiar no município, desprezando o potencial do setor para alavancar a economia local. Dessa forma, adota uma prática contrária à política estadual, que tem sido exitosa para o desenvolvimento rural.

A grande jogada do governo Marão, após dois anos e três meses na gestão, é se transformar no governo das “relações”, ao invés de um governo de projetos que sejam realizáveis e possam melhorar as condições de vida do povo, principalmente os mais pobres.

Como saldo resultante de toda essa movimentação de Marão, entre cargos comissionados e funções gratificadas, não haverá redução de despesas e ainda serão criados cargos extras, com salários de R$ 8 mil a 12 mil, enquanto ele pisa nos servidores públicos demitindo e ameaçando reduzir salários. Sem sombra de dúvidas Ilhéus necessita de algo melhor.

Ilhéus, 27 de março de 2019

Executiva Municipal do PCdoB

PARECE QUE ‘BABOU’ A REFORMA ADMINISTRATIVA EM ILHÉUS. ===>>> 15-03-2019

Secretários influentes, conseguiram botar o ‘dedo no suspiro’ dentro do legislativo ilheense.

Baculejo

Montagem Blog do Gusmão

O PARTIDO NOVO CONVIDA

Atualização: Nesta quinta-feira, dia 28 de março, ocorrerá a apresentação do Partido NOVO, no auditório do Premier Business Center, a partir das 19:00h, com a presença de Gabriel Venturoli presidente do Diretório Estadual. Estarão presentes também parte dos 70 filiados do NOVO de Ilhéus. A finalidade deste evento em nossa cidade é a de apresentar à sociedade local os princípios liberais do Partido tendo como natural consequência a adesão de concidadãos simpatizantes da nossa causa para possibilitar a criação do Diretório Municipal de Ilhéus.

A ESQUERDA ‘CINDERELA’.

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Bolsonaro participa de assinaturas de contratos no setor elétrico

São R$ 13,2 bilhões em investimentos e 28 mil empregos diretos

Publicado em 25/03/2019 – 06:12

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O presidente Jair Bolsonaro comanda, na tarde de hoje (25), a cerimônia de assinatura de contratos de transmissão de energia que vão gerar investimentos de cerca de R$ 13,2 bilhões e 28 mil empregos diretos. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, participará do evento.

Diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e representantes das empresas vencedoras do leilão de transmissão ocorrido em dezembro do ano passado assinam, no Palácio do Planalto, os contratos de concessão para a construção de linhas de transmissão. Serão 55, no total, com 7.152 quilômetros de extensão, e 25 subestações com capacidade de transformação de 14.819 megawatts de potência.

Os empreendimentos estão localizados no Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, na Bahia, em Minas Gerais, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e no Tocantins.

As instalações de transmissão deverão entrar em operação comercial no prazo de 48 a 60 meses, a partir da assinatura dos respectivos contratos de concessão, com duração de 25 anos.

O leilão teve deságio médio de 46,08%, assim a receita das empresas que explorar os serviços ficará menor do que o previsto no edital. Isso acabou gerando uma economia de R$ 986 milhões por ano ao consumidor final, segundo a Aneel.

Edição: Talita Cavalcante

Próximo destino de Bolsonaro, Israel é país prioritário para o governo

Comércio, ciência e tecnologia e segurança estão entre os temas

Publicado em 24/03/2019 – 18:06

Por Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Antes que março termine, o presidente Jair Bolsonaro – que esteve nos Estados Unidos e no Chile nos últimos dias – ainda tem pela frente uma viagem a Israel, onde desembarca no próximo domingo (31). A intensa agenda internacional cumprida ao longo deste mês reuniu em um curto intervalo destinos que já vinham sendo sinalizados, desde a campanha eleitoral, como prioritários para o governo.

Em Israel, Bolsonaro retribuirá a presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em sua posse, mas, principalmente, buscará negociar, ao lado do chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e outros integrantes de seu primeiro escalão – ainda não confirmados – ampliação de trocas na área comercial, em ciência e tecnologia e na cooperação em segurança pública e defesa.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acompanha no Congresso Nacional a posse do presidente Jair Bolsonaro.
Netanyahu durante a posse do presidente Jair Bolsonaro José Cruz/Agência Brasil

Presença quase certa na comitiva, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, esteve no país do Oriente Médio no início do ano para conhecer projetos de inovação e tecnologias estratégicas que despertam interesse brasileiro como as instalações de dessalinização de água. Por mais de uma vez, a administração Bolsonaro destacou a expertise israelense nesta área, com sofisticados sistemas de irrigação e dessalinização e uso de sementes resistentes à seca. Medidas que poderiam ser replicadas como solução para o Semiárido brasileiro.

No campo comercial, as conversas devem se concentrar nas exportações brasileiras de carne bovina e soja. Os produtos integram uma carteira de vendas brasileiras para Israel, que, no ano passado, superaram a marca dos US$ 293 milhões, segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio do Brasil. Em contrapartida, o Brasil importou, em mercadorias do Oriente Médio, US$ 1,060 bilhão. O maior volume de importação se concentra em produtos como cloreto de potássio (28% do total), além de inseticidas e herbicidas, que respondem por 24% das exportações.

Cooperação

O Itamaraty classifica as relação entre os dois países de cordial e positiva. Israel chegou a enviar um equipe de militares e equipamentos para ajudar nas buscas de mortos na tragédia de Brumadinho, em janeiro.

Dados do governo brasileiro apontam presença de significativa comunidade judaica no Brasil, estimada em mais de 100 mil pessoas, considerada a décima maior do mundo. As realções diplomáticas entre Brasil e Israel foram estabelecidas em 1949 e, em 1951, foi criada a Legação do Brasil em Tel Aviv – elevada, em 1958, à categoria de Embaixada. Israel estabeleceu embaixada no Brasil em 1955.

O debate sobre a sede da embaixada brasileira em Israel foi uma das questões aventadas por Bolsonaro desde a campanha. O então candidato à presidência do Brasil defendeu a mudança da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, seguindo decisões semelhantes as adotadas pelos Estados Unidos e Guatemala. Mas, o governo decidiu amadurecer o tema.

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Edição: Talita Cavalcante

Para Piñera, Prosul vai “enfrentar problemas e assumir oportunidades”

Bolsonaro e mais 7 presidentes assinam declaração de criação do fórum

Publicado em 22/03/2019 – 15:48

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Presidentes de sete países sul-americanos assinaram hoje (22) a Declaração de Santiago, que marca o início do processo de criação do Fórum para o Progresso da América do Sul (Prosul). Em discurso após a cúpula presidencial, o presidente do Chile, Sebastian Piñera, disse que o Prosul se destina a “enfrentar problemas e assumir oportunidades” que são comuns aos países da região.

“Foi um bom dia para a colaboração, dialogo e entendimento para integração na América do Sul”, disse Piñera, ressaltando que há cinco anos esse encontro não era realizado. Assinaram a declaração os presidentes de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Guiana e Peru. Os líderes do Uruguai, da Bolívia e do Suriname não compareceram.

Clique aqui para ver a galeria de fotos.

O presidente chileno reiterou que será um fórum que respeita as diferenças e diversidades dos países. “Sem ideologias, sem burocracias, pragmático e que vai buscar resultados para a região, em compromisso claro com a democracia, liberdade e respeito aos direitos humanos”, disse.

 o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, o presidente do Chile, Sebastian Pinera, participam da cúpula de Prosul
O presidente Jair Bolsonaro assina a Declaração de Santiago, observado por líderes sul-americanos, duarnte a cúpula de Prosul – REUTERS / Rodrigo Garrido / direitos reservados

Democracia

Segundo Piñera, o Prosul será aberto a todos os países da América do Sul. Mas há requisitos essenciais, de acordo com a Declaração de Santiago: estar em plena vigência da democracia, com respeito à separação dos poderes do Estado, liberdade e direitos humanos, assim como o respeito à soberania e integridade territorial.

nova comunidade de países sul-americanos substitui a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), paralisada há mais de dois anos. A proposta do Prosul, idealizada pelo presidente chileno tem formato mais flexível, enxuto, menos oneroso e deve se dedicar a iniciativas concretas entre os países e ações conjuntas para integração e desenvolvimento da região.

As nações que compõem o Prosul entenderam que a Unasul, da forma como funcionou desde seu lançamento em 2008, perdeu efeitos práticos, mantendo custos, e passou a disputar decisões sobre temas que já são tratados em outras instâncias, como o Mercosul.

A Declaração de Santiago estabelece que o Prosul Piñera ressaltou que os objetivos do Prosul são o diálogo contínuo e a coordenação de ações conjuntas a para o desenvolvimento da região. O espaço deverá abordar, de maneira flexível, temas de integração em infraestrutura, energia, saúde, defesa, segurança e combate ao crime, e prevenção e manejo de desastres naturais.

O próximo passo será a instituição de grupos de trabalho pelas instâncias diplomáticas de cada país para elaborar as bases para a criação da comunidade comum.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante abertura do fórum que discute a criação do Prosul, nova comunidade de países latino-americanos que deverá substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).
O presidente Jair Bolsonaro participa, durante abertura do fórum que discute a criação do Prosul, nova comunidade de países latino-americanos que deverá substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul). – Marcos Corrêa/PR

Agenda

Após a declaração à imprensa, o presidente chileno Sebastian Piñera ofereceu um almoço aos chefes de Estado.

Junto com o presidente Jair Bolsonaro, integram a comitiva brasileira os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), além dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Hélio Lopes (PSL-RJ).

Nesta tarde, Bolsonaro ainda concede entrevista exclusiva a um veículo de imprensa chileno.

Amanhã (23), o presidente participa de um café da manhã com cerca de 20 empresários, a convite da Sociedade de Fomento Fabril do Chile (Sofofa), uma das principais associações empresariais do país. Na sequência, ele se reúne, em encontro bilateral, com o líder chileno Sebástian Piñera, no Palácio La Moneda.

Em publicação na sua conta no Twitter, o presidente Bolsonaro ressaltou a intenção de aprofundar a relação entre as duas nações e atrair e expandir investimentos. “Brasil é um dos principais caminhos dos investidores chilenos. São mais de US$ 35 Bilhões injetados em nossa economia”, escreveu.

Antes do encontro com Piñera, o Bolsonaro deposita flores no monumento em homenagem ao libertador chileno, o general Bernardo O’Higgins. Após almoço da comitiva brasileira com o presidente Piñera, Bolsonaro e comitiva embarcam de volta ao Brasil.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante a Cúpula Presidencial de Integração Sul-Americana, em Santiago, no Chile.
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, cumprimenta o presidnete do Chile, Sebastián Piñera, na chega ao Palácio de La Moneda, em Santiago, no Chile. – Marcos Corrêa/PR

*Texto alterado para ajuste de informação.  

Edição: Renata Giraldi

Devedores contumazes da União poderão ter CNPJ cancelado

A proposta integra o pacote de reforma da Previdência

Publicado em 22/03/2019 – 16:22

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Os devedores contumazes da União terão o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) cancelado. Eles também serão proibidos de pedirem parcelamentos e obterem benefícios como descontos e certidões negativas de débitos pelos próximos 10 anos. As propostas constam do projeto de lei de combate a grandes devedores, que integra o pacote de reforma da Previdência Social.

O texto foi enviado ao Congresso Nacional na última quarta-feira (20), mas está sendo detalhado hoje (22) por técnicos da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

A procuradoria-geral classificou como devedores contumazes os contribuintes com inadimplência reiterada de pelo menos R$ 15 milhões e sem buscar regularizar o passivo há mais de um ano. Eles também terão de se enquadrar em pelo menos um dos seguintes critérios: indícios de fraudes estruturadas, utilização de laranjas (dívidas em nome de terceiros) e artifícios destinados a burlar mecanismos de cobrança.

Segundo o procurador-geral adjunto de Gestão da Dívida Ativa da União, Cristiano Neuenschwander, existem 16 mil empresas com potencial de serem classificadas como devedoras contumazes, com a possibilidade de recuperação de R$ 6 bilhões a R$ 8 bilhões por ano. Até hoje, ressaltou o procurador, a legislação não diferencia o devedor eventual do contumaz. A PGFN identificou outros problemas como a ausência de mecanismos específicos para tratar as dívidas de difícil recuperação e a lentidão na cobrança.

O projeto de lei não vale apenas para as dívidas com a Previdência Social, mas para todos os débitos inscritos na dívida ativa da União. De acordo com a PGFN, a dívida ativa da União soma atualmente R$ 2,09 trilhões, dos quais R$ 491,2 bilhões dizem respeito à Previdência. Desse total de R$ 491,2 bilhões, apenas 37,7% (R$ 185,2 bilhões) podem ser recuperados.

Os R$ 306 bilhões restantes têm baixa ou nenhuma perspectiva de recuperação por se tratar de empresas inativas ou de contribuintes que conseguiram a suspensão da cobrança na Justiça.

Segundo Neuenschwander, a cassação do CNPJ não abrangerá apenas a empresa devedora, mas poderá estender-se a empresas relacionadas ao devedor principal, com suspeita de serem laranjas.

Parcelamentos especiais

Além de combater os grandes devedores, o projeto de lei cria opções para facilitar a recuperação de dívidas sem indício de fraudes. A proposta prevê desconto de até 50% sobre o valor total da dívida para pagamento à vista ou em até 60 meses (cinco anos), com desconto menor. No entanto, os parcelamentos especiais, conhecidos como Refis, não poderão ter mais de cinco anos.

Pelo projeto de lei, os futuros parcelamentos especiais não poderão resultar na redução do montante principal da dívida, e eventuais multas aplicadas pela Receita Federal continuarão a ser cobradas. As renegociações especiais também não poderão ser aplicadas a dívidas com o Simples Nacional e com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e só poderão abranger débitos sem fraudes inscritos há mais de dez anos.

“A gente partiu do princípio do pragmatismo. É melhor fazer um parcelamento especial e receber alguma coisa do que nada”, explicou o procurador. “Construímos uma alternativa que procura tornar recuperáveis créditos que hoje são irrecuperáveis.”

Agilidade

A proposta também lança medidas para acelerar a cobrança da dívida ativa. A primeira é um juízo único para a execução fiscal, que excluirá processos de falência, de recuperação judicial, de liquidação, de insolvência e de inventário. O projeto prevê a imediata remoção ou alienação de bens penhorados e a possibilidade de contratação de empresa especializada para gerir o patrimônio inscrito na dívida ativa.

O projeto prevê a possibilidade de o devedor sem patrimônio embargar a dívida independentemente da garantia do juízo integral, antecipar medidas cautelares para atingir devedores que tentam transferir bens para terceiros e permite que a PGFN contrate serviços de call center e de meios digitais para cobranças administrativas.

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Edição: Fernando Fraga

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