‘Pesca’
PESCA SUSTENTÁVEL – UMA AÇÃO DA BAMIN.
Pesca Sustentável recebe apoio do Conselho de Meio Ambiente da Bahia
Projeto da Bahia Mineração beneficia 750 pescadores das comunidades de Pau D’Arco, Parateca, Ilha do Zezé e Mocambo
O Conselho do Meio Ambiente da Bahia (Cepram) reconheceu o projeto Pesca Sustentável como iniciativa inovadora e de grande importância para as comunidades locais e aprovou uma Moção de Apoio ao projeto. O Pesca Sustentável é uma iniciativa da Bahia Mineração em parceria com o Instituto do Conhecimento (ICON) e envolve 750 pescadores do município de Malhada, a 899 km de Salvador, especificamente das comunidades de Pau D’Arco, Parateca, Ilha do Zezé e Mocambo, no trecho médio do Rio São Francisco, sudoeste do estado.
O Pesca Sustentável alia o conhecimento cultural ao científico na busca por soluções participativas para a sustentabilidade da pesca artesanal e geração de renda. Para isto, está desenvolvendo uma base de informações que possibilite implantar medidas de manejo e gerenciamento participativo da pesca naquelas localidades. O projeto também vai promover o desenvolvimento da cadeia produtiva e comercial, agregando mais valor ao pescado como forma de aumentar a renda sem necessariamente ampliar a produção.
Segundo o diretor de Desenvolvimento Organizacional do ICON, Guilherme Luiz Marback, o Conselho de Meio Ambiente do Estado da Bahia (Cepram) é o mais antigo do Brasil. “Como é o órgão máximo consultivo do sistema de gestão de meio ambiente do estado, receber uma moção de apoio ao nosso projeto significa a certificação da sua capacidade de transformação”, explica o diretor. “Esta chancela será determinante na construção da articulação institucional para trazer para junto do projeto as diversas entidades governamentais que interagem no sistema, influenciando as políticas públicas para a melhoria das vidas das comunidades e gestão do sistema de pesca sustentável na região”, completa Marback.
Manejo sustentável - As lagoas da região guardam um importante diferencial, principalmente no diz respeito à produção de peixes. Nas 30 lagoas, cujas áreas variam entre 100 e mil metros quadrados são produzidos atualmente três toneladas de pescado por mês, um volume 60% maior que na outras lagoas ao longo do rio. Esta fartura se deve basicamente à preservação desse ecossistema e à exploração sustentável. A pesca é artesanal e as redes usadas possuem malhas que impedem a captura de peixes pequenos. Com o Pesca Sustentável, manejo e monitoramento estão ainda mais rigorosos com medição e pesagem dos peixes para melhorar a gestão do ambiente de pesca.
O próximo passo importante para aumentar a renda é a reintrodução do surubim, espécie extinta no local, de alto valor comercial e que também terá um papel importante no equilíbrio do ecossistema. A reintrodução do surubim está prevista para março de 2012. Atualmente, 70% do pescado local é da espécie curimba.
O Pesca Sustentável também ajuda na reorganização das associações, visando à regularização e formalização dos pescadores. O objetivo é que esses profissionais tenham mais conhecimento para conviver com a biodiversidade local e estejam organizados para gerir o negócio de forma mais rentável, promovendo o desenvolvimento de suas colônias e das comunidades locais.
Bahia Pesca entrega barco a piscicultores de Floresta Azul
A Bahia Pesca, empresa vinculada à Seagri, fez hoje,17, a doação de um barco para a Associação de Agricultura e Piscicultura de Floresta Azul. A entrega ocorreu na sede da entidade na BR 415 a quatro quilômetros da cidade. O equipamento de fibra de vidro foi fabricado pela Bahia Pesca em convênio com a Fundipesca-Fundação para o Desenvolvimento de Comunidades Pesqueiras Artesanais, mede cinco metros de comprimento e um metro e vinte centímetros de largura.
A entidade cria peixes na barragem Saloméa em 40 tanques-rede, produzindo anualmente 30 mil toneladas de tilápia. O equipamento transporta alevinos, ração e peixes no período da despesca. O presidente da Associação, Antônio de Jesus Vicente, disse que “o barco que tinha era insuficiente e que agora os trabalhos serão agilizados”.
Ele agradeceu o apoio que vem recebendo do governo do estado, através da Bahia Pesca, e fez novas reivindicações, a exemplo de tanques para alevinagem, placas de sinalização na BR, indicando o local da entidade e outros equipamentos. O presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, se comprometeu a atender todas as reivindicações. Ele acrescentou que a empresa contratou novos técnicos, por isso a assistência aos produtores será intensificada.
Marival Guedes – Assessoria de Comunicação da Bahia Pesca
73-9109-8678
Empresários de Santa Catarina querem investir na pesca e aqüicultura na Bahia
O potencial da Bahia na produção de pescados foi reconhecido por empresários catarinenses que manifestaram o desejo de investir no Estado no setor pesqueiro e aquícola. Esse foi o motivo do encontro realizado na noite desta segunda-feira, (28), entre o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, o presidente da Bahia Pesca Isaac Albagli e o vice-presidente do Sindicato dos Armadores e Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Joaquim Felipe Anacleto. O encontro aconteceu no gabinete do secretário, no Parque de Exposição de Salvador, onde está acontecendo, até domingo, a Fenagro 2011.
Joaquim Felipe Anacleto anunciou a intenção em promover parceria entre os dois estados, para o desenvolvimento do setor na Bahia, trazendo pesquisas e tecnologia de ponta. “A Bahia é grande consumidor de pescados, enquanto Santa Catarina é grande produtor”, comparou. Apesar de ter a maior costa litorânea do País, com cerca de 1.200 quilômetros de extensão, a Bahia ocupa a terceira posição no ranking nacional de pescados, atrás de Santa Catarina, que lidera, e do Pará, segundo colocado.
“Possuímos grande potencial e precisamos de tecnologia para o beneficiamento do peixe”, disse o secretário Eduardo Salles, lembrando que industrializar a cadeia produtiva da pesca e aqüicultura é uma das prioridades do governo. Essa é uma das sete cadeias consideradas prioritárias, por envolver grande número de agricultores familiares, e incluída no Programa Vida Melhor, lançado há cerca de três meses pelo governador Jaques Wagner.
ENQUANTO A MAIORIA TRABALHA, OS ‘SEM NOÇÃO’ MANIPULAM.
Porto Sul inclui programas para fortalecer a pesca.
Programas que irão monitorar a pesca em Ilhéus e apresentar medidas para fortalecer o setor pesqueiro na região estão entre as medidas sugeridas no Estudo de Impactos Ambientais (EIA) do Porto Sul, como forma de mitigar os impactos do empreendimento do Governo da Bahia. O assunto foi abordado nesta quarta-feira (26), na sede da colônia de pescadores Z-34, num encontro entre representantes do Estado, Bahia Mineração e pescadores cadastrados na colônia, situada na zona norte ilheense, e membros da Z-18, de Itacaré.
O Governo participou da reunião por meio das Secretarias de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Relações Institucionais (Serin) e Casa Civil. No evento, onde foram transmitidas informações do Relatório de Impactos Ambientais do Porto Sul, o presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, ressaltou que os estudos antecipam os impactos positivos e negativos do empreendimento e, para cada um destes, apontam medidas mitigadoras, ou seja, aquelas que atenuam ou até mesmo anulam os impactos negativos. Para a pesca, o estudo aponta a necessidade de se desenvolverem programas de monitoramento, o que já está na pauta do governo e do parceiro privado do Porto Sul, a empresa Bahia Mineração. Também presentes à reunião, representantes da Bamin explicaram que o monitoramento é “dinâmico e ativo”, pois prevê ações para incentivar a área da pesca.
Albagli mencionou projetos já desenvolvidos pela Bahia Pesca em outras partes do litoral baiano, como a instalação dos chamados atratores de pesqueiros. “Já temos tecnologia e pessoal capacitado para implantar esses mecanismos com rapidez, em até trinta dias”, ressaltou. Read the rest of this entry »
A FARRA DO PEIXE.
PORTO PESQUEIRO DE ILHÉUS-BA.
Conselho de Administração da Bahia Pesca visita obras do Terminal Pesqueiro em Ilhéus
Os Integrantes do Conselho de Administração da Bahia Pesca, empresa vinculada à Seagri, visitaram hoje, 19, pela manhã as obras do Terminal Pesqueiro de Ilhéus.
O terminal terá uma unidade de beneficiamento dotado de câmaras e túneis de espera, congelamento e estocagem de iscas e refrigerados, sala de higienização, expedição com pátios para caminhões, vestiários, sanitários e casa de máquinas.
Na unidade de apoio, os pescadores terão combustível subsidiado, fábrica de gelo, central de fornecimento de energia, boxes de vendas, oficina, carreira com guincho e central de higienização de caixas, lanchonete e estacionamento.
Tecnologicamente avançado
O secretário de agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Sales, afirma que é um terminal de alto nível tecnológico com estrutura de última geração. “Já visitei vários e este não deixa a desejar a nenhum do mundo. Vai contribuir muito para alavancar a região dando sustentabilidade e gerando emprego.”
O investimento é de dez milhões de reais, recursos dos governos federal e estadual. Outro está sendo construído em Salvador e o terceiro deverá ser instalado no extremo sul complementando o programa de terminais da Bahia. Esta reivindicação foi feita pelo presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, em recente audiência com o ministro da pesca e aqüicultura, Luiz Sérgio.
Empresa superavitária
O presidente da Bahia Pesca disse que pela primeira vez em 15 anos a empresa teve resultado financeiro positivo. “Até 2009 havia um déficit anual de quatro milhões de reais. Neste ano saímos do vermelho e ainda conseguimos um superávit de 150 mil reais.”
Albagli explica que este resultado é fruto de uma nova gestão iniciada em 2007 que vem desenvolvendo várias atividades e, ao mesmo tempo, controlando despesas e maximizando receitas. Ele frisa, porém, que a Bahia Pesca, independente da questão financeira, sempre apresentou lucro social, já que as ações geram dividendos para a sociedade.
“Cada real investido na distribuição de alevinos, por exemplo, gera um ganho de quatro reais para o pequeno produtor. Além disso, o estado também se beneficia com a circulação de dinheiro e os impostos arrecadados. ”
Bahia Pesca promove curso sobre piscicultura na Expoagro
Visitantes da Expoagro 2011 poderão conhecer um pouco mais sobre Piscicultura. Oferecido pela Bahia Pesca, empresa vinculada à Seagri, o curso de “Noções Básicas de Piscicultura”, que acontece dias hoje e amanhã, (sexta-feira e sábado) no estande do órgão, vai proporcionar aos participantes informações sobre avaliação da qualidade da água, das espécies, além de sistemas e manejos do cultivo para a piscicultura.
De acordo com o instrutor Paulo Roberto de Souza, engenheiro de pesca e chefe da Estação de Piscicultura de Joanes II da Bahia Pesca, o objetivo é explicar noções básicas da atividade, tirar dúvidas de quem já atua nela, e estimular as pessoas que desejam investir neste lucrativo negócio. O curso, gratuito, será realizado das 16h às 18: 00h terá duas turmas, com vagas para 25 pessoas por dia. As inscrições estão abertas no próprio local.
A Bahia Pesca instalou estande na Expoagro, local em que técnicos recebem os visitantes e distribuem materiais impressos explicando as ações da empresa. O estande fica no espaço da Seagri onde também estão os outros órgãos vinculados à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária: Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola – EBDA, Agência Estadual de Defesa Agropecuária – ADAB e Coordenação de Desenvolvimento Agrário-CDA.
VIXE ! SERÁ QUE VÃO APARECER OS PESCADORES FANTASMAS?
REVALIDAÇÃO DE CARTEIRAS DE PESCA EM ILHÉUS
Postado por Editor em 4 de agosto de 2011 – 11:12 – O Tabuleiro
A Superintendência do Ministério da Pesca na Bahia convida todos os associados da Colônia Z-34 aestarem presentes na Sede Social da Colônia no dia 09 de agosto de 2011 (terça-feira) onde uma equipe da SEAP atenderá os associados da Colônia das 8 h da manhã até as 5 da tarde.
A equipe da SEAP fará esta visita na Colônia Z-34 para revalidar carteiras de pesca além de conscientizar, orientar e tirar dúvidas sobre a Instrução Normativa Nº 2.
REPOVOAMENTO DE CARANGUEJO EM SANTO AMARO.
Manguezal recebe mais 1,5 milhão caranguejos
Estudantes, professores, marisqueiros e vários outros segmentos da comunidade participaram hoje, terça-feira (27), do repovoamento de um milhão e quinhentos mil megalopas (pequenos caranguejos na segunda fase de desenvolvimento, medindo apenas meio centímetro) no manguezal de Porto de Acupe, distrito de Santo Amaro da Purificação.
A iniciativa é da Bahia Pesca, empresa vinculada à Seagri, e faz parte do projeto Puçá-Programa Integrado de Manejo e Gerenciamento do Caranguejo-uçá. As megalopas são cultivadas no laboratório da Bahia Pesca na Fazenda Oruabo em Santo Amaro, onde a comitiva também visitou e recebeu informações sobre os trabalhos desenvolvidos naquele local.
FRAUDES NO SEGURO DESEMPREGO DE PESCADORES ARTESANAIS.
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BAHIA PESCA E O TERMINAL PESQUEIRO.
O Alerta Geral desta quinta-feira contou com a presença de Isaac Albagli, que em entrevista falou dos pontos positivos conquistados pela Bahia Pesca, a qual vai continuar presidente. O motivo de tais conquistas é o trabalho sério para tirar os projetos do papel dando impulso para que eles sejam realizados. Albagli deu o exemplo da piscicultura e da pesca, que na Bahia cresceu cerca de 150%, valor mais alto em relação ao do Brasil, que é equivalente á 18%. Albagli diz está bastante tranqüilo por realizar um bom trabalho, e que já tem visão para futuros projetos a por em prática.
Sobre o Terminal Pesqueiro, o presidente lembra que depois de uma luta de 15 anos, o projeto que antes era apenas uma idéia, hoje já está em andamento. Há 4 meses que a obra foi iniciada, e a previsão é de que ela seja concluída dentro de 6 á 8 meses, com inauguração ainda para este ano. Segundo Albagli, o terminal já vem atraindo empresas do sul do país (Santa Catarina) e até de fora do país (Espanha). Não há dúvidas de que um terminal de pesca representa muito para Ilhéus. Os pescadores da região e de outros estados agora vão poder ser atendidos adequadamente, sem falar dos inúmeros benefícios que o terminal irá proporcionar na economia e na geração de empregos.
Isaac Albagli também elogiou a atitude do prefeito Newton Lima em organizar uma Secretaria de Pesca, que com isso só vem acrescentar o crescimento da atividade pesqueira da região.
AGRICULTURA FAMILIAR AVANÇA SEM POLITICAGEM.
Peixamento gera renda para produtores da agricultura familiar
Cerca de 500 famílias dos municípios de Jequiriçá e Várzea do Poço serão beneficiadas com alevinos das espécies carpas e tambaquis
Cerca de 500 famílias de pequenos agricultores dos municípios de Jequiriçá (a 250 km de Salvador) e Várzea do Poço (a 330 km de Salvador) serão atendidas com 270 mil alevinos das espécies carpas e tambaquis, que serão distribuídos no dia 19 de fevereiro (sábado) pela Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia – Seagri, através da Bahia Pesca.
A entrega dos alevinos será acompanhada por técnicos da empresa, que orientarão os produtores sobre as aguadas apropriadas para o crescimento dos peixes e a alimentação adequada a ser fornecida em cada fase de sua vida. “O peixamento tem como objetivo aumentar a oferta de pescado nestas regiões e dar uma nova alternativa de renda para as famílias”, explica o subgerente de piscicultura da Bahia Pesca, Adriano Príncipe.
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SEGURO DESEMPREGO PARA PESCADOR VAI FICAR MAIS DIFÍCIL.
A ordem da Presidente Dilma é passar o ‘pente fino’ em muitas maracutaias que ainda existem por aí.
Quero ver quando chegar a hora das ONGs Ambientalistas.
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FORUM DOS PESCADORES E AQUICULTORES BAIANOS.
Fórum de Pescadores e Aquicultores aponta os desafios do setor baiano durante reunião com Ministra
Desenvolvimento da aquicultura, pesca industrial e valorização da pesca artesanal foram definidos como prioridades
O licenciamento das águas públicas para produção de pescado em cativeiro (aquicultura) foi a principal preocupação levantada pelos pescadores e aquicultores da Bahia durante reunião com a Ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti. O encontro com o Fórum da Pesca, que reúne 116 entidades desse setor produtivo baiano, aconteceu na sede da Superintendência do Banco do Brasil, nesta sexta-feira (21), em Salvador.
“Temos que impedir a privatização das águas” , disse o presidente da Associação dos Pescadores do município de Nazaré das Farinhas, da região do recôncavo baiano, na Baía de Todos os Santos. A migração para essa atividade produtiva é vista como alternativa para o crescimento da produção, aumento de renda e da qualidade de vida aos que sobrevivem da produção de pescado no país.
A burocracia nas legislações estaduais e a falta de estrutura e de atenção ao setor foram lembrados pela Ministra como fatores que emperram o desenvolvimento aquícola brasileiro. “É exatamente isso que vim fazer aqui e que vou fazer em todos os Estados: pedir agilidade na liberação das licenças ambientais da aquicultura, mais investimentos e parceria dos governadores aos diferentes segmentos da pesca nacional”, disse Salvatti.
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DESENVOLVIMENTO É O QUE INTERESSA, O RESTA TAMBÉM TEM PRESSA.
Investimentos em pesca artesanal e oceânica crescem na Bahia
A aquicultura e a pesca na Bahia estão crescendo em ritmo superior à média do país. Os dados do setor foram apresentados pelo presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, à ministra da pesca e aqüicultura, Ideli Salvatti, em audiência realizada nesta terça-feira (4/01). Foi a primeira audiência externa da nova ministra. “Entre 2006 e 2009 a produção de pescado no estado cresceu 57% e atingiu 120 mil toneladas. Contribuíram para isto a aquicultura continental, que aumentou 150%; e a pesca extrativa marinha, que cresceu 82%”, afirmou o presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli.
Houve um expressivo aumento também na capacidade de produção de alevinos (distribuídos em aguadas públicas e a pequenos aquicultores familiares), superior a 400%. Enquanto que em 2006 a capacidade de produção era de 16 milhões de alevinos, em 2010 este número saltou para 65 milhões, devido à construção e reformas feitas nas estações de piscicultura. Só a Estação de Caiçara, na cidade de Paulo Afonso, pode produzir sozinha 15 milhões de alevinos. Além desta, a empresa possui outras sete estações espalhadas por toda a Bahia. A quantidade de famílias atendidas com o Programa de Peixamento de Aguadas Públicas também cresceu, beneficiando 53 mil famílias.
Sertão produz peixes de água salgada
Parte dos peixes produzidos nas estações estão sendo utilizados no programa Peixe-Poço, que utiliza as águas salobras de poços artesianos. Graças a uma nova tecnologia utilizada pela Bahia Pesca, pescadores do sertão baiano estão produzindo peixes de água salgada, em meio ao solo seco e árido da região. O que parece um contrasenso – ou um milagre – trata-se, na realidade, da utilização de novas tecnologias para o aproveitamento da água salinizada destes poços, que seria descartada.
A pesquisa para a viabilização da técnica, feita pela Bahia Pesca em parceria com a Companhia de Engenharia Rural da Bahia e a prefeitura municipal de Ipirá, já está dando resultados.
“A tecnologia de dessalinização é utilizada para a obtenção de água doce dos poços artesianos. O problema é que, ao realizar o processo, metade da água se tornava potável, mas a outra metade tinha o dobro de concentração de sal. Agora os pescadores do sertão baiano podem ter, com o material de um único poço, água doce e um criadouro de peixes de água salgada”, explica o diretor técnico da Bahia Pesca, Marcos Rocha.
Metas e investimentos para o futuro
O crescimento da produção pesqueira colocou a Bahia na terceira colocação no ranking nacional de produção de pescado. Mas a meta da Bahia Pesca para os próximos quatro anos é ambiciosa. “Nosso objetivo é atingir o volume de 140 mil toneladas de pescado”, conta Albagli. Uma série de ações começa a ser implementadas em 2010, para viabilizar este novo aumento, com destaque para a capacitação dos pescadores, construção de terminais pesqueiros e criação de peixes nas águas salobras do sertão.
Além dos cursos de mecânica marítima, segurança no tráfego aquaviário, normas de navegação marítima, primeiros socorros, marinharia, navegação e beneficiamento de pescado, a empresa está iniciou a construção do primeiro Centro Vocacional Tecnológico Territorial do Pescado – CVTT. O local contará com laboratórios para o estudo de produtos e subprodutos do pescado, incubadora de empresas e restaurante-escola. As atividades a serem desenvolvidas envolvem avaliação de segurança dos alimentos produzidos, triagem, identificação, mensuração, pesagem e evisceração dos pescados, dentre outros. O CVTT deve ser inaugurado no segundo semestre de 2011.
Terminais Pesqueiros
SECRETARIA DE AGRICULTURA – BAHIA PESCA.
Indústrias pesqueiras desejam investir na Bahia
O aumento da produção de pescado na Bahia (57% em quatro anos) e seu potencial de crescimento têm despertado o interesse de empresários de diversas partes do mundo em investir no estado. Para atrair estes empreendimentos, dirigentes da Bahia Pesca (empresa vinculada à Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia – Seagri) estiveram na Feira Internacional de Pesca e Aquicultura, realizada em Itajaí (SC), e fizeram contatos com os gestores de indústrias, estaleiros e comerciantes.
Entre as empresas que declararam o desejo de atuar na Bahia estão o estaleiro argentino SPI; algumas das maiores indústrias do Brasil, como a Femepe, Viltalmar e a Leardini (que já está em entendimento com o Governo da Bahia para a implantação de uma unidade no estado); além da paulista Escamaforte e da paranaense Alevinus.
“Em conjunto com o Sindicato das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) nos comprometemos a receber, em janeiro, uma delegação de empresários catarinenses, na Bahia. Assim eles poderão ver pessoalmente as oportunidades existentes”, afirma o presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli. O Sindipi tem mais de 260 associados. “O trabalho feito pela Bahia Pesca na aqüicultura não tem igual no Brasil ou na América do Sul”, afirmou o presidente do Sindicato, Dario Vitali.
Estaleiro argentino
SEGURO DESEMPREGO PARA PESCADORES É UMA TRAQUINAGEM?
Este assunto já esteve em pauta aqui em Ilhéus.
Veja reportagem no portal G1.
FALANDO DE ZPE.
Viva Ilhéus
Isaac Albagli (*)
O combativo Guy Valério é dessas pessoas que não se acomodam com o passar dos tempos. Às vezes fico intrigado com a quantidade de assunto que ele trata no seu famoso blog “O Sarrafo”. Além de tudo ele é provocativo. Cutuca a notícia, ou melhor, a “fonte” da notícia, e o resultado é uma postagem dinâmica e interativa, o que faz do Sarrafo um dos blogs mais lidos da Bahia.
E lá vem Guy me cutucando, pedindo que me pronuncie sobre a ZPE. Cutuca, dando a impressão de que estou omisso no assunto. Não estou e nunca estive. O que eu tinha que fazer, fiz. Mas não parei aí. Todo processo em curso, inclusive o acatamento pela prefeitura do contrato dos concessionários teve a minha participação, pois entendo que Ilhéus está acima de tudo. Quando se instalou a polêmica da dúvida se o atual contrato teria ainda validade ou se seria necessária nova licitação, fiz ver ao Alcides Neto que não era prudente abrir nova licitação, pois perderíamos mais tempo. Se por qualquer descuido a licitação patinasse, iria por terra a chance de termos a ZPE.
O prazo para início das obras era de um ano após a publicação da nova lei, e se a prefeitura não tivesse o bom senso de reconhecer o contrato em vigor, teríamos efetivamente perdido a grande oportunidade. Não faço política mesquinha. A mim não importa se a ZPE está saindo no governo de A ou B. O que importa é que ela está saindo do papel. O então prefeito Jabes Ribeiro fez a reivindicação ao governo federal, executou o projeto, fez as primeiras desapropriações e licitou a concessão, e agora o atual governo dá seqüência ao empreendimento. Quando Lula sancionou a lei que consolidou o programa das ZPEs, eu estava lá em Montes Claros (MG) aplaudindo o presidente. Durante esses 22 anos de espera, sempre estive ao lado dos poucos que acreditavam no programa, especialmente Helson Braga, presidente da Associação Brasileira de Zonas de Processamento.
Lembro-me que muitos sorriam de minha cara quando eu falava em ZPE. Alguns por questões políticas e outros por ceticismo mesmo. Não faço a linha do “visionário”, mas tenho a modéstia capacidade de saber o que é bom para nossa cidade, e luto por isso. Em 2003 fiz uma série de artigos publicados simultaneamente nos jornais Diário de Ilhéus e Agora de Itabuna. Em um dos artigos alertei sobre a necessidade de reestruturação do Porto do Malhado com a ligação de Ilhéus com a malha ferroviária nacional. Entendia que só dessa forma poderíamos sair do isolamento econômico. Escrevi, na ocasião, que não se surpreendessem se “dentro de cinco anos a soja estivesse sendo exportada por Salvador”. Exatamente em 2008 esse fato lamentável aconteceu.
Por sorte grande da cidade o Governador Jaques Wagner teve a sensibilidade de propor ao governo federal a construção da ferrovia Oeste-Leste que, atrelada ao Porto Sul e à ZPE dará o impulso econômico que tanto reclamávamos. A construção do Terminal Pesqueiro, uma luta de 15 anos, atrairá indústrias de pescados para nossa cidade. Algumas delas estarão voltadas para exportação de atuns e meca. Sabem aonde elas irão se instalar? Isso mesmo, na ZPE. Viva Ilhéus.
(*) Engenheiro Agrônomo, Pós-Graduando em Gestão Pública e atual presidente da Bahia Pesca S.A.
Na foto, Isaac Albagli, recebendo o convênio para a construção do Terminal Pesqueiro de Ilhéus das mãos do Ministro da Pesca, Altemir Gregolin.
A SECRETARIA DE AGRICULTURA, AGORA TRABALHA.
Projeto de estruturação da pesca artesanal do Rio São Francisco vai atender a 25 mil pescadores
Seagri, Bahia Pesca e Federação dos Pescadores assinam convênios para apoio às comunidades pesqueiras do Velho Chico
“Finalmente os pescadores poderão voltar a produzir com mais alegria nas águas do Velho Chico”. A frase, dita pelo presidente da Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado da Bahia, Emílio Alves, resume bem o estado de espírito dos cerca de 300 profissionais da pesca que se reuniram para a assinatura do convênio que irá viabilizar o Projeto de Estruturação da Pesca Artesanal na Bacia Hidrográfica do São Francisco. O documento, que destina R$ 1,7 milhão ä região, foi assinado pelo Secretário Estadual da Agricultura, Eduardo Salles; pelo diretor-presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, e pelo presidente da Federação dos Pescadores e Aquicultores na semana passada.
De acordo com o secretário Eduardo Salles, “está ação comprova que o governo do Estado está presente em toda calha do Rio São Francisco, resgatando a dignidade dos pescadores”. A bacia do Rio São Francisco, neste trecho, é composta por 236 municípios, com população em torno de seis milhões de pessoas. O evento, realizado no auditório da Seagri, marcou também um fato importante: “Pela primeira vez os pescadores estão entrando em sua casa porque, conforme projeto de lei enviado pelo governador à Assembléia Legislativa, a Seagri passa a ser Secretaria da Agricultura, Irrigação, Reforma Agrária e da Pesca”, disse o secretário.





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