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:: ‘Nordeste’

Bolsonaro lança programa que levará água potável a escolas do Nordeste

Expectativa é atender mais de 100 mil alunos em 350 cidades

Publicado em 02/08/2021 – 19:53 Por Agência Brasil – Brasília

O governo federal lançou nesta segunda-feira (2) o Programa Água nas Escolas, que prevê, na primeira etapa, a construção de 2 mil cisternas em estabelecimentos de educação nas zonas rurais e de periferia. A expectativa é atender mais de 100 mil alunos em cerca de 350 cidades da Região Nordeste.

O programa terá investimento de R$ 60 milhões e será realizado em parceria com o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e a Fundação Banco do Brasil.

O acordo de cooperação técnica foi assinado em cerimônia no Ministério da Cidadania. Na cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro ressaltou a importância do programa para a população da região que será beneficiada.

“Nós, aqui, às vezes não damos muito valor à água, temos em abundância. Lá, quando você vê um velho nordestino, uma senhora de idade, com pele enrugada, entrando debaixo de uma bica d’água, não tem preço a alegria daquela pessoa, parece que ganhou na Mega-Sena”, disse o presidente, ao ressaltar a importância da água para a população no Nordeste do país.

Segundo o ministro da Cidadania, João Roma, o Censo Escolar revelou que há 3 mil escolas onde falta água na Região Nordeste.

“São alunos, professores e funcionários sem acesso à rede pública de abastecimento, a poço artesiano ou a cisterna. Por meio de tecnologia e sistema de abastecimento, o Programa Água nas Escolas vai mudar essa situação e garantir a oferta de água potável”, disse o ministro.

João Roma acrescentou que, com melhores condições de infraestrutura, haverá ganhos na qualidade de ensino, no rendimento dos alunos e no dia a dia das famílias.

Assista na TV Brasil:

Edição: Nádia Franco

BNDES e fundo internacional lançam projeto de R$ 1 bi para semiárido

Ministério da Economia também participa de ajuda a produtores

Publicado em 04/07/2021 – 08:54 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Um projeto de R$ 1 bilhão com apoio internacional pretende capacitar produtores rurais e aumentar a segurança alimentar no semiárido do Nordeste. Lançado nesta semana pelo Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola (Fida), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Economia, o projeto Semeando Resiliência Climática em Comunidades Rurais do Nordeste (PCRP) tem o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável do sertão nordestino e amenizar os efeitos das mudanças climáticas na região.

O projeto pretende beneficiar 250 mil famílias (1 milhão de pessoas) em até quatro estados do Nordeste, que ainda serão escolhidos. Ao somar os aportes do Fida, do BNDES e a contrapartida dos governos estaduais, os investimentos podem chegar a US$ 202,5 milhões (cerca de R$ 1 bilhão na cotação atual).

As negociações para a captação de recursos foram concluídas nesta semana. Em dezembro, a diretoria-executiva do Fida havia aprovado, por unanimidade, a destinação dos recursos.

O projeto financiará ações de manejo sustentável da água e de enfrentamento da seca e das mudanças climáticas. Entre as principais ações, estão a introdução de tecnologias de coleta, armazenamento e reciclagem da água e a adoção de estratégias de diversificação produtiva no sertão. O programa pretende alcançar uma área de 84 mil hectares, restaurando ecossistemas degradados para prestarem serviços na área ambiental. Uma das metas consiste em evitar a emissão de mais de 11 milhões de toneladas de gás carbônico em 20 anos.

Iniciativa da Organização das Nações Unidas que destina recursos para projetos de adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento, o Green Climate Fund (GCF) aportará, por meio do Fida, US$ 100 milhões. Desse total, US$ 34,5 milhões entrarão como doação e US$ 65 milhões virão por meio de operações de crédito.

Dos recursos nacionais, o BNDES concederá US$ 73 milhões em financiamentos, como entidade executora do GCF. Os US$ 29,5 milhões restantes serão investidos como contrapartida dos estados.

Próximos passos

Após a aprovação pelo GCF e pelo Fida no fim de 2020, o BNDES, o Ministério da Economia e o fundo internacional concluíram as negociações do contrato de empréstimo na última quarta-feira (30). Os próximos passos são a conclusão dos arranjos de implementação do projeto e sua votação pela Diretoria do BNDES. O Senado precisará aprovar a concessão de garantias da União. A expectativa é que os primeiros financiamentos comecem a ser concedidos em 2022.

As discussões começaram em 2018, quando o governo federal indicou o BNDES como potencial parceiro do Fida no financiamento e desenvolvimento de projetos de desenvolvimento rural sustentável. Em 2019, a Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia e a Comissão de Financiamento Externo da pasta deram aval à operação.

Com a missão específica de combate à fome e à pobreza rural, o Fida recebe apoio do governo brasileiro há mais de 40 anos. A instituição financeira internacional está baseada em Roma, onde fica o Fundo de Agricultura e de Alimentos das Nações Unidas.

Edição: Aline Leal

Ministério da Saúde enviará aparelhos de oxigênio para Norte-Nordeste

Objetivo é auxiliar hospitais com pacientes internados com covid-19

Publicado em 30/05/2021 – 14:13 Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que enviará 5,1 mil concentradores de oxigênio para auxiliar as unidades de saúde com pacientes internados com covid-19 no Norte e Nordeste do país. Queiroga encontra-se em Pernambuco, estado que, segundo ele, receberá 148 aparelhos até o dia 10 de junho.

“Estamos visitando a região, pois sabemos que há ameaça de colapso no sistema de saúde, sobretudo em função do insumo oxigênio. O ministério já providenciou para essas regiões 5.100 concentradores de oxigênio. Para Pernambuco, serão 148 concentradores”, disse o ministro.

Falta de oxigênio

Perguntado sobre se há risco de colapso por falta de oxigênio, mesmo após o envio desses concentradores, Queiroga disse que o governo trabalha para que isso não aconteça. “Só que lidamos com a imprevisibilidade biológica porque esse vírus sofre mutação e pode ter variantes que podem ter comportamento biológico diferente, o que leva pressão maior para o sistema de saúde. Mas as autoridades sanitárias estão empenhadas para que não haja falta de oxigênio”, acrescentou.

Queiroga, no entanto, ressaltou que distribuição e logística de oxigênio “é questão complexa”, uma vez que o gás é distribuído não apenas na forma líquida, mas também em cilindros, forma mais comumente adotada nos municípios de menor porte. “Há carência de cilindros [em municípios], mas estamos apoiando as secretarias municipais de saúde para que não haja falta de cilindros”, disse Queiroga ao destacar ser preciso aprimorar a logística, para esse tipo de transporte. .

Compra de vacinas

Sobre as ações do governo visando à compra de vacinas, Queiroga disse que a carência de vacina é mundial. “Mas no mês de junho teremos garantidos mais de 40 milhões [de doses de vacinas] a serem distribuídas. Em junho teremos uma marca importante, que é de [atingir um total de] 100 milhões [de doses] distribuídas para o país inteiro”, acrescentou.

“Só com a Pfizer, temos um contrato de 200 milhões de doses de vacinas. Agora, em 1º junho, assinaremos acordo de transferência de tecnologia entre a indústria Astrazênica e a Fiocruz, colocando o Brasil na vanguarda de países que tem capacidade com autonomia de produzir vacinas. Há também negociações com outras farmacêuticas para buscarmos antecipar doses. Agora, é um contexto que não é simples porque é uma emergência em saúde pública internacional”, completou.

Edição: Nélio de Andrade

Trigo surpreende no Ceará com precocidade e alta produtividade

  • ELIANE SILVA

 ATUALIZADO EM 

Alexandre Sales e os filhos, David e Pedro. Plantar trigo no Ceará tem dado resultado (Foto: Arquivo pessoal)

Uma viagem do empresário Alexandre Sales em 2018 à China serviu de inspiração para um projeto de plantio de trigo no ensolarado e seco Ceará que já colheu resultados que surpreenderam até o chefe-geral da Embrapa Trigo, Osvaldo Vasconcelos, que pesquisa a cultura há mais de 20 anos. O grão, principal cultura de inverno do Brasil, foi plantado em parceria com a Agrícola Famosa, maior produtora e exportadora mundial de melão e melancia, e ficou pronto para colheita em tempo recorde, com uma produtividade de 5.300 kg por hectare, só perdendo para o colhido no Cerrado.

“Nunca imaginei colher trigo em apenas 75 dias. Isso é tempo de safra de feijão”, disse o pesquisador da Embrapa. Para comparar, na região sul, responsável pela produção de 85% do trigo nacional, a produtividade média é de 2.500 kg por hectare e a colheita ocorre entre 140 e 180 dias após o plantio. No Cerrado, nesse mesmo período, a produtividade média é de 5.500 kg por hectare, mas há plantios irrigados que chegam a 8.000 kg/ha.

A partir de junho, junto com a Agrícola Famosa e outros parceiros, Sales vai plantar trigo irrigado pelo terceiro ano consecutivo. Desta vez, a área de semeadura deve atingir 500 hectares distribuídos por Ceará, Maranhão e Piauí. Além disso, o grupo pretende experimentar o plantio de sequeiro na região do Apodi (Rio Grande do Norte) ainda este mês. Nos próximos três anos, o plano é chegar a 2.000 hectares só no Ceará.

SAIBA MAIS

O empresário, que é dono do moinho Santa Lúcia, em Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza, disse que viu na China trigo plantado com sucesso em regiões de baixa altitude e clima seco. Considerando que o Ceará já se tornou referência na produção e exportação de frutas e de rosas, decidiu testar a semeadura em seu Estado, que é o segundo maior moedor e importador do produtor de trigo do país.

Procurou inicialmente a Embrapa, pela experiência da empresa em pesquisa e cultivares, e depois a Agrícola Famosa. A primeira experiência em 2019, em apenas meio hectare, serviu como aprendizagem. “A colheita foi rápida, mas a produtividade foi baixa, cerca de 3.800 kg por hectare”, conta Sales.

Em 2020, já ocupando cinco hectares de entressafra do melão da Agrícola Famosa, plantou três variedades, BR264  e BR404, ambas da Embrapa, e a Aton da empresa privada Biotrigo. O melhor resultado foi o da variedade 264. “As outras duas renderam até mais, 6.000 kg por hectare, mas o trigo só ficou pronto em 90 dias”, diz Sales.

Melão

Carlos Porro, CEO da Agrícola Famosa, diz que o trigo se adaptou bem ao ciclo da empresa, gerando receita numa época de entressafra do melão. “Temos que aproveitar que os grandes moinhos estão em nosso quintal. Além de usar a estrutura da empresa que ficaria parada na entressafra, ainda ganhamos com o melhoramento do solo após a colheita do trigo.”

Segundo Porro, a ideia é expandir a parceria, podendo chegar a uma área plantada nas terras da empresa, de até 2.000 hectares, sempre na entressafra. A Famosa tem 30 mil hectares no Rio Grande do Norte e Ceará, sendo 10 mil para a produção de melão.

No final de 2020, Sales fez dois experimentos que não foram bem-sucedidos em regiões de baixa altitude, no nível do mar, usando um blend de água salgada e doce para a irrigação por gotejamento. “É uma época muito quente, de intensa luminosidade. O trigo ficou lindo, mas a produtividade não passou de 4.000 kg.”

Alto potencial

Vasconcelos, da Embrapa, diz que os experimentos provaram que o Nordeste tem alto potencial para a cultura do trigo, especialmente em áreas acima de 600 metros de altitude, produzindo um grão de qualidade muito boa, semelhante à do Cerrado e do trigo importado.

“Com o melhoramento genético das sementes para o clima seco e quente que já desenvolvemos há dez anos a partir de material do México e um ajuste na irrigação e adubação, a região pode ser uma nova fronteira para o trigo”, diz. Segundo ele, a Embrapa já tem projetos de plantio também em Alagoas.

SAIBA MAIS

Com qualidade, precocidade e produtividade garantidas, Sales diz que precisa melhorar o custo de produção. “Com a escala, devemos ter um custo menor com a compra de insumos”, acredita ele, que também é avicultor e dono de uma fábrica de massas.

A capacidade do moinho Santa Lúcia é moer 3.000 toneladas de trigo por mês. O Ceará, que tem grandes moinhos como M.Dias Branco, J.Macêdo e Grande Moinho Cearense, do Grupo Jereissati, importa quase todo o trigo que abastece suas moendas da Argentina ou da Rússia. O produto da região sul do país, que chega por cabotagem, sai mais caro.

Autossuficiência

Atualmente, o Brasil importa cerca de 60% do trigo que consome. O plantio no Cerrado, que atinge cerca de 200 mil hectares e tem potencial para aumentar dez vezes, e no Nordeste, além dos avanços em Minas, Goiás e São Paulo são apostas para diminuir essa dependência, mas o chefe da Embrapa não acredita em uma solução no curto prazo.

“Em um período de cinco anos, não teremos autossuficiência. Até porque faltam outros fatores como mais sementes. Mas, estamos começando a achar um caminho. O trigo deve seguir o mesmo caminho do milho. O Brasil importava muito milho e hoje é um dos maiores exportadores do grão.”

Segundo Vasconcelos, no ano passado, a pandemia do Covid-19 mostrou a importância do trigo como alimento mundial e muitos países passaram a fazer estoques, o que elevou os preços. Ele diz que o preço mais alto incentiva o produtor a aumentar a área, mas isso precisa ser conjugado com contratos já estabelecidos que garantam mercado e lucro ante os custos de produção, além do seguro.

“No ano passado, a área de produção de trigo na região sul aumentou. No Rio Grande do Sul passou de 750 mil hectares para 940 mil e, neste ano, deve romper a barreira de 1 milhão. Já o Paraná foi de 700 mil para 1 milhão. Isso mostra que o produtor está apostando na cultura.”

SAIBA MAIS

O que também está aumentando são as exportações de trigo do Rio Grande do Sul, afirma Vasconcelos. Isso porque é o último trigo a ficar disponível para o mercado brasileiro, o que derruba seu preço. Fica, então, mais rentável exportar. No ano passado, foram exportadas 685 mil toneladas, ante as 500 mil de 2019 e as 300 mil de 2018.

O pesquisador explica que o trigo do sul tem uma produtividade menor porque é uma cultura de sequeiro e está sujeita a diversidades climáticas inexistentes no Cerrado e no Nordeste como geadas e chuva na hora da colheita e a doenças como a giberela.

Na quinta (11/3), a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) estimou a próxima safra de trigo em 6,437 milhões de toneladas, um aumento de 3,35% em relação à safra passada. Na área, a previsão é de 2,39 milhões de hectares, alta de 2,1%.

Expansão no Cerrado

A Embrapa entregou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) um projeto de expansão do trigo no Cerrado orçado em R$ 2 milhões, que inclui pesquisas e transferências de tecnologia contra a brusone, doença que atinge o trigo na região.

Apesar de ter forte apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Trigo (Abitrigo), que formulou uma Política Nacional do Trigo incluindo a expansão do plantio no Cerrado, o projeto não foi incluído no orçamento do Mapa deste ano, o que gerou uma reclamação formal da Abitrigo à ministra Tereza Cristina.

Vasconcelos diz, no entanto, que a ministra já sinalizou que vai disponibilizar recursos para o projeto nos próximos meses. Já a Abitrigo diz que não recebeu nenhum retorno do Mapa.

O PODER MUDOU DE MÃO – Espaço do leitor

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Sabem o que aconteceu no Brasil?
Ah! Ainda não acordaram.
O poder está mudando de mãos…
O poder econômico está no agronegócio que representa 40% do PIB!
A indústria?
Meros 14,5!
O petróleo?
Caminha para o seu funeral!
Imagina que apenas em uma região de Minas, a mais pobre, o Norte de Minas, até 2022, 70% de um projeto de geração de energia solar estará concluído e corresponderá à geração de meia Itaipu!!!
É de uma única empresa, a “Solatio”, sem dinheiro público.
Já imaginou?
Cadê a poderosa Petrobras?
Cadê o petróleo?
O poder mudou de mãos! Acordem!
Mesmo com a pandemia o agro continua crescendo!
Hoje, é responsável pelas reservas internacionais, pela exportação crescente!!!
Cadê o poder dos sindicatos?
Cadê o poder da mídia tradicional?
Cadê o MST?
Cadê a bossa nova?
O Brasil que está crescendo não é socialista, não!
Não está nem no Rio nem em São Paulo. Está no agro.
A música que dominou, é a sertaneja! Não é a bossa nova, não!
Vejam como a viola sertaneja faz sucesso!
Como muitos artistas que representam o campo estão ricos!
Vejam os festivais de viola sertaneja!
Escutem os grandes violeiros!
Este poder do campo dominou o país financeiramente e culturalmente.
O sucessor de Bolsonaro será provavelmente um conservador!
Da bancada ruralista!
Da evangélica… ou da bala…
Este poder do campo foi criado por um general estrategista, Geisel, que criou a Embrapa.
A maior empresa de pesquisa de agricultura tropical.
A Embrapa é pura tecnologia em seus 41 centros de pesquisa… cheios de PHDs.
O poder é tecnológico.
Tecnologia pura!
O Brasil mudou mesmo!
Nada de socialismo!
Não existe fazendeiro socialista, não!
Andam de jatinho mas escutam Chitãozinho e Xororó, Bruna Viola, Tião Carreiro, Adriana Farias, Zezé di Camargo e Luciano, Marcus Biancardini, violeiro com nome de tenor italiano, mas, capiau de Goiânia…
Vejam a cara de rainha da Ministra da Agricultura!
A rainha Tereza Cristina!
Agrônoma!
Felicidade só!
Vejam o programa ferroviário que está sendo implantado para exportar soja e milho!
Veja a abundância de investimentos no setor.
Já somos o maior produtor de soja do mundo… já somos o maior exportador de alimento do planeta e estamos apenas começando.
A mídia tradicional, os sindicatos, os partidos socialistas, o petróleo combustível já se foram!
Já pensou a fruticultura no Nordeste, após a transposição do São Francisco?
A combinação água e energia solar produzida localmente, sem depender de Itaipu, de Furnas…
Novos polos produtivos vão nascer, produzindo ovinos, caprinos, peixes… uvas, vinhos… e muito forró para mostrar que a cultura nordestina é alegre e riquíssima!!!
Os nordestinos que foram escravizados durante anos pela esquerda agora estão sendo cuidados pelo governo federal!
Vão colorir o Brasil com sua arte Naif, suas rendas lindas e seus trançados de palha cheios de arte!
Acordem!!!
O poder mudou de mãos!!!

Governo entrega 500 casas populares em Maceió e inaugura viaduto

Investimentos beneficiarão cerca de 1,5 mil pessoas

Publicado em 13/05/2021 – 13:25 Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

(Maceió – AL, 13/05/2021) Presidente da República Jair Bolsonaro, visita unidade habitacional e posa para fotografia com família beneficiada.
Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro participou hoje (13) de uma cerimônia de entrega de 500 casas populares do Residencial Oiticica I, localizado no bairro Benedito Bentes, em Maceió. De acordo com o Planalto, os investimentos beneficiarão cerca de 1,5 mil pessoas a um custo de R$ 40 milhões.

Bolsonaro aproveitou o evento para anunciar que, em breve, a inclusão no programa Bolsa Família será feita por meio de um aplicativo que, segundo ele, vai “libertar as pessoas mais humildes do jugo de quem quer que seja”.

Unidades habitacionais do Residencial Oiticica I
Unidades habitacionais do Residencial Oiticica I – TV Brasil

Durante a cerimônia de entrega das chaves das casas populares, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse que em 2020 o governo federal entregou 450 mil residências e que este ano outras 400 mil serão entregues. “O que o nordestino precisa é de ferramentas para se emancipar”, disse o ministro ao comentar que a inauguração de uma quarta etapa do Canal do Sertão permitirá que 113 mil alagoanos tenham acesso a água tratada.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho,Durante a cerimônia de entrega das chaves das casas populares em Maceió
O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, durante a cerimônia de entrega das chaves das casas populares em Maceió – Alan Santos/PR

Ao ouvir manifestações da plateia contra o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, o senador alagoano Renan Calheiros (MDB), Marinho disse que o país está assistindo a uma “tentativa torpe de desconstruir a imagem do governo”, e que isso estaria sendo feito por “insatisfeitos que querem que voltem os tempos antigos”.

Bolsonaro também fez críticas a Calheiros. “Sempre tem alguém picareta e vagabundo querendo atrapalhar o trabalho daqueles que produzem. Se Jesus teve um traidor, temos um vagabundo inquirindo pessoas de bem em nosso país. É um crime o que vem acontecendo com essa CPI”, disse o presidente. “Um recado que tenho para esse indivíduo: se quer fazer um show, tentando me derrubar, não o fará. Somente Deus me tira daquela cadeira”, acrescentou.

Ontem, durante a CPI da Pandemia, o senador Renan Calheiros pediu a prisão do ex-secretário especial de Comunicação Social Fábio Wajngarten por considerar que ele mentiu à comissão. “Se este depoente sair daqui ileso, vamos abrir uma porta que depois vamos ter muita dificuldade para fechar. Se não tomamos decisões diante do flagrante evidente, é óbvio que isso vai enfraquecer a comissão.”

Mas o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM) negou o pedido. “Eu não sou carcereiro de ninguém”, disse.

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), saiu em defesa de Wajngarten e se desentendeu com Renan Calheiros. Os dois trocaram ofensas e a reunião foi suspensa.

Agradecimentos à Câmara

Durante a cerimônia de hoje, dirigindo-se ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), Bolsonaro lembrou que ambos já foram do mesmo partido, o PP, e agradeceu a forma como o parlamentar tem conduzido os trabalhos da Casa. “Você tem sido excepcional naquilo que o Executivo lhe pede. E digo mais: Legislativo e Executivo não são dois poderes. São um só.”

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, durante a cerimônia de entrega de 500 Unidades Habitacionais do Residencial Oiticica I.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, durante a cerimônia de entrega de 500 Unidades Habitacionais do Residencial Oiticica I. – Alan Santos/PR

Já o presidente da Câmara reforçou que os poderes “são independentes, mas são harmônicos”, e que a harmonia entre Legislativo e Executivo “impera no momento em que as matérias de interesse do Brasil são votadas semanalmente na Câmara dos Deputados”.

“Ontem votamos uma matéria que permitirá destravarmos as obras no Brasil como um todo, e licenciamentos ambientais menos burocráticos”, disse ao lembrar que a Comissão de Constituição e Justiça aprovou também uma proposta que levará, para discussão nos plenários da Câmara e do Senado, o voto impresso e auditável. “Ao final da sessão, publicamos o ato que criará uma comissão especial para esse fim”, disse Lira. “O importante é que não paire dúvida na cabeça dos brasileiros, com relação a isso”, acrescentou.

Viaduto na BR-316

Após a entrega das casas, Bolsonaro se dirigiu ao Complexo Viário BR-104 e BR-316 para inaugurar um viaduto que pretende dar mais fluidez e segurança aos motoristas da região. De acordo com a Confederação Nacional do Transporte, a BR-316, que liga os estados do Norte ao Nordeste do país, é a que apresenta maior número de mortos por acidentes em todo o país.

Complexo Viário BR-104/AL e BR-316/AL
Complexo Viário BR-104/AL e BR-316/AL – TV Brasil

Foram investidos R$ 77,4 milhões na obra, por onde passam, diariamente, mais de 50 mil veículos. “Transformamos o trevo da morte em uma importante intersecção que passará a ser conhecida agora como o trevo da vida”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, o novo complexo viário conta com três níveis, incluindo uma rotatória no plano da rodovia, dois túneis com duas faixas, além da passagem superior por um viaduto com três faixas – uma será exclusiva para o transporte público –, passeio e ciclovia.

Edição: Lílian Beraldo

Agricultura lança programa para financiar irrigação no Nordeste

Profinor deve desembolsar R$ 900 milhões em quatro anos

Principal produtor de frutas frescas do país e responsável por 80% das exportações do setor, a Região Nordeste tem um quarto da área irrigada do Brasil, mas ainda pode expandir essa participação.

“O Nordeste tem um enorme potencial agropecuário, mas é limitado pelas suas dificuldades hídricas. Historicamente, a região tem sofrido muito com esses problemas, que atinge também o norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, e prejudicam sobremaneira os produtores rurais dessas regiões, especialmente aqueles pequenos e médios, cujos recursos são geralmente escassos”, afirmou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante o evento de lançamento do programa, que foi transmitido pelas redes sociais da pasta.

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Segundo o Banco do Nordeste, o Profinor oferecerá aos produtores prazos adequados e menores taxas, por meio de linhas de financiamento já existentes, como os programas de financiamento à agropecuária irrigada (FNE Irrigação), de financiamento à sustentabilidade ambiental (FNE Verde), de Financiamento à Inovação (FNE Inovação) e de Financiamento a Projetos de Energia Solar (FNE Sol).

Além disso, destacou a ministra, os produtores contarão com assistência técnica especializada para viabilizar os projetos. “Pequenos e médios produtores poderão ter acesso facilitado tanto a recursos para implantação ou expansão de projetos de irrigação e drenagem, como à assistência técnica especializada para que os projetos sejam economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis”, afirmou Tereza Cristina.

Collor aconselha Bolsonaro no Nordeste: ‘Não se apoquente com as críticas’

Ex-presidente ainda alfinetou Doria, ao afirmar que não há ‘salvador da pátria’ no caso das vacinas

Durante o evento que liberou hoje (28) o tráfego sobre a nova ponte que liga Alagoas a Sergipe, no trecho duplicado da BR-101 sobre o Rio São Francisco, o senador e ex-presidente Fernando Collor (PROS-AL) aconselhou o presidente Jair Bolsonaro a não se apoquentar, em momento nenhum, com as críticas que seu governo vem recebendo. Em seu discurso, Collor classificou as críticas a Bolsonaro como fruto de desinteligência e de absoluta desinformação.

“Em momento nenhum, se apoquente com as críticas que vêm sendo feitas ao seu governo, aos borbotões. Essas críticas, todas elas, muitas delas, fruto de uma completa desinteligência, de uma absoluta desinformação, por parte daqueles que formulam essas críticas, do fato em si”, defendeu Collor.

O ex-presidente repetiu o conselho, a respeito das críticas sobre a atuação do governo no âmbito da vacinação contra a covid-19. E reagiu às recorrentes críticas a Bolsonaro feitas pelo governador de São Paulo, João Doria Jr. (PSDB), que disputa o protagonismo da vacinação contra o coronavírus e foi comparado por Collor a um pretenso “salvador da pátria”.

“Também não se apoquente, não se inquiete, com essas críticas que vêm fazendo, e com essa disputa que querem fazer em relação à vacina, quando essa questão da vacinação, minha gente, só tem uma pessoa para conduzir esse processo, que é o chefe de Estado Brasileiro, que é o presidente da República. Não adianta quererem fazer um atalho e apresentassem como se fossem salvadores da pátria. Porque não há salvadores da pátria nesse caso, e nenhum outros casos também. Mas há, sim, o comando de um presidente da República, a quem cabe, como chefe de Estado, por intermédio de seu ministro de relações exteriores, ditar os rumos da política externa brasileira”, disse Collor, ao elogiar o chefe do Itamaraty, Ernesto Araújo.

Presidente Bolsonaro cercado por populares ao inaugurar ponte entre Alagoas e Sergipe. Foto: Alan Santos/PR 

Capote do povo e do Congresso

O senador afirmou ainda que Bolsonaro vem enfrentando uma tempestade, em função do nada, de algo criado do nada. Mas disse ter certeza de que seria uma chuva passageira, ao reforçar o conselho de que o presidente não fique desestimulado com tais críticas, por ter o “capote” do apoio dos brasileiros e do Congresso Nacional.

“É uma chuva que rapidamente vai passar. Porque o capote de vossa excelência é muito robusto. É um capote que tem o apoio copioso da população brasileira, e o apoio fundamental da classe política brasileira, que no Congresso Nacional lhe dá a sustentação para exercer o papel que lhe foi destinado pela força do voto popular, em favor dos brasileiros”, afirmou Collor.

O senador alagoano ainda elogiou a missão que está sendo cumprida por Jair Bolsonaro, apesar dos dissabores enfrentados. E concluiu seu discurso com um pedido para que o presidente possa iniciar os estudos para construir mais uma ponte sobre o Velho Chico, entre Penedo (AL) e Neópolis (SE).

Sem assunto

Ao se referir aos conselhos de Collor, em seu discurso, Bolsonaro citou a denúncia da compra de R$ 15,6 milhões em leite condensado pelo governo, justificada pelo Ministério da Defesa como fonte de energia necessária para integrantes das Forças Armadas. Para o presidente, a polêmica seria fruto de falta de assunto capaz de o atingir.

“Sabemos, presidente Collor, que a missão é espinhenta. E o político bem sabe que, para enfrentar desafios, ele tem que ter couro grosso. Quando falam em leite condensado… Não tem o que falar de mim, pô?”, brincou o Bolsonaro.

O presidente ainda respondeu ao apelo de Collor para construção de uma nova ponte entre Sergipe e Alagoas, expondo a sinalização positiva do ministro da Infraestrutura. “O Tarcísio [Gomes de Freitas] respondeu que é possível sim, via Ministério do Desenvolvimento Regional, que tem à frente um ministro nordestino também, que é o nosso prezado Rogério Marinho. E essa possibilidade, realmente vai se concretizar se Deus quiser. É o primeiro passo  e não vai levar 26 anos não. Pode ter certeza”, prometeu o presidente, ao dizer que conta com o empenho das bancadas de Alagoas e Sergipe, em torno do projeto.

Veja os conselhos de Collor ao presidente Jair Bolsonaro, registrados pela TV Brasil.

Gastos sem licitação no Recife são o triplo do Rio e quase o dobro de São Paulo

Foram mais de R$670 milhões contra R$226 milhões no Rio e R$388 milhões de SP

Além de provocar estupefação, os gastos sem licitação no Recife para o combate ao coronavírus fazem esperar a qualquer momento mais uma operação policial. Levantamento divulgado pela deputada Priscila Krause (DEM) revela que a prefeitura do Recife, controlada pelo PSB, torrou R$670,2 milhões ignorando licitação. O triplo dos R$226,2 milhões gastos pela prefeitura do Rio de Janeiro, cidade quatro vezes maior. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Oito vezes maior que o Recife, a rica São Paulo gastou 42% a menos sem licitação em materiais de combate ao covid-19.

A prefeitura do Recife gastou sem licitação 95 vezes mais que Manaus, 40 vezes mais que Belém e 38 vezes mais que a maranhense São Luís.

Bolsonaro anuncia fábrica “que extraí água do ar”

O projeto contará com parceria israelense

“Fábrica israelense que extrai água do ar será construída no Brasil.” O anúncio é do presidente Jair Bolsonaro, feito pelo Twitter.  Segundo ele, a iniciativa é “mais uma via de enfrentamento da falta de água no Nordeste, além da dessalinização, poços artesianos e [Rio] São Francisco.”

Além de água, o presidente da República acredita que “o empreendimento também criará empregos e desenvolvimento da região.”

Parcerias com Israel para melhorar o abastecimento de água na região Nordeste é defendida por Jair Bolsonaro desde a transição para o seu governo. Há um ano, o ministro Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) viajou para Israel com equipe de técnicos para conhecer experiências de reuso e dessalinização de água.

Em novembro do ano passado, técnicos e dirigentes da Agência Nacional de Águas estiveram em Israel para discutir memorando de entendimento sobre gestão de recursos hídricos, águas residuárias, gerenciamento de esgotos, além de reuso e dessalinização de água.(ABr)

Bolsonaro entrega 4,1 mil moradias populares na Paraíba

Empreendimento beneficiará 16 mil pessoas

Publicado em 11/11/2019 – 12:20

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O presidente Jair Bolsonaro entregou hoje (11), em Campina Grande, na Paraíba, 4,1 mil moradias populares a famílias de baixa renda. O presidente fez agradecimentos às autoridades que colaboraram para a conclusão do novo conjunto habitacional, e disse que, na política, “ninguém faz nada sozinho”.

“Para administrar esse país, temos que ter bons políticos ao nosso lado e, graças a Deus, o quadro de políticos no Brasil melhorou, e bastante. Temos aprovado muita coisa na Câmara e no Senado, com convencimento, com entendimento. Isso realmente faz uma boa política para o nosso Brasil”, disse ao lado do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, autoridades locais e parlamentares.

O Conjunto Habitacional Aluízio Campos tem 3.012 casas e 1.088 apartamentos de até 48 metros quadrados, avaliados em R$ 61 mil cada, que beneficiarão 16 mil pessoas. Os contemplados com as novas moradias têm renda familiar de até R$ 1,8 mil mensais e, para o sorteio, foram reservadas cotas para famílias com idosos, pessoas com deficiência e crianças com microcefalia.

O empreendimento contou com aporte de R$ 262,5 milhões da União e tem infraestrutura completa, dois ginásios cobertos, três creches, duas escolas, duas unidades básicas de Saúde (UBS), um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e dez praças com academias de saúde.

Edição: Fernando Fraga

Ministério não vê motivos para decretar emergência em saúde no NE

Publicado em 07/11/2019 – 17:00

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O Ministério da Saúde não cogita em decretar situação de emergência em saúde pública nos nove estados do Nordeste devido aos riscos que a contaminação das praias, manguezais, costões marítimos e desembocaduras de rios atingidos pelo óleo de origem desconhecida representa para a população.

Segundo o diretor substituto do Departamento de Saúde Ambiental, do Trabalhador e Vigilância das Emergências em Saúde Pública, do Ministério da Saúde, Marcus Vinícius Quito, a pasta vem monitorando a situação e, até o momento, considera o quadro como de baixo risco para a saúde pública.

“Na nossa análise, não é adequada a declaração de emergência de saúde pública. Considerando os elementos que temos, não é isso que vai fazer com que as ações [que já vêm sendo desenvolvidas] sejam mais efetivas ou contundentes do ponto de vista da saúde pública”, disse Quito ao participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir a presença de um volume ainda incerto de óleo na costa brasileira.

Secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Jorge Seif, explica ações adotadas para combater o derramamento de óleo no Nordeste – Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Estamos desenvolvendo ações proporcionais ao grau de risco. Nas áreas mais contaminadas, teremos sim ações diferenciadas”, explicou Quito, ponderando que uma eventual decretação de situação de emergência em saúde pública teria efeitos danosos para todo o setor pesqueiro. “Não geraria resultados efetivos e teria um efeito negativo para a produção pesqueira, mesmo em áreas que não estão expostas ao problema.”

Contaminação

Já o secretário Nacional de Pesca e Aquicultura, Jorge Seif Júnior, garantiu que, até o momento, todo o peixe e fruto do mar comercializado por estabelecimentos habilitados junto ao Serviço de Inspeção Federal estão livres de contaminação.

“Todo o material recepcionado nas plantas habilitadas pelo Serviço de Inspeção Federal e que vai ao mercado, seja ele congelado, fresco ou processado, está apto para o consumo humano, não apresentando níveis de contaminação por hidrocarbonetos ou por metais pesados”, garantiu Seif, assegurando que os protocolos de segurança já adotados foram reforçados para garantir que o pescado brasileiro não representa uma ameaça aos consumidores.

Intoxicação

De acordo com o diretor, desde o fim de agosto, quando as primeiras manchas de petróleo cru começaram a ser avistadas ao longo do litoral nordestino, as secretarias estaduais de Saúde já relataram ao ministério ao menos 70 casos de intoxicação exógena, ou seja, causadas por contato com o óleo ou resíduos contaminados, sendo que 66 foram registradas em Pernambuco, onde outros 31 casos com suspeita de contaminação estão sendo investigados.

Quito apontou algumas hipóteses para explicar porque Pernambuco concentra a maioria dos casos. Uma delas é que, além de ter sido um dos primeiros estados afetados pelo problema, houve também uma grande mobilização de funcionários públicos e de voluntários para limpar as localidades atingidas.

“Era uma época em que muitas orientações sobre o uso de EPIs [Equipamentos de Proteção Individual] ainda não estavam pacificadas. E, em Pernambuco, muitas pessoas se mobilizaram nesse primeiro momento, expondo-se mais ao produto”, disse, sem descartar a possibilidade de os órgãos de saúde municipais e estaduais de Pernambuco estarem “mais sensíveis, mais atentos”.

Além dos 66 casos de intoxicação já confirmados e dos 31 em análise em Pernambuco, outros três casos foram notificados na Bahia e um no Ceará. Nos outros seis estados nordestinos (Alagoas, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) não há, até hoje, nenhum registro oficial de intoxicação.

“Desde o início, imaginávamos que quem estaria exposto [ao maior risco à saúde] seriam aqueles que manuseassem o óleo [sem os devidos cuidados]. Principalmente aqueles que estavam participando da retirada do produto das praias. E é isso que a intoxicação aguda naqueles que estiveram nas praias participando da retirada do produto comprovou: quem se contamina é quem se expõe ao manusear o óleo”, disse o diretor, destacando a importância das pessoas usarem EPIs e evitarem o contato direto com o produto.

Seguro-Defeso

O secretário Nacional de Pesca e Aquicultura, Jorge Seif, voltou a anunciar que, ainda este mês, pescadores das regiões afetadas pelo óleo e que estiverem cadastrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, receberão a primeira de duas parcelas de R$ 998 que serão liberados a título de auxílio emergencial, que também será dado para marisqueiros e catadores de caranguejos prejudicados pelo surgimento do petróleo cru.

 Óleo se espalhou por várias praias do Nordeste – Reuters/Alisson Frazão/Direitos reservados

Segundo Seif, o governo federal prepara uma medida provisória (MP) estabelecendo critérios para minimizar as dificuldades enfrentadas pelos profissionais. “Sabemos da amplitude e da gravide [do problema causado pelo óleo]. Como isso afeta a natureza, o turismo e a questão socio-econômica dos pescadores. Em outros locais onde houve acidentes [semelhantes], o consumidor tende a reduzir o consumo de pescados”, disse o secretário.

Seif explicou ser necessário tratar o assunto por meio da edição de uma MP porque a lei que trata do seguro-defeso não prevê a concessão do benefício a marisqueiros e catadores de caranguejos. “Por isso é necessário uma medida provisória mais inclusiva.”

A estimativa é que a medida custe algo em torno de R$ 120 milhões aos cofres públicos. “Estamos pinçando as pessoas dessas regiões cadastradas no Registro Geral de Pesca, e ainda no mês de novembro nós pagaremos a primeira parcela”.

Edição: Fernando Fraga

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