WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

:: ‘Mineração’

Compras da Largo Resources | Vanádio de Maracás injetou R$ R$239,44 milhões na economia local, nos últimos três anos

Desde o início da operação da empresa, a movimentação econômica do município triplicou

 Entrada da planta da Largo Resources | Vanádio de Maracás Foto: Ulisses Dumas

Maracás, 07 de maio de 2021 – Desde a instalação da Largo Resources | Vanádio de Maracás, a arrecadação de tributos municipais de Maracás passou de R$ 2 milhões, em 2013, para R$ 7,15 milhões, em 2020, ano em que muitas cidades recuaram, devido à crise provocada pela pandemia. Além de ser uma grande geradora de impostos municipal, estadual e federal, a Largo é também uma grande consumidora local. Somente nos últimos três anos, a companhia gastou R$ 1,20 bilhão em materiais e serviços, dos quais R$ 840,30 milhões foram investidos no estado da Bahia e R$239,44 milhões na cidade de Maracás.

Os números do desenvolvimento econômico local refletem diretamente na vida das pessoas. Quem observa esse impacto é a comerciante Iriene de Almeida, moradora do povoado de Pé de Serra, que em menos de uma década já duplicou a capacidade de sua pousada e tem planos de ampliar novamente. De acordo com Iriene, antes da Largo, as principais fontes de renda do município eram as aposentadorias e os empregos da prefeitura.  Com o início da operação da Pedra Fundamental, em 2013, esse cenário vem mudando e, segundo ela, o progresso é visível.

A comerciante afirma que a qualidade de vida da região melhorou muito e ela mesma é uma das maracaenses que experimenta esse progresso impulsionado pela chegada da companhia. Proprietária de uma pousada que atendia o público passante que pernoitava no povoado, Iriene ampliou o seu estabelecimento desde que a empresa se instalou na região. Atualmente, 90% dos seus hóspedes têm alguma relação com a Largo. Por isso, mesmo neste período de pandemia em que o seu público-alvo inicial não tem frequentando a pousada, o movimento segue firme.

O papel da empresa no desenvolvimento da economia local que reflete na vida de Iriene e de outros moradores do município mostra como a Largo tem sido uma importante parceira econômica da região. Além de ser responsável pela geração empregos diretos e empregos indiretos, por meio de empresas terceirizadas, que gera uma massa salarial que movimenta outros setores como comércio e serviços, a Largo prioriza o mercado local, contribuindo para o seu crescimento dia após dia.

 

Prioridade para fornecedores locais

Muitos são os fatores que influenciam no desenvolvimento econômico de uma região e a preferência das empresas por fornecedores locais é um dos principais deles. Isso porque quando uma empresa prioriza as compras na região, ela gera renda e fomenta a cadeia produtiva. O designer e empresário Edson Alves Pereira Junior não tem dúvidas que a Largo tem um papel fundamental nesse cenário, em Maracás. Ele acredita que ao priorizar fornecedores locais e prezar por qualidade, a Largo estimula as empresas locais a se qualificarem cada vez mais para atender as demandas.

De acordo com o gerente de suprimentos da Largo Resources | Vanádio de Maracás, Renato Mourão, a empresa dá prioridade para fornecedores locais e todos os produtos e serviços que o mercado de Maracás tem capacidade para oferecer são comprados localmente. Além de impulsionar o desenvolvimento, gerando emprego e renda, a preferência pelo mercado local também contribui para o desenvolvimento tecnológico regional, incentivando os fornecedores a buscarem novas tecnologias e também a investir na capacitação profissional para conseguir concorrer com outras empresas de fora.

Essa prática pode ser observada na empresa de Edson Junior, fornecedor da Largo há cerca de quatro anos. Desde a criação de sua empresa, ele já abriu o seu leque de serviços, o que implicou o investimento em pessoal e tecnologia. Do trabalho com criação em uma sala com cerca de 16m², o designer enxergou novas possibilidades e ampliou o seu negócio para atender às demandas que surgiram com o desenvolvimento do mercado de Maracás.

Dono de uma empresa de comunicação visual desde 2013, Junior relembra a trajetória de crescimento de sua empresa. “Há oito anos, eu trabalhava praticamente sozinho, não possuía maquinário, era só criação e tinha apenas uma placa de outdoor. Hoje temos uma estrutura com uma área de produção muito grande, em um espaço com cerca de 30mX20m, um investimento em maquinário de quase R$ 200 mil, além disso, investimos em cursos para os oito funcionários que hoje fazem parte do quadro da empresa”, concluiu.

 

Sobre a Largo Resources

A Largo Resources é a única mineradora de vanádio das Américas e considerada a melhor mineradora desse produto do mundo, sendo responsável por 7% da produção global. Desde sua implantação em Maracás, há sete anos, a Largo Resources – Vanádio de Maracás colocou o município conhecido como “Cidade das Flores”, o estado da Bahia e o Brasil em lugar de destaque no cenário mundial da produção e exportação de Pentóxido de Vanádio, um dos minérios mais nobres e fundamental para tornar a produção de aço mais sustentável, além de outras aplicações essenciais no nosso dia a dia.

 

Informações para a imprensa

Darana Relações Públicas

Fabiana Dias

(71) 3342-3373

(71) 99992-3581

fabiana@darana.com.br

Darana RP

(71) 3342 3373

Governo cria política para o licenciamento ambiental de mineração

Medida não flexibiliza rigor da legislação ambiental, diz Presidência

Publicado em 25/03/2021 – 17:29 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O governo federal estabeleceu a Política Pró-Minerais Estratégicos com o objetivo de identificar projetos de exploração de minerais de interesse para o país, que passarão a receber apoio do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) no processo de licenciamento ambiental. O decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro foi publicado hoje (25) no Diário Oficial da União e também institui o Comitê Interministerial de Análise de Projetos de Minerais Estratégicos.

A política foi criada e qualificada no PPI, o programa de privatizações e concessões à iniciativa privada do governo federal. Ela será promovida por meio da atuação do comitê criado, que analisará tecnicamente os projetos de mineração e os habilitará para receber o apoio ao licenciamento. A medida tem caráter permanente e, de acordo com o decreto, tem a finalidade de “articular ações entre órgãos públicos para priorizar os esforços governamentais para a implantação de projetos de produção de minerais estratégicos para o desenvolvimento do país”.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência explicou que a iniciativa não prevê, “de forma alguma”, flexibilizar o rigor da legislação ambiental, “que não está sofrendo qualquer alteração”. 

“Todos os projetos habilitados continuarão obrigados a atender às mesmas exigências ambientais, bem como a cumprir as mesmas etapas do procedimento impostas a qualquer outro projeto mineral. A celeridade imprimida nos processos será buscada unicamente pelo apoio direto prestado pela Secretaria do PPI, sem qualquer supressão de exigências do processo de licenciamento”, diz a Secretaria-Geral.

De acordo com a Presidência da República, o Brasil tem reservas relevantes de minerais estratégicos com potencial para serem aproveitadas economicamente. “São projetos minerários importantes, considerados maduros e com disponibilidade de recursos financeiros para serem implementados, mas que apresentam ou podem apresentar desafios no seu desenvolvimento em razão de complexidades no processo de licenciamento ambiental”, explicou.

Os projetos serão habilitados de acordo com os seguintes critérios: bem mineral do qual o país depende de importação em alto percentual para o suprimento de setores vitais da economia; bem mineral que tem importância pela aplicação em produtos e processos de alta tecnologia; ou bem mineral que detém vantagens comparativas e que são essenciais para a economia pela geração de superávit da balança comercial do país.

“O objetivo da iniciativa é garantir o suprimento interno de bens minerais dos quais o país hoje é fortemente dependente de importação, consolidar e manter status de grande produtor e/ou exportador de determinados bens minerais e permitir que o Brasil ocupe espaços e conquiste posições de liderança global em novas cadeias minerais que apresentam previsão de forte crescimento de demanda”, diz a nota da Presidência.

O comitê será coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e contará com a participação da Secretaria Especial do PPI do Ministério da Economia, do Gabinete de Segurança Institucional e da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, além do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O MCTI, entretanto, só terá direito a voto em deliberações sobre terras-raras ou outros minerais estratégicos que tenham importância pela aplicação em produtos e processos de alta tecnologia.

Conselho da Amazônia

O presidente Jair Boslonaro também incluiu o MME no Conselho Deliberativo do Sistema de Proteção da Amazônia (Consipam). O colegiado passa a contar agora com dez ministérios, sendo a presidência exercida pelo Ministério da Defesa.

O decreto também foi publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial da União.

O Consipam é um órgão deliberativo que tem por finalidade estabelecer diretrizes para a coordenação e a implementação de ações de governo no âmbito do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), em observância à Política Nacional Integrada para a Amazônia Legal.

Edição: Fernando Fraga

Governo publica edital para concessão de áreas de mineração

Iniciativa cria oferta de jazidas minerais que retornaram ao mercado

Publicado em 29/12/2020 – 15:10 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

A mineração no chamado Morro do Ouro, liderada pela empresa canadense Kinross Gold Corporation, representa a principal atividade industrial para a geração de emprego e renda na região (José Cruz/Agência Brasil)

A Agência Nacional de Mineração (ANM) abriu hoje (29) a 2ª Rodada de Disponibilidade de Áreas [https://sople.anm.gov.br/portalpublico/edital/3/documentos-publicos], que oferta para concessão à iniciativa privada 7.027 áreas para pesquisa e lavra, envolvendo os mais variados tipos de substâncias minerais. O prazo para manifestação de interesse termina em 1º de março de 2021.

De acordo com o Ministério da Economia, a Disponibilidade de Áreas busca selecionar interessados em dar prosseguimento a projetos minerários já outorgados a terceiros, mas que retornaram à carteira da ANM por algum motivo, como indeferimentos de requerimentos, caducidade de títulos, abandono da jazida ou mina, desistência e renúncia. Em maio de 2020, os projetos oferecidos nas rodadas entraram no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), “com o objetivo de fomentar o desenvolvimento social e econômico do país.”

No primeiro lote, usado como projeto piloto, foram disponibilizadas cerca de 500 áreas, exclusivamente para fins de pesquisa em minerais voltados para a construção civil, tais como areia, brita e cascalho. Para o governo, os resultados superaram as expectativas, sendo possível, então, uma segunda rodada com mais de sete mil áreas, sendo que várias já se encontram na fase de lavra.

Até 2018, a seleção dos interessados ocorria segundo o melhor projeto técnico. Mas o Decreto nº 9.406/2018 introduziu um novo modelo de seleção, segundo o qual as áreas devem ser objeto de oferta pública prévia pela ANM e, caso haja dois ou mais interessados, serão submetidas a leilão eletrônico, a ser decidido de acordo com maior valor ofertado. Para as áreas ofertadas nesta terça-feira, o leilão está previsto para ocorrer entre 8 e 15 de março de 2021, se for o caso.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Política & Economia: ‘Fiol vai trazer dinheiro que nunca vimos’, diz Tramm

Com ferrovia, royalties pela produção de minério de ferro podem chegar aos R$ 500 bilhões por ano


Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

Mesmo em um ano difícil, a mineração baiana chegou ao mês de outubro com um crescimento de 63% desde janeiro, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). Quarto maior em produção comercializada, o estado registrou uma movimentação de R$ 4,7 bilhões no período. E, como um sinal de que ainda há muito o que crescer, estão previstos R$ 70 bilhões em novos investimentos no setor nos próximos três anos.

“A Fiol vai trazer toda a produção mineral da Bahia, uma boa parte que só depende mesmo da ferrovia para começar acontecer, diretamente para o porto”, projeta. Segundo Tramm, com a Fiol em operação, a geração de royalties da mineração (Cfem) pela produção de minério de ferro, que hoje é próxima de zero, pode chegar aos R$ 500 milhões por ano.

“Com a nossa Fiol começando a funcionar razoavelmente, nem precisa funcionar 100%, a Bahia vai ter uma contribuição em torno de R$ 500 milhões. É um dinheiro que nós nunca vimos antes. Hoje é zero porque nós não temos logística. Não se transporta minério para exportação em kombis”, ressalta.

Ele acredita que a situação trará um enorme impacto positivo para os municípios por onde a ferrovia irá passar no futuro.

Ele lembra que o processo de análise da licitação para conceder à iniciativa privada o trecho entre Ilheus e Caetité foi “bastante longo”.

“Chegou ao ponto nos últimos meses até de contestar o modelo de sistema ferroviário, dizendo que estava se gerando um monopólio”, lembra. Para ele, é necessário discutir isso nos âmbitos corretos. “Esse trecho que estamos falando sobre a necessidade de licitar está 74% concluída. Estão esperando o que, o trilho pegar ferrugem?”, questiona.  Segundo estimativa divulgada pelo Ministério da Infraestrutura, a licitação do primeiro trecho da Fiol deve render aproximadamente R$ 3,3 bilhões aos cofres públicos.

Para Tramm a demora para se chegar a uma solução no caso da Fiol é algo inexplicável.  “Essa obra não é só para a mineração. O nosso algodão, que é um dos melhores que existem, sai de São Desidério para o Porto de Santos ao custo de US$ 100 (por tonelada). Com a Fiol funcionando, esse custo cai para US$ 20”, calcula. “Quem ganha é o Brasil, que vai conseguir concorrer melhor no mercado externo”, acrescenta.

“A mineração está presente em tudo. Não existe um setor da atividade econômica em que ela não esteja presente. Estamos fazendo uma live agora usando o celular, que está cheio de produtos minerais, desde a capa de plástico, passando pelas partes metálicas e até na tela de vidro que você tem”, exemplifica. “Nossos óculos são produtos minerais, a casa onde a gente mora tem a base de pedra, colunas feitas com ferro, tudo isso é mineral”.

A Bahia tem 47 minérios identificados. É líder na produção de diamantes, magnesita, talco, dentre outros. Segunda maior em níquel, terceira maior em cobre e rochas ornamentais. Desde 2017, a produção estadual cresce a taxas entre 20% e 30%, de acordo com dados do Sindicato das Mineradoras da Bahia (Sindimiba).  “Nós sempre lembramos da história de que o ouro é produzido em Minas Gerais, mas na realidade hoje nós somos grande produtores”, destaca.

Atualmente, a mineração gera quase 20 mil empregos diretos no estado, afirma o presidente da CBPM. Aproximadamente 75% das vagas são ocupadas por trabalhadores baianos, de acordo com o Sindimiba. “A geração de empregos diretos é muito importante, mas o impacto da atividade vai além disso, porque a atividade fomenta o setor de serviços”, explica. Ele lembra ainda que a remuneração média do setor é duas vezes maior que a das indústrias e da construção e chega a três vezes o que é pago no comércio.

“Quando uma empresa chega num rincão, ela é uma revolução para o município porque ela compra. O comércio se movimenta. Se tem dois mil funcionários, esse pessoal está consumindo onde? Naquela cidade. Mexe com tudo”, acredita. “Como a atividade paga um pouco mais, isso gera mais consumo, o que é fundamental para melhorar as condições de vida das pessoas”, afirma.

Para Antonio Tramm, o setor mineral precisa aprender a “vender mais a sua utilidade”, mostrando o impacto da contribuição que paga e o impacto dela para os municípios. Mas não apenas isso. Sem mineração, os confortos da vida moderna seriam apenas sonhos.

Minas tem 42 das 45 barragens de mineração interditadas no país

Agência divulgou lista de barragens sem atestado de estabilidade

Publicado em 02/10/2020 – 06:09 Por Léo Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

A Agência Nacional de Mineração (ANM), órgão que fiscaliza o setor no país, divulgou nessa quinta-feira (1º) a lista das barragens que não tiveram sua declaração de estabilidade atestada e que, por isso, estão interditadas. Ao todo, 45 estruturas estão impedidas de operar, sendo 42 delas localizadas em Minas Gerais. As outras estão nos estados de Amapá, Pará e Rio Grande do Sul.

A declaração de estabilidade da barragem deve ser entregue obrigatoriamente duas vezes ao ano: a primeira em março e a segunda em setembro. O documento é emitido por uma auditoria terceirizada que deve ser contratada pelas mineradoras. Caso ele não seja entregue ou a avaliação conclua que a estrutura não tem estabilidade, a ANM determina a paralisação das operações.

A nova lista reúne as barragens que não foram aprovadas nas análises que deveriam ser apresentadas em setembro. De acordo com o órgão, das 45 estruturas listadas, 36 já estavam paralisadas porque não haviam tido a estabilidade atestada em março. Com as novas avaliações, 391 barragens no país têm autorização para operar.

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou hoje (19) que encontrou o corpo de mais uma vítima do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.
 Barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. – Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

A mineradora com o maior número de estruturas interditadas é a Vale. São 31 ao todo, todas em Minas Gerais. Nos últimos anos, a mineradora tem se envolvidos em grandes tragédias ambientais no estado. Em novembro de 2015, uma barragem da Samarco, joint-venture da Vale e da BHP Billiton, se rompeu em Mariana (MG) matando 19 pessoas e causando danos ao longo de dezenas de municípios da Bacia do Rio Doce. Em janeiro de 2019, outro desastre causou 270 mortes: a ruptura de uma barragem da Vale em Brumadinho (MG).

Após essa segunda tragédia, um pente-fino levou à interdição de diversas barragens da mineradora. As paralisações foram determinadas não apenas pela ANM, mas também pela Justiça mineira, que atendeu a diversos pedidos formulados em ações movidas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para paralisar outras barragens e exigir a contratação de novas auditorias externas a fim de verificar a segurança das estruturas. Há casos em que a própria Vale se antecipou e interrompeu as operações.

Uma vez que a estabilidade não é atestada, automaticamente é acionado o nível 1 de emergência. Nos casos em que a gravidade da estrutura atinge nível de emergência 2 ou 3, é obrigatória a evacuação de todo o perímetro que seria alagado em caso de um rompimento. Atualmente, a Vale tem quatro barragens em nível 3, que significa risco iminente de ruptura. Muitos moradores permanecem fora de suas casas.  

A tragédia causada pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, a 57 quilômetros de Belo Horizonte, completa hoje (4) 11 dias de buscas.
A tragédia causada pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, a 57 quilômetros de Belo Horizonte, completa hoje (4) 11 dias de buscas. – Divulgação Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

A tragédia de Brumadinho também colocou em discussão a confiabilidade da declaração de estabilidade. A estrutura que se rompeu tinha uma declaração válida, emitida pela alemã Tüv Süd. O engenheiro da empresa, Makoto Namba, em depoimento no curso da investigação, disse ter se sentido pressionado por um executivo da Vale para conceder o documento. A Tüv Süd foi apontada pelo MPMG como uma das responsáveis pelo desastre e foi denunciada junto com a Vale. Na Câmara dos Deputados tramitam projetos que propõem mudanças no processo de avaliação das barragens e na emissão das declarações de estabilidade.

Barragens a montante

O maior grupo entre as 45 barragens interditadas, conforme a nova lista da ANM, é o das estruturas a montante. São 16 ao todo. Essas barragens demandam maior nível de atenção, pois têm o mesmo método utilizado nas estruturas que se romperam em Brumadinho e Mariana.

Após a segunda tragédia, foi sancionada pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, a Lei Estadual 23.291/2019. Ela instituiu a Política Estadual de Segurança de Barragens, estabelecendo prazos para que o empreendedor responsável por barragem alteada a montante promova a descaracterização. Em âmbito nacional, a ANM editou uma resolução com determinação similar.

Só a Vale prometeu descaracterizar nove barragens. A conclusão de uma delas já foi anunciada. No entanto, esse não é um trabalho que tem se mostrado simples: evacuações têm sido determinadas em áreas no entorno de barragens que já estão inclusive inativas.

Um exemplo é a barragem de Doutor, pertencente ao complexo da Mina de Timbopeba, em Ouro Preto. O início de sua descaracterização foi anunciado em fevereiro desse ano. Em abril, diante do agravamento das condições da estrutura, 61 famílias que moram no entorno foram surpreendidas com uma ordem de remoção compulsória. Como responsável pelas evacuações, é obrigação da mineradora assegurar aos atingidos hospedagem, alimentação, transporte e itens de necessidade básica.

Confira a situação das 31 barragens da Vale que estão sem declaração de estabilidade:

 Nível de emergência 3

:: LEIA MAIS »

Governo licita primeiro projeto de mineração

Publicado em 21/10/2019 – 05:42

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil  Rio de Janeiro

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM, que mantém a sigla de Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia, vai licitar hoje (21) os direitos minerários do Complexo Polimetálico de Palmeirópolis, no estado do Tocantins.

Este é o primeiro projeto de mineração feito dentro do Programa de Parceria de Investimento (PPI), a ser oferecido à iniciativa privada.

Trata-se de um depósito polimetálico com elementos como zinco, cobre, chumbo e ouro em quantidade suficiente para a exploração econômica.

O governo estima arrecadar R$ 15 milhões com o bônus do leilão da área. Segundo a CPRM, é esperado um investimento de R$ 255 milhões no projeto,  que pode gerar 2.500 empregos.

“O Projeto Palmeirópolis compreende seis processos minerários, totalizando 6.050 hectares, todos com relatórios finais de pesquisa aprovados pela Agência Nacional de Mineração. A CPRM detém cerca de 330 direitos minerários, divididos em 30 blocos, que serão ofertados à iniciativa privada visando a incentivar o desenvolvimento do setor mineral no país”, informa o órgão.

Desse total, cinco ativos já estão qualificados no PPI. São eles: Polimetálico de Palmeirópolis (TO), Carvão Candiota (RS), Fosfato de Miriri (PE/PB), Cobre de Bom Jardim (GO) e Caulim do Rio Capim (PA).

O leilão de Palmeirópolis será às 10h, no salão nobre do escritório do órgão no Rio de Janeiro, na Urca. Os detalhes da cessão podem ser conferidas no site da CPRM .

Edição: Kleber Sampaio

DILMA ENTREGOU A AMAZÔNIA. E AGORA? DILMA PRECISA EXPLICAR AO BRASIL! ===>>> 19/10/2014

O PIOR dos motivos, que coloca os escândalos do  mensalão e Petrobrás como irrelevantes:  Dilma não retificou a OIT/ONU 169 até 24/07/2014  permitindo que a ONU futuramente divida a Amazônia em 216 Estados independentes do Brasil, podendo o povo residente no local e entorno  ser expulso, e perder sua nacionalidade:  http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br/2014/05/o-brasil-corre-o-risco-de-perder-metade.html

O referido Decreto que internacionaliza a nossa Amazônia, foi assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo prazo esgotou-se há poucos meses, e ninguém sabe da definição da  Presidenta Dilma.

Depois de ver a imagem das nossas riquezas que serão entregues de mão beijada à especulação e exploração internacional, clique aqui para ler o Decreto 5051/2004.

mapaROsolo

 

Fórum discute inovação e sustentabilidade na mineração nesta quarta-feira (14)

 

Companhia Baiana de Pesquisa Mineral

As inovações, práticas sustentáveis e as tendências para o setor da mineração no Brasil e no mundo são tema do I Fórum Internacional de Inovação e Sustentabilidade na Mineração, promovido pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e pelo jornal Correio*. O evento acontece nesta quarta-feira (14), a partir das 8h, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador.

Entre os convidados e confirmados no evento estão: Alexandre Vidigal, secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME) e Victor Hugo Froner Bicca, diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM). Das empresas privadas, Eduardo Ledsham, presidente da BAMIN, Paulo Misk, presidente da Largo Resources no Brasil, além do diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade responsável pela mineração no Brasil, Rinaldo Mancin e do coordenador do Mining Hub, em Minas Gerais, Gustavo Roque.

Para Eduardo Ledsham, o evento é uma excelente oportunidade para que as empresas junto com poder público e sociedade discutam abertamente os temas que envolvem esta atividade que representa 4% do PIB nacional. “A mineração passa por um processo de reconstrução da credibilidade, após tragédias recentes que o país passou. Com transparência, incorporando novas práticas e novas tecnologias, sempre norteadas pelos princípios de sustentabilidade, transformaremos os recursos minerais em prosperidade e qualidade de vida para toda sociedade”, diz.

Entre os participantes internacionais, Orlando Jiménez, diretor da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization (CSIRO), vindo do Chile, apresenta as soluções utilizadas pela mineração lá. O fórum tem programação durante todo o dia, com três painéis temáticos. As inscrições para o I Fórum Internacional de Inovação e Sustentabilidade na Mineração são gratuitas e podem ser feitas através do site bit.ly/forumdemineracao.

SERVIÇO

O que: I Fórum Internacional de Inovação e Sustentabilidade na Mineração.

:: LEIA MAIS »

EMPRESA É FLAGRADA EXTRAINDO ILEGALMENTE MINERAIS NO SUL DA BAHIA

Auditores Fiscais do Trabalho participaram de ação fiscal na manhã desta quarta-feira (24/04/19) que resultou em interdição das atividades e apreensão de explosivos de mineradora no extremo sul da Bahia. A atividade de mineração era exercida na zona rural do município de Itapebi/BA, a seiscentos quilômetros de Salvador, por empresa cujo sócio possui endereço no município de Taiobeiras em Minas Gerais.

A ação foi realizada pela Agência Nacional de Mineração, Auditoria Fiscal do Trabalho, Exército Brasileiro, Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

No local, havia treze trabalhadores laborando sem registro na CTPS, ausência de exames de saúde admissionais e sem a observação das medidas de segurança e saúde de trabalho. Estes trabalhadores, apesar de operarem com explosivos, não receberam qualquer treinamento, manuseando-os de forma insegura e em desacordo com as normas técnicas vigentes, ensejando o risco de explosões acidentais. As atividades com explosivo eram realizadas de forma precária, sem observância das normas técnicas, com o acionamento do explosivo antes mesmo do trabalhador sair da zona de perigo, o que poderia ocasionar acidentes com resultados fatais. Além do risco de acidentes, havia também a exposição dos trabalhadores a sílica.

 A Auditora Fiscal do Trabalho Liane Durão alerta que a “as operações com explosivos configuravam risco grave e iminente de acidentes, em virtude da inexistência de procedimentos operacionais que garantissem a segurança dos trabalhadores quando da detonação. Vale lembrar que neste ano já ocorreram na Bahia acidentes com explosivos na mineração com morte de trabalhadores”. Ainda segundo a Auditora, as atividades de extração foram interditadas pela equipe de fiscalização do trabalho e serão lavrados autos de infração por todas as irregularidades trabalhistas constatadas.

A empresa extraía rochas de quartzo com finalidade de comercialização para o mercado externo. Segundo a ANM, a empresa não detinha autorização para a extração mineral para fins comerciais, apenas para a pesquisa. Esta situação configura crime de usurpação mineral.

O responsável legal da empresa não estava presente no local. Pelas autoridades policiais, serão feitos os encaminhamentos necessários a responsabilização dos infratores pelos delitos constatados.

Brasil inaugura 1º Hub de inovação para a indústria mineral

Foto divulgação

Inovação na prática, ao vivo, voltada exclusivamente para a indústria da mineração. É o que os participantes do Hub da Mineração (ou Mining Hub – www.mininghub.com.br) irão desempenhar. Esta iniciativa é inédita no mundo, tem o apoio do Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM (www.portaldamineracao.com.br/ibram), a adesão de 18 mineradoras, entre as quais, as maiores do País, fornecedores do setor, empreendedores e startups, pesquisadores, entre outros.

A proposta da estruturação do Hub da Mineração surgiu das mineradoras e conta com o apoio do IBRAM. Já são 18 mineradoras participantes: Anglo American, AngloGold Ashanti, ArcelorMittal, Bahia Mineração, Bemisa, CBMM, CMOC, CSN, Ferrous, Gerdau, Kinross, J. Mendes, Mineração Morro Verde, Nexa Resources, RHI Magnesita, Samarco, Mineração Usiminas e Vale. Além das mineradoras, empresas da cadeia de fornecedores também estarão no Hub da Mineração: Accenture, Haver & Boecker, IHM Stefanini, ISQ, LGA Mineração, Outotec, Petronas, Sotreq, Thyssen Krupp.

Mesmo que sejam concorrentes em vários mercados, as mineradoras irão atuar em conjunto. “Elas e os demais participantes do projeto desenvolverão as soluções em conjunto e as compartilharão para que todas sejam beneficiadas. O Hub representa mais do que um espaço de inovação. É um novo marco nas relações comerciais e institucionais da mineração brasileira e, também, um diferencial competitivo setorial perante os competidores internacionais”, avalia Walter Alvarenga, diretor-presidente do IBRAM.

O Hub da Mineração foi inaugurado oficialmente neste dia 17/01. No início de dezembro foi divulgado um edital e até dia 25/01 os empreendedores poderão cadastrar suas propostas. Neste primeiro ciclo, deverão ser acelerados projetos inovadores voltados a cinco áreas de atuação: Segurança (Operacional e SSO – segurança e saúde ocupacional); Gestão da Água; Fontes de Energia Alternativa; Eficiência Operacional; e Gestão de Resíduos. No período de um ano estão previstos 3 ciclos de aceleração de projetos.

A BAMIN apoia esta iniciativa e esteve presente no evento de abertura. Em breve divulgaremos novas informações sobre a nossa participação no Hub.

SEGUINDO OS PASSOS DO NIÓBIO – OUTROS VIDEOS!


Entenda de Vez Porque Jair Bolsonaro Defende o Nióbio


contador free
nao basta

Webtiva.com // webdesign da Bahia

outubro 2021
D S T Q Q S S
« set    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  


WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia