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:: ‘Meio Ambiente’

BAIRROS SÃO MIGUEL, SÃO DOMINGOS E A BARRA DO RIO ALMADA EM 1981. ===>>> 06/01/2020

Vice-presidente visita a Amazônia na companhia de embaixadores

Diplomatas acompanharão políticas ambientais aplicadas na região

Publicado em 08/09/2021 – 13:06 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Ciceroneado pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, um grupo de diplomatas, parlamentares e jornalistas estrangeiros começa hoje (8) a percorrer parte da Amazônia brasileira. Segundo a vice-presidência, apesar de concentrada em cidades do Pará, a viagem é uma oportunidade para o governo federal apresentar a representantes da comunidade internacional a realidade regional e as ações públicas para preservação do bioma e desenvolvimento econômico da região que compreende nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

“Esta viagem vai se desenvolver na Amazônia Oriental, mais especificamente no estado do Pará. O objetivo é apresentar a estas autoridades estrangeiras – bem como ao público brasileiro, por meio dos formadores de opinião que irão nos acompanhar – a realidade da região e as principais políticas [federais e estaduais] com vistas ao desenvolvimento da Amazônia Legal”, disse Mourão na última segunda-feira (6), no programa Por Dentro da Amazônia, transmitido pela Rádio Nacional AM.

Segundo a assessoria da vice-presidência, participam da comitiva representantes diplomáticos de oito países (Angola, Espanha, França, Índia, Japão, Paraguai, Suíça e Uruguai), além do Reino Unido (formado por Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales) e da União Europeia. Também viajam com o grupo membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA – bloco socioambiental formado pelos países sul-americanos que compartilham o território Amazônico: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela), jornalistas estrangeiros e brasileiros, parlamentares brasileiros e representantes dos ministérios do Meio Ambiente; Minas e Energia; Relações Exteriores e Ciência, Tecnologia e Inovações.

Até a sexta-feira (10), a comitiva visitará as cidades de Altamira, Belém, Medicilândia e Parauapebas. Entre as atividades programadas estão um sobrevoo à Floresta Nacional de Carajás; visitação a complexos mineradores da Vale, à usina de Belo Monte, à Fundação Evandro Chagas e ao Museu Emílio Goeldi, além de encontros com autoridades estaduais.

Em novembro de 2020, o Conselho Nacional da Amazônia Legal realizou uma primeira missão diplomática com o mesmo objetivo. Na ocasião, o conselho, presidido por Mourão e responsável por coordenar e acompanhar a implementação das políticas públicas relacionadas à Amazônia Legal levou chefes de missões diplomáticas da África do Sul, Alemanha, Canadá, Colômbia, França, Espanha, Peru, Portugal, Suécia, Reino Unido, União Europeia e OTCA a visitar pontos pré-definidos nas cidades de Manaus, São Gabriel da Cachoeira e Maturacá, todas no Amazonas.

“[Os integrantes da comitiva] tiveram a oportunidade de ver a realidade destas áreas tão distantes e isoladas do território brasileiro”, acrescentou o vice-presidente, explicando que, este ano, o Pará foi escolhido em função de, segundo Mourão, conciliar grandes centros urbanos, projetos de mineração e de infraestrutura, ações de proteção e preservação ambientais e investimentos em bioeconomia. “Isto [as viagens com representantes de outros países] nos incentiva a buscar cada vez mais recursos que propiciem recursos condições de vida melhores para todos que ali vivem”, acrescentou o vice-presidente durante o programa da Rádio Nacional AM.

Assista na TV Brasil

Maior floresta tropical do mundo, a conservação da Amazônia desperta atenção internacional, já que, além dos prejuízos imediatos para a população local e para a economia brasileira, sua destruição causaria impactos globais, dentre eles a liberação de grande quantidade de gases de efeito estufa. No início de agosto, após a divulgação dos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), o vice-presidente disse que o Brasil não atingirá, este ano, a meta de reduzir em 10% o desmatamento da Amazônia.

“Provavelmente, não vou cumprir aquilo que eu achava que seria o nosso papel: chegar a 10% de redução. Acho que vai dar na faixa de 4% a 5%, uma redução muito pequena, muito irrisória, mas que já é um caminho andado”, disse Mourão a jornalistas. Dias depois, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Orlando Leite Ribeiro, destacou os esforços da pasta para reverter imagem negativa do Brasil no exterior em relação ao desmatamento e a queimadas.

“É preciso diferenciar o problema que temos do problema da imagem. Temos, sim, problemas com o número crescente de desmatamento. O governo está ciente disso e tenta reverter. Mas existe um problema maior que é a percepção, no exterior, dessa situação. No imaginário popular europeu, a Amazônia está queimando e estão extraindo madeira no coração da Amazônia, mas a gente sabe que não é isso”, disse Ribeiro durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Edição: Valéria Aguiar

Governo assina acordos que podem fechar lixões e despoluir rios

Ministério do Meio Ambiente lidera as parcerias

Publicado em 14/06/2021 – 12:57 Por Agência Brasil – Brasília

Catadores de lixo podem aproveitar resíduos de prédios públicos de Brasília

A despoluição de rios, a logística reversa de resíduos e a transformação de lixo em energia são os objetivos de três acordos de cooperação assinados nesta segunda-feira (14) entre associações setoriais e o Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Um deles, sobre o monitoramento da qualidade da água, foi assinado com a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre). O acordo prevê a criação de uma plataforma digital para aprimorar a gestão da qualidade da água em todo o Brasil.

“A plataforma oferecerá informações consolidadas sobre a qualidade dos efluentes tratados, mais transparência aos usuários e incentivo a melhorias operacionais, além de melhor orientação de ações de fiscalização pelos órgãos ambientais e agências reguladoras, com instrumentos para verificação das metas de desempenho dos serviços de tratamento de efluentes”, detalhou a pasta em nota.

Outro acordo assinado trata da logística reversa de óleo lubrificante. Por meio dele, a expectativa é de que sejam integradas informações setoriais sobre essa logística no Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos e, com isso, seja desenvolvido um aplicativo online, para permitir a integração com os demais sistemas de logística reversa existentes no país, como eletroeletrônicos, embalagens e medicamentos. Nesse caso, além do MMA e da Abetre, outra parceira será a Associação Ambiental para Coleta, Gestão e Rerrefino do Oluc – óleo lubrificante usado ou contaminado.

Há ainda a parceria para elaboração do Atlas de Recuperação Energética de Resíduos Sólidos. “Esta ferramenta digital indicará as regiões com maior potencial para investimentos no aproveitamento do lixo como fonte de energia”, explicou o ministério.

Além disso, está prevista a integração de informações setoriais e de infraestrutura sobre recuperação energética, a modernização normativa e o desenvolvimento de conteúdos para a qualificação de órgãos ambientais e consórcios públicos.

Edição: Lílian Beraldo

A ANTIGA E VIGOROSA ‘BOCA DA BARRA’ EM ILHÉUS.

Isso era antes da construção do Porto do Malhado, quando foi represada a corrente marinha norte/sul de toda a costa brasileira, jogando a destruição para o litoral norte da cidade.

Hoje, temos que lamentar o que inevitavelmente acontece.

Perder a orla central da cidade, e ver que a ‘boca da barra’ se transformou num riachinho.

Estado atual.

 

Operação Akuanduba da PF apura crimes em órgãos ambientais

STF determina afastamento de 10 agentes públicos

Publicado em 19/05/2021 – 08:28 Por Agência Brasil – Brasília

Crimes contra a administração pública, como corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e, especialmente, facilitação de contrabando, praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro, são o alvo da Operação Akuanduba, da Polícia Federal, nesta quarta-feira (19).

Na ação, cerca de 160 policiais federais cumprem 35 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo e Pará. As medidas foram determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além das buscas, o STF determinou o afastamento preventivo de 10 agentes públicos ocupantes de cargos e funções de confiança no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e no Ministério do Meio Ambiente.

As investigações foram iniciadas em janeiro deste ano a partir de informações obtidas junto a autoridades estrangeiras noticiando possível desvio de conduta de servidores públicos brasileiros no processo de exportação de madeira.

Akuanduba, que dá nome à operação, é uma divindade da mitologia dos índios Araras, que habitam o estado do Pará. Segundo a lenda, se alguém cometesse algum excesso, contrariando as normas, a divindade fazia soar uma pequena flauta, restabelecendo a ordem.

Edição: Kelly Oliveira

Empresas apostam em economia circular para reduzir impactos ambientais

Tecnologia e campanhas educativas melhoram gestão de resíduos

Publicado em 17/05/2021 – 06:50 Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Na Reserva Mamirauá, pesquisadores e ribeirinhos buscam a sustentabilidade pelo manejo florestal (Tomaz Silva/Agência Brasil)

As mudanças climáticas e o aquecimento global, com efeitos potencialmente destrutivos para a humanidade, têm demandado de governos e empresas a adoção de medidas robustas de mitigação de impactos ambientais na produção econômica. Nesse cenário, iniciativas em torno da chamada economia circular desenvolvem soluções tecnológicas e campanhas educativas que ajudam a “limpar” a cadeia produtiva e a melhorar a gestão de resíduos em diversos setores.

“De forma simplificada, economia circular é você tentar manter o recurso pelo máximo de tempo possível dentro da cadeia produtiva. Investir nos seus ciclos, que é a questão da reciclagem, o reuso, a remanufatura e, dessa forma, manter a durabilidade [do recurso] pelo maior tempo possível”, afirma Davi Bomtempo, gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

Para Bomtempo, com a ascensão da agenda ambiental ao centro das preocupações geopolíticas, a exemplo da Cúpula do Clima, organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, no mês passado, fica mais evidente que a economia circular pode desempenhar um papel transformador para que os países consigam atingir as metas de redução da emissão de gases poluentes na atmosfera. 

“Se você tiver os princípios de economia circular implantados em um determinado país, com certeza passa a reduzir emissões e contribuir para o alcance dessas metas. É importante lembrar que há um contexto internacional muito forte. No acordo do Mercosul com a União Europeia, por exemplo, há um capítulo inteiro sobre desenvolvimento sustentável, onde o pilar central é a redução das emissões por meio do Acordo de Paris. E é dessa forma que a economia circular poderia entrar para contribuir”, argumenta. 

Pesquisa feita pela CNI em 2019 mostra que 76,5% das indústrias desenvolvem alguma iniciativa de economia circular, embora a maior parte não saiba que as ações se enquadram nesse conceito. Entre as principais práticas estão a otimização de processos (56,5%), o uso de insumos circulares (37,1%) e a recuperação de recursos (24,1%). A pesquisa também mostra que 88,2% dos entrevistados avaliaram a economia circular como importante ou muito importante para a indústria brasileira. E não se trata apenas da busca por eficiência e economia. 

Levantamento sobre o perfil dos consumidores brasileiros, também da CNI, mostra que 38% dos entrevistados sempre verificam ou verificam às vezes se os produtos foram produzidos de forma ambientalmente correta. A pesquisa revela ainda que os brasileiros também têm mais consciência sobre o destino do lixo. O número de pessoas que separa o lixo para a reciclagem cresceu de 47%, em 2013, para 55% no ano passado.

Para incentivar a circularidade na economia, a Organização Internacional de Normalização (ISO, na sigla em inglês) está elaborando uma norma técnica internacional de economia circular, com a participação de representantes de 70 países, incluindo o Brasil. A CNI representa o Brasil e a América Latina nesse processo. No próximo ano, o país deve sediar encontro para finalizar o texto do documento.

Circularidade de produtos eletrônicos

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Juíza manda PF devolver madeira apreendida no caso do delegado que acusou Salles

Decisão é da 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária do Amazonas e beneficia associação que faz manejo sustentável

Os itens apreendidos pela PF (madeira, das embarcações e das pás carregadeiras) são oriundos, segundo a Associação, do Plano de Manejo Florestal Sustentável, que garante ter sido licenciada para fazer exploração florestal, sem violar qualquer regra de proteção ambiental.

Esse é o caso que motivou a denúncia do ex-superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, contra o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), a quem acusou de “dificultar” a repressão policial contra esses madeireiros que atuam no desmatamento da Amazônia.

Notícias Relacionadas

Ao impetrar mandado de segurança contra a ação da PF, a Associação Comunitária da Gleba Curumucuri demonstrou à Justiça Federal no Amazonas que se dedica ao desenvolvimento de manejo florestal sustentável na área de reserva legal, apresentando inclusive o devido licenciamento nos órgãos ambientais.

A Associação também afirmou em juízo que suas atividades não apresentam qualquer indício ou suspeita de irregularidade. E esclareceu ser composta por 52 comunidades e proprietária de imóvel rural com 106,2 mil hectares, cuja concessão de direito real de uso foi outorgada pelo Estado do Pará e registrada em Cartório de Único Ofício de Juruti (PA).

UMA NOVA PRAIA – TURISMO OU UNIDADE DE CONSERVAÇÃO?

O que diz o GAP (Grupo Amigos da Praia)?

Está dentro dos limites da Unidade de Conservação do Mero?

Outras entidades ligadas ao ambientalismo, precisam se manifestar quanto a essa dádiva da natureza.

 

http://nbcgib.uesc.br/parquemarinho/

 

 

Programa prevê plantio de palmeira-juçara na Mata Atlântica

Objetivo é conservação ambiental e uma cadeia de produção sustentável

Publicado em 25/04/2021 – 13:51 Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil* – São Paulo

Comunidades tradicionais e agricultores familiares que cultivam palmeira-juçara podem se cadastrar em programa da Fundação Florestal que vai comprar 28 toneladas de sementes da espécie. A entidade visa ao repovoamento da palmeira em regiões de Mata Atlântica, além de oferecer alternativa de trabalho sustentável às comunidades. A palmeira-juçara, da qual é extraído o palmito tipo juçara, está ameaçada de extinção.

Planta nativa da Mata Atlântica brasileira, a palmeira-juçara faz parte da cadeia alimentar para diversas espécies da fauna silvestre. Aves como tucanos, jacutingas, jacus, sabiás e arapongas são os principais responsáveis pela dispersão das sementes, e mamíferos como cotias, antas, catetos e esquilos se beneficiam das suas sementes e frutos. Em decorrência de exploração descontrolada para a retirada do palmito, a palmeira tornou-se restrita a poucas Unidades de Conservação e áreas protegidas particulares.

O diretor-executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz, explicou que o papel da palmeira-juçara. “Na Mata Atlântica ela é responsável pela alimentação de 68 tipos de animais diferentes, e ela frutifica numa época em que a floresta é escassa, o que reforça a importância da palmeira. Ela foi muito explorada por palmiteiros, pessoas que, na verdade, não tinham outra opção de vida”.

Ele destacou que os palmiteiros, em geral, são pessoas que não tinham outra opção de trabalho e viam na floresta o sustento. “O paradigma que estamos querendo mudar é dar valor à palmeira em pé, tirar essas pessoas que hoje vivem numa situação muito degradante do corte ilegal do palmito e começar a incentivá-las a cultivarem a palmeira e fazerem ela ganhar valor em pé”, disse.

Além da questão ambiental, o Programa Juçara procura apoiar as comunidades tradicionais por meio do estímulo a uma produção que propicie uma existência digna e a preservação de seus modos de vida. O chamamento público vai ajudar a identificar fornecedores de sementes de palmeira-juçara dentre as mais de 30 comunidades localizadas no Vale do Ribeira, no estado de São Paulo, e no entorno da Serra do Mar.

A compra de sementes é uma parte do programa que foi idealizado para no mínimo 10 anos, com metas para cada ano. Depois da compra de sementes, a fundação pretende fazer o plantio, oferecer educação ambiental sobre o cultivo da palmeira-juçara, além de incentivar a autonomia das comunidades e pequenos agricultores para o desenvolvimento de uma cadeia de produção sustentável.

“Temos a confiança de que as palmeiras estarão plantadas, as pessoas vão poder cortar algumas palmeiras para fazer o palmito e vamos ter estabelecido um ciclo virtuoso e deixado uma cadeia sustentável, tirando essas pessoas – que são os palmiteiros – de condições degradantes para serem produtores do juçara e das suas milhões de capacidades, desde o suco, o pão, a cerveja e do próprio palmito. É um projeto bem abrangente”, disse Levkovicz.

Ele conta que essa é uma cadeia que não está formatada ainda, mas que as comunidades e pequenos agricultores que plantam a palmeira-juçara são conscientes quanto à preservação. “Tem aquelas pessoas e comunidades que botam no seu quintal para os animais e isso é muito bonito, visitamos várias comunidades e eles falam ‘mas não pode vender tudo, tem que deixar um cacho [de sementes] para a natureza’.”

Levkovicz acrescenta que o papel da fundação é dar um impulso econômico e ajudar a construir uma cadeia sustentável para que todo mundo saia ganhando.“Temos muita certeza de que, dando incentivo adequado, essas pessoas vão ser nossas aliadas na conservação da biodiversidade”, finalizou.

Palmeira Juçara. – Fundação Florestal/Governo de SP

Tradição

O agricultor familiar Vandir Rodrigues da Silva, que completou 70 anos no último domingo (18) e vive em uma comunidade tradicional no sul do estado de São Paulo, planta a palmeira-juçara na sua propriedade, entre outros alimentos. Nascido e criado no Quilombo de Ivaporunduva, no município de Eldorado, ele mora com a companheira e com um de seus filhos. Desde criança, com o pai, trabalha na agricultura e, hoje, fala com orgulho de sua produção.

Ele conta que planta de tudo um pouco: arroz, feijão, milho, mandioca, palmito pupunha, mas o forte mesmo é a banana. Antes da pandemia, as atividades de turismo também ajudavam a complementar a renda, mas agora, sem receber visitantes por causa da pandemia, é a produção de banana que tem sido a principal fonte de recursos. Ainda assim, como as vendas também andam meio paradas, o jeito é apostar nos alimentos que produz em sua propriedade.

Apesar de cultivar, a família de Vandir não faz o manejo da palmeira e não tem interesse no corte para extração de palmito. Mesmo assim, eles sabem que, para retirar uma quantidade de palmeiras, precisa deixar outras: “se fosse para cortar, cada 50 matrizes, cortava 20, deixava 30, isso serve para fazer o manejo de corte, mas a gente não tem interesse em fazer corte no palmito nosso aqui, não”, diz Vandir.

“Aqui a gente já vem aprendendo com os mais velhos desde criança. Os nossos mais velhos não tinham nada de legislação, não existia nada de lei, mas eles já sabiam que, pra usar as coisas da natureza, a gente tem que usar um pouco e deixar um pouco. Isso já vem desde a criação dos mais novos. Nossos mais velhos não sabiam nada, nem ler nem escrever, não tinha escola aqui, mas eles já sabiam como é que fazia com a natureza: ói, se tira um, deixa dois, porque esses dois podem produzir depois. Assim é no palmito, assim é no fazer a roça”, contou Vandir sobre o aprendizado das plantações. Ele acrescentou que as leis vieram depois e ajudaram nessa conservação ambiental.

O produtor conta que, nos anos de 1970 e 1980, houve uma grande invasão de corte de palmito em todo o Vale do Ribeira. Com isso, a palmeira, antes abundante, foi se extinguindo. Foi aí que surgiu a ideia de plantar a palmeira-juçara em sua propriedade. Com o edital da Fundação Florestal, eles esperam poder vender as sementes, mantendo o plano da família de não cortar a palmeira para extração do palmito.

“Aqui a gente planta a palmeira-juçara mais é pra recuperar, porque ela entrou em [risco de] extinção e até hoje não conseguiu sair porque tem muito pouco. Então a gente tem uma área aqui só com palmito que é pra gente ter uma amostra porque no mato mesmo já não está tendo mais, só tem mais nas áreas das casas. Aqui, a gente recuperou aqui uma área de uns 30 hectares só de palmito”, contou Vandir.

O agricultor ainda não tem a papelada pronta, necessária para participar do edital, mas conta com o auxílio de uma associação local para conseguir regularizar sua situação. O edital fica aberto até as 16h do dia 28 de abril. Podem se cadastrar associações, cooperativas de pequenos agricultores e pessoas físicas com origem em grupos de agricultores familiares assentados, quilombolas e demais comunidades tradicionais. O valor a ser pago pela Fundação Florestal aos produtores selecionados equivale a R$ 7,52 por quilo.

Assista na TV Brasil:

*Com Thiago Padovan e Vanessa Casalino, da TV Brasil

Edição: Aline Leal

Salles já pediu para Guedes duplicar orçamento de fiscalização e preservação

Em seu discurso na Cúpula do Clima, Bolsonaro prometeu dobrar recursos para o Meio Ambiente

O objetivo, segundo o ministro, é reforçar “as atividades de fiscalização, prevenção e combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios florestais e monitoramento, além da manutenção de unidades de conservação”.

“Formalizamos a recomposição do orçamento e a duplicação da verba da fiscalização conforme determinado pelo presidente Bolsonaro”, afirmou Salles nas redes sociais.

No ofício destinado ao ministro Paulo Guedes, Salles apresentou um incremento de R$ 270 milhões, divididos entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).

Do valor total, R$ 128 milhões são de recomposição do Orçamento 2021 e R$ 142 milhões adicionais para bancar ações de fiscalização. A nova rodada orçamentária atende ao compromisso de Bolsonaro na Cúpula do Clima, quando prometeu dobrar os repasses de comando e controle.

Brasil sai na frente dos esforços de preservar o meio ambiente, afirma Salles

Ministro comemorou repercussão positiva do discurso de Bolsonaro na Cúpula do Clima

Em seu discurso, elogiado inclusive pelo governo dos Estados Unidos, Bolsonaro se comprometeu inclusive em dobrar os gastos e investimentos do governo nos esforços de preservação ambiental.

Para Salles, o Brasil nada deve às nações desenvolvidas sob o ponto de vista ambiental. Ao contrário de todas elas, o Brasil preserva suas florestas e também os rios que somam 12% de toda água doce do planeta. Ele acha inclusive que o Brasil mais uma vez saiu na frente nos esforços para preservar  o meio ambiente.

O ministro cobrou ajuda de países, empresas e artistas no combate ao desmatamento ilegal da Amazônia. “Está na hora de sair do discurso para a prática”, disse ele em entrevista ao programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes. Para ele, o País “já fez muito e merece” esse apoio financeiro.

Segundo Salles, se houvesse uma injeção de recursos fora o que o orçamento já prevê, seria possível antecipar o cumprimento da meta de acabar com a prática até 2030.

Na sua avaliação, as críticas ao Brasil são injustas, já que os países ricos sempre causaram muito danos ao meio ambiente:

A expectativa do Brasil é receber US$1 bilhão em ajuda externa no curto prazo, segundo acordos internacionais vigentes.

Na Cúpula do Clima, além de acabar com o desmatamento ilegal até 2030, Bolsonaro manteve o compromisso de reduzir em 37% as emissões de gases do efeito estufa, e buscar a neutralidade climática até 2050. O presidente Joe Biden se comprometeu com redução de emissões de apenas 28%.

O ministro do Meio Ambiente foi entrevistado, no Jornal Gente da Rádio Bandeirantes, pelos jornalistas Thays Freitas, Pedro Campos e Cláudio Humberto.

Reunião da Cúpula: Bolsonaro diz que agricultura brasileira é uma das mais sustentáveis

Em discurso, Bolsonaro garante que o país está aberto à cooperação internacional

“Com espírito de responsabilidade coletiva, convido [demais nações] a nos apoiar nessa missão. Contem com o Brasil”, diz Bolsonaro. Como meta, o presidente afirma que o governo reúne esforços para combater o desmatamento ilegal no país até 2030.

Em seu discurso, o presidente da China, Xi Jinping, garante que o cuidado com o meio ambiente caminha junto à expansão industrial. “Proteger o ambiente é aumentar a produtividade. Precisamos estar comprometidos com montanhas, rios, florestas. Precisamos obedecer a agenda de 2030, países desenvolvidos precisam fazer esforços concretos. A China vai continuar priorizando a preservação”, diz o líder que aceitou o convite de Biden na véspera do evento.

Anunciadas ontem (21), a União Europeia promete o encerramento de emissão de gases poluentes até 2050. O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, afirmou em discurso que o país também assina a meta. “Teremos o desafio da emissão zero até 2050. O Japão vai continuar seus esforços para cortar emissões, vamos definir uma meta ambiciosa para economia mais limpa, acelerar medidas concretas para chegar a essas metas”.

Angela Merkel, premiê alemã, reafirma o compromisso. “A União Europeia vai ser neutra em emissões em 2050, e queremos ter 55% a menos emissões até 2030 comparado a 1990”. A dirigente também informa que a Alemanha já reduziu em 40% as emissões no comparativo com 1999.

Vladimir Putin informou que o governo russo desenvolve um projeto capaz de reduzir em 100% a produção de carbono até 2025 em toda a região utilizada como teste.

Bolsonaro discursa e afirma que produção de biocombustíveis está na agenda brasileira de ações ambientais e que o Brasil é responsável por somente 2,7% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa. O presidente garante que o Brasil está aberto à cooperação internacional e que os interesses devem ser amplos, incluindo as comunidades históricas brasileiras e os indígenas.

Matéria em atualização

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