‘Mata Atlântica’

MUDANÇA BRUSCA DE POSIÇÃO.

Ele apresentou o veredicto nove dias após emitir outra nota informando que fiscais do órgão haviam constatado, em vistoria na propriedade, a presença de “edificações e outras instalações que alteraram a paisagem natural em área de Mata Atlântica”.Pimenta.

Quais as razões fizeram o Presidente do IBAMA, mudar tão rapidamente de posição?

Será que foi a bucólica encenação?

ONDE ESTÃO OS AMBIENTALISTAS?

Tudo isto em uma APA,  numa zona de restrição ambiental rigorosa?

As liberações se existem são: Legais, Imorais ou Anti-éticas?

E os ambientalistas? Estão caladinhos porque? E o MPF?

Clique nas fotos para ampliar.

DESABOU A LONA DO CIRCO.

Circo Mambembe.

Não vejo, nem ouço, qualquer murmúrio ou manifestação das Ongs Ambientalistas.

Ongs que viviam chiando de tudo, e contra todos, como a Ação Ilhéus, Floresta Viva e a tal Coalizão, estão mudinhas da silva, em relação as denúncias contra o Coroné Guilherme Leal, da Natura.

SEM LENÇO E SEM DOCUMENTO.

Segundo postagem do blog Pactos & Impactos, o tamanho do empreendimento do senhor Guilherme Leal, da Natura, são mais de 80 hectares, maior que a retroárea que vai ser utilizada pelo Porto Sul.

E o licenciamento?  E o MPF?  Onde estão?

TRAMBIQUE ‘AMBIENTAL’ NO WARAPURÚ..

Ruinas do Resort Warapurú.

Só faltou dizer na reportagem, que os consultores tiveram convicções fortes como uma rocha, para burlar o EIA/RIMA e o IBAMA.

Leia tudo no blog Pactos & Impactos.

UM POUCO MAIS DA APA DA LAGOA ENCANTADA.

Trecho da Lagoa Encantada. Foto Pimenta na Muqueca.

A VERDADEIRA APA DA LAGOA ENCANTADA II

Com base nos estudos e teses da Ceplac e técnicos da Uesc, aos poucos vamos conhecendo a realidade da Lagoa do Itaipe , hoje conhecida como APA da Lagoa Encantada. Nos estudos de Walmir do Carmo, presidente do GRAMA-Grupo de Resistência as agressões ambientais, Caracterização Ambiental da Bacia do Rio Almada-Aspectos Sócio-Abientais (1995), passamos  a conhecer detalhes que sempre foram relatados mais que nunca foram acatados pelos poderes públicos.

Vegetação

Como em grande parte da APA da Lagoa e Almada, as áreas que circundam a área da Lagoa Encantada, a vegetação se encontra bastante alterada. Basta observar no mapa ou em sobrevôo, conforme foto, onde percebemos que o cacau e as pastagens , substituíram as áreas Inicialmente cobertas por floresta perenifólia higrófila e ribeirinha.Também  formações secundárias de capoeira substituem a vegetação original.

A capoeira encontra-se em estágios de desenvolvimento, de acordo cem o uso antrópico e a época em que foram abandonadas. De acordo com SANTANA (1986), a capoeira é formada por arvores de pequeno diâmetro, variando da forma arbórea à arbustiva, destacando-se a embaúba, a coarana e a corindiba.

A vegetação ao redor da Lagoa Encantada também já se encontra muito alterada. Algumas fazendas substituíram totalmente a vegetação original, até o espelho d’água, por gramíneas ou cultivo do cacau.

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A MATA ATLÂNTICA E O CACAU- VERDADES E MENTIRAS

Clique na imagem para ampliar.

UM RELATO AMBIENTAL – Por Jose Rezende Mendonça

Para falar da verdadeira mata atlântica, na região cacaueira, este relato foi dividido em três fases.

Na primeira fase denominamos de: “O DESMATAMENTO PELO ENRIQUECIMENTO SEM LEI”, e para isto, começaremos citando alguns trechos do romance, Terras do Sem-Fim de Jorge Amado.

“A gente vive numas brenhas danadas, derrubando mata pra plantar cacau… É trabalho dia e noite, derrubar mata e plantar roça… A cobiça e o desejo de enriquecimento levam os fazendeiros a se confrontar, para quem as armas são a única lei”.

Nesta época, apesar da mata possuir uma densidade altíssima que chegava até 988 árvores/ha, conforme um levantamento recente, feito em mata virgem, na região de Serra Grande, município de Uruçuca, por pesquisadores do Setor de Botânica do CEPEC, para esta fase utilizaremos uma média de 270 árvores/ha, por se tratar apenas de plantas com características adequadas para o sombreamento de cacaueiros.

Os desbravadores aqui chegando à busca de tão cobiçadas terras férteis, para o plantio do cacau, começaram a praticar o primeiro desmatamento, para formar as roças de cacau. Por entenderem que o cacaueiro era uma planta exigente em sombreamento, não partiram para a derruba total da mata e sim para o raleamento de árvores para melhor formar suas roças.

O que mais impressiona nesta fase, é que, segundo dados levantados em 1972, pela CEPLAC,  já constatava que a média de 270, baixara para 76 árvores/ha, o que representa um raleamento de 72% das árvores que formavam um manto contínuo de mata atlântica.

Neste levantamento da CEPLAC, constatou-se um mínimo de 25 e o máximo de 323 árvores/ha, com 176 espécies diferentes, com a seguinte frequência: Cajazeira 4 plantas, Ingazeiro 3,8; Jaqueira 3,3; Pau d’Alho 2,0; Gameleira 1,5; Louro 1,4; Caobi 1,3; Eritrina1,1; Cedro 1,1; Bilreiro 1,0; Jenipapeiro 0,7; Vinhático 0,6; Jequitibá 0,6; Sapucaia 0,4, num trabalho realizado em 61 propriedades, em diversos pontos diferentes na Região Cacaueira.

Na Segunda fase, denominamos de: “O DESMATAMENTO OFICIAL E FINANCIADO”. (1968),  neste caso, começaremos citando alguns trechos de publicações da Revista Cacau Atualidades da Ceplac.

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