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:: ‘Internacional’

Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre comércio

Internacional

Publicado em 28/06/2019 – 15:07 e atualizado em 28/06/2019 – 15:23

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE) concluíram a negociação e fecharam nesta sexta-feira(28) o acordo de livre comércio entre os dois blocos. Segundo estimativas do Ministério da Economia, o acordo representará um incremento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos.

De acordo com o ministério, esse valor pode chegar a US$ 125 bilhões se se considerarem a redução das barreiras não tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos fatores de produção. O aumento de investimentos no Brasil, no mesmo período, será da ordem de US$ 113 bilhões. Com relação ao comércio bilateral, as exportações brasileiras para a UE apresentarão quase US$ 100 bilhões de ganhos até 2035.

Delegação brasileira em Bruxelas para o fechamento do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia – Ministério das Relações Exteriores

Delegação brasileira em Bruxelas para o fechamento do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia – Ministério das Relações Exteriores

Em nota conjunta dos ministérios da Economia e das Relações Exteriores, o governo brasileiro destaca que o acordo é um marco histórico no relacionamento entre o Mercosul e a União Europeia, que representam, juntos, cerca de 25% do PIB mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas. “Em momento de tensões e incertezas no comércio internacional, a conclusão do acordo ressalta o compromisso dos dois blocos com a abertura econômica e o fortalecimento das condições de competitividade”, diz a nota.

O acordo entre os dois blocos foi fechado após dois dias de reuniões ministeriais em Bruxelas, ontem (27) e hoje. Representaram o Brasil os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo.

“O acordo comercial com a UE constituirá uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Pela sua importância econômica e a abrangência de suas disciplinas, é o acordo mais amplo e de maior complexidade já negociado pelo Mercosul”, ressalta o governo brasileiro.

Em publicação no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro, destacou a liderança do embaixador Ernesto Araújo e parabenizou também as equipes da ministra Tereza Cristina e do ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo empenho no fechamento do acordo. “Histórico!”, escreveu Bolsonaro na rede social. “Esse será um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos e trará benefícios enormes para nossa economia.”

Jair M. Bolsonaro

?@jairbolsonaro

Histórico! Nossa equipe, liderada pelo Embaixador Ernesto Araújo, acaba de fechar o Acordo Mercosul-UE, que vinha sendo negociado sem sucesso desde 1999. Esse será um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos e trará benefícios enormes para nossa economia.

Jair M. Bolsonaro

?@jairbolsonaro

Juntos, Mercosul e UE representam 1/4 da economia mundial e agora os produtores brasileiros terão acesso a esse enorme mercado. Parabenizo também os Ministros Paulo Guedes e Tereza Cristina, bem como as equipes de seus ministérios, pelo empenho neste objetivo. GRANDE DIA! ????

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Acordo

O acordo cobre temas tanto tarifários quanto de natureza regulatória, como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual. Conforme nota do governo federal, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel. Os exportadores brasileiros obterão ampliação do acesso, por meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros produtos. O acordo também reconhecerá como distintivos do Brasil vários produtos, como cachaças, queijos, vinhos e cafés.

As empresas do país serão beneficiadas com a eliminação de tarifas na exportação de 100% dos produtos industriais. Segundo o governo brasileiro, serão, desta forma, equalizadas as condições de concorrência com outros parceiros que já têm acordos de livre comércio com a União Europeia.

O acordo garantirá ainda acesso efetivo em diversos segmentos de serviços, como comunicação, construção, distribuição, turismo, transportes e serviços profissionais e financeiros. Em compras públicas, empresas brasileiras obterão acesso ao mercado de licitações da União Europeia, estimado em US$ 1,6 trilhão. Os compromissos assumidos também vão agilizar e reduzir os custos dos trâmites de importação, exportação e trânsito de bens.

O governo brasileiro destaca ainda que o acordo propiciará um incremento de competitividade da economia brasileira ao garantir, para os produtores nacionais, acesso a insumos de elevado teor tecnológico e com preços mais baixos. “A redução de barreiras e a maior segurança jurídica e transparência de regras irão facilitar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, com geração de mais investimentos, emprego e renda. Os consumidores também serão beneficiados pelo acordo, com acesso a maior variedade de produtos a preços competitivos”, diz a nota.

Balança comercial Desde 1999, os integrantes do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e os 28 países da União Europeia iniciaram negociações para um acordo de livre comércio. As conversas foram interrompidas em 2004 e retomadas em 2010.A União Europeia é o segundo parceiro comercial do Mercosul, atrás da China, e o primeiro em matéria de investimentos. Já o Mercosul é o oitavo principal parceiro comercial extrarregional da União Europeia.

A corrente de comércio birregional foi de mais de US$ 90 bilhões em 2018. Em 2017, o estoque de investimentos do bloco europeu no bloco sul-americano somava cerca de US$ 433 bilhões.

Os sul-americanos vendem, principalmente, produtos agropecuários. Já os europeus exportam produtos industriais, como autopeças, veículos e farmacêuticos.No ano passado, o Brasil registrou comércio de US$ 76 bilhões com a União Europeia e superávit de US$ 7 bilhões. As vendas para esse bloco totalizaram mais de US$ 42 bilhões, aproximadamente 18% do volume exportado pelo país.

O Brasil destaca-se como o maior destino do investimento externo direto (IED) dos países da União Europeia na América Latina, com quase metade do estoque de investimentos na região. O Brasil é o quarto maior destino de IED do bloco europeu, que se distribui em setores de alto valor estratégico.

Texto ampliado às 15h23

Edição: Nádia Franco

Cazaquistão quer intensificar relações com o Brasil, diz embaixador

Os dois países recriaram um grupo parlamentar

Publicado em 11/05/2019 – 19:46

Por José Romildo – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O Cazaquistão tem interesse em buscar um intercâmbio com os setores da indústria e do agronegócio brasileiros e desenvolver projetos na área de alta tecnologia, agricultura, fontes renováveis de energia, maquinaria, uso pacífico da energia nuclear e mineração. A informação é do embaixador daquele país no Brasil, Kairat Sarzhanov.

Ele participou na última quinta-feira (9), no Senado Federal, da reinstalação do grupo parlamentar Brasil-Cazaquistão, com o objetivo de atrair investimentos e elevar os valores do comércio bilateral, hoje em patamares modestos se comparados ao potencial econômico das duas nações. “Nosso comércio bilateral está crescendo muito rapidamente”, ressaltou Sarzhanov.

Em 2018, o Brasil exportou US$ 80,3 milhões para o Cazaquistão, e importou US$ 35,7 milhões, o que resultou em superávit superior a US$ 44,5 milhões. Nos quatro primeiros meses de 2019, as exportações brasileiras somam US$ 28,4 milhões e as importações US$ 11,6 milhões, com superávit de US$ 16,6 milhões.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), um dos integrantes do grupo parlamentar Brasil-Cazaquistão, disse que, durante sua gestão como governador da Bahia, de 2011 a 2014, buscou atrair investimentos da empresa cazaque Eurasian Mining Group para o setor de mineração do estado. A empresa decidiu se estabelecer na região e os investimentos já alcançam cerca de U$ 1 bilhão. Recentemente a Eurasian aliou-se a duas empresas estatais chinesas com o objetivo de incrementar os investimentos em Caetité, no interior da Bahia, em mais U$ 1,4 bilhão.

No entanto, o projeto só atingirá sua maturidade depois que os governos estadual e federal chegarem a um acerto sobre a concessão da ferrovia Leste-Oeste, projeto que viabilizará o transporte do minério. Há estudos também sobre a construção de um porto para a exportação do produto.

Sarzhanov disse também que gostaria que a Embraer instalasse um centro de serviços em Nur Sultan, a capital do Cazaquistão. Segundo ele, o desejo do Cazaquistão é de que esse centro de serviços esteja funcionando em curto prazo, incrementando a atuação da empresa no país, que já adquiriu vários aviões da Embraer nos últimos anos. Ele observou, no entanto, que a decisão sobre a instalação do centro de serviço é da Embraer, que está estudando o assunto.

O embaixador também falou sobre a cooperação de empresas dos dois países na área espacial e a recente parceria com a Embrapa, que terá como uma das consequências, maior venda de bovinos vivos ao Cazaquistão.

Investimentos

Sarzhanov afirmou que o Cazaquistão é um país que atrai 80% dos investimentos estrangeiros dirigidos à Ásia Central. Desde a sua independência, em 1991, o país atraiu mais de US$ 300 bilhões em investimentos diretos. Uma das razões que favorecem os investimentos estrangeiros é legislação, que estabelece taxas reduzidas para os investidores de outros países.

Outro ponto favorável é o sistema de transporte do Cazaquistão, que permite o rápido trânsito de mercadorias pelo país graças a uma rede de ferrovias e rodovias entre o território cazaque e a China, Rússia e vários países da Europa.

Participaram da cerimônia de reinstalação do grupo parlamentar Brasil-Cazaquistão os senadores Chico Rodrigues (DEM-RR), Angelo Coronel (PSD-BA), Jaques Wagner (PT-BA) e os chefes do Departamento de Rússia e Ásia Central do Itamaraty, embaixador Ary Norton Quintella e da Assessoria Internacional da Presidência do Senado, embaixador Marco Farani.

Edição: Denise Griesinger

Araújo diz que parceria com a Alemanha é fundamental

Colaboração facilita abertura econômica e competitividade

Publicado em 30/04/2019 – 13:32

Por José Romildo – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Após reunir-se com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Mass, em solenidade na manhã desta terça-feira (30), no Palácio do Itamaraty, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo disse que a implementação de uma parceria entre os dois países “é mais fundamental do que nunca”, uma vez que o Brasil passa por um momento favorável à abertura econômica e à competitividade de mercado.

“Temos grande prioridade em reconectar o Brasil com centros tecnológicos de todo o mundo”, ressaltou Ernesto Araújo.

O ministro disse que, na dimensão comercial, a conversa com Mass foi centralizada no apoio da Alemanha para concretização do Acordo União Europeia-Mercosul. “Temos um grande interesse em concluir as negociações. Na reta final, se tudo der certo, esse acordo nos trará grande benefício”, afirmou.

Araújo acrescentou que também foram discutidas no encontro as ações que os dois países podem realizar em favor do sistema multilateral. Essas ações, segundo Araújo, ocorrem em várias áreas. No que se refere à Organização Mundial do Comércio (OMC), ele disse que o Brasil é favorável à reforma desta instituição, incorporando mecanismos multilaterais e os valores da democracia e da liberdade.  

“Esta é uma área chave para o Brasil e para a Alemanha. Queremos promover esses grandes valores em foros multilaterais”, ressaltou Araújo, destacando que o Brasil dá grande prioridade ao diálogo com a Alemanha. “Vamos colocar em prática essa parceria estratégica.”

Heiko Mass iniciou ontem (29) pelo Brasil uma viagem pela América Latina. Nesta segunda-feira o ministro alemão esteve em Salvador. Hoje ele viaja para a Colômbia, onde discutirá com as autoridades daquele país a situação na Venezuela, país que enfrenta prolonngada crise. Em seguida, viajará para o México.

América Latina

A viagem do ministro Heiko Mass marca o início da nova Iniciativa América Latina e Caribe da República Federal da Alemanha. O ponto de partida para essa inciativa será uma conferência no dia 28 de maio em Berlim, que deverá contar com a participação de representantes latino-americanos e caribenhos, além de especialistas em política externa e de segurança, estado de direito, questões climáticas e cooperação científica.

Edição: Nádia Franco

Bolsonaro vai reservar agenda para conversar com parlamentares

Presidente diz que irá ao Oriente Médio no segundo semestre

Publicado em 02/04/2019 – 07:15

Por Agência Brasil  Brasília

Encerrando a viagem a Israel, o presidente Jair Bolsonaro disse que vai reservar “meio-dia da agenda no Brasil” para receber parlamentares e conversar.

Segundo ele, está aberto ao diálogo. Afirmou também que, no segundo semestre, pretende visitar países árabes. Os locais estão sendo definidos.

Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o Primeiro-Ministro de Israel, Senhor Benjamin Netanyahu, durante visita à exposição de produtos de empresas de inovação em Jerusalém

O presidente Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitam exposição de produtos de empresas de inovação, em Jerusalém  (Alan Santos/PR)

O presidente reiterou que a proposta da reforma da Previdência é um projeto para o país e, não de governo.

“Vou deixar pelo menos meio-dia da minha agenda no Brasil para atender deputados e senadores”, disse Bolsonaro em entrevista à TV Record.

“O que eu apresentei para o Parlamento com a reforma da Previdência não é um projeto meu, é do Brasil” argumentou.

O presidente disse compreender as manifestações dos parlamentares sobre eventuais alterações na proposta da reforma, relacionadas ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e à aposentadoria rural. De acordo com ele, a preocupação com os trabalhadores no campo é com as fraudes.

“[Vamos buscar] uma forma de cadastrar os benefícios. Dizem que uma parte considerável é fraude. Nós queremos atender aquele que quer se aposentar como produtor rural. Queremos combater a fraude.”

Desemprego

O presidente disse que a metodologia utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não reflete a realidade.

“Com todo respeito ao IBGE, essa metodologia, em que pese ser aplicada em outros países, não é a mais correta.”, afirmou. “Tenho dito aqui, fui muito criticado, volto a repetir, não interessam as críticas. Tem de falar a verdade.”

Em seguida, Bolsonaro detalhou. “Como é feita hoje em dia a taxa? Leva-se em conta quem está procurando emprego. Quem não procura emprego, não está desempregado”, disse. “Então, quando há uma pequena melhora, essas pessoas que não estavam procurando emprego, procuram, e, quando procuram e não acham, aumenta a taxa de desemprego. É uma coisa que não mede a realidade. Parecem índices que são feitos para enganar a população.”

Para o presidente, o ideal é adotar uma metodologia “tocante à taxa de desemprego”. “É você ver dados bancários, dados junto à Secretaria de Trabalho, quantos empregos geramos a mais ou a menos no mês”, disse.

Embaixada

Em meio às reações da Liga de Países Árabes, que reúne 22 nações, à transferência da Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, o presidente afirmou que busca conversar com todos e que, no segundo semestre, visitará o Oriente Médio.

“Temos conversado com o mundo árabe. Buscamos conversar. Tenho uma viagem para o Oriente Médio no segundo semestre, estamos definindo quais países, vários nos interessam”, disse.

Preparando-se para retornar ao Brasil, Bolsonaro afirmou que, entre os projetos futuros com Israel, quer firmar parceria para que universitários israelenses venham para o Brasil e desenvolvam ações em ciência e tecnologia, agricultura e piscicultura.

“Estamos buscando vender uma nova imagem do Brasil diferente da que era vendida antes”, ressaltou. “Pretendemos trazer para cá jovens universitários nas áreas de agricultura, piscicultura, ciência e inovação.”

Agenda

Em Israel, o presidente tomou café hoje (2) com dirigentes de empresas israelenses e dos países. Ele tem encontro com empresários e visita uma exposição de produtos de empresas de inovação. Às 12h30, almoça com empresários.

Bolsonaro visita ainda a exposição “Flashes of Memory – Fotografia durante o Holocausto”, no Yad Vashem, Centro Mundial de Memória do Holocausto.

Edição: Kleber Sampaio

Bolsonaro e Trump se reúnem hoje na Casa Branca

Eles terão encontro privado e, em seguida, conversa ampliada

Publicado em 19/03/2019 – 07:10

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O presidente Jair Bolsonaro vai se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tarde de hoje (19), na Casa Branca. Eles se reúnem sozinhos, inicialmente, no Salão Oval e, em seguida, haverá uma conversa ampliada, incluindo as equipes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos (EUA).

“A expectativa [para o encontro] é ótima. O presidente Trump já demonstrou, por meio da sua fidalguia na recepção ao nosso presidente, nos colocando na Blair House, que esse encontro será histórico para ambos os países”, disse ontem (18) o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros.

Bolsonaro e sua comitiva estão hospedados na Blair House, palácio que faz parte do complexo da Casa Branca. No local já se hospedaram os presidentes Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

Bolsonaro viaja acompanhado por seis ministros: Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Tereza Cristina (Agricultura), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Ricardo Salles (Meio Ambiente).

Parcerias

Ontem (18), na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Bolsonaro e Guedes defenderam maior aproximação comercial com os Estados Unidos (EUA) e convidaram os empresários daquele país a investir no Brasil.

Após a reunião bilateral, o presidente brasileiro seguirá para o Cemitério Nacional de Arlington, onde estão enterrados mais de 400 mil militares que participaram das guerras pelos EUA. No local, o presidente participará de uma cerimônia e depositará flores no túmulo do solado desconhecido.

Agenda

A agenda de Bolsonaro prossegue com um encontro com líderes religiosos, na Blair House. De manhã, haverá encontro com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro.

O presidente terá ainda um jantar de trabalho. Às 21h45 (horário de Washington) ele e a comitiva retornarão ao Brasil. A chegada a Brasília está prevista para amanhã (20) de manhã.

Na quinta-feira (21) Bolsonaro irá para o Chile, onde participa da Cúpula do Prosur, grupo que se destina a implementar medidas de interesse comum dos países da América do Sul.

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Edição: Renata Giraldi e Graça Adjuto

Grupo de Lima defende eleições na Venezuela e rejeita intervenção

Declaração pede que Maduro seja julgado pela Corte Penal Internacional

Publicado em 25/02/2019 – 19:24

Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil  Brasília

Em sua declaração final, o Grupo de Lima reiterou hoje (25) a saída do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a realização de novas eleições no país. Os presidentes, vice-presidentes e chanceleres pretendem pedir à Corte Penal Internacional que julgue Maduro pela “grave situação humanitária” que vive o país vizinho.

Na reunião, realizada em Bogotá, na Colômbia, os líderes das Américas rejeitaram que a solução para a crise passe pelo  uso da força, afastando a possibilidade de uma intervenção internacional na Venezuela.

“[Os países presentes] reiteram sua convicção de que a transição para a democracia deve ser conduzida pelos próprios venezuelanos pacificamente e em respeito à Constituição e ao direito internacional, apoiada pelos meios políticos e diplomáticos, sem o uso da força”, diz o documento, no item 16.

A declaração final é assinada por representantes da Argentina, do Brasil, do Canadá, do Chile, da Colômbia, da Guatemala, de Honduras, do Panamá, do Paraguay, do Peru e da Venezuela – representada pelo presidente interino Juan Guaidó , o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, também participou da reunião na Colômbia.

Eleições

No documento, os líderes dos países destacaram que a “transição democrática” envolve a saída imediata do presidente Nicolás Maduro para a realização de eleições “livres e justas, abertas à participação de todas as forças políticas, com acompanhamento e observação internacional, organizadas por uma autoridade eleitoral neutra e legitimamente constituída”.

De acordo com a declaração, o Grupo de Lima pretende promover “gestões” junto a organismos internacionais para promover a proposta de “transição”. Os governos irão acionar o Secretário-Geral das Nações Unidas para que “impulsione a ativação do Sistema das Nações Unidas com relação ao que está ocorrendo na Venezuela”.

No documento, há a recomendação para que o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas designe um especialista independente ou crie uma comissão para investigar a situação de possíveis violações de direitos humanos no país.

No plano interno, apoiaram que as instituições do país, como as do Poder Judiciário e as Forças Armadas, reconheçam o presidente da Assembleia Nacional Juan Guaidó como dirigente do Executivo Federal.

Uso da força

A declaração rejeita o uso da força no país, afastando a hipótese de intervenção internacional em território venezuelano, e com base em solução diplomática e interna.

“O uso da força a única coisa que produz são mortos e feridos, o que causa um dano enorme à família venezuelana. Estamos seguros que a ação do Grupo de Lima produzirá resultados no curto prazo. Dizemos ao povo venezuelano que estamos ao seu lado”, destacou o vice-ministro das relações exteriores do Peru, Hugo de Zela Martínez.

Ajuda humanitária

Na declaração, o Grupo de Lima condena as ações violentas registradas nas fronteiras do Brasil e da Colômbia com a Venezuela nos últimos dias. No documento, os países ressaltam que o governo Maduro desconsiderou o “sofrimento da população e os insistentes chamados da comunidade internacional” para a entrada de artigos de primeira necessidade.

“[Os países] expressam sua solidariedade com o povo venezuelano e reconhecem sua valentia e coragem em sua luta para recuperar a democracia”, diz o texto.

De acordo com o item 3 do documento, o atual governo da Venezuela submete a população, em particular os mais vulneráveis, a uma “sistemática privação de alimentos e medicamentos e acesso a serviços básicos”.

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Edição: Renata Giraldi e Sabrina Craide

Pence anuncia que Estados Unidos vão impor mais sanções à Venezuela

Publicado em 25/02/2019 – 14:59

Por Agência Brasil  Brasília

Reiterando a legitimidade do presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e com críticas severas ao governo de Nicolás Maduro, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, anunciou hoje (25) novas sanções ao país vizinho. Ele recomendou ainda que 12 dos 14 membros do Grupo de Lima façam o mesmo, uma vez que Canadá e Colômbia impuseram restrições à gestão de Maduro.

O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, participam da reunião do Grupo de Lima, em Bogotá – Luisa Gonzalez/Reuters/Direitos Reservados

“Nos próximos dias, os Estados Unidos anunciarão sanções ainda mais fortes contra as corruptas redes financeiras do regime. Encontraremos cada dólar que eles roubaram e devolveremos esse dinheiro para o povo venezuelano à medida que continuamos a trazer benefícios econômicos e diplomáticos”, afirmou Pence, que participa em Bogotá, Colômbia, da reunião do Grupo de Lima, convocada extraordinariamente para discutir a crise venezuelana.

Formado em 2017 por chanceleres dos países das Américas, o grupo tem por objetivo tratar da situação da Venezuela e buscar formas de o país voltar à normallidade democrática.

Segundo Mike Pence, a pressão será mantida. “[Vamos fazer] pressão sobre o regime de Maduro, esperamos uma transição pacífica para a democracia, mas, como o presidente [Donald] Trump deixou claro, todas as opções estão na mesa.”

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, já havia mencionado a possibilidade de o governo norte-americano aplicar mais sanções à Venezuela.

Militares

Pence se dirigiu também aos militares das Forças Armadas da Venezuela que se mantêm fieis a Maduro. De acordo com o vice-presidente americano, é “chegada a hora”  de compreender a legitimidade de Guaidó como presidente interino e aceitar a oferta de anistia. Do contrário, Pence foi claro: as consequências serão graves, e o isolacionismo é certo.

“Vocês podem escolher aceitar a oferta de Guaidó de anistia, mas se vocês escolherem continuar a apoiar Maduro, vocês serão responsabilizados. Vocês não vão encontrar nenhuma saída fácil, nenhuma escapatória”, ressaltou o norte-americano.

Pence negou que os Estados Unidos ou Guaidó adotem medidas com caráter de vingança. “O presidente Guaidó não busca a vingança, os Estados Unidos, também não. Se vocês [militares venezuelanos] assumirem a bandeira da democracia, o presidente Guaidó e os governo dos Estados Unidos vão acolher e garantir que serão liberados das sanções impostas.”

Dinheiro

O vice-presidente anunciou ainda o repasse de US$ 56 milhões a mais para apoiar os países da região no suporte à Venezuela. Pence destacou o papel da poppulação venezuelana, que saiu às ruas pedindo democracia e liberdade. “O povo que ama a liberdade da Venezuela, saiba que vocês não estão sozinhos.”

Ele afirmou ainda que o esforço internacional é para assegurar uma transição pacífica na Venezuela. “Chegou a hora”, repetiu o vice-presidente, mais de uma vez. “O dia está chegando”, afirmou. “O povo verá o renascimento da liberdade. O bom povo da Venezuela.”

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Edição: Nádia Franco

400 milionários pedem que Trump não reduza seus impostos

400 milionários pedem que Trump não reduza seus impostos

Em carta ao Congresso, os mais ricos alertam que a redução dos impostos só favorecerá a desigualdade e aumentará a dívida

O dinheiro nem sempre é tudo. O grande projeto tributário do presidente Donald Trump encontrou um adversário inesperado: 400 milionários e bilionários assinaram uma carta pedindo ao Congresso para não reduzir seus impostos. A missiva, firmada por nomes como George Soros e Steven Rockefeller, considera que a redução de impostos só favorecerá a desigualdade e aumentará a dívida. “Acreditamos firmemente que a forma de criar mais empregos de qualidade e fortalecer a economia não é reduzindo os impostos de quem tem mais, mas investindo no povo norte-americano”, diz o texto.

“Esse corte é absurdo. Segundo os republicanos, não podemos nos permitir gastar mais dinheiro público, mas podemos reduzir os impostos dos mais ricos. Isso não faz sentido”, afirmou Bob Crandall, ex-presidente da American Airlines e um dos signatários da carta. Promovida pela Responsible Wealth (Riqueza Responsável), organização próxima aos democratas e à qual também pertencem os fundadores da marca de sorvetes Ben & Jerry’s, a designer Eileen Fischer e outros milionários, a carta está em sintonia com a grande tradição da filantropia norte-americana. “Somos ricos profundamente preocupados com nossa nação e nossa gente, e escrevemos com um único pedido: não reduzam nossos impostos”, começa o texto.Já com outros presidentes, potentados como Bill Gates e Warren Buffet, considerados os dois homens mais ricos do planeta, declararam-se a favor de pagar mais. “Enquanto as classes médias e baixas combatem por nós no Afeganistão, enquanto os norte-americanos lutam para ganhar vida, nós os megarricos, continuamos tendo isenções fiscais extraordinárias”, escreveu Buffet a Barack Obama em 2011. Naquele momento, o principal acionista da Berkshire Hathaway recolhia 17%, quando seus funcionários pagavam acima de 33%.Agora a batalha se repete, mas com um golpe adicional à credibilidade de Trump. Diferentemente de outras épocas, a Casa Branca declarou que seu projeto mantém intacta a pressão tributária sobre os mais ricos. Mas uma leitura atenta dos documentos enviados ao Senado e à Câmara dos Representantes mostra que os cortes são múltiplos. A iniciativa enviada à Câmara Baixa não só reduz de 39,6% para 38,5% o teto tributário dos casais que ganham mais de um milhão de dólares (3,3 milhões de reais) por ano como também elimina o imposto sobre as sucessões, pago por 5.000 famílias todo ano e que se circunscreve a heranças acima dos 5,49 milhões de dólares.“Cortar esse imposto acarretaria perdas de 269 bilhões de dólares em uma década, mais do que se gasta em conjunto na Agência do Medicamento, no Centro de Controle de Doenças e na Agência de Proteção Ambiental”, indica a carta. “Não é justo nem inteligente proporcionar uma redução tributária aos ricos à custa das famílias trabalhadoras, especialmente se se financia desmantelando programas que permitem cobrir necessidades fundamentais como a saúde e a alimentação”, acrescenta.A Casa Branca ainda não respondeu. Mas ninguém ignora que o assunto é altamente inflamável. A redução de impostos é um dos grandes trunfos eleitorais de Trump. Um presidente multimilionário que fez de sua pretensa habilidade de administrar a economia uma marca de identidade. Ele mesmo apresentou sua proposta como “a maior redução tributária da história dos Estados Unidos”. Mas, por trás das grandes palavras, as fissuras são evidentes.Os cálculos mais conservadores estabelecem que a redução tributária aumentará a dívida pública em 1,5 trilhão de dólares em 10 anos. Uma alta difícil de assimilar para cofres que já devem 20 trilhões e que no próximo decênio aumentarão a carga em outros 10 trilhões.A resposta oficial a esse desequilíbrio é o otimismo reaganiano. Os republicanos, com Trump à frente, sustentam que a redução desencadeará uma onda de investimentos de tal magnitude que destravará o crescimento e permitirá rapidamente compensar a perda tributária. “Nosso plano foi pensado para favorecer o investimento”, resumiu o conselheiro econômico da Casa Branca, Gary Cohn.Os democratas desconfiam dessa previsão. E os milionários que assinam a carta também. Para eles, as empresas já alcançaram benefícios recordes e vivem dias de enorme bonança. Consideram mais importante direcionar os recursos públicos para a educação, a saúde e a pesquisa. Áreas em que Trump acionou a guilhotina. “Eu ganho muito dinheiro. Se minha renda cresce, não penso investir mais, simplesmente pouparei mais”, sentenciou Crandall. E não é o único.

 

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A estratégia da hipocrisia

Quatro socialistas nos funerais do socialismo

Derrubamento de estátuas de Lenine em vários países, símbolo do naufrágio das esquerdas

  Nelson Ribeiro Fragelli

    No artigo A mudança que desorientou a esquerda, publicado no “Corriere della Sera” (9-12-14), Paolo Franchi resume o livroRetomemos vida, de Alfredo Reichlin, lançado naquele momento. Este título bem mostra que Reichlin, ex-dirigente do Partido Comunista Italiano, julgava seus ideais sem vida, se não extintos por perempção.

Nos anos do pós-guerra, os comunistas continuavam a tocar seu realejo: combate ao capital e às desigualdades, à pobreza e às injustiças sociais. Hipocrisia, pois naquele momento a URSS (União das Repúblicas Socialista Soviéticas) constituía o modelo de sociedade socialista. E nela o nivelamento era obtido pela miséria, dando os Gulags testemunho de perversas injustiças.

Os países não-comunistas notavam essa hipocrisia e recusavam o comunismo. A palavra “esquerda” já nos anos 70 tinha perdido seu sentido. Ninguém deseja a pobreza. O socialismo já não inovava nem tinha proposições atraentes. Os partidos socialistas procuravam sobretudo um meio termo enganoso entre o comunismo totalitário e a economia de livre mercado. O socialismo não foi capaz de apresentar uma “ideia de sociedade”. Em outras palavras, além do velho coletivismo alienante, nenhum outro conceito lhe ocorria.

         Extinto o socialismo? O semanário francês “Valeurs Actuelles” (4-5-17) cita Manuel Vals, primeiro-ministro do governo socialista de François Hollande: “A esquerda militante que conhecemos não existe mais. É o fim de um ciclo, é o fim de uma história. Vira-se uma página, será necessário escrever outra”. Vals é insuspeito para afirmar esta verdade, há décadas escondida.

         Entrevistado por “Le Monde” (20-5-17), o historiador Marc Lazar, especialista das esquerdas, estende o pensamento de Manuel Vals. Segundo ele, a crise é perigosa, pois o Partido Socialista é incapaz de governar sem se dividir. Por que o PS se divide, apesar de ter conquistado o poder? Porque todo governante deve saber promover a produção e o bem-estar. Ora, o PS sabe que suas doutrinas levam invariavelmente à pobreza. Mas seus militantes querem aplicá-las, desejam maior intervenção estatal e a progressiva extinção da propriedade privada. Donde a cisão interna.

O governo socialista se põe assim a caminhar por vereda indecorosa, serpenteando entre o crescente controle estatal e a livre iniciativa. Assim, em 1946, ele renunciou à revolução marxista e lançou o falacioso slogan “socialismo humanista”, tentado lavar a face diante da inumana ditadura do proletariado. Mais tarde, livrando sua canoa furada do peso marxista, seus “teóricos” decidem se reconciliar com certa forma de liberalismo econômico e lançam outro slogan: a “terceira força”. O papel do Estado seria suavizado e se atribuiria maior responsabilidade ao indivíduo. Era uma linguagem de um embaraço pudico a fim de não escandalizar os radicais do Partido. Comovente hipocrisia. Mas não convenceu. Pois o PS e toda a esquerda europeia se encontram em situação gravíssima — conclui o Prof. Lazar. O pensamento do PS é fraco, e sua elaboração intelectual nula. Seus “teóricos” não se animam a teorizar. Com suas anteriores teorias gradativamente rejeitadas, hoje eles agonizam.

         “A lucidez de um vencido” é outro artigo de “Le Monde” (23-12-16). Versa sobre o historiador Enzo Traverso, nascido numa família italiana “católico-comunista” em 1957 e hoje professor nos Estados Unidos. Em seu livro Melancolia da esquerda, Enzo analisa o fracasso das passadas proposições da esquerda e sua falta de pensamento. Foi com a queda do Muro de Berlim que ele se convenceu da enorme derrota do socialismo. O PCI (Partido Comunista Italiano) desapareceu de uma hora para outra e sua cultura foi evacuada sem nenhum balanço crítico. Desde então existe na Itália, como em toda parte, uma paralisia. E se vemos tentativas de retomar certas ações, tudo se passa num contexto de eclipse das utopias. Segundo Traverso, resta aos socialistas “tirar novas forças e nova lucidez de cada derrota”. Mais fácil seria procurar icebergs no Saara.     

          ( * ) Nelson Ribeiro Fragelli é jornalista e colaborador da ABIM

O brilho de Israel

 “Um abismo separa a qualidade de vida e a contribuição para o bem da Humanidade, produzidas pelos israelenses, quando comparadas com todos os países limítrofes”

POR OSIAS WURMAN

Tel Aviv

Este mês comemoramos a Independência do Estado de Israel. Passaram-se 69 anos, desde a concretização de um sonho milenar judaico, da criação do moderno Estado judeu.

O pai do sionismo político, Theodor Herzl, jornalista austríaco que, em 1897, presidiu o primeiro Congresso Sionista Mundial, em Basileia, Suíça, fez uma declaração aos participantes que ficou, até hoje, como uma mensagem de fé sobre a volta dos judeus a Sion: “Se quiserem, não será uma lenda”.

Jamais poderemos esquecer o papel fundamental do Brasil na Assembleia Geral da ONU, presidida pelo embaixador Oswaldo Aranha, quando foi aprovada a “Partilha da Palestina”.

A criação de Israel chegou atrasada pelo menos uma década. Tivesse existido um Estado judeu nos anos 30, e o Holocausto não teria acontecido. Dois terços dos judeus europeus não teriam sido assassinados, num total de seis milhões de pessoas inocentes, sendo 1,5 milhão de crianças.

Mas teriam sido os palestinos, que habitavam muitas das terras destinadas pela ONU ao Estado judeu, obrigados a sair de suas propriedades para dar lugar aos que chegavam? Certamente que não, e foram cerca de 650 mil os que se retiraram, atendendo ao chamamento dos governantes árabes para que viessem engrossar as forças que iriam invadir o novo Estado e “afogar os judeus no Mediterrâneo”.

Também não foram responsáveis pelos acontecimentos os 850 mil judeus que viviam, há séculos, nos países árabes da região, e que foram expulsos com apenas a roupa do corpo (violência promovida como retaliação após a criação do Estado de Israel).

Passadas quase sete décadas de existência, e o povo de Israel ainda não alcançou o seu mais desejado triunfo: viver em paz com seus primos e vizinhos.

O Estado judeu é hoje um país moderno, democrático e inovador. Um verdadeiro abismo separa a qualidade de vida e a contribuição para o bem da Humanidade, produzidas pelos israelenses, quando comparadas com todos os países limítrofes.

Das inovações tecnológicas às conquistas científicas, que vão desde o invento do pendrive até a dessalinização da água do mar para consumo doméstico, Israel tem se firmado como potencial produtor de qualidade de vida e avanços científicos em termos internacionais.

Nos últimos nove anos, fato que a mídia não divulgou, a ONG israelense Innovation Africa (www.innoafrica.org) transferiu tecnologia para uso da energia solar, construção de escolas e centros médicos, além de instalar equipamento para o bombeamento de água. Cem cidades, em sete países africanos, têm instalada a energia solar israelense e um milhão de pessoas têm acesso à água potável, graças aos técnicos de Israel.

Vale lembrar que 12 israelenses receberam o Prêmio Nobel nos mais diversos campos da ciência e cultura.

Mas Israel pagou um alto preço em vidas humanas, nestes 69 anos, na defesa de sua existência. Foram cerca de 23.500 mortos em guerras ou atentados terroristas.

Hoje, a resposta às Cruzadas, à Inquisição, aos pogroms, ao Holocausto e a tantos massacres a que o povo judeu resistiu, em mais de 3.800 anos de existência, é o brilho de um Estado judeu, que tem 20% de sua população constituídos de cidadãos árabes-israelenses que estudam em universidades públicas, têm direito ao voto, trabalham em hospitais públicos, têm 13 deputados árabes no Parlamento (Knesset), e é um farol de democracia no Oriente Médio, rotulando-se como a “nação da inovação”.

Osias Wurman é cônsul honorário de Israel no Rio

Acesse Notícias da Rua Judaica, de Osias Wurman, e conheça as principais notícias sobre Israel:

www.ruajudaica.com/ 

Papa Francisco: muro cubano, pontes e desmoronamentos

 

Armando F. Valladares (*)

 

É sintomática a recente atitude do regime cubano de proibir a entrada em Cuba do secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, do ex-presidente do México, Felipe Calderón, e da ex-ministra chilena Mariana Aylwin. Eles participariam de uma homenagem ao dissidente cubano Oswaldo Payá, morto em 2012 em um suspeito acidente de trânsito, cujas características levaram sua família e observadores internacionais a qualificar o “acidente” como um assassinato.

Oswaldo Payá

 

O ex-presidente Calderón, depois de qualificar de “despótica” e “indignante” a proibição castrista, afirmou que, em sua opinião, essa medida transforma em pedaços a sua expectativa e a de outras personalidades internacionais de que “as coisas mudariam” na Cuba comunista, caso se contemporizasse com o seu regime.

Vinte ex-presidentes ibero-americanos, a chancelaria chilena e várias personalidades condenaram a proibição da entrada de Almagro, Calderón e Aylwin em Cuba. Em sentido contrário, a diplomacia vaticana manteve, segundo consta, um hermético e sintomático silêncio.

Por ocasião de sua viagem a Cuba, em setembro de 2015, o Papa Francisco disse que os “muros” deviam ser derrubados para darem lugar a “pontes”. Tal como se divulgou, foi ele próprio quem se encarregou de orientar a diplomacia do Vaticano para construir uma “ponte” entre o regime cubano e o governo Obama, levando o então presidente americano viajar a Cuba em março de 2016, poucos meses após a visita papal.

 

No seu conjunto, tanto a viagem papal quanto a de Obama, interpretadas por muitos como uma ajuda para alcançar a liberdade do povo cubano, constituíram pelo contrário, objetiva e independentemente das intenções daqueles altos protagonistas, um gigantesco respaldo publicitário ao regime da Ilha-prisão.

Imitando Francisco ou Obama, outras chancelarias e organismos internacionais estenderam pontes para Cuba. Dois anos depois, a repressão do regime comunista não fez senão aumentar. Os resultados estão à vista. São as “pontes” e não os “muros” castristas que estão se desmoronando.

Em 3 de outubro de 2015, poucos dias após a viagem papal a Cuba, no artigo intitulado “Francisco abraça os lobos e sustenta o muro comunista”, tive ocasião de alertar com profunda dor, enquanto católico, cubano e ex-prisioneiro político durante décadas, que na realidade as “pontes” em construção sob o auspício de Francisco estavam servindo não para a libertação do povo cubano, mas para ajudar política, financeira e diplomaticamente o regime comunista de Havana.

E vi-me obrigado a constatar que, lamentavelmente, Francisco está sendo o principal arquiteto da construção da nefasta “ponte” obamista e do reforço do “muro” da vergonha que continua oprimindo os habitantes da Ilha-prisão.

__________

Armando Valladares, escritor, pintor e poeta, passou 22 anos nas prisões políticas de Cuba. É autor do best-seller“Contra toda a esperança”, no qual narra o horror das prisões castristas. Foi embaixador dos Estados Unidos perante a Comissão de Direitos Humanos da ONU durante as administrações Reagan e Bush. Recebeu a Medalha Presidencial Cidadão e Superior Award do Departamento de Estado. Em 2016 foi condecorado com a Medalha de Canterbury, prêmio devido à sua luta pela liberdade religiosa no mundo inteiro, patrocinado pelo Fundo Becket pela Liberdade Religiosa. Escreveu numerosos artigos sobre a colaboração eclesiástica com o comunismo cubano e sobre a “Ostpolitik” do Vaticano em relação a Cuba, vários dos quais podem ser lidos no site http://www.cubdest.org.

Nota: Este artigo publicado em “Destaque Internacional” (27-2-17), traduzido do original espanhol por Paulo Roberto Campos, pode ser reproduzido livremente em qualquer mídia impressa ou eletrônica.

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