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:: ‘Internacional’

Nos EUA, chanceler brasileiro reforça soberania da Amazônia

Publicado em 13/09/2019 – 21:58

Por Agência Brasil  Brasília

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, se reuniu nesta sexta-feira (13) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, em Washington, onde ambos reforçaram o fortalecimento das relações diplomáticas e econômicas entre os dois países.

Em declaração à imprensa, o chanceler brasileiro reforçou a soberania da Amazônia e a importância do desenvolvimento da região. Já Mike Pompeo, destacou que sob a liderança do presidente Jair Bolsonaro, o país entra em uma nova era de prosperidade e crescimento econômico.

“Nós queremos, juntos, criar mecanismos para desenvolver a região amazônica, pois estamos convencidos que essa é a única forma de realmente proteger a floresta”, disse Araújo ao citar a criação de empregos e desenvolvimento econômico para a região.

Pompeo, por sua vez, citou as tratativas em curso para a criação de um fundo de US$ 100 milhões para a conservação da biodiversidade da Amazônia: “Neste mês, membros do governo brasileiro e norte-americano vão dar continuidade às negociações que nossos presidentes iniciaram em março, para lançar um fundo de investimentos no valor de US$ 100 milhões para a conservação da biodiversidade da Amazônia.

Venezuela

Mike Pompeu também comentou a crise política e econômica na Venezuela. Ele elogiou o apoio do Brasil ao governo do presidente autoproclamado da Venezuela Juan Guaidó e citou o acolhimento de mais de 180 mil venezuelanos que deixaram seu país. Para o secretário norte-americano, esse acolhimento demonstra o compromisso do governo brasileiro: “Essa generosidade é um testemunho do compromisso do governo brasileiro em manter a segurança e proteger os direitos humanos na região”.

O chanceler brasileiro viajou na terça-feira (10) para os Estados Unidos e volta neste final de semana ao Brasil. 

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Edição: Denise Griesinger

“Bolsonaro abandona postura de aversão à China e estreita relações com Pequim

Leonardo Desideri, especial para a Gazeta do Povo Brasília[26/08/2019] [16:08]

(Osaka – Japão, 28/06/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante recepção ao Presidente da República Popular da China, senhor Xi Jinping.rFoto: Alan Santos / PR

Bolsonaro encontra presidente chinês Xi Jinping durante o encontro do G-20, em junho, no Japão: presidente brasileiro irá para a China em breve.| Foto: Alan Santos/PR
Os governos de Brasil e China celebraram em 15 de agosto os 45 anos do reatamento das relações diplomáticas entre os dois países, promovido pelo presidente Ernesto Geisel em 1974. Desde 2009, os chineses são os maiores importadores de produtos brasileiros no mundo, e as relações comerciais entre os dois só cresceram desde então.

Declarações do presidente Jair Bolsonaro em 2018 e sua afinidade com o presidente norte-americano Donald Trump sinalizavam que essa tendência poderia mudar. “A China não está comprando no Brasil, está comprando o Brasil”, disse Bolsonaro em diversas entrevistas, causando temor sobre o possível impacto de sua política externa no comércio Brasil-China.

Os primeiros oito meses de seu governo têm mostrado uma realidade completamente oposta à que se temia: Brasil e China estão estreitando relações diplomáticas e econômicas, num movimento que mostra como a interdependência comercial dos dois países põe qualquer rivalidade ideológica em segundo plano.

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“O fato de Bolsonaro ter adotado uma postura tão ‘antichina’ durante a campanha e não ter feito nada como presidente para se afastar dos chineses mostra a influência da China no Brasil. Elege-se um presidente que quer se afastar, mas os interesses econômicos são tão poderosos que nem assim há mudança”, afirma Oliver Stuenkel, professor de Relação Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Itamaraty diz que as relações sino-brasileiras hoje são caracterizadas por “interesse recíproco no aprofundamento do diálogo”. Como exemplo desse interesse, o órgão cita “o intenso calendário de troca de visitas de alto nível”, destacando a ida do presidente Jair Bolsonaro à China prevista para este ano e a vinda do líder chinês Xi Jinping ao Brasil, programada para novembro, por ocasião da 11ª Cúpula do Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Em relação à parceria comercial, uma das evidências de que o Brasil tem estreitado seu vínculo com os chineses é o provável aumento na quantidade de frigoríficos que terão certificação para exportar para a China. “Isso é uma maneira de medir a relevância brasileira na China”, diz Stuenkel. Segundo a agência Reuters, a China estuda liberar a importação de carnes de 30 frigoríficos brasileiros, o que significaria um crescimento considerável na quantidade de carnes exportadas pelo Brasil aos chineses.

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De acordo com o Ministério da Economia, a carne é o quinto produto mais exportado para a China pelo Brasil, atrás apenas da soja, dos óleos brutos de petróleo, do minério de ferro e da celulose. Além de fortes parceiros comerciais, Brasil e China colaboram em projetos bilaterais em áreas como espaço, nanotecnologia e energias renováveis.

Para Stuenkel, a dependência do Brasil em relação à China é uma realidade consumada e que cresce a cada ano. “A questão com a China não é se o Brasil vai ou não ser dependente dela, mas como vai gerenciar essa dependência”, afirma. “Qualquer presidente que entra vivencia, independente do que quiser fazer, uma intensificação dessa relação.”

Dentro de alguns meses, um novo elemento poderá tornar o vínculo entre os dois países ainda mais forte: a tecnologia de redes 5G. É bastante provável que o Brasil adote o 5G desenvolvido pela empresa chinesa Huawei, o que, aliás, deverá contrariar os norte-americanos, que têm feito campanha contra a adoção da tecnologia da China pelos outros países.

Em visita ao Brasil, segundo o Valor Econômico, Wilbur Ross, secretário de comércio dos Estados Unidos, alertou autoridades do Brasil sobre os riscos do 5G chinês para a privacidade e a segurança nacional. Recentemente, Donald Trump proibiu empresas americanas de negociar com a Huawei, sob a alegação de que os chineses praticam espionagem.

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Stuenkel aposta que, em breve, o Brasil começará a fazer parte do “Belt and Road Initiative” ou “Um Cinturão, Uma Rota”, uma espécie de Plano Marshall global que o governo chinês está preparando para desenvolver economicamente diversos países. A iniciativa, segundo ele, deverá atingir toda a América Latina e promover uma transformação econômica da região, mas, em contrapartida, aumentar nossa dependência dos chineses. “É muito provável que o Brasil, contrariando os alertas dos Estados Unidos, acabe aceitando fazer parte disso”, afirma.

Nos próximos anos, segundo Stuenkel, o Brasil enfrentará impasses na política externa por conta do alinhamento ideológico com os norte-americanos e a parceria comercial com os chineses. “A tendência é a relação [com os EUA] se dificultar. Os Estados Unidos deverão pressionar o Brasil a tomar decisões, o que será muito custoso. Certamente, o desejo do presidente é se alinhar mais aos Estados Unidos, mas o Brasil é muito dependente da China. Isso não ocorre só no Brasil. Estamos entrando numa espécie de nova Guerra Fria, e o processo de navegar essa realidade vai ser muito complexo.””
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/bolsonaro-estreita-relacoes-com-china-pequim/
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Novo protocolo busca facilitar investimentos intra-Mercosul

Brasil e Uruguai já ratificaram documento

Publicado em 03/08/2019 – 19:03

Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Entrou em vigor esta semana o Protocolo de Cooperação e Facilitação de Investimentos Intra-Mercosul para Brasil e Uruguai, que já ratificaram o documento. Argentina e Paraguai ainda precisam incorporar o instrumento aos respectivos ordenamentos jurídicos para que o acordo passe a valer também para os dois sócios do bloco sul-americano.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o protocolo cria mecanismos para ajudar o investidor na resolução de dificuldades práticas, bem como no acesso a informações e a procedimentos necessários à concretização de seus investimentos.

Ainda segundo o Itamaraty, o documento contribui para expandir a rede de acordos de cooperação em investimentos já firmados pelo Brasil com outros países. O objetivo é estimular a atração de investimentos estrangeiros e a internacionalização das empresas brasileiras.

O diretor do Departamento de Promoção de Serviços e de Indústria do Ministério das Relações Exteriores, ministro Luiz Cesar Gasser, explica que, quando um investidor estrangeiro tiver dúvida sobre legislação ou procedimentos administrativos ou uma queixa sobre problemas concretos, ele vai acionar um órgão do governo previamente designado para atender a essas demandas.

No Brasil, cabe à Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, receber as consultas ou queixas dos investidores

“Funciona como uma instância que vai dar respostas rápidas ao investidor. É um mecanismo de facilitação de investimentos e de prevenção de controvérsias”, disse Gasser.

Segundo o diplomata, a ideia é evitar ao máximo que um problema tenha que ser solucionado por meio da arbitragem. Gasser explica que, tradicionalmente, os acordos de investimentos previam uma cláusula de arbitragem cujos custos são muito elevados. “Esse é o padrão histórico: quando uma empresa se sente lesada nos seus interesses e nos seus investimentos, ela pode iniciar uma arbitragem contra um país. Isso gera despesa muito alta com contratação de escritório de advocacia. Cada uma das partes escolhe um árbitro e os dois árbitros escolhidos designam um terceiro”.

Com o protocolo intra-Mercosul, um comitê conjunto será criado no âmbito desse acordo para resolver uma queixa. “Busca-se uma solução entre os governos sempre no sentido de conciliar. Se não houver essa solução consensual, como última instância, pode-se solicitar uma arbitragem. Nesse caso, a arbitragem acontece entre Estados”, afirmou o ministro.

Gasser destaca que a atração de investimentos é um assunto que interessa muito ao Brasil neste momento e que o governo está procurando estabelecer mecanismos para facilitar a vinda do investidor estrangeiro. “Estamos engajados em atrair investimentos em infraestrutura, por exemplo”.

Edição: Paula Laboissière

Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre comércio

Internacional

Publicado em 28/06/2019 – 15:07 e atualizado em 28/06/2019 – 15:23

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE) concluíram a negociação e fecharam nesta sexta-feira(28) o acordo de livre comércio entre os dois blocos. Segundo estimativas do Ministério da Economia, o acordo representará um incremento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos.

De acordo com o ministério, esse valor pode chegar a US$ 125 bilhões se se considerarem a redução das barreiras não tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos fatores de produção. O aumento de investimentos no Brasil, no mesmo período, será da ordem de US$ 113 bilhões. Com relação ao comércio bilateral, as exportações brasileiras para a UE apresentarão quase US$ 100 bilhões de ganhos até 2035.

Delegação brasileira em Bruxelas para o fechamento do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia – Ministério das Relações Exteriores

Delegação brasileira em Bruxelas para o fechamento do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia – Ministério das Relações Exteriores

Em nota conjunta dos ministérios da Economia e das Relações Exteriores, o governo brasileiro destaca que o acordo é um marco histórico no relacionamento entre o Mercosul e a União Europeia, que representam, juntos, cerca de 25% do PIB mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas. “Em momento de tensões e incertezas no comércio internacional, a conclusão do acordo ressalta o compromisso dos dois blocos com a abertura econômica e o fortalecimento das condições de competitividade”, diz a nota.

O acordo entre os dois blocos foi fechado após dois dias de reuniões ministeriais em Bruxelas, ontem (27) e hoje. Representaram o Brasil os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo.

“O acordo comercial com a UE constituirá uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Pela sua importância econômica e a abrangência de suas disciplinas, é o acordo mais amplo e de maior complexidade já negociado pelo Mercosul”, ressalta o governo brasileiro.

Em publicação no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro, destacou a liderança do embaixador Ernesto Araújo e parabenizou também as equipes da ministra Tereza Cristina e do ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo empenho no fechamento do acordo. “Histórico!”, escreveu Bolsonaro na rede social. “Esse será um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos e trará benefícios enormes para nossa economia.”

Jair M. Bolsonaro

?@jairbolsonaro

Histórico! Nossa equipe, liderada pelo Embaixador Ernesto Araújo, acaba de fechar o Acordo Mercosul-UE, que vinha sendo negociado sem sucesso desde 1999. Esse será um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos e trará benefícios enormes para nossa economia.

Jair M. Bolsonaro

?@jairbolsonaro

Juntos, Mercosul e UE representam 1/4 da economia mundial e agora os produtores brasileiros terão acesso a esse enorme mercado. Parabenizo também os Ministros Paulo Guedes e Tereza Cristina, bem como as equipes de seus ministérios, pelo empenho neste objetivo. GRANDE DIA! ????

10,2 mil pessoas estão falando sobre isso

Acordo

O acordo cobre temas tanto tarifários quanto de natureza regulatória, como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual. Conforme nota do governo federal, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel. Os exportadores brasileiros obterão ampliação do acesso, por meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros produtos. O acordo também reconhecerá como distintivos do Brasil vários produtos, como cachaças, queijos, vinhos e cafés.

As empresas do país serão beneficiadas com a eliminação de tarifas na exportação de 100% dos produtos industriais. Segundo o governo brasileiro, serão, desta forma, equalizadas as condições de concorrência com outros parceiros que já têm acordos de livre comércio com a União Europeia.

O acordo garantirá ainda acesso efetivo em diversos segmentos de serviços, como comunicação, construção, distribuição, turismo, transportes e serviços profissionais e financeiros. Em compras públicas, empresas brasileiras obterão acesso ao mercado de licitações da União Europeia, estimado em US$ 1,6 trilhão. Os compromissos assumidos também vão agilizar e reduzir os custos dos trâmites de importação, exportação e trânsito de bens.

O governo brasileiro destaca ainda que o acordo propiciará um incremento de competitividade da economia brasileira ao garantir, para os produtores nacionais, acesso a insumos de elevado teor tecnológico e com preços mais baixos. “A redução de barreiras e a maior segurança jurídica e transparência de regras irão facilitar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, com geração de mais investimentos, emprego e renda. Os consumidores também serão beneficiados pelo acordo, com acesso a maior variedade de produtos a preços competitivos”, diz a nota.

Balança comercial Desde 1999, os integrantes do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e os 28 países da União Europeia iniciaram negociações para um acordo de livre comércio. As conversas foram interrompidas em 2004 e retomadas em 2010.A União Europeia é o segundo parceiro comercial do Mercosul, atrás da China, e o primeiro em matéria de investimentos. Já o Mercosul é o oitavo principal parceiro comercial extrarregional da União Europeia.

A corrente de comércio birregional foi de mais de US$ 90 bilhões em 2018. Em 2017, o estoque de investimentos do bloco europeu no bloco sul-americano somava cerca de US$ 433 bilhões.

Os sul-americanos vendem, principalmente, produtos agropecuários. Já os europeus exportam produtos industriais, como autopeças, veículos e farmacêuticos.No ano passado, o Brasil registrou comércio de US$ 76 bilhões com a União Europeia e superávit de US$ 7 bilhões. As vendas para esse bloco totalizaram mais de US$ 42 bilhões, aproximadamente 18% do volume exportado pelo país.

O Brasil destaca-se como o maior destino do investimento externo direto (IED) dos países da União Europeia na América Latina, com quase metade do estoque de investimentos na região. O Brasil é o quarto maior destino de IED do bloco europeu, que se distribui em setores de alto valor estratégico.

Texto ampliado às 15h23

Edição: Nádia Franco

Cazaquistão quer intensificar relações com o Brasil, diz embaixador

Os dois países recriaram um grupo parlamentar

Publicado em 11/05/2019 – 19:46

Por José Romildo – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O Cazaquistão tem interesse em buscar um intercâmbio com os setores da indústria e do agronegócio brasileiros e desenvolver projetos na área de alta tecnologia, agricultura, fontes renováveis de energia, maquinaria, uso pacífico da energia nuclear e mineração. A informação é do embaixador daquele país no Brasil, Kairat Sarzhanov.

Ele participou na última quinta-feira (9), no Senado Federal, da reinstalação do grupo parlamentar Brasil-Cazaquistão, com o objetivo de atrair investimentos e elevar os valores do comércio bilateral, hoje em patamares modestos se comparados ao potencial econômico das duas nações. “Nosso comércio bilateral está crescendo muito rapidamente”, ressaltou Sarzhanov.

Em 2018, o Brasil exportou US$ 80,3 milhões para o Cazaquistão, e importou US$ 35,7 milhões, o que resultou em superávit superior a US$ 44,5 milhões. Nos quatro primeiros meses de 2019, as exportações brasileiras somam US$ 28,4 milhões e as importações US$ 11,6 milhões, com superávit de US$ 16,6 milhões.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), um dos integrantes do grupo parlamentar Brasil-Cazaquistão, disse que, durante sua gestão como governador da Bahia, de 2011 a 2014, buscou atrair investimentos da empresa cazaque Eurasian Mining Group para o setor de mineração do estado. A empresa decidiu se estabelecer na região e os investimentos já alcançam cerca de U$ 1 bilhão. Recentemente a Eurasian aliou-se a duas empresas estatais chinesas com o objetivo de incrementar os investimentos em Caetité, no interior da Bahia, em mais U$ 1,4 bilhão.

No entanto, o projeto só atingirá sua maturidade depois que os governos estadual e federal chegarem a um acerto sobre a concessão da ferrovia Leste-Oeste, projeto que viabilizará o transporte do minério. Há estudos também sobre a construção de um porto para a exportação do produto.

Sarzhanov disse também que gostaria que a Embraer instalasse um centro de serviços em Nur Sultan, a capital do Cazaquistão. Segundo ele, o desejo do Cazaquistão é de que esse centro de serviços esteja funcionando em curto prazo, incrementando a atuação da empresa no país, que já adquiriu vários aviões da Embraer nos últimos anos. Ele observou, no entanto, que a decisão sobre a instalação do centro de serviço é da Embraer, que está estudando o assunto.

O embaixador também falou sobre a cooperação de empresas dos dois países na área espacial e a recente parceria com a Embrapa, que terá como uma das consequências, maior venda de bovinos vivos ao Cazaquistão.

Investimentos

Sarzhanov afirmou que o Cazaquistão é um país que atrai 80% dos investimentos estrangeiros dirigidos à Ásia Central. Desde a sua independência, em 1991, o país atraiu mais de US$ 300 bilhões em investimentos diretos. Uma das razões que favorecem os investimentos estrangeiros é legislação, que estabelece taxas reduzidas para os investidores de outros países.

Outro ponto favorável é o sistema de transporte do Cazaquistão, que permite o rápido trânsito de mercadorias pelo país graças a uma rede de ferrovias e rodovias entre o território cazaque e a China, Rússia e vários países da Europa.

Participaram da cerimônia de reinstalação do grupo parlamentar Brasil-Cazaquistão os senadores Chico Rodrigues (DEM-RR), Angelo Coronel (PSD-BA), Jaques Wagner (PT-BA) e os chefes do Departamento de Rússia e Ásia Central do Itamaraty, embaixador Ary Norton Quintella e da Assessoria Internacional da Presidência do Senado, embaixador Marco Farani.

Edição: Denise Griesinger

Araújo diz que parceria com a Alemanha é fundamental

Colaboração facilita abertura econômica e competitividade

Publicado em 30/04/2019 – 13:32

Por José Romildo – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Após reunir-se com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Mass, em solenidade na manhã desta terça-feira (30), no Palácio do Itamaraty, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo disse que a implementação de uma parceria entre os dois países “é mais fundamental do que nunca”, uma vez que o Brasil passa por um momento favorável à abertura econômica e à competitividade de mercado.

“Temos grande prioridade em reconectar o Brasil com centros tecnológicos de todo o mundo”, ressaltou Ernesto Araújo.

O ministro disse que, na dimensão comercial, a conversa com Mass foi centralizada no apoio da Alemanha para concretização do Acordo União Europeia-Mercosul. “Temos um grande interesse em concluir as negociações. Na reta final, se tudo der certo, esse acordo nos trará grande benefício”, afirmou.

Araújo acrescentou que também foram discutidas no encontro as ações que os dois países podem realizar em favor do sistema multilateral. Essas ações, segundo Araújo, ocorrem em várias áreas. No que se refere à Organização Mundial do Comércio (OMC), ele disse que o Brasil é favorável à reforma desta instituição, incorporando mecanismos multilaterais e os valores da democracia e da liberdade.  

“Esta é uma área chave para o Brasil e para a Alemanha. Queremos promover esses grandes valores em foros multilaterais”, ressaltou Araújo, destacando que o Brasil dá grande prioridade ao diálogo com a Alemanha. “Vamos colocar em prática essa parceria estratégica.”

Heiko Mass iniciou ontem (29) pelo Brasil uma viagem pela América Latina. Nesta segunda-feira o ministro alemão esteve em Salvador. Hoje ele viaja para a Colômbia, onde discutirá com as autoridades daquele país a situação na Venezuela, país que enfrenta prolonngada crise. Em seguida, viajará para o México.

América Latina

A viagem do ministro Heiko Mass marca o início da nova Iniciativa América Latina e Caribe da República Federal da Alemanha. O ponto de partida para essa inciativa será uma conferência no dia 28 de maio em Berlim, que deverá contar com a participação de representantes latino-americanos e caribenhos, além de especialistas em política externa e de segurança, estado de direito, questões climáticas e cooperação científica.

Edição: Nádia Franco

Bolsonaro vai reservar agenda para conversar com parlamentares

Presidente diz que irá ao Oriente Médio no segundo semestre

Publicado em 02/04/2019 – 07:15

Por Agência Brasil  Brasília

Encerrando a viagem a Israel, o presidente Jair Bolsonaro disse que vai reservar “meio-dia da agenda no Brasil” para receber parlamentares e conversar.

Segundo ele, está aberto ao diálogo. Afirmou também que, no segundo semestre, pretende visitar países árabes. Os locais estão sendo definidos.

Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o Primeiro-Ministro de Israel, Senhor Benjamin Netanyahu, durante visita à exposição de produtos de empresas de inovação em Jerusalém

O presidente Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitam exposição de produtos de empresas de inovação, em Jerusalém  (Alan Santos/PR)

O presidente reiterou que a proposta da reforma da Previdência é um projeto para o país e, não de governo.

“Vou deixar pelo menos meio-dia da minha agenda no Brasil para atender deputados e senadores”, disse Bolsonaro em entrevista à TV Record.

“O que eu apresentei para o Parlamento com a reforma da Previdência não é um projeto meu, é do Brasil” argumentou.

O presidente disse compreender as manifestações dos parlamentares sobre eventuais alterações na proposta da reforma, relacionadas ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e à aposentadoria rural. De acordo com ele, a preocupação com os trabalhadores no campo é com as fraudes.

“[Vamos buscar] uma forma de cadastrar os benefícios. Dizem que uma parte considerável é fraude. Nós queremos atender aquele que quer se aposentar como produtor rural. Queremos combater a fraude.”

Desemprego

O presidente disse que a metodologia utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não reflete a realidade.

“Com todo respeito ao IBGE, essa metodologia, em que pese ser aplicada em outros países, não é a mais correta.”, afirmou. “Tenho dito aqui, fui muito criticado, volto a repetir, não interessam as críticas. Tem de falar a verdade.”

Em seguida, Bolsonaro detalhou. “Como é feita hoje em dia a taxa? Leva-se em conta quem está procurando emprego. Quem não procura emprego, não está desempregado”, disse. “Então, quando há uma pequena melhora, essas pessoas que não estavam procurando emprego, procuram, e, quando procuram e não acham, aumenta a taxa de desemprego. É uma coisa que não mede a realidade. Parecem índices que são feitos para enganar a população.”

Para o presidente, o ideal é adotar uma metodologia “tocante à taxa de desemprego”. “É você ver dados bancários, dados junto à Secretaria de Trabalho, quantos empregos geramos a mais ou a menos no mês”, disse.

Embaixada

Em meio às reações da Liga de Países Árabes, que reúne 22 nações, à transferência da Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, o presidente afirmou que busca conversar com todos e que, no segundo semestre, visitará o Oriente Médio.

“Temos conversado com o mundo árabe. Buscamos conversar. Tenho uma viagem para o Oriente Médio no segundo semestre, estamos definindo quais países, vários nos interessam”, disse.

Preparando-se para retornar ao Brasil, Bolsonaro afirmou que, entre os projetos futuros com Israel, quer firmar parceria para que universitários israelenses venham para o Brasil e desenvolvam ações em ciência e tecnologia, agricultura e piscicultura.

“Estamos buscando vender uma nova imagem do Brasil diferente da que era vendida antes”, ressaltou. “Pretendemos trazer para cá jovens universitários nas áreas de agricultura, piscicultura, ciência e inovação.”

Agenda

Em Israel, o presidente tomou café hoje (2) com dirigentes de empresas israelenses e dos países. Ele tem encontro com empresários e visita uma exposição de produtos de empresas de inovação. Às 12h30, almoça com empresários.

Bolsonaro visita ainda a exposição “Flashes of Memory – Fotografia durante o Holocausto”, no Yad Vashem, Centro Mundial de Memória do Holocausto.

Edição: Kleber Sampaio

Bolsonaro e Trump se reúnem hoje na Casa Branca

Eles terão encontro privado e, em seguida, conversa ampliada

Publicado em 19/03/2019 – 07:10

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O presidente Jair Bolsonaro vai se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tarde de hoje (19), na Casa Branca. Eles se reúnem sozinhos, inicialmente, no Salão Oval e, em seguida, haverá uma conversa ampliada, incluindo as equipes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos (EUA).

“A expectativa [para o encontro] é ótima. O presidente Trump já demonstrou, por meio da sua fidalguia na recepção ao nosso presidente, nos colocando na Blair House, que esse encontro será histórico para ambos os países”, disse ontem (18) o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros.

Bolsonaro e sua comitiva estão hospedados na Blair House, palácio que faz parte do complexo da Casa Branca. No local já se hospedaram os presidentes Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

Bolsonaro viaja acompanhado por seis ministros: Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Tereza Cristina (Agricultura), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Ricardo Salles (Meio Ambiente).

Parcerias

Ontem (18), na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Bolsonaro e Guedes defenderam maior aproximação comercial com os Estados Unidos (EUA) e convidaram os empresários daquele país a investir no Brasil.

Após a reunião bilateral, o presidente brasileiro seguirá para o Cemitério Nacional de Arlington, onde estão enterrados mais de 400 mil militares que participaram das guerras pelos EUA. No local, o presidente participará de uma cerimônia e depositará flores no túmulo do solado desconhecido.

Agenda

A agenda de Bolsonaro prossegue com um encontro com líderes religiosos, na Blair House. De manhã, haverá encontro com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro.

O presidente terá ainda um jantar de trabalho. Às 21h45 (horário de Washington) ele e a comitiva retornarão ao Brasil. A chegada a Brasília está prevista para amanhã (20) de manhã.

Na quinta-feira (21) Bolsonaro irá para o Chile, onde participa da Cúpula do Prosur, grupo que se destina a implementar medidas de interesse comum dos países da América do Sul.

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Edição: Renata Giraldi e Graça Adjuto

Grupo de Lima defende eleições na Venezuela e rejeita intervenção

Declaração pede que Maduro seja julgado pela Corte Penal Internacional

Publicado em 25/02/2019 – 19:24

Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil  Brasília

Em sua declaração final, o Grupo de Lima reiterou hoje (25) a saída do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a realização de novas eleições no país. Os presidentes, vice-presidentes e chanceleres pretendem pedir à Corte Penal Internacional que julgue Maduro pela “grave situação humanitária” que vive o país vizinho.

Na reunião, realizada em Bogotá, na Colômbia, os líderes das Américas rejeitaram que a solução para a crise passe pelo  uso da força, afastando a possibilidade de uma intervenção internacional na Venezuela.

“[Os países presentes] reiteram sua convicção de que a transição para a democracia deve ser conduzida pelos próprios venezuelanos pacificamente e em respeito à Constituição e ao direito internacional, apoiada pelos meios políticos e diplomáticos, sem o uso da força”, diz o documento, no item 16.

A declaração final é assinada por representantes da Argentina, do Brasil, do Canadá, do Chile, da Colômbia, da Guatemala, de Honduras, do Panamá, do Paraguay, do Peru e da Venezuela – representada pelo presidente interino Juan Guaidó , o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, também participou da reunião na Colômbia.

Eleições

No documento, os líderes dos países destacaram que a “transição democrática” envolve a saída imediata do presidente Nicolás Maduro para a realização de eleições “livres e justas, abertas à participação de todas as forças políticas, com acompanhamento e observação internacional, organizadas por uma autoridade eleitoral neutra e legitimamente constituída”.

De acordo com a declaração, o Grupo de Lima pretende promover “gestões” junto a organismos internacionais para promover a proposta de “transição”. Os governos irão acionar o Secretário-Geral das Nações Unidas para que “impulsione a ativação do Sistema das Nações Unidas com relação ao que está ocorrendo na Venezuela”.

No documento, há a recomendação para que o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas designe um especialista independente ou crie uma comissão para investigar a situação de possíveis violações de direitos humanos no país.

No plano interno, apoiaram que as instituições do país, como as do Poder Judiciário e as Forças Armadas, reconheçam o presidente da Assembleia Nacional Juan Guaidó como dirigente do Executivo Federal.

Uso da força

A declaração rejeita o uso da força no país, afastando a hipótese de intervenção internacional em território venezuelano, e com base em solução diplomática e interna.

“O uso da força a única coisa que produz são mortos e feridos, o que causa um dano enorme à família venezuelana. Estamos seguros que a ação do Grupo de Lima produzirá resultados no curto prazo. Dizemos ao povo venezuelano que estamos ao seu lado”, destacou o vice-ministro das relações exteriores do Peru, Hugo de Zela Martínez.

Ajuda humanitária

Na declaração, o Grupo de Lima condena as ações violentas registradas nas fronteiras do Brasil e da Colômbia com a Venezuela nos últimos dias. No documento, os países ressaltam que o governo Maduro desconsiderou o “sofrimento da população e os insistentes chamados da comunidade internacional” para a entrada de artigos de primeira necessidade.

“[Os países] expressam sua solidariedade com o povo venezuelano e reconhecem sua valentia e coragem em sua luta para recuperar a democracia”, diz o texto.

De acordo com o item 3 do documento, o atual governo da Venezuela submete a população, em particular os mais vulneráveis, a uma “sistemática privação de alimentos e medicamentos e acesso a serviços básicos”.

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Edição: Renata Giraldi e Sabrina Craide

Pence anuncia que Estados Unidos vão impor mais sanções à Venezuela

Publicado em 25/02/2019 – 14:59

Por Agência Brasil  Brasília

Reiterando a legitimidade do presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e com críticas severas ao governo de Nicolás Maduro, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, anunciou hoje (25) novas sanções ao país vizinho. Ele recomendou ainda que 12 dos 14 membros do Grupo de Lima façam o mesmo, uma vez que Canadá e Colômbia impuseram restrições à gestão de Maduro.

O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, participam da reunião do Grupo de Lima, em Bogotá – Luisa Gonzalez/Reuters/Direitos Reservados

“Nos próximos dias, os Estados Unidos anunciarão sanções ainda mais fortes contra as corruptas redes financeiras do regime. Encontraremos cada dólar que eles roubaram e devolveremos esse dinheiro para o povo venezuelano à medida que continuamos a trazer benefícios econômicos e diplomáticos”, afirmou Pence, que participa em Bogotá, Colômbia, da reunião do Grupo de Lima, convocada extraordinariamente para discutir a crise venezuelana.

Formado em 2017 por chanceleres dos países das Américas, o grupo tem por objetivo tratar da situação da Venezuela e buscar formas de o país voltar à normallidade democrática.

Segundo Mike Pence, a pressão será mantida. “[Vamos fazer] pressão sobre o regime de Maduro, esperamos uma transição pacífica para a democracia, mas, como o presidente [Donald] Trump deixou claro, todas as opções estão na mesa.”

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, já havia mencionado a possibilidade de o governo norte-americano aplicar mais sanções à Venezuela.

Militares

Pence se dirigiu também aos militares das Forças Armadas da Venezuela que se mantêm fieis a Maduro. De acordo com o vice-presidente americano, é “chegada a hora”  de compreender a legitimidade de Guaidó como presidente interino e aceitar a oferta de anistia. Do contrário, Pence foi claro: as consequências serão graves, e o isolacionismo é certo.

“Vocês podem escolher aceitar a oferta de Guaidó de anistia, mas se vocês escolherem continuar a apoiar Maduro, vocês serão responsabilizados. Vocês não vão encontrar nenhuma saída fácil, nenhuma escapatória”, ressaltou o norte-americano.

Pence negou que os Estados Unidos ou Guaidó adotem medidas com caráter de vingança. “O presidente Guaidó não busca a vingança, os Estados Unidos, também não. Se vocês [militares venezuelanos] assumirem a bandeira da democracia, o presidente Guaidó e os governo dos Estados Unidos vão acolher e garantir que serão liberados das sanções impostas.”

Dinheiro

O vice-presidente anunciou ainda o repasse de US$ 56 milhões a mais para apoiar os países da região no suporte à Venezuela. Pence destacou o papel da poppulação venezuelana, que saiu às ruas pedindo democracia e liberdade. “O povo que ama a liberdade da Venezuela, saiba que vocês não estão sozinhos.”

Ele afirmou ainda que o esforço internacional é para assegurar uma transição pacífica na Venezuela. “Chegou a hora”, repetiu o vice-presidente, mais de uma vez. “O dia está chegando”, afirmou. “O povo verá o renascimento da liberdade. O bom povo da Venezuela.”

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Edição: Nádia Franco

400 milionários pedem que Trump não reduza seus impostos

400 milionários pedem que Trump não reduza seus impostos

Em carta ao Congresso, os mais ricos alertam que a redução dos impostos só favorecerá a desigualdade e aumentará a dívida

O dinheiro nem sempre é tudo. O grande projeto tributário do presidente Donald Trump encontrou um adversário inesperado: 400 milionários e bilionários assinaram uma carta pedindo ao Congresso para não reduzir seus impostos. A missiva, firmada por nomes como George Soros e Steven Rockefeller, considera que a redução de impostos só favorecerá a desigualdade e aumentará a dívida. “Acreditamos firmemente que a forma de criar mais empregos de qualidade e fortalecer a economia não é reduzindo os impostos de quem tem mais, mas investindo no povo norte-americano”, diz o texto.

“Esse corte é absurdo. Segundo os republicanos, não podemos nos permitir gastar mais dinheiro público, mas podemos reduzir os impostos dos mais ricos. Isso não faz sentido”, afirmou Bob Crandall, ex-presidente da American Airlines e um dos signatários da carta. Promovida pela Responsible Wealth (Riqueza Responsável), organização próxima aos democratas e à qual também pertencem os fundadores da marca de sorvetes Ben & Jerry’s, a designer Eileen Fischer e outros milionários, a carta está em sintonia com a grande tradição da filantropia norte-americana. “Somos ricos profundamente preocupados com nossa nação e nossa gente, e escrevemos com um único pedido: não reduzam nossos impostos”, começa o texto.Já com outros presidentes, potentados como Bill Gates e Warren Buffet, considerados os dois homens mais ricos do planeta, declararam-se a favor de pagar mais. “Enquanto as classes médias e baixas combatem por nós no Afeganistão, enquanto os norte-americanos lutam para ganhar vida, nós os megarricos, continuamos tendo isenções fiscais extraordinárias”, escreveu Buffet a Barack Obama em 2011. Naquele momento, o principal acionista da Berkshire Hathaway recolhia 17%, quando seus funcionários pagavam acima de 33%.Agora a batalha se repete, mas com um golpe adicional à credibilidade de Trump. Diferentemente de outras épocas, a Casa Branca declarou que seu projeto mantém intacta a pressão tributária sobre os mais ricos. Mas uma leitura atenta dos documentos enviados ao Senado e à Câmara dos Representantes mostra que os cortes são múltiplos. A iniciativa enviada à Câmara Baixa não só reduz de 39,6% para 38,5% o teto tributário dos casais que ganham mais de um milhão de dólares (3,3 milhões de reais) por ano como também elimina o imposto sobre as sucessões, pago por 5.000 famílias todo ano e que se circunscreve a heranças acima dos 5,49 milhões de dólares.“Cortar esse imposto acarretaria perdas de 269 bilhões de dólares em uma década, mais do que se gasta em conjunto na Agência do Medicamento, no Centro de Controle de Doenças e na Agência de Proteção Ambiental”, indica a carta. “Não é justo nem inteligente proporcionar uma redução tributária aos ricos à custa das famílias trabalhadoras, especialmente se se financia desmantelando programas que permitem cobrir necessidades fundamentais como a saúde e a alimentação”, acrescenta.A Casa Branca ainda não respondeu. Mas ninguém ignora que o assunto é altamente inflamável. A redução de impostos é um dos grandes trunfos eleitorais de Trump. Um presidente multimilionário que fez de sua pretensa habilidade de administrar a economia uma marca de identidade. Ele mesmo apresentou sua proposta como “a maior redução tributária da história dos Estados Unidos”. Mas, por trás das grandes palavras, as fissuras são evidentes.Os cálculos mais conservadores estabelecem que a redução tributária aumentará a dívida pública em 1,5 trilhão de dólares em 10 anos. Uma alta difícil de assimilar para cofres que já devem 20 trilhões e que no próximo decênio aumentarão a carga em outros 10 trilhões.A resposta oficial a esse desequilíbrio é o otimismo reaganiano. Os republicanos, com Trump à frente, sustentam que a redução desencadeará uma onda de investimentos de tal magnitude que destravará o crescimento e permitirá rapidamente compensar a perda tributária. “Nosso plano foi pensado para favorecer o investimento”, resumiu o conselheiro econômico da Casa Branca, Gary Cohn.Os democratas desconfiam dessa previsão. E os milionários que assinam a carta também. Para eles, as empresas já alcançaram benefícios recordes e vivem dias de enorme bonança. Consideram mais importante direcionar os recursos públicos para a educação, a saúde e a pesquisa. Áreas em que Trump acionou a guilhotina. “Eu ganho muito dinheiro. Se minha renda cresce, não penso investir mais, simplesmente pouparei mais”, sentenciou Crandall. E não é o único.

 

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