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:: ‘Ilhéus’

UMA ANALISE FRIA DA SITUAÇÃO DE ILHÉUS.

O Prefeito Mário Alexandre é culpado da situação por que passa o município?

Claro que é.

Os Secretários, são responsabilidade dele.

Porém os Vereadores não. 

Eles são responsabilidade de quem os elegeram.

Prestem atenção…

Programa pretende fomentar agropecuária no Nordeste

Governo lança AgroNordeste voltado para pequenos e médios produtores

Publicado em 01/10/2019 – 20:34

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O governo federal lançou hoje (1º) um plano para impulsionar o desenvolvimento rural na região Nordeste. Batizado de AgroNordeste, o programa pode ser implementado ainda este ano ou até o fim do ano que vem em 12 territórios da região que contemplam os nove estados nordestinos mais o norte de Minas Gerais. Ao todo, deve atender a uma população rural de 1,7 milhão de pessoas.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o AgroNordeste é voltado para pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas ainda encontram dificuldades para expandir o negócio e gerar mais renda e emprego na região onde vivem. Entre os objetivos do plano estão aumentar a cobertura da assistência técnica, ampliar o acesso e diversificar mercados, além de promover e fortalecer a organização dos produtores, garantir segurança hídrica e desenvolver produtos com qualidade e valor agregado.

“Nós vamos poder com esse programa do AgroNordeste diminuir as diferenças regionais que nós temos hoje entre a agricultura do Centro-Oeste, do Sudeste, do Sul e do Norte do nosso país. O Nordeste que hoje produz muito mais, e é incrível esse dado – o Nordeste hoje produz mais que o Sudeste e o Centro-Oeste, em conjunto – vai produzir cada vez melhor, com tecnologia e com apoio para o pequeno, que precisa de políticas públicas e elas virão”, afirmou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante a solenidade de lançamento do programa no Palácio do Planalto.

O plano se junta a outras ações já executadas pelo Ministério da Agricultura na região, como Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), regularização fundiária, Selo Arte, promoção da irrigação, indicação geográfica, equivalência de sistemas de inspeção de produtos de origem animal (Sisbi) e combate a doenças e pragas (febre aftosa, peste suína e mosca das frutas).

Parcerias

O AgroNordeste será desenvolvido em parceria com órgãos vinculados à pasta e instituições como Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Banco do Nordeste (BNB) e o Banco do Brasil.

Segundo o presidente da CNA, João Martins, o plano supre uma lacuna histórica para o Nordeste. Ele criticou programas de assistência social e ressaltou a necessidade de desenvolver a região.

“Nos últimos 30 anos, não houve um programa consistente para a região, com o objetivo de pelo menos melhorar a economia nordestina, elevando-a da lastimável situação dos 13% do PIB brasileiro. Na região, programas sociais como o Bolsa Família são fatores que vêm comprometendo a dignidade nordestina, levando à submissão político-partidária. A mudança desse cenário só se fará com políticas públicas diferenciadas.

Ouça na Rádio Nacional:

Aumento de renda

Os 12 territórios abrangem um total de 410 mil estabelecimentos rurais. Foram identificadas cadeias produtivas com potencial de crescimento, entre elas arroz, leite, mel, frutas, ovinos, crustáceos, caprinos, mandioca, feijão, tomate, cebola e cachaça. A meta do programa é incrementar a renda dos produtores entre 20% e 50% no médio prazo. Cada território terá pelo menos um município-polo, que será definido em função do melhor local para execução do projeto. No polo será implantado o Escritório Local de Operações (ELO), que reunirá representantes do Ministério da Agricultura e das entidades parceiras na execução do AgroNordeste.

Os 12 territórios da etapa 2019/2020 são: Médio Mearim (MA), Alto Médio Canindé (PI), Sertões do Crateús e Inhamuns (CE), Vale do Jaguaribe (CE), Vale do Açu (RN), Cariri Paraíba (PB) e Moxotó (PE), Araripina (PE), Batalha (AL), Sergipana do São Francisco (SE), Irecê e Jacobina (BA), Januária (MG) e Salinas (MG).

Edição: Liliane Farias

MEC destina maior parte de verba desbloqueada para universidades

Publicado em 30/09/2019 – 12:04

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O Ministério da Educação (MEC) destinará 58% dos recursos desbloqueados para recompor o orçamento das universidades e institutos federais, anunciou hoje (30), em Brasília, o ministro da Educação, Abraham Weintraub.Os recursos, segundo o MEC, cobrirão despesas de custeio como gastos com água, energia elétrica, aquisição de materiais de consumo e outras prestações de serviço.

Abraham Weintraub: “Estamos administrando uma situação crítica com qualidade técnica” (Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil

O anúncio do desbloqueio do orçamento foi feito no último dia 20 pelo Ministério da Economia. A liberação está prevista no decreto 10.028 publicado no Diário Oficial da União na última sexta-feira (27).

Ouça na Rádio Nacional:

Ao todo, o governo desbloqueou R$ 8,3 bilhões do Orçamento deste ano. Entre os ministérios, o que teve maior liberação foi o da Educação, com R$ 1,99 bilhão.

Do total desbloqueado no MEC, as universidades receberão R$ 1,156 bilhão. Com isso, essas instituições, que tiveram, em média, 30% dos recursos discricionários bloqueados no início do ano, seguirão com 15% dessas verbas contingenciadas, segundo Weintraub.

No início do mês, outros R$ 584 milhões foram disponibilizados às instituições. Com a liberação, seguem bloqueados no MEC R$ 3,8 bilhões.

“Tudo isso vem de recursos suados do pagador de imposto, de famílias que deixam de consumir para pagar”, disse o ministro da Educação. “Estamos administrando uma situação crítica com qualidade técnica”, explicou.

Demais recursos

Os demais recursos descontingenciados serão destinados à educação básica, concessão de bolsas de pós-graduação e realização de exames educacionais, de acordo com o MEC.

Para o Programa Nacional dos Livros Didáticos (PNLD), serão destinados R$ 290 milhões, o que, segundo o ministério, o que garante a continuidade do programa em 2020. Esse programa visa a compra e distribuição de livros didáticos para escolas públicas.

Outros R$ 270 milhões serão voltados para o pagamento de bolsas de estudo vigentes concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) receberá R$ 105 milhões para aplicação de exames e formulação de políticas educacionais.

Edição: Kleber Sampaio

O OUTRO LADO DA PROPAGANDA – ESPAÇO DO LEITOR

Foto ilustrativa colhida no Google

G… Fl… <ga…@outlook.com> 30 de setembro de 2019 11:54
Para: “osarrafo@gmail.com” <osarrafo@gmail.com>

Bom Dia,

Caro Sarrafo,

Venho Através, deste e-mail, externar uma revolta

Acompanho alguns Idosos e alguns destes idosos Recebem o Beneficio de Prestação Continuada ( BPC)

Hoje um dos Idosos, informou que a Secretaria de Desenvolvimento Social, não vai mais atender no Endereço Antigo, Rua 19 de Março.

O mesmo foi informado que não será mais atendido, no local.

Pois o atendimento sera realizado pelos CRAS, segundo informação dos funcionários, o atendimento no CRAS, ficará mais próximo da população, sendo que existe 5 cras pela cidade.

Porém conheço idosos que moram em interior e esse atendimento neste local ( avenida Itabuna) fica muito viável.

sabendo do atendimento especifico para eles.

Senhor Prefeito o que esta acontecendo com essa gestão?

ao invés de melhorar os serviços, vocês apenas complicam, olhe com mais carinho para os idosos, vejo a necessidade que eles possuem em ter esse atendimento, olhe com mais amor, não sei o que vocês imaginam, mais as pessoas humildes, quando saem de casa, eles tentam resolver tudo no mesmo dia, então precisam de logística.

Mais enfim

Caro Mario Alexandre, veja esse povo que necessita.

Grato,

É TEMPO DE ALEGRIA PARA O PREFEITO E TEMPO DE TRISTEZA PARA ILHÉUS.

PROMESSAS-DE-MARÃO-PARA-O-INTERIOR-DE-ILHÉUS

 

CHEGOU A COBRANÇA DA FATURA – MARÃO FOI OTÁRIO OU PERMISSIVO?

Organizações brasileiras defendem reativação da Secretaria de Meio Ambiente em Ilhéus 

Mais de 150 organizações socioambientalistas de todo o Brasil subscrevem um manifesto já entregue ao prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, nesta quarta-feira (25), onde explicitam os motivos pelos quais defendem uma gestão independente do Meio Ambiente no município, conhecido como um dos principais hotspots da Mata Atlântica no Brasil. Desde a reforma administrativa ocorrida em maio, a pasta passou a ser gerida pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Urbanismo, o que gera conflito na defesa das particularidades do meio ambiente. O documento pode ser lido na íntegra em www.nossailheus.org.br

O manisfesto lembra que Ilhéus possui 53% cobertura vegetal, sendo o meio ambiente o principal motivador da atividade turística da região, além possuir importantes unidades de conservação. O próprio prefeito presenciou o destaque dos ativos ambientais do município aos olhos de gestores de diversos países, no encontro anual da Plataforma Global para Cidades Sustentáveis, em Washington, D.C., nos Estados Unidos, ocorrido em maio deste ano.

De acordo com as organizações, uma secretaria independente tem mais capacidade de fiscalização e implementação da legislação específica da pasta. Assim, capitaneada por pessoas qualificadas e com uma estrutura física também qualificada, a gestão de uma Secretaria de Meio Ambiente, Paisagem e Urbanismo (SEMA) poderá atender a todas as demandas que são iminentes, evitará prejuízos ao município e aos seus habitantes e representará de forma independente os argumentos e ações em defesa Meio Ambiente em Ilhéus.

FINAL DE SETEMBRO MUITO RUIM PARA O LITORAL NORTE DE ILHÉUS

Se houver a combinação dos eventos climáticos (vento nordeste, ventania) e marés (maré acima de 2.0) conforme as previsões acima, o litoral norte de Ilhéus será bastante castigado.

O OBSERVATÓRIO SOCIAL E AS LICITAÇÕES DA CÂMARA DE VEREADORES DE ILHÉUS.

Olá Guy Valério,

O Observatório Social do Brasil – Ilhéus, foi reativado em maio de 2018, com outorga do OSB – Observatório Social do Brasil. Estamos funcionando no prédio da Associação Comercial e Industrial de Ilhéus, inicialmente, das 14 às 17 horas.

Inicialmente, solicitamos seu apoio para dar publicidade aos processos licitatórios da Câmara Municipal de Ilhéus, previstos para a primeira semana de outubro do ano em curso.

Câmara Municipal de Ilhéus está licitando contratação de fornecimento de lanches para os vereadores.
Data: 3 de outubro de 2019
Horário: 14:00h
Local: Câmara Municipal de Ilhéus

Câmara Municipal de Ilhéus está licitando contratação de software para gestão pública.
Data: 2 de outubro de 2019
Horário: 14:00h
Local: Câmara Municipal de Ilhéus

Antecipamos nosso agradecimento.

Agradeço a gentileza do envio

Guy Valério

PROJETO APROVADO DOS MOTOTÁXIS

Aonde está publicado o referido Projeto aprovado pela Câmara de Vereadores de Ilhéus?

Agradecemos a indicação, ou o envio do mesmo.

Temos interesse em publicar, pois somos cobrados pelos mototaxistas nos diversos pontos da cidade, centro e bairros.

Imagem ilustrativa do Google.

AGU cria força-tarefa para atuar em ações contra desmatadores

Grupo vai atuar nos estados da Amazônia Legal

Publicado em 24/09/2019 – 17:15

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil   Brasília 

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou hoje (24) a criação de uma força-tarefa para atuação especializada nas ações judiciais que tenham como objeto a defesa de políticas públicas ambientais prioritárias nos estados que compõem a Amazônia Legal. A atuação se dará por seis meses. As ações são contra desmatadores e demais infratores ambientais. 

De acordo com o advogado-geral da União, André Luiz de Almeida Mendonça, que assinou a portaria que institui o grupo, inicialmente a atuação se dará em 12 ações de execução que foram propostas entre 2015 e 2019 contra grandes desmatadores. Juntas, elas concentram multas de R$ 206 milhões aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).  

“Estamos tirando essas ações de uma tramitação comum, rotineira no âmbito da Procuradoria Federal, e estamos trazendo para um grupo concentrado”, disse Mendonça, ao explicar que as ações foram escolhidas por terem a possibilidade de um impacto econômico imediato, pelos devedores serem conhecidos. 

A maioria das multas foi aplicada, segundo a AGU, a grandes latifundiários de Roraima, de Mato Grosso, do Pará e de Rondônia. 

“Independentemente de qualquer coisa, não podemos nos conformar com o estado em que estamos. Justo ou injusto, antigo ou recente, histórico ou não histórico, a AGU precisa dar a sua cota de contribuição”, disse Mendonça. “Estamos trazendo um grupo jurídico de elite e nós estamos dispondo o que temos de melhor de gestão da informação para localizar os bens e patrimônio desses devedores.”

Para atuar na força-tarefa, serão designados 15 procuradores da Procuradoria-Geral Federal, órgão da AGU que representa judicialmente autarquias como Ibama e ICMBio, e cinco da Procuradoria-Geral da União, que poderão atuar inclusive em regime de plantão, quando necessário.

Aos membros da força-tarefa caberá, segundo a AGU, responder a citações, intimações e notificações no âmbito das ações judiciais envolvendo fiscalizações do Ibama e do ICMBio; ajuizar e acompanhar processos movidos para que infratores reparem danos causados ao meio ambiente e paguem indenização; elaborar relatórios estatísticos e planilhas de controle sobre as ações e as decisões judiciais.

A atuação do grupo será avaliada no final do ano e ao final de seis meses, com o objetivo de melhorar a atuação e traçar estratégias para ações futuras. 

Incêndios na Amazônia 

A força-tarefa foi criada em um contexto em que a Amazônia está em destaque devido às recentes queimadas. Estimativa divulgada ontem (23) pelo coordenador de Prevenção e Combate a Incêndios do ICMBio, Christian Berlivek, mostra que 99% dos incêndios na Amazônia legal foram provocados por ação humana. Os casos ainda estão sendo investigados. 

Balanço do primeiro mês da Operação Verde Brasil, executada pelas Forças Armadas e autorizada pelo governo federal, em 23 de agosto deste ano, por meio da Garantia da Lei e da Ordem ambiental (GLO), mostram o combate de quase 900 focos de incêndio em toda a Amazônia Legal, região que envolve 9 estados brasileiros.

Ao todo, foram mais de R$ 36 milhões em multas aplicadas em atividades irregulares, como garimpo, extração de madeira e incêndios florestais. Mais de 60 pessoas foram presas ou apreendidas neste mês.

Edição: Fábio Massalli

PARA QUE SERVE ATUALMENTE A ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE ILHÉUS?===>>22-03-2013

A defunta ACI

A defunta ACI

Na verdade, não serve para nada.

Antigamente era um expoente nas causas e lutas de Ilhéus.

Hoje serve apenas de abrigo para politicagem estreita. Comandada pelo grupo dos Deputados Geraldo Simões e Rosemberg Pinto, duas inutilidades, cujo o escalado para a missão de terminar de afundá-la junto com o comércio de Ilhéus, um sucesso nos negócios particulares, uma lástima nos cargos públicos nomeados pelo seu grupo, (SUDIC e CODEBA), teve o desplante de afrontar a população ilheense, no centenário da vetusta Associação,  homenageando por serviços prestados, puxando o saco do prefeito de Ilhéus, Newton Lima.

Ghost Writer (tradução: escritor fantasma) – A dúvida foi sanada!

´Persiste minha intenção de ser prefeito face ao governo que está aí´, diz Nazal

José Nazal – Mauricio Maron

A maior parte dos últimos 30 anos, José Nazal passou auxiliando gestões municipais de Ilhéus. Conhecedor como poucos da história e da geografia do município e dono de uma memória invejável, Nazal sempre foi lembrado nas composições da administração municipal. Em 2016, abriu mão de ser mais uma vez um coadjuvante do processo político e lançou seu nome como pré-candidato a prefeito. As circunstancias do xadrez eleitoral o levaram a compor como vice do prefeito Mário Alexandre. Mas só aceitou a missão, assegura, depois de dar um aviso importante ao companheiro de chapa: “se sair da linha, dos interesses de Ilhéus, eu grito”.

Hoje, Nazal garante que grita. Mais que isso. Rompeu publicamente com o prefeito Marão, reorganiza seu partido, a REDE, e assegura estar preparando uma candidatura a prefeito para mudar a forma de fazer política em Ilhéus. Nesta entrevista concedida ao editor do JBO, jornalista Maurício Maron, Nazal não dá voltas para falar o que pensa sobre o seu companheiro de chapa, do sonho em ser pela primeira protagonista dos destinos de Ilhéus, sendo prefeito a partir de 2021, e antecipa uma possível ida de Mário Alexandre para o partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL, depois de ter, até aqui, as mãos estendidas pelo maior adversário do presidente no nordeste: o governador Rui Costa. “Foi ele mesmo quem me disse”, informou.

Nazal não poupa críticas à forma de o atual prefeito fazer política. E fala do futuro político de Marão, sob a sua ótica. Sobre si, José Nazal destaca um sonho antigo de governar a sua cidade, repetindo um feito do seu avô Raymundo do Amaral Pacheco, que ocupou a cadeira no século passado, por um curto período, entre os anos 1937 e 1938.

Veja a seguir.

———————–

O que te leva neste momento a querer ser prefeito de Ilhéus?

Não é bem “me leva neste momento” não. Esse pensamento de ser prefeito é muito mais antigo. Trabalho na vida pública há mais de quatro décadas, servi a diversos prefeitos, vários cargos, especialmente no gabinete, e me fez ter uma visão macro da cidade. A partir de 2006, com o desconforto que a gente estava passando no governo Valderico, que não foi um bom governo com todo respeito que tenho à pessoa dele – estou falando política e administrativamente -, me dispus a me candidatar. Tinha um almoço semanal da Turma do Vesúvio, um grupo que se reunia para ouvir a opinião de outras pessoas e alí, uma certa vez, tornei pública a intenção de me candidatar. E disse à época: ainda que seja para cumprir um papel de coadjuvante.

Mas aí você continuou coadjuvante…

… no dia 21 de setembro de 2007 fui chamado pelo então prefeito Newton Lima para ocupar um cargo no gabinete. Àquela oportunidade o governo conseguia dar conta de demandas imediatas, foi feita uma promoção de abertura do espaço público do governo para a sociedade e veio a renovação do mandato de Newton com índices que mostravam que ele era o candidato que a população queria. Aí eu recuei. Não ia me colocar como candidato, inclusive estando ao lado de uma pessoa que estava “bem na fita”.

“Há muito desinteresse por Ilhéus na atual gestão. A tônica está sendo reeleger o prefeito quando, na verdade, deveria ser “a cidade está bem” de fato, sem fingir.”

Como foi construir a pré-candidatura para 2016?

A dificuldade do partido foi grande. Mas na discussão política não foi possível ser candidato a prefeito e fui vice eleito. Fomos vitoriosos.  

E você continua sonhando.

Persiste a minha intenção face ao governo que está aí. Tem feito algumas coisas, sim. Mas está deixando a desejar ainda. Poderia ser bem melhor. Porque se fôssemos aplicar o que discutimos na rua, na campanha de 2016… não vou dizer nem que prometemos. Não fizemos promessas. Mas a intenção era fazer o governo de forma mais participativa, mais democrática, mais transparente. Com um olhar mais crítico para as coisas que realmente necessitam ser feitas. Mas, infelizmente, mudou. O prefeito deu uma entrevista recente no rádio e disse que eu tinha alguns defeitos, que ele já tinha detectado eles na campanha, e que, agora, afloraram. O que posso dizer é que, graças a Deus, tenho mesmo defeitos. Até hoje só teve Um que não teve defeito. Eu tenho. E reconheço meus defeitos.

“Eu acho desconfortável pro prefeito ele estar na base do governador e ele me disse pessoalmente que vai para o PSL.”

No decorrer deste mandato quais os equívocos que você tem observado e que resultaram no seu rompimento político com Mário Alexandre?

Tem uma coisa que é grave para todos os municípios do Brasil, pro Estado e para a população: o instituto da reeleição. Eu sou contra a reeleição.

Por quê?

Por que quando você entra candidato à reeleição você deixa de fazer aquilo que precisa ser feito. Foge da real necessidade de tomar decisões políticas de promover ações que às vezes incomodam poucos, mas que são benéficas para a população. Por exemplo: a gente está vendo o grave problema que envolve o transporte coletivo…  o governo não fala nada!!! Não se manifesta. Não está bem o transporte coletivo!!! E a situação dos clandestinos ocorre justamente por que há deficiência do serviço público oferecido. Mas o governo não encara isso. A gente não tem uma revisão e implantação de uma legislação própria no que tange esta questão. A gente não tem e o governo não se movimenta para fazer.

“Mário me perguntou: o que é que você quer. Eu disse: nada. Quero o acordo por Ilhéus. Se sair da linha, do interesse de Ilhéus, eu grito.”

Numa situação de reeleição, o prefeito eleito já entra candidato pensando quatro anos à frente?

Posso estar exagerando, mas é o que penso. No dia que promulga o resultado da eleição e no dia que toma posse, o prefeito já está com a reeleição na cabeça pronta. É o que eu penso. Estou falando de todos os prefeitos. Eles precisam entender uma coisa: prefeito não é dono da cidade, não é o sol e a cidade girando em torno dele. Prefeito é mais um e está ali para servir. Então o que ele tem que fazer, tem que fazer esquecendo de si.

Agora seu olhar especificamente sobre Ilhéus.

A gente vê, na prática, infelizmente, que parte da mídia está na mão do governo.  Sem isenção para fazer críticas quando elas devem ser feitas e fazer elogios quando for para elogiar. Nas redes sociais a gente está vendo aí pessoas que eu sei… olha, o gabinete do prefeito virou um ponto de pessoas que fazem o papel de Ghost Writer (tradução: escritor fantasma) do governo nas redes sociais. Você fala que o prefeito é feio aí no outro dia 200 pessoas batem em cima de você, que você é mais feio ainda. O prefeito precisa sair desse egocentrismo de ser o centro as atenções. O prefeito, repito, é mais um!

“É um desafio muito grande. Meu partido é pequeno, minha estrutura não é grande, não tenho recurso e não vou fazer compromisso pra ficar preso, amarrado, só pra ganhar e depois vender a alma.”

Isso é grave. É uma denúncia grave.

A gente está tendo agora no gabinete uma central de assédio. É outra denúncia forte que estou fazendo. Eu estou lá todo dia, trabalho todo dia! Todos os comissionados estão sendo obrigados a ser filiados ao partido que o prefeito indicar. É errado isso. É sério! Os estagiários estão sendo obrigados a ter Facebook, Instragram, curtir (as notícias da administração). Tá errado! Eu não posso aceitar uma coisa dessa passivamente.

Essa questão delicada do afastamento de servidores do período de 83/88. Você não só se posicionou contrário como também promoveu uma ação para reintegrar todos numa viagem do prefeito, mesmo o cargo não tenho sido transferido para o vice. Foi um jogo midiático?

Não foi midiático. Mas, infelizmente, se torna midiático, já que os veículos de comunicação passam a te procurar. Desde o princípio tomei uma posição. Não pelo fato dos servidores serem amigos. É uma questão de bom senso no meu entendimento. Por que esta questão de valor de folha, com seriedade e rigor, é possível. Eu sempre fui a favor de que houvesse um maior exercício possível de recursar, desde quando saiu a sentença inicial. Eu dizia: recorre à ONU ao Papa, numa analogia de que deveria ir as últimas instâncias. O prefeito atendeu a sentença judicial e justificou de que tinha que cumprir uma determinação judicial. Ai vieram determinações em instâncias superiores e ele não cumpriu. Quando ele viajou para o exterior e não me passou o cargo, com informações de juristas que considero sérios e competentes, tomei atitudes que achei que deveria ter tomado (cancelou o ato de demissões mas o prefeito, na volta ao cargo, não acatou). Agora, amparados por uma decisão do presidente do STF, que não me compete questionar, eles agora estão confortavelmente rolando para a frente. Eu acho que foi um ato de desumanidade.

“Me recordo na eleição de 2012, que eu não era candidato, eu perguntei a todos os candidatos quantos distritos tinha o município de Ilhéus. Sabe quantos me responderam corretamente? Nenhum.”

Como é sua relação com Mário e o grupo dele no dia-a-dia.

Tive educação doméstica e uma formação escolar boa. Tenho pessoas que me servem de exemplos ao longo da minha vida. O amadurecimento traz a segurança do que você quer. Eu tenho uma relação normal com as pessoas. Às vezes, eu e Mário, a gente se encontra e fala. Não sou inimigo de Mário. Gosto de Mário. Não é pessoal. Eu me afastei de Jabes politicamente e tenho amizade pessoal a Jabes. Quero que ele seja feliz. É diferente de você ser inimigo e desejar que o outro vá à lona. Confesso que de maio para cá entrei no gabinete do prefeito apenas duas vezes. Eu preparo material para encaminhar para Salvador e mando para ele assinar. A última vez, ele mandou dizer que só assinaria se eu fosse levar pessoalmente (risos). Não foi de forma jocosa. Foi brincalhão. Fui e ele assinou. Nesse ponto ele tem me dado absoluta liberdade para trabalhar. E eu tenho feito. A relação pessoal não é uma coisa problemática. Se falam de mim ou me malham nas redes sociais, não ligo. Te falo com segurança: durmo em paz todas as noites. Durmo e acordo em paz todos os dias.

Sendo prefeito hoje que rumos você mudaria na gestão?

Primeiro, a forma como decide as coisas. Fiz críticas a todos os governos que participei de governar apenas com um ou dois. Se governa de forma plural.  Têm decisões que algumas secretarias tomam que outras nem sabem. Tenho feito críticas ao governo por que acho que faltam autocritica e humildade ao governo. Falta parar, ouvir e buscar soluções. Faço críticas, por exemplo, à estrutura da secretaria de Educação. Não são aos secretários. Errada. Sobretudo à rede montada. Principalmente a rural. Está montada de forma errada. Se você faz uma crítica vem logo a volta: “não, não está errada e tal”.

“Às vezes, eu e Mário, a gente se encontra e fala. Não sou inimigo de Mário. Gosto de Mário. Não é pessoal. Eu me afastei de Jabes politicamente e tenho amizade pessoal a Jabes. Quero que ele seja feliz. É diferente de você ser inimigo e desejar que o outro vá à lona.”

Errada de que forma?

A maneira como é feita a nucleação, por exemplo. Ela está errada. Até do ponto de vista de você saber quem você atende. Você tem em Castelo Novo uma escola de Uruçuca dentro da sede. Tem escolas em fazendas de Itajuípe instaladas em Ilhéus. A prefeitura de Uruçuca construiu em 2017 uma escola em Banco Central, em Lajedão. Você vai ao prefeito de Uruçuca, fala com ele e ele diz: vocês não tomam conta, eu vou tomar. E eu não tenho o que rebater.

Dê um outro exemplo de equívoco .

O CRAS do Malhado, na zona norte, que está parada a construção há mais de um ano, ele vai atender ao Malhado, Barra, Iguape, Esperança, Aritaguá, Castelo Novo, Banco do Pedro, Pimenteira, Inema e Banco Central. Isso é fingir que faz assistência social. É humanamente impossível uma ou duas equipes dar conta de espaços geográficos na circunscrição do CRAS.

O prefeito precisa sair desse egocentrismo, de ser o centro das atenções. O prefeito, repito, é mais um!”

Seu conhecimento da história e da geografia da cidade podem te ajudar no processo eleitoral do ano que vem?

Não conheço tanto. Eu estudo muito. Mas me recordo na eleição de 2012, que eu não era candidato, eu perguntei a todos os candidatos quantos distritos tinha o município de Ilhéus. Sabe quantos me responderam corretamente? Nenhum.

O governador Rui Costa é visto, de forma geral, como o governador que mais ajudou a cidade nas últimas décadas…

… e é verdade. Há muitos anos Ilhéus não tem um governador que olhe tanto para a cidade. É gostar? Querer? Não, é oportunidade. Ilhéus foi escolhida para ter a implantação de modais como porto, aeroporto e ferrovia. Por conta disso algumas demandas futuras vão acontecer e o governo ter feito ações que nos ajudaram muito…

“A gente está vendo o grave problema que envolve o transporte coletivo…  o governo não fala nada!!! Não se manifesta. Não está bem o transporte coletivo!!!”

A cidade tem críticas quanto à demora da conclusão da ponte. Geralmente falam o tempo de atraso. Você faz a contagem regressiva em suas postagens. `Faltam tantos cabos para concluir e tal´. Acho curioso isso…

… a ponte passa a ser um equipamento da BA 001, é um equipamento rodoviário intermunicipal. Integra a BA 001. Estamos falando de uma obra que foi pensada em 1969, três anos após a construção da ponte Lomanto Júnior. O Plano Municipal de Integração de Ilhéus, o plano diretor da cidade, já previa esta obra. Estou otimista. Existiram vários problemas que resultaram no atraso, problemas que acontecem. Se correr no ritmo que está a gente entra este natal vendo a ponte ligada. Pode até passar andando na ponte, de carro ainda não. Até lá os acessos asfaltados também estarão prontos. Vai faltar acabamento, sinalização, iluminação…

E as pedras usadas na construção e que foram prometidas para seguir para a zona norte e recompor áreas destruídas pelo mar?

Irão sim. Serão retiradas este mês ainda pelo lado sul. Falta pouco. São ainda 11 vãos e 66 metros para cada lado.

“Não fizemos promessas. Mas a intenção era fazer o governo de forma mais participativa, mais democrática, mais transparente. Com um olhar mais crítico para as coisas que realmente necessitam ser feitas. Mas, infelizmente, mudou.”

Como você pretende construir a candidatura de 2020?

É um desafio muito grande. Meu partido é pequeno, minha estrutura não é grande, não tenho recurso e não vou fazer compromisso pra ficar preso, amarrado, só pra ganhar e depois vender a alma. Não estou mordido por uma mosca-azul. Quero participar do processo de debate, oferecer a Ilhéus a oportunidade de discutir os problemas que temos e, juntos, buscar soluções. Temos que encarar muitas coisas. O interesse coletivo tem que estar acima até dos meus próprios interesses.

Tenho ouvido algumas entrevistas, pessoas, políticos, se oferecendo claramente para estar, na próxima, no lugar onde você está e não parece estar satisfeito e quer sair…

… nunca pedi para ser vice de Marão. Sentamos duas vezes para conversar e tinham quatro pessoas na mesa. Mário me perguntou: o que é que você quer. Eu disse: nada. Quero o acordo por ilhéus. Se sair da linha, do interesse de ilhéus, eu grito. Disse isso no dia 30 de julho. Dia 31, fomos conversar novamente e ele virou pra mim e disse: “Naza, eu dormi esta noite. Tinha 15 dias que eu não dormia”. Perguntei porque. “Por que todo mundo que vem negociar comigo quer 50 por cento dos cargos. Você não está pedindo nada?” Ai quando ganhamos, ele me perguntou: “o que você quer agora?” Respondi: quero ser secretário. Levei três pessoas comigo. Que saíram comigo da pasta.

E a relação do governo com a Câmara?

Seria diferente comigo. A relação tinha que ser institucional. Natural que você tenha composição política, que vereador faça indicação. É perfeitamente entendido. Agora, indicação por competência. E com todo respeito pelos vereadores, que me tratam com respeito e não quero generalizar, mas têm indicações de pessoas que não têm competência nenhuma para estar no cargo. Isso quem perde? O prefeito não quer ter oposição! E quem não quer ter oposição não quer ter autocrítica.

Como você enxerga o comportamento político ainda não revelado de Mário na reeleição. Um olhar de quem será adversário, obviamente.

Eu acho desconfortável pro prefeito ele estar na base do governador e ele me disse pessoalmente que vai para o PSL (partido do presidente Bolsonaro, adversário de Rui no nordeste). E eu estou te dizendo por que ele me disse diante de outras pessoas. Se tivesse me dito sozinho eu não teria dito aqui agora. Ele vai pro PSL. Não sei se nesta eleição ou se depois, com intenção de ser candidato a deputado, por que ele me disse que vai ser candidato a deputado federal. É um desconforto.

Hoje seu sentimento é de gritar, conforme prometido a Mário na composição da chapa que hoje governa a cidade?

De gritar, por que só posso gritar. E não é para neste momento me desvincular de Mário. Mas há muito desinteresse por Ilhéus na gestão do governo. A tônica está sendo reeleger o prefeito, quando na verdade deveria ser “a cidade está bem” de fato, sem fingir.

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