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:: ‘Cidadania’

Dia do idoso: pandemia, saúde mental e física são desafios

Brasil tem mais de 28 milhões de idosos, segundo o IBGE

Publicado em 27/09/2020 – 07:38 Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Antes da pandemia, a ex-bordadeira de richelieu Dirce de Souza Rodrigues, de 64 anos, ia toda semana dançar no forró do Clube da Terceira Idade, na cidade de Muriaé, interior de Minas Gerais. Ela diz que gosta muito de dançar e se manter ativa, por isso também frequenta os passeios, as atividades do clube e ainda as aulas de ginástica cerebral em uma escola especializada em cursos para melhorar as habilidades como concentração, raciocínio e memória.

“Também faço hidroginástica e caminhada, procuro evitar carboidratos, gordura e açúcar, vou aos médicos, sempre meço minha pressão. Acho que estou sabendo administrar minha vida nessa minha idade, estou achando uma etapa maravilhosa, porque eu levo uma vida ativa. Minha expectativa de vida é que, aos 90 anos, eu quero estar bem e lúcida, se Deus quiser me dar vida e oportunidade de estar nesta terra”, disse Dirce, que é viúva, mãe de um filho e avó de três netos.

Assim como Dirce, a aposentada Neusa Pereira de Souza, de 80 anos, diz que a vida mudou muito depois dos 60 anos, mas que ela tenta se manter ativa. “Vou muito na igreja, faço caminhada todo dia de manhã, e o serviço da casa, não paro, vou fazendo devagar e acho melhor. A gente tem que ter uma coisa para fazer, se você parar acho que aí fica doente, velho não pode parar não!”, brinca.

Ela disse que, se chegar aos 90 anos, quer estar bem esperta. “Minha mãe morreu com 100 anos, e ela sempre foi esperta, não quero viver 100 anos. Mas, até os 90 anos, acho que vai dar!”, acredita a aposentada, que também é viúva, mãe de dois filhos e avó de três netos.

Dirce e Neusa fazem parte dos 28 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, número que representa 13% da população do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o IBGE, esse percentual tende a dobrar nas próximas décadas, segundo a Projeção da População, divulgada em 2018 pelo órgão.

Neste domingo, 27 de setembro, é comemorado no Brasil o Dia do Idoso, data criada para valorizar a vida depois dos 60 anos, uma fase em que é cada vez mais comum manter uma rotina ativa, com atividades físicas, intelectuais e de diversão, como fazem Neusa e Dirce.

Mas, é também nesse período da vida que surge uma das principais preocupações dos idosos e de seus parentes: como fica a capacidade de raciocínio, a memória e a clareza mental de quem já passou dos 60 anos.

Doença de Alzheimer

Aos primeiros sinais de lapso de memória ou de falha nas capacidades cognitivas, muitas pessoas passam a temer o diagnóstico da Doença de Alzheimer, um transtorno neurodegenerativo progressivo que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades diárias e alterações comportamentais.

No entanto, a confusão mental pode ter outras causas, explica o professor da disciplina de gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná, o médico geriatra Rubens de Fraga Júnior. “Efeitos colaterais de medicamentos podem causar sintomas semelhantes à Doença de Alzheimer. Doenças como depressão e hipotireoidismo podem também causar confusão mental em idosos”.

O neurologista do Hospital 9 de Julho, Diogo Haddad completa que sempre é importante diferenciar entre quadros confusionais agudos ou lentos e progressivos. “Quadros agudos muitas vezes são associados ao que chamamos de delirium e as principais causas são infecciosas e metabólicas. Já quadros como déficits cognitivos, que se instalam lentamente, devem ser investigados para doenças neurodegenerativas, mas, sempre excluindo causas como déficits de vitaminas (b12 principalmente), hipotireoidismo e mesmo infecções tardias como sífilis”.

Fraga Junior explica que, para a Doença de Alzheimer, um novo exame de sangue mostra grande promessa no diagnóstico da doença. “Em pessoas com risco genético conhecido podem ser capazes de detectar a doença 20 anos antes do início da deficiência cognitiva, de acordo com um grande estudo internacional publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA)”.

“Estamos vivendo um novo boom de pesquisas em medicações para tratamento de Alzheimer”, completa Haddad. “A perspectiva é que nos próximos dez anos teremos inúmeros tratamentos voltados a própria fisiopatologia da doença, como drogas que agem nas proteínas beta amiloides e proteína tau”.

Por enquanto, a Doença de Alzheimer não tem uma forma de prevenção específica, mas um bom estilo de vida, iniciada durante a juventude, pode ajudar no tratamento desta doença e de outras comuns para os idosos. “O jovem pode cuidar de si, assumindo um estilo de vida saudável: alimentação sadia, atividade física regular, controlar o estresse, não fumar e não beber. E, durante o confinamento procurar ter uma rotina no seu dia a dia”, aconselha o professor.

Pandemia e terceira idade

A pandemia impôs um confinamento bem rigoroso aos idosos, já que a faixa etária após os 60 anos é classificada como grupo de risco para a covid-19, doença do novo coronavírus.  Por isso, muitos idosos deixaram de procurar os atendimentos médicos, disse o neurologista do Hospital 9 de Julho, Diogo Haddad. “Idosos são um grupo de risco para a covid-19, e por isso necessitam de maiores cuidados, principalmente voltados ao isolamento, porém muitos deixaram de acompanhar doenças crônicas por medo e, neste momento, estão procurando atendimento de urgências por descontrole de suas doenças crônicas”.

Ele ainda destaca que, o isolamento aumentou os sintomas de ansiedade nesta faixa etária. “É um grupo que tende a ter poucas atividades externas e nesse momento o isolamento não permite essas interações e atividades sociais, o que também tem provocado um aumento importante de sintomas ansiosos nesta população”.

Apesar das inseguranças, a Dirce confia que logo uma vacina virá. “A pandemia ainda está ameaçando. Enquanto a gente não tiver uma vacina, não vamos ficar tranquilos. Tomara que venha a vacina logo e em grande quantidade para todo mundo”, disse. Ela conta ainda que a pandemia tem sido uma lição de vida para todos.  

“O isolamento social foi preciso, então eu, na idade de risco, fiquei muito preocupada, me isolei em casa; e como moro sozinha, só saio se necessário, com máscara e álcool em gel. Por este lado, a pandemia foi boa porque mudamos os costumes de higiene e porque ajudamos muitas pessoas. Então o incentivo da solidariedade falou mais alto ainda nessa hora da pandemia”.

Ao falar ainda um pouco mais de si, disse que gostou da própria companhia durante o isolamento. “Eu descobri uma coisa muito importante, que eu sou uma ótima companhia para mim mesma, faço minhas tarefas e até me acostumei a ficar em casa. Está sendo uma lição de vida essa pandemia, a gente está aprendendo a ter mais higiene, quantos micróbios a gente mata com este álcool gel, com a limpeza da casa”.

Para a Dona Neusa, a pandemia está sendo horrível. “A gente fica dentro de casa. Se você não morre da doença, morre de tédio, pois não pode estar em qualquer lugar…apesar que eu vou ao médico, no mercado, mas eu me cuido, com a máscara, não fico batendo papo no meio das pessoas, mas parou né, a gente fica muito triste, não vejo a hora disso aí ir embora!”, disse se referindo à covid-19. 

Saúde mental

Uma pesquisa da American Association of Geriatric Psychiatry indicou que 20% da população, acima dos 55 anos, têm algum tipo de problema de sua saúde mental. Os mais frequentes são comprometimento cognitivo severo e transtornos de humor, como depressão, ansiedade e bipolaridade.

Mas, segundo Fraga Junior, é possível tratá-las e preveni-las. “O médico geriatra, o psiquiatra e o psicólogo são profissionais aptos a tratar as doenças mentais em idosos. A prevenção está na adoção de um estilo de vida saudável, mantendo contato social (durante a pandemia através de meios digitais como Zoom e WhatsApp) e realizando atividades ocupacionais que estimulem um propósito de vida”.

Suicídio na terceira idade

O Setembro Amarelo é uma campanha de prevenção ao suicídio e pretende conscientizar sobre a importância de discutir o tema. Dados do Ministério da Saúde, divulgados em 2018, apontam para a alta taxa de suicídio entre idosos com mais de 70 anos. Nessa faixa etária, foi registrada a taxa média de 8,9 mortes por 100 mil nos últimos seis anos. A taxa média nacional é 5,5 por 100 mil.

“Devemos analisar que esses valores têm relação direta com o aumento de doenças como ansiedade e depressão nessa idade e que muitas vezes são negligenciadas por familiares e pelos próprios pacientes, que apresentam muita resistência em procurar ajuda. Fica o alerta para que alterações comportamentais e dificuldades cognitivas novas devam ser encaminhadas para a avaliação de um profissional competente e não encarnadas como parte de um envelhecimento normal”, alerta Haddad, que concorda com seu colega Fraga Junior no que diz respeito a hábitos a juventude para um envelhecimento saudável.

“Um estilo de vida saudável para que se tenha um envelhecimento saudável deve compreender boa alimentação (com menor consumo de produtos industrializados), atividade física regular (em média 30 a 60 minutos todos os dias), boa qualidade de sono,  ter momentos de relaxamento assim como objetivos e metas, além de evitar cigarro e consumo excessivo de álcool”, disse.

Edição: Aécio Amado

OBRAS DO PORTO SUL JÁ INICIADAS

Identificar fake news não é problema para 58,8% dos eleitores brasileiros

Entre pessoas de 16 a 44 anos (56% da população), a taxa dispara para mais de 67%

 Redação  26/09/2020 às 00:01 | Atualizado às 22:59

Uma das grandes preocupações das autoridades para a eleição deste ano, as fake news não incomodam tanto assim a população em geral. Segundo levantamento exclusivo do Paraná Pesquisas para o site Diário do Poder, 58,8% sabe “identificar e peneirar uma notícia falsa, ou seja, uma fake news”. Entre pessoas de 16 a 44 anos (56% da população), a taxa dispara para mais de 67%. Já 36,1% dos pesquisados admite não ter as ferramentas para identificar essas mentiras e 5,1% não respondeu. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A faixa etária de pessoas com mais de 60 anos, é a única onde a maioria (53%) não sabe identificar uma fake news, contra 41,7%.

São 72,7% dos entrevistados com ensino superior completo que disseram saber filtrar as notícias falsas. É o maior índice da pesquisa.

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A maioria (49,6%) dos entrevistados com escolaridade até o ensino fundamental admitiram não saber peneirar uma fake news.

O Paraná Pesquisas ouviu 2.008 brasileiros em 232 municípios do país, entre os dias 21 e 24 de setembro.

“Trem da alegria” na AGU irritou o Planalto e deve ser investigado

Esperteza tentava burlar reforma administrativa do próprio governo, decretando promoções em massa de 92% do efetivo

Pode custar caro para seus responsáveis a tentativa de “trem da alegria” na Advocacia Geral da União (AGU), que quase burlou a reforma administrativa do próprio governo, decretando promoções em massa de 92% do efetivo. A esperteza provocou indignação do Planalto e deve ser investigada. A reforma prevê o fim das promoções por “antiguidade”, condicionando-as ao mérito. Tentaram promover todos por antiguidade, na AGU antes que a reforma seja aprovada e entre em vigor. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Bolsonaro mandou suspender a presepada diante do risco de iniciativas igualmente oportunistas de outras corporações de servidores “de elite”.

O Tribunal de Contas da União (TCU) estava pronto para anular nesta sexta (25) o ato da AGU que promoveu 607 pessoas de uma vez.

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O líder do governo, Ricardo Barros (PP-RJ), foi dos primeiros a reagir: fez um projeto de decreto legislativo que anulava o trem de alegria.

Senado se presta a papelão ao interrogar chanceler por fazer diplomacia

Parlamento foi usado por “bancada” do ditador Nicolás Maduro, que rompeu elos com o Brasil

O Senado fez um papelão, ontem, deixando-se usar pela “bancada” do ditador Nicolás Maduro em pleno Congresso brasileiro, ignorando o apoio do País à repulsa mundial contra a tirania e desdenhando de suas atrocidades denunciadas pela ONU. Acusar o americano Mike Pompeo de “atacar nação amiga do Brasil” é de uma ignorância atroz. Venezuela não é “nação amiga”, é um país subjugado pelo ditador que rompeu com o Brasil e cujos “diplomatas” são agora persona non grata em Brasília. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

As perguntas infelizes mal disfarçavam o ranço antiamericano, tão velho quanto atrasado, agarrado aos pedaços que sobram do muro de Berlim.

Senadores se prestaram a defender uma ditadura sanguinária, acusada esta semana pela ONU de perseguir, prender e assassinar opositores.

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Na sessão da Comissão de Relações Exteriores, destacou-se a incrível paciência do chanceler Ernesto Araújo diante de tanta desinformação.

LOCALIZA SUS – SITE DE ACOMPANHAMENTO DOS GASTOS COM O CORONAVÍRUS

https://localizasus.saude.gov.br/

PF faz operação contra desvio de verbas do SUS no Rio

Suspeitos teriam desviado R$ 9 milhões do SUS

Publicado em 24/09/2020 – 07:25 Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

A Polícia Federal (PF) cumpre hoje (24) dois mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão contra suspeitos de desviar R$ 9 milhões em recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio de Janeiro. 

De acordo com a PF, investigações iniciadas em junho deste ano encontraram indícios de fraudes na contratação de um laboratório no município de Magé, na região metropolitana do Rio.

Ainda segundo a Polícia Federal, foram identificadas irregularidades no processo de contratação do laboratório, como o direcionamento da escolha de empresa específica, fraudes no processo de chamamento público e na execução do contrato.

A investigação encontrou indícios da participação de pessoas ligadas à Secretaria Municipal de Saúde de Magé e de um vereador do município, que seria o proprietário do laboratório beneficiado no esquema.

Edição: Kleber Sampaio

AFINAL, QUAL O MISTÉRIO DO ‘SPA’ COVID NO MAMOÃ?

É alugado? Foi comprado? Quem banca as despesas?

Quem frequenta, não se sabe. Quantidade de infectados muito menos.

São os ‘amigos do Rei’? As ‘Celebridades instantâneas’? Os Vereadores tem 0800 nos finais de semana?

Perguntas que a população precisa saber das respostas!

 

Pagamento aos cartórios apenas após a prestação do serviço é vitória do setor produtivo, afirma Eduardo Salles

Deputado Estadual Eduardo Salles.

Presidente da Frente Parlamentar do Setor Produtivo da Bahia, o deputado estadual Eduardo Salles comemorou o provimento publicado nos últimos dias pelo TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia) em que determina a obrigatoriedade de os cartórios baianos só receberem o pagamento após a prestação dos serviços, e não mais antecipadamente, como era de praxe.

A Frente Parlamentar do Setor Produtivo da Bahia agendou duas audiências com Franco Lima, secretário-geral da Presidência do TJ-BA, e Joselito Miranda Júnior e Paulo Roberto de Oliveira, corregedores da Corregedoria Geral de Justiça, que junto ao presidente, desembargador Lourival Trindade, foram sensibilizados pelas ponderações feitas por Eduardo Salles, o deputado estadual Tiago Correia, vice-presidente da Frente Parlamentar, Cláudio Cunha e Carlos Vieira Lima, presidente e vice-presidente do Fórum Empresarial da Bahia, respectivamente, e Marcos Melo, vice-presidente da ADEMI-BA, e decidiram que o pagamento só deve ocorrer após a prestação do serviço.

“É uma vitória do setor produtivo e de toda a sociedade baiana. Acredito que teremos mais celeridade e melhor qualidade. Agora só precisa pagar após a prestação do serviço, assim como já ocorre em diversos estados brasileiros”, comemora Eduardo Salles.

Durante a audiência, Eduardo Salles apontou as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo na celeridade dos serviços oferecidos pelos cartórios baianos, o que causa, na maioria das vezes, conforme o parlamentar, “prejuízos aos empresários e à economia do Estado”.

“Esta importante mudança atinge a todos, beneficiando, resolvendo e agilizando o processo para toda a população, seja no ambiente de negócios, seja para as pessoas físicas”, definiu Cláudio Cunha.

“A união e o esforço do setor produtivo baiano são responsáveis por essa vitória. Parabenizo também todo o corpo do Tribunal de Justiça da Bahia pela sensibilidade em atender essa importante demanda”, concluiu Eduardo Salles.

ASCOM – Deputado Estadual Eduardo Salles

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BEBETO APRESENTOU A MAIS COMPLETA ANÁLISE DO GOVERNO MARÃO.

´Na verdade, o prefeito de Ilhéus é o governador Rui Costa´, ironiza Bebeto

O ex-deputado federal Adalberto Galvão, o Bebeto, iniciou sua trajetória política na segunda metade da década de 70, no MR8, organização que tinha uma célula em Ilhéus. O Movimento Revolucionário 8 de Outubro foi um movimento político de extrema-esquerda marxista que participou da luta armada contra a ditadura militar brasileira.

A falta de liberdade era a marca da época. A missão às escondidas era articular silenciosamente os partidos de esquerda para, mesmo sob o forte olhar da ditadura, pudesse criar condições para cooptar militantes e organizar a base estudantil visando uma contestação ao regime pela luta.

Em 78, Bebeto ingressou no PCdoB, onde recebeu a tarefa de continuar a luta organizativa no campo estudantil, ainda sob forte vigilância da ditadura. Foi da direção da União Estadual dos Estudantes, representando a posição do partido, até chegar os anos 80, quando participou do processo da luta democrática, de contestação do “sindicalismo pelego”, como intitula, até então, comandado pelos militares.

A escolha à época pelo PCdoB até hoje é justificada. “A luta sindical era quem mais incorporava a capacidade de contradição com o capitalismo, abrindo frestas de liberdade no campo do trabalho para melhorar as condições de vida da classe trabalhadora. Era luta por emprego, salário e liberdade”, assegura.

Também lhe coube a tarefa de organizar a ação sindical na região, em especial, nas fábricas de cacau para arregimentar militantes e organizar a retomada do sindicato. Bebeto era funcionário da então poderosa Barreto de Araújo. Estrategicamente conseguiu uma mudança de posto que foi fundamental na organização dos trabalhadores. Saiu do setor administrativo e foi trabalhar na produção da indústria.

“Lá era o centro nevrálgico da contradição de classe em função da produção realizada, da expropriação praticada pelo capital em relação ao trabalho realizado por milhares de trabalhadores”, afirma. Paralelo a esta ação mais localizada, começou a circular por todas as indústrias moageiras da região. A meta era articular nas fábricas a retomada do sindicato, que estava sob a tutela do regime militar. Em 82, a primeira vitória: o sindicato avançou e passou a operar através de uma junta governativa. Bebeto organizou a primeira greve dos trabalhadores na indústria do cacau, em 1984. Um momento histórico na região.

Em 1992 foi o primeiro comunista a conquistar um mandato de vereador em Ilhéus. Não conseguiu se reeleger em 96. “Mas olhei pra frente”, afirma. Foi Assessor da Secretaria de Relações Institucionais da Prefeitura de Ilhéus, no governo do então prefeito Jabes Ribeiro. Em seguida voltou ao movimento sindical, deixou o PCdoB e se dedicou à tarefa de organizar a Força Sindical na Bahia. Foi diretor da CUT estadual, contemporâneo do hoje senador Jaques Wagner. Em 2010 ensaiou um voo mais alto: ser deputado estadual. “Sim, isso mesmo. A ideia era (ser) candidato a deputado estadual”, mas o partido alterou o status da candidatura para federal. Teve que desconstruir bases, desfazer acordos e terminou na quinta suplência da Bahia na Câmara Federal. Em 2014, dobrou a votação anterior com mais de 97 mil votos, elegendo-se deputado federal. Quatro anos depois, optou por não tentar a reeleição. E tem que justificar essa decisão por onde passa até hoje.

“Para a composição da chapa majoritária alguns tiveram que fazer sacrifícios pela necessidade de consequências diretas na composição das chapas, um esforço de tentar pacificar o nosso campo político. Apelos foram feitos, demoramos 60 dias para debater, realizei plenárias e decidi abrir mão. Fizemos um ajuste que, novamente, faria. A luta política é maior que o cargo que eventualmente você representa”, justifica a decisão.

Candidato derrotado a prefeito de Ilhéus em 2016, Bebeto atribui o insucesso a uma decisão que tomou em Brasília. Antes do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Bebeto assegura que convergiam 50 por cento de intenção de voto à sua candidatura em Ilhéus. Ao votar contra o impeachment, teria perdido musculatura eleitoral. “Minha história é pequena, mas só eu posso falar por ela. Veio o desafio do impeachment, que tinha como escopo criminalizar Dilma sem nenhuma base institucional. Imputaram a ela uma responsabilidade não albergada pela Constituição. Uma responsabilidade política e não de infração político-administrativa. Disse ao partido que não votaria (a favor da saída) porque não havia crime ali praticado. Havia a possibilidade de votar e se votasse estaria convergindo com parte do sentimento da população de Ilhéus. Eu fiz a pesquisa. Eu preferi me perfilar contra, para zelar por minha história e sabendo que o desdobramento do impeachment poderia ser fatal para a minha candidatura”, se explica.

Agora, Bebeto anuncia sua pré-candidatura a prefeito de Ilhéus pelo PSB. Nesta entrevista exclusiva concedida ao jornalista Maurício Maron, ele fala da sua decisão, do momento político nacional, faz fortes críticas ao prefeito Mário Alexandre e diz como pretende governar Ilhéus, caso seja o escolhido da população, ano que vem.

Abaixo, leia a entrevista. É esclarecedora sob vários aspectos.

—————————– :: LEIA MAIS »

Jogo de cena é a ordem quando se trata de reduzir o número de parlamentares

Propostas mais recentes receberam apoio de mais de um terço do Congresso, mas só da boca para fora

Para apresentar Proposta de Emenda à Constituição (PEC), é necessária assinatura de um terço dos deputados (171) ou dos senadores (27), mas o apoio às PECs que tratam de reduzir o número de parlamentares foi apenas jogo de cena e nenhuma delas prosperou no Congresso. As mais recentes, uma que propõe redução de três para dois senadores e outra que reduz número de deputados federais, seguem na gaveta e mostram que o apoio é no palanque, em frente às câmeras e só da boca para fora. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

As duas PECs estão paradas desde o ano passado nas CCJ da Câmara e Senado, apesar de ambas terem recebido pareceres pela aprovação.

Além de menos senadores, deputados federais seriam de 4 a 65 por UF, com economia de R$1,3 bilhão por legislatura, mandato de quatro anos.

Com o corte de parlamentares vêm os cortes de aspones, auxílios, verba de gabinete, cotas indenizatórias, carros oficiais, passagens aéreas etc.

O Congresso brasileiro é o segundo mais caro do mundo, onde cada membro custa R$47 milhões por ano, segundo a União Interparlamentar.

MP denuncia sete alvos da Operação Inventário, por fraudar processos no TJ da Bahia

Ação penal do Gaeco mira advogados, serventuários e funcionários de instituições bancárias

Foram denunciados os advogados João Carlos Santos Novaes, Marco Aurélio Fortuna Dorea, Yuri Rodrigues da Cunha, Vilson Marcos Matias dos Santos e Cristiano Manoel de Almeida Gonzalez; o diretor de secretaria da 11ª Vara de Família, Sucessões, Órfãos, Interditos e Ausentes da Comarca de Salvador, Carlos Alberto Almeida de Aragão; e Lucio Flávio Duarte de Souza.

A investigação teve início com uma notícia-crime que relatou algumas inconsistências nos autos da ação de inventário de Jacira Santos Oliveira, movida por Pedro dos Santos, assistido, sucessivamente, pelos advogados Yuri Rodrigues da Cunha e João Carlos Santos Novaes, também investigado na ‘Operação Faroeste’, que apurou a venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia.

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Segundo os promotores de Justiça, o grupo formado por cinco advogados se associou de forma estruturada com o servidor público Carlos Aragão e o particular Lúcio Flávio. Juntos e com divisão de funções, eles manipularam processos judiciais de inventário e levantaram os créditos de alvarás pertencentes a terceiros.

“O denunciado Lucio Flavio obtinha informações acerca de correntistas que mantinham valores vultosos em conta corrente e sem movimentação. Há a possibilidade também de envolvimento de funcionários de instituições bancárias ou ainda de profissionais de saúde próximos aos falecidos”, destacaram.

Na denúncia consta que foram encontrados na residência de Lucio Flavio diversos documentos possivelmente falsos, extratos bancários, além de evidências de acesso à base de dados interna do Banco do Brasil. “O registro confirma a hipótese de que a organização criminosa, por meio de Lucio Flavio, conseguia dados de contas correntes com valores expressivos e com baixa movimentação”. Além disso, os promotores de Justiça identificaram vínculo financeiro ilícito entre Adailton Maturino, investigado na Operação Faroeste, e João Novaes.

Como funcionava a Organização Criminosa

Por meio da análise de dois processos, de um total de 20, os promotores de Justiça do Gaeco identificaram o “modus operandi’ da organização criminosa. Eles ressaltaram que as informações eram repassadas aos advogados que integravam o grupo, os quais se encarregavam de montar ações judiciais com base em documentos fraudulentos, muitas vezes criando personagens e vínculos de parentesco inexistentes.

“Os integrantes da organização criminosa direcionavam as ações (também de forma fraudulenta) para uma específica unidade judiciária, na qual contavam com a colaboração criminosa de serventuários, no caso da 11ª Vara de Família, Sucessões, Órfãos, Interditos e Ausentes, onde a tramitação ‘silenciosa’ dos feitos e o êxito da empreitada eram garantidos pelo diretor de secretaria”, afirmaram.

Na denúncia consta ainda que foram encontrados extratos e comprovantes financeiros que revelaram uma farta movimentação financeira de titularidade de pessoas variadas, a exemplo de comprovantes de transações bancárias com valores expressivos em posse do investigado Lúcio Flávio.

Além disso, a quebra de sigilo bancário de João Carlos Novaes revelou que a maior fonte de despesas do denunciado foram pagamentos de cartões de crédito. Nos 72 meses analisados foram efetuados 291 pagamentos de fatura, num valor mensal de R$ 58 mil somente com esse tipo de gasto.

“A evolução patrimonial apresentada pelo denunciado é incompatível com os rendimentos declarados, principalmente quando consideradas suas despesas”, ressaltaram os promotores de Justiça. (Com informações da Comunicação do MPBA)

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