Archive for the ‘História’ Category
HISTÓRIAS ROCAMBOLESCAS DA POLÍTICA BAIANA.
Conta-se que ACM, naquelas celebres audiências com prefeitos,
onde ele autorizava tudo que lhe era pedido, e nada acontecia.
Quando acabava uma dessas audiências, no momento das despedidas, todos saindo do gabinete, ele segurou pelo braço um político ilheense que estava presente, atrasou o passo, fazendo aquele celebre ‘biquinho’ nas costas de Arnaldo Guerrieri, na época prefeito de Eunapolis, e bem baixinho disparou:
-Ele pensa que eu esqueci que ele convidou João Durval, para ser padrinho de casamento da filha dele.
Dito isso fica evidente que, hoje, tirar fotos com autoridades, representa absolutamente nada.
A HISTÓRIA POLÍTICA DE JABES RIBEIRO – WIKIPÉDIA.
Jabes Ribeiro – Uma trajetória de amor por Ilhéus
Nascido em 14 de março de 1952, o bacharel em Direito e professor Jabes Ribeiro é dono de uma das mais bem-sucedidas trajetórias políticas da Bahia. Seu nome está ao lado de personagens como o lendário João Mangabeira, primeiro líder político que enfrentou o poder dos coroneis do cacau na Ilhéus do início do século passado, e inspirou Jorge Amado a criar o personagem Mundinho Falcão, no romance Gabriela, Cravo e Canela. O legado de João Mangabeira inspirou Jabes Ribeiro a interromper, no início da década de 1980, o ciclo de poder alternado entre os representantes da elite local. O jovem professor foi eleito prefeito de Ilhéus pela primeira vez, em 1982, aos 30 anos de idade, pelo MDB, projetando-se como líder das camadas sociais excluídas ao poder político, governando até 1988. A política o fascinava desde a militância estudantil, quando foi eleito presidente do Centro Acadêmico João Mangabeira da Faculdade de Direito de Ilhéus, em 1972. Após concluir a graduação em Direito, na antiga Federação das Escolas Superiores de Ilhéus (Fespi), que originou a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Jabes ministrou aulas no ensino médio e foi professor de Direito Constitucional. Entre 1980 e 1982, exerceu o cargo de secretário de Educação do Município de Ilhéus, inovando ao construir escolas em toda zona rural. Jabes venceu sua primeira eleição, liderando a reivindicação da população no movimento em prol do fornecimento de água nos morros de Ilhéus, chamado de ‘Panelaço’.
Veja matéria completa, clicando aqui.
1940 – WALT DISNEY – ZÉ CARIOCA, E AS HISTÓRIAS.
Erroneamente julguei que o personagem Zé Carioca havia sido criado no início dos anos 50, no bojo do esforço americano em conseguir com Getúlio Vargas a mesma política de alinhamento irrestrito obtida com Dutra. Vi há pouco que o personagem foi criado na verdade no começo da década de 1940 pelos estúdios Walt Disney em uma turnê pela AL que fazia parte do esforço americano em reunir aliados durante a WWII. Historicamente esse esforço na América Latina foi chamado de “Good Neighbor Policy” ou Política do Boa Vizinhança.
Considerações políticas à parte, o clip é de fato uma raridade e o mais incrível é o gênio criativo e a técnica de Disney em reproduzir verdadeiras belezas na base somente dos pincéis.
O mais curioso , porém, é que o personagem Zé Carioca ou Joe Carioca, malandrão, boa praça, expansivo e beberrão, segundo os artigo de Aventuras na História abaixo transcritos, foi na verdade inspirado num paulista , tocador de cavaquinho e natural de Jundiaí – SP.
Será que os paulistas sentir-se-ão honrados?!!!!
Como sempre, duas opções: arquivo .flv ou link youtube.
http://www.youtube.com/watch_
Bom feriado a todos
Franklin
MAQUIAVEL – NÃO ERA MAU COMO QUEREM FAZER PENSAR.

Maquiavel, a partir de seu pensamento político, procurou fundamentar uma filosofia política tendo em vista a dominação dos homens.O Renascimento trouxe uma série de inovações no campo cultural. Uma delas foi desenvolvida por um autor italiano, Maquiavel, que procurava fundamentar uma filosofia política tendo em vista a dominação dos homens. Essa pretensão tinha como modelo as ciências naturais que estavam em plena descoberta (física, medicina, etc.), estabelecidas por Galileu e com o próprio ideal renascentista de domínio da natureza.Maquiavel pretendia que essa forma de conhecimento fosse aplicada também à política enquanto ciência do domínio dos homens e que tinha como pressuposto uma natureza humana imutável. Para ele, se há uniformidade nas leis gerais das ciências naturais, também deveria haver para as ciências humanas. Isso foi necessário para manter a ordem dentro do Estado burguês então nascente, que precisava desenvolver suas atividades e prosperar.
O problema para Maquiavel, entretanto, é saber a quem serve a ciência política e o que fazer para se manter no poder. Apesar de, obviamente, ser um defensor da burguesia, não se sabe ao certo qual a sua preferência de forma de governo. Mesmo assim, ele tende ora para a República, ora para a Monarquia. Para ele, essa questão é secundária, pois a sua concepção de história era cíclica e os governos sempre se degeneravam: da monarquia à tirania, desta à oligarquia e à aristocracia, que, por sua vez, recaíam na democracia que, enfim, só terá solução com um ditador. Isso acontece (e se repete) porque os seres humanos têm uma essência universal: é o desejo de poder e os vícios a que são acometidos os homens (governantes e seus sucessores) que fazem com que o governo se degenere.
CONCURSO DE BONECAS.
Antônio Olímpio, um gozador nato, agora reitor e presidente da Universidade Livre do Mar e da Mata – Maramata – e também administrador e gerente do Campus das Espumas Flutuantes, resolve homenagear o seu chefe, o Prefeito Newton Lima.
Ilhéus sabe do apelido do prefeito, Newton Boneca. Ao contrário do que muitos pensam, esse apelido vem dos tempos de futebol, quando Newton não cabeceava as bolas para não desmanchar os cabelos. Inicialmente era Newton cabelo de boneca.
Abaixo a oficialização do ato, e a contribuição do Sarrafo.
UMA HOMENAGEM, UMA LEMBRANÇA.
Fábrica demolida em Ilhéus foi a segunda fábrica de chocolate da América Latina
“Em 1927, com o aparecimento em Ilhéus da Usina Vitória, montada por Hugo Kaufmann, iniciou-se o processo de industrialização do cacau nos países produtores.Em 1925 o pioneiro Hugo Kaufmann fez uma aliança com Manoel Misael da Silva Tavares dando origem à firma Kaufmann & Tavares que foi desfeita em 1942, passando a girar com a antiga razão social, Hugo Kaufmann & Cia. No ano seguinte, foi transformada em Cacau Industrial e Comercial S.A.Hugo Kaufmann morreu no dia 30 de abril de 1948 passando a empresa a ser dirigida pelos seus herdeiros o que vem acontecendo até os dias atuais.Em 1957 a Cacau Industrial e Comercial S.A. inaugurou em Itabuna a Usina Helvética, uma das fábricas mais modernas de subprodutos do cacau”. (Estórias da História de Ilhéus, Edições SBS, 1970, p. 234)

acima foto antiga e abaixo foto recente antes da demolição
Marcadores: fábrica de chocolate de Ilhéus, Ilhéus
O QUE SERÁ QUE ME DÁ? – SENSACIONAL, CLIQUE NA IMAGEM, VEJA AS EDIÇÕES DO JORNAL E NO FINAL O VÍDEO ESCLARECEDOR SOBRE O PLANO REAL.
Os Nanicos do Século 21
Capa do “EX-”, um dos nanicos mais populares da época, trazia matéria sobre o assassinato do jornalista Vladimir Herzog nos porões da ditadura. Imperdível: clique na imagem para acessar todas as edições desta publicação
Antigamente, coisa de 30 anos atrás, o termo “alienado” fazia parte do vocabulário nosso de cada dia. Rotulava o sujeito cego para a política e que achava “normal” sermos governados por generais que se sucediam no poder sem que o povo fosse consultado nas urnas. Naquela época, sob censura, os meios de comunicação apresentavam uma única e uníssona versão dos fatos: aquela permitida pelo regime militar e, claro, sempre a seu favor.
Sob Geisel, o penúltimo general presidente, entramos na fase de distensão e fim da censura. Durante seu mandato, surgiram diversas publicações fazendo contraponto à grande imprensa – a mesma que hoje chamamos de PiG. (Aliás, a única diferença é que Folha, Estadão, Veja e Globo pertenciam aos país dos atuais donos.) Jornais-tablóides como EX-, Opinião, Movimento, Em Tempo, Extra, Pasquim – os chamados “nanicos” ou “imprensa alternativa” – lutavam com bravura para sobreviver financeiramente e manter sua frágil peridiocidade. Além disso, enfrentavam todo tipo de ataques (até os físicos) da extrema direita. O PiG controlava a distribuição de tudo que podia ser vendido em bancas de jornal. Fazia o jornaleiro refém de seus interesses, proibindo-o de vender os nanicos sob pena de não lhe fornecer as outras publicações, que eram a base de seu faturamento. Assim, quem fazia a imprensa nanica fazia por amor à causa. A receita de publicidade era mínima e, apesar de receberem doações e terem assinantes fiéis, as publicações viviam no vermelho. Muitos jornalistas até tiravam do próprio bolso para bancar os custos de impressão.
2011, tempos modernos, guerra fria congelada e modelo neo-liberal falido. É difícil ser alienado neste mundo high-tech, das conexões sem fio e dos celulares que se transformaram numa central multimídia de bolso conectada a todo o planeta através da Internet. Com o inacreditável volume de informação e a velocidade em que circula, você pode ser manipulado – mas se alienar, só se enfiar a cabeça na terra. A informação te persegue 24 horas por dia e fala sua linguagem. Seja de qual tribo você for.
Os nanicos da imprensa alternativa de hoje são os blogueiros desvinculados do PiG e que não recebem nada pelo que publicam. Alcançam um número de leitores infinitamente superior aos da década de 80. E o melhor: não têm custos de impressão e distribuição e não podem ser calados. Além da turma que acabou de realizar o II Encontro Nacional e que já se reuniu por duas vezes com o presidente Lula (trechos aqui e aqui), crescem os blogs que repercutem o outro lado da notícia em tempo real. Hoje, mentira já não tem perna curta: não tem nem perna. Exemplo histórico, folclórico: a farsa da bolinha de papel que virou piada no twitter, repercutiu na imprensa internacional e virou joguinho espalhado em centenas de blogs. Tudo isso aconteceu logo depois da exibição no JN da farsa montada pela Globo e pela campanha de Serra.
Acordo assinado pelo governo e operadoras de telefonia vai dar inicio (finalmente!) ao PNBL. Será lei que a banda larga de 1 mega passe a custar R$ 35. Dizem, com razão, que a velocidade vendida não será a real recebida. Mas não deverá ser pior nem igual aos 10% que recebemos da Telefônica, por exemplo. Dizem também, que haverá dificuldade em alcançar municípios sem o potencial de lucro desejável para as operadoras. O que a demanda e o próprio governo se encarregarão de viabilizar. Enfim, é um grande avanço. Até porque, a inclusão de milhões de novos usuários é sempre muito bem vinda e servirá para forçar as operadoras a entregarem mais qualidade e velocidade na conexão.
Com a tecnologia wi-fi (que virou padrão), hotspots se espalhando cada vez mais e a banda larga custando bem menos que as publicações impressas, cedo ou tarde todas as mídias vão convergir para a Internet. O televisor terá conexão com a rede mundial e vai oferecer infinitas fontes de informação e entretenimento alternativas à concentração gigantesca dos atuais grupos donos da mídia.
Embora a audiência da Globo continue caindo pelas tabelas, ainda reina, imbatível, no sofá dos inertes. Mas este modelo de consumo televisivo emburrecedor não vai muito longe. O Ibope mede televisores ligados. Não significa que os jovens daquele domicílio estejam assistindo a droga da novela ou a idiotice do BBB. Estão em outro mundo. No Twitter, Facebook, Orkut, MSN, etc.
Hoje, mais do que nunca, o que se quer é interatividade. Queremos decidir em vez de engolir. Queremos mobilizar, opinar, debater. Não cabe mais o modelo de via única. A informação marcada a tinta sobre papel pelas rotativas durante a madrugada, amanhece obsoleta na banca de jornal. A comunicação busca seu ideal: pluralidade, diversidade, acesso democrático aos meios de comunicação para todas as tribos, em tempo real.
———
Itamar Franco por ele mesmo
JUSTIÇA SEJA FEITA: Durante muito tempo, o discurso dos tucanos amplificado pelo PiG, atribuía a FHC a autoria do Plano Real que salvou o Brasil do mal corrosivo da inflação. O vídeo abaixo circula há anos no Youtube, mas sua força esclarecedora não se compara às mentiras carimbadas na mente do eleitor pelo poderoso e anti-constitucional oligopólio das comunicações no Brasil. Segundo o PiG, Lula se deu bem porque herdou um país “resolvido” e seguiu a cartilha do “grande economista” que é FHC! O vídeo deixa claro que FHC não passou de um garoto propaganda do Real, fabricado artificialmente para ser eleito presidente.
UM POUCO DA NOSSA HISTÓRIA – O ABANDONO DO NORDESTE, E O SOFRIMENTO E A CORAGEM DO NORDESTINO.
Por: ‘Luisa’.
Sarrafo,
Outro dia fiz um comentário aqui, mas enxuguei o texto a fim de nos politizarmos sobre as coisas e sabermos buscar cada vez mais nossos direitos.
E aí União, vamos discutir a relação? Equilíbrio ou Separação?
Nosso país foi formado, diferentemente da América Espanhola, com dimensões continentais. As conquistas fronteiriças não aconteceram como os EUA, isto é, com guerras com os vizinhos, mas deu-se, sobretudo, pacificamente.
No início da colonização, quando tínhamos um formato de harpa, como ficou definido no tratado de Tordesilhas, a colonização pela interiorização deu-se, especialmente, pela pecuária extensiva. Garcia D´Avila e Guedes de Brito, com a criação de gado, adentraram o país e, com a morte de D. Sebastião, ficando aberta a coroa portuguesa, a União Ibérica nos ajudou a sermos em termos de tamanho, o que somos hoje. A escolha para se instalar nas recém terras conquistadas da Baía de Todos os Santos, não ocorreu por beleza ou de forma aleatória. Os portugueses já tinham mapeado as terras conquistadas. A escolha se deu por ser a Baía de Todos os Santos, o centro geográfico do país.
Com o fim do domínio açucareiro e a descoberta das minas, a administração central se transfere para o RJ. Também não foi por beleza, mas por razões econômicas. A província do Rio de Janeiro, à semelhança da baiana, pertencia à coroa portuguesa. Aquele estado, quando Men de Sá foi governador-geral do Brasil, chamou seu sobrinho Estácio, para vir expulsar os franceses da Baía da Guanabara. Estácio trouxe uns mercenários, levou colonos das capitanias do Recôncavo, Ilhéus, Porto Seguro e Espírito Santo e, com estas pessoas, expulsaram os franceses e criaram uma colônia no referido estado tal qual conhecemos hoje.








