WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

:: ‘Ferrovias’

RETROSPECTIVA VALEC 2019

Obras da FIOL II recebem visita técnica da VALEC e MInfra

O diretor-presidente interino da VALEC, José Luis Vianna, juntamente com o secretário nacional de Transporte Terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcello Vieira, e uma equipe de assessores e técnicos dos dois órgãos realizam, esta semana, visita técnica ao segundo trecho da Ferrovia de Integração Oeste Leste – FIOL.

A FIOL II, etapa da ferrovia que corresponde ao trecho que vai de Caetité/BA a Barreiras/BA, é subdividida em quatro lotes, que estão em diferentes estágios de construção. O lote 5, por exemplo, que passa pela área de influência de Caetité, tem aproximadamente 50% de avanço físico. Entre os municípios baianos de Serra do Ramalho e Bom Jesus da Lapa, está 100% concluída a maior ponte ferroviária da América Latina.As equipes da VALEC e do MInfra percorrerão, até o próximo sábado (14), os trechos 6 e 7 da FIOL II, que passam pelos municípios de S. Félix do Coribe, Correntina, Santa Maria da Vitória, Coribe, São Desidério, Barreiras e Santa Maria da Vitória.

TEXTO: Ana Caichiolo

Governo quer leiloar 44 ativos de infraestrutura em 2020, diz ministro

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, dá entrevista coletiva, para fazer um balanço das ações de 2019 e projetos para 2020Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Expectativa é que investimentos alcancem R$ 101 bilhões

Publicado em 13/12/2019 – 18:51

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse hoje (13) que o governo pretende realizar leilões de 40 a 44 ativos de infraestrutura no próximo ano. A expectativa é que os projetos de concessão de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias alcancem R$ 101 bilhões em investimentos durante o período de duração dos contratos.Entre os projetos está a concessão à iniciativa privada de 22 aeroportos (divididos em três blocos), sete rodovias, nove terminais portuários, duas ferrovias e a renovação antecipada de quatro contratos de transporte ferroviário de cargas.Durante coletiva na tarde desta sexta-feira, o ministro apresentou o balanço das ações da pasta em 2019. No total, foram vendidos 27 ativos, que devem resultar em R$ 9,4 bilhões em investimentos e R$ 5,9 bilhões em outorgas.“O ano foi interessante demais, um ano bom para a infraestrutura onde a gente conseguiu realizar aquilo que estava programado. Demos continuidade a algumas coisas que estavam andando e conseguimos estruturar outras”, disse o ministro. “O programa de concessão caminha para ser um sucesso e será um sucesso até porque as condições que oferecemos não têm concorrente em outros lugares do mundo”.

Nova Dutra

O ministro disse que a relicitação da Nova Dutra será o grande destaque do próximo ano. A concessão atual vence no início de 2021, mas o governo quer realizar o leilão em 2020. A expectativa é que o empreendimento gere investimentos de R$ 13 bilhões. “Temos grande possibilidade de arrecadação de outorga, mas essa não é a nossa obrigação. Estamos fazendo concessão para gerar investimento”, disse.

O ministro também destacou a concessão da BR-163 no trecho entre o Mato Grosso e o Pará. A pavimentação da rodovia foi concluída este ano pelo governo federal. A previsão é que seja concedido para a iniciativa privada o trecho de 970 quilômetros entre Sinop (MT) e Miritituba (PA).

A rodovia se tornou uma importante rota de escoamento da produção agrícola de Mato Grosso. Segundo o ministro, com a pavimentação haverá um ganho na eficiência do transporte de cargas na região e um aumento da produtividade.

“A pavimentação da BR-163 significa aumento de eficiência de fluidez. Agora a gente vai saber que dia é feito o carregamento e que dia vai descarregar no porto”, disse. “Hoje você tem 15 milhões de toneladas de capacidade instalada no porto de Miritituba e uma série de projetos que estão na fila para serem instalados. Vamos aumentar muito a capacidade”.

Além da BR-163, o governo também vai leiloar a BR-101, em Santa Catarina. O leilão de privatização está previsto para ocorrer no dia 21 de fevereiro. O trecho de 220 quilômetros está localizado na divisa do estado com o Rio Grande do Sul.

Ferrovias

Na parte de ferrovias o destaque vai para a concessão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), no trecho entre Ilhéus e Caetité, ambas na Bahia; e da Ferrogrão, no trecho de 1.142 quilômetros entre Lucas do Rio Verde (MT) e Miritituba (PA). “A Ferrograo é uma alternativa mais eficiente do ponto de vista ambiental e energético para o escoamento dessa carga do Mato Grosso”, disse Freitas, que destacou a possibilidade de redução no valor do frete ferroviário devido à concorrência com os novos operadores.

No balanço das ações deste ano, o ministro destacou a concessão da BR-364/365, no trecho de 437 quilômetros ligando Jataí (GO) e Uberlândia (MG), a concessão do ramo central da Ferrovia Norte-Sul, a concessão de 12 terminais portuários e também de 12 aeroportos, sendo seis no Nordeste, quatro no Centro-Oeste e dois no Sudeste.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, dá entrevista coletiva, para fazer um balanço das ações de 2019 e projetos para 2020
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que em 2019 foram vendidos 27 ativos, que devem resultar em R$ 9,4 bilhões em investimentos – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Concessões com problemas

O ministro comentou sobre concessões que enfrentam problemas, como a do aeroporto de Viracopos, em Capinas (SP), cujo processo de caducidade da concessão foi aberto pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “Eu acho que a gente está mais perto da solução […] me parece que agora eles já estão sinalizando para a devolução”, disse.

Freitas citou ainda o caso da BR-040 e da Ferrovia Transnordestina. A empresa que administra o trecho de 936,8 quilômetros da BR-040 entre Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG) quer devolver a concessão ao governo federal. No caso da Transnordestina, a Agência Nacional e Transportes Terrestres (ANTT) também quer a caducidade do contrato.

“Este ano conseguimos avançar nessas regulamentações. Saiu o decreto de relicitação, saíram as duas resoluções das agências reguladoras que disciplinam a forma como vai ser dar os procedimentos. O primeiro pedido de devolução, que é a BR-040, vai ser incorporado e eu já tenho a sinalização de que outras concessionárias vão seguir o mesmo caminho. Vamos começar a trabalhar nessas reestruturações e colocar esses projetos novamente na nossa carteira”, disse.

Embarque internacional

O ministro falou ainda sobre a decisão do governo de extinguir a taxa adicional de US$ 18 na tarifa de embarque internacional. Segundo o ministro, a medida não foi tomada este ano devido a não estar prevista no Orçamento.

Criada em 1999, é taxa é paga pelos passageiros que viajam para fora do país e cobrada com a tarifa de embarque, sendo uma das fontes de receita do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que financia melhorias na infraestrutura aeroportuária.

“Acabar com a taxa implica renunciar receita, mas é uma coisa que faz sentido”, disse. “A tarifa vai acabar. A questão é a gente calibrar este impacto na lei do Orçamento. Este impacto não estava prevista na LOA [Lei Orçamentária Anual] de 2020, mas em 2021 isso vai acabar”.

Tarcísio disse ainda que o governo continua estudando alternativa para a Infraero, após a privatização dos aeroportos administrados pela empresa. “Tem um rol de possibilidades, ela pode entrar na administração de Alcântara, após o acordo de Salvaguardas Tecnológicas, pode fazer acordos para a administração de aeroportos regionais, tem a possibilidade de geração de receitas com a prestação de serviços”, disse. “Existe uma possibilidade forte de revocação da empresa para atingir um segmento de mercado que ela não está atingindo”.

Edição: Fábio Massalli

ARMANDO AVENA – UM RETRATO DA ECONOMIA BAIANA

ARMANDO AVENA – UM RETRATO DA ECONOMIA BAIANA

ARMANDO AVENA - UM RETRATO DA ECONOMIA BAIANA

Qual é o principal setor da economia baiana? O senso comum diria que é a indústria, já que aqui está sediado o maior polo industrial do Nordeste. Ou talvez destacasse o turismo ou a agropecuária. O senso comum está errado, o principal setor da nossa economia  é a administração pública, que gera um produto de  aproximadamente R$ 56 bilhões, o que representa 20,8% do PIB baiano. A indústria de transformação responde por apenas 12% do PIB baiano e a agropecuária por cerca de 7%. É essa força econômica que explica o poder do setor público e faz com que grande parte da economia estadual seja dependente das decisões governamentais.

Vale lembrar que a Bahia é uma economia de serviços e esse setor representa 71% de tudo o que se produz por aqui, mas 30% do PIB do setor serviços é gerado na administração pública, enquanto o comércio produz 18%, as atividades imobiliárias 14% e o turismo cerca de 5%. A informação refere-se ao ano de 2017, mas é quentíssima e foi divulgada semana passada pelo IBGE e demonstra também que é preciso privatizar a Refinaria Landulpho Alves ou pelo menos reativar sua produção. Nesse ano, a Bahia, que era a sexta maior economia do país, representando 4,1% do PIB brasileiro, foi superada por Santa Catarina e a explicação é uma só:  a indústria perdeu participação na economia baiana, em função da queda no refino e na redução da produção de petróleo e gás nas bacias de Tucano e Recôncavo.

Não é nada muito grave, Bahia e Santa Catarina, que responde por 4,2% do PIB brasileiro, revezam-se no sexto lugar, mas o dado mostra que é fundamental para a Bahia resolver a questão da Petrobras e retomar os investimentos no setor. O IBGE mostra também que a Bahia especializa-se cada vez mais na produção de energia, que representava 12% da indústria baiana em 2016 e pula para 15% no ano seguinte, mostrando a força da produção estadual de energia eólica e solar. E o salto seria maior se houvesse mais leilões de energia. Os números oferecem um bom retrato da economia baiana, e demonstram que precisamos ampliar o papel do setor privado e reduzir o tamanho do setor público, que não pode representar mais que 12% do PIB, como ocorre nas economias mais desenvolvidas.

A DISPARADA DO DÓLAR

O dólar bateu em R$ 4,20 esta semana, a maior cotação nominal da história. Mas a hora é de vender, e não de comprar, afinal o Brasil não passa por instabilidade política ou econômica e tem U$$ 400 bilhões em reservas. O desequilíbrio entre a entrada e saída de dólares não ocorre porque o juro está baixo, ele está baixo no mundo inteiro; nem porque o leilão do pré-sal fracassou, pois já, já tem outro leilão. A alta ocorre porque no fim do ano aumenta a demanda por causa das remessas de lucros das empresas para o exterior e por causa do duelo comercial entre China e Estados Unidos e da instabilidade política na América do Sul.

LEÃO E A VIRTÙ

Maquiavel dizia que o político não podia confiar na sorte, a deusa da Fortuna, mas que precisava seduzi-la e para isso era preciso ter virtù, ou seja, a capacidade de fazer as coisas acontecerem.  O vice-governador João Leão está mostrando que tem virtù e capacidade de seduzir a Fortuna, pois quando se envolve com um projeto, ele se consolida. Foi assim com a energia eólica e hoje a Bahia é líder nacional no setor. Foi assim com a ponte Salvador-Itaparica e ela vai a leilão este ano. Recentemente, Leão teve reuniões com o ministro da Infraestrutura sobre a Ferrovia Oeste-Leste. Resultado: a subconcessão da Fiol foi aprovada pela ANTT e vai a leilão no 1º trimestre de 2020.

VALEC participa de encontro com missão comercial dos EUA

Na última segunda-feira (4), a VALEC participou do evento Brazil Infrastructure Trade Mission, promovido pelo Serviço Comercial do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, da embaixada americana no Brasil. O encontro aconteceu na sede do Ministério da Infraestrutura.

Representando a VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, participaram do encontro o diretor-presidente, Gen. Marcio Velloso, o diretor de engenharia, José Luis Vianna, o superintendente de projetos, custos e estudos, Marcos Aires, e o assessor de relações institucionais, Guilherme Bianco. A equipe da estatal apresentou à comitiva americana, composta por empresário de diversos setores da infraestrutura, o novo papel da VALEC frente ao mercado ferroviário como indutor da logística ferroviária. De acordo com Velloso, “a VALEC tem hoje plenas condições de contribuir para o mercado com a elaboração de projetos, estudos, planejamento para licenciamento ambiental e desapropriação, além de atuar no gerenciamento de armazéns e terminais intermodais. ”

Na abertura do evento, o secretário executivo do MInfra, Marcelo Sampaio, mencionou os planos do Governo do Brasil para a infraestrutura e a importância de se estabelecer parcerias estratégicas. “Sabemos da importância em manter um canal aberto entre os governos americano e brasileiro”. O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, William Pop, destacou a abertura do atual governo para o setor privado e enfatizou a importância do intercâmbio entre os dois países. “Estamos aqui para conhecer os principais projetos de infraestrutura e manter essa conectividade”.


TEXTO: Ana Caichiolo
FOTO: VALEC
Fonte: MInfra

Novo marco legal deve impulsionar setor ferroviário no Brasil

Cerca de 58% da malha ferroviária do país está abandonada ou subutilizada

A Comissão de Infraestrutura (CI) pode votar nesta semana o novo marco legal das ferrovias (PLS 261/2018). De iniciativa do senador José Serra (PSDB-SP), o projeto pretende incorporar as melhores práticas adotadas em outros países para desenvolver a malha ferroviária para o transporte de cargas e de passageiros. A novidade apresentada na proposta é a autorização como modalidade de outorga para a exploração de ferrovias pelo setor privado. Além disso, o reparcelamento do solo com a sociedade de proprietários de imóveis são novas estratégias apresentadas para o desenvolvimento do setor.

O projeto já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na forma de um substitutivo. Na CI, o relator, senador Jean Paul Prates (PT-RN), também apresentou um substitutivo diferente após várias audiências públicas realizadas para debater o tema. Em vez de uma lei que alteraria outros decretos e leis, Jean Paul optou por fazer uma lei específica para organizar o transporte ferroviário. De acordo com ele, a proposta é meritória, pois visa aumentar a oferta de infraestrutura ferroviária, impedir a concentração do mercado, reduzir os custos logísticos e promover a concorrência no setor ferroviário.

“O setor ferroviário do Brasil já vem crescendo bastante nos últimos 10, 15 anos. Praticamente dobrou de tamanho. É uma necessidade do país. Há capacidade de investimento interna e externa para o setor ferroviário. No entanto, ele se ressentia de ter todos os instrumentos de que outros setores já dispõem, instrumentos regulatórios, instrumentos de outorga, que permitam esse investimento em diferentes níveis e em formas diferentes”, disse.

No capítulo central do substitutivo, que trata das regras do procedimento de outorga em regime de autorização, a mudança feita pelo relator foi fixar prazo para esse regime. A autorização passa a ter o prazo determinado de 25 a 99 anos, proposto pelo requerente, já que é ele quem será hábil para avaliar o período necessário para amortizar os investimentos que vai realizar.

“Acreditamos que o estabelecimento de prazo contratual permite melhor avaliação do negócio e traz mais segurança jurídica para o investidor”, justificou Jean Paul.

 

Se for aprovado pela CI, o projeto deverá passar ainda pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde terá decisão terminativa, ou seja, não deve passar pelo Plenário, a menos que haja recurso. Em seguida, o projeto segue para a Câmara.

Motivação

De acordo com o senador José Serra, a proposta se justifica pelo atraso do Brasil na infraestrutura ferroviária, por uma série de oportunidades perdidas e também pela grande dependência de investimentos públicos para o setor, mesmo na hipótese de outorga por concessão. Segundo a União Internacional de Vias Ferroviárias, o Brasil ocupa a nona posição em extensão de linhas de trens, com mais de 30 mil quilômetros de malha. No entanto, em relação à qualidade da infraestrutura, segundo o Fórum Econômico Mundial, em 2018, o país está na 88ª posição entre 137 analisados. De acordo com dados do Ministério da Infraestrutura, dos 28,2 mil quilômetros da malha ferroviária em regime de concessão, 30,6% estão ociosos.

Para o senador, um modelo possível é “manter a presença estatal nos segmentos onde ele seja realmente necessário, e, ao mesmo tempo, atrair investimentos privados para a construção da infraestrutura em regime de competição onde haja interesse do mercado”, como se deu nos Estados Unidos.

:: LEIA MAIS »

VÍDEO INSTITUCIONAL DA VALEC – FERROVIAS

http://valec.gov.br/noticias/735-video-institucional 

Palestra e laboratório de solo abrem segunda semana de capacitação na FIOL

A segunda semana de estágio de capacitação do Exército Brasileiro em obras ferroviárias da VALEC começou com palestra sobre lastro e sublastro e experimento no laboratório de solo.

O treinamento está sendo realizado no canteiro do Lote 7 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), localizado no município de São Desidério, na Bahia com grupo formado por 25 militares.

Na manhã desta segunda-feira (9), os militares assistiram palestra ministrada pelo engenheiro Fernando Ernlund sobre sublastro e lastro, com destaque para fase de aprovação para utilização na obra, produção, controle e layout das instalações.

O grupo também participou de experimento no laboratório de solo de materiais pétreos.

O Exército possui dois Batalhões Ferroviários de Engenharia com capacidade de operar no modal ferroviário. O grupo que está participando do estágio é ligado ao Departamento de Engenharia e Construção e ao Sistema de Obras de Cooperação do Exército.

Na semana passada, o engenheiro Fernando Gomes ministrou palestra sobre superestrutura ferroviária. Além disso, os militares acompanharam diversas atividades na via, como fixação dos trilhos, assentamento de dormentes e execução de drenagem de plataforma.

O estágio tem por objetivo proporcionar uma atualização sobre as novas técnicas e métodos de planejamento e execução de obras ferroviárias, capacitando-os a atuarem como disseminadores do conhecimento entre os batalhões de engenharia, que trabalham na execução direta de obras de infraestrutura, em parcerias com outros órgãos da administração pública.

 

 

VALEC entrega ao MInfra relatório final da FIOL

Dividido em oito volumes, o relatório é composto por cadernos com quantitativos, memória de cálculo, justificativa, planilha orçamentária, gerando valores de investimento para a execução dos serviços remanescentes e complementares da FIOL 1, lotes 1, 2, 3 e 4.

da esq. para dir.: Marcos Aires (superintendente de Projetos, Custos e Estudos), Paula Tagliari (superintendente de Meio Ambiente e Desapropriação), Ramon Saleno (gerente de Projetos), Ismael Trinks (diretor do Departamento de Transporte Ferroviário do MInfra), Maryane Figueiredo (superintendente de Construção).

 

Canteiro industrial da FIOL (Guanambi/BA)

 

O trabalho desenvolvido pelas áreas de projeto, construção e ambiental da VALEC servirá como ponto de partida para a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) dar continuidade aos estudos de desenvolvimento do processo de subconcessão desse trecho ferroviário.

Diretrizes e metas

A VALEC vem atuando para que as diretrizes e metas do MInfra sejam cumpridas. Em março deste ano, o trecho entre Porto Nacional/TO e Estrela d’Oeste/SP da Ferrovia Norte-Sul foi subconcedido em leilão que teve como vencedora a empresa Rumo Logística. Em 31 de julho, o contrato de subconcessão foi assinado em solenidade que aconteceu em Anápolis/GO.

Também em março, foi entregue ao Ministério da Infraestrutura o Projeto Básico da FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), trecho Água-Boa/MT e Mara Rosa/GO. Nesse trecho, a ferrovia percorrerá 382,97 km com o objetivo de escoar a produção agrícola do Mato Grosso para os portos, melhorando a logística do país, a partir da conexão com a Ferrovia Norte Sul.


TEXTO: Ana Caichiolo

IMAGENS: Luiz Guilherme – Vida Engenharia

Obras da Fiol estão indo bem, diz ministro da Infraestrutura

INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA22 de Julho de 2019

Em transmissão pela internet, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, Tarcísio Gomes de Freitas disse que concessão à iniciativa privada deve ser feita no início de 2020

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou, na última quinta-feira (18/7), que as obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) estão indo bem e a concessão para a iniciativa privada deve ser feita no início de 2020. Ele participou da transmissão semanal pela internet feita pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Deve ser concessionada no início de 2020, mas as obras vão ter continuidade com recursos garantidos pelo governo federal”, disse o ministro, ao lado do presidente.

+ Sindag cobra Petrobras sobre normalização do abastecimento de combustível
Paranaguá prevê ganho operacional de 25% com aumento de calado

Estão previstos também outros 505 quilômetros de estradas de ferro entre Barreiras e Figueirópolis (TO) o Fiol 3, em fase de revisão de estudos e projetos. A expectativa é de que, quando concluída, a obra beneficie os exportadores de minério de ferro da região sul da Bahia e de grãos do oeste do Estado e sudeste de Tocantins.

O plano de concessão do governo federal inclui apenas o trecho Fiol 1. O Ministério da Infraestrutura informou que o processo está na fase final de audiências públicas na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para posterior envio da documentação ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Veja a matéria completa, clicando aqui.

 

VALEC realiza palestras sobre educação ambiental em quatro lotes da Fiol

Dos dias 4 a 7 de junho, a VALEC Engenharia, Construções e Ferrovia S.A. visitou quatro lotes da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) para apresentar aos profissionais que atuam nos canteiros de obras e às comunidades que moram em regiões próximas à ferrovia, o que é a Fiol e a importância da preservação do meio ambiente.

Durante esta semana, a VALEC realizou as apresentações nos municípios baianos de Ilhéus (lote 1), Jequié (lote 2), Aiquara (lote 2), Contendas do Sincorá (lote 3), Caitité (lote 4) e Brumado (lote 4). Mais de 300 pessoas participaram dos encontros, que abordaram aspectos da Fiol como a localização, a estrutura, os objetivos gerais da ferrovia e a importância de se respeitar a faixa de domínio – faixa de terra com 40 metros para cada lado da ferrovia.

Também foram discutidos temas relacionados à educação ambiental, como combate à caça e ao tráfico de animais silvestres, minimização de desmatamentos, importância das passagens de fauna, destinação correta de resíduos, prevenção de queimadas, atividades de salvamento de animais e a prevenção de atropelamentos.

Esta ação da VALEC atende ao Plano Básico Ambiental (PBA), um conjunto de programas com medidas para mitigar e compensar os impactos da FIOL, conforme exigência do Ibama.

Na próxima semana, a VALEC visitará os outros quatro lotes da Fiol para dar continuidade às palestras.

Obras de construção do Porto Sul começam no segundo semestre

Bamin e chineses irão investir cerca de R$ 2,5 bilhões no empreendimento

As obras do Porto Sul, no distrito de Aritaguá, em  Ilhéus, finalmente vão sair do papel. A Bahia Mineração (Bamin) e um consórcio formado por empresas da China irão iniciar a construção do empreendimento no segundo semestre deste ano, num investimento da ordem de R$ 2,5 bilhões. O serviço de implantação do porto vai gerar inicialmente 500 empregos,  mas,  no pico de obras,  esse número saltará para até 2.500.  Quando entrar em operação, daqui a quatro anos, serão entre 600 e 700 postos de trabalho diretos e centenas de outros indiretos.

“Queremos empregar o maior número possível de trabalhadores locais”, diz Alberto Vieira, diretor de implantação do Projeto Pedra de Ferro da Bamin. Segundo ele, inicialmente, serão construídos uma ponte sobre o Rio Almada e acessos às rodovias BA-001 e BA-262.  Na sequência, virão a ponte de acesso aos píeres, quebra-mar, retroporto, terminal, dentre outras estruturas.  “Por parte da Bamin já está  tudo pronto para o início das obras. Já contratamos as empresas de engenharia. Aguardamos agora as desapropriações. Precisamos de terra livre para iniciar o projeto”, assinalou Vieira.

Ontem pela manhã,  em solenidade realizada na Governadoria,  o  governador Rui Costa e representantes da Bahia Mineração assinaram o termo de unificação dos terminais do porto e a constituição da Sociedade de Propósito Específico (SPE) para a construção do empreendimento. Na prática, o termo permite o início do processo de desapropriações. Contempla ainda uma mudança no projeto original: inicialmente, o porto teria dois terminais – um de uso público e outro de uso privado. Agora, terá um.

De acordo com o governo, a  unificação dos terminais foi adotada como forma de assegurar o aumento da eficiência operacional do Porto Sul, a partir do uso compartilhado das estruturas marítimas e terrestres do equipamento pelo estado e  pela Bamin. Foi uma forma também de reduzir os  custos. “O projeto do Porto Sul foi concebido, inicialmente, com dois terminais, mas por causa de todos os problemas econômicos que o Brasil passou e passa, por conta dessa crise, nós resolvemos adotar a estratégia de unificá-los e, com isso, buscar acelerar a sua construção”, destacou Rui.

A obra do Porto Sul é considerada fundamental para a exportação do  minério proveniente da mina Pedra de Ferro, localizada no município de Caetité, a 636 kKm de Salvador. Mas ele só não basta. A viabilidade do projeto da Bamin depende ainda da conclusão  da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol).  Para ser viável economicamente,  Pedra de Ferro foi estruturado da seguinte forma:  extração e  beneficiamento do minério em Caetité, transporte da carga pela Fiol até Ilhéus e o escoamento pelo Porto Sul.  Com tudo pronto, serão exportadas, por ano, 18,8 milhões de toneladas de minério de ferro  para o mercado chinês.

“Tenho repetido diversas vezes que esse projeto só fica de pé com os três ativos juntos: o porto, a ferrovia e a mineração”,  enfatizou o governador. Alberto Vieira, da Bamin,  reforça: “Um negócio  dessa dimensão [Porto Sul] não se sustenta sem carga.  Precisamos que a Fiol seja concluída. É muito importante para a Bamin e para os investidores chineses que o processo de concessão da Fiol seja concluído ainda em 2019”.

Uma das estrelas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),  a  Ferrovia Oeste Leste deveria ter sido concluída em 2014.  A obra – que já consumiu recursos da ordem de R$ 3,4 bilhões – está parada  há mais de três anos.  O histórico de execução do projeto inclui problemas crônicos: falta de dinheiro, paralisações dos serviços em vários trechos, abandono de canteiros pelas empreiteiras contratadas, greve de operários   e problemas com licenciamento ambiental. Apesar de tudo isso,  o projeto tem 75% de execução.

A boa notícia é que o Ministério da Infraestrutura  pretende realizar ainda este ano o leilão de concessão da ferrovia à iniciativa privada. O projeto completo vai de Ilhéus a Figueirópolis, no estado do Tocantins, num traçado de 1.527 km, mas atualmente apenas o trecho entre Ilhéus e Caetité, com 537 km, está qualificado para ser licitado.  A Bamin e  seus sócios chineses irão  participar da disputa.

“A mina e a ferrovia dependem do porto, e o porto vai ser o conforto para que o governo federal efetive o leilão da ferrovia, que é a espinha dorsal do projeto”, diz o diretor financeiro da Bamin, Alexandre Aigner. “A ferrovia é um indutor de desenvolvimento. Com  a Fiol e o Porto Sul, iremos viabilizar uma série de outros projetos em Ilhéus, Itabuna, Brumado, Caetité e na região do São Francisco”, completou o governador

contador free

nao basta

Webtiva.com // webdesign da Bahia
janeiro 2020
D S T Q Q S S
« dez    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  


WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia