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:: ‘Entrevistas’

Ghost Writer (tradução: escritor fantasma) – A dúvida foi sanada!

´Persiste minha intenção de ser prefeito face ao governo que está aí´, diz Nazal

José Nazal – Mauricio Maron

A maior parte dos últimos 30 anos, José Nazal passou auxiliando gestões municipais de Ilhéus. Conhecedor como poucos da história e da geografia do município e dono de uma memória invejável, Nazal sempre foi lembrado nas composições da administração municipal. Em 2016, abriu mão de ser mais uma vez um coadjuvante do processo político e lançou seu nome como pré-candidato a prefeito. As circunstancias do xadrez eleitoral o levaram a compor como vice do prefeito Mário Alexandre. Mas só aceitou a missão, assegura, depois de dar um aviso importante ao companheiro de chapa: “se sair da linha, dos interesses de Ilhéus, eu grito”.

Hoje, Nazal garante que grita. Mais que isso. Rompeu publicamente com o prefeito Marão, reorganiza seu partido, a REDE, e assegura estar preparando uma candidatura a prefeito para mudar a forma de fazer política em Ilhéus. Nesta entrevista concedida ao editor do JBO, jornalista Maurício Maron, Nazal não dá voltas para falar o que pensa sobre o seu companheiro de chapa, do sonho em ser pela primeira protagonista dos destinos de Ilhéus, sendo prefeito a partir de 2021, e antecipa uma possível ida de Mário Alexandre para o partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL, depois de ter, até aqui, as mãos estendidas pelo maior adversário do presidente no nordeste: o governador Rui Costa. “Foi ele mesmo quem me disse”, informou.

Nazal não poupa críticas à forma de o atual prefeito fazer política. E fala do futuro político de Marão, sob a sua ótica. Sobre si, José Nazal destaca um sonho antigo de governar a sua cidade, repetindo um feito do seu avô Raymundo do Amaral Pacheco, que ocupou a cadeira no século passado, por um curto período, entre os anos 1937 e 1938.

Veja a seguir.

———————–

O que te leva neste momento a querer ser prefeito de Ilhéus?

Não é bem “me leva neste momento” não. Esse pensamento de ser prefeito é muito mais antigo. Trabalho na vida pública há mais de quatro décadas, servi a diversos prefeitos, vários cargos, especialmente no gabinete, e me fez ter uma visão macro da cidade. A partir de 2006, com o desconforto que a gente estava passando no governo Valderico, que não foi um bom governo com todo respeito que tenho à pessoa dele – estou falando política e administrativamente -, me dispus a me candidatar. Tinha um almoço semanal da Turma do Vesúvio, um grupo que se reunia para ouvir a opinião de outras pessoas e alí, uma certa vez, tornei pública a intenção de me candidatar. E disse à época: ainda que seja para cumprir um papel de coadjuvante.

Mas aí você continuou coadjuvante…

… no dia 21 de setembro de 2007 fui chamado pelo então prefeito Newton Lima para ocupar um cargo no gabinete. Àquela oportunidade o governo conseguia dar conta de demandas imediatas, foi feita uma promoção de abertura do espaço público do governo para a sociedade e veio a renovação do mandato de Newton com índices que mostravam que ele era o candidato que a população queria. Aí eu recuei. Não ia me colocar como candidato, inclusive estando ao lado de uma pessoa que estava “bem na fita”.

“Há muito desinteresse por Ilhéus na atual gestão. A tônica está sendo reeleger o prefeito quando, na verdade, deveria ser “a cidade está bem” de fato, sem fingir.”

Como foi construir a pré-candidatura para 2016?

A dificuldade do partido foi grande. Mas na discussão política não foi possível ser candidato a prefeito e fui vice eleito. Fomos vitoriosos.  

E você continua sonhando.

Persiste a minha intenção face ao governo que está aí. Tem feito algumas coisas, sim. Mas está deixando a desejar ainda. Poderia ser bem melhor. Porque se fôssemos aplicar o que discutimos na rua, na campanha de 2016… não vou dizer nem que prometemos. Não fizemos promessas. Mas a intenção era fazer o governo de forma mais participativa, mais democrática, mais transparente. Com um olhar mais crítico para as coisas que realmente necessitam ser feitas. Mas, infelizmente, mudou. O prefeito deu uma entrevista recente no rádio e disse que eu tinha alguns defeitos, que ele já tinha detectado eles na campanha, e que, agora, afloraram. O que posso dizer é que, graças a Deus, tenho mesmo defeitos. Até hoje só teve Um que não teve defeito. Eu tenho. E reconheço meus defeitos.

“Eu acho desconfortável pro prefeito ele estar na base do governador e ele me disse pessoalmente que vai para o PSL.”

No decorrer deste mandato quais os equívocos que você tem observado e que resultaram no seu rompimento político com Mário Alexandre?

Tem uma coisa que é grave para todos os municípios do Brasil, pro Estado e para a população: o instituto da reeleição. Eu sou contra a reeleição.

Por quê?

Por que quando você entra candidato à reeleição você deixa de fazer aquilo que precisa ser feito. Foge da real necessidade de tomar decisões políticas de promover ações que às vezes incomodam poucos, mas que são benéficas para a população. Por exemplo: a gente está vendo o grave problema que envolve o transporte coletivo…  o governo não fala nada!!! Não se manifesta. Não está bem o transporte coletivo!!! E a situação dos clandestinos ocorre justamente por que há deficiência do serviço público oferecido. Mas o governo não encara isso. A gente não tem uma revisão e implantação de uma legislação própria no que tange esta questão. A gente não tem e o governo não se movimenta para fazer.

“Mário me perguntou: o que é que você quer. Eu disse: nada. Quero o acordo por Ilhéus. Se sair da linha, do interesse de Ilhéus, eu grito.”

Numa situação de reeleição, o prefeito eleito já entra candidato pensando quatro anos à frente?

Posso estar exagerando, mas é o que penso. No dia que promulga o resultado da eleição e no dia que toma posse, o prefeito já está com a reeleição na cabeça pronta. É o que eu penso. Estou falando de todos os prefeitos. Eles precisam entender uma coisa: prefeito não é dono da cidade, não é o sol e a cidade girando em torno dele. Prefeito é mais um e está ali para servir. Então o que ele tem que fazer, tem que fazer esquecendo de si.

Agora seu olhar especificamente sobre Ilhéus.

A gente vê, na prática, infelizmente, que parte da mídia está na mão do governo.  Sem isenção para fazer críticas quando elas devem ser feitas e fazer elogios quando for para elogiar. Nas redes sociais a gente está vendo aí pessoas que eu sei… olha, o gabinete do prefeito virou um ponto de pessoas que fazem o papel de Ghost Writer (tradução: escritor fantasma) do governo nas redes sociais. Você fala que o prefeito é feio aí no outro dia 200 pessoas batem em cima de você, que você é mais feio ainda. O prefeito precisa sair desse egocentrismo de ser o centro as atenções. O prefeito, repito, é mais um!

“É um desafio muito grande. Meu partido é pequeno, minha estrutura não é grande, não tenho recurso e não vou fazer compromisso pra ficar preso, amarrado, só pra ganhar e depois vender a alma.”

Isso é grave. É uma denúncia grave.

A gente está tendo agora no gabinete uma central de assédio. É outra denúncia forte que estou fazendo. Eu estou lá todo dia, trabalho todo dia! Todos os comissionados estão sendo obrigados a ser filiados ao partido que o prefeito indicar. É errado isso. É sério! Os estagiários estão sendo obrigados a ter Facebook, Instragram, curtir (as notícias da administração). Tá errado! Eu não posso aceitar uma coisa dessa passivamente.

Essa questão delicada do afastamento de servidores do período de 83/88. Você não só se posicionou contrário como também promoveu uma ação para reintegrar todos numa viagem do prefeito, mesmo o cargo não tenho sido transferido para o vice. Foi um jogo midiático?

Não foi midiático. Mas, infelizmente, se torna midiático, já que os veículos de comunicação passam a te procurar. Desde o princípio tomei uma posição. Não pelo fato dos servidores serem amigos. É uma questão de bom senso no meu entendimento. Por que esta questão de valor de folha, com seriedade e rigor, é possível. Eu sempre fui a favor de que houvesse um maior exercício possível de recursar, desde quando saiu a sentença inicial. Eu dizia: recorre à ONU ao Papa, numa analogia de que deveria ir as últimas instâncias. O prefeito atendeu a sentença judicial e justificou de que tinha que cumprir uma determinação judicial. Ai vieram determinações em instâncias superiores e ele não cumpriu. Quando ele viajou para o exterior e não me passou o cargo, com informações de juristas que considero sérios e competentes, tomei atitudes que achei que deveria ter tomado (cancelou o ato de demissões mas o prefeito, na volta ao cargo, não acatou). Agora, amparados por uma decisão do presidente do STF, que não me compete questionar, eles agora estão confortavelmente rolando para a frente. Eu acho que foi um ato de desumanidade.

“Me recordo na eleição de 2012, que eu não era candidato, eu perguntei a todos os candidatos quantos distritos tinha o município de Ilhéus. Sabe quantos me responderam corretamente? Nenhum.”

Como é sua relação com Mário e o grupo dele no dia-a-dia.

Tive educação doméstica e uma formação escolar boa. Tenho pessoas que me servem de exemplos ao longo da minha vida. O amadurecimento traz a segurança do que você quer. Eu tenho uma relação normal com as pessoas. Às vezes, eu e Mário, a gente se encontra e fala. Não sou inimigo de Mário. Gosto de Mário. Não é pessoal. Eu me afastei de Jabes politicamente e tenho amizade pessoal a Jabes. Quero que ele seja feliz. É diferente de você ser inimigo e desejar que o outro vá à lona. Confesso que de maio para cá entrei no gabinete do prefeito apenas duas vezes. Eu preparo material para encaminhar para Salvador e mando para ele assinar. A última vez, ele mandou dizer que só assinaria se eu fosse levar pessoalmente (risos). Não foi de forma jocosa. Foi brincalhão. Fui e ele assinou. Nesse ponto ele tem me dado absoluta liberdade para trabalhar. E eu tenho feito. A relação pessoal não é uma coisa problemática. Se falam de mim ou me malham nas redes sociais, não ligo. Te falo com segurança: durmo em paz todas as noites. Durmo e acordo em paz todos os dias.

Sendo prefeito hoje que rumos você mudaria na gestão?

Primeiro, a forma como decide as coisas. Fiz críticas a todos os governos que participei de governar apenas com um ou dois. Se governa de forma plural.  Têm decisões que algumas secretarias tomam que outras nem sabem. Tenho feito críticas ao governo por que acho que faltam autocritica e humildade ao governo. Falta parar, ouvir e buscar soluções. Faço críticas, por exemplo, à estrutura da secretaria de Educação. Não são aos secretários. Errada. Sobretudo à rede montada. Principalmente a rural. Está montada de forma errada. Se você faz uma crítica vem logo a volta: “não, não está errada e tal”.

“Às vezes, eu e Mário, a gente se encontra e fala. Não sou inimigo de Mário. Gosto de Mário. Não é pessoal. Eu me afastei de Jabes politicamente e tenho amizade pessoal a Jabes. Quero que ele seja feliz. É diferente de você ser inimigo e desejar que o outro vá à lona.”

Errada de que forma?

A maneira como é feita a nucleação, por exemplo. Ela está errada. Até do ponto de vista de você saber quem você atende. Você tem em Castelo Novo uma escola de Uruçuca dentro da sede. Tem escolas em fazendas de Itajuípe instaladas em Ilhéus. A prefeitura de Uruçuca construiu em 2017 uma escola em Banco Central, em Lajedão. Você vai ao prefeito de Uruçuca, fala com ele e ele diz: vocês não tomam conta, eu vou tomar. E eu não tenho o que rebater.

Dê um outro exemplo de equívoco .

O CRAS do Malhado, na zona norte, que está parada a construção há mais de um ano, ele vai atender ao Malhado, Barra, Iguape, Esperança, Aritaguá, Castelo Novo, Banco do Pedro, Pimenteira, Inema e Banco Central. Isso é fingir que faz assistência social. É humanamente impossível uma ou duas equipes dar conta de espaços geográficos na circunscrição do CRAS.

O prefeito precisa sair desse egocentrismo, de ser o centro das atenções. O prefeito, repito, é mais um!”

Seu conhecimento da história e da geografia da cidade podem te ajudar no processo eleitoral do ano que vem?

Não conheço tanto. Eu estudo muito. Mas me recordo na eleição de 2012, que eu não era candidato, eu perguntei a todos os candidatos quantos distritos tinha o município de Ilhéus. Sabe quantos me responderam corretamente? Nenhum.

O governador Rui Costa é visto, de forma geral, como o governador que mais ajudou a cidade nas últimas décadas…

… e é verdade. Há muitos anos Ilhéus não tem um governador que olhe tanto para a cidade. É gostar? Querer? Não, é oportunidade. Ilhéus foi escolhida para ter a implantação de modais como porto, aeroporto e ferrovia. Por conta disso algumas demandas futuras vão acontecer e o governo ter feito ações que nos ajudaram muito…

“A gente está vendo o grave problema que envolve o transporte coletivo…  o governo não fala nada!!! Não se manifesta. Não está bem o transporte coletivo!!!”

A cidade tem críticas quanto à demora da conclusão da ponte. Geralmente falam o tempo de atraso. Você faz a contagem regressiva em suas postagens. `Faltam tantos cabos para concluir e tal´. Acho curioso isso…

… a ponte passa a ser um equipamento da BA 001, é um equipamento rodoviário intermunicipal. Integra a BA 001. Estamos falando de uma obra que foi pensada em 1969, três anos após a construção da ponte Lomanto Júnior. O Plano Municipal de Integração de Ilhéus, o plano diretor da cidade, já previa esta obra. Estou otimista. Existiram vários problemas que resultaram no atraso, problemas que acontecem. Se correr no ritmo que está a gente entra este natal vendo a ponte ligada. Pode até passar andando na ponte, de carro ainda não. Até lá os acessos asfaltados também estarão prontos. Vai faltar acabamento, sinalização, iluminação…

E as pedras usadas na construção e que foram prometidas para seguir para a zona norte e recompor áreas destruídas pelo mar?

Irão sim. Serão retiradas este mês ainda pelo lado sul. Falta pouco. São ainda 11 vãos e 66 metros para cada lado.

“Não fizemos promessas. Mas a intenção era fazer o governo de forma mais participativa, mais democrática, mais transparente. Com um olhar mais crítico para as coisas que realmente necessitam ser feitas. Mas, infelizmente, mudou.”

Como você pretende construir a candidatura de 2020?

É um desafio muito grande. Meu partido é pequeno, minha estrutura não é grande, não tenho recurso e não vou fazer compromisso pra ficar preso, amarrado, só pra ganhar e depois vender a alma. Não estou mordido por uma mosca-azul. Quero participar do processo de debate, oferecer a Ilhéus a oportunidade de discutir os problemas que temos e, juntos, buscar soluções. Temos que encarar muitas coisas. O interesse coletivo tem que estar acima até dos meus próprios interesses.

Tenho ouvido algumas entrevistas, pessoas, políticos, se oferecendo claramente para estar, na próxima, no lugar onde você está e não parece estar satisfeito e quer sair…

… nunca pedi para ser vice de Marão. Sentamos duas vezes para conversar e tinham quatro pessoas na mesa. Mário me perguntou: o que é que você quer. Eu disse: nada. Quero o acordo por ilhéus. Se sair da linha, do interesse de ilhéus, eu grito. Disse isso no dia 30 de julho. Dia 31, fomos conversar novamente e ele virou pra mim e disse: “Naza, eu dormi esta noite. Tinha 15 dias que eu não dormia”. Perguntei porque. “Por que todo mundo que vem negociar comigo quer 50 por cento dos cargos. Você não está pedindo nada?” Ai quando ganhamos, ele me perguntou: “o que você quer agora?” Respondi: quero ser secretário. Levei três pessoas comigo. Que saíram comigo da pasta.

E a relação do governo com a Câmara?

Seria diferente comigo. A relação tinha que ser institucional. Natural que você tenha composição política, que vereador faça indicação. É perfeitamente entendido. Agora, indicação por competência. E com todo respeito pelos vereadores, que me tratam com respeito e não quero generalizar, mas têm indicações de pessoas que não têm competência nenhuma para estar no cargo. Isso quem perde? O prefeito não quer ter oposição! E quem não quer ter oposição não quer ter autocrítica.

Como você enxerga o comportamento político ainda não revelado de Mário na reeleição. Um olhar de quem será adversário, obviamente.

Eu acho desconfortável pro prefeito ele estar na base do governador e ele me disse pessoalmente que vai para o PSL (partido do presidente Bolsonaro, adversário de Rui no nordeste). E eu estou te dizendo por que ele me disse diante de outras pessoas. Se tivesse me dito sozinho eu não teria dito aqui agora. Ele vai pro PSL. Não sei se nesta eleição ou se depois, com intenção de ser candidato a deputado, por que ele me disse que vai ser candidato a deputado federal. É um desconforto.

Hoje seu sentimento é de gritar, conforme prometido a Mário na composição da chapa que hoje governa a cidade?

De gritar, por que só posso gritar. E não é para neste momento me desvincular de Mário. Mas há muito desinteresse por Ilhéus na gestão do governo. A tônica está sendo reeleger o prefeito, quando na verdade deveria ser “a cidade está bem” de fato, sem fingir.

Jabes Ribeiro analisa o processo eleitoral e descarta candidatura em 2020

 

Na manhã desta sexta-feira, 26, o secretário geral dos Progressistas da Bahia, Jabes Ribeiro, participou do programa o tabuleiro da Ilhéus FM. Durante a entrevista, Jabes analisou o processo eleitoral da Bahia e descartou sua candidatura a prefeito de Ilhéus nas eleições de 2020.

Para Jabes, o partido sai fortalecido com o resultado das eleições e com condições de contribuir significativamente para a Bahia. “Nós organizamos o partido dentro da aliança que temos com o governador Rui Costa. Em 2014, fizemos cinco deputados estaduais. Nesta eleição, fizemos sete. Tivemos um crescimento de 40%. Preservamos a nossa bancada federal com quatro deputados e ainda temos o vice-governador da Bahia, o companheiro João Leão”.

O secretário dos progressistas não escondeu as pretensões do partido para as próximas eleições. “Daqui a dois anos temos o pleito para prefeito e o partido sai preparado para disputar as eleições municipais, se possível, em todos os municípios da Bahia”.

Mais uma vez, Jabes desmentiu os boatos e garantiu que não irá disputar as eleições municipais em 2020, em Ilhéus.   “Eu não serei mais candidato a prefeito. Esqueçam essa história. Nós temos claramente o candidato a prefeito em 2020. Ele se chama Cacá Colchões”.

Jabes lembrou que as eleições para deputado estadual legitimou Cacá como o candidato natural.  “Ele saiu das urnas fortalecido pelo povo de Ilhéus. Foi o campeão de votos. Vai ter um apoio muito forte do partido. Cacá é uma pessoa leve, correta, trabalhador e um líder nato. Ele conhece os problemas da cidade”, enfatizou.

Na oportunidade, Jabes lembrou a importância de escolher,  no próximo domingo, um Presidente afinado com o governo da Bahia. “A eleição de Haddad ajudará Rui a continuar o trabalho em benefício dos baianos e em especial da nossa cidade”, ressaltou.

   Anne Bomfim

Assessora de Imprensa

     DRT/BA 7667

   (73)98841 – 3481

VEREADOR THADEU MUNIZ EXPLICA A OPERAÇÃO ÁGUIA DE HAIA NA FM GABRIELA

Vereador-Thadeu-Muniz-PDT

 

ENTREVISTA COMPLETA DO DEPUTADO JAIR BOLSONARO A RÁDIO METRÓPOLE 1 NA BAHIA!

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ENTREVISTA COM CLÓVIS JÚNIOR – PRES. DA CDL DE ILHÉUS

Entrevista Clóvis Júnior – presidente da CDL de Ilhéus

Clóvis Oliveira Gomes Júnior,nasceu em Brasília, mas se considera ilheense de coração, já que há 29 anos escolheu a cidade para viver e participar ativamente de causas sociais e políticas. Administrador de empresas, empresário do ramo de materiais para construção, está no segundo mandato como presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, foi vice-presidente do Sindicato do Comércio e da Associação Comercial e Industrial e é membro-diretor do Rotary Clube de Ilhéus.

1-     O senhor a assumiu a CDL novamente como presidente em 2017, ano muito difícil para o Brasil, sobretudo, economicamente, e o comércio foi muito afetado. Como foi presidir a entidade nesse primeiro ano desse atual mandato?

“Na realidade tive que assumir em 2016, um mandato tampão já que Paulo Ganem, presidente na época, estava almejando ser candidato a prefeito de Ilhéus e tinha que cumprir as determinações da lei eleitoral. Então nas eleições da nova diretoria 2017, a nossa chapa “Juntos Somos Mais Fortes”, foi eleita por aclamação. Um ano economicamente difícil para a maioria dos brasileiros, mas para nós, micro e pequenos empresários não é permitido a depressão, tivemos e temos que continuar a lutar!!”

2-     A CDL sempre teve um calendário fixo de eventos, campanhas, palestras, percebemos que ficou um pouco prejudicado tanto em 2016, quanto no início de 2017. Faltou apoio? O que aconteceu?

“Surgiram algumas demandas dos nossos associados e da comunidade, em relação à luta pela defesa dos lojistas em relação ao aumento abusivo no IPTU e nos Alvarás de funcionamento do comércio da cidade. Então ocorreu um desvio de foco e realizamos campanhas mais simples, sem o apoio do poder público, o agente que mais se beneficia, politicamente, com o sucesso do comércio.”

3-     No final de 2017 a CDL lançou a campanha promocional de natal, até ousada em relação às de outras cidades da região. As coisas estão melhorando, a CDL está conseguindo retomar as atividades de forma mais expressiva?

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COSME ARAÚJO COMEÇOU A BRANDIR A ESPADA.

Cosme Araújo e a espada que dá ‘constipiu’… ouçam. Entrevista na Rádio Difusora de Itabuna, ao  blogueiro João Matheus, do  blog Políticos do Sul da Bahia.

O PT DEIXOU DE SER PARTIDO, AGORA É UMA ONG !

http://veja.abril.com.br/multimidia/video/o-pt-deixou-a-politica-e-se-transformou-em-ong-afirma-candido-vaccarezza

PTONG

SABE MAIS, QUEM É DE DENTRO DO PARTIDO.

  • Entrevista. Djalma Bom, ex-sindicalista e ex-deputado federal

Um dos fundadores do PT, Djalma Bom sugere que amigo se reaproxime de antigos companheiros para reverter distância

Para parceiro do ABC, ‘Lula está isolado’

  • Ricardo Galhardo

10 Maio 2015 | 03h 00

Nas últimas semanas o ex-sindicalista Djalma Bom, de 74 anos, braço direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas históricas greves de 1979 e 1980, um dos fundadores do PT e integrante da primeira leva de parlamentares eleitos pelo partido, foi às ruas para defender o governo Dilma Rousseff das ameaças de impeachment.

Embora continue fiel a Lula e ao partido, Djalma mantém o espírito crítico dos tempos de sindicalista. Em entrevista ao Estado, concedida em seu apartamento no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, ele disse que Lula está cansado e isolado, que o PT se transformou em uma máquina eleitoral e que o movimento sindical perdeu a independência em relação ao partido e ao governo. Leia os principais trechos da entrevista do ex-sindicalista.petistaesclarece

Laços de luta. Djalma Bom mostra foto em que está ao lado de Lula, ao conceder entrevista em sua casa, em São Paulo

Na quarta-feira, a Câmara aprovou a Medida Provisória 655, que restringe direitos trabalhistas, com apoio do PT. Qual sua opinião sobre a postura do partido? 

O PT hoje é governo e automaticamente tem que ter essa compreensão de que não é mais oposição e tem responsabilidades. Essa MP provoca prejuízos à classe trabalhadora, sim, mas é muito mais honesto assumir hoje essa posição de votar com o governo do que ficar nessa geleia geral sem saber onde está situado.

Desde quando o PT passou a fazer parte dessa “geleia geral”?

A deformação do PT começou na Carta ao Povo Brasileiro, em 2002. Hoje, o partido não tem mais o mínimo de identidade política e ideológica.

De que maneira a Carta ao Povo Brasileiro deformou o PT? 

A Carta assinada pelo Lula para que ele pudesse ganhar a eleição de 2002 foi um acordo para não mexer nos grandes interesses econômicos e políticos na tentativa de adquirir o voto de confiança dos grandes banqueiros, do capital internacional e dos grandes empresários nacionais para dizer que o Lula era um cara confiável. Aí o Lula, pela sua liderança, carisma e talento de grande negociador, de pessoa inteligente e sensível, conseguiu a façanha surpreendente de ser o pai dos pobres e mãe dos ricos nos oito anos de seu governo.

Dilma prometeu que não mexeria em direitos trabalhistas “nem que a vaca tussa”. Ela cometeu estelionato eleitoral?

Os candidatos, sejam a prefeito ou a presidente da República, têm que tomar muito cuidado com suas declarações. Se ela tivesse uma compreensão mais profunda do momento econômico, não teria feito essa declaração. Ela jamais poderia ter falado aquilo. No meu modo de entender, foi muito mais uma bravata do que uma afirmação para ganhar as eleições.

Qual deve ser o papel do movimento sindical, especialmente a CUT, em relação ao governo?

Não existe uma independência do movimento sindical em relação ao PT e ao governo. O que a gente sente é que hoje o movimento sindical está muito mais integrado ao governo da companheira Dilma e ao PT, mas sem uma definição classista e ideológica.

O movimento sindical não tem o papel de defender das ameaças de impeachment um governo teoricamente dos trabalhadores?

Sim. Mas pode defender mantendo a independência. No momento em que os sindicatos se jogam nos braços do governo, perdem a autonomia e deixam de defender os interesses da classe trabalhadora. Eu tenho comentado com o Lula que o movimento sindical hoje está muito mais preocupado em construir palácios. Eu não consigo entrar e me locomover na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC pela grandiosidade, pela suntuosidade. Isso é uma crítica construtiva, com todo respeito à diretoria. O sindicato não tem que se preocupar em construir palácios, mas em conscientizar a classe trabalhadora, que hoje passa por uma dificuldade talvez muito maior do que na época dos nossos enfrentamentos em 1979 e 1980 contra a ditadura militar. A terceirização vai desarticular toda a legislação trabalhista.

Como você avalia a situação do PT diante das denúncias levantadas pela Operação Lava Jato?

Falar só da corrupção é uma forma muito simplista de analisar o momento do PT. A crise aguda e profunda pela qual passa o partido é muito mais de identidade e ideológica. O PT precisa se reafirmar como partido classista. Ninguém dá almoço de graça. Quando alguém paga, está colocando ali seus interesses.

O PT decidiu que não vai mais aceitar dinheiro de empresas. 

Tardiamente. Porque o PT jamais poderia pegar dinheiro de empresário para o financiamento de campanhas eleitorais. Quando fui candidato pela primeira vez a deputado federal, os trabalhadores nas fábricas me ajudaram. Agora é a segunda vez que um tesoureiro do PT é denunciado por corrupção (Delúbio Soares e João Vaccari Neto). Alguns afirmam que o dinheiro é legal. Eu concordo que o dinheiro pode ser legal, mas é um dinheiro imoral. Jamais poderia ter sido arrecadado pelo PT. É uma situação que traz constrangimento para a gente.

Sem dinheiro de empresários Lula teria sido eleito?

Não quero afirmar se Lula seria eleito ou não. O que posso dizer é que o PT procurou a porta mais folgada para passar. Isso facilitou a eleição do companheiro Lula. Talvez algumas pessoas digam que isso é uma utopia da minha cabeça, mas a grande aliada do PT sempre foi a classe trabalhadora. O partido tem 2,5 milhões de filiados. Se cada um der R$ 10… Eu quero fazer uma proposta. Não tenho contribuído com o PT, mas podem me cobrar R$ 20 por mês para as campanhas eleitorais do partido. Estou disposto a pagar.

O PT se tornou um partido igual aos outros?

Está se tornando. O que a gente percebe claramente é que o PT esqueceu as suas origens e acabou se tornando uma máquina de disputa eleitoral. O partido esqueceu que sua função é estar junto ao movimento social e à classe trabalhadora. Aí está a grande deformação. Hoje, quem manda no PT, em qualquer diretório, são os parlamentares ou seus assessores. Deveria haver normas para que isso não acontecesse, como o direito a apenas uma eleição no respectivo cargo. Hoje, tem gente que está no quinto mandato. Isso fere a democracia interna porque quem tem mandato impede que outra pessoa ocupe aquele espaço.

Lula tem criticado essas deformações do PT, mas se beneficiou dessa estrutura durante seu governo. Ele negligenciou o PT?

Não quero dizer isso. Os fatos foram se sucedendo e Lula foi arrastado para essa situação. Ainda bem que ele está preocupado com isso. Antes tarde do que nunca.

Com todos os protestos contra o PT, Lula ainda pode voltar a ser presidente da República?

O carisma e a liderança do Lula não criaram chance nem oportunidade para que pudesse aparecer outra grande liderança no PT. Sinto ultimamente o Lula um pouco cansado. Estive no Primeiro de Maio e a voz do Lula me assustou muito. O Lula que costuma fazer discurso de 50, 60, até 80 minutos não conseguiu falar mais do que 20 minutos. Isso é preocupante. Para mim, em 2018, o PT deve se preocupar com uma nova candidatura. O Lula não precisa ser presidente para o PT ganhar a eleição. Ele tem a liderança para indicar um candidato. Mas para isso o PT precisa fazer uma análise de seus descaminhos.

Lula ficou mais acessível aos antigos companheiros depois que saiu do governo?

Ele deixou de realizar algumas práticas que tinha. Apesar das dificuldades, no começo do mandato, ele reunia o grupo de metalúrgicos lá no bar da Rosa, dentro do sindicato, para conversar, saber o que estávamos achando e tomar algumas decisões. Lula é muito intuitivo. Sinto por parte do companheiro Lula um certo isolamento. Vejo que ele precisa restabelecer esse contato de tomar uma cachaça, bater um papo, abraçar as pessoas. Lula é um cara muito carinhoso. Isso faz parte da qualidade humana que ele tem, e existe esse distanciamento.

Você andava afastado do PT. O que o motivou a voltar às atividades do partido?

Foi uma coisa muito concreta. A direita está ocupando o espaço nosso, da classe trabalhadora, nas ruas e nas praças. Automaticamente, quando eu me afasto dessas manifestações (como a de Primeiro de Maio), acabo dando o direito para que outra pessoa que não tem a ideologia que eu defendo ocupe o meu espaço. A partir daí, me sinto na obrigação de estar lá.

ENTREVISTA DE REINALDO AZEVEDO A DANILO GENTILI – IMPERDÍVEL.

A PETROBRAS VIROU BODEGA – JOICE HASSELMANN E REINALDO AZEVEDO.

ENTREVISTA REINALDO AZEVEDO.

blogreinaldo

http://veja.abril.com.br/multimidia/video/golpe-e-querer-calar-as-manifestacoes-diz-reinaldo-azevedo

 

FHC TOCA NA FERIDA COM MUITA CLAREZA!

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