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:: ‘Entrevista’

‘Desgaste do governo não interessa a ninguém’, diz governador Rui Costa


Petista defende a reforma da Previdência e já criticou o boicote do partido à posse de Bolsonaro e defende uma trégua da oposição no início de mandato

AE Agência Estado

postado em 01/04/2019 09:07 / atualizado em 01/04/2019 09:07

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), durante encontro de governadores na residência oficial do governador do Distrito Federal, em Águas Claras(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)


Reeleito para governar o maior Estado administrado pelo PT, o governador da Bahia, Rui Costa, defende a aprovação da reforma da Previdência proposta pelo governo Jair Bolsonaro com apenas quatro alterações. A posição contraria decisões do partido, que é radicalmente contra todo o texto. Não é a primeira vez que ele contraria o PT. Já criticou o boicote do partido à posse de Bolsonaro e defende uma trégua da oposição no início de mandato, entre outras “rebeldias” pontuais. Ao jornal O Estado de S. Paulo, Costa disse estar “perplexo” com o vazio de propostas de Bolsonaro. Para o governador, a desarticulação do Planalto não interessa a ninguém, nem à oposição. A seguir, os principais trechos da entrevista: 

Como o sr. vê este início de governo Bolsonaro?

Com certa perplexidade. Quando alguém assume um governo e passa a ser responsável por um país, sua função é produzir síntese, construir consenso e aglutinar forças. A declaração universal da boa política, e não da nova ou da velha política, é que, quem ganha, declara que vai governar para todos. E não só declara, passa a tomar decisões como um governante de todos, e não de uma parte. Mas o governo trouxe a beligerância da campanha para o ato de governar.

Falta articulação?

Acho que o mais grave, e o Congresso está se ressentindo não só da ausência de articulação, é a beligerância no relacionamento. Todo mundo fica perplexo, e a reação é evidente. Quem presenciou no Brasil, nos últimos 50 anos, um governo recém-eleito no terceiro mês estar tão fragilizado desse jeito, quase beirando a unanimidade contra no Congresso?

Este desgaste precoce interessa à oposição?

Não interessa a ninguém. Não é à toa que os nove governadores do Nordeste pediram uma audiência com o presidente e se colocaram à disposição para que fôssemos facilitadores de reformas e medidas que o Brasil precisa. Afundar o País, aprofundar a perda de credibilidade não ajuda a ninguém. 

O sr. é a favor da reforma da Previdência?

Os nove governadores do Nordeste tiraram um documento no qual falam que é necessária uma reforma que não penalize os pobres, e aponta alguns pontos. Quando se fala de Previdência, é preciso ter uma regra perene. Segundo, a capitalização vai arrebentar tanto a Previdência pública quanto a privada, e só beneficia os bancos. Os outros pontos são a questão rural e a prestação continuada. No documento, nos comprometemos que, se esses quatro pontos fossem retirados, nós aprovaríamos a reforma.

A oposição está conseguindo explorar, no bom sentido, essa desarticulação do governo?

A oposição, assim como os brasileiros em geral, está mais perplexa do que qualquer outra coisa. Ninguém esperava um desastre tão grande nos três primeiros meses como este. O que se espera de um governo novo é uma agenda. Agora, ao fim do terceiro mês, qual é a agenda do governo na saúde, educação, infraestrutura, ou para reformas estruturantes? 

Mas a oposição também não está desarticulada?

Qualquer governo vem legitimado pelas urnas e, nos primeiros meses, manda a boa política que, quem perdeu a eleição, deixe quem ganhou governar. Mas ele não disse nada. Como posso dizer se sou contra a política de saúde se o governo não apresentou nada? O máximo que se pode dizer é que há um vazio de ideias, como diz o editorial do Estadão. 

O que achou da declaração do presidente de que não cabe a ele fazer a articulação para a aprovação da reforma da Previdência?

Não tem como terceirizar a responsabilidade. Ao se abdicar dessa liderança, você está abdicando do ato de governar. 

Ele está fazendo isso?

Se mantiver essa posição, sim. 

O sr. vê um método nas ações do governo?

Parece mais uma inaptidão do que fazer. Ele se elegeu dizendo que havia uma pregação ideológica no Brasil, e até agora o que fez foi pregação ideológica. Está ocorrendo uma saturação rápida dessa agenda e, se ele insistir, eventualmente chegará ao limite do desgaste e da ingovernabilidade.

O que pode acontecer?

Fico sempre triste de acontecer aquilo que é contra o ambiente democrático, que é você tirar qualquer possibilidade de governar, sendo que ele foi eleito para isso. Mas em um dado momento as coisas podem se agravar muito e, institucionalmente de novo, chegar-se à conclusão de que o País não consegue ser governado. Estamos caminhando rapidamente para isso. Não estamos num debate de ideias. Estamos debatendo um vazio e um aprofundamento de um desgaste do Brasil no exterior. 

O que a oposição tem a fazer?

Primeiro, exercitar o diálogo entre os partidos. Acho que os partidos, inclusive o meu, precisam voltar a ter capilaridade social. Um dos erros que meu partido cometeu foi deixar haver um afastamento em relação ao povo, apesar de manter nas bandeiras e realizações a representação do povo mais pobre. Os dirigentes passaram a ser assalariados bem remunerados, muito mais do que a média do povo. Se afastaram. A rede de capilaridade deixou de existir e o partido ficou menos permeável a críticas e pressões. Isso contribuiu para o processo de desgaste.

ANTIGA ENTREVISTA COM MARCOLA DO PCC


José Nazal: “Deixei a Seplandes por ver coisas que eu considero erradas” – ENTREVISTA

 

José Nazal: “Deixei a Seplandes por ver coisas que eu considero erradas”

maio 18

“Sobretudo, governar sozinho ou com um ou dois” afirma

O vice-prefeito José Nazal que pediu exoneração da secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável (Seplandes), no final do mês passado e expôs uma crise interna e visível, porém desmentida constante pelos personagens envolvidos.
Mesmo diante dos fatos, Nazal, Por uma questão de ética pessoal, preferiu só falar depois de publicado o Decreto de Exoneração, o que ocorreu sexta-feira passada. Procurado o vice-prefeito não se recusou e concedeu a entrevista.

Diário de Ilhéus – O senhor pediu para ser exonerado da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável. Porque
José Nazal – Eu diria alguns motivos, mas se puder dizer um só eu diria que é o foco do governo que saiu dos interesses do povo de Ilhéus.
É preciso fazer uma retrospectiva da História. No dia 30 de abril eu protocolei no gabinete o pedido formal de exoneração e uma carta pessoal ao Prefeito Mario Alexandre, que estava fora da cidade, expondo todos os meus pontos de vista, uma critica inclusive como autocrítica, não estou me colocando melhor do que ninguém.
Comecei lembrando que no período de pré-campanha eu fui convidado algumas vezes para fazer uma aliança com ele (Mário Alexandre) e sempre rechacei porque havia um bolo muito grande partidos e eu estava discutindo com um numero menor de partidos. Eu achava que uma envolvendo um grande numero de partidos de diferentes ideologias e princípios até ganharia (a eleição), mas não governava atendendo as demandas que o município precisa.
Na véspera das convenções, no inicio de agosto, eu sentei com Mario (Alexandre), num sábado (de 30 de julho), eu acompanhado por Gusmão e ele com Renilson e depois chegou Marcos (irmão de Mário), conversamos e Mário perguntou qual era a minha proposta se agente fizesse uma aliança eu sendo o vice. Respondi que a minha proposta era governar por Ilhéus para Ilhéus. Saindo da linha eu gritava. Foi o termo que usei.
No dia seguinte nos encontramos mais uma vez para fechar a aliança com outras pessoas que pudessem nos acompanhar. Grupo com os quais eu tinha uma relação mais próxima e que não foi possível, Mario me disse: que tinha dormido aquela noite, há mais de 15 dias não estava dormindo. Todo mundo que queria fazer aliança com ele pedia para dividir o governo no meio, queria 50% dos cargos. “Mas você (referindo a Nazal) não me pediu nada. Eu lembrei isso a ele quando conversamos.
Todas as indicações que fiz foram de critério técnico e não político. É claro que é preciso alinhar a política a competência técnica.
Na convenção do PSD, ao lado do senador Otto Alencar, eu repeti no meu discurso que a aliança foi feita por Ilhéus e fora disso eu gritaria, não aceitaria. Atualmente, no governo, eu estou vendo interesses sendo levados como prioridade, que não são interesses de Ilhéus. No governo tem pessoas que não têm compromisso com a cidade. Não são daqui e depois vão embora. A gente vê a história se repetindo, isso já aconteceu noutros governos.
Por ver alguns interesses não serem atendidos com relação a cidade, por ver por ver coisas que eu considero erradas, sobretudo você governar sozinho ou com um ou dois só. Eu entendo governo com uma coisa plural no qual se vê a discussão ser estabelecidas, quando você ouve opiniões de todas as formas as quais proporcionem possibilidades de acertar mais nas decisões.
Tem mais de oito meses que o governo não faz uma reunião de secretários. Hoje tem uma, para apresentar os novos secretários, fui convidado e avisei que não iria. Como o governo vem governando sozinho até agora com uma eminência parda ao lado, eu não vou.

Diário de Ilhéus – Quem é a eminência parda?

José Nazal – O prefeito é quem sabe.
Eu sei que o meu compromisso é com Ilhéus. Nos tínhamos todas as ferramentas para fazer um governo como a população que e precisa. Não posso ver o que estar errado e eu continuar fazendo errado. Tem contratos que eu não concordo, a maneira de adotar certas decisões. Por exemplo: houve uma licitação, que foi suspensa, que apresentava valores mais do dobro ao praticado na praça. Não existe justificativa para que se diga que aquilo estava certo. Na época o preço (do cimento) era r$ 23, e estava cotado por 50 reais. Se na cotação o preço estivesse 25, 30 reais a justificativa seria a demora no pagamento, atrasos etc., porém, ali estava mais do dobro.

Diário de Ilhéus – Com relação à Saúde?

José Nazal – É impensável admitir a falta de copinho para fazer exame de escarro na área de atendimento à tuberculose. Inadmissível pensar que falta insulina para atender aos diabéticos. É impensável admitir que venha um cara de fora para “botar os dentistas para trabalhar”. Dizendo que os dentistas daqui não trabalham e chegue pisando, passando por cima dos colegas. Nem eu nem o próprio Mário Alexandre trata ninguém mal. Eu perguntei se não tratamos as pessoas mal e porque que um cara, em nome da gente, trata todo mundo mal? E sem fazer o que se propôs a fazer.
No bairro Ilhéus II uma senhora me diz “tive que comprar, do meu bolso, por R$ 5,80 centavos uma bobina de papel para a marcação funcionar, porque a máquina não tinha bobina. É inadmissível que uma pessoa tenha me procurado para informar que tem uma filha que é atendida pelo sistema de TFD (Tratamento Fora de Domicílio), um programa com dinheiro do Governo Federal, ou seja, você não precisa pedir favor a prefeito, vereador deputado, a ninguém para ser atendido, bastar ter a documentação do SUS em dia.
Essa pessoa, mãe de uma afilhada de batismo minha, foi pegar a passagem numa sexta, porque iria viajar, para Salvador com a filha, na segunda-feira e ao chegar ao guichê da Águia Branca não pode retirar a passagem porque a Prefeitura estava devendo. Isso foi em abril, a Prefeitura estava devendo quatro meses. Não foi por falta de dinheiro. Esse dinheiro não é do município, é rubricado, do Governo Federal, existe uma conta exclusiva. Por um erro ou incompetência não pagou. Não da para admitir uma coisa dessas!
Eu convidei Mario, algumas vezes e ele nunca aceitou o meu convite, para sairmos só nos dois. Eu ou ele dirigindo, sem segurança, sem jornalista, fotografo, sem avisar nada a ninguém. Neste dia entraríamos em postos de saúde, escolas, repartições, unidades administrativas, em locais do interior próximo. Isso de forma incerta para ver como está funcionando a administração. Ele nunca topou. Eu não engulo essas coisas. Eu não tenho dificuldade para dizer sim nem não.

Diário Ilhéus – Você deixou a Secretaria com alguns projetos…

José Nazal – Eu tenho 41 anos de vida pública. Entrei na Prefeitura para ser oficial de gabinete no dia 1 de fevereiro de 1987 – minha carteira estava assinada mandei da baixa, dez anos depois, senão eu continuaria servidor público até hoje – então, nesses 41 anos eu não conheço quem entrou na prefeitura para trazer alguma coisa em favor do município. Todos anunciam que é em favor do município, mas quando você vai olhar sempre está beneficiando um grupo, uma pessoa.Às vezes tem um bem coletivo e esse merece o apoio.
Algumas coisas estão sendo feitas, espero que continuem. Existia uma queixa grande, que a Seplandes travava tudo. Travando o que estava errado. Se está errado porque eu tenho que liberar. Se falta uma certidão, se o projeto está incompleto, não tem a licença ambiental porque eu tenho que liberar. Andar correto é dever de todos.

Diário de Ilhéus – Durante a campanha vocês anunciaram que este seria um governo da seriedade e do cuidado. Mas parece que nem uma coisa nem outra?

José Nazal – Por mais que alguém reclame, eu tive em algo incomum. A manifestação do Ministério Público. A 11ª promotoria acompanhou o que a gente fez na tentativa de fazer com que a lei fosse cumprida, naquilo que é competência daquela promotoria. Fizemos a ação de limpeza no centro para retirar os outdoors. Não inventamos nada, cumprimos a lei. Não está a contento ainda.
Esta sendo encaminhado um projeto para fazer um levantamento arbóreo da cidade, uma espécie de plano diretor para o planejamento de arborização da cidade, neste sentido está pronto e deverá ser assinado um convenio com a UFSBA.
Estávamos realizado um trabalho de recuperação de recursos praticamente perdidos, de compensação ambiental da Fiol e da Petrobrás para fazer o plano de manejo do Parque Boa Esperança, fazer a delimitação e fechamento da área, construção de guarita e área de conforto para o guarda-parque, um espaço para convivência para, a partir do plano de manejo, receber visitas guiadas e acompanhadas. A cidade precisa saber a riqueza que tem. Tivemos o cuidado de arrumar as questões ambientais principalmente com relação as festas.

Diario de Ilhéus – Com relação ao Fundo Municipal de meio ambiente?

José Nazal – O Fundo Municipal de Meio Ambiente, deixamos com mais e 150 mil reais em caixa. Até a gestão passada, todo dinheiro oriundo dos custos das licenças ambientais caia no caixa comum da Prefeitura e desaparecia. Agora vai todo para o Fundo do Meio Ambiente. Estávamos trabalhando um projeto de Pagamento de Serviços Ambientais para, com esses recursos, tentar recuperar a bacia do Iguape, que é um problema muito sério que o município enfrenta. Esses problemas não se discutia. Precisamos rever Plano Diretor. O Plano de Saneamento que não foi cumprido na data e Governo Federal deu mais dois anos de prazo. Já se passaram cinco meses e nada foi feito e eu estava cobrando isso desde o primeiro dia de governo.

Diario de Ilhéus – Quais as condições de trabalho, atualmente?

José Nazal – As pessoas têm condições zero de trabalho. O ambiente de trabalho das pessoas (da Prefeitura) é uma ambiente insalubre inclusive. Sem cadeira. Uma pessoa chegou a um setor e doou seis cadeiras de presente. Não foi a troco de favores. Deu porque quis dá. Computador descente, a Prefeita tem apenas um com Software oficial, os outros todos não são. Essas coisas precisam ser encaradas. Mas, há uma grande omissão por parte da sociedade.

Diário de Ilhéus – Porque você diz que a sociedade é omissa?

José Nazal – Falta a participação em tudo. Conselhos, eventos, conferencias etc. Vai ter uma audiência publica agora, no dia 30, que o governo vai fazer sobre o Aeroporto Jorge Amado, em Salvador. Está errado fazer em Salvador, mas ninguém reclamou, só eu. Porque em Salvador se o interesse é aqui? Quem vai daqui para Salvador? Que fosse feita uma em Salvador, mas também aqui. Mas quem reclamou disso? Depois aparece uma empresa qualquer para administrar o aeroporto, aí todo mundo começa a gritar. Mas foi questionado antes?

Diario de Ilhéus – Mas o chamamento, a divulgação de audiências desse porte não deveria está sendo divulgado pelo Governo Municipal?

José Nazal – O aeroporto é um problema sério em Ilhéus. A gente pensa no aeroporto a questão do Polo de Informática que foi prejudicado, dos vôos que foram retirados, a pista que foi diminuída. Hoje a passagem aérea em Ilhéus é das mais caras do Brasil. O aeroporto tem uma normativa que impede a cidade de construir. Está emperrando a construção civil na cidade e ninguém faz nada. É uma gincana da Infraero com o Comando da Aeronáutica (COMAER). Agora enviaram uma carta com 175 pontos que tem que ser eliminados. Se você tira os 175 eles arranjam mais 200. Isso é uma decisão de força política.

Diário Ilhéus – Não caberia ao Governo do Estado defender os interesses da Bahia?

José Nazal – Espero que agora, já que o Estado da Bahia vai assumir o aeroporto, se preocupe com isso. Em minha opinião o ideal seria ter o aeroporto no Sítio Jóia do Atlântico que era o projeto pensado em 1994 cuja a área foi decretada de utilidade pública e depois revogado o decreto. Esse é o sítio ideal, ainda dá tempo. Tem uma invasão no local que está começando. O sítio Ceplac/Uesc, que foi proposto, com base numa nota técnica da Infraero, não tem condições.

Diário Ilhéus – O Senhor fala sobre esse descarrilhamento do governo, mas continua representando esse governo. Pelo menos as fotos distribuídas pela Secretaria de Comunicação demonstram isso. Por quê?
José Nazal – Não.
Vice prefeito eu sou. Eu continuo vice prefeito de Ilhéus. É uma outorga que me foi data pelo povo. Se eu morrer ou se a justiça entender que fiz algumas coisa errada e cassa o mandato eletivo. Fora isso vou continuar até quando Deus permitir. Fui convidado para um evento na Justiça Federal pela Promotoria da Infância. Fui chamado para mesa como Vice prefeito, porque sou Vice. O representante do Prefeito estava presente, mas por deferência abriu mão da representatividade. Na audiência da Embasa eu fui convidado pelo vereador Makrize, como vice prefeito, isso foi dito por mim no inicio da audiência. Fui chamado para fazer uma palestra no Rotary há cerca de 40 dias, expliquei que não sou mais Secretario, me disseram que a palestra era pelo Vice Prefeito. Não represento o Prefeito, tenho minha representatividade institucional.

Diário de Ilhéus – Quando o senhor se anuncia vice prefeito, não está assumindo a sua participação, co-responsabilidade no governo que segundo o senhor, não está correspondendo aos anseios da sociedade. Um, exemplo é o Posto de saúde Sarah, foi derrubado no inicio deste governo e continua no chão?

José Nazal – Tem outras coisas. A Escola da Tibina está sem telhado desde o governo passado. A Secretaria de Educação mandou uma lista para recuperação de escolas municipais e a escola da Tibina era a prioridade número 1. Não sei quem nem porque, resolveu não obedecer a lista e a obra nãofoi feita. Em Banco do Pedro o posto de saúde foi inaugurado no dia 16 de dezembro de 2016. Um dos últimos atos do governo de Jabes Ribeiro. Está sem água, sem energia elétrica e sem funcionar até hoje. Carobeira tem um posto médico na mesma situação. Foi divulgada uma matéria pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura dizendo que há cinco anos, desde o governo de Newton Lima, não vai médico em Banco Central. A agente de saúde de lá garante que até dezembro de 2012 funcionou. Quem coordenava esse posto era Orlins. Em Castelo Novo, um agente de saúde me mostrou que passaram quatro anos de Jabes e mais um ano de deste governo e não vem um médico nem uma enfermeira. Essa situação se repete por toda cidade.

Diario de Ilhéus – O senhor lançou uma candidatura que representava o novo para Ilhéus, mas não se concretizou com a aliança com Mario Alexandre. Esse é um governo que atualmente não consegue fazer o básico, a limpeza das ruas, fazer um posto de saúde funcionar, não há ordem no transito, no sistema de transporte urbano. O que o senhor pretende para o seu futuro político?

José Nazal – Eu não vou deixar de fazer política. Essa é a primeira vez que sair candidato a cargo do executivo. Fui candidato a vereador em 1988, pelo PMN, fiquei na segunda suplência. Vou continuar andando pela cidade. Ouvindo as pessoas, estudando a cidade. Pretendo ouvir as pessoas, visitar o interior. Eu não vou ao interior só em dia de festa. Tenho ido constntemente.

Diario de Ilhéus – Qual a sua mior preocupação agora?

José Nazal – Uma coisa está me preocupando muito. Estamos tendo uma questão com o IBGE que a cada ano reduz o numero de habitantes de Ilhéus. Eu não aceito. Tenho tido fortes embates com os técnicos do IBGE. Estamos vendo a cidade crescer. Eu faço voos constantes sobre toda área territorial do município, conheço relativamente bem. Não posso aceitar isso. Estou fazendo uma revisão, com o IBGE. Preparação para o próximo censo que no próximo ano fecha a base territorial e eu estou acompanhando. Vou fazer com atenção, porque agora vou ter mais tempo. Com estão as estradas vicinais?
A situação das estradas rurais é hororosa. Não dá para admitir Ilhéus ter uma extensão territorial como tem 1584 Kms de território, mais de 1200 km de estradas vicinais e ter uma patrulha para atender. Isso é ipossivel. O equipamento está em Japu começou a fazer a estrada, antes de concluir tiram e mandam para outro lugar. Tem um pessoal na borda de Uruçuca, que é Rio do Braço e Banco do Pedro estão querendo que a Prefeitura de Uruçuca va fazer a estrada. Eu estou dando a teste para que isso não aconteça. Quem tem que fazer é Ilhéus

Diario de Ilhéus – A Prefeitura de Uruçuca tem avançado muito no território de Ilhéus, por omissão e incompetência da Prefeitura de Ilhéus, não acha?

José Nazal – A Prefeitura de Uruçuca construiu uma escola dentro de Banco Central, em Lajedão, isso há poucos dias. Falei com o Prefeito, mas até ontem não havia sido tomada nenhuma providência. A prefeitura de Ilhéus precisa trocar os professores ou derrubar a escola e construir outra. Como pode admitir isso? Quando for feita a revisão territorial Ilhéus volta a perder.

Diário de Ilhéus – Essa é a questão do limite com Itabuna, no Macro e Atacadão. A prefeitura não está dando nenhuma atenção…

José Nazal – Alí a situação muda porque quando ocorreu aquela disputa territorial, não havia gente morando no local, era interesse apenas economico. Agora existem condomínios e o Cidadelle passou a ser um bairro. Quem mora ali é de Ilhéus? quantos moradores de Ilhéus moram alí? Trabalham em Itabuna, a um km de onde moram, em Ilhéus. A Universidade Federal do Sul da Bahia está sendo construída dentro de Ilhéus. Isso é um mote para depois quererem que essas áreas sejam transferidas para Itabuna. Enquanto que for vivo vou brigar.

Diário de Ilhéus – O que o governo atual está fazendo para enfrentar essa situação. Para despertar o sentimento de pertencimento nas pessoas que moram em Ilhéus?

Jose Nazal – Nada.
Nem o governo tem esse sentimento.
Você sabe quantos alunos a gente perde para Uruçuca? Você sabe quantos eleitores a gente perde para Uruçuca? Você tem noção? Nem a Prefeitura de Ilhéus tem noção. Cada aluno cadastrado no censo de Uruçuca são recursos que vão para Uruçuca, deixa de vir para Ilhéus e a pessoa mora em Ilhéus. Tem uma escola de Uruçuca dentro de Castelo Novo, na fazenda Hawai. Tem uma escola de Uruçuna na Cepel, Tem uma escola de Uruçuca na fazenda Theodolinda. Estou reclamando isso desde o primeiro dia do governo ninguém dá atenção.

Diário Ilhéus – Diante do que o senhor nos apresenta, o senhor vai continuar ou vai romper definitivamente com o governo?

José Nazal – Eu não vou me meter no governo. Eu não fui ouvido. Eu disse a Mario e aos secretários que tem o comando do governo, que eu não posso aceitar decisões que sejam tomadas sem me ouvirem e sem eu concordar. Se for uma decisão urgente e necessária, acertada, claro que terá o meu apoio. Não sendo porque vou apoiar?
Então eu não vou me meter no governo. Para mim rompimento não é xingamento, inimizade essa não é a minha linha. Não estou disputando poder com ninguém. Apenas eu sou o vice prefeito.
Desejo que o povo de Ilhéus ajude. Reconheço que sozinho o governo não pode fazer muito. Tem coisa que precisa ajuda
Tem uma coisa que eu vou lhe dizer, disse ao Prefeito. Ele está despachando mais em sua casa do que na Prefeitura, no gabinete. O gabinete é o lugar para despachar. É preciso atender as pessoas e não deve mudar o gabinete para sua casa. O gabinete é publico. Até para dizer não. Não deve correr para não dizer não.

Eduardo Salles destaca ações de seu mandato

 “A secretaria municipal de saúde tem hoje a responsabilidade maior e não está cumprindo o que tem que ser cumprido que é garantir a atenção básica. Nós precisamos dos postos de saúde funcionando”

Tony Matiolli entrevista Eduardo Salles

O deputado estadual, Eduardo Salles, participou na manhã desta terça-feira, 24, do programa apresentado por Tony Matiolli, Balanço Total, na Rádio Santa Cruz em Ilhéus. O bate papo contou com esclarecimentos das ações desenvolvidas pelo deputado para a cidade de Ilhéus e região.

Salles destacou as obras estruturantes para a cidade como a construção da nova ponte Ilhéus-Pontal, as obras do esgotamento sanitário do Pontal, a Ferrovia Leste oeste (FIOL), a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e a reestruturação da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC). “O deputado tem que ser uma pessoa presente e entender as dificuldades de onde ele representa e a cada momento ir buscar melhorias para região. Eu corro atrás das demandas que são colocadas , como a minha região é  Ilhéus, eu prezo muito por isso”, frisou Eduardo.

Questionado sobre a situação da área de saúde em Ilhéus, o deputado fez duras críticas ao governo municipal que não conseguiu estruturar a atenção básica no município.  Salles lembrou que o Governo do Estado garantiu a reforma de todos os postos de saúde da cidade e cedeu, sem custo nenhum aos cofres municipais, mais de 200 funcionários na área de saúde.  “A secretaria municipal de saúde tem hoje a responsabilidade maior e não está cumprindo o que tem que ser cumprido que é garantir a atenção básica. Nós precisamos dos postos de saúde funcionando”.  Para finalizar a entrevista Eduardo Salles destacou a importância de conhecer a história e atuação dos candidatos nessas eleições.

“Estou à disposição do partido”, diz Cacá Colchões

Na manhã desta quinta-feira, 08, o ex vice-prefeito de Ilhéus, Cacá Colchões, concedeu entrevista ao radialista Tony Martiolli, na Rádio Santa Cruz. Durante sua participação no programa, Cacá esclareceu sua possível candidatura a deputado federal pelo Partido Progressista, analisou algumas prováveis candidaturas e criticou a gestão de Mário Alexandre.

Cacá lembrou a sua candidatura, na eleição passada em que ficou em segundo lugar, com uma boa expressão de votos. Embora dedicado ao lado empresarial, o progressista não descartou a possibilidade de participar do pleito em 2018.   “No ano de 2017 e no início de 2018 eu  precisei  voltar para o lado empresarial, reconquistar novos caminhos, mas, continuei no partido progressista no qual sempre me coloquei a disposição esperando ser convocado”, enfatizou.

Cacá deixou claro que ainda não é pré-candidato a deputado federal, mas não descarta a possibilidade de representar Ilhéus na corrida eleitoral.   A candidatura do ex vice-prefeito depende, agora, da posição do partido e das pesquisas internas no qual já revelou um resultado satisfatório.

Questionado se sua possível candidatura prejudicaria o deputado Bebeto Galvão, o progressista foi enfático “quem vai analisar a candidatura de Bebeto é a população que votou nele. A minha candidatura não atrapalha ninguém. Ela só fortifica a região cacaueira”.

         Já com a deputada estadual, Ângela Souza, o entrevistado questionou seu mandato e convocou a população para fazer uma reflexão. “Ela já está no terceiro mandato. São 12 anos de mandato na cidade de Ilhéus. O que foi que a deputada trouxe para ilhéus que mudasse a vida dos ilheenses de fato? A população tem que refletir e analisar se ela merece continuar”, disse Cacá de forma categórica.

Na ocasião,  o entrevistado não poupou críticas a gestão de Mário Alexandre que não está sabendo atender as necessidades básicas da população.  “Ilhéus estava preparada para um grande salto em 2017, com a organização administrativa realizada por Jabes. Essa é a verdade”.

Em relação ao caos na saúde, Cacá atribui a falta de planejamento da atual gestão no trato com os recursos.  “Está sendo necessário o  Governo do Estado intervir  na saúde básica de Ilhéus”.  Além da área da saúde, Cacá criticou a preservação das estradas distritais, a falta de uso da usina asfáltica e a limpeza urbana.

GENERAL VILLAS BÔAS: “PAÍS TRATA A AMAZÔNIA COMO COLÔNIA”. ===>>>19-11-2013<<<===

BLOG DO AMBIENTALISMO

Posted: 19 Nov 2013 09:18 AM PST

O Brasil trata a Amazônia como uma colônia, sem integrá-la ao País e desconhecendo a sua realidade e os seus enormes potenciais. Para o general-de-divisão Eduardo Villas Bôas, titular do Comando Militar da Amazônia (CMA), esta é uma das principais causas da desorientação que prevalece no restante do País em relação à região.

Em entrevista à Folha de S. Paulo de 19 de outubro, Villas Bôas, que ocupa o posto desde 2011, fez críticas à política indigenista do governo federal e à atuação das ONGs ambientalistas e indigenistas na região, embora tenha evitado se contrapor à orientação oficial. A seguir, apresentamos as principais considerações do oficial:

FSP – Brasília sabe o que acontece na Amazônia?

EVB – Na parte da defesa até sabe. O que ocorre é que, em pleno século XXI, o país não completou sua expansão interna. Temos metade do nosso território a ser ocupado, integrado à dinâmica da sociedade. A Amazônia, como não está integrada ao país, não há conhecimento no sul da sua realidade, seu potencial. É como se fosse uma colônia do Brasil. Ela não é analisada, interpretada, estudada e compreendida numa visão centrada da própria Amazônia. Isso nos coloca numa posição periférica.

FSP – Quais são as principais necessidades da população local?

EVB – As reais necessidades da população da Amazônia chegam ao centro-sul de maneira distorcida. Com isso, monta-se uma base de conhecimento desfocada, com soluções não apropriadas. A população, principalmente no interior, não tem necessidades básicas atingidas. Em grande parte, não há nenhuma presença do governo do Estado. Em algumas áreas as Forças Armadas são essa única presença.

FSP – O material humano e financeiro atual do comando militar é suficiente para monitorá-la? :: LEIA MAIS »

Entrevista: Cosme Araújo Solta O Verbo

 Agosto 11, 2017 

Dr. Cosme Araújo

O presidente do PDT de Ilhéus e ex-vereador, Cosme Araújo, soltou o verbo no Balanço Total. Entre os assuntos polêmicos: a posição dos vereadores do PDT na Câmara municipal, o governo do prefeito Mário Alexandre, as denúncias contra a deputada Ângela Sousa e a cassação e prisão do vereador Jamil Ocké.

Confira a entrevista completa: 

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OS PARTIDOS SÃO CASAS DE NEGÓCIOS

Entrevista

Por Débora Bergamasco

Edição 21.10.2016 – nº 2446

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NO ATAQUE: Aos 71 anos e fora da vida pública há mil dias, a advogada não tem meias palavras: “Eu piso no tomate”

Primeira mulher no Superior Tribunal de Justiça e famosa por acusar a existência de “bandidos de toga” quando ocupou por dois anos o cargo de corregedora nacional do Conselho Nacional de Justiça, a ex-ministra Eliana Calmon, 71 está aposentada do serviço público há cerca de mil dias, mas segue disparando críticas ao sistema político e ao Judiciário. Em entrevista exclusiva à ISTOÉ, a advogada diz que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, é “o pai do desmonte do CNJ” e o acusa de apoiar o “inoportuno” reajuste salarial de magistrados para “ficar bem com o Poder Judiciário”. E declara que a medida só teve sucesso no Congresso Nacional porque ninguém quis brigar com o setor: “Está todo mundo com o rabo na cerca com essa Operação Lava Jato”. Candidata ao Senado em 2014, ela diz que a experiência foi rica para “conhecer a política por dentro” e afirma que ninguém quer melhorar a situação partidária. :: LEIA MAIS »

SEM REFORMAS, NEM O PAPA SALVA O BRASIL.

17 de Julho de 2016

Para o ex-diretor do BC Luiz Fernando Figueiredo, país voltou para o caminho certo, mas não pode relaxar

Por Márcio JuliboniANTAGONISTA BANNER

SÃO PAULO – Se há algo que não se discute em relação ao governo de Michel Temer, é a qualidade da nova equipe econômica. Mas não adianta nada escalar um time de craques se a política embolar o meio de campo. “O governo pode contar até com o papa na equipe: se não aprovar o que precisa no Congresso, nada será resolvido”, afirma Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de política monetária do BC e fundador da Mauá Capital, que gerencia uma carteira de investimentos de R$ 2 bilhões.

Em entrevista a O Financista, Figueiredo afirma que o Brasil superou o cenário binário do início do ano — Dilma ou Temer — e voltou ao caminho correto. Agora, o debate é em torno das medidas necessárias. Mais: o cenário global de juros baixos ou negativos vai aumentar o apetite dos investidores por ativos mais arriscados – como o Brasil. Mas o país pagará um preço por esse sucesso. “Teremos, sim, um câmbio mais apreciado no curto prazo, quer desejemos, quer não.”

Leia a seguir os principais trechos da conversa:

O Financista: Com o afastamento de Dilma e a presença de Temer na Presidência, ainda que interinamente, já superamos o cenário binário? :: LEIA MAIS »

Se quer caixa de verdade, Temer deve privatizar Eletrobras e Petrobras

10 de Julho de 2016 Fonte: O Antagonista

Claudio Fritschak, um dos maiores especialistas em infraestrutura do país, diz que é hora de discutir o assunto

Por Márcio Juliboni

Esqueça as rodovias e os aeroportos. Se o governo quiser dinheiro grosso para resolver seu problema de caixa, é hora de privatizar os elefantes brancos que atazanam as contas públicas e a vida dos brasileiros: Eletrobras e Correios. Além disso, por que não discutir a venda da própria Petrobras? A avaliação é de Claudio Fritschak, um dos maiores especialistas em infraestrutura do país.

Numa conta rápida, somente o pré-sal poderia render uns US$ 20 bilhões para o governo. Só a Eletrobras aportaria mais US$ 15 bilhões – com o benefício extra de se livrar de um cabide de empregos loteado por políticos de todas as colorações partidárias. Economista e fundador da consultoria Inter.B, Fritschak afirma que não faltam interessados no Brasil. O que falta mesmo é pôr a mão na massa.

Veja os principais trechos da entrevista a O Financista

Claudio Fritschak

Claudio Fritschak

O Financista: O governo tem pressa com as concessões porque precisa de dinheiro. Quais são as áreas mais fáceis e rentáveis para licitar?

Claudio Fritschak: Se quiser começar pelo mais fácil, primeiro são os aeroportos. Uma coisa boa é que o governo já tirou a Infraero do processo. Um aeroporto é composto por três negócios: uma operação logística, um grande shopping center e as operações imobiliárias do entorno, como hotéis e estacionamentos. Então, é muito atraente, porque gera muito dinheiro para os investidores.

O Financista: E as rodovias?

Fritschak: Há várias categorias de rodovias. A primeira são as que podem estender o contrato de concessão por meio de aditivos, em troca de investimentos. Mas é preciso ter regras claras para isso. Não pode fazer, por exemplo, o que se fez na ponte Rio-Niterói. Outro grupo são as rodovias que precisam de investimentos muito pesados, como a chamada “Rodovia do Frango”. Neste caso, o governo deve esquecer essa ideia de determinar uma taxa máxima de retorno.

O Financista: Quanto esses ativos podem render para o caixa do governo?

Fritschak: Se o governo quer caixa mesmo, é preciso privatizar. Não só concessões, mas venda de ativos mesmo. Temos o pré-sal. Monetizar parte dele faz todo o sentido. Precisamos ir além do Campo de Libra. Com o petróleo na faixa de US$ 50 por barril, e fazendo um bom projeto, em uma estimativa bem preliminar, o governo pode conseguir entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões. Outra é a Eletrobras. Não tem sentido manter uma estrutura como aquela. É claro que depende da modelagem, mas pode render uns US$ 15 bilhões. Os Correios são outro. É incompreensível esse monopólio, que só serve para interesses políticos. E a Petrobras. Por que não discutir isso? Enfim, dá para dizer que existem ativos da ordem de dezenas de bilhões de dólares que podem ser vendidos.

O Financista: Como tornar tudo isso, efetivamente, interessante para os investidores?

Fritschak: Há alguns pressupostos. Primeiro, a confirmação do impeachment de Dilma. Segundo, que Temer vá, mesmo, até 2018. Terceiro, a sensação de uma certa normalidade econômica. Com isso, os ativos brasileiros começarão a se valorizar. Mas um processo de privatização bem feito pode gerar boas receitas. Não faltam recursos lá fora. Mas é preciso desaparelhar as agências reguladoras e respeitá-las. Definir um plano estratégico de infraestrutura, e não apenas leiloar projetos isolados, que não fazem sentido para o investidor. Oferecer os projetos básicos e deixar que as empresas compitam pelo melhor projeto executivo. E criar uma agenda de PPPs, que são fundamentais para áreas como saneamento e mobilidade urbana. Para essas PPPs, é preciso um fundo garantidor, cujos recursos poderiam vir das privatizações.

O Financista: Mas há, mesmo, interesse dos estrangeiros pelo Brasil?

Fritschak: Muito. Não são apenas as empresas de private equity. Há também os fundos de pensão estrangeiros e as seguradoras. Os dois têm o mesmo problema: o equilíbrio atuarial. Por isso, precisam de investimentos de longo prazo. Há os fundos soberanos; alguns são muito grandes. E temos a China. Eles já estão aí no setor elétrico, por exemplo. E os chineses têm uma mentalidade de melhorar as operações. Não é apenas comprar, mas desenvolver. Isso não seria bom para todo mundo? Os consumidores teriam um serviço melhor. O país teria uma infraestrutura melhor.

ENTREVISTA COLETIVA

Entrevista Coletiva

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Brasão do Município

 

Convidamos o ilustre profissional de imprensa para a entrevista coletiva que será concedida pelo Excelentíssimo Senhor Prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, nesta quarta-feira, dia 6, às 9 horas, no auditório do Centro Administrativo do Município, localizado na Avenida Brasil, nº 90, Conquista. Na oportunidade, serão abordados os seguintes assuntos.

  1. Concurso Público;

  2. Obra de Mobilidade Urbana;

  3. Sucessão Municipal;

  4. O que ocorrer.

Contamos com sua participação.

Ilhéus, 04 de julho de 2016.

A ENTREVISTA COM O HISTORIADOR E JORNALISTA MARCO ANTONIO VILLA.

O grande impasse de Dilma: impeachment ou renúncia?

entrevista

http://veja.abril.com.br/multimidia/video/o-grande-impasse-de-dilma-impeachment-ou-renuncia

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