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:: ‘Entrevista’

Em entrevista, presidente Bolsonaro fala sobre desempenho do PIB

Presidente discutiu medidas de restrição e impactos econômicos

Publicado em 11/02/2022 – 21:01 Por Agência Brasil – Brasília
Atualizado em 11/02/2022 – 21:31

Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em entrevista exclusiva para a TV Brasil, o presidente Jair Bolsonaro fez hoje (11) um balanço de ações de governo e falou sobre a nova previsão de crescimento acumulado do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 divulgada hoje pelo Banco Central (BC), que foi de 4,5%. 

O presidente atribuiu a queda do PIB à paralisação de setores da economia em virtude da pandemia de covid-19 e às restrições de circulação aplicadas em todo Brasil. “Pegamos em 2019 um Brasil com sérios problemas éticos, morais e econômicos. Tomamos muitas medidas. Lamentavelmente veio 2020 – a pandemia. Nos endividamos na ordem de R$ 700 bilhões para combater a pandemia. Terminamos quase no zero a zero”, declarou o presidente sobre o número de vagas formais de trabalho.

Durante o balanço de ações, Bolsonaro falou que o Brasil superou expectativas pessimistas na queda da produção interna. O número, entretanto, ainda foi significativo e teve grande impacto na inflação e, consequentemente, nos preços. ”O mercado apostava que iríamos perder 10%. Perdemos quatro e pouco. É um número ruim, mas em relação ao mundo, foi um número fantástico. Continuamos trabalhando e apostando no livre mercado e na confiança que o mundo tem para com o Brasil, com a nossa política”, explicou.

Sobre 2021 e os resultados divulgados pelo BC, o presidente afirmou que os números são animadores. “Terminamos 2021 com a certeza de estarmos acima de 4%. É um número fantástico”, acrescentou.

Assista à entrevista do presidente na íntegra:

O presidente declarou que não acha que houve participação de maior ou menor destaque na recuperação e criação de vagas de emprego no Brasil durante o ano de 2021. Ele explicou que as mais de 2,7 milhões de novas oportunidades formais registradas durante o período podem ser atribuídas aos esforços conjuntos de atividades econômicas. “A construção civil é a que mais emprega e não parou. O comércio também. Em eventos, trabalhamos nesse setor também. Continuamos avançando. Praticamente todas as atividades econômicas se fizeram presentes nesse momento [de 2021]”, explicou.

Jair Bolsonaro fez críticas ao que chama de “política do fique em casa, a economia a gente vê depois”, e classificou como “ditatoriais” as intervenções estaduais que forçaram o fechamento de comércios, negócios e a circulação de pessoas em espaços públicos. Bolsonaro atribuiu o aumento da inflação à queda de produtividade e ao fechamento de pequenas empresas. “Em 2021, em função da política do fique em casa e a economia a gente vê depois, veio a inflação. Em especial da energia, combustíveis e gêneros alimentícios.”

Brasil na OCDE

Convidado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para fazer parte do seleto grupo de países-membros, o Brasil ganhará um “selo de qualidade” caso seja aprovado, afirmou o presidente.

Jair Bolsonaro atribuiu o início dos esforços brasileiros para fazer parte da organização ao governo do ex-presidente Michel Temer. “O início do namoro com a OCDE nasceu no governo Temer. Conosco, chegamos ao noivado. É uma prova de que o mercado acredita na gente, de que nossa política externa é muito boa. Isso facilita a vida do Brasil”, disse. O político estimou que o processo para entrada na organização deverá acontecer em até quatro anos.

Auxílio Brasil

Auxílio Brasil, programa criado para substituir o Bolsa Família, foi a solução articulada pelo governo para socorrer os cerca de 38 milhões de trabalhadores informais que não tinham direitos trabalhistas e nem renda fixa, e que foram impossibilitados de exercer práticas comerciais durante o período de restrições, explicou o presidente.

“Quem tem salário fixo – servidores, militares – não tem problema. O pessoal celetista, o governo colaborou com programas BEm e Pronampe. Os informais – em torno de 38 milhões – foram duramente atingidos. De forma ditatorial, sem pensar nas consequências, foram obrigados a ficar em casa pelos governadores. O governo os atendeu via auxílio emergencial”, explicou.

O presidente informou que o montante de recursos injetados durante 2020 no auxílio emergencial foi equivalente a 15 anos de pagamentos do Bolsa Família. Mais de 17 milhões de pessoas foram beneficiadas.

Privatizações

Sobre as privatizações de empresas estatais, Bolsonaro afirmou que a complexidade burocrática dos processos é um empecilho para a oferta de estatais a parcerias público privadas ou para venda total das operações. O presidente afirmou, ainda, que o preço atual dos combustíveis pode ser atribuído à falta de privatizações necessárias no Brasil. “Temos muita coisa em andamento, porque é demorado realmente. O preço do combustível em parte é por conta disso. Se tivesse concluído refinarias, não precisaríamos estar importando diesel e gasolina de outros países”, explicou.

5G e infraestrutura

Considerado o principal avanço tecnológico do governo federal, o leilão do 5G e a chegada da quinta geração de conectividade móvel no Brasil também foram celebrados pelo presidente, que falou sobre as vantagens da chegada de internet de alta velocidade nas escolas brasileiras com o programa WiFi Brasil e a cobertura de fibra óptica na Região Norte – uma das mais carentes em conectividade do Brasil. “Só quando chegar [o 5G] que a população vai ver o que é tecnologia. Tudo vai se fazer presente o 5G. No meio do ano, praticamente todas as capitais já terão. Nisso tudo veio um pacotão para internet no Brasil todo. Temos cabos submersos na Região Norte. Uma coisa fantástica está acontecendo no Brasil”, declarou.

Ainda no tópico de infraestrutura, Bolsonaro comentou a transposição do Rio São Francisco, que teve mais uma etapa entregue nesta semana. “A satisfação e a alegria das pessoas é algo inenarrável. Para nós do Centro-Oeste Sudeste, do Sul, a água nunca se fez ausente na nossa vida. Lá, é uma constante a falta d’água. Só quem olha o semblante do nordestino e vê ele sentindo a água pode também sentir a satisfação dessas pessoas”, declarou.

Corrupção

O presidente falou ainda sobre a ausência de casos concretos de corrupção durante sua gestão, mas afirmou que não será complacente caso surjam denúncias. “Deixo claro: se acontecer, a gente vai investigar. Vencemos mais um ano sem corrupção no Brasil. Coisa que no passado eram dois ou três escândalos por semana. Tivemos zero ao longo de três anos. Isso não é virtude, é obrigação”, complementou.

Jair Bolsonaro também falou brevemente sobre a titulação de terras, como em Fernando de Noronha, e a facilitação da posse de armas de fogo – que definiu como especialmente importante para agricultores e trabalhadores do campo, que podem defender suas propriedades contra invasores.

Estudantes, piso salarial e prova de vida

O presidente conversou ainda sobre os anúncios recentes da renegociação de dívidas do Programa Nacional de Financiamento Estudantil, o Fies, e também o reajuste do piso salarial de professores. “São 1,7 milhão professores do ensino básico que lidam com 38 milhões de jovens estudantes. Fizemos nossa parte, esperamos que prefeitos e governadores façam a sua e valorizem o professor”, argumentou.

Sobre as mudanças na prova de vida do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), Bolsonaro criticou gestões passadas e disse que o governo está preparado para localizar cadastros de aposentados usando bases de dados de diversos órgãos, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Faltou boa vontade por parte de quem estava no governo federal. A prova de vida não tem que ser feita apenas com a presença física da pessoa. Se a pessoa votou, temos lá no TSE que ela votou. Por que fazer prova de vida nesse ano? Não precisa fazer.”

*Matéria atualizada às 21h30 para acréscimo de informações.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

CPI da Covid não quer investigar corrupção de verdade, diz senador

Marcos Rogério diz que parlamentares preparam relatório paralelo

Publicado em 16/08/2021 – 23:32 Por Agência Brasil – Brasília

“A CPI não cumprirá seu objetivo se ela não produzir ali um trabalho que represente minimamente uma investigação que vá além do que o relator Renan [Calheiros] tem se esforçado para fazer neste momento, que é o foco 100% no governo federal, no Ministério da Saúde. Com ele, não tem chance de investigação do que aconteceu no Consórcio Nordeste, há uma blindagem no Consórcio Nordeste, não tem chance para investigar profundamente o que aconteceu em outros estados”, disse o senador.

Segundo Marcos Rogério, se depender das lideranças da CPI, não haverá investigação sobre os recursos repassados pela União a estados e municípios. “Eles não querem investigar corrupção de verdade, e aí ficam trabalhando em cima das narrativas. O governo Bolsonaro está diante do maior escândalo de corrupção, aí quando você pega e vai ver, não tem um centavo pago. Não há nada concretamente contra o governo federal no tocante à questão da corrupção, há em relação aos estados. No meu relatório, no relatório que nós vamos apresentar, certamente que nós vamos passar por tudo aquilo que nós tivemos contato. Chegou documento, tem prova, é possível produzir um relatório com base no que está ali? Nós vamos produzir, sem falar naqueles pontos que já falamos ao longo das oitivas até aqui”, garantiu.

O senador foi entrevistado no programa Sem Censura, da TV Brasil, e falou também sobre temas como projetos para os microempresários, pedidos de impeachment de ministros de Supremo Tribunal Federal (STF) e sobre a pandemia e seus efeitos.

Marcos Rogério acredita que as sabatinas com os nomes de André Mendonça para o Supremo e de Augusto Aras para ser reconduzido à Procuradoria-geral da República devem ser aprovados pelos senadores. Ele disse que os senadores governistas estão fazendo seu trabalho neste sentido para diminuir eventuais resistências contra os dois nomes.

O senador também falou sobre temas que considera importante serem discutido pelo Senado, como a reforma tributária. “É um tema complexo, que envolve disputas regionais, é um tema que nós vamos ter que continuar trabalhando, amadurecendo, tanto as propostas que estão na Câmara quanto a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] que está no Senado Federal. Esta semana devemos ter algumas reuniões para tratar deste assunto. Queremos avançar, pelo menos garantir a simplificação do sistema”, garante Marcos Rogério, que se diz otimista de que o Senado possa avançar ainda mais tanto na reforma tributária quanta na administrativa.

Veja aqui a entrevista completa:

Edição: Fábio Massalli

Presidente diz que deve vetar dinheiro para o fundo eleitoral

Presidente falou com exclusividade para para a Rádio Nacional

Publicado em 19/07/2021 – 21:07 Por Agência Brasil – Brasília

O presidente Jair Bolsonaro garantiu que deverá vetar o aumento no fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado, na quinta-feira (15), pelo Congresso na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022.  “Posso adiantar para você que não será sancionada”, disse o presidente em entrevista exclusiva para a Rádio Nacional da Amazônia, que teve trechos exibidos no programa A Voz do Brasil desta segunda-feira (19). “A tendência nossa é não sancionar isso daí em respeito aos trabalhadores, ao contribuinte brasileiro”, disse o presidente. Segundo o presidente, o dinheiro pode ser mais bem empregado na construção de pontes e construção de malha rodoviária, por exemplo.

Entrevista do Presidente Jair Bolsonaro
Entrevista do Presidente Jair Bolsonaro – Divulgação/Empresa Brasil de Comunicação

Auxílio Emergencial e novo programa de renda 

O presidente comentou que, mesmo com a pandemia o Brasil conseguiu encerrar o ano passado com mais empregos do que no ano anterior.

Jair Bolsonaro também falou sobre o auxílio emergencial que o governo vem pagando aos brasileiros em função da pandemia de covid-19. No ano passado foram pagas 5 parcelas de R$ 600 às famílias que comprovassem necessidade.  “Nós gastamos em auxílio emergencial em 2020 o equivalente a mais dez anos de Bolsa Família”, disse.  E comentou que o novo programa de transferência de renda que deverá substituir o Bolsa Família deve ter um incremento de mais de 50% no valor que é pago atualmente. 

Vacinação

Jair Bolsonaro falou também sobre o andamento da vacinação no país. Disse que, excetuando os países produtores de imunizantes, o Brasil é o país que mais tem vacinado no mundo. Segundo ele, no Brasil já foram distribuídas mais de 150 milhões de doses de vacina e mais de 100 milhões de pessoas já tomaram a primeira dose. “Mais da metade das pessoas acima de 50 anos já estão vacinadas”, disse. Comentou também sobre o apoio do governo federal a estados e municípios no combate à pandemia. Segundo ele, foram cerca de R$ 700 bilhões repassados para o combate da covid-19 para abertura de leitos de UTI, compra de insumos.

Amazônia 

“A Amazônia é uma região riquíssima.”, disse. Segundo o presidente, está a cargo do Ministério de Minas e Energia um projeto que permita às comunidades indígenas que vivem em terras demarcadas desenvolver atividades como garimpo, criação de pequenas centrais hidrelétricas e cultivo de plantações. “Algumas comunidades indígenas estão vibrando com a possibilidade de aprovar esse projeto para dar dignidade a eles”. 

Bolsonaro também falou sobre a distribuição de títulos da reforma agrária na região. “Em dois anos de governo nós distribuímos mais títulos do que nos últimos 20 anos”, disse.

O presidente disse que também trabalha para a eliminação de gargalos que impedem a exportação, a exemplo do asfaltamento da BR-163. “Eram uns 50 quilômetros apenas mas que levavam uns 10 dias de chuva para um caminhão carregado passar. O Tarcísio [de Freitas, ministro da Infraestrutura] asfaltou isso daí”.

Saúde 

O presidente também comentou sobre seu estado de saúde.  Segundo ele, o quadro de obstrução intestinal foi agravado por uma crise de soluços, mas ele garante que o problema já foi resolvido. “Eu estou bem, 100%”. E concluiu: “Estou bem e vou cumprir essa missão até o último dia”.

A entrevista completa você confere às 21h na Rádio Nacional e, às 22h30 na TV Brasil.

Veja a entrevista:

 

Edição: Claudia Felczak

Nelson Piquet é o convidado do Sem Censura desta segunda-feira

Programa vai ao ar às 21h30, na TV Brasil

Publicado em 07/06/2021 – 14:00 Por EBC – Brasília

Foto colhida no Google

O convidado do Sem Censura desta semana é o empresário e ex-piloto de Fórmula 1, tricampeão mundial, Nelson Piquet. Ele conversa ao vivo com a apresentadora Marina Machado sobre as conquistas no automobilismo mundial e também fora das pistas como empresário bem-sucedido. O programa vai ao ar às 21h30, na TV Brasil.

Nelson Piquet Souto Maior nasceu no Rio de Janeiro em 17 de agosto de 1952, mas passou a maior parte de sua infância e adolescência em Brasília, onde reside atualmente. Começou a carreira automobilística no kart aos 14 anos. Nessa categoria foi campeão brasileiro em 1971 e 1972.

Quatro anos depois, foi campeão da Fórmula Super-Vê. Em 1978, na Fórmula 3 inglesa, sagrou-se campeão e quebrou o recorde de Jackie Stewart de maior número de vitórias numa temporada. No mesmo ano, estreou na Fórmula 1, no Grande Prêmio da Alemanha, em Hockenheimring.

Em 1981 viria seu primeiro título mundial na Fórmula 1 pela equipe Brabham, onde em 1983 também se sagrou campeão. Piquet ganhou seu terceiro e último campeonato em 1987, durante uma batalha feroz com o então companheiro de equipe Nigel Mansell.

Após aposentar-se da Fórmula 1, Piquet ainda correu as 500 Milhas de Indianápolis e também em carros esportivos, como as 24 Horas de Le Mans. Após anos de carreira, Nelson Piquet abandonou as competições e dedicou-se à carreira empresarial, fundando em Brasília a empresa Autotrac, pioneira no país em monitoramento de caminhões de carga.

Contribuem como debatedores convidados desta edição Celso Miranda (Band) e Gustavo Schuabb (TV Record). A conversa traz ainda a participação do público, entrevistado nas ruas de todo o país. Você também pode interagir e enviar perguntas por meio da hashtag #novoSemCensura via Facebook, Twitter e Youtube.

Em seu novo formato, com linguagem clara e ritmo ágil, o Sem Censura explora perguntas dos debatedores e respostas do convidado em um bate-papo direto.

Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.

Heleno: redes sociais causaram transformação no trabalho da Abin

Ministro foi entrevistado do programa Sem Censura

Publicado em 19/04/2021 – 23:48 Por Agência Brasil – Brasília

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, participa do programa Sem Censura, na TV Brasil

O trabalho de  inteligência feito pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teve uma transformação violenta após o advento das redes sociais. Antes, o trabalho de inteligência, que levava, às vezes, uma semana, duas semanas, tem que ser feito, agora, com uma urgência mais imediata, explicou o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, durante o programa Sem Censura, exibido nesta segunda-feira (19) na TV Brasil. Heleno também tratou de temas como mudança no comando das Forças Armadas, vacinação contra covid-19, a CPI da Covid-19 instalada no Senado, Amazônia e até sobre a vida e a vocação para a vida militar.

Sobre a mudança na Abin, ele disse que, agora, tudo é urgente. “Isso é uma mudança de mentalidade, que tem que ser implantada no sistema brasileiro de inteligência, cuja cabeça é a Abin.  A Abin, tem lutado ardentemente para se adaptar a esse novo consenso da inteligência. Muito mais rápido. Antigamente nós tinhamos um conceito de transformar o informe em informação, a gente recebia o que a gente chamava de informe e trabalhava ardentemente para confirmar o informe e chegar à conclusão de que não, não é informe, é informação. E não é assim que funciona hoje. Hoje o informe chega e tem que usar, não interessa se é informação. Use e toque para frente para poder ter validade”, explicou o ministro.

Heleno ainda esclareceu que o trabalho da Abin não é divulgado, uma consequência natural de serviços de inteligência. Ele citou como exemplo que ninguém sabe o trabalho realizado por agências como o Federal Bureau of Intelligence (dos EUA), o Serviço de Inteligência de Israel, e o Serviço de Inteligência Russo. “Esses trabalhos não são colocados para discussão do público.”

A Abin é apenas um das atribuições do GSI. Heleno explicou durante o programa que o ministério é  responsável pelo programa de proteção às fronteiras, pela  política de proteção cibernética e pelo programa nuclear brasileiro. “ E temos uma missão de cuidar do presidente da República, do vice-presidente e de seus familiares. Por trás dessa segurança, aí entra principalmente o papel da Abin”, disse.

Comandantes das Forças Armadas

General do Exército, Heleno foi perguntado pelos jornalistas que participaram do programa sobre a mudança realizada no comando do Exército, da Marinha e das Forças Armadas pelo presidente Bolsonaro. 

“Considero página virada, porque é uma atribuição do presidente da República. Ele não precisa justificar o ato dele. É uma mudança que é comum, não houve nenhuma mudança no posicionamento de qualquer dos comandantes”, disse.

Vacinação e pandemia

Um tema sobre o qual Heleno respondeu a mais de uma pergunta foi sobre vacinação. O general já tomou as duas doses da vacina contra a covid-19 e disse que quanto mais pessoas se vacinarem, maior vai ser a proteção.

Mais especificamente sobre a vacina contra a covid-19, Heleno disse que considera como injusta e inadequada a forma como parte da imprensa tem tratado o governo e o trabalho realizado para conseguir imunizantes. 

“O Brasil hoje é o quinto país do mundo em número de vacinados, atrás apenas daqueles que são fabricantes de vacina. Vacina não vende na padaria, não vende no supermercado, não está à disposição, não está aí para você comprar onde quiser, escolher onde vai comprar. A vacina é difícil de ser comprada. E nós temos promessa de vacina de em torno de 500 milhões de doses. Então estamos em uma situação privilegiada em termos da situação de disponibilidade da vacina no mundo”, disse Heleno.

“Demoramos a comprar como alguns nos acusam, só que as condições de compras dessas vacinas às vezes não são interessantes, porque as condições de compra do contrato tornam a compra arriscada para o país que resolve bancar. Temos ainda que aguardar o posicionamento da Anvisa em relação às vacinas. Então eu acho que há uma séria injustiça. Nós ainda não somos fabricantes de vacinas, provavelmente em curto prazo, seremos”.

Veja o programa:

Edição: Fábio Massalli

Vacinação contra covid-19 pode começar em fevereiro, diz Pazuello

O ministro enfatizou que não há vacina registrada em nenhum país

 Publicado em 16/12/2020 – 14:48 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, concede entrevista coletiva após anúncio do Plano Nacional de Operalização de Vacinação contra a Covid-19.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou a afirmar hoje (16) que, no Brasil, a campanha de vacinação contra o novo coronavírus poderá começar em fevereiro de 2021 caso os laboratórios farmacêuticos cujas vacinas estão em fase adiantada de produção cumpram todas as etapas burocráticas até o fim deste ano.

“Se mantido o que o Instituto Butantan e a Fiocruz previam, ou seja, se a fase 3 dos estudos e toda a documentação das fases 1 e 2 forem apresentados e os registros das vacinas forem solicitados à Anvisa ainda em dezembro, nós, possivelmente, teremos as vacinas em meados de fevereiro para dar início ao plano [de imunização]”, declarou Pazuello a jornalistas após participar do lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Pazuello lembrou que, além do habitual trâmite de aprovação de medicamento, no qual a Anvisa precisa atestar a integral eficácia e segurança dos produtos a partir da análise minuciosa dos resultados de testes relatados pelos fabricantes, os laboratórios também podem pedir uma autorização para o uso emergencial, o que, se aprovado, lhes permitirá atender a um reduzido grupo de pessoas, conforme autorizado.

“O normal é o [processo de] registro em que, no caso de uma vacina produzida no Brasil, a Anvisa tem de avaliar toda a documentação e dar garantias da segurança do imunizante. Mas precisamos compreender que, dentro da pandemia, dada a velocidade de desenvolvimento de vacina, estamos diante de um outro modelo, que é o de uma autorização de uso emergencial que permita aos laboratórios distribuir vacinas a grupos específicos mesmo sem a conclusão dos testes clínicos e da avaliação de completa eficácia e de [possíveis] efeitos colaterais”, acrescentou o ministro, enfatizando que, nos Estados Unidos e no Reino Unido, o uso da vacina desenvolvida pela Pfizer foi autorizado em regime emergencial, antes que a empresa obtivesse o registro definitivo do produto.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante entrevista coletiva após anúncio do Plano Nacional de Operalização de Vacinação contra a Covid-19.
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante entrevista coletiva após anúncio do Plano Nacional de Operalização de Vacinação contra a Covid-19. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro enfatizou que não há registro de vacina contra a covid-19 em nenhuma agência reguladora no mundo todo. “E, no Brasil, não há nem solicitação de registro, nem pedido de uso emergencial. Se um laboratório nacional ou estrangeiro solicitar e obtiver da Anvisa a autorização de uso emergencial, estudaremos que grupos poderão receber a vacina em quantidades limitadas”, assegurou Pazuello, explicando que somente em um eventual caso de uso emergencial poderá ser exigida a assinatura de um termo de responsabilidade.

“Durante as campanhas de vacinação as pessoas não chegam a um posto de vacinação e assinam um termo de consentimento para tomar a vacina. Já o uso emergencial não é como uma campanha. Ele fica limitado a grupos específicos, que são voluntários. Logo, se um laboratório solicitar e a Anvisa autorizar o uso emergencial de alguma vacina [antes que ela tenha cumprido todas as etapas burocráticas prévias ao registro], as pessoas que participarem terão sim que assinar o termo de consentimento. E somente nestes casos”, explicou o ministro, voltando a dizer que, no que depender do Ministério da Saúde, a vacinação não será obrigatória.

“Não haverá obrigatoriedade por parte do governo federal em hipótese alguma, e sim campanhas que apresentem a todos o melhor a ser feito. A garantia [de eficácia e segurança] é o que vai fazer com que as pessoas sejam voluntárias”, ponderou o ministro, garantindo que, graças a capilaridade do Sistema Único de Saúde (SUS) e a estrutura do Programa Nacional de Imunização, em vigor desde 1973, o governo federal tem condições de distribuir as vacinas para os estados em um prazo de cinco dias após receber as primeiras doses.

“Precisamos ter a capacidade de controlar a ansiedade e a angústia para passarmos estes 45, 60 dias a partir de agora, que serão fundamentais para que se concluam os processos, sejam feitos os registros, produzidas as vacinas e iniciemos a grande campanha de vacinação”, disse o ministro.

Assista na íntegra a coletiva:

Edição: Aline Leal

GUSMÃO ENTREVISTA JABES

Vice-governador, João Leão, estará em Ilhéus nesta sexta-feira. 

 O vice-governador da Bahia, João Leão, concederá entrevista coletiva nesta sexta-feira (09) às 19h30 min no Sindicato dos Bancários. 

No bate papo, João Leão abordará as eleições municipais e os investimentos do Governo do Estado em Ilhéus. Também participarão da coletiva o deputado  federal Cacá Leão e  o deputado estadual Eduardo Salles.

Todos os protocolos de segurança contra a Covid serão respeitados: limite de público, uso obrigatório de máscaras e álcool em gel.

 Anne Bomfim
Assessora de Imprensa
     DRT/BA 7667
   (73)98841 – 3481

‘Desgaste do governo não interessa a ninguém’, diz governador Rui Costa


Petista defende a reforma da Previdência e já criticou o boicote do partido à posse de Bolsonaro e defende uma trégua da oposição no início de mandato

AE Agência Estado

postado em 01/04/2019 09:07 / atualizado em 01/04/2019 09:07

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), durante encontro de governadores na residência oficial do governador do Distrito Federal, em Águas Claras(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)


Reeleito para governar o maior Estado administrado pelo PT, o governador da Bahia, Rui Costa, defende a aprovação da reforma da Previdência proposta pelo governo Jair Bolsonaro com apenas quatro alterações. A posição contraria decisões do partido, que é radicalmente contra todo o texto. Não é a primeira vez que ele contraria o PT. Já criticou o boicote do partido à posse de Bolsonaro e defende uma trégua da oposição no início de mandato, entre outras “rebeldias” pontuais. Ao jornal O Estado de S. Paulo, Costa disse estar “perplexo” com o vazio de propostas de Bolsonaro. Para o governador, a desarticulação do Planalto não interessa a ninguém, nem à oposição. A seguir, os principais trechos da entrevista: 

Como o sr. vê este início de governo Bolsonaro?

Com certa perplexidade. Quando alguém assume um governo e passa a ser responsável por um país, sua função é produzir síntese, construir consenso e aglutinar forças. A declaração universal da boa política, e não da nova ou da velha política, é que, quem ganha, declara que vai governar para todos. E não só declara, passa a tomar decisões como um governante de todos, e não de uma parte. Mas o governo trouxe a beligerância da campanha para o ato de governar.

Falta articulação?

Acho que o mais grave, e o Congresso está se ressentindo não só da ausência de articulação, é a beligerância no relacionamento. Todo mundo fica perplexo, e a reação é evidente. Quem presenciou no Brasil, nos últimos 50 anos, um governo recém-eleito no terceiro mês estar tão fragilizado desse jeito, quase beirando a unanimidade contra no Congresso?

Este desgaste precoce interessa à oposição?

Não interessa a ninguém. Não é à toa que os nove governadores do Nordeste pediram uma audiência com o presidente e se colocaram à disposição para que fôssemos facilitadores de reformas e medidas que o Brasil precisa. Afundar o País, aprofundar a perda de credibilidade não ajuda a ninguém. 

O sr. é a favor da reforma da Previdência?

Os nove governadores do Nordeste tiraram um documento no qual falam que é necessária uma reforma que não penalize os pobres, e aponta alguns pontos. Quando se fala de Previdência, é preciso ter uma regra perene. Segundo, a capitalização vai arrebentar tanto a Previdência pública quanto a privada, e só beneficia os bancos. Os outros pontos são a questão rural e a prestação continuada. No documento, nos comprometemos que, se esses quatro pontos fossem retirados, nós aprovaríamos a reforma.

A oposição está conseguindo explorar, no bom sentido, essa desarticulação do governo?

A oposição, assim como os brasileiros em geral, está mais perplexa do que qualquer outra coisa. Ninguém esperava um desastre tão grande nos três primeiros meses como este. O que se espera de um governo novo é uma agenda. Agora, ao fim do terceiro mês, qual é a agenda do governo na saúde, educação, infraestrutura, ou para reformas estruturantes? 

Mas a oposição também não está desarticulada?

Qualquer governo vem legitimado pelas urnas e, nos primeiros meses, manda a boa política que, quem perdeu a eleição, deixe quem ganhou governar. Mas ele não disse nada. Como posso dizer se sou contra a política de saúde se o governo não apresentou nada? O máximo que se pode dizer é que há um vazio de ideias, como diz o editorial do Estadão. 

O que achou da declaração do presidente de que não cabe a ele fazer a articulação para a aprovação da reforma da Previdência?

Não tem como terceirizar a responsabilidade. Ao se abdicar dessa liderança, você está abdicando do ato de governar. 

Ele está fazendo isso?

Se mantiver essa posição, sim. 

O sr. vê um método nas ações do governo?

Parece mais uma inaptidão do que fazer. Ele se elegeu dizendo que havia uma pregação ideológica no Brasil, e até agora o que fez foi pregação ideológica. Está ocorrendo uma saturação rápida dessa agenda e, se ele insistir, eventualmente chegará ao limite do desgaste e da ingovernabilidade.

O que pode acontecer?

Fico sempre triste de acontecer aquilo que é contra o ambiente democrático, que é você tirar qualquer possibilidade de governar, sendo que ele foi eleito para isso. Mas em um dado momento as coisas podem se agravar muito e, institucionalmente de novo, chegar-se à conclusão de que o País não consegue ser governado. Estamos caminhando rapidamente para isso. Não estamos num debate de ideias. Estamos debatendo um vazio e um aprofundamento de um desgaste do Brasil no exterior. 

O que a oposição tem a fazer?

Primeiro, exercitar o diálogo entre os partidos. Acho que os partidos, inclusive o meu, precisam voltar a ter capilaridade social. Um dos erros que meu partido cometeu foi deixar haver um afastamento em relação ao povo, apesar de manter nas bandeiras e realizações a representação do povo mais pobre. Os dirigentes passaram a ser assalariados bem remunerados, muito mais do que a média do povo. Se afastaram. A rede de capilaridade deixou de existir e o partido ficou menos permeável a críticas e pressões. Isso contribuiu para o processo de desgaste.

ANTIGA ENTREVISTA COM MARCOLA DO PCC


José Nazal: “Deixei a Seplandes por ver coisas que eu considero erradas” – ENTREVISTA

 

José Nazal: “Deixei a Seplandes por ver coisas que eu considero erradas”

maio 18

“Sobretudo, governar sozinho ou com um ou dois” afirma

O vice-prefeito José Nazal que pediu exoneração da secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável (Seplandes), no final do mês passado e expôs uma crise interna e visível, porém desmentida constante pelos personagens envolvidos.
Mesmo diante dos fatos, Nazal, Por uma questão de ética pessoal, preferiu só falar depois de publicado o Decreto de Exoneração, o que ocorreu sexta-feira passada. Procurado o vice-prefeito não se recusou e concedeu a entrevista.

Diário de Ilhéus – O senhor pediu para ser exonerado da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável. Porque
José Nazal – Eu diria alguns motivos, mas se puder dizer um só eu diria que é o foco do governo que saiu dos interesses do povo de Ilhéus.
É preciso fazer uma retrospectiva da História. No dia 30 de abril eu protocolei no gabinete o pedido formal de exoneração e uma carta pessoal ao Prefeito Mario Alexandre, que estava fora da cidade, expondo todos os meus pontos de vista, uma critica inclusive como autocrítica, não estou me colocando melhor do que ninguém.
Comecei lembrando que no período de pré-campanha eu fui convidado algumas vezes para fazer uma aliança com ele (Mário Alexandre) e sempre rechacei porque havia um bolo muito grande partidos e eu estava discutindo com um numero menor de partidos. Eu achava que uma envolvendo um grande numero de partidos de diferentes ideologias e princípios até ganharia (a eleição), mas não governava atendendo as demandas que o município precisa.
Na véspera das convenções, no inicio de agosto, eu sentei com Mario (Alexandre), num sábado (de 30 de julho), eu acompanhado por Gusmão e ele com Renilson e depois chegou Marcos (irmão de Mário), conversamos e Mário perguntou qual era a minha proposta se agente fizesse uma aliança eu sendo o vice. Respondi que a minha proposta era governar por Ilhéus para Ilhéus. Saindo da linha eu gritava. Foi o termo que usei.
No dia seguinte nos encontramos mais uma vez para fechar a aliança com outras pessoas que pudessem nos acompanhar. Grupo com os quais eu tinha uma relação mais próxima e que não foi possível, Mario me disse: que tinha dormido aquela noite, há mais de 15 dias não estava dormindo. Todo mundo que queria fazer aliança com ele pedia para dividir o governo no meio, queria 50% dos cargos. “Mas você (referindo a Nazal) não me pediu nada. Eu lembrei isso a ele quando conversamos.
Todas as indicações que fiz foram de critério técnico e não político. É claro que é preciso alinhar a política a competência técnica.
Na convenção do PSD, ao lado do senador Otto Alencar, eu repeti no meu discurso que a aliança foi feita por Ilhéus e fora disso eu gritaria, não aceitaria. Atualmente, no governo, eu estou vendo interesses sendo levados como prioridade, que não são interesses de Ilhéus. No governo tem pessoas que não têm compromisso com a cidade. Não são daqui e depois vão embora. A gente vê a história se repetindo, isso já aconteceu noutros governos.
Por ver alguns interesses não serem atendidos com relação a cidade, por ver por ver coisas que eu considero erradas, sobretudo você governar sozinho ou com um ou dois só. Eu entendo governo com uma coisa plural no qual se vê a discussão ser estabelecidas, quando você ouve opiniões de todas as formas as quais proporcionem possibilidades de acertar mais nas decisões.
Tem mais de oito meses que o governo não faz uma reunião de secretários. Hoje tem uma, para apresentar os novos secretários, fui convidado e avisei que não iria. Como o governo vem governando sozinho até agora com uma eminência parda ao lado, eu não vou.

Diário de Ilhéus – Quem é a eminência parda?

José Nazal – O prefeito é quem sabe.
Eu sei que o meu compromisso é com Ilhéus. Nos tínhamos todas as ferramentas para fazer um governo como a população que e precisa. Não posso ver o que estar errado e eu continuar fazendo errado. Tem contratos que eu não concordo, a maneira de adotar certas decisões. Por exemplo: houve uma licitação, que foi suspensa, que apresentava valores mais do dobro ao praticado na praça. Não existe justificativa para que se diga que aquilo estava certo. Na época o preço (do cimento) era r$ 23, e estava cotado por 50 reais. Se na cotação o preço estivesse 25, 30 reais a justificativa seria a demora no pagamento, atrasos etc., porém, ali estava mais do dobro.

Diário de Ilhéus – Com relação à Saúde?

José Nazal – É impensável admitir a falta de copinho para fazer exame de escarro na área de atendimento à tuberculose. Inadmissível pensar que falta insulina para atender aos diabéticos. É impensável admitir que venha um cara de fora para “botar os dentistas para trabalhar”. Dizendo que os dentistas daqui não trabalham e chegue pisando, passando por cima dos colegas. Nem eu nem o próprio Mário Alexandre trata ninguém mal. Eu perguntei se não tratamos as pessoas mal e porque que um cara, em nome da gente, trata todo mundo mal? E sem fazer o que se propôs a fazer.
No bairro Ilhéus II uma senhora me diz “tive que comprar, do meu bolso, por R$ 5,80 centavos uma bobina de papel para a marcação funcionar, porque a máquina não tinha bobina. É inadmissível que uma pessoa tenha me procurado para informar que tem uma filha que é atendida pelo sistema de TFD (Tratamento Fora de Domicílio), um programa com dinheiro do Governo Federal, ou seja, você não precisa pedir favor a prefeito, vereador deputado, a ninguém para ser atendido, bastar ter a documentação do SUS em dia.
Essa pessoa, mãe de uma afilhada de batismo minha, foi pegar a passagem numa sexta, porque iria viajar, para Salvador com a filha, na segunda-feira e ao chegar ao guichê da Águia Branca não pode retirar a passagem porque a Prefeitura estava devendo. Isso foi em abril, a Prefeitura estava devendo quatro meses. Não foi por falta de dinheiro. Esse dinheiro não é do município, é rubricado, do Governo Federal, existe uma conta exclusiva. Por um erro ou incompetência não pagou. Não da para admitir uma coisa dessas!
Eu convidei Mario, algumas vezes e ele nunca aceitou o meu convite, para sairmos só nos dois. Eu ou ele dirigindo, sem segurança, sem jornalista, fotografo, sem avisar nada a ninguém. Neste dia entraríamos em postos de saúde, escolas, repartições, unidades administrativas, em locais do interior próximo. Isso de forma incerta para ver como está funcionando a administração. Ele nunca topou. Eu não engulo essas coisas. Eu não tenho dificuldade para dizer sim nem não.

Diário Ilhéus – Você deixou a Secretaria com alguns projetos…

José Nazal – Eu tenho 41 anos de vida pública. Entrei na Prefeitura para ser oficial de gabinete no dia 1 de fevereiro de 1987 – minha carteira estava assinada mandei da baixa, dez anos depois, senão eu continuaria servidor público até hoje – então, nesses 41 anos eu não conheço quem entrou na prefeitura para trazer alguma coisa em favor do município. Todos anunciam que é em favor do município, mas quando você vai olhar sempre está beneficiando um grupo, uma pessoa.Às vezes tem um bem coletivo e esse merece o apoio.
Algumas coisas estão sendo feitas, espero que continuem. Existia uma queixa grande, que a Seplandes travava tudo. Travando o que estava errado. Se está errado porque eu tenho que liberar. Se falta uma certidão, se o projeto está incompleto, não tem a licença ambiental porque eu tenho que liberar. Andar correto é dever de todos.

Diário de Ilhéus – Durante a campanha vocês anunciaram que este seria um governo da seriedade e do cuidado. Mas parece que nem uma coisa nem outra?

José Nazal – Por mais que alguém reclame, eu tive em algo incomum. A manifestação do Ministério Público. A 11ª promotoria acompanhou o que a gente fez na tentativa de fazer com que a lei fosse cumprida, naquilo que é competência daquela promotoria. Fizemos a ação de limpeza no centro para retirar os outdoors. Não inventamos nada, cumprimos a lei. Não está a contento ainda.
Esta sendo encaminhado um projeto para fazer um levantamento arbóreo da cidade, uma espécie de plano diretor para o planejamento de arborização da cidade, neste sentido está pronto e deverá ser assinado um convenio com a UFSBA.
Estávamos realizado um trabalho de recuperação de recursos praticamente perdidos, de compensação ambiental da Fiol e da Petrobrás para fazer o plano de manejo do Parque Boa Esperança, fazer a delimitação e fechamento da área, construção de guarita e área de conforto para o guarda-parque, um espaço para convivência para, a partir do plano de manejo, receber visitas guiadas e acompanhadas. A cidade precisa saber a riqueza que tem. Tivemos o cuidado de arrumar as questões ambientais principalmente com relação as festas.

Diario de Ilhéus – Com relação ao Fundo Municipal de meio ambiente?

José Nazal – O Fundo Municipal de Meio Ambiente, deixamos com mais e 150 mil reais em caixa. Até a gestão passada, todo dinheiro oriundo dos custos das licenças ambientais caia no caixa comum da Prefeitura e desaparecia. Agora vai todo para o Fundo do Meio Ambiente. Estávamos trabalhando um projeto de Pagamento de Serviços Ambientais para, com esses recursos, tentar recuperar a bacia do Iguape, que é um problema muito sério que o município enfrenta. Esses problemas não se discutia. Precisamos rever Plano Diretor. O Plano de Saneamento que não foi cumprido na data e Governo Federal deu mais dois anos de prazo. Já se passaram cinco meses e nada foi feito e eu estava cobrando isso desde o primeiro dia de governo.

Diario de Ilhéus – Quais as condições de trabalho, atualmente?

José Nazal – As pessoas têm condições zero de trabalho. O ambiente de trabalho das pessoas (da Prefeitura) é uma ambiente insalubre inclusive. Sem cadeira. Uma pessoa chegou a um setor e doou seis cadeiras de presente. Não foi a troco de favores. Deu porque quis dá. Computador descente, a Prefeita tem apenas um com Software oficial, os outros todos não são. Essas coisas precisam ser encaradas. Mas, há uma grande omissão por parte da sociedade.

Diário de Ilhéus – Porque você diz que a sociedade é omissa?

José Nazal – Falta a participação em tudo. Conselhos, eventos, conferencias etc. Vai ter uma audiência publica agora, no dia 30, que o governo vai fazer sobre o Aeroporto Jorge Amado, em Salvador. Está errado fazer em Salvador, mas ninguém reclamou, só eu. Porque em Salvador se o interesse é aqui? Quem vai daqui para Salvador? Que fosse feita uma em Salvador, mas também aqui. Mas quem reclamou disso? Depois aparece uma empresa qualquer para administrar o aeroporto, aí todo mundo começa a gritar. Mas foi questionado antes?

Diario de Ilhéus – Mas o chamamento, a divulgação de audiências desse porte não deveria está sendo divulgado pelo Governo Municipal?

José Nazal – O aeroporto é um problema sério em Ilhéus. A gente pensa no aeroporto a questão do Polo de Informática que foi prejudicado, dos vôos que foram retirados, a pista que foi diminuída. Hoje a passagem aérea em Ilhéus é das mais caras do Brasil. O aeroporto tem uma normativa que impede a cidade de construir. Está emperrando a construção civil na cidade e ninguém faz nada. É uma gincana da Infraero com o Comando da Aeronáutica (COMAER). Agora enviaram uma carta com 175 pontos que tem que ser eliminados. Se você tira os 175 eles arranjam mais 200. Isso é uma decisão de força política.

Diário Ilhéus – Não caberia ao Governo do Estado defender os interesses da Bahia?

José Nazal – Espero que agora, já que o Estado da Bahia vai assumir o aeroporto, se preocupe com isso. Em minha opinião o ideal seria ter o aeroporto no Sítio Jóia do Atlântico que era o projeto pensado em 1994 cuja a área foi decretada de utilidade pública e depois revogado o decreto. Esse é o sítio ideal, ainda dá tempo. Tem uma invasão no local que está começando. O sítio Ceplac/Uesc, que foi proposto, com base numa nota técnica da Infraero, não tem condições.

Diário Ilhéus – O Senhor fala sobre esse descarrilhamento do governo, mas continua representando esse governo. Pelo menos as fotos distribuídas pela Secretaria de Comunicação demonstram isso. Por quê?
José Nazal – Não.
Vice prefeito eu sou. Eu continuo vice prefeito de Ilhéus. É uma outorga que me foi data pelo povo. Se eu morrer ou se a justiça entender que fiz algumas coisa errada e cassa o mandato eletivo. Fora isso vou continuar até quando Deus permitir. Fui convidado para um evento na Justiça Federal pela Promotoria da Infância. Fui chamado para mesa como Vice prefeito, porque sou Vice. O representante do Prefeito estava presente, mas por deferência abriu mão da representatividade. Na audiência da Embasa eu fui convidado pelo vereador Makrize, como vice prefeito, isso foi dito por mim no inicio da audiência. Fui chamado para fazer uma palestra no Rotary há cerca de 40 dias, expliquei que não sou mais Secretario, me disseram que a palestra era pelo Vice Prefeito. Não represento o Prefeito, tenho minha representatividade institucional.

Diário de Ilhéus – Quando o senhor se anuncia vice prefeito, não está assumindo a sua participação, co-responsabilidade no governo que segundo o senhor, não está correspondendo aos anseios da sociedade. Um, exemplo é o Posto de saúde Sarah, foi derrubado no inicio deste governo e continua no chão?

José Nazal – Tem outras coisas. A Escola da Tibina está sem telhado desde o governo passado. A Secretaria de Educação mandou uma lista para recuperação de escolas municipais e a escola da Tibina era a prioridade número 1. Não sei quem nem porque, resolveu não obedecer a lista e a obra nãofoi feita. Em Banco do Pedro o posto de saúde foi inaugurado no dia 16 de dezembro de 2016. Um dos últimos atos do governo de Jabes Ribeiro. Está sem água, sem energia elétrica e sem funcionar até hoje. Carobeira tem um posto médico na mesma situação. Foi divulgada uma matéria pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura dizendo que há cinco anos, desde o governo de Newton Lima, não vai médico em Banco Central. A agente de saúde de lá garante que até dezembro de 2012 funcionou. Quem coordenava esse posto era Orlins. Em Castelo Novo, um agente de saúde me mostrou que passaram quatro anos de Jabes e mais um ano de deste governo e não vem um médico nem uma enfermeira. Essa situação se repete por toda cidade.

Diario de Ilhéus – O senhor lançou uma candidatura que representava o novo para Ilhéus, mas não se concretizou com a aliança com Mario Alexandre. Esse é um governo que atualmente não consegue fazer o básico, a limpeza das ruas, fazer um posto de saúde funcionar, não há ordem no transito, no sistema de transporte urbano. O que o senhor pretende para o seu futuro político?

José Nazal – Eu não vou deixar de fazer política. Essa é a primeira vez que sair candidato a cargo do executivo. Fui candidato a vereador em 1988, pelo PMN, fiquei na segunda suplência. Vou continuar andando pela cidade. Ouvindo as pessoas, estudando a cidade. Pretendo ouvir as pessoas, visitar o interior. Eu não vou ao interior só em dia de festa. Tenho ido constntemente.

Diario de Ilhéus – Qual a sua mior preocupação agora?

José Nazal – Uma coisa está me preocupando muito. Estamos tendo uma questão com o IBGE que a cada ano reduz o numero de habitantes de Ilhéus. Eu não aceito. Tenho tido fortes embates com os técnicos do IBGE. Estamos vendo a cidade crescer. Eu faço voos constantes sobre toda área territorial do município, conheço relativamente bem. Não posso aceitar isso. Estou fazendo uma revisão, com o IBGE. Preparação para o próximo censo que no próximo ano fecha a base territorial e eu estou acompanhando. Vou fazer com atenção, porque agora vou ter mais tempo. Com estão as estradas vicinais?
A situação das estradas rurais é hororosa. Não dá para admitir Ilhéus ter uma extensão territorial como tem 1584 Kms de território, mais de 1200 km de estradas vicinais e ter uma patrulha para atender. Isso é ipossivel. O equipamento está em Japu começou a fazer a estrada, antes de concluir tiram e mandam para outro lugar. Tem um pessoal na borda de Uruçuca, que é Rio do Braço e Banco do Pedro estão querendo que a Prefeitura de Uruçuca va fazer a estrada. Eu estou dando a teste para que isso não aconteça. Quem tem que fazer é Ilhéus

Diario de Ilhéus – A Prefeitura de Uruçuca tem avançado muito no território de Ilhéus, por omissão e incompetência da Prefeitura de Ilhéus, não acha?

José Nazal – A Prefeitura de Uruçuca construiu uma escola dentro de Banco Central, em Lajedão, isso há poucos dias. Falei com o Prefeito, mas até ontem não havia sido tomada nenhuma providência. A prefeitura de Ilhéus precisa trocar os professores ou derrubar a escola e construir outra. Como pode admitir isso? Quando for feita a revisão territorial Ilhéus volta a perder.

Diário de Ilhéus – Essa é a questão do limite com Itabuna, no Macro e Atacadão. A prefeitura não está dando nenhuma atenção…

José Nazal – Alí a situação muda porque quando ocorreu aquela disputa territorial, não havia gente morando no local, era interesse apenas economico. Agora existem condomínios e o Cidadelle passou a ser um bairro. Quem mora ali é de Ilhéus? quantos moradores de Ilhéus moram alí? Trabalham em Itabuna, a um km de onde moram, em Ilhéus. A Universidade Federal do Sul da Bahia está sendo construída dentro de Ilhéus. Isso é um mote para depois quererem que essas áreas sejam transferidas para Itabuna. Enquanto que for vivo vou brigar.

Diário de Ilhéus – O que o governo atual está fazendo para enfrentar essa situação. Para despertar o sentimento de pertencimento nas pessoas que moram em Ilhéus?

Jose Nazal – Nada.
Nem o governo tem esse sentimento.
Você sabe quantos alunos a gente perde para Uruçuca? Você sabe quantos eleitores a gente perde para Uruçuca? Você tem noção? Nem a Prefeitura de Ilhéus tem noção. Cada aluno cadastrado no censo de Uruçuca são recursos que vão para Uruçuca, deixa de vir para Ilhéus e a pessoa mora em Ilhéus. Tem uma escola de Uruçuca dentro de Castelo Novo, na fazenda Hawai. Tem uma escola de Uruçuna na Cepel, Tem uma escola de Uruçuca na fazenda Theodolinda. Estou reclamando isso desde o primeiro dia do governo ninguém dá atenção.

Diário Ilhéus – Diante do que o senhor nos apresenta, o senhor vai continuar ou vai romper definitivamente com o governo?

José Nazal – Eu não vou me meter no governo. Eu não fui ouvido. Eu disse a Mario e aos secretários que tem o comando do governo, que eu não posso aceitar decisões que sejam tomadas sem me ouvirem e sem eu concordar. Se for uma decisão urgente e necessária, acertada, claro que terá o meu apoio. Não sendo porque vou apoiar?
Então eu não vou me meter no governo. Para mim rompimento não é xingamento, inimizade essa não é a minha linha. Não estou disputando poder com ninguém. Apenas eu sou o vice prefeito.
Desejo que o povo de Ilhéus ajude. Reconheço que sozinho o governo não pode fazer muito. Tem coisa que precisa ajuda
Tem uma coisa que eu vou lhe dizer, disse ao Prefeito. Ele está despachando mais em sua casa do que na Prefeitura, no gabinete. O gabinete é o lugar para despachar. É preciso atender as pessoas e não deve mudar o gabinete para sua casa. O gabinete é publico. Até para dizer não. Não deve correr para não dizer não.

Eduardo Salles destaca ações de seu mandato

 “A secretaria municipal de saúde tem hoje a responsabilidade maior e não está cumprindo o que tem que ser cumprido que é garantir a atenção básica. Nós precisamos dos postos de saúde funcionando”

Tony Matiolli entrevista Eduardo Salles

O deputado estadual, Eduardo Salles, participou na manhã desta terça-feira, 24, do programa apresentado por Tony Matiolli, Balanço Total, na Rádio Santa Cruz em Ilhéus. O bate papo contou com esclarecimentos das ações desenvolvidas pelo deputado para a cidade de Ilhéus e região.

Salles destacou as obras estruturantes para a cidade como a construção da nova ponte Ilhéus-Pontal, as obras do esgotamento sanitário do Pontal, a Ferrovia Leste oeste (FIOL), a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e a reestruturação da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC). “O deputado tem que ser uma pessoa presente e entender as dificuldades de onde ele representa e a cada momento ir buscar melhorias para região. Eu corro atrás das demandas que são colocadas , como a minha região é  Ilhéus, eu prezo muito por isso”, frisou Eduardo.

Questionado sobre a situação da área de saúde em Ilhéus, o deputado fez duras críticas ao governo municipal que não conseguiu estruturar a atenção básica no município.  Salles lembrou que o Governo do Estado garantiu a reforma de todos os postos de saúde da cidade e cedeu, sem custo nenhum aos cofres municipais, mais de 200 funcionários na área de saúde.  “A secretaria municipal de saúde tem hoje a responsabilidade maior e não está cumprindo o que tem que ser cumprido que é garantir a atenção básica. Nós precisamos dos postos de saúde funcionando”.  Para finalizar a entrevista Eduardo Salles destacou a importância de conhecer a história e atuação dos candidatos nessas eleições.

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