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:: ‘Embrapa’

Embrapa envia sementes brasileiras para banco mundial na Noruega

Amostras farão parte do maior banco mundial de sementes

Publicado em 10/01/2020 – 14:52

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil  Brasília

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília, envia hoje (10), para a Noruega, uma remessa com 3.438 amostras genéticas que farão parte do maior banco mundial de sementes, localizado na cidade de Longyearbyen, no arquipélago ártico de Svalbard. Elas serão transportadas pelos Correios até Oslo, capital da Noruega, e depois seguirão até a ilha com a equipe do banco, onde serão depositadas em 25 de fevereiro.A pesquisadora e supervisora de curadorias de germoplasma (material genético) da Embrapa, Rosa Lía Barbieri, representará o Brasil e acompanhará o depósito das 11 caixas que contêm as amostras. Representando as Américas, ela participará ainda da reunião do painel internacional que faz a validação e acompanhamento do trabalho do banco norueguês.

 A Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vai enviar para a Noruega 3.438 materiais genéticos que fazem parte do seu acervo para compor o maior banco mundial de sementes do mundo, o de Svalbard
Embrapa envia para a Noruega 3.438 materiais genéticos para compor o maior banco mundial de sementes – José Cruz/Agência Brasil

A Embrapa selecionou 3.037 acessos de arroz, 87 de milho, 119 de cebola, 132 de pimentas Capsicum e de 63 Cucurbitáceas (abóboras, morangas, melão, pepino, maxixe, quino e melancia), que serão mantidas a uma temperatura entre 18 graus Celsius (°C) negativos e  20°C negativos. Acessos são amostras de sementes representativas de diferentes populações de uma mesma espécie.

“Elas representam um pouco da diversidade da agricultura brasileira. É um pedacinho da Embrapa que está lá resguardado e é uma forma de garantir que esse material vai estar disponível para população”, disse Rosa, em entrevista à Agência Brasil.

Rosa explicou que esse material só poderá ser aberto pela própria Embrapa e é como uma cópia de segurança para conservação a longo prazo das sementes, que já são armazenadas nos bancos brasileiros. Além do Brasil, pelo menos 30 países também depositarão suas sementes em Savalbard no próximo mês. A cerimônia deve contar com a presença da primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg.

Arca de vegetais

O banco genético em Svalbard recebe e conserva sementes de bancos genéticos do mundo inteiro para protegê-los da extinção e garantir a segurança alimentar da população. Em caso de uma catástrofe global, é de lá que sairiam as amostras para o recomeço da agricultura. No interior da montanha gelada existem cerca de 1 milhão de sementes armazenadas e congeladas em câmaras de segurança máxima, planejadas e construídas para resistir a desastres climáticos e explosões nucleares.

O local tem capacidade para 4,5 milhões de amostras de sementes. O clima glacial do Ártico assegura baixas temperaturas mesmo se houver falha no suprimento de energia elétrica das câmaras, que são abertas apenas três dias durante o ano. As baixas temperaturas e umidade garantem uma baixa atividade metabólica, mantendo o poder de germinação das sementes por séculos.

Essa é a terceira vez que o Brasil envia sementes a Svalbard. Em 2014 foram enviados pela Embrapa 514 acessos de feijão e em 2012, 264 de milho e 541 de arroz. A iniciativa é decorrente do acordo assinado entre a Embrapa e o Real Ministério de Agricultura e Alimentação da Noruega, em 2008.

Banco brasileiro

Para a pesquisadora Rosa Lía, a presença da Embrapa no banco de Svalbard dá visibilidade ao Brasil no cenário internacional. “É estratégico para o Brasil essa participação, já que o Brasil tem um protagonismo no trabalho com recursos genético na América Latina, faz todo sentido que a gente mostre isso para o mundo”, disse.

O presidente da Embrapa Celso Luiz Moretti fala à imprensa
Presidente da Embrapa, Celso Luiz Moretti – José Cruz/Agência Brasil

A Embrapa, em Brasília, também possui um banco genético com cerca de 130 mil amostras só de sementes, além de microrganismos e sêmen e embriões de animais, que formam o maior banco de recursos genético da América Latina e o quinto maior do mundo. A coleção serve, prioritariamente, apenas para a conservação do material dos bancos ativos de outras unidades da empresa, nos quais é feito o trabalho de campo, que consiste em testar e pesquisar as propriedades, fazer o manejo dos recursos genéticos e multiplicar as amostras a serem enviadas para bancos internacionais, pesquisadores e empresas solicitantes.

“É o armazenamento da riqueza e biodiversidade do Brasil. É uma das formas de a gente garantir que a sociedade brasileira, no futuro, terá segurança alimentar É aqui que a agricultura, a pecuária e o setor florestal brasileiro virão buscar a variabilidade genética, se for o caso, para combater pragas e doenças que venham atacar a agricultura brasileira”, explicou o presidente da Embrapa, Celso Moretti.

Em 1995, por exemplo, indígenas da etnia krahôs, do Tocantins, recorreram ao banco da Embrapa para recuperar sementes primitivas de milho e amendoim, pois não se adaptaram ao cultivo do milho híbrido comercial e já não possuíam mais a variedade local.

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia possui também um sistema de informação para consulta pública, o Alelo, com o registro de tudo que está armazenado em seus bancos genéticos.

Edição: Fernando Fraga

Trabalho da Embrapa desperta interesse internacional

Países querem fazer parcerias para obter segurança alimentar

Publicado em 31/10/2019 – 07:00

Por José Romildo – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Em 50 anos, o Brasil passou da posição de importador de alimentos para a de líder em produção agrícola, o que despertou em vários outros países o desejo de repetir em seus territórios a experiência brasileira, disse o presidente da Embrapa, Celso Moretti.

Segundo Moretti, o que outros países desejam é buscar autonomia e segurança alimentar, a partir de parcerias com a Embrapa, a empresa que realiza – em cooperação com universidades e empresas privadas – pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, proporcionando assim a liderança brasileira em alimentos; fibra; bioenergia; rebanhos bovinos; e suínos.  

Por indicação do Itamaraty, o presidente da Embrapa está realizando uma viagem pela Europa e pelo Oriente Médio, onde vem se encontrando com autoridades, especialistas e empresários do agronegócio em Budapeste (Hungria), Londres (no Reino Unido) e Doha (Catar).

Celso Moretti, participa amanhã (31) e sexta-feira (1º de novembro), da reunião anual do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep), em Praga, na República Tcheca. O Meeting on the Future of Global Environment Outlook (GEO) é o último compromisso de sua viagem internacional.

Ao falar do interesse de governos e instituições estrangeiras pelo trabalho da Embrapa, Moretti disse à Agência Brasil que o sucesso das pesquisas brasileiras se deve ao apoio do contribuinte. Esse apoio, conforme disse, é compensado pelos resultados.

“Todos os anos demonstramos por meio de balanço para a sociedade quanto cada real investido na Embrapa foi devolvido para a sociedade. No ano passado, para cada um real investido foram devolvidos 12 reais para a sociedade. Ou seja, vale a pena o país investir em ciência, tecnologia e inovação agropecuária porque o retorno é líquido e certo”, disse Moretti.

Presidente da Embrapa Celso Moretti – Divulgação/Jorge Duarte/Embrapa

Contrapartida

Moretti diz ainda que “se a sociedade brasileira paga impostos, e se esses impostos são investidos na Embrapa, não podemos entregar de graça essas soluções para os diversos países do mundo”.

De acordo com ele, a forma de o Brasil receber benefícios dessa cooperação com outros países é introduzir o setor privado brasileiro nas negociações. Se existe uma negociação, o setor privado pode entrar vendendo genética animal, genética vegetal e muitos outros produtos, afirma o presidente da empresa.

Embrapa global

Conforme disse Moretti, a Embrapa há alguns anos deixou de ser estratégica apenas para o Brasil. Ele observou que a empresa é “reconhecida globalmente pela sua competência em desenvolver soluções para a agricultura, para a pecuária e para o setor florestal do cinturão tropical do globo”.

Ele explicou que, por se situar no cinturão tropical do globo, ou seja, na região situada acima do Trópico de Capricórnio, a Embrapa é percebida como líder indiscutível de pesquisas no setor de alimentos nessa faixa da terra.

Catar

Essa percepção, de acordo com o presidente da Embrapa, tem implicações nos negócios. Citou, como exemplo, o caso do Catar, um dos países visitados por Moretti.

De acordo com Moretti, o Catar importou vacas holandesas para a produção de leite. Os técnicos daquele país adaptaram a produção dos lácteos a essa espécie de vaca holandesa. O problema é que a vaca holandesa se adapta muito bem ao frio da Holanda, mas não à temperatura do Catar, que às vezes chega aos 50 graus Celsius. “O custo para eles produzirem esse leite com as vacas holandesas ficou extremamente elevado”. disse. Ele disse que mostrou aos produtores do Catar a experiência brasileira de gado leiteiro híbrido, proporcionado pelo cruzamento da raça gir com a raça holandesa.

“Quando mostrei isso para eles, eles ficaram muito impressionados. Levar a genética do gado brasileiro girolando [cruzamento do gado gir com a vaca holandesa]  faz parte da nossa ideia de levar realmente essa genética adaptada aos trópicos para aquele local do mundo”, explicou.

Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep)

Hoje (31), durante o Meeting on the Future of Global Environment Outlook (GEO), em Praga, Moretti terá a oportunidade de apresentar a visão do agro nacional em um dos mais importantes fóruns de debates do mundo, onde são promovidas avaliações do estado do meio ambiente, da eficácia das políticas de enfrentamento dos desafios ambientais e dos caminhos para que sejam alcançados os objetivos acordados internacionalmente.

Por meio do GEO, as avaliações ambientais integradas relatam o estado, as tendências e as perspectivas do meio ambiente, que contribuem com os processos de tomada de decisão não apenas para governos, mas para outros segmentos, como iniciativa privada, governos locais e instituições de ensino e pesquisa, que possam se subsidiar da interação entre ciência e política. O resultado também poderá contribuir com a quinta Assembléia Ambiental da ONU em fevereiro.

Edição: Narjara Carvalho

BOLSONARO TEM RAZÃO, CHEFE DA EMBRAPA, ESCANCARA DADOS, DESMATAMENTOS, ÁREA PRESERVADA, AGRICULTURA


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