WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

:: ‘Economia’

Formandos em Ciências Econômicas da UESC

Formandos em Ciências Econômicas

Os formandos de Ciências Econômicas -do Colegiado Coleco do Câmpus da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, comunica à comunidade Ilheensse, Itabunesse e à todos da região sul e extremo sul da Bahia, que a colação de grau de Bacharéis de Ciências Econômicas da instituição será realizada dia 23 de março de 2018, pontualmente às 19:00 horas no Auditório Paulo Souto. Turma: Lessi Inês Pinheiro Farias Formandos: Alana Reis dos Santos, Aliet Sales dos Santos, Daniela Aparecida Dias de Carvalho, Ezequias Francisco Moreira Lima, Felipe Santos da Silva, Geovanny dos Santos Santos, Giovanne Gomes Silveira, Gustavo Rodrigues Borges de Souza, Ionah Cristina Veíga Santos Dias, Ivamara Santos de Jesus da Silva, Jéssica Alves Souza, Lara Santana Pinto, Lorena Gava Fonseca, Luana Correia Leite da Silva, Layza Gabrielley Cruz Brandão, Mariusa Santos Miranda, Poliana Lima dos Santos, Rafael Novaes de Andrade, Ricardo de Jesus Batista dos Santos Silva, Beatriz de Miranda Freire, Taís Medeiros Teixeira, Vilma Gomes Santos Melgaço, Vivaldo Leite de Matos Junior.

GESTÃO & NEGÓCIOS!

Necessariamente nessa ordem, dizem os especialistas, economistas e administradores.

Quando a ordem é invertida, os NEGÓCIOS  passam a ter prioridade sobre a GESTÃO, a ADMINISTRAÇÃO afunda, reafirmam os especialistas!

Nessa ordem

Primeira estufa de camarão de 10.000 m2 do mundo em Canavieiras -Ba

AS 10 MAIORES ECONOMIAS DO MUNDO 1980-2022

*Artigo de José Eustáquio Diniz Alves

“O Mediterrâneo é o oceano do passado.
O Atlântico é o oceano do presente,
e o Pacífico, o oceano do futuro”
John Hay, secretário de Estado dos EUA, em 1900

Entre as dez maiores economias do mundo, sete estão perdendo participação no PIB mundial e três estão ganhando participação, segundo dados do FMI, em poder de paridade de compra (ppp). Os Estados Unidos (EUA) são os maiores perdedores, pois representavam 21,8% da economia internacional em 1980, caíram para 15,3% em 2017 e devem ficar com 14,1% em 2022. Os EUA devem perder uma fatia de 7,7% do PIB mundial em 42 anos.

O Japão tinha uma participação no PIB global de 7,8%, em 1980 e subiu para 9% em 1991. Mas com a longa estagnação da economia japonesa, a participação do país caiu para 4,3% em 2017 e deve ficar em 3,7% em 2022. O Japão deve perder uma fatia de 4,1% do PIB mundial em 42 anos.

A Alemanha que tinha uma participação em 1980 de 6,6% deve ficar com apenas 2,9% em 2022, uma perda de 3,7% em 42 anos (o tamanho relativo da Alemanha será reduzido pela metade). A perda da Rússia deve ser de 2,4% em 30 anos, de 5,2% em 1992 para 2,8% em 2022. O Brasil que tinha uma participação no PIB mundial de 4,3% em 1980 deve cair para 2,3% em 2022. O Brasil, que já não era muito grande, deve diminuir em 2% sua participação na economia global. França e Reino Unido também estão encolhendo. Cada qual desses países era maior do que a China em 1980 e devem ser apenas uma fração do gigante asiático em 2022.

Das dez maiores economias, somente China, Índia e Indonésia ganharam espaço na economia internacional. A China é o grande destaque dos 42 anos em questão. Em 1980, a participação da China no PIB mundial era de somente 2,3%, ou seja, a China era menor do que o Brasil (que representava 4,3% do PIB mundial). Em 2017, a China já representava 18,3% e deve chegar a 20,4% do PIB mundial em 2022. A China elevou sua presença global em 18,1% em 42 anos e já é a maior economia do mundo (em ppp).

Outro país que deu um grande salto foi a Índia, que representava 2,9% do PIB global em 1980 e deve chegar a 9,2% em 2002, um aumento de 6,3% em 42 anos. Num ritmo um pouco menor, a Indonésia passou de 1,4% em 1980 para 2,6% em 2017 (já é maior do que o Brasil) e deve chegar a 2,8% em 2022, um aumento de 1,4% em 42 anos.

A tabela abaixo mostra o valor do PIB (em ppp) das dez maiores economias do mundo e o percentual de participação dessas economias na economia global, em 2017. O Brasil que tinha a pretensão de ser a quarta economia do mundo (passando Alemanha e Japão) perdeu posição para a Rússia e a Indonésia, encontrando-se na oitava posição.

 

A lista das maiores economias não é a mesma dos países com maior presença demográfica. Os países mais populosos do mundo, em 2017, são: China (1,4 bilhão de habitantes), Índia (1,34 bilhão), EUA (324 milhões), Indonésia (264 milhões), Brasil (209 milhões), Paquistão (197 milhões), Nigéria (191 milhões), Bangladesh (165 milhões), Rússia (144 milhões) e México (129 milhões.

Entre as 10 maiores economias, os três países que estão ganhando volume no PIB global são asiáticos e juntos (China, Índia e Indonésia) representam 40% da população mundial e já possuem um PIB equivalente ao do G7. Embora esses três países não sejam os protagonistas da reunião do G20, que ocorre em Hamburgo, na Alemanha, eles devem ganhar destaque nos próximos anos na medida em que o eixo da economia internacional se desloca para a Ásia.

Assim, o avanço destes países reforça o ocaso do processo de Ocidentalização (que teve início com as grandes navegações do século XV) e pode marcar a aurora do processo de Orientalização do mundo, retomando uma hegemonia que existia antes da Revolução Industrial e Energética. A região do sol poente, o Oeste, perde força global. A região do sol nascente, o Leste, ganha força na economia internacional, no século XXI.

*José Eustáquio Diniz Alves, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mailjed_alves@yahoo.com.br

Fonte : EcoDebate.


Postado por Blogger no PHOTOSSINTESE.BLOG.BR em 7/31/2017 03:45:00 PM

OS CARNAVAIS E SUAS QUARTAS FEIRAS DE CINZAS.

Estamos em pleno Carnaval oficial.

É o último carnaval do GUETO DO ATRASO. Sua quarta feira de cinzas está chegando.

E com ela, o PORTO SUL e  a FIOL – FERROVIA DE INTEGRAÇÃO OESTE-LESTE.

Obras que já estão caminhando para seu desiderato, e que vai fazer Ilhéus voltar a ter desenvolvimento e economia própria, como era antigamente.

Vai deixar a dependência de Prefeitinhos, Vereadorezinhos, Secretariozinhos e Acessórios.

É esperar e conferir…

Quem passar pela estrada 001, ou pela praia só vai saber que tem um porto, pela passarela suspensa, que vai operar o porto off-shore.

Rio, Minas, Rio Grande do Sul e Goiás começam 2017 com déficit de R$ 30 bi

POR GUSTAVO SCHMITT

SÃO PAULO — Com quadro de queda de arrecadação, aumento de gastos e expectativa de crescimento tímido da economia, os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás vão começar 2017 no vermelho. O déficit desses estados somados para o ano que vem chega a R$ 30,8 bilhões. Como resposta, governadores apresentam medidas amargas que vão da demissão de funcionários terceirizados e comissionados ao corte de salários e aumento de contribuições previdenciárias.

Fluminenses, mineiros e gaúchos decretaram estado de calamidade financeira. A medida livra os estados de punições por descumprirem a Lei de Responsabilidade Fiscal, como a proibição de tomar empréstimos ou receber transferências da União. A situação mais grave é a do Rio: o déficit no orçamento do ano que vem é de R$ 19 bilhões. Em seguida, aparecem Minas, com R$ 8,06 bilhões, e Rio Grande do Sul (R$ 2,9 bilhões). Também em crise, Goiás prevê um déficit nominal de R$ 931 milhões.

Veja também

O que deve atenuar a crise para os governadores é a renegociação das dívidas de estados com a União, aprovada na última terça-feira, na Câmara dos Deputados. Com isso, os estados terão de fixar um teto para os gastos públicos para os próximos dois anos, e os governos apresentarão um pedido ao Ministério da Fazenda para ingressar no programa de recuperação fiscal.

No Rio, a Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa (Alerj) estima que a renegociação reduzirá o déficit em até R$ 5 bilhões. Ainda assim, a situação do estado é muito delicada. O presidente da Comissão de Finanças, Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), afirma que além do déficit, o Rio levará para o ano que vem restos a pagar deste ano de R$ 17 bilhões.

Em Minas Gerais, o governo ainda não adotou um pacote anticrise. O governo é contrário a algumas propostas da União, como o aumento de alíquotas previdenciárias e privatização de empresas públicas. Embora vá entrar o ano com rombo nas contas, a secretaria de Fazenda de Minas justifica que economizou R$ 2 bilhões este ano reduzindo despesas de custeio e combatendo a sonegação fiscal.

No Rio Grande do Sul, o governador José Ivo Sartori (PMDB) enviou medidas amargas à assembleia legislativa para reduzir a menos da metade o déficit de R$ 2,9 bilhões. Uma delas, aprovada na quinta-feira após 16 horas de discussão e protestos, extinguiu seis fundações e levará a demissão de 1100 funcionários. Atrasos em repasses prejudicam escolas e hospitais, sobretudo nos municípios do interior.

Em Goiás, o governador Marconi Perillo (PSDB) também mandou um pacote severo de corte de gastos à assembleia legislativa para evitar o “colapso” das contas públicas. Entre as medidas, estão corte de 20% dos cargos comissionados e aumento de contribuições previdenciárias em 1 ponto percentual.Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/rio-minas-rio-grande-do-sul-goias-comecam-2017-com-deficit-de-30-bi-20691765#ixzz4TqqrQgHP

Ricardo Amorim explicando a importância da PEC 241/55

ricardo

“Nem Hillary, nem Trump vão olhar para o Brasil”

Para Rubens Barbosa, estreitar relações com o país não é prioridade de nenhum candidato à Casa Branca.

Marcio Juliboni

Marcio Juliboni

Por Márcio Juliboni

Às vésperas da eleição presidencial nos Estados Unidos, cresce a incerteza sobre quem sucederá a Barack Obama. Enquanto os partidários de Hillary Clinton e Donald Trump reúnem argumentos para convencer os indecisos, o clima de Fla-Flu contamina o Brasil.

Mas, do ponto de vista estritamente comercial, tanto faz quem vencerá na terça-feira. A avaliação é de Rubens Barbosa, embaixador do Brasil em Washington entre 1999 e 2004. O motivo é simples: somos um país não prioritário, numa região não prioritária, para os EUA.

Veja os principais trechos da conversa com O Financista:

O Financista: O que representaria um governo Trump para o Brasil?

Rubens Barbosa: Acho que, para a América do Sul e para o Brasil, nada vai mudar. A região não é prioridade para a política externa dos Estados Unidos. Se você fizer uma lista com as 15 prioridades americanas, não estaremos lá. Para chamarmos novamente a atenção dos Estados Unidos, temos que arrumar a casa e voltar a crescer.

O Financista: E com Hillary na Casa Branca?

Barbosa: Hillary conhece mais o Brasil, porque já esteve aqui. Mas, mesmo com ela, não haverá nenhum interesse especial dos americanos pelo país.

O Financista: Alguns dizem que republicanos seriam melhores para o Brasil, pois valorizam a abertura de mercado.

Barbosa: A ideia de que republicanos e democratas são diferentes, em termos de política comercial, é uma grande falácia. Isso não existe há 25 anos. Eles divergem em questões de política interna, mas são muito próximos na política comercial. Na verdade, Hillary e Trump têm posições negativas nessa área. Ambos são contra o Acordo de Associação Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) e são críticos da globalização. Mas, para o Brasil, o efeito negativo será pequeno. Além disso, nenhum mexerá na política comercial nos primeiros anos de governo.

O Financista: Mesmo que o Brasil não seja afetado diretamente, há algum efeito indireto da eleição?

Barbosa: Independentemente de quem vencer, o Fed já mostrou que elevará os juros. O pouco investimento que vem para o Brasil vai voltar para os Estados Unidos.

‘BRASIL ESTÁ DE VOLTA AOS NEGÓCIOS’, DIZ ABÍLIO DINIZ

‘BRASIL ESTÁ DE VOLTA AOS NEGÓCIOS’, DIZ ABÍLIO DINIZ

Fonte: Bahia Econômica – Armando Avena

abilio
O presidente do conselho da BRF, Abilio Diniz, avalia que o Brasil entrou em um novo momento e está de volta aos negócios. A afirmação foi feita ontem a jornalistas, após evento da empresa de alimentos, em Nova York. “Não há melhor lugar no mundo para os investidores no momento que no Brasil”, completou. A avaliação contrasta com a declaração que o empresário deu em novembro do ano passado, durante o BRF Day, também em Nova York, quando afirmou que o Brasil estava “em liquidação”. Na ocasião, o empresário disse que não havia uma crise econômica no Brasil, mas uma crise política, que afetava a confiança de investidores, empresários e consumidores.

“Ninguém está investindo, porque está faltando confiança”, afirmou o empresário no ano passado, destacando que o País estava muito barato para investidores estrangeiros. Na fala de ontem, em evento em que detalhou os planos da BRF para ampliar a presença no mercado internacional, o empresário reforçou que está muito confiante no futuro. “Com a esperança, vem a confiança”, afirmou. “O Brasil ainda está barato.”

Abilio destacou a aprovação da proposta de emenda constitucional (PEC) que limita o aumento dos gastos públicos, e ressaltou que o ajuste fiscal é essencial para a recuperação da economia. De acordo com o empresário, não é uma tarefa fácil melhorar as contas públicas brasileiras apenas com a PEC, sem elevar tributos, mas seria possível. “Foi (a aprovação da PEC na Câmara) uma grande vitória do governo brasileiro e do Brasil.”

“Precisamos equilibrar a situação fiscal do Brasil”, disse o presidente do conselho da BRF, ao ser perguntado sobre elevação de tributos. “É errado dizer que o Abilio defende a alta de impostos no Brasil”, afirmou, ressaltando que defendeu a CPMF no passado por ser um tributo de mais fácil implementação. Abilio afirmou que a recessão brasileira afetou os negócios da BRF, na medida em que o consumo ficou baixo, mas a companhia conseguiu sustentar bons resultados. (Estadão)

‘Estamos cortando na carne’, diz Temer a deputados em jantar

Presidente ressaltou que ação contra PEC de gastos ‘não pode ser admitida’

POR SIMONE IGLESIAS, EDUARDO BRESCIANI E CATARINA ALENCASTRO 09/10/2016 20:40 / atualizado 10/10/2016 6:37

temerjantar

Presidente Michel Temer durante jantar com a base aliada no Palácio da Alvorada – Divulgação

 

Além dos deputados, estiveram presentes no jantar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e ministros do governo Temer, como Eliseu Padilha (Casa Civil), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Blairo Maggi (Agricultura) e Alexandre de Moraes (Justiça). Michel e a mulher, Marcela Temer, receberam os convidados na entrada do Palácio.

Ao discursar no jantar, Temer mostrou muito incômodo com reações corporativas contra a PEC que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos. na última sexta-feira, a PGR apresentou uma nota técnica contra a proposta porque ela ofende a autonomia dos poderes.

— Estamos cortando na carne. Todo o qualquer movimento ou ação corporativa que possa tisnar (manchar) a PEC do teto não pode ser admitida — ressaltou Temer.

Segundo o presidente, a aprovação da matéria significará uma vitória para toda a classe política:

— Estamos fazendo História até o último dia do nosso governo e lá vamos erguer as mãos e dizer que salvamos o Brasil.

:: LEIA MAIS »

“Há pouca gente brigando pelo ajuste”

09 de Outubro de 2016

antagonista

Alexandre Schwartsman, ex-diretor do BC, alerta para as concessões do governo no ajuste fiscal

Por Márcio Julibonimarciojuliboni

Ninguém duvida de que o Brasil está quebrado e apenas um forte ajuste nas contas públicas o recolocará no caminho do crescimento. Mas quase ninguém está disposto a ceder uma parte de seus recursos para que o ajuste deixe de ser apenas boa intenção para se transformar em efetiva e boa política pública.
“Toda vez que você cede a interesses de curto prazo, adiciona um ou dois anos ao ajuste”, afirma Alexandre Schwartsman, ex-diretor de assuntos internacionais do Banco Central. Veja os principais trechos da conversa com O Financista:
O Financista: Como o sr. avalia a inflação de 0,08% em setembro? É tão boa, quanto o mercado diz?

Alexandre Schwartsman: Ela surpreendeu por vir abaixo das expectativas. Há alguns fatores acidentais, como a variação dos alimentos, mas há fatores mais positivos. Um deles é a queda do núcleo de inflação. Outro é o índice de difusão da inflação, que também está menor. O que ainda preocupa é o setor de serviços.
O Financista: Neste sentido, é possível esperar um corte de juros já em outubro?

Schwartsman: Eu esperaria um pouquinho mais, até novembro. Assim, daria tempo de vermos o comportamento dos preços de serviços e a aprovação da PEC do Teto. Mas, sinceramente, essa é uma questão marginal agora. Não diria que o BC cometerá um grande erro, se começar a cortar os juros em outubro.
O Financista: O sr. já disse que flexibilizar um ajuste que nem começou é uma cretinice. Na sua avaliação, quem mais pressiona para aumentar os gastos hoje?

Schwartsman: Há muitas fontes de pressão. A oposição é a mais óbvia, mas ela está apenas marcando posição. Além disso, existe o lobby da saúde e da educação. Por mais que haja mérito em se defender essas áreas, não deixa de ser um lobby por mais gastos. Tanto que a base da PEC, para elas, será 2017, e não 2016. Na verdade, há pouca gente brigando pelo ajuste, de fato. Todos apoiam o ajuste fiscal teórico, abstrato, mas, quando precisam falar do ajuste real, todo mundo quer garantir o seu lado.
O Financista: Como o senhor avalia a capacidade do governo de resistir a essas pressões?

Schwartsman: Em algumas coisas, o governo está indo bem; em outras, não. O que se pode dizer é que ele cedeu demais em tudo o que representa interesses mais imediatos. Cedeu demais no reajuste dos funcionários públicos; cedeu demais na negociação com os Estados. Já em questões de longo prazo, está se saindo melhor, como a PEC do Teto.
O Financista: Qual é o custo efetivo de se ceder em questões de curto prazo?

Schwartsman: Levará o Brasil a precisar de mais anos para arrumar as contas. Todo mundo que estuda seriamente a questão diz que, no melhor cenário, a trajetória da dívida pública só se reverterá em 2021, 2022. Toda vez que você cede a interesses de curto prazo, você adiciona um ou dois anos a essa conta. Além disso, há riscos consideráveis no caminho. A única saída que restou ao Brasil foi um ajuste de longo prazo. Só que, nesse meio tempo, haverá muitos momentos em que ele será questionado: nas eleições de 2018 e de 2022, por exemplo.

:: LEIA MAIS »

Bom dia, Antagonistas

05 de Setembro de 2016

antagonista
Bom dia, Antagonistas

As principais notícias para começar a manhã

O “amigo” e a “moça”

A PF colocou sob sigilo a planilha com os repasses da Odebrecht a Lula. Mas o relatório que revela seu codinome – “Amigo” – ainda não foi totalmente explorado. Na segunda-feira, O Antagonista mostrou… [leia mais]

O “amigo” corintiano

A Odebrecht vai delatar o esquema de Lula nas obras do estádio do Corinthians. O relatório da PF sobre o “Amigo” reproduz uma mensagem da empreiteira sobre o assunto. O delegado… [veja mais]

Do vermelho para o azul

“Vamos tirar o Brasil do vermelho para voltar a crescer”. É o lema da campanha publicitária do governo que, a partir de hoje, será veiculada em jornais, na TV e na internet (não, não em O Antagonista, porque recusamos propaganda estatal). O anúncio diz que… [veja mais]

Vamos tirar o STF do vermelho

A denúncia de Teori Zavascki contra os procuradores da Lava Jato não teve PowerPoint, mas foi um verdadeiro espetáculo midiático. Ele só não tirou de Curitiba… [leia mais]

A Odebrecht continua no vermelho

Para se livrar da Lava Jato, a Odebrecht “pagará multa acima de 7 bilhões de reais”, informa o Valor. Ela será parcelada em… [veja mais]

“Números catastróficos”

Terça à noite, segundo O Globo, Michel Temer fez “um apelo dramático” aos líderes governistas, pedindo a aprovação da PEC do gasto público. Antes disso, Henrique Meirelles… [leia mais]

 

 Expresso

Governo quer reduzir salários iniciais de servidores

O Estadão noticia que o governo federal estuda rever o salário inicial das principais categorias de servidores. “A ideia é reduzir as remunerações…” [veja mais]

Salários perto de 30 mil reais
Congelamento de desonerações 
Governo quer aliviar para o Galeão

“O mais importante é que o PT está saindo”

14 de Agosto de 2016

O economista Raul Velloso diz que, por causa do legado petista, o governo avança devagar, mas sabe o que deve ser feito

Por Márcio Julibonimarciojuliboni

Os 14 anos de governo petista destruíram os fundamentos da economia. Levará tempo até que toda a bagunça seja arrumada. Por isso, o economista Raul Velloso pede um pouco de paciência com o novo governo. “As pessoas se esquecem de que há um processo político em curso”, diz, em entrevista a O Financista. Confira os principais trechos da conversa:

O Financista: O projeto de renegociação das dívidas dos Estados com a União acabou com uma única contrapartida: um teto para o aumento de gastos pelo período de dois anos. Isso é suficiente?

Raul Velloso: Essa medida ajuda. Para a adoção de outras, é preciso esperar por um momento político mais favorável. Pode ser que se encontre uma alternativa melhor.

O Financista: Por exemplo?

Velloso: Não sei, mas o governo terá tempo para tratar disso.

O Financista: O senhor citou o momento político. As medidas mais duras de ajuste ainda não foram levadas ao Congresso por causa do impeachment?

Velloso: Sim. É o impeachment que ainda não deixa o novo governo fazer nada. Eu não entendo por que as pessoas estão tão impacientes. Elas querem que o governo faça tudo do jeito delas, correndo, mas se esquecem de que há um processo político em curso.

O Financista: Com um teto de gastos válido por apenas dois anos, sem outras contrapartidas, a União não terá de socorrer novamente os Estados? Isso pode atrapalhar o ajuste fiscal?

Velloso: Tudo vai depender do jeito como União e Estados vão financiar o déficit público, enquanto a arrecadação não se recupera. A questão é que não há muito a ser feito. É preciso esperar a volta do crescimento econômico e, portanto, da arrecadação.

O Financista: Tudo somado, o senhor está otimista ou pessimista em relação às contas públicas?

Velloso: Otimista, estou otimista! Veja: o novo governo já está fazendo o mínimo necessário, mesmo sem o impeachment. O mais importante é que o PT está saindo do poder. O verdadeiro desastre para a economia foram os anos de gestão petista, que deixaram uma herança muito pesada. O governo que está entrando herdou tudo isso, mas dá sinais de que sabe o que precisa ser feito. Ainda assim, vai levar tempo para arrumar tudo.

Inundados por moeda fraca

 11 de Agosto de 2016

Dorfo_02Por Rodolfo Amstalden

Reunidos com Temer, empresários lembraram de US$ 15 trilhões ancorados em juros negativos no mundo.

A confiança restaurada no governo brasileiro seria a “moeda mais barata” para atrair essa tonelada de dólares.

De fato, 40% dos títulos soberanos de países desenvolvidos negociam hoje com rentabilidade negativa. 

Enquanto isso, os títulos serviçais do Brasil pagam juros positivos de 13% ao ano.

Sim, temos uma enorme oportunidade em vista.

Ao mesmo tempo, pego-me assombrado pelo contexto atual.

Na briga covarde entre -1% lá fora e +13% aqui dentro, como é que ainda não fomos inundados por moeda forte?

Três fatores explicam tamanha latência:

1 – A espera pelo impeachment definitivo (99,9% de chance não é o mesmo que 100% de chance);

2 – A probabilidade residual de Lula ser candidato em 2018 (já imaginou o que seria um 2º turno com Lula e Marina?);

3 – Risco de Temer refugar no ajuste fiscal (a rigor, teto de gastos e reforma previdenciária).

Eu – particularmente, é claro – não me preocupo com o primeiro e segundo fatores.

Favas contadas: Dilma está fora, Lula estará preso.

Não posso dizer o mesmo a respeito do terceiro fator.

O risco sempre existiu, e aumentou nas últimas semanas.

Ok, Temer pode ter feito concessões com moeda fraca pelo objetivo forte logo à frente.

Traumatizado, porém, com a experiência dilmesca, o mercado prefere comprar o que se faz, não o que se promete.

Qual é o teto de gastos de Temer?

Quando ele vai se aposentar?

Há US$ 15 trilhões curiosos para saber a resposta.

SEM REFORMAS, NEM O PAPA SALVA O BRASIL.

17 de Julho de 2016

Para o ex-diretor do BC Luiz Fernando Figueiredo, país voltou para o caminho certo, mas não pode relaxar

Por Márcio JuliboniANTAGONISTA BANNER

SÃO PAULO – Se há algo que não se discute em relação ao governo de Michel Temer, é a qualidade da nova equipe econômica. Mas não adianta nada escalar um time de craques se a política embolar o meio de campo. “O governo pode contar até com o papa na equipe: se não aprovar o que precisa no Congresso, nada será resolvido”, afirma Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de política monetária do BC e fundador da Mauá Capital, que gerencia uma carteira de investimentos de R$ 2 bilhões.

Em entrevista a O Financista, Figueiredo afirma que o Brasil superou o cenário binário do início do ano — Dilma ou Temer — e voltou ao caminho correto. Agora, o debate é em torno das medidas necessárias. Mais: o cenário global de juros baixos ou negativos vai aumentar o apetite dos investidores por ativos mais arriscados – como o Brasil. Mas o país pagará um preço por esse sucesso. “Teremos, sim, um câmbio mais apreciado no curto prazo, quer desejemos, quer não.”

Leia a seguir os principais trechos da conversa:

O Financista: Com o afastamento de Dilma e a presença de Temer na Presidência, ainda que interinamente, já superamos o cenário binário? :: LEIA MAIS »



anuncie aqui

nao basta

Webtiva.com // webdesign da Bahia
Carregando...

Brasileirão

setembro 2018
D S T Q Q S S
« ago    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  


WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia