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:: ‘Destaque3’

Secretário revela que houve R$13 bilhões em gastos não auditados com Lei Rouanet

FARRA NA CULTURA ERA ENORME

Ninguém sabe se muitos dos 20.000 projetos financiados foram de fato realizados

Andre Porciúncula, secretário de Fomento e Incentivo à Cultura – Foto: reprodução da TV Brasil.Redação

Ele também revelou que 30% do valor total desses R$13 bilhões não aditados eram obrigatoriamente gastos com propaganda, dinheiro que segundo o secretário era destinado a jornais, revistas, emissoras de rádio e TV. Outros 15% dos recursos arrancados por meio da Lei tinham que ser gastos obrigatoriamente com “assessoria jurídico”.

Porciúncula disse que as empresas patrocinadoras assumiam 50% dos custos do projetos, mas, na prática, de todos os gastos, sobravam apenas 5% para cultura,

O secretário informou que, no total, foram mais de 20.000 projetos não auditados, apesar de terem sido financiados com recursos públicos. Ele destacou que não se refere à mera conferência de notas fiscais, mas a verificação sobre a efetiva realização dos eventos e projetos que tomaram dinheiro da Lei Rouanet.

Por essa razão, segundo o secretário, a primeira prioridade é a moralização na concessão dos benefícios da Lei de Incentivo à Cultura. Ele considera inaceitável que, antes, as empresas de promoção e produção cultural representassem 10% dos beneficiados e ficassem com 78% dos recursos públicos. Por essa razão, a decisão estratégica do governo é promover a descentralização, a fim de que os recursos cheguem aos projetos mais simples.

“Havia uma pequena elite, uma casta, que concentrava todos os recursos públicos da Lei Rouanet”, disse Porciúncula, que antecipou detalhes de uma nova instrução normativa determinando que patrocinadores de projetos culturais cm valor acima de R$1 milhão, com os benefícios da Lei Rouanet, terão de destinar obrigatoriamente 10% de seu investimento para pequenos projetos.

A nova instrução normativa também limitará a dois anos o patrocínio obtido com os favores da Lei Rounet. “A empresa não poderá usar a Lei para patrocinar o mesmo artista ou o mesmo projeto por dez, quinze anos”, disse. “A Lei é de incentivo à cultura”, enfatizou, ao defender a diversificação de projetos.

 

O programa “Sem Censura” desta note, com apresentação de Marina Machado, contou com a participação dos jornalistas Taís Braga, editora do Correio Braziliense, e Leandro Magalhães, da CNN (acima).

Plataforma consumidor.gov passa a receber queixas sobre redes sociais

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

Roubo de dados, perfis falsos e cobrança são as principais reclamações

Entre as principais queixas estão o registro de perfis falsos utilizando dados pessoais Foto: Marcelo Casal Jr/ ABr

Instabilidades, erros, conteúdo excluído sem justificativas, vazamento de dados e golpes em redes sociais, como Facebook e o Instagram, agora poderão ser registrados na plataforma consumidor.gov. A medida foi publicada nesta semana na portaria nº 12 de 2021 da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

Segundo aponta levantamento feito pela Senacon, que é vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, as reclamações de usuários de redes sociais aumentaram 300% no período de janeiro a julho deste ano. Entre as principais queixas estão o registro de perfis falsos utilizando dados pessoais, o compartilhamento de dados não autorizados e a cobrança por produtos e serviços não solicitados.

“O consumidor acessa, confere o registro da empresa. Ele então faz a reclamação e a empresa tem um prazo de 30 dias para se manifestar. Esse canal é importante e traz uma taxa de resolução de conflitos de quase 80% dos casos”, explica Lilian Brandão, diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor.

Nesta semana, o Facebook, o Instagram e o Whatsapp apresentaram instabilidade de mais de 6 horas, o que inviabilizou diversos negócios, já que as plataformas são usadas como meio de operação de inúmeros usuários.

A falha gerou uma notificação por parte do Procon do estado de São Paulo, que orientará usuários sobre possíveis ações contra as empresas. “O Procon-SP pretende identificar as causas da pane geral e punir as empresas com multas superiores a R$ 10 milhões, salvo se houver justificativa de evento fortuito, externo e incontrolável, e assim fixar responsabilidades para futuras ações individuais reparatórias”, disse o diretor do Procon, Fernando Capez.

Conselho muda regras de financiamento do programa Casa Verde e Amarela

Medidas elevam os limites dos valores dos imóveis financiados

Publicado em 13/09/2021 – 17:52 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Foto Fernando Frazão/Agência Brasil

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, hoje (13), por unanimidade, mudanças nas regras de financiamento imobiliário do programa Casa Verde e Amarela.

Apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), as propostas aprovadas elevam os limites dos valores dos imóveis financiados com recursos do fundo; estabelecem as taxas de juros cobradas das famílias que ganham até R$ 2 mil mensais e alteram o cálculo do subsídio disponibilizado às famílias de baixa renda

Os valores máximos dos imóveis aptos a serem financiados serão reajustados em 10%, com exceção dos construídos em cidades com população entre 50 mil e 100 mil habitantes, onde a tabela será reajustada em 15%.

Ao detalhar a proposta, o representante do MDR no conselho, Daniel de Oliveira Duarte Ferreira disse que o reajuste dos limites buscam estimular a oferta de novas unidades habitacionais. “Propomos um reajuste um pouco maior [de 15%] nos municípios de 50 mil a 100 mil habitantes porque nesse recorte populacional a grande maioria das contratações vinha batendo nos limites da tabela”, explicou Ferreira.

“Entendemos que este é um reajuste equilibrado, que não vai onerar o fundo em medida desnecessária e que vai fomentar a oferta de novas unidades habitacionais. Esperamos que os lançamentos aumentem a partir da entrada em vigor da nova tabela”, acrescentou o conselheiro.

Outra mudança aprovada foi o fim da diferenciação das taxas de juros cobradas das famílias com renda mensal de até R$ 2 mil, com base em características do imóvel que seria adquirido por meio do Casa Verde e Amarela com recursos do FGTS. Com isso, todos os mutuários inclusos no chamado Grupo 1 pagarão 4,75% de taxa de juros, se residirem nas regiões Norte ou Nordeste, e 5% caso morem nas regiões Centro-Oeste, Sudeste ou Sul.

“Estamos harmonizando as taxas de juros finais para as famílias que têm renda de até R$ 2 mil. Antes, tínhamos uma diferenciação a depender do tipo de imóvel que a família ia adquirir. Agora, isso deixa de ser um critério e todas as famílias do Grupo 1 do programa têm as mesmas taxas de juros”, disse Ferreira, lembrando que trabalhadores que têm conta vinculada ao FGTS há mais de três anos têm acesso a taxas de juros ainda menores, pois recebe meio por cento de desconto.

A terceira mudança nas condições operacionais de financiamento do FGTS estabelece uma nova metodologia de cálculo do chamado desconto complemento, que é o mecanismo que permite o pagamento, com recursos do fundo, de parte do valor da compra ou construção do imóvel, como forma de barateá-lo, reduzindo o valor do financiamento.

“A metodologia hoje em vigor leva em conta a renda familiar mensal bruta e o recorte territorial e populacional [onde vive a família interessada em obter o financiamento]. Estamos acrescentando três novos critérios qualitativos [aos dois primeiros]”, explicou Ferreira.

“[O primeiro novo critério é] a capacidade de financiamento da família. Ou seja, as famílias com menor capacidade de financiamento receberão uma pontuação que permitirá ampliar o valor do desconto complemento, facilitando assim o acesso ao crédito. O segundo critério é o comprometimento de despesa da família em relação à renda média da unidade federativa. Então, quanto maior o comprometimento das famílias com as despesas, maximizaremos o desconto, o que vai facilitar o acesso ao crédito e mitigar diferenças regionais. E, por fim, quanto maior a área útil do imóvel, maior será a pontuação da família que vai adquirir o desconto complemento”, disse Ferreira.

Os detalhes técnicos das propostas aprovadas hoje serão regulamentados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional.

Edição: Fernando Fraga

MAIS UMA VEZ FALANDO SOBRE O POLO DE INFORMÁTICA DE ILHÉUS – ESSE SIM, PRECISA SER REVITALIZADO! ===>>> 26/12/2017

Imagem colhida no Google by José Nazal

Desde os seus primórdios, venho fazendo criticas construtivas, as vezes cobranças mais duras, pela falta de um posto alfandegado no aeroporto de Ilhéus.

Enxergávamos que sem ele, o desembaraço de insumos que quase na sua totalidade são importados, a longo prazo iriam inviabilizar o nosso polo.

Infelizmente estávamos certos. Porém ainda é tempo de corrigir.

Com apoio e vontade política, ações fortes e determinadas, podemos ainda resolver a situação.

Não vou linkar todas as publicações para não ficar enfadonho, apenas estas duas abaixo, para que os leitores possam ter uma visão do que digo.

http://www.osarrafo.com.br/v1/2010/01/18/sobre-o-polo-de-informatica/ 

http://www.osarrafo.com.br/v1/2010/09/16/diagnostico-sobre-o-polo-de-informatica/

GOVERNO MARÃO PRECISA RESPONDER POR ESSA INCOMPETENCIA.

Um elefante branco enquanto ilheenses continuam nascendo nas calçadas.

Foto colhida no site da Prefeitura de Ilhéus.

Trigo surpreende no Ceará com precocidade e alta produtividade

  • ELIANE SILVA

 ATUALIZADO EM 

Alexandre Sales e os filhos, David e Pedro. Plantar trigo no Ceará tem dado resultado (Foto: Arquivo pessoal)

Uma viagem do empresário Alexandre Sales em 2018 à China serviu de inspiração para um projeto de plantio de trigo no ensolarado e seco Ceará que já colheu resultados que surpreenderam até o chefe-geral da Embrapa Trigo, Osvaldo Vasconcelos, que pesquisa a cultura há mais de 20 anos. O grão, principal cultura de inverno do Brasil, foi plantado em parceria com a Agrícola Famosa, maior produtora e exportadora mundial de melão e melancia, e ficou pronto para colheita em tempo recorde, com uma produtividade de 5.300 kg por hectare, só perdendo para o colhido no Cerrado.

“Nunca imaginei colher trigo em apenas 75 dias. Isso é tempo de safra de feijão”, disse o pesquisador da Embrapa. Para comparar, na região sul, responsável pela produção de 85% do trigo nacional, a produtividade média é de 2.500 kg por hectare e a colheita ocorre entre 140 e 180 dias após o plantio. No Cerrado, nesse mesmo período, a produtividade média é de 5.500 kg por hectare, mas há plantios irrigados que chegam a 8.000 kg/ha.

A partir de junho, junto com a Agrícola Famosa e outros parceiros, Sales vai plantar trigo irrigado pelo terceiro ano consecutivo. Desta vez, a área de semeadura deve atingir 500 hectares distribuídos por Ceará, Maranhão e Piauí. Além disso, o grupo pretende experimentar o plantio de sequeiro na região do Apodi (Rio Grande do Norte) ainda este mês. Nos próximos três anos, o plano é chegar a 2.000 hectares só no Ceará.

SAIBA MAIS

O empresário, que é dono do moinho Santa Lúcia, em Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza, disse que viu na China trigo plantado com sucesso em regiões de baixa altitude e clima seco. Considerando que o Ceará já se tornou referência na produção e exportação de frutas e de rosas, decidiu testar a semeadura em seu Estado, que é o segundo maior moedor e importador do produtor de trigo do país.

Procurou inicialmente a Embrapa, pela experiência da empresa em pesquisa e cultivares, e depois a Agrícola Famosa. A primeira experiência em 2019, em apenas meio hectare, serviu como aprendizagem. “A colheita foi rápida, mas a produtividade foi baixa, cerca de 3.800 kg por hectare”, conta Sales.

Em 2020, já ocupando cinco hectares de entressafra do melão da Agrícola Famosa, plantou três variedades, BR264  e BR404, ambas da Embrapa, e a Aton da empresa privada Biotrigo. O melhor resultado foi o da variedade 264. “As outras duas renderam até mais, 6.000 kg por hectare, mas o trigo só ficou pronto em 90 dias”, diz Sales.

Melão

Carlos Porro, CEO da Agrícola Famosa, diz que o trigo se adaptou bem ao ciclo da empresa, gerando receita numa época de entressafra do melão. “Temos que aproveitar que os grandes moinhos estão em nosso quintal. Além de usar a estrutura da empresa que ficaria parada na entressafra, ainda ganhamos com o melhoramento do solo após a colheita do trigo.”

Segundo Porro, a ideia é expandir a parceria, podendo chegar a uma área plantada nas terras da empresa, de até 2.000 hectares, sempre na entressafra. A Famosa tem 30 mil hectares no Rio Grande do Norte e Ceará, sendo 10 mil para a produção de melão.

No final de 2020, Sales fez dois experimentos que não foram bem-sucedidos em regiões de baixa altitude, no nível do mar, usando um blend de água salgada e doce para a irrigação por gotejamento. “É uma época muito quente, de intensa luminosidade. O trigo ficou lindo, mas a produtividade não passou de 4.000 kg.”

Alto potencial

Vasconcelos, da Embrapa, diz que os experimentos provaram que o Nordeste tem alto potencial para a cultura do trigo, especialmente em áreas acima de 600 metros de altitude, produzindo um grão de qualidade muito boa, semelhante à do Cerrado e do trigo importado.

“Com o melhoramento genético das sementes para o clima seco e quente que já desenvolvemos há dez anos a partir de material do México e um ajuste na irrigação e adubação, a região pode ser uma nova fronteira para o trigo”, diz. Segundo ele, a Embrapa já tem projetos de plantio também em Alagoas.

SAIBA MAIS

Com qualidade, precocidade e produtividade garantidas, Sales diz que precisa melhorar o custo de produção. “Com a escala, devemos ter um custo menor com a compra de insumos”, acredita ele, que também é avicultor e dono de uma fábrica de massas.

A capacidade do moinho Santa Lúcia é moer 3.000 toneladas de trigo por mês. O Ceará, que tem grandes moinhos como M.Dias Branco, J.Macêdo e Grande Moinho Cearense, do Grupo Jereissati, importa quase todo o trigo que abastece suas moendas da Argentina ou da Rússia. O produto da região sul do país, que chega por cabotagem, sai mais caro.

Autossuficiência

Atualmente, o Brasil importa cerca de 60% do trigo que consome. O plantio no Cerrado, que atinge cerca de 200 mil hectares e tem potencial para aumentar dez vezes, e no Nordeste, além dos avanços em Minas, Goiás e São Paulo são apostas para diminuir essa dependência, mas o chefe da Embrapa não acredita em uma solução no curto prazo.

“Em um período de cinco anos, não teremos autossuficiência. Até porque faltam outros fatores como mais sementes. Mas, estamos começando a achar um caminho. O trigo deve seguir o mesmo caminho do milho. O Brasil importava muito milho e hoje é um dos maiores exportadores do grão.”

Segundo Vasconcelos, no ano passado, a pandemia do Covid-19 mostrou a importância do trigo como alimento mundial e muitos países passaram a fazer estoques, o que elevou os preços. Ele diz que o preço mais alto incentiva o produtor a aumentar a área, mas isso precisa ser conjugado com contratos já estabelecidos que garantam mercado e lucro ante os custos de produção, além do seguro.

“No ano passado, a área de produção de trigo na região sul aumentou. No Rio Grande do Sul passou de 750 mil hectares para 940 mil e, neste ano, deve romper a barreira de 1 milhão. Já o Paraná foi de 700 mil para 1 milhão. Isso mostra que o produtor está apostando na cultura.”

SAIBA MAIS

O que também está aumentando são as exportações de trigo do Rio Grande do Sul, afirma Vasconcelos. Isso porque é o último trigo a ficar disponível para o mercado brasileiro, o que derruba seu preço. Fica, então, mais rentável exportar. No ano passado, foram exportadas 685 mil toneladas, ante as 500 mil de 2019 e as 300 mil de 2018.

O pesquisador explica que o trigo do sul tem uma produtividade menor porque é uma cultura de sequeiro e está sujeita a diversidades climáticas inexistentes no Cerrado e no Nordeste como geadas e chuva na hora da colheita e a doenças como a giberela.

Na quinta (11/3), a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) estimou a próxima safra de trigo em 6,437 milhões de toneladas, um aumento de 3,35% em relação à safra passada. Na área, a previsão é de 2,39 milhões de hectares, alta de 2,1%.

Expansão no Cerrado

A Embrapa entregou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) um projeto de expansão do trigo no Cerrado orçado em R$ 2 milhões, que inclui pesquisas e transferências de tecnologia contra a brusone, doença que atinge o trigo na região.

Apesar de ter forte apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Trigo (Abitrigo), que formulou uma Política Nacional do Trigo incluindo a expansão do plantio no Cerrado, o projeto não foi incluído no orçamento do Mapa deste ano, o que gerou uma reclamação formal da Abitrigo à ministra Tereza Cristina.

Vasconcelos diz, no entanto, que a ministra já sinalizou que vai disponibilizar recursos para o projeto nos próximos meses. Já a Abitrigo diz que não recebeu nenhum retorno do Mapa.

Dia das comunicações: avanços dos meios ampliaram horizontes do Brasil

Pesquisadores identificam características da expansão no país

Publicado em 05/05/2021 – 06:30 Por Luiz Cláudio Ferreira e Leyberson Pedrosa *** – Brasília

Marcello Casal Jr
/ Agencia Brasil

Entre sons, letras, teclas, botões, ligações e conexões, o fio invisível do tempo interliga os caminhos tecnológicos das telecomunicações no Brasil. Foi pelo avanço dos meios e das plataformas que a garantia de cidadania em um país do tamanho de um continente se tornou mais visível, ainda que não possamos enxergar as ondas eletromagnéticas, como ocorrem as conexões digitais ou as “nuvens” que passaram a armazenar a recordação do tempo.

Diretamente da era digital, nem mesmo rádios ou jornais têm mais o mesmo jeitão de antes. Telégrafos,  máquinas de escrever ou telefones com discos  entraram para a história, que é aquele museu imenso que chamamos de memória. Agora, ficam próximas aos bicos de pena, os instrumentos para escrever cartas que demoravam meses para chegar ao destino. Nesta semana, em que há o dia das comunicações (5 de maio), pesquisadores entrevistados pela Agência Brasil explicam que os marcos temporais no Brasil tiveram características peculiares, que ajudaram a reduzir as distâncias e transformar a história do país.

Confira reportagem da Agência Brasil sobre os 145 anos do telefone

Leia também sobre os 30 anos do telefone celular no Brasil

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UMA NOVA PRAIA – TURISMO OU UNIDADE DE CONSERVAÇÃO?

O que diz o GAP (Grupo Amigos da Praia)?

Está dentro dos limites da Unidade de Conservação do Mero?

Outras entidades ligadas ao ambientalismo, precisam se manifestar quanto a essa dádiva da natureza.

 

http://nbcgib.uesc.br/parquemarinho/

 

 

FNDE estabelece diretrizes para o Programa Caminho da Escola

Novas orientações são para os gestores da rede pública de ensino

Publicado em 23/04/2021 – 16:59 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) tornou públicas as novas regras do Programa Caminho da Escola. Criado em 2007, a iniciativa permite que estados, municípios e o Distrito Federal solicitem assistência técnica e financeira federal para a compra de ônibus, lanchas e bicicletas destinadas ao transporte de estudantes de escolas públicas de ensino básico de áreas rurais e ribeirinhas.

Publicada no Diário Oficial da União de hoje (23), a Resolução nº 1 estabelece as diretrizes e orientações para os gestores da rede pública de ensino interessados. De acordo com a resolução, a norma leva em conta as necessidades de melhoria das condições de acesso dos estudantes às escolas e de renovação da frota de veículos de transporte escolar em todo o país, bem como de regras de segurança para o uso dos veículos e para a assistência financeira.

Por meio do Programa Caminho da Escola, estados, municípios e o Distrito Federal também podem aderir à ata de registros de preços realizada pelo FNDE para, com seus próprios recursos, adquirirem ou utilizarem veículos novos para transportar os estudantes do ensino básico público. Também é possível acessar a linha de crédito disponibilizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), exceto para a aquisição de bicicletas.

Os valores e as especificidades técnicas dos meios de transporte são estabelecidos em conformidade com orientações do FNDE, padronizando-os. Podem ser adquiridos ônibus, micro-ônibus, barcos e lanchas com capacidade mínima para 10 a 29 passageiros, mais o tripulante, além de bicicletas (que devem vir acompanhadas de capacetes adequados à faixa etária).

Além de recursos orçamentários do próprio FNDE e do MEC, o programa também está apto a receber verbas de emendas parlamentares. A distribuição dos veículos leva em conta o número de alunos matriculados no ensino básico público, conforme censo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Além de consultar a resolução, interessados podem acessar, no site do FNDE, o Guia Prático sobre os Programas de Manutenção Escolar para saber mais sobre o Caminho da Escola e sobre outras iniciativas, como o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) e o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

Edição: Fernando Fraga

A DANÇA DAS VACINAS

Rússia deverá aprovar a Sputnik Light, com dose única, em maio
A previsão, de acordo com o governo russo, é produzir 30 milhões de doses mensais do novo imunizante até o final do ano
Por Giulia Vidale…

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/saude/russia-devera-aprovar-a-sputnik-light-com-dose-unica-em-maio/

Heleno: redes sociais causaram transformação no trabalho da Abin

Ministro foi entrevistado do programa Sem Censura

Publicado em 19/04/2021 – 23:48 Por Agência Brasil – Brasília

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, participa do programa Sem Censura, na TV Brasil

O trabalho de  inteligência feito pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teve uma transformação violenta após o advento das redes sociais. Antes, o trabalho de inteligência, que levava, às vezes, uma semana, duas semanas, tem que ser feito, agora, com uma urgência mais imediata, explicou o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, durante o programa Sem Censura, exibido nesta segunda-feira (19) na TV Brasil. Heleno também tratou de temas como mudança no comando das Forças Armadas, vacinação contra covid-19, a CPI da Covid-19 instalada no Senado, Amazônia e até sobre a vida e a vocação para a vida militar.

Sobre a mudança na Abin, ele disse que, agora, tudo é urgente. “Isso é uma mudança de mentalidade, que tem que ser implantada no sistema brasileiro de inteligência, cuja cabeça é a Abin.  A Abin, tem lutado ardentemente para se adaptar a esse novo consenso da inteligência. Muito mais rápido. Antigamente nós tinhamos um conceito de transformar o informe em informação, a gente recebia o que a gente chamava de informe e trabalhava ardentemente para confirmar o informe e chegar à conclusão de que não, não é informe, é informação. E não é assim que funciona hoje. Hoje o informe chega e tem que usar, não interessa se é informação. Use e toque para frente para poder ter validade”, explicou o ministro.

Heleno ainda esclareceu que o trabalho da Abin não é divulgado, uma consequência natural de serviços de inteligência. Ele citou como exemplo que ninguém sabe o trabalho realizado por agências como o Federal Bureau of Intelligence (dos EUA), o Serviço de Inteligência de Israel, e o Serviço de Inteligência Russo. “Esses trabalhos não são colocados para discussão do público.”

A Abin é apenas um das atribuições do GSI. Heleno explicou durante o programa que o ministério é  responsável pelo programa de proteção às fronteiras, pela  política de proteção cibernética e pelo programa nuclear brasileiro. “ E temos uma missão de cuidar do presidente da República, do vice-presidente e de seus familiares. Por trás dessa segurança, aí entra principalmente o papel da Abin”, disse.

Comandantes das Forças Armadas

General do Exército, Heleno foi perguntado pelos jornalistas que participaram do programa sobre a mudança realizada no comando do Exército, da Marinha e das Forças Armadas pelo presidente Bolsonaro. 

“Considero página virada, porque é uma atribuição do presidente da República. Ele não precisa justificar o ato dele. É uma mudança que é comum, não houve nenhuma mudança no posicionamento de qualquer dos comandantes”, disse.

Vacinação e pandemia

Um tema sobre o qual Heleno respondeu a mais de uma pergunta foi sobre vacinação. O general já tomou as duas doses da vacina contra a covid-19 e disse que quanto mais pessoas se vacinarem, maior vai ser a proteção.

Mais especificamente sobre a vacina contra a covid-19, Heleno disse que considera como injusta e inadequada a forma como parte da imprensa tem tratado o governo e o trabalho realizado para conseguir imunizantes. 

“O Brasil hoje é o quinto país do mundo em número de vacinados, atrás apenas daqueles que são fabricantes de vacina. Vacina não vende na padaria, não vende no supermercado, não está à disposição, não está aí para você comprar onde quiser, escolher onde vai comprar. A vacina é difícil de ser comprada. E nós temos promessa de vacina de em torno de 500 milhões de doses. Então estamos em uma situação privilegiada em termos da situação de disponibilidade da vacina no mundo”, disse Heleno.

“Demoramos a comprar como alguns nos acusam, só que as condições de compras dessas vacinas às vezes não são interessantes, porque as condições de compra do contrato tornam a compra arriscada para o país que resolve bancar. Temos ainda que aguardar o posicionamento da Anvisa em relação às vacinas. Então eu acho que há uma séria injustiça. Nós ainda não somos fabricantes de vacinas, provavelmente em curto prazo, seremos”.

Veja o programa:

Edição: Fábio Massalli

Apenas as grandes redes ganham com o comércio mantido fechado

Mais de 20% das lojas fecharam em definitivo, mas grandes grupos de varejo se fortalecem

Consolida-se no meio empresarial a certeza de que longos períodos de lockdown no comércio, sobretudo em mercados como São Paulo, não reduzem os casos de covid, mas garantem a destruição do comércio presencial, nas ruas e shoppings.

Até agora, 20% de todas as lojas do País fecharam em definitivo, enquanto grandes grupos de varejo se fortalecem, em cruel e impressionante sistema de transferência de renda. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A última sexta (16), auge do lockdown no comércio, as lojas Americanas, de João Paulo Lehman, o mais rico brasileiro, bateu recordes na bolsa.

O Magazine Luiza, da caridosa bilionária Maria Luiza Trajano, foi a empresa que mais ganhou na bolsa, depois das lojas Americanas.

A Amazon adicionou US$700 bilhões ao seu valor de mercado em 2020 e já vale US$1,6 trilhão. O Mercado Livre dobrou para US$83 bilhões.

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