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:: ‘Comunicação’

Congresso deve definir modelo de privatização dos Correios, diz Faria

Ministro das Comunicações falou em comissão da Câmara

Publicado em 12/05/2021 – 14:42 Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Ministro das Comunicações, Fábio Faria disse hoje (12) que caberá ao Congresso Nacional definir o modelo de privatização dos Correios, estatal 100% pública. A urgência do Projeto de Lei (PL) 591/21 que trata da exploração dos serviços postais pela iniciativa privada foi aprovada no dia 20 de abril e aguarda deliberação sobre o mérito. O regime permite acelerar a análise do texto, mas ainda não foi definida a data de votação do mérito do projeto.

Faria participou de uma audiência na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados para tratar das prioridades da pasta para o ano de 2021. De acordo com o ministro, ao entregar o projeto de privatização, o governo optou por deixar o Congresso definir o modelo de privatização da empresa, que leva encomendas a todo o território nacional.

“Quem vai decidir o processo dos Correios, se vai ser privatização, concessão, vendas de ação, ou não, é o Congresso Nacional. Se vocês que forem contra vencerem a votação, os derrotado vão aceitar”, disse Faria após questionamento de deputados contrários à venda da empresa sobre a questão.

Além de estabelecer que o Sistema Nacional de Serviços Postais (SNSP) poderá ser explorado em regime privado, o texto prevê que a União manterá para si uma parte dos serviços, chamada na proposta de “serviço postal universal”, que inclui encomendas simples, cartas e telegramas.

De acordo com o ministro, a empresa que ficar responsável pela atividade dos Correios terá que manter o serviço.

“Os Correios entregam em torno de 95% das casas do Brasil. A empresa que ganhar vai ter que entregar também. Nenhuma casa que recebe carta dos Correios vai deixar de receber, se entrar uma empresa de fora, caso venha a ocorrer a privatização ou outro tipo de concessão ou coisa parecida”, afirmou.

EBC

Durante a audiência, o ministro também foi questionado a respeito do futuro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que, assim como os Correios e a Eletrobras, também foi incluída no Plano Nacional de Desestatização (PND).

Com isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciará estudos técnicos sobre a privatização da empresa, que faz comunicação pública no país, com oito veículos, entre eles a Rádio Nacional, a TV Brasil e a Agência Brasil.

Faria disse que ainda não há nada decidido a respeito da possível desestatização ou extinção da EBC, mas que os estudos do BNDES vão definir o futuro da empresa.

Em 2020, a EBC, que é dependente do Tesouro Nacional, recebeu R$ 389,1 milhões da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP) e arrecadou R$ 65,8 milhões em receitas próprias, como a venda de serviços e receitas financeiras. Com as despesas totalizando R$ 543,4 milhões no ano passado, o Tesouro Nacional repassou R$ 88,5 milhões à empresa, de um total de R$ 463 milhões autorizados pelo Orçamento Geral da União.

Partidos da Câmara dos Deputados ingressaram com três projetos de decreto legislativo para retirar a EBC do PND. A agremiações afirmam que a desestatização fere o Artigo 223 da Constituição Federal. A Carta Magna prevê a existência de sistemas de comunicação público, privado e estatal, de forma que a sobrevivência da EBC “é crucial para a garantia desse princípio constitucional”, argumentam os projetos.

“A EBC é um conquista da sociedade civil e, lamentavelmente, ela está sendo ameaçada de privatização ou de extinção”, disse a deputada Luiza Erundina (PSol-SP).

Aos deputados, o ministro, relatou não acreditar que empresas privadas teriam interesse na EBC, por não poderem ficar com as receitas da empresa como a CFRP e também as aplicações financeiras que, de acordo com Faria, rendem em torno de R$ 200 milhões por ano ao conglomerado de mídia.

“É uma determinação nossa a gente tentar entender o que pode ser feito com a EBC. Porque se você puder vender a faixa, vender o canal, a receita vai ser muito maior, a gente vai ter interessados. Por isso que mandei para o PND e lá eles vão falar, daqui a 100 dias, o modelo que pode ser privatização, venda de ativos, otimizar, enxugar, que pode ser qualquer coisas que venha, que não tenho como opinar”, disse.

Faria disse ainda que a venda de ativos da União, como Correios e a EBC são uma determinação presidencial. Para o ministro, a União não deveria manter uma empresa de comunicação pública.

“Não acho que porque a empresa é publica que a União tem que bancar”, disse. “Se a gente puder otimizar, de repente vender ativos, fazer um programa de demissões incentivadas, restabelecer alguns funcionários em lugares que demandam mais. Eu queria resolver essa despesa”, disse. “Qualquer presidente da república vai querer ter a EBC com ele, ninguém quer abrir mão. Estamos fazendo isso porque é promessa de campanha”, acrescentou.

5G

O ministro também falou a respeito do leilão do 5G e voltou a afirmar que a chegada da tecnologia no país vai revolucionar a vida das empresas. Na avaliação do ministro, o 4G modificou a vida das pessoas, por dar mais ferramentas de comunicação.

Hoje temos a condição de falar por imagens com qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. Ele também nos proporcionou, coisas como poder pegar um Uber, navegar nas estradas por meio do Waze é a mesma coisa. Pedido de comida pelo Ifood foi tudo devido ao 4G”, disse. “Já o 5G vem para revolucionar a nossa indústria. São coisas falando com coisas. É a geladeira conversar com o carro, para dizer que tem que comprar água, leite”, acrescentou.

De acordo com Faria, o leilão, ainda sem data marcada, também vai resolver o problema da falta de acesso ao 4G em várias localidades do país. O ministro disse que a expectativa é de que, até 2028, o sinal de internet esteja disponível em todo o país.

“A gente vai resolver o problema da internet no Brasil levando, através do leilão 5G, com a obrigação dos vencedores de levar a tecnologia do 4G nas localidades acima de 600 habitantes. Aí só nos restam as localidades com menos de 600 habitantes que vamos atender através do programa Wi-fi Brasil, disse.

Edição: Denise Griesinger

Infovia subfluvial vai levar internet ao Norte, por rios da Amazônia

No Nordeste, projeto leva internet pela rede da Chesf

Publicado em 08/05/2021 – 08:02 Por Cláudia Felczak – Repórter da Agência Brasil – Brasília

É no Brasil, mais precisamente na Região Norte, que se concentra a maior bacia hidrográfica do planeta: a Bacia Amazônica, formada pelo Rio Amazonas e seus milhares de afluentes. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA) a região concentra 81% da disponibilidade de águas superficiais do país.

Os rios fazem parte da vida de quem mora na região para o bem e para o mal. De acordo com o professor da Universidade de Brasília, José Francisco Gonçalves Júnior, se, por um lado, os rios fornecem água e alimento e são vias de transporte, por outro, o deslocamento é lento e o acesso a produtos urbanos, serviços essenciais e comunicações é prejudicado. “Precisamos de outras estratégias melhores de comunicação para essas comunidades”, diz.

Um deles é a internet. De acordo com o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações (MCom), José Afonso Cosmo Júnior, muitas dessas localidades só têm acesso à internet via satélite pois não há cabeamento para que o fluxo de dados possa trafegar. “Muitas dessas cidades não têm sequer estradas que cheguem até lá. Então não tem por onde passar o cabeamento.”

Como não há estradas, a saída para ter uma internet de qualidade será pelos rios. E é disso que trata o Norte Conectado. O programa vai criar nove infovias subfluviais. Serão cabos de fibra ótica passando pelos rios da Amazônia. A ideia é que os cabos “atraquem” em cidades-polo e que, a partir delas, seja feita a distribuição para os municípios mais distantes.

Para atender a toda essa demanda, numa região cercada por rios e com áreas de difícil acesso, estão previstos mais de 10 mil quilômetros de cabo de fibra óptica, o suficiente para cobrir a distância de 100 mil campos de futebol. A estrutura permite tráfego de dados a 100 gigabits por segundo.

A primeira infovia subfluvial ligará Santarém (PA) a Macapá (AP) e deve ser entregue ainda este ano. “Muito provavelmente esses municípios seriam os últimos a serem atendidos com tecnologias novas até pela dificuldade geográfica. Com essa rede instalada eles podem ser atendidos imediatamente. Essas cidades vão poder receber o 5G primeiro do que muitas outras cidades do Brasil”, afirma o secretário de Telecomunicações.

Nordeste

Em fase final de instalação, o programa Nordeste Conectado deve levar internet de alta velocidade a mais de 20 mil alunos e 1,2 mil professores de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Além de Mossoró, mais quatro cidades da região já receberam a internet de alta velocidade por meio do programa: Caruaru (PE), Campina Grande (PB), Quixadá (CE) e Paulo Afonso (BA). Até o fim do ano outras quatro cidades serão atendidas.

O projeto aproveita a rede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) que está sendo utilizada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). De acordo com o secretário de Telecomunicações, a RNP fica responsável pela ligação entre entidades educacionais e, por meio de uma parceria com o ministério, faz um chamamento público para que provedores interessados construam a rede metropolitana, responsável por levar a internet para as cidades mais distantes.

Nesse chamamento as empresas também podem se oferecer para atender a órgãos públicos “Nisso a gente tem atendido milhares de escolas, centenas de postos de saúde e órgãos públicos do Judiciário e de segurança pública”, afirma Cosmo Júnior.

O investimento na construção dessas redes é de R$ 35 milhões. No total, 77 localidades serão as cidades-polo de onde poderão partir redes metropolitanas que levem a banda larga de 100 gigabits a vilarejos mais distantes. “É uma capacidade muito alta de comunicação de dados. Então, todo o tipo de comunicação e muitos negócios vão surgir disso”, avalia Cosmo Júnior.

Semana Nacional das Comunicações

Desde a última segunda-feira (3), até domingo (9), os veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) publicam o Especial Conecta, com conteúdos sobre a Semana Nacional das Comunicações. O especial reúne reportagens sobre história das telecomunicações, 5G, Internet das Coisas, o impacto das novas tecnologias na educação e no agronegócio, entre outros temas.

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Edição: Denise Griesinger

Wi-Fi Brasil leva internet a mais de 13 mil pontos remotos do país

Internet gratuita chega a 8,5 milhões de pessoas no interior

Publicado em 06/05/2021 – 06:00 Por Cláudia Felczak – Repórter da Agência Brasil – Brasília

São cerca de oito horas de viagem para chegar à comunidade indígena Guató, localizada no Pantanal sul-mato-grossense. Mas não são oito horas de carro não, são oito horas de barco. E de barco rápido, conta o cacique Osvaldo Correia da Costa: “Para comprar mantimentos, precisamos de um barco maior. Aí são três dias navegando pelo rio.”

O acesso complicado dificulta a chegada de serviços e a comunicação com outras comunidades. A secretaria especial de Saúde Indígena (Sesai) é a responsável pelo atendimento dos indígenas e diz que o contato com o mundo externo antes era feito apenas por meio de um telefone, que ficava na base do Exército na aldeia. Com a chegada da internet, no entanto, a comunicação ficou mais fácil. A Sesai conta hoje com o auxílio do programa Wi-Fi Brasil e consegue entrar em contato com a aldeia até por aplicativo de mensagens.

A chegada da internet pelo Wi-Fi Brasil também impactou a vida na aldeia Porto Lindo, localizada no município de Japorã, em Mato Grosso do Sul. Segundo o líder guarani-kaiowá, cacique Roberto Carlos Martins, os 5,5 mil indígenas passaram a ter melhores oportunidades de trabalho, estudo e pesquisa, além dos aspectos de comunicação. “Rapidamente a gente consegue se comunicar não só com a comunidade mas a comunidade também com o poder público, poder privado. Então a gente tem essa facilidade hoje”.

O cacique, no entanto, alerta que a internet também traz aspectos negativos à aldeia, assim como ocorre em grandes centros urbanos: o tempo excessivo que o indivíduo fica conectado. “Em vez de estar conversando e brincando estão ligados na internet”, comenta.

Pelo Brasil afora

Hoje o programa conta com mais de 13,3 mil pontos de internet em funcionamento, instalados em escolas, unidades de saúde, de segurança e de prestação de serviços públicos em áreas remotas, de fronteira ou de interesse estratégico, além de aldeias indígenas e comunidades quilombolas – todos lugares de difícil acesso.

“Aonde ninguém chega, a gente chega com sinal de internet de qualidade”, diz o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, José Afonso Cosmo Júnior. O número de pessoas atendidas ultrapassa os 8,5 milhões, segundo o governo.

Panorama geral do Wi-fi Brasil.
Arte/Agência Brasil

Pessoas como a dona de casa Maria Aparecida Pereira, moradora do povoado Conceição do Jacinto, que fica no interior de Minas Gerais. “Com a internet eu consigo escutar o choro e a voz do meu neto, acompanhar o engatinhar, os primeiros passos. Vou assistindo ao crescimento dele por videochamada. Se não fosse a internet, não conseguiria.”

E não é só para conversar com a família que a internet serve. Cosmo Júnior conta o exemplo de uma comunidade que, assim que obteve o sinal de internet, foi logo questionar o prefeito sobre uma bomba d’água que teria sido retirada sem qualquer explicação. “No fim das contas, a exclusão digital é também social”, diz.

Wi-fi Brasil, por regiões.
Arte/Agência Brasil

Tecnologia via satélite

O secretário de Telecomunicações lembra que o programa só foi possível depois do lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC): “Não tínhamos, antes, um satélite que cobrisse todo o Brasil com essa capacidade de dados que o SGDC tem.” 

Lançado em 2017, o SGDC está em órbita a 36 mil quilômetros da Terra e possibilitou o estabelecimento de uma política pública de atendimento às regiões mais remotas já que cobre, com o mesmo sinal, o país inteiro.

O programa tem duas modalidades. Na primeira, a internet é instalada em pontos fixos como escolas e unidades de saúde. Na segunda, ela é levada a praças públicas onde podem ser usadas por qualquer pessoa. Atualmente são 21 praças que contam com o sinal do Wi-Fi Brasil, mas outros 2 mil pontos já estão com contratação em andamento, segundo o Ministério das Comunicações.

Brasília - Primeiro satélite geoestacionário brasileiro para defesa e comunicações estratégicas é lançado ao espaço (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Primeiro satélite geoestacionário brasileiro para defesa e comunicações estratégicas foi lançado em 2017 Marcello Casal jr/Agência Brasil

Previsão

A expectativa, segundo o secretário de Telecomunicações, é que 500 novos pontos sejam instalados até a primeira quinzena de maio, e mais 4 mil até o fim de 2021. De acordo com Cosmo Júnior, boa parte dos recursos para o programa está vindo de emendas parlamentares.

De 2020 para 2021 o valor das emendas destinadas ao Wi-Fi Brasil passou de cerca de R$ 17 milhões para mais de R$ 100 milhões. “O que mostra que os parlamentares reconhecem o programa como a forma mais rápida de levar internet a essas comunidades”. E completa: “A ideia é acabar com o deserto digital do país. A integração de todas as políticas públicas do ministério tem um objetivo só: conectar todas as pessoas.”

Semana Nacional das Comunicações

De segunda-feira (3) a domingo (9), os veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) publicam o Especial Conecta, com conteúdos sobre a Semana Nacional das Comunicações. O especial reúne reportagens sobre história das telecomunicações, 5G, Internet das Coisas, o impacto das novas tecnologias na educação e no agronegócio, entre outros temas.

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Edição: Denise Griesinger

Dia das comunicações: avanços dos meios ampliaram horizontes do Brasil

Pesquisadores identificam características da expansão no país

Publicado em 05/05/2021 – 06:30 Por Luiz Cláudio Ferreira e Leyberson Pedrosa *** – Brasília

Marcello Casal Jr
/ Agencia Brasil

Entre sons, letras, teclas, botões, ligações e conexões, o fio invisível do tempo interliga os caminhos tecnológicos das telecomunicações no Brasil. Foi pelo avanço dos meios e das plataformas que a garantia de cidadania em um país do tamanho de um continente se tornou mais visível, ainda que não possamos enxergar as ondas eletromagnéticas, como ocorrem as conexões digitais ou as “nuvens” que passaram a armazenar a recordação do tempo.

Diretamente da era digital, nem mesmo rádios ou jornais têm mais o mesmo jeitão de antes. Telégrafos,  máquinas de escrever ou telefones com discos  entraram para a história, que é aquele museu imenso que chamamos de memória. Agora, ficam próximas aos bicos de pena, os instrumentos para escrever cartas que demoravam meses para chegar ao destino. Nesta semana, em que há o dia das comunicações (5 de maio), pesquisadores entrevistados pela Agência Brasil explicam que os marcos temporais no Brasil tiveram características peculiares, que ajudaram a reduzir as distâncias e transformar a história do país.

Confira reportagem da Agência Brasil sobre os 145 anos do telefone

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Leilão do 5G: entenda o que vem por aí e conheça as novidades

Nova geração de internet móvel deve trazer mudanças para usuários

Publicado em 03/05/2021 – 06:00 Por Pedro Ivo de Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Imagine uma manhã movimentada em uma avenida de trânsito rápido. Tentando entrar no fluxo, um motorista que está atrasado para o trabalho fica impaciente e acelera. Na faixa rápida, uma motorista recebe uma notificação pelo celular: um recado urgente da babá informa que seu filho está com febre.

Desatenta momentaneamente pela notificação, ela desvia o olhar e não vê a ação do motorista atrasado. Como estava um pouco acima do limite de velocidade da via (80 quilômetros por hora), a colisão parece inevitável. Uma batida muito comum no trânsito das grandes cidades, que gera prejuízos financeiros, estresse, congestionamento e, eventualmente, vítimas.

Isso, se a colisão tivesse acontecido.

O carro da mulher distraída, no entanto, era semiautônomo. Graças à tecnologia 5G, ao receber dados de tráfego de diversos sensores espalhados pelas vias, o veículo soube a hora exata de desacelerar. Com o uso de inteligência artificial e aprendizado de máquina, o computador de bordo do veículo conseguiu antecipar a tentativa frustrada de conversão do motorista atrasado e traçou possíveis cenários para evitar a colisão.

Sinais sonoros vindos do painel digital avisaram que havia a necessidade de desacelerar. Com a distração, o piloto automático assumiu momentaneamente o controle. Em milésimos de segundo, cerca de 40 sistemas foram consultados e enviaram as informações necessárias para o reposicionamento do veículo.

O computador de bordo tomou uma decisão: acendeu a seta e fez um leve desvio de faixa, juntamente com a desaceleração exata para que o carro se encaixasse no tráfego da faixa ao lado sem movimentos bruscos. O motorista atrasado sequer tomou ciência do momento.

Apenas nesta interação de poucos segundos, cerca de 20 gigabytes de dados foram trocados entre os sistemas. Fotos e sensores foram analisados, dados foram computados e transmitidos para outros veículos também conectados e para centrais de controle de tráfego urbano. A interação só foi possível graças ao 5G, à baixa latência na troca de informações (tempo de resposta entre o envio e recebimento de dados) e ao alto fluxo de dados.

Revolução tecnológica

Prevista para estar disponível nas 27 capitais brasileiras até julho de 2022, a internet 5G é vista, tanto pelo governo federal quanto por empresas de tecnologia e de telecomunicações, como uma revolução tecnológica abrangente. A implementação desta tecnologia no Brasil promete trazer diversas inovações que vão se refletir em maior produtividade, avanços na economia e na qualidade de serviços.

Em reta final de avaliação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o leilão das radiofrequências que serão utilizadas pela nova geração de internet no Brasil é um passo importante que está sendo tomado em paralelo a uma série de medidas e adaptações que já vêm sendo articuladas tanto pelo Ministério das Comunicações quanto por operadoras que viabilizarão a novidade.

A chegada da nova tecnologia suscita uma série de questões, muitas delas técnicas e complexas. A Agência Brasil conversou com especialistas da área para entender as novidades que o 5G vai trazer para a forma como a sociedade navega, produz e consome conteúdo.

Leilão de frequências

Importante para a implementação do 5G no Brasil, o leilão das frequências de operação da nova geração de internet móvel é a porta de chegada dessa tecnologia. Discutido em diversas audiências públicas ao longo de 60 dias em 2020, o leilão é considerado não arrecadatório, já que todas as verbas levantadas serão investidas em infraestrutura de comunicação e aprimoramento da conectividade em áreas ainda carentes.

Segundo o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, uma das exigências para o leilão é que haja investimentos não apenas para as redes mais avançadas de 5G, mas também para habilitar amplamente o 4G em pequenos municípios.

“Esta é a primeira vez que a Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações] fará um leilão que não é arrecadatório, e sim voltado para investimentos. Todo valor acima do preço mínimo será revertido para as 2,3 mil localidades que ainda não possuem 4G habilitado, para as rodoviárias federais e povoados rurais”, afirmou o secretário, que é um dos responsáveis pela elaboração dos termos do pregão.

No leilão do 5G, quatro faixas de frequência serão ofertadas. Destas, duas serão inicialmente híbridas e servirão para distribuir o sinal 4G e o 5G em variações do espectro. Veja abaixo:

Faixa Uso
700 MHz Inicialmente será usada para ampliação do sinal 4G. Eventualmente será a faixa utilizada por sensores inteligentes e carros conectados
2,3 GHz Alta capacidade para áreas densamente povoadas, também será usada para o 4G e será a frequência padrão de operação para dispositivos em geral
3,5 GHz Capaz de transmitir dados em altíssima velocidade, pode ser usada em paralelo com outras bandas e deve ser a faixa mais concorrida do leilão. É considerada parte do chamado 5G standalone
26 GHz Faixa onde deve acontecer a transmissão de dados da economia em larga escala, como automação industrial e agrobusiness; capaz de grande velocidade e também é considerada parte do 5G standalone

5G – qual a diferença entre as gerações?

Apesar do ganho óbvio no quesito velocidade, a transição para o 5G não será percebida apenas pelas taxas de download ou upload de conteúdo, explica o presidente da Anatel, Leonardo Euler de Morais. 

“O 5G vai remodelar a sociedade e os meios produtivos. Para muito além do que aconteceu quando saímos do 3G, teremos internet das coisas [IoT, da sigla em inglês], carros autônomos, cirurgias remotas. O 5G alavanca e possibilita várias outras tecnologias, como inteligência artificial, realidade aumentada – tornando cada vez os meios produtivos mais competitivos”, explicou.

Mas qual a diferença entre as gerações da internet móvel? Veja no infográfico:

Baixa latência, alta velocidade

Morais explica que as novas possibilidades de interação podem transformar a educação, os serviços e a indústria brasileira, além de capacitar novos mercados de trabalho.

Como exemplos, cursos remotos de ensino poderão se beneficiar de aulas em realidade aumentada – experiência de interação em que objetos reais são aprimorados por meios digitais – para mostrar casos práticos da construção de uma estrutura arquitetônica, ou para o treino de um piloto de avião, por exemplo. Galerias de arte, máquinas complexas ou até mesmo o corpo humano podem ser explorados via realidade aumentada em sessões de aprendizado com centenas de outras pessoas compartilhando a experiência.

“A realidade virtual e a realidade aumentada ganham outra dimensão. Você pode ter o professor virtualmente onde estiver. É possível usar sensores táteis para manusear um órgão humano, no caso de um estudante de medicina. Um técnico de tomógrafo, por exemplo, poderia dar assistência na manutenção de uma máquina. São vários exemplos que mostram que a tecnologia 5G é disruptiva”, explicou.

Todos os cenários citados pelo presidente da Anatel só são possíveis graças às características inerentes à tecnologia do 5G, em especial a velocidade de transmissão e recepção de dados, chamada latência. Ela é a soma do tempo de envio de uma informação até a resposta do servidor ao qual a conexão está sendo feita. Em seguida, o envio da resposta do servidor ao cliente com as novas informações, e assim repetidamente.

Conflito de faixas de operação

Segundo o secretário de Telecomunicações, Artur Coimbra, cerca de 21 milhões de brasileiros utilizam antenas parabólicas para receber sinais de telecomunicação em casa – serviço que usa a mesma frequência de 3,5 GHz que será ofertada para exploração comercial no leilão do 5G.

“Há uma exigência descrita no edital que é específica para essa frequência [3,5 GHz]. A gente sabe que a TV por satélite no Brasil é muito popular e foi necessário pensar em soluções para isso – o que não sai barato. Felizmente, a parte técnica foi desenhada e está muito robusta”, disse Coimbra. 

A empresa responsável por arrematar a frequência terá, entre outras responsabilidades, que operacionalizar a instalação de filtros de sinal e, em determinados casos, a troca da antena e do equipamento de recepção da banda atual para a chamada banda Ku. A mudança será feita por meio de um kit especial que será custeado pela operadora da frequência.

Faixa exclusiva

A arrematadora da faixa de 3,5 GHz também terá um compromisso de segurança nacional: viabilizar uma rede privativa de comunicação para o governo federal que tenha requisitos de segurança ampliados e que seja altamente confiável. 

Segundo o edital do leilão, duas contrapartidas deverão ser executadas para criar a rede segura de troca de dados do governo: uma malha de conexão de fibra óptica entre todos os órgãos da União e uma rede móvel exclusiva para o uso público. Todas as telecomunicações do governo, além de serviços de segurança, defesa civil e emergência, poderão usufruir do serviço, que será implementado inicialmente no Distrito Federal.

Infraestrutura complexa

O secretário de Telecomunicações também listou os desafios de preparar a infraestrutura dos grandes centros urbanos para o recebimento da tecnologia 5G. “Teremos dois desafios logísticos com o 5G. O primeiro é a complexidade do licenciamento [urbanístico] para implantação de antenas. Vamos precisar ter cerca de dez vezes mais antenas do que com tecnologias anteriores”, argumentou.

As antenas de transmissão do 5G, no entanto, trazem uma vantagem. Por serem pequenas, explica Artur, poderão ter regras especiais de isenção de licenciamento urbano – o que agilizaria o processo de cobertura da tecnologia. O problema do licenciamento urbanístico é que ele acontece na esfera municipal, e há grande variação nas legislações sobre o tema.

“O segundo ponto é a expansão das redes de fibra óptica que alimentarão essas antenas. O próprio edital prevê o aumento da malha de cobertura da fibra óptica e a substituição da infraestrutura antiga, mas é um processo demorado”, argumentou Coimbra.

Semana Nacional das Comunicações

De hoje (3) a domingo (9), os veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) publicam o Especial Conecta, com conteúdos sobre a Semana Nacional das Comunicações. O especial vai reunir reportagens sobre história das telecomunicações, 5G, Internet das Coisas, o impacto das novas tecnologias na educação e no agronegócio, entre outros temas. 

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Edição: Denise Griesinger

Tire a mão do bolso… ===>>> 24/10/2020

Manter as mãos nos bolsos também é um gesto que indica que você está com medo, sem saber para onde ir ou não está interessado no que está fazendo. Se não bastasse, isso ainda pode fazer com que seus interlocutores pensem que você está sendo indelicado com eles.

Pode parecer que isso não é relevante, mas a mão no bolso pode comunicar muito mais do que imagina!

Foto: Site Fábio Roberto Notícias

Pode parecer que isso não é relevante, mas a mão no bolso pode comunicar muito mais do que imagina, servindo tanto para uma análise da intrarrelação (nós com nós mesmos) quanto da interrelação (nós com os outros).

Cabe uma ressalva antes de abordar este tema de forma eficiente, pois no método da Escola Leitura Corporal Brasil (Método LCB), temos uma série de filtros que permitem eliminar o “ruído” das análises. Neste caso, em especial, o ruído é eliminado pelo filtro ambiental, pois uma pessoa com a mão no bolso pode estar com frio, eliminando a possibilidade de uma comunicação não verbal (inconsciente expresso em gestos, expressões e microexpressões).

A mão contém 5 dedos e cada um deles tem um significado específico dentro da comunicação não verbal. Os dedos combinados criam novos significados que variam de acordo com cada região do corpo em que tocam, gerando exponencialmente, dezenas de novas combinações possíveis. Por isso, muitas pessoas dizem que se lhes amarrarem as mãos não conseguiriam falar (se comunicar).

Creio que já percebeu, caro leitor, que a mão no bolso significa esconder “muito conteúdo”. Tanto que é considerado um dos sinais mais críticos observados em alguns profissionais, tais como; palestrantes, consultores, advogados, vendedores, coaches, treinadores etc.

Uma pessoa que coloca a mão no bolso pode dizer que o faz porque é confortável. E sim, claro que é! Mas, o que ela não sabe é que esse conforto é sentido pelo corpo inconsciente, responsável por 99% de nossa comunicação. O 1% consciente apenas manifesta esse automatismo sem o entender, até agora.

Jamais coloque a mão no bolso ou nos bolsos, pois isso é lido pelo inconsciente das pessoas como você escondendo algo. Isso mesmo! Todos nós nos lemos de inconsciente para inconsciente. Segundo Giacomo Rizzolatti, criador da teoria do neurônio espelho, todos nós sabemos o que significam todos os gestos, pois ao repeti-lo, guardamos a experiência sensorial em uma memória aliada ao neurônio motor (responsável pelo movimento realizado). Assim, todos sabemos o que significa tudo. Por isso dizemos coisas como “eu não confio nesta pessoa e não sei porque”. Sabe, mas inconscientemente!

Vamos tirar as mãos dos bolsos?

Fonte: www.leituracorporalbrasil.com.br/agenda

LUIZ UAQUIM PEDE PASSAGEM.

Ilhéus, 22 de Março de 2021

At.: Sr. Alex Futuca

Luiz Henrique Uaquim – Foto: Google

Presidente do MDB na Bahia
De: Luiz Henrique Uaquim da Silva

Prezado Alex

Destina-se a presente, a comunicação de nossa desfiliação do partido MDB, em caráter irrevogável.
Na oportunidade, agradecemos a confiança que foi em nós depositada, por todo o tempo em que estivemos juntos, inclusive como presidente da comissão de Ilhéus. Acreditando que, por conta dos nossos objetivos políticos comuns, estaremos defendendo, doravante, a mesma bandeira da democracia, subscrevemo-nos
Atenciosamente,
Luiz Henrique Uaquim da Silva

Com cópia para:
Jorge Viana Dias da Silva
Gilbert Nascimento Lorenz
Francisco Xavier Souza Madureira
Paulo César Calazans dos Santos

Internet das Coisas: Senado aprova isenções de taxas por cinco anos

Texto segue para sanção presidencial

Publicado em 19/11/2020 – 22:07 Por Agência Brasil* – Brasília

O Senado aprovou hoje (19) o Projeto de Lei (PL) 6.549/2019, que incentiva a chamada Internet das Coisas. Esse projeto reduz a zero as taxas de fiscalização de instalação e as taxas de fiscalização de funcionamento dos sistemas de comunicação máquina a máquina. A isenção tem prazo de cinco anos. O projeto também dispensa a licença para esses equipamentos funcionarem. O texto segue para sanção presidencial.

O termo Internet das Coisas vem ganhando visibilidade na sociedade. As coisas, neste caso, são todo tipo de equipamento que pode ser conectado de distintas formas, de um caminhão para acompanhamento do deslocamento de frotas de transporte de produtos a microssensores que monitoram o estado de pacientes a distância em hospitais ou fora deles.

Na Internet das Coisas, novas aplicações permitem o uso coordenado e inteligente de aparelhos para controlar diversas atividades, do monitoramento com câmeras e sensores até a gestão de espaços e de processos produtivos. Essa utilização de redes por dispositivos, sem intervenção humana, que trocam dados entre si é o chamado sistema máquina a máquina.

Em seu parecer, o relator do PL, senador Izalci Lucas (PSDB-DF), afirmou que o projeto estimulará aumentos de produtividade. “Julgo inadequado que se exija o licenciamento prévio e que se tribute essa tecnologia da mesma forma que se fez com os tradicionais serviços de telecomunicações. A Internet das Coisas deverá ser ainda mais impactante para a economia do que foi a introdução da telefonia móvel celular, que transformou a maneira como as pessoas se comunicam diariamente”, argumenta Lucas no relatório.

* Com informações da Agência Senado

Edição: Fábio Massalli

Brasil terá discussão sobre novo marco legal da radiodifusão em 2021

Segundo secretário, sociedade e profissionais do setor serão ouvidos

Publicado em 18/09/2020 – 20:44 Por Pedro Ivo de Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O governo se prepara para uma ampla atualização das operações e legislações que envolvem a transmissão de sinal audiovisual no Brasil, disse  o secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, em entrevista hoje (18) para A Voz do Brasil.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) analisou a regulamentação e legislação de radiodifusão brasileira. Segundo o Ministério das Comunicações, há uma reconhecida necessidade de atualização e mudança das regras aplicadas no setor, cuja legislação atual data da década de 1960. O processo deve gerar um novo marco legal, que será amplamente discutido a partir do ano que vem. “Seremos muito cuidadosos nesse processo. Televisão e rádio no Brasil são inigualáveis no mundo. Seja por nossa dimensão continental, seja pela quantidade de emissoras e estações”, afirmou Martinhão.

O secretário disse que toda a cadeia de trabalho da radiodifusão será ouvida “em prol de um futuro saudável para a TV e para o rádio em todo o país”.

Segundo o secretário, que discutiu o papel do rádio e da TV em comemoração aos 70 anos da primeira transmissão aberta da televisão no Brasil, não há qualquer sinal de enfraquecimento ou diminuição do papel da TV e do rádio com a popularização da internet. “Mais de 1.400 cidades do país já são 100% digitais. Estamos trabalhando agora para o desligamento [do sinal analógico] nas outras 4.000 cidades até 2023”, disse. 

Entre as novidades planejadas pelo governo para o setor de comunicações, Martinhão afirmou que há planos futuros da pasta para transmitir o sinal digital gratuito em ultra-definição e também aumentar a convergência com a internet.

Ginga D

Martinhão informou que a portaria que inclui o software Ginga D nos aparelhos de TV produzidos no Brasil – uma inovação brasileira baseada na tecnologia japonesa de TV digital que permite a integração de conteúdo da internet com programas de televisão – foi assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes. 

“Por meio dessa novidade surgirá uma infinidade de novos serviços para a população brasileira, que deve integrar 90% dos aparelhos de televisão produzidos no Brasil até 2023”, disse. “Imagine toda a importância que tem a televisão aberta no país, com os serviços que já são prestados: produção de conteúdo nacional, informação, entretenimento. Tudo isso em conjunto com a internet”. 

Segundo informou o secretário, 40% dos lares brasileiros utilizaram as smart TVs – aparelhos que contam com conexão de rede, instalação de aplicativos e softwares que ampliam as funcionalidades de fábrica – como ferramentas de acesso à internet.

Rádio na Amazônia

Martinhão disse que as cidades localizadas no território que compõe a Amazônia Legal receberão retransmissores de rádio FM. Em uma primeira etapa, 230 cidades receberão o serviço. Segundo o secretário de radiodifusão, 180 cidades não possuíam, antes da iniciativa, nenhum tipo de transmissor de sinal de rádio. 

“Isso traz dinamismo ao comércio local dessas cidades. No momento que chega a estação, há promoção do comércio local, há geração de investimentos e, finalmente, há geração de empregos.”

Pandemia, isolamento e televisão

Martinhão também foi enfático ao dizer que foi a televisão que levou informações sobre a pandemia do novo coronavírus para os lares brasileiros. O secretário afirmou que os cuidados, tratamentos e a evolução da covid-19 no Brasil e no mundo encontraram na transmissão audiovisual aberta a forma mais confiável de comunicação.

Edição: Fábio Massalli

O BRASILEIRO MERECE UMA INTERNET DE 1º MUNDO

Evidentemente o Presidente Bolsonaro não tem a expertise acurada sobre a Tecnologia 5G, porém técnicos experientes e estudiosos estão debruçados sobre o assunto.

Cabe a ele decidir, assim ficou explicitado em live, clique aqui.

O fato é que o assunto já vem sendo tratado há algum tempo, clique aqui. 

O Brasil já é um grande consumidor de Internet e Telecomunicações, não pode mais ficar marcando passo com Comunicação  lenta.

Marcos Pontes faz balanço de ações na área de Comunicações

Medida Provisória desmembrou ciência e comunicação em dois ministérios

O ministro Marcos Pontes fez um balanço hoje (11) das ações de sua pasta na área das comunicações. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) foi desmembrado pela Medida Provisória 980 nos novos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e das Comunicações.

O Ministério das Comunicações existia como órgão autônomo do primeiro escalão do Executivo até 2016, quando foi fundido com a área de ciência e tecnologia durante a gestão de Michel Temer. Retomado agora, vai reunir as ações na área de radiodifusão e telecomunicações bem como a comunicação institucional, incluindo a Empresa Brasil de Comunicação. A nova pasta será comandada pelo deputado Fabio Faria (PSD-RN).

Pontes citou a mudança na legislação de telecomunicações no ano passado. “O PLC 79 estava aguardando aprovação desde 2016 no Senado. Ele trata da migração de concessões para autorizações de telecomunicações. Isso significa um novo marco legal das telecomunicações. É um modelo muito mais moderno. Há uma simplificação burocrática, uma prorrogação do uso do espectro e uma segurança jurídica para as empresas”, declarou.

Ainda sobre a legislação deste setor, Marcos Pontes citou a lei do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Esta fonte foi criada no âmbito da privatização do sistema Telebrás, mas as regras permitem apenas investimento na telefonia fixa. Um projeto de lei apoiado pelo governo prevê o uso destes recursos para acesso à internet. Pontes informou que a matéria foi aprovada na Câmara e precisa ser apreciada no Senado. Ele mencionou também programas específicos de facilitação do acesso, como o MCTIC Conecta Brasil.

Infraestrutura

Outra medida mencionada foi o satélite geoestacionário. Ele foi lançado em 2017. Até 2018 havia 12 antenas conectadas, de um total de 50 mil que podem ser utilizadas. “Quando entramos, havia processos no Tribunal de Contas da União e no Supremo Tribunal Federal que travavam o uso do satélite. Hoje temos 12.358 antenas. Isso atende em sua maioria alunos em escolas em áreas afastadas onde não tem outro jeito de chegar o sinal de Internet”, contou o ministro.

Ainda no tema de infraestrutura de acesso à internet, ele citou um mapeamento das redes de telecomunicações, que poderá servir para subsidiar novas políticas públicas de promoção do acesso aos serviços de comunicações.

Sobre a tecnologia 5G, Pontes destacou que sua pasta implantou a tecnologia, com uma consulta pública, uma portaria com as políticas públicas para o 5G e o planejamento do leilão para a exploração pelas operadoras, ainda sem data confirmada.

Para implementar o 5G, será necessário instalar muito mais antenas, devido à característica da transmissão. Foi elaborada uma minuta de decreto para regular isso. “É algo que está pronto, na mesa, para a próxima gestão”, comentou.

Correios

Pontes falou sobre os Correios, estatal vinculada à área das comunicações. Ele citou números da empresa, destacou um fluxo de caixa que classificou como “considerável” e enfatizou o “índice de satisfação” de clientes. “Foi feita uma reestruturação, gestão dos processos internos, recuperação de mais de R$ 100 milhões, melhoria do controle das superintendências, melhoria dos extraviados, investimento em segurança e a liquidação do CorreiosPar [subsidiária da estatal para desenvolver parcerias estratégicas]”.

Edição: Bruna Saniele

EBC lidera ranking de elogios entre instituições federais

Número de elogios recebidos em 2019 é 150% acima do verificado em 2018

Publicado em 09/01/2020 – 20:14

Por Agência Brasil  Brasília

Dados divulgados pela Controladoria-Geral da União (CGU) apontam que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é a instituição mais elogiada pela população que acessou cerca de 350 serviços de ouvidorias federais em todo o país e o portal Fala.BR, a plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação administrada pela CGU.De acordo com o ranking do Painel Resolveu?, ao longo de 2019, a EBC acumulou 488 elogios de leitores, ouvintes e telespectadores dos canais da empresa, como a Agência Brasil, a Rádio Nacional da Amazônia e a TV Brasil. Quase a metade das referências positivas refere-se a conteúdos jornalísticos. Também foram valorizados o conteúdo de entretenimento e a grade de programação da emissora.

O número de elogios em 2019 é 150% acima do verificado em 2018 (192 mensagens). Durante o ano passado, a Ouvidoria da EBC recebeu mais de 4,5 mil mensagens.

Ranking painel Resolveu?
Painel Resolveu? – Divulgação/CGU

 

“A EBC está de parabéns porque consegue enxergar as expectativas de seu público”, disse à Agência Brasil Fábio do Valle Valgas da Silva, ouvidor-geral da União adjunto. De acordo com ele, os números “são relevantes”. O ouvidor lembra que “a quantidade de pessoas que procuram fazer elogio é sempre pequena”. “O comum é entrarem em contato por causa de alguma não conformidade”, acrescenta.

O presidente da EBC, Luiz Carlos Pereira Gomes, considera os números “resultado de um trabalho de equipe, dos diretores, de cada empregado da empresa e da Ouvidoria”.  Segundo ele, os dados que são coletados diretamente do público “servem para decisões da empresa como definição de programação”.

Pereira Gomes lembra que a EBC “não tem interesse comercial” e que “qualquer pessoa pode assistir”, sem ter que assinar canais pagos. “Apresentamos produtos de qualidade, com conteúdo e credibilidade. [A empresa] é um instrumento na mão do Estado, acima de governo, para veicular programação que interesse a todos”.

Presidente da EBC Luiz Carlos Pereira Gomes
Presidente da EBC, Luiz Carlos Pereira Gomes, destaca que a empresa apresenta produtos de qualidade, com conteúdo e credibilidade – Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

100% das demandas

De acordo com os dados em tempo real do Painel Resolveu?, a EBC respondeu a 100% das demandas dentro do prazo, em tempo médio menor que nove dias. Para quase 70% das pessoas que acionaram a ouvidoria da empresa, a demanda foi “resolvida”; para 17%, “parcialmente resolvida”; e para 16%, “não foi resolvida”.

A ouvidora da EBC, Christiane Samarco, salientou que, além de registrar diretamente as demandas do público junto à empresa, a Ouvidoria acaba atendendo a outras mensagens que não dizem respeito à EBC diretamente, mas foram objeto de matéria em um dos veículos.

“Uma pessoa que lê uma matéria sobre, por exemplo, o Enem e relata que está tendo dificuldades para se inscrever no site do Inep. Aí recorre a nós, Ouvidoria da EBC, pedindo ajuda. Como a mensagem veio em razão de uma matéria, a gente classifica e cadastra mensagem no sistema CGU, encaminha para a Ouvidoria do Inep e vai atrás de informação”, descreve ao acrescentar que, se a demanda gerar nova notícia, a Ouvidoria encaminha o assunto também para as redações dos veículos da EBC.

No ranking de instituições federais mais elogiadas do Brasil, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HUFMS), em Mato Grosso do Sul, ficou em segundo lugar, e o Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão, em terceiro.

Edição: Juliana Andrade

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