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:: ‘Ciências’

ALEXANDRE GARCIA E O TRATAMENTO PRECOCE. (Vídeo)

Ministro anuncia desenvolvimento de vacina financiada pelo governo

O imunizante está sendo desenvolvido pela USP de Ribeirão Preto

Publicado em 26/03/2021 – 16:47 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, anunciou hoje (26) que pesquisadores financiados com recursos do governo federal entraram com pedido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de realização de testes para uma vacina contra a covid-19, batizada de Versamune-CoV-2F.

O imunizante está sendo desenvolvido pelo pesquisador Célio Lopes Silva, professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto, em parceria com as empresas Farmacore Biotecnologia e PDS Biotechnology Corporation.

A solicitação apresentada ontem (25) pelo grupo foi para que os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento do imunizante possam dar andamento às fases 1 e 2 dos testes clínicos, que envolvem a avaliação em humanos. Marcos Pontes informou que inicialmente serão 360 voluntários.

O anúncio foi feito horas depois de o governador de São Paulo, João Doria, anunciar que o Instituto Butantan está desenvolvendo uma nova vacina totalmente nacional, a Butantanvac, e que o órgão entrará com pedido de autorização na Anvisa para os estudos clínicos.

Perguntado por que o anúncio do governo federal foi no mesmo dia do realizado pelo governo de São Paulo, Pontes disse que é uma “coincidência”. “Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Eu estava na expectativa de anunciar. Ia fazer assim que entrassem [com o pedido na Anvisa]. Começaram em fevereiro a apresentar os documentos para a Anvisa. É uma coincidência que ele [governador João Dória] tenha anunciado em São Paulo”, disse o titular do MCTI.

Em rápida entrevista, Marcos Pontes destacou que o ministério vem financiando pesquisas desde fevereiro do ano passado, mas que teve dificuldades para obter novos recursos no fim do ano e em fevereiro, mas remanejou recursos da pasta para o projeto coordenado pelo professor da USP de Ribeirão Preto.

“Em fevereiro uma dessas vacinas se adiantou bastante com a Anvisa. Busquei no MCTI recursos de outros projetos para apoiar os testes clínicos”, disse.

Edição: Fernando Fraga

A CIÊNCIA E A VACINAÇÃO!

Este artigo confirma o que disse a professora Dolores Cahill, de Dublin, que estima que pelo menos 30% dos vacinados morrerão em poucos meses de tempestade de citocinas (algo como uma alergia a amendoim), uma vez que o corpo tenha sintetizado proteína spike em grandes quantidades ! A geneticista francesa Alexandra Henrion-Caude concorda com Dolores Cahill nesta análise e processo.

A Dra. Sherri Tempenny (imagem) explica como as vacinas de mRNA começarão o processo de despovoamento nos próximos 3-6 meses (julho de 2021). Ela e outros cientistas previram que milhões de pessoas poderiam morrer e que suas mortes seriam atribuídas a uma nova cepa de COVID, para aumentar as vacinas.

Aqui estão alguns trechos mais significativos da entrevista:

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“Nos Estados Unidos, nos primeiros 30 dias após o início da vacinação, eventos adversos ocorreram em mais de 40.000 pessoas até agora, incluindo cerca de 31.000 casos de choque anafilático, cerca de 5.000 casos de reações neurológicas e outros problemas, mas que é apenas o começo.

Essas vacinas irão essencialmente criar um fenômeno chamado realce dependente de anticorpos (ADE) ou um aumento na dependência de anticorpos que permite que um “pedaço” de mRNA mensageiro se replique indefinidamente criando pedaços de proteína (proteína de pico) dentro de nosso corpo. Corpo. Em resposta, ele produzirá anticorpos, e é por isso que Bill Gates disse que nosso corpo se tornará um “produtor automático de vacinas endógenas” em resposta a essas proteínas “.

Por isso falamos de variantes inglesas e brasileiras, ao contrário, já presentes em nossos corpos devido às vacinações em massa. O exemplo da Umbria, que ocupa a primeira posição em termos de número de vacinações, oferece motivos para reflexão: é nesta região que se explode Covid com todas as suas variantes.

O cavalo de Troia, como diz o Dr. Tempenny, é de fato injetado em nós por meio da vacina de mRNA, e existem vários mecanismos pelos quais essas substâncias criarão esse caos em nós, a saber, os anticorpos que destruirão nossos pulmões e desativarão os antimacrófagos inflamatórios e transportar o vírus para a célula, permitindo que ele se replique e causando a morte de muitas pessoas dentro de um ano da vacinação: não apenas por choque anafilático ou doenças cardiovasculares, mas também por doenças autoimunes, uma vez que os anticorpos da proteína Spike começarão a atacar e quebrar os glóbulos vermelhos. Quando as pessoas começam a morrer, os médicos recomendam doses adicionais, e a injeção de reforço agravará a situação.

Fonte:notiredmerida.com

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Nitazoxanida reduz carga viral de pacientes com covid-19, diz pesquisa

Resultado de estudo clínico foi anunciado em cerimônia no Planalto

Publicado em 19/10/2020 – 19:51 Por Agência Brasil – Brasília

O estudo clínico do Laboratório Nacional de Biociências sobre o uso do medicamento nitazoxanida em pacientes na fase precoce da covid-19 demonstrou eficácia no tratamento da doença, reduzindo a carga viral das pessoas infectadas. O anúncio ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, na tarde desta segunda-feira (19), com a participação do presidente Jair Bolsonaro.

A pesquisa foi iniciada pelo Laboratório Nacional de Biociências, em Campinas (SP), instituto vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O titular da pasta, ministro Marcos Pontes, celebrou o resultado positivo. 

“O que eu posso dizer é que nós temos agora um medicamento comprovado cientificamente que é capaz de reduzir a carga viral. Com essa redução da carga viral, significa que reduz o contágio nas pessoas que tomam o medicamento nos primeiros dias, reduz a capacidade de contágio e diminui a probabilidade dessa pessoa aumentarem os sintomas, ir para o hospital e falecer”, disse.

O pontapé da pesquisa foi dado com a análise de 2 mil drogas, testadas com inteligência artificial, para verificar se poderiam inibir os efeitos do vírus Sars-Cov-2, causador da covid-19 no organismo humano. Os estudos no Laboratório Nacional de Biociências chegaram a cinco drogas, que foram para uma segunda fase, que era o teste in vitro feito com células humanas infectadas. Neste teste, o fármaco nitazoxanida, que é um vermífugo muito conhecido no país, apresentou 94% de capacidade de inibir o novo coronavírus. 

Testes em humanos

Foi só após estas etapas que os testes em humanos foram iniciados, com mais de 1,5 mil pacientes voluntários, que tinham até três dias de sintomas e foram acompanhados em sete diferentes unidades hospitalares do país. 

Nesta fase, de acordo com a coordenadora do estudo clínico, Patrícia Rocco, foram feitos testes duplo cego, quando nem o paciente e nem o médico sabem qual a medicação está sendo tomada, e randomizados, quando os pacientes são distribuídos aleatoriamente em dois grupos, um que recebe o medicamento e outro que recebe um placebo. A dose oferecida era de 500 miligramas da nitazoxanida, três vezes ao dia, ou o placebo durante cinco dias. 

“Esses pacientes eram acompanhados de forma remota até sete dias após a terapia. Constatamos que a nitazoxanida, em comparação com o placebo, acarretou, ao final da terapia, redução significativa da carga viral e um maior número de pacientes com resultado negativo para o Sars-Cov-2”, disse a médica, que é professora titular e chefe do Laboratório de Investigação Pulmonar do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  

Segundo Patrícia, esse resultado é de extrema importância, pois a nitozoxanida é um remédio de baixo custo e ampla distribuição, podendo ser usada de forma oral, e que não precisa de internação hospitalar. “Na dose utilizada, não apresentou reações adversas graves. A redução da carga viral implica em menor gravidade, em menor transmissibilidade do vírus”, disse Patrícia. A pesquisadora ressaltou que o estudo foi enviado para publicação em uma revista científica internacional e deverá ser revisado por outros cientistas.  

Não é profilático

O ministro Marcos Pontes disse, durante seu discurso, que o medicamento não pode ser usado por quem não apresenta sintomas da doença, mas apenas para pessoas na fase inicial da infecção. “Não é profilático, não é para prevenção. É só depois da detecção do vírus”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro também comemorou o resultado da pesquisa e destacou a eficácia da nitazoxanida no tratamento da covid-19. 

“Através das observações, através de pessoas que concretamente usaram esse medicamento e foi constatado, na ponta da linha, que a carga viral diminuía. E dessas pessoas que usaram esse medicamento, nenhuma delas sequer foi hospitalizada”, afirmou.

Vacina obrigatória 

Ainda durante a cerimônia, o presidente voltou a dizer que a vacina contra a covid-19 não será obrigatória no Brasil. Bolsonaro afirmou que cabe ao Ministério da Saúde definir as normas do Programa Nacional de Imunização. 

“Tem uma lei de 1975 que diz que cabe ao Ministério da Saúde o Programa Nacional de Imunização, ali incluídas possíveis vacinas obrigatórias. A vacina contra a Covid, como cabe ao Ministério da Saúde definir esta questão, ela não será obrigatória”, disse. O presidente também afirmou que qualquer vacina contra o vírus terá que ter sua eficácia científica comprovada e ser autorizada previamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Edição: Fábio Massalli

CORONAVÍRUS – EMPATIA E BOM SENSO

O Center for Disease Control do governo dos EUA oficializou as evidências científicas emergentes sobre a transmissão do coronavírus (em resumo, empatia e bom senso):

1. Risco muito baixo de transmissão a partir de superfícies.
2. Risco muito baixo de atividades ao ar livre.
3. Risco muito alto de reuniões em espaços fechados, como escritórios, locais para cultos religiosos, salas de cinema ou teatros.

Outro dado interessante, a carga viral necessária para iniciar a doença é ~ 1000 partículas virais (vp).

1. Respiração: ~ 20 vp / minuto
2. Fala: ~ 200 vp / minuto
3. Tosse: ~ 200 milhões de vp (o suficiente pode permanecer no ar por horas em um ambiente mal ventilado)
4. Espirro: ~ 200 milhões vp
5. Estar próximo de alguém (com ~ 2m de distância): baixo risco se o limite for inferior a 45 minutos
6. Conversando com alguém frente a frente (com máscara): baixo risco se o limite for inferior a 4 minutos
7. Alguém passando por você andando / correndo / andando de bicicleta: baixo risco
8. Espaços bem ventilados, com distanciamento: baixo risco
9. Compras: risco médio (pode reduzir para baixo, limitando o tempo e seguindo a higiene)
10. Espaços internos: alto risco
11. Banheiros públicos / Áreas comuns: Alto risco de fomito / transferência de superfície
12. Restaurantes: alto risco (pode reduzir a médio risco sentando-se ao ar livre com distanciamento e percepção do toque na superfície)
13. Locais de trabalho / escolas (mesmo com distanciamento social): risco muito alto, incluindo alto risco de transferência de fômite
14. Festas / Casamentos: risco muito alto
15. Redes de negócios /conferências: risco muito alto
16. Arenas / Concertos / Cinemas: risco muito alto

Os fatores principais que você pode usar para calcular seu risco são:

1. interior vs exterior
2. espaços estreitos versus espaços amplos e ventilados
3. alta densidade de pessoas vs baixa densidade
4. exposição mais longa vs exposição breve

Fonte: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/prevent-getting-sick/how-covid-‘

Fiocruz retoma projeto com mosquitos que combatem a dengue

Programa foi interrompido há três meses, devido à pandemia de covid-19

A retomada da liberação começa pelos bairros de Ramos, Olaria e Bonsucesso, na zona norte do Rio de Janeiro. Segundo o líder do Método Wolbachia no Brasil, Luciano Moreira, essas doenças, chamadas de arboviroses, não deixaram de circular no país durante a pandemia e, por isso, é importante retomar o projeto.

“Durante o período de suspensão das atividades de campo, nossas equipes mantiveram as ações para manutenção da colônia de Aedes aegypti com Wolbachia, respeitando as orientações de segurança e higiene das autoridades de saúde. Além disso, estamos trabalhando em inovações para assegurar que a liberação de mosquitos com Wolbachia, bem como seu monitoramento, possam ser realizados com segurança, diante deste cenário de pandemia”, disse o pesquisador da Fiocruz.

A liberação dos mosquitos será feita durante 16 semanas, mas o monitoramento da população de mosquitos infectadso com a bactéria permanece suspensa, já que exige a interação dos técnicos da pesquisa com os moradores e comerciantes voluntários que instalaram as armadilhas em suas residências ou lojas.

Método Wolbachia

O Método Wolbachia começou no Rio de Janeiro em 2015, com a liberação dos mosquitos contaminados em Tubiacanga, na Ilha do Governador, na zona norte da capital, e em Jurujuba, em Niterói, na região metropolitana. Em menos de dois anos, os pesquisadores constataram que a população de Aedes aegypti com Wolbachia nos locais estava em 90%. Em 2018, o projeto foi ampliado para 14 bairros da zona norte. com

Segundo a Fiocruz, a Wolbachia é um microrganismo intracelular presente em 60% dos insetos da natureza, mas não no mosquito Aedes aegypti. “Quando presente nesses mosquitos, ela impede que os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam dentro do mosquito, contribuindo para a redução destas doenças. Uma vez que os mosquitos com Wolbachia são liberados no ambiente, eles se reproduzem com mosquitos de campo e ajudam a criar uma nova geração de mosquitos com Wolbachia.”

O trabalho da Fiocruz integra a iniciativa internacional World Mosquito Program (WMP), que opera atualmente em 12 países. Além do Brasil, fazem parte do projeto Austrália, Colômbia, México, Indonésia, Sri Lanka, Índia, Vietnã, Kiribati, Fiji, Vanuatu e Nova Caledônia.(ABr)        

Pesquisadores da UFRRJ descobrem nova planta no Parque do Curió

 

Publicado em 21/06/2020 – 15:56 Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

A Ruellia capotyra (flor da mata, em tupi-guarani) é a planta mais recente descoberta pela equipe multidisciplinar de pesquisadores e alunos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), no Parque Natural Municipal do Curió, em Paracambi, região metropolitana do Rio de Janeiro. A equipe é coordenada pela professora e taxonomista Denise Braz, do Departamento de Botânica da instituição. A planta teve sua descoberta confirmada pela revista científica Systematic Botany. As novas espécies só são reconhecidas após sua publicação em uma revista científica especializada.

O primeiro achado do grupo foi a espécie Justicia paracambi
O primeiro achado do grupo foi a espécie Justicia paracambi – Divulgação Departamento de Botânica/UFRRJ

Desde 2007, Denise e sua equipe têm realizado pesquisas de campo, no Parque do Curió, dedicadas ao estudo da flora local, com foco nas plantas pertencentes à família Acanthaceae que lá ocorrem. O primeiro achado do grupo foi a espécie Justicia paracambi. Batizada em homenagem à região, a planta teve sua descoberta reconhecida pela revista Phytotaxa, em 2015.

A taxonomia é uma das ciências responsáveis por desvendar a riqueza de espécies existentes em território brasileiro, considerado um dos mais biodiversos do planeta. Especializados em reconhecer, classificar e nomear os organismos, os taxonomistas se empenham na busca por animais, fungos ou plantas que ainda não foram registrados pela ciência. O grupo de Denise Braz se dedica à descoberta e classificação da flora.

Taxonomia

Denise Braz contou hoje (21) à Agência Brasil que a importância do trabalho da taxonomia é, justamente, o conhecimento das espécies da flora, quais as suas características, a que grupo pertencem. “É o trabalho mais básico. A partir daí, sendo a espécie conhecida, ela pode servir a todos os outros estudos possíveis”. A professora ressaltou que essas descobertas reforçam a elevada diversidade vegetal do país, considerada recentemente a mais alta em todo o mundo.

“Essa riqueza vegetal se transversa em riqueza de possíveis fármacos, medicamentos que a gente possa extrair dessa espécie, a importância dessa espécie no ambiente. Ela serve a algum animal? Tem algum animal que depende dela? Qual é o papel dela no ambiente, no controle e na existência de toda aquela fitossociologia que ali há?”. Essas são algumas resostas que podem servir a partir da descoberta de uma nova espécie vegetal.

Professora Denise Braz coletando observações de campo.
Professora Denise Braz coletando observações de campo. – Divulgação Departamento de Botânica/UFRRJ

Denise salientou também a importância das espécies descobertas para a implementação de políticas públicas. O Parque do Curió está localizado próximo da capital fluminense e apresenta uma floresta bem preservada, com espécie já descrita também por outra pesquisadora. “É uma área com uma riqueza vegetal muito grande. Já detectamos que é uma das maiores riquezas do estado e essa área deve ser preservada, porque abriga espécies ameaçadas que têm área de ocorrência muito restrita e já foram categorizadas como ameaçadas. A gente precisa preservar essa nossa riqueza que é um patrimônio do país, na verdade”, indicou a especialista.

Banco de dados

Denise Braz destacou também que a flor da mata, devido à sua beleza, pode ser explorada também como planta ornamental. A maioria das plantas cultivadas no jardim da UFRRJ veio desde a época dos colonizadores. “Temos milhares de espécies brasileiras que podem servir a esse uso. Então, são vários usos promissores”. Deixou claro que o conhecimento da espécie é o primeiro passo para abrir todo esse leque de outros conhecimentos.

Após a coleta, as duas espécies descobertas pelo grupo de pesquisa foram registradas no Herbário do Departamento de Botânica da UFRRJ, ou RBR, como é reconhecido internacionalmente. Fundado em 1916, o herbário tem coleção de mais de 50.000 amostras vegetais desidratadas (exsicatas) que servem de referência sobre a vegetação e flora da região do Rio de Janeiro. Atualmente, além do Parque Natural Municipal do Curió, o RBR também possui projetos de pesquisas em outras áreas como a Reserva Biológica de Tinguá, o Parque Nacional do Itatiaia e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Os taxonomistas da UFRRJ participaram recentemente de parceria entre o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que resultou na produção do maior banco de dados da flora brasileira na internet, o Flora do Brasil Online 2020. Construído com o apoio de diferentes pesquisadores e instituições de pesquisa, o sistema reúne informações-chave sobre 48.369 espécies de fungos, plantas e algas reconhecidas por taxonomistas brasileiros e estrangeiros em pesquisas de campo por todo o país. “A gente está servindo de exemplo para outros países, seguindo as metas globais para conservação da biodiversidade biológica”. Denise afirmou que na parte dos vegetais, o Brasil tem dado exemplo ao mundo.

Edição: Aline Leal

Pesquisadores da USP lançam plataforma de compartilhamento de insumos

Ferramenta auxilia cientistas que desenvolvem estudos sobre covid-19

Publicado em 04/04/2020 – 08:00 Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Arquivo/Paulo Marrucho/IDOR/Direitos reservados

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) criaram uma plataforma digital, denominada SocialLab, para facilitar o compartilhamento de insumos, como reagentes e linhagens celulares.

Entre os principais obstáculos enfrentados por cientistas estão a burocracia para a aquisição dos materiais, o valor elevado para compra e também a demora na entrega, já que muitos insumos precisam ser importados. 

A falta de insumo pode levar ao cancelamento de pesquisas, cujos resultados acabariam se revertendo em benefício à sociedade. No contexto da pandemia de covid-19, os atrasos tendem a piorar, com a redução da malha aérea.

A proposta da SociaLab é simples: quem estiver precisando de um insumo, ou tiver algum disponível, registra na plataforma. Na mensagem, devem ser informados o item desejado, a quantidade e dados para contato, para facilitar a comunicação. Após cruzar informações, usuários com compatibilidade entre oferta e procura podem combinar os detalhes do envio do produto. 

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Células neuronais pesquisadas pela UNB – Robson Moura/TV Brasil

Como a plataforma é gratuita, o único gasto gerado é relativo à postagem do material, que fica por conta da pessoa que solicitou a doação. No total, até a última quarta-feira (31), já haviam sido cadastrados cerca de 90 laboratórios de todo o país, na base da plataforma.

A plataforma foi idealizada pelo professor Lucio de Freitas Junior, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. Ele conta que vem aperfeiçoando a ideia há três anos e que “foi feita a muitas mãos”, pois acolheu sugestões apresentadas por pessoas da comunidade universitária.

Para ter, compartilhar

O professor diz que a ação tem despertado o interesse de reitores de diversas universidade e instituições de pesquisa de outros países. Para ele, a execução foi agora possível em decorrência de uma nova mentalidade do mundo como um todo, que agora se voluntaria a se organizar de forma diferente, com mais inclinação à partilha.

“A gente tem que se adaptar a condições mais rápidas, mais dinâmicas, não pode ficar perdendo tempo com bobagem. A gente tem que racionalizar o dinheiro de uso público, não por ser altruísta, porque é uma coisa bonita de ser, mas porque é o mais inteligente. Quem ajuda é ajudado”, pondera, acrescentando que chegou a perder potenciais parceiros, por se recusar a topar que o acesso à plataforma fosse pago.

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Pesquisadores da Embrapa desenvolvem sensor que avalia grau de maturação de frutas – Divulgação Embrapa

Um relatório da Research in Brazil (Pesquisa no Brasil, em português), elaborado pela Clarivate Analytics, a pedido da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), mostrou que quase a totalidade da pesquisa produzida no país é resultado do esforço das universidades públicas.

E um outro levantamento feito pela equipe do SocialLab revelou que, em média, os pesquisadores utilizam, no máximo, 20% dos reagentes e que o resto não é aproveitado, pois perde a validade. “A gente gasta dinheiro público em algo que não precisaria estar gastando tanto. Você vai perder 80% daquele material que você comprou. Você não pode ficar usando coisa vencida. O que você faz com isso? A universidade é responsável por coletar isso. Tem todo um pessoal que trabalha na universidade com carros especiais, locais especiais, todo um procedimento de segurança para buscar, armazenar, levar, para, eventualmente, isso ser incinerado. É muito dinheiro.”

Logo após o lançamento, o grupo de pesquisadores aproveitou o momento em que os usuários da plataforma se cadastravam para solicitar que respondessem uma enquete, que indicou que a maioria deles aguarda meses pela chegada de insumos.

Foram ouvidos 225 cientistas de todos os estados brasileiros. “Sessenta e dois pesquisadores falaram que tinha que esperar até três meses pelo reagente para fazer o experimento; 63, seis meses; 22 esperam mais de nove meses. E olha que interessante: 64 pessoas esperaram tanto que desistiram de fazer o experimento”, afirma Freitas Junior, complementando que a plataforma também ajuda os cientistas a organizar seus laboratórios, cujas catalogações ficam frequentemente desatualizadas, pela correria da rotina de trabalho.

Coronavirus
Os cientistas trabalham em um laboratório de nível 2 de bio-segurança no Instituto Rega de Pesquisa Médica da KU Leuven que atualmente está realizando pesquisas para encontrar tratamento contra o coronavírus em Leuven, Bélgica – Reuters/Yves Herman/Direitos Reservados

Conforme explica o docente, foram criadas diversas interfaces de acesso, que variam de acordo com o perfil do usuário da plataforma. Para manter segurança quanto à verdadeira identidade dos usuários, é exigido que todos tenham registro na Plataforma Lattes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em que se informa o CPF.

Restrições de acesso

O sistema foi projetado levando em consideração normas aplicadas aos reagentes controlados, que são estabelecidas pelo governo federal. Tais substâncias estão sujeitas a um controle especial e, para adquiri-las, é necessário seguir um protocolo específico. Inclusive, há uma fiscalização mais rigorosa, que tem por finalidade evitar que esses reagentes circulem livremente.

“Na hora em que você coloca a sua lista, o nosso programa separa tudo que a Polícia Federal define como produto controlado. É automático. Tudo na sua lista, que é proibido, segundo a portaria mais atualizada da Polícia Federal, a plataforma já tira da lista e coloca em uma lista separada, e você é avisado”, disse Freitas Junior, acrescentando que os parâmetros do Exército e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) serão adicionados em breve.

A política de acesso à plataforma tem também outras particularidades. Um professor responsável por determinado laboratório poderá, por exemplo, listar seus alunos e indicar dentro da plataforma qual deles poderá visualizar conteúdos que exigem restrições.

“Ele convida [com mensagem online] todos os alunos e técnicos. Todo mundo é listado e o professor responsável pelos reagentes delega quem pode ver a lista [de reagentes] do laboratório, quem pode emprestar, mexer e atualizar. Ele controla o privilégio de cada um dentro do laboratório dele. E ele é avisado por email de tudo que acontece no laboratório”, descreveu Freitas Junior.

Uma pesquisadora socorrida pelos colegas por meio da plataforma foi Maiara Marques Di Girolamo, mestranda em química pela Universidade Federal do Oeste da Bahia. Seu depoimento está presente na página da SociaLab.

“Ela precisava de um reagente específico e tentou comprar. Não conseguia achar quem tinha, perto dela. Como é química, pensou: ‘Eu, pelo menos, consigo fazer esse reagente’. Só que sabe quanto tempo ela levaria para fazer? De seis a nove meses, com uma bolsa de dois anos. Para realizar o primeiro experimento, levaria um quarto do tempo [máximo para conclusão da dissertação] sintetizando um dos reagentes que ela precisava”, relembrou Freitas Junior.

Parceria com fornecedores

Freitas Junior ressalta também que a implementação da SociaLab surge em prol de todos, incluindo fornecedores de insumos. As empresas do ramo têm a obrigação de incinerá-los, a exemplo das universidades, o que implica um custo.

“As empresas que vendem reagentes também estão perdendo, porque trazer coisa pro Brasil [por importação] é muito complicado. Então, quando eles conseguem, eventualmente, trazer algo pra cá, os produtos já chegam próximos da validade. Se elas perdem esse produto que querem vender, são obrigadas a incinerar. Então, existe um custo para essas empresas. E olha que irônico: vão pagar imposto por algo que não vão vender”, afirmou.

Pensando em uma forma de remediar o desperdício e firmar uma solução que satisfaça tanto acadêmicos como empresariado, a SociaLab criou o Parceiros da Ciência. O programa fomenta empresas do ramo a doarem itens de laboratório que acabam ficando parados no estoque e estão com prazo de validade quase vencendo.

No mês passado, os organizadores da plataforma realizaram dois sorteios de material, entregando 18 itens doados por pelas empresas Sinapse, distribuidora de produtos para genômica e proteômica, e Pensabio, produtora de itens de biotecnologia. Ambas as empresas são patrocinadoras da SociaLab, juntamente com a GE Healthcare, a ThermoFisher Scientific e a Progressa Business Development.

Covid-19

Segundo Freitas Junior, a plataforma também já se provou útil para a pesquisa que vem desenvolvendo sobre o novo coronavírus. O estudo poderia ter ficado parado com a falta de um reagente bastante caro, mas o problema foi contornado porque encontrou o material disponível no site. Quem o possuía e havia divulgado no site era um colega que trabalhava a metros de distância, no andar que fica logo acima do laboratório onde trabalha.

coronavírus
Um pesquisador do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) trabalha para desenvolver um novo teste para detectar infecções por coronavírus – Reuters/Lucas Landau/ Direitos Reservados

“O meu grupo tem muita vivência com drogas para influenza. Nós achamos droga para zika, chikungunya, febre amarela, durante o surto. Só que agora, com o coronavírus, estamos lidando com algo realmente muito mais complicado, porque parou toda a cadeia produtiva. Então, não dá mais para encomendar nada. Os vendedores sumiram, as entregas não são feitas. A pesquisa de coronavírus, por outro lado, para desenvolver diagnóstico, para fazer droga, não pode parar. O que aconteceu? O sistema entrou em colapso, os reagentes acabaram”, relatou.

“Estava aqui, no andar de cima, um dos reagentes superimportantes. Ele [o colega] conseguiu o reagente que eu precisava, que, de outra forma, não conseguiria. É impressionante. Está acontecendo, está funcionando.”

Edição: Maria Claudia

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