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:: ‘Cabotagem’

Cabotagem atrai produtores e comerciantes

Cabotagem volta ao debate central sobre a logística que se oferece no País. Governo, produtores e empresários buscam o mesmo objetivo, eficácia, mas ações e proposições ainda não convergem como deveriam. 

Nas “águas” do Programa de Estímulo ao Transporte de Cabotagem – BR do Mar, iniciativa do governo Bolsonaro, Nelson Carlini faz, em artigo exclusivo publicado no Portogente, uma análise com precisão da conjuntura da nossa navegação costeira. Com a sua reconhecida competência e longa experiência no setor da navegação, aponta o que considera os verdadeiros entraves à cabotagem, começando pelos erros de diagnóstico. Informações úteis, inclusive, ao projeto do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para o transporte aquaviário. 

Engenheiro e consultor na área de logística Nelson Carlini está preocupado com questões equivocadas
que se apresentam no debate sobre a cabotagem brasileira. Foto ilustrativa: Pixabay.

Leia o artigo exclusivo de Carlini
Os verdadeiros entraves à cabotagem

Carlini indica três premissas equivocadas: a cabotagem está estagnada; abertura completa às empresas estrangeiras, sem qualquer reserva às empresas nacionais; e paralisia da indústria naval do País. São proposições fundamentais para garantir eficácia ao plano de promover produtividade à logística, baratear custos, aquecer a economia e gerar trabalho.

Opinião Portogente
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Também o fato de as empresas brasileiras de navegação (EBNs) terem investido R$ 4 bilhões na aquisição de navios de bandeira brasileira, nos últimos 10 anos, mostra um setor dinâmico, ainda que aquém do desejável e possível. Ainda assim, promoveu uma economia de R$ 1,7 bilhão em fretes e redução de 10 mil acidentes nas rodovias nacionais. E a demanda está aquecida. Preocupa, no entanto, a possibilidade de ocorrer uma abertura total da cabotagem ao estrangeiro. Isso precisa ter um freio de ajuste, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos.

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Estranho, na atual conjuntura, facilitar a aquisição de embarcações estrangeiras para empregar na cabotagem, como propõe o Projeto de Lei nº 2.948, do senador Álvaro Dias (Podemos/PR), cuja relatoria está nas mãos da senadora Kátia Abreu (PDT/GO).

A matéria é um tiro na soberania brasileira. Por isso, convém aos ilustres senadores repensarem e corrigirem os propósitos desacertados desse PL. Ao mesmo tempo, o empresariado nacional precisa buscar produtividade com projetos inovadores e, assim, contar com devido apoio governamental.

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Há muito Portogente vem demonstrando o caos que assola os portos brasileiros – um forte entrave à cabotagem também. Tal desordem tem como origem o desalinhamento das suas gestões políticas e os negócios portuários. Entretanto, o programa BR do Mar deve promover desburocratização, menos tributação e mais concorrência que atendam prioritariamente aos interesses do Brasil. Por isso, parabenizamos o que propõe Nelson Carlini.

Cabotagem descomplicada

Navegação de cabotagem pode voltar a ter papel destacado nas viagens marítimas costeiras na gestão do ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas. Até meados da década de 1950, o transporte marítimo de passageiros no Brasil era intensamente empregado para cobrir grandes distâncias. As poucas estradas rodoviárias não atendiam às necessidades para movimentação de passageiros e cargas.

Cabotagem Freepik

O desenvolvimento do País e o crescimento da sua população aumentaram a demanda e circulação de produtos. Sob a ótica da produtividade, o transporte rodoviário de carga à grande distância não compete com a logística de uma navegação costeira eficiente. Todos os portos brasileiros têm condição para operar navios nessa modalidade. Trata-se de um ponto de alavancagem significativo à economia nacional. Por isso, a corrupção não pode causar impedimento para o sucesso desse projeto.

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Ao impedir a cartelização praticada por meio de firulas impostas por instituições oficiais, o governo garante energia para mover exitosamente a mão invisível da economia nacional. A realidade é que já tem complicação demais para se complicar mais um setor que tem a idade do País. Na era digital, criar dificuldade para vender facilidade tornou-se uma atividade exposta e de final pavoroso. Trata-se de um debate que todos interessados podem e devem participar na busca da solução coletiva e de melhores resultados. São muitos interesses direta e indiretamente envolvidos.

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Decerto que não se contempla desaquecer o transporte rodoviário. Ao aumentar o fluxo do comércio, as perdas nos longos trajetos serão compensadas com o crescimento vantajoso dos comércios regionais. Ao aumento na procura de frete na faixa média de 300 quilômetros irá corresponder um significativo rearranjo na cadeia distributiva nacional. “O desafio dessa mudança será impulsionado pela necessidade de sincronizar a velocidade e a flexibilidade da competência logística com o processo de gerar valor para o cliente”, na visão do professor Donald J. Bowerson, Ph.D. da Michigan University.

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Essa sincronização é a força da intermodalidade para promover produtividade na logística porta a porta (door to door), na qual as resistências ao seu fluxo têm que ser minimizadas. É um processo essencial na construção da justiça social, geradora de trabalho e distribuidora de riqueza. Tudo somado, estamos diante de uma ruptura nacional que nos força entender e domar a automação, que marcha aceleradamente na movimentação nos portos e em suas cadeias logísticas. Novos cenários se avultam pela pressão do tempo perdido, para distribuir com eficácia.

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Distribuição física (physical distribution) faz parte das comunidades dos grandes portos mundiais desde o final da década de 80. Centros de Distribuição e Condomínios Logísticos constituem a coluna vertebral desse processo e são ainda muito ausentes nos entornos portuários. Nos portos, todavia, continua se perdendo muito tempo com insignificâncias e a Secretaria Nacional de Portos insiste em adicionar competência para emperrar. De um lado, há muito que ser entendido. De outro, é preciso promover espaço para esse debate.

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O ministro Tarcísio de Freitas tem formação e visão para bem cumprir essa missão de construir uma nova e produtiva cadeia logística nacional por meio da navegação de cabotagem. Que assim seja – significa transformar investimentos em valor com sucesso.

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