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:: ‘Bancos’

Bancos concedem mais crédito a empreendedores mais velhos, diz estudo

Pesquisa é do Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas

Publicado em 13/07/2021 – 06:25 Por Agência Brasil – Brasília

Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real

Pessoas com mais de 65 anos que são donas do próprio negócio têm mais facilidade para conseguir crédito junto aos bancos. De acordo com a 11ª edição da pesquisa “O Impacto da pandemia do coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), 66% dos empreendedores com mais de 65 anos, que procuraram as instituições financeiras, conseguiram empréstimos.

O resultado é superior à média geral, que é de 52%. E quando comparada com os empreendedores mais novos, a diferença é ainda maior. Entre os donos de pequenos negócios com até 24 anos, as respostas são positivas em 35% das solicitações.

Para o Sebrae, além da experiência de gestão, os bancos levam em consideração o histórico bancário na hora de conceder um empréstimo, o que influencia diretamente nesse resultado. 

A pesquisa mostra que a taxa de sucesso no pedido de crédito aumenta conforme cresce a idade do empreendedor. Para o público de 36 e 45 anos, as respostas foram afirmativas em 51%; entre os de 46 e 55 anos, 53% de sucesso e entre a faixa de 56 e 65 anos, 57%.

Mulheres superam os homens

Além dos empreendedores da terceira idade, as mulheres também recebem mais respostas positivas do que os homens. Enquanto elas têm uma taxa de sucesso em 54% das solicitações, entre os homens, esse percentual cai para metade dos pedidos.

Segundo o Sebrae, desde abril do ano passado, as pesquisas de impacto têm detectado um aumento na solicitação e na concessão de crédito para os pequenos negócios. Em abril de 2020, 30% das empresas procuravam crédito, mas apenas 11% conseguiam uma resposta positiva. Já até maio de 2021, metade dos pequenos negócios já haviam recorrido a crédito e destes, 52% atingiram seu objetivo.

A expectativa da entidade é que a procura por crédito aumente ainda mais. Segundo a pesquisa, entre os empreendedores que procuraram crédito desde o início da pandemia, 45% deles recorreram às instituições financeiras em 2021.

Edição: Kleber Sampaio

Senado aprova MP que aumenta a tributação sobre o lucro dos bancos

Como houve mudança no texto, a medida volta à apreciação da Câmara

Publicado em 23/06/2021 – 06:52 Por Agência Brasil* – Brasília

O plenário do Senado aprovou, no fim da noite dessa terça-feira (22), a Medida Provisória (MP) 1.034/2021, que aumenta a tributação sobre o lucro de bancos, reduz benefícios tributários da indústria química e retira isenção sobre combustíveis e derivados na Zona Franca de Manaus.

A medida também revisa a distribuição das receitas das loterias esportivas. Como os senadores fizeram mudanças no texto, a MP volta à Câmara e precisa ser concluída até o dia 28 de junho para não perder a validade.

A intenção da proposta é compensar a redução das alíquotas de impostos que incidem sobre o óleo diesel e o gás de cozinha. Na versão original, a MP abordava apenas a tributação dos bancos e da indústria química, e também continha regras que limitavam a aquisição de automóveis com redução de imposto por pessoas com deficiência.

A Câmara dos Deputados acrescentou a Zona Franca e as loterias, e o Senado removeu as mudanças para a compra de automóveis.

O relator da proposta, senador Ciro Nogueira (PP-PI), havia aceitado o texto feito pela Câmara, mas o plenário decidiu incorporar três emendas dos parlamentares.

O líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), disse que o Executivo deverá vetar o trecho referente à Zona Franca, porque esse tema precisaria ser tratado através de um projeto de lei complementar.

*Com informações da Agência Senado

Edição: Aécio Amado

 

Reclamações contra instituições financeiras disparam na pandemia

Dados são do levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

“Os abusos praticados durante a pandemia demonstram o desrespeito ao consumidor, principalmente no contexto da crise sanitária e econômica sem precedentes que nos assola. A população sofre com a crise, com a diminuição de renda e com o isolamento social. Nesse momento, torna-se mais necessária a atuação de instituições financeiras responsáveis”, avaliou a economista e coordenadora do programa de Serviços Financeiros do Idec, Ione Amorim.

No total, o consumidor.gov.br teve 320.887 reclamações em 2020 ante 189.849 em 2019. As cinco reclamações mais frequentes dessas instituições (124.457) respondem por 38% do total em 2020. Mais de um terço do total dos registros em 2020 correspondem a operações com crédito consignado (88.246 registros), incluindo cobrança por serviço não contratado nem solicitado, não entrega de contrato, cobrança de tarifas não previstas, cobrança abusiva para alterar ou cancelar o contrato, entre outras, enquanto em 2019 esse número era de 39.012.

Considerando apenas as queixas de cobrança por serviço ou produto não contratado – incluindo não reconhecido e não solicitado – de crédito consignado, houve aumento de 441% nos registros da plataforma do consumidor.gov.br em 2020 na comparação com o ano anterior, passando de 3.802 para 20.564 queixas. No ranking do Banco Central, houve aumento de 56% nos registros de reclamações sobre as operações classificadas como oferta ou prestação de informação sobre crédito consignado de forma inadequada, passando de 9.010 para 14.049.

Ranking

ranking de reclamações do Banco Central, no total, teve 84.825 registros, em 2020, ante 49.275, em 2019. Entre mais de 100 tipos de reclamações procedentes, as cinco ocorrências com mais registros responderam por 51% dos registros do ano, um total de 43.483.

Nesse último ponto, houve um aumento expressivo de registros em relação a 2019 (132%), o que pode ser explicado pela falta de clareza nas medidas de renegociação de crédito anunciadas pelos bancos, segundo o instituto.

O levantamento realizado nas duas plataformas confirmou tendência registrada por associados do Idec. Mesmo com o aumento do valor dos planos de saúde e com a saúde como preocupação central durante o ano de 2020, pela primeira vez as reclamações de serviços financeiros superaram as de saúde (20,9%) e atingiram 22,6% das queixas. Em 2019, a saúde tinha 23,8% das reclamações de associados do instituto e serviços financeiros ocupavam a segunda colocação com 18,5%.

A conclusão do Idec aponta que, nas três bases de dados, as reclamações se concentraram em operações de crédito e cobranças indevidas de serviços e tarifas. As questões envolvendo crédito estão diretamente associadas à situação de vulnerabilidade da pandemia e muitas instituições financeiras assediaram os consumidores com produtos e serviços, sobretudo com concessão de crédito.

No Idec, a principal queixa contra bancos foi dificuldade para renegociar ou parcelar dívidas (14,4%). Em seguida vieram falta de informação e cálculo de juros ou saldo devedor de cartões de crédito, com 8,6% cada. “Os bancos, por exemplo, deixam de informar sobre a existência de contas bancárias sem tarifas e permanecem reajustando suas taxas de serviços para valores acima da inflação em sucessivos 10 anos”, divulgou a entidade, avaliando que a ausência de fiscalização contribui para a continuidade dos abusos praticados.

“O aumento no volume de reclamações é consequência da ausência de uma política pública estruturada para combater os abusos dos bancos e maior fiscalização, principalmente na oferta de crédito. Muitas renegociações foram abusivas e houve oportunismo de achar que todos os idosos aposentados e pensionistas estavam em busca de mais crédito, com ampliação da margem de 5% do crédito consignado. E assim, houve a realização de muitas operações não solicitadas. É importante que os consumidores estejam atentos às negociações firmadas através de contratos”, alerta Amorim.(ABr)

O banco alterou sua agência e não comunicou? Conheça os seus direitos

Banco que alterar a agência do cliente deve fazer a migração das senhas, bem como dos valores presentes na conta

A Lei 8.078/90, o CDC, estabelece como direito básico do consumidor a “informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços”, em seu artigo 6°, inciso III. Este, aliás, é um dos princípios norteadores de todas as relações de consumo, a informação objetiva e anterior à celebração ou alteração de um contrato.

Entretanto, não são incomuns relatos de usuários que tiveram seu cadastro bancário alterado sem receber a notificação antecipada. O servidor público Lucas Cardoso foi um desses clientes. Ele descobriu que sua agência bancária havia mudado ao tentar consultar sua conta por meio do aplicativo de celular.

Além da falta de esclarecimentos, o banco no qual Lucas é correntista bloqueou o seu acesso, cobrando-lhe uma nova senha cadastral. “Fui instruído a cadastrar uma senha com os dados do meu cartão de crédito, porém o cartão estava vinculado à antiga agência, assim não pude completar a operação. Somente no dia seguinte, em contato com o teleatendimento, consegui cadastrar essa nova senha”.

Em uma sequência de falhas, a instituição financeira bloqueou os valores creditados nessa conta, a mesma utilizada para o recebimento do salário. “Depois tive um problema com o meu pagamento que não constava na conta. Tentei entrar em contato com o banco e só consegui retorno no final do dia, informaram-me que havia uma TED programada, mas que já deveria ter caído. Meu salário ficou retido por quatro dias até que foi concluído o processo de transferência”.

Obrigações do prestador

A defensora pública Keity Satiko, integrante do projeto @asdefensoras, explica que o banco é obrigado a fazer a transferência instantânea de valores entre as agências. “Se o correntista receber seu salário em determinada conta bancária que há uma alteração de agência, a instituição financeira tem a responsabilidade de realizar a imediata transferência desse montante para a nova agência bancária”.

Keyti alerta que a falha na prestação integral do serviço pode ser reclamada pelo consumidor nos órgãos de fiscalização ou ainda na Justiça. “A ausência desta imediata transferência enseja responsabilidade, restando ao consumidor procurar o Procon, o Banco Central e, por fim, até mesmo o Poder Judiciário”, diz.

Também é imposto ao banco que, além dos valores creditados, as senhas de acesso sejam transferidas sem a exigência do cadastramento de novo código. “Caso a agência original do correntista seja fechada, há a obrigação da instituição financeira em realizar a migração automática de todas as senhas, tanto de aplicativo como de caixa eletrônico, para a nova agência bancária”, elucida Keyti.

Para a defensora, “é importante ponderar que há uma relação de consumo entre o correntista e a instituição financeira. Portanto, qualquer alteração no horário ou posto de atendimento destinado ao consumidor deve ser a este comunicado com antecedência mínima de 30 dias. A ausência desta comunicação pode ensejar reclamação feita no Procon ou denúncia feita no Banco Central”, conclui Keyti.

Diretor da BB Consórcios assume comando do Banco do Brasil

Novo presidente é funcionário de carreira e assume em 1º de abril

Publicado em 18/03/2021 – 20:18 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O novo presidente do Banco do Brasil (BB) será Fausto Ribeiro, atual diretor-presidente da BB Administradora de Consórcios. Ele sucederá a André Brandão, que renunciou hoje (18), depois de menos de seis meses no comando da instituição.

O Ministério da Economia confirmou a indicação de Ribeiro nesta noite. Servidor de carreira do Banco do Brasil desde 1988, o futuro presidente assumirá o cargo em 1º de abril. Ele será o terceiro presidente da instituição no atual governo, depois de Rubem Novaes, que ficou no cargo de janeiro de 2019 a setembro de 2020, e de Brandão.

Indicado pelo ministro Paulo Guedes e pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, Fausto Ribeiro tem passagens como gerente executivo em diretorias e em projetos específicos do Banco do Brasil. De maio de 2013 a junho de 2016, foi diretor geral da unidade do BB na Espanha.

Ribeiro ocupou a Gerência Executiva da Unidade de Canais de junho de 2016 a fevereiro de 2019 e a Gerência Executiva da Diretoria de Contadoria de março de 2019 a agosto de 2020. Desde setembro do ano passado, era diretor-presidente da subsidiária encarregada da área de consórcios.

Graduado em direito e em administração de empresas, o futuro presidente do BB tem MBA Executivo em Finanças no Ibmec e pós-graduação em economia no Programa Minerva, na Universidade George Washington, nos Estados Unidos.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Presidente do Banco do Brasil renuncia ao cargo

A saída terá efeito a partir do mês que vem

Publicado em 18/03/2021 – 18:46 Por Wellton Máximo- Repórter da Agência Brasil – Brasília

Depois de menos de seis meses no cargo, o presidente do Banco do Brasil (BB), André Brandão, renunciou nesta quinta-feira (18). A renúncia foi divulgada no início da noite, em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável por regular as relações de companhias com ações na bolsa de valores com os investidores. A saída terá efeito a partir de 1º de abril.

Segundo o comunicado, Brandão apresentou o pedido de renúncia hoje ao presidente Jair Bolsonaro, ao ministro da Economia, Paulo Guedes e ao presidente do Conselho de Administração do BB, Hélio Lima Magalhães. O Palácio do Planalto e o Ministério da Economia ainda não informaram o nome do substituto.

Brandão tinha assumido o comando do Banco do Brasil em 22 de setembro do ano passado, sucedendo a Rubem Novaes. Nos quase seis meses de administração, a gestão concentrou-se em cortar custos.

O presidente do BB implementou um programa de desligamento voluntário de cerca de 5 mil funcionários do banco e fechou 361 pontos de atendimento em todo o país, para economizar R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões até 2025. Em contrapartida, a gestão anunciou a abertura de 14 agências voltadas ao agronegócio.

Edição: Claudia Felczak

Comunicações e BB fazem parceria para expansão de sinal de internet

Parceria deve aumentar capacidade de alcance do Programa Wi-Fi Brasil

Publicado em 27/01/2021 – 20:18 Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Ministério das Comunicações anunciou hoje (27) uma parceria com o Banco do Brasil (BB) para expandir o Programa Wi-Fi Brasil. O acordo foi confirmado após uma reunião entre o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o presidente do banco, André Brandão. A meta é que o BB auxilie o ministério levando pontos de internet para agências em cidades que têm pouca ou nenhuma conexão de internet.

A parceria também prevê a capacitação de clientes para o mundo digital, consultoria em educação financeira e uso dos serviços bancários por produtores rurais. “Queremos unir forças para levar acesso à internet, capacitação aos nossos clientes e colaborar nesse movimento de transformação digital. Estamos discutindo localidades que podem receber o sinal. Com Wi-Fi no campo, por exemplo, o fazendeiro que tiver acesso à internet vai poder fazer suas transações bancárias sem precisar ir até uma agência física”, disse Brandão.

O Wi-Fi Brasil leva internet de alta velocidade ilimitada a locais remotos aonde esse recurso não chega por fibra óptica, nem por sinal de rede móvel de dados. O programa tende escolas, postos de saúde, unidades de segurança pública, aldeias indígenas, quilombos, assentamentos rurais e outros equipamentos públicos.

Ao longo de 2020, foram instalados 12.715 pontos de internet ilimitada. Mais de 80% deles atenderam às regiões Norte e Nordeste. A internet de alta velocidade chegou a mais de 9,5 mil escolas, alcançando 2,6 milhões de estudantes.

O ministro sinalizou que a parceria firmada hoje é apenas o passo inicial, mas comemorou a iniciativa. “O plano está apenas no início, mas esta é uma ideia extremamente válida. A praça é um ponto de encontro na maioria das cidades pequenas, isoladas e distantes dos centros urbanos. E, hoje em dia, levar conectividade, colocar um ponto de Wi-Fi em um lugar desses é como se fosse levar água.”

Edição: Nádia Franco

Banco do Brasil vai vender 1.404 imóveis

Descontos podem chegar a 70%

Publicado em 05/01/2021 – 09:04 Por Agência Brasil – Brasília

Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real

O Banco do Brasil anunciou a venda de 1.404 imóveis com descontos que podem chegar a 70%. A oferta abrange casas e apartamentos com valores que variam de R$ 15 mil a R$ 21,7 milhões.

A campanha de venda tem previsão de seguir até o dia 15 de janeiro. Informações sobre os imóveis podem ser obtidas por meio deste site.

A Região Nordeste é a que concentra maior número de imóveis à venda, com 590 unidades e descontos de até 65%. Em seguida está a Centro-Oeste: 349 imóveis e descontos de até 70%.

O banco informou que, em 2020, vendeu 770 imóveis decorrentes de créditos concedidos a inadimplentes. Destes, 684 foram por meio da plataforma Seu Imóvel BB. As outras vendas foram feitas por meio de leilão online ou por venda direta.

“Para dar segurança ao comprador, o BB garante o pagamento de todas as despesas vinculadas ao imóvel até a transferência da propriedade ao comprador, como impostos, taxas de energia, água e gás e condomínio”, informou, por meio de nota, o banco.

Para acessar o site do Banco do Brasil com as ofertas de imóveis, clique aqui.

Portal AgroBB

Desde abril do ano passado, o banco disponibilizou um outro portal – o AgroBB –, que é dedicado exclusivamente à venda de imóveis rurais.

Há nesse portal o portfólio de cerca de 100 propriedades em todo o território nacional, com valores que vão de R$ 11 mil (terreno) a R$ 48 milhões (fazenda).

Para acessar o site AgroBB, clique aqui.

Edição: Kleber Sampaio

Novo sistema de pagamentos do BC, Pix será gratuito a pessoas físicas

Segundo presidente do banco, plataforma avança na democracia digital

Publicado em 20/08/2020 – 17:37 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edifício-sede do Banco Central no Setor Bancário Norte, em lote doado pela Prefeitura de Brasília, em outubro de 1967

Novo sistema de pagamentos instantâneos que entrará em vigor em 16 de novembro, o Pix será gratuito para pessoas físicas, disse hoje (20) o diretor da Organização do Sistema Financeiro do Banco Central (BC), João Manoel de Mello. Ele negou que a gratuidade represente um tabelamento por parte da autoridade monetária.

“Isso [a gratuidade do Pix para pessoas físicas] não significa de modo algum que haja movimento de tabelamento por parte do Banco Central. Há diversos outros pontos do ecossistema abertos a todos os provedores de serviços de pagamento com capacidade de remuneração”, disse o diretor na abertura de um fórum promovido pelo BC para discutir a adoção do novo sistema.

Segundo Mello, o BC editará uma norma específica para detalhar onde o uso do Pix pode ser tarifado para pessoas jurídicas. Ele não deu prazos para a publicação da regra, mas disse que a demora na regulamentação está causando ansiedade nos operadores de mercado.

O diretor informou ser importante levar em conta que existem meios eletrônicos de pagamento semelhantes funcionam sem cobrança de tarifa para pessoas físicas. De acordo com ele, a regulação do BC apenas procurará dar tratamento igual aos diversos sistemas de pagamento. De acordo com a autoridade monetária, o Pix custa R$ 0,01 para cada dez transações, mas o custo será assumido pelas pessoas jurídicas que aderirem ao sistema.

Convênios

O diretor anunciou que o BC está prestes a fechar convênios para que entes do governo aceitem pagamentos pelo Pix. Segundo Mello, as conversas com o Tesouro Nacional e com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estão em fase avançada. Para ele, o pagamento de faturas de serviços básicos ajudará a popularizar o novo sistema.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, também participou da abertura do evento. Em discurso rápido, afirmou que o Pix representa uma semente de várias iniciativas que pretendem ampliar a democratização digital e acrescentou que a ferramenta revolucionará a intermediação financeira no país.

Operação

Nova ferramenta que funcionará 24 horas por dia reduz o tempo de liquidação de pagamentos entre estabelecimentos com conta em bancos e instituições diferentes, o Pix entrará em operação em 16 de novembro. O cadastro das Chaves Pix – combinação com telefone celular, CPF, CNPJ e e-mail necessária para operar a carteira digital – começará em 5 de outubro. As datas foram anunciadas no fim de julho.

As transações poderão ser feitas por meio de QR Code (versão avançada do código de barras lida pela câmera do celular) ou com base na chave cadastrada. O Pix trará agilidade em relação a sistemas atuais de pagamento, como a transferência eletrônica disponível (TED), que leva até duas horas para ser compensada, e o documento de ordem de crédito (DOC), liquidado apenas no dia útil seguinte.

No caso de empresas, a plataforma traz vantagens em relação ao pagamento por cartão de débito. Isso porque o consumidor pagante não precisará ter conta em banco, como ocorre com os cartões. Bastará abastecer a carteira digital do Pix para enviar e receber dinheiro.

Edição: Maria Claudia

Campos Neto diz que Pix reduzirá custos para as empresas

Novo sistema entrará em funcionamento em 16 de novembro deste ano

Publicado em 09/09/2020 – 14:36 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou hoje (9) que o novo sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, vai reduzir os custos para as empresas e proporcionará mais eficiência no fluxo de caixa. Campos Neto participou da abertura do seminário virtual Conexão Pix.

“É muito importante entender essa mudança que estamos passando e como isso tem sido intensificado pela crise, pela pandemia. A gente vê o número de pagamentos digitais crescendo. Há um movimento de inovação que se acelerou em várias áreas”, afirmou.

Segundo Campos Neto, o custo operacional para as empresas será reduzido e terão facilidade no recebimento de pagamentos e redução de gastos com transporte de dinheiro. “É um instrumento que faz com que a gestão de fluxo de caixa atinja um novo patamar de eficiência. Menos custos significa mais margem [de lucro] para quem está de um lado e menos preço para quem está no outro”, destacou.

O Pix entrará em funcionamento em 16 de novembro deste ano. As transações com a nova ferramenta, que funcionará 24 horas por dia, poderão ser feitas por meio de QR Code (versão avançada do código de barras lida pela câmera do celular) ou com base na chave cadastrada.

Edição: Valéria Aguiar

BNDES disponibiliza R$5 bilhões para micro, pequenas e médias empresas

Linha de crédito para capital de giro foi estendida até 31 de dezembro

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançou ontem (3) na linha de empréstimo para capital de giro o total de R$5 bilhões para micro, pequenas e médias empresas. O valor estava previsto no plano inicial de enfrentamento ao novo coronavírus, apresentado pelo banco de fomento em março, no início da pandemia de covid-19.

Segundo o BNDES, já foram aprovadas 16.318 operações com 15.094 empresas, que empregam 372.800 pessoas, com valor médio de R$ 318 mil por operação. Como a pandemia ainda não acabou, o programa vai ser ampliado até o fim do ano, com a disponibilização de mais R$5 bilhões.

“Devido ao sucesso da iniciativa, e considerando a extensão da pandemia e dos impactos econômicos para as micro, pequenas e médias empresas, o Banco vai disponibilizar mais R$ 5 bilhões para novos empréstimos pela linha, que terá sua vigência ampliada de 30 de setembro para 31 de dezembro de 2020”, informou o banco.

O BNDES informa que o principal setor econômico contemplado pela linha de empréstimo foi o de comércio e serviços, que adquiriu 79,7% dos recursos, seguido pelo de indústria de transformação (19,5%). O agronegócio ficou com 0,7% dos recursos e a indústria extrativista, 0,1%.

O objetivo do Crédito Pequenas Empresas nesta segunda etapa será o mesmo, segundo o banco. “Oferecer recursos para o uso livre das empresas, de maneira simples e ágil, por meio dos agentes financeiros parceiros (cooperativas de créditos e bancos comerciais, públicos ou privados)”. Atualmente, o BNDES conta com 31 agentes parceiros atuando nos estados.

Marajás e Carteis

Enquanto sigo confinado para não virar finado, vejo que nem o coronavírus foi capaz de afetar os altos salários dos marajás e o cartel dos bancos.

Enquanto o desemprego aumenta assustadoramente na atividade privada, e o governo tem que se virar mais do que bolacha em boca de velho para minorar os efeitos da recessão, liberando no atacado e no varejo os necessários auxílios emergenciais para trabalhadores de todas as categorias e tentando salvar as empresas, especialmente as pequenas e médias, que são as que mais absorvem mão de obra, os marajás continuam nadando de braçada e o povo se afoga. Tentativas de reduzir salários desta casta, exceto daqueles que atuam em áreas essenciais como saúde e segurança, é claro, não progridem. Nem mesmo com manifestações favoráveis de Rodrigo Maia, que, apesar de ter tido pouco mais de 74 mil votos, posa como primeiro ministro do parlamentarismo branco que vivenciamos.  Tiririca, o sexto mais votado, teve 453.855. O projeto do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) que previa redução escalonada de até 50% para os que ganham mais de 10.000, foi esquecido. Até a sugestão do próprio Rodrigo Maia, de que os Três Poderes avaliassem a redução de até 20% dos salários dos seus servidores, “como um gesto simbólico para mostrar que estão unidos no combate à pandemia”, não prosperou. Não ficou claro se os próprios deputados e os dignitários dos demais poderes estariam incluídos… Acho que não. Valeria apenas para os barnabés. Afinal, segundo eles, há que se proteger o nosso Congresso, o segundo mais caro do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, cujo PIB é “ligeiramente” maior do que o nosso: só 10 vezes.

Vale sempre recordar que cada um dos 513 deputados e 81 senadores custa mais de 7 milhões de reais por ano, segundo dados da União Interparlamentar. Um deputado ganha R$ 33.763,00 de salário, tem uma cota para o exercício da atividade parlamentar (imaginem só!) de R$ 45.615,53 e R$ 106.866,59 para a contratação de 25 secretários (com direito a rachadinha?), entre outros penduricalhos de arrepiar os cabelos, como auxílio moradia de R$ 4.353,00, mais seguro saúde “premium plus”, aposentadorias, etc. etc. Até barbeiro e manicure têm de graça. Uma verdadeira e profunda reforma política (ou uma nova Constituição, como propugna o jurista Modesto Carvalhosa) não seria a verdadeira prioridade número 1 do Brasil que desejamos para o futuro? Com nosso sistema de voto proporcional jamais teremos um Parlamento que realmente nos represente.

Quanto ao cartel dos bancos, a munição de boca é enorme. Onde estão os bilhões que o Banco Central lhes proporcionou, entre outras coisas, com a expressiva diminuição do empréstimo compulsório para aumentar sua liquidez e para que proporcionassem empréstimos mais rápidos, mais fáceis e mais baratos para quem precisa neste momento de crise? Esse dinheiro até hoje não chegou à ponta. Tente pedir um empréstimo que você vai sentir na própria carne com quantos paus se faz uma canoa. Um empresário amigo meu me disse que se ele tivesse todas as garantias que o banco exigia ele não precisaria do empréstimo. Burocracia infernal, procrastinação e juros altos são o que não falta. Ao invés de democratizar o crédito, o que as nossas aguerridas instituições financeiras fazem é entesourar a grana, venha ela de onde vier (das ricas tetas do governo, dos empresários e de nós, pobres mortais conhecidos como pessoas físicas). Certamente para recomprar ações na baixa e engordar ainda mais o seu lucro indecente. Meu saudoso amigo Joelmir Betting escreveu um best-seller tupiniquim (best-seller no Brasil é vender mais que míseros 5 mil exemplares): “Os Juros indecentes”. Hoje, apesar dos juros continuarem indecentes a despeito da taxa SELIC ser a mais baixa da nossa história, ele provavelmente mudaria o título de sua obra para “Os lucros indecentes”. O lucro líquido dos 4 maiores bancos brasileiros com ações na bolsa – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander, cresceu 18% em 2019, somando pornográficos 81,5 bilhões, 22,5% sobre o valor do seu patrimônio enquanto o mais invejável banco de investimentos de Wall Street, o Goldman Sachs, está se esforçando para ganhar 9%. Este é o resultado do nosso cartelizado sistema financeiro imune à concorrência. Não existe país do mundo onde, nesse setor, a competição seja tão baixa. Aqui eles fazem o que querem, “duela a quem duela”, como diria Fernando Collor.

A coisa é tão surrealista que tem cartel reclamando do cartel. Segundo a Anfavea, as montadoras estão sendo asfixiadas pelos bancos.

E assim vamos nós, entre marajás, corporativismos e carteis, lutando para combater o coronavírus.

Faveco Corrêa, jornalista e publicitário, é sócio da Brandmotion – faveco@brandmotion.com.br

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