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Comissão de Agricultura se reúne no Ministério Público do Trabalho para tratar questões relacionadas à fiscalização na região cacaueira

Comissão de Agricultura da ALBA

Os deputados Eduardo Salles, Sandro Régis, e Pedro Tavares, integrantes da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia, junto à presidente da Comissão, deputada Jusmari Oliveira, participaram de uma audiência no Ministério Público do Trabalho, onde trataram questões relacionadas à fiscalização de auditores do Trabalho na região cacaueira.

Recebidos pelo procurador-chefe do Trabalho, Luis Carneiro e pelo vice-procurador-chefe de Gestão, Marcelo Travassos, os membros da comissão mostraram o teor de uma matéria que foi exibida na Record, na semana passada, que aponta como trabalho escravo, situações registradas pela reportagem em algumas fazendas do sul da Bahia, em municípios como Uruçuca e Una.

Estamos preocupados com o reflexo disso, dessas alegações descabidas, que podem prejudicar toda reputação de uma região que vem se soerguendo ao longo dos anos”, afirma o deputado Eduardo Salles, que lembra ainda a luta antiga em torno da produção de chocolate:

A região tinha apenas duas marcas de chocolate, hoje já são 80. Temos conquistado espaço, incentivado os produtores da região. E uma fiscalização dessa sem embasamento, pode, de repente, colocar em risco um trabalho que tem tentando driblar uma crise de décadas, causando desemprego, aumento da violência, e êxodo rural enorme”, desabafa o deputado.

De acordo com os procuradores, o que foi exposto na reportagem mostrou uma operação que foge dos padrões do MPT. “Quando realizamos uma operação assim, denominada força-tarefa, é uma atuação interinstitucional entre membros do Ministério Público do Trabalho, auditores do Trabalho (Executivo Federal), com apoio da polícia, para adentrar área rural. É um trabalho especializado, com o olhar já treinado e refinado, para a configuração do que seja, de fato, um trabalho escravo”, informou um dos procuradores.

Ao fim da audiência ficou acordado uma nova reunião com a presença da superintendente Regional do Trabalho, Dra. Gerta Fahel, MPT e Comissão de Agricultura, com o objetivo de mediação e sensibilização, em relação a estas operações de fiscalização, para que tenham um padrão, principalmente, ao que se enquadra em trabalho escravo e infantil, para não prejudicarem a comercialização de produtos regionais.

Os deputados vão ainda procurar a emissora, a fim de cobrar uma retratação, já que estão preocupados com o reflexo das alegações exibidas, que consideram unanimante, descabidas.

Não somos contra a lei, queremos que ela seja cumprida, mas uma matéria sensacionalista como essa, macula a imagem do trabalho realizado nas fazendas da região”, complementa Eduardo Salles.

ASCOM – Deputado Estadual Eduardo Salles

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PP REALIZA ENCONTRO ‘PROGRESSISTAS EM MOVIMENTO’

O Partido Progressista realiza seu encontro estadual nesta segunda-feira (30), a partir as 14h. Na agenda a fixação de metas para crescimento da legenda com foco nas eleições municipais de 2020. Os trabalhos do encontro “Progressistas em Movimento” acontecerão no auditório da União das Prefeituras da Bahia, UPB, no Centro Administrativo, e contarão com as presenças das principais lideranças do partido na Bahia como o vice-governador João Leão, seu presidente regional, o secretário-geral, Jabes Ribeiro, e o presidente da Assembleia, deputado Nelson Leal.

O PP integra a base de sustentação política do governador Rui Costa e conta com quatro deputados federais e dez estaduais – que também estarão presentes. A reunião de lideranças interioranas com os integrantes das bancadas estadual e federal com a cúpula partidária permitirá ainda uma avaliação ampla da grave conjuntura política, social e econômica brasileira pelo conjunto da legenda em nosso estado. Na Assembleia Legislativa, além de contar com o presidente, o PP possui a terceira maior bancada.

Foto: Luiz Felipe Fernandez/bahia.ba

Video: Rui Costa anuncia parceria com empresa americana para criação de peixes na costa de Ilhéus

Previsão é que sejam gerados 100 empregos diretos e 400 empregos indiretos

Foto: Carlos Prates / GOVBA

 

Redação VN  – 08/05/19 às 14h46
redacao@varelanoticias.com.br

A produção está estimada para começar dois anos após o licenciamento ambiental. A previsão é que sejam gerados 100 empregos diretos e 400 empregos indiretos. Inicialmente, será criada a espécie seriola rivoliana, conhecida como olho de boi. A produção inicial está estimada em 24 meses após a instalação do projeto (tempo necessário para que os peixes atinjam o peso de 2,2 quilos), atingindo a capacidade total em cinco anos.

“Acabamos de assinar um memorando de entendimento com um grupo americano que vai fazer um investimento em produção de peixe em alto mar, com uma tecnologia nova”, afirmou Rui ao lado de Memphis Holland, membro do Conselho da empresa, que afirmou estar impressionada com o compromisso que a Bahia tem com o meio-ambiente:

“Estamos bem impressionados com o compromisso que vocês tem com o meio ambiente. Compromisso com a infra-estrutura do estado. Estamos felizes em ser parte deste processo”.

AGRADECIMENTO AO GOVERNADOR RUI COSTA

Governador Rui Costa

Fórum discute inovação e sustentabilidade na mineração nesta quarta-feira (14)

 

Companhia Baiana de Pesquisa Mineral

As inovações, práticas sustentáveis e as tendências para o setor da mineração no Brasil e no mundo são tema do I Fórum Internacional de Inovação e Sustentabilidade na Mineração, promovido pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e pelo jornal Correio*. O evento acontece nesta quarta-feira (14), a partir das 8h, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador.

Entre os convidados e confirmados no evento estão: Alexandre Vidigal, secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME) e Victor Hugo Froner Bicca, diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM). Das empresas privadas, Eduardo Ledsham, presidente da BAMIN, Paulo Misk, presidente da Largo Resources no Brasil, além do diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade responsável pela mineração no Brasil, Rinaldo Mancin e do coordenador do Mining Hub, em Minas Gerais, Gustavo Roque.

Para Eduardo Ledsham, o evento é uma excelente oportunidade para que as empresas junto com poder público e sociedade discutam abertamente os temas que envolvem esta atividade que representa 4% do PIB nacional. “A mineração passa por um processo de reconstrução da credibilidade, após tragédias recentes que o país passou. Com transparência, incorporando novas práticas e novas tecnologias, sempre norteadas pelos princípios de sustentabilidade, transformaremos os recursos minerais em prosperidade e qualidade de vida para toda sociedade”, diz.

Entre os participantes internacionais, Orlando Jiménez, diretor da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization (CSIRO), vindo do Chile, apresenta as soluções utilizadas pela mineração lá. O fórum tem programação durante todo o dia, com três painéis temáticos. As inscrições para o I Fórum Internacional de Inovação e Sustentabilidade na Mineração são gratuitas e podem ser feitas através do site bit.ly/forumdemineracao.

SERVIÇO

O que: I Fórum Internacional de Inovação e Sustentabilidade na Mineração.

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AS TERRAS DEVOLUTAS NO ESTADO DA BAHIA E O MUNICÍPIO DE ILHÉUS!

Em muito boa hora, o Governador Rui Costa tocou neste assunto melindroso.

O Município de Ilhéus ficou de fora, uma pena.

Agora ficou uma terra de ninguém, exposta a invasões, desmatamentos, caxixes, loteamentos mambembes, e outras traquinagens.

Ainda tem tempo para corrigir…

APA Lagoa Encantada Rio Almada. Tão pequenininha depois ficou tão grande.

“Defesa agropecuária baiana passa por momento delicado”, alerta deputado estadual Eduardo Salles

Comissão de Agricultura da ALBA

Durante a reunião da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia, nesta terça-feira (4), o deputado estadual Sandro Régis (DEM) demonstrou preocupação sobre a incidência de doenças infectocontagiosas na Bahia. Agrônomo, o deputado estadual e líder da bancada do PP, Eduardo Salles concordou que a situação da defesa agropecuária no estado passa por momento delicado.

“O colega Sandro Régis trouxe um assunto que precisa ter um olhar especial, independente de bandeira partidária, para trabalharmos de forma integrada em ações no combate e prevenção de qualquer doença”, pontuou o parlamentar.

Após as questões serem colocadas, junto com a presidente da Comissão, a deputada estadual Jusmari Oliveira, e os deputados Zé Coca e Zó, foi definido, por unanimidade, reunião com a diretoria da ADAB para ouvir o posicionamento do órgão e saber quais ações estão sendo tomadas no combate e prevenção das doenças infectocontagiosas.

Na última semana, oito jumentos foram sacrificados em Canudos, no sertão da Bahia, após serem contaminados com mormo, doença infecto-contagiosa dos equídeos, que também pode atingir humanos, causada pela bactéria Burkholderia mallei. Segundo a ADAB, a Bahia não registrava casos de mormo desde 2013.

O deputado estadual Tiago Correia (PSDB), destacou a gravidade da situação e a dificuldade que a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) se encontra atualmente. “A Bahia possuía uma das melhores agências de defesa estadual e vem perdendo status chegando hoje à penúltima colocação a nível nacional. Precisamos ter um olhar especial e tomarmos atitudes urgentes”, destacou.

Em abril deste ano, a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), por meio do Gease (Grupo Especial de Atenção às Enfermidades Emergenciais ou Exóticas) , confirmou o segundo caso de peste suína clássica no Piauí. Em alerta, a Agência de Defesa Agropecuária de Pernambuco (Adagro) afirmou intensificar a fiscalização nas propriedades com suínos em Afrânio, no sertão de Pernambuco. A cidade pernambucana faz divisa com o estado do Piauí e possui 768 propriedades com suínos. Em Pernambuco, são mais de 730 mil suínos cadastrados.

Na Bahia, a ADAB informou, em nota no mês de abril, que está atenta aos riscos sanitários provenientes de outros estados e que atua com ações preventivas contra a Peste Suína Clássica. Segundo o órgão, a Bahia faz parte da área livre e nunca houve a identificação dessa doença no território baiano. A ADAB reforçou a fiscalização nos postos fixos nas divisas do Piauí, Pernambuco e Alagoas.

A Peste Suína Clássica é uma doença viral que acomete suínos doméstico e javalis, altamente contagiosa e é transmitido pelo contato direto com animais doentes; por pessoas, utensílios, veículos, roupas, instrumentos e agulhas com o vírus; por restos de alimentos mal conservados ou por transmissão da mãe para o filhote, ainda na placenta. A PSC não oferece riscos à saúde humana, mas traz perdas econômicas para o suinocultor.

Para Eduardo Salles, a reunião com a diretoria da ADAB será fundamental para que os parlamentares entendam a gravidade da situação e as ações de combate. “Precisamos tomar medidas e trabalharmos em conjunto com as diretorias técnicas na busca da prevenção de doenças, na garantia e permanência dos empregos e na potencialização da economia do setor”, finaliza Eduardo Salles.

 

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Beneficiamento do cacau aumenta em 220% faturamento de produtores rurais baianos

Fonte: Correio da Bahia

Beneficiamento do cacau aumenta em 220% faturamento de produtores rurais baianos

De olho no nicho especial de mercado, baiana desenvolve marca própria de chocolate orgânico par vender nos EUA

Transformar amêndoas de cacau em derivados como chocolates finos não serve apenas para agradar o paladar. O beneficiamento do fruto pode aumentar em até 2.000% o faturamento dos produtores rurais, segundo o Ministério da Agricultura (Mapa). Os especialistas do órgão federal estimam que a agregação de valor, desde a amêndoa até o chocolate gourmet, é capaz de aquecer a cadeia produtiva que movimenta mais de R$ 20 bilhões por ano no Brasil.

Entre os produtores baianos o percentual de crescimento do faturamento ainda é mais modesto, mas eles acreditam que podem atingir a marca dos três dígitos, desde que consigam realizar a cadeia completa, da produção em campo até a venda final para o consumidor. De olho neste nicho de mercado, muitos estão investindo no beneficiamento de parte da produção, e deixando de repassar 100% das amêndoas exclusivamente para as indústrias moageiras.

Depois de secar as amêndoas, agricultores beneficiam a produção para aumentar faturamento das fazendas. (Foto: Rotas do Cacau)

Iniciativa baiana 

As oscilações do mercado há muito tempo não assustam mais os agricultores da Bahia Cacau, Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado (Coopfesba). Desde que passaram a diversificar o uso da amêndoa na agroindústria coletiva, e a fabricar mais de vinte produtos diferentes, os associados só viram as vendas aumentar.

Tudo começou depois que eles criaram a primeira fábrica de chocolates finos de agricultura familiar do Brasil. A marca reúne a produção de 60 agricultores familiares de Ibicaraí, e de 220 produtores de outros municípios vizinhos. Juntos eles já produzem cerca de 3 mil arrobas de cacau por ano.

Ano passado, a cooperativa faturou mais de R$ 800 mil, um montante que representa uma evolução de 220% no faturamento em 3 anos. Antes da instalação da agroindústria, em 2016, a cooperativa faturava cerca de R$ 250 mil por ano. O aumento nos lucros exigiu investimentos em novas máquinas e apuro no plantio, colheita e finalização das safras.

“A nossa meta é chegar a um faturamento de R$ 2 milhões já no ano que vem. Temos a nossa própria loja em Ibicaraí, e projetamos a abertura de mais duas lojas em outras cidades”, afirma Osaná Crisóstomo Nascimento, presidente da Bahia Cacau.

Bahia Cacau, Cooperativa agrícola de Ibicaraí, faturou no ano passado R$ 800 mil com a venda de derivados do cacau. (Foto: divulgação)

O catálogo de produtos inclui desde as gotinhas de chocolate de cinco gramas às barras de um quilo. O teor da massa de chocolate varia de 35% a 70%. Enquanto a arroba custa em média R$ 150 no mercado geral, os agricultores vinculados à cooperativa conseguem comercializar o produto por até R$ 220, cerca de 47% acima do cacau commodity.

“Beneficiar o cacau, dando uma nova roupagem, não apenas produzindo a amêndoa pela amêndoa, é a grande tendência para diferenciar o produto no mercado. E isso vem estimulando muito os agricultores”, acrescenta Osaná.

Exportação

Foi pensando em modernizar e aumentar o faturamento da fazenda de cacau no sul da Bahia, que a baiana Letícia Sarmento está criando a própria marca de chocolate. A ideia é atender o sofisticado mercado consumidor dos Estados Unidos.

Letícia Sarmento e o pai Raimundo Fontes implantaram o sistema orgânico na fazenda para produção de chocolates diferenciados.(Foto: Divulgação)

“Meu pai sempre quis vender cacau para outros países, mas com a crise do cacau ele nunca teve certeza se iria dar certo. Foi aí que propus a criação de um negócio diferente, voltado para exportação e para atender diretamente os microempreendedores americanos que buscam cacau fino, e chegam a vender uma barra de chocolate a no mínimo dez dólares”, conta.

Primeiro ela convenceu o pai, Raimundo Fontes, a trocar o modo de cultivo tradicional pelo sistema orgânico de produção. O sistema que não utiliza defensivos químicos começou a ser implantado em 2014, e é considerado sustentável, produzindo amêndoas mais valorizadas no mercado.

A designer baiana Letícia Sarmento desenvolveu a marca própria depois de vários anos pesquisando as peculiaridades do mercado americano de cacau. (Foto: divulgação)

De lá para cá, ela fez vários cursos de cacauicultura e aproveitou os conhecimentos em design, setor em que atua nos Estados Unidos, para desenvolver a marca Varre-Vento, inspirada no nome da fazenda. A propriedade fica em Ilhéus e produz cerca de 400 sacas de amêndoas por ano.

“Existe uma oportunidade grande de expansão. O mercado de cacau fino está crescendo muito e a procura é grande por produtos de qualidade em termos de sabor e aroma, e por produtores que cultivem de forma sustentável, respeitando o meio ambiente”, acrescenta Letícia.

A primeira linha de produtos derivados do cacau orgânico da Varre-Vento deve chegar ao mercado ainda este ano. A comercialização será realizada através da Companhia Exportadora de Amêndoas e Derivados, também criada pela baiana.

Primeira linha de chocolates finos da Varre-vento deve chegar ao mercado até o final do ano. (Foto: Maria Letícia Sarmento)

Mel de Cacau e outros derivados

De olho neste filão de consumo diferenciado, os produtos gerados a partir das amêndoas conquistam cada vez mais espaço no mercado. Tem sido assim com doces, geleias, cremes, nibs, pó e mel de cacau produzidos nas fazendas.

O mel de cacau é uma espécie de néctar doce e ácido que escorre do fruto. Consumido in natura, ele sempre foi comercializado de forma artesanal nas regiões produtoras. Mas nos últimos anos, vem ganhando embalagens elaboradas, marcas e registros oficiais. Entre as mais conhecidas estão a Cosme e Damião, a Du Kakau e a Uruçuca.

Mel de cacau é muito perecível, por isso deve ser mantido refrigerado antes de ser consumido. Produto é considerado afrodisíaco. (Foto: divulgação)

“Geralmente o mel de cacau ainda é produzido de forma artesanal, mas já conta com algumas opções comerciais. Antigamente ele era desperdiçado nas fazendas, mas tem tido uma procura mais intensa, principalmente por pessoas que procuram uma alimentação saudável, natural, que tenham alguma relação de infância ou familiar com a cacauicultura, ou que queiram experimentar drinks e coquetéis diferentes”, conta João Pedro Vilela, que revende derivados do cacau em Salvador, sob encomenda e através do whatsapp. Trazido diretamente do produtor no sul da Bahia, ele comercializa o litro do mel de cacau por R$ 25.

Mas em alguns outros pontos de venda, a bebida pode ser encontrada até por R$ 100 o litro. Não há confirmação científica, mas o mel do fruto tem fama de ser afrodisíaco. Outro derivado da amêndoa que vem se destacando é a cacauína, uma bebida que mistura cacau e cachaça e que já conta também com rótulos comerciais.

Rota do Cacau

Para incrementar o faturamento das fazendas, muitos produtores rurais têm aderido também a programas de turismo rural e cooperação técnica. Um dos mais conhecidos é a Estrada do Chocolate, criada no ano passado na Bahia. O roteiro conta com o apoio do Sebrae, e inclui a visita a vinte fazendas do sul do estado, entre Ilhéus e Uruçuca. Durante o passeio é possível conhecer de perto o processo de produção das amêndoas, até experimentar os deliciosos chocolates e outras comidas típicas da região.

A Estrada do Chocolate, primeiro roteiro turístico temático da cacaicultura no Brasil, inclui visitas a 20 fazendas produtoras de cacau no sul da Bahia

Outro projeto de fomento é a Rota do Cacau, criado pelo governo federal para incentivar o desenvolvimento econômico das fazendas que ainda sofrem com as consequências da vassoura-de-bruxa. A rota inclui propriedades da Bahia e do Pará, os maiores produtores nacionais.

“As Rotas promovem capacitações, possibilitam acordos de cooperação com universidades, e contribui com a organização dos agricultores familiares, empresários e órgãos de fomento ao desenvolvimento”, afirma Vitarque Coelho, coordenador de Sistema Produtivos e Inovativos do Ministério do Desenvolvimento Rural.

O sul da Bahia conta atualmente com 26 municípios produtores de cacau. Constantemente eles recebem a visita de compradores estrangeiros, principalmente japoneses e americanos.

Estrada do Chocolate inclui visita as fazendas histórias das terras do sem fim, eternizadas na obra do

escritor Jorge Amado. (Foto: Rotas do Cacau)

“As Rotas atuam na estruturação produtiva e na integração econômica das regiões. Com isso, ampliamos nossa participação nos mercados nacionais e internacionais de produção, consumo e investimento”, afirma Adriana Melo, secretária nacional de Desenvolvimento Regional e Urbano.

Grandes indústrias também mantem projetos de incentivo à produção e ao desenvolvimento sustentável no setor. Uma delas, a Cargill Cacau e Chocolate, lançou uma campanha para incentivar a rastreabilidade da cadeia produtiva e a capacitação tecnológica dos agricultores. O projeto envolve ainda treinamento, um relatório bianual de sustentabilidade, e o mapeamento das fazendas, para diminuir os riscos de danos ambientais. A empresa atua em mais de 170 países, como Brasil, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Indonésia.

“É vital que as nossas ações criem benefícios duradouros para os produtores, suas famílias e comunidades, capacitando-os para alcançar o sucesso como pequenos negócios, ao mesmo tempo que ajudam a proteger nosso planeta” afirmou Harold Poelma, presidente da empresa.

Bahia e Pará são os principais produtores do Brasil. Beneficiamento é tendência mundial. (Foto: Rotas do Cacau)

Obras de construção do Porto Sul começam no segundo semestre

Bamin e chineses irão investir cerca de R$ 2,5 bilhões no empreendimento

As obras do Porto Sul, no distrito de Aritaguá, em  Ilhéus, finalmente vão sair do papel. A Bahia Mineração (Bamin) e um consórcio formado por empresas da China irão iniciar a construção do empreendimento no segundo semestre deste ano, num investimento da ordem de R$ 2,5 bilhões. O serviço de implantação do porto vai gerar inicialmente 500 empregos,  mas,  no pico de obras,  esse número saltará para até 2.500.  Quando entrar em operação, daqui a quatro anos, serão entre 600 e 700 postos de trabalho diretos e centenas de outros indiretos.

“Queremos empregar o maior número possível de trabalhadores locais”, diz Alberto Vieira, diretor de implantação do Projeto Pedra de Ferro da Bamin. Segundo ele, inicialmente, serão construídos uma ponte sobre o Rio Almada e acessos às rodovias BA-001 e BA-262.  Na sequência, virão a ponte de acesso aos píeres, quebra-mar, retroporto, terminal, dentre outras estruturas.  “Por parte da Bamin já está  tudo pronto para o início das obras. Já contratamos as empresas de engenharia. Aguardamos agora as desapropriações. Precisamos de terra livre para iniciar o projeto”, assinalou Vieira.

Ontem pela manhã,  em solenidade realizada na Governadoria,  o  governador Rui Costa e representantes da Bahia Mineração assinaram o termo de unificação dos terminais do porto e a constituição da Sociedade de Propósito Específico (SPE) para a construção do empreendimento. Na prática, o termo permite o início do processo de desapropriações. Contempla ainda uma mudança no projeto original: inicialmente, o porto teria dois terminais – um de uso público e outro de uso privado. Agora, terá um.

De acordo com o governo, a  unificação dos terminais foi adotada como forma de assegurar o aumento da eficiência operacional do Porto Sul, a partir do uso compartilhado das estruturas marítimas e terrestres do equipamento pelo estado e  pela Bamin. Foi uma forma também de reduzir os  custos. “O projeto do Porto Sul foi concebido, inicialmente, com dois terminais, mas por causa de todos os problemas econômicos que o Brasil passou e passa, por conta dessa crise, nós resolvemos adotar a estratégia de unificá-los e, com isso, buscar acelerar a sua construção”, destacou Rui.

A obra do Porto Sul é considerada fundamental para a exportação do  minério proveniente da mina Pedra de Ferro, localizada no município de Caetité, a 636 kKm de Salvador. Mas ele só não basta. A viabilidade do projeto da Bamin depende ainda da conclusão  da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol).  Para ser viável economicamente,  Pedra de Ferro foi estruturado da seguinte forma:  extração e  beneficiamento do minério em Caetité, transporte da carga pela Fiol até Ilhéus e o escoamento pelo Porto Sul.  Com tudo pronto, serão exportadas, por ano, 18,8 milhões de toneladas de minério de ferro  para o mercado chinês.

“Tenho repetido diversas vezes que esse projeto só fica de pé com os três ativos juntos: o porto, a ferrovia e a mineração”,  enfatizou o governador. Alberto Vieira, da Bamin,  reforça: “Um negócio  dessa dimensão [Porto Sul] não se sustenta sem carga.  Precisamos que a Fiol seja concluída. É muito importante para a Bamin e para os investidores chineses que o processo de concessão da Fiol seja concluído ainda em 2019”.

Uma das estrelas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),  a  Ferrovia Oeste Leste deveria ter sido concluída em 2014.  A obra – que já consumiu recursos da ordem de R$ 3,4 bilhões – está parada  há mais de três anos.  O histórico de execução do projeto inclui problemas crônicos: falta de dinheiro, paralisações dos serviços em vários trechos, abandono de canteiros pelas empreiteiras contratadas, greve de operários   e problemas com licenciamento ambiental. Apesar de tudo isso,  o projeto tem 75% de execução.

A boa notícia é que o Ministério da Infraestrutura  pretende realizar ainda este ano o leilão de concessão da ferrovia à iniciativa privada. O projeto completo vai de Ilhéus a Figueirópolis, no estado do Tocantins, num traçado de 1.527 km, mas atualmente apenas o trecho entre Ilhéus e Caetité, com 537 km, está qualificado para ser licitado.  A Bamin e  seus sócios chineses irão  participar da disputa.

“A mina e a ferrovia dependem do porto, e o porto vai ser o conforto para que o governo federal efetive o leilão da ferrovia, que é a espinha dorsal do projeto”, diz o diretor financeiro da Bamin, Alexandre Aigner. “A ferrovia é um indutor de desenvolvimento. Com  a Fiol e o Porto Sul, iremos viabilizar uma série de outros projetos em Ilhéus, Itabuna, Brumado, Caetité e na região do São Francisco”, completou o governador

Com voto em Moro, Otto Alencar irrita petistas, que o acusam de só pensar em 2022

Foto: Divulgação/Arquivo

Otto Alencar, que votou no Senado e orientou bancada do PSD na Câmara a votar a favor do Coaf com Sérgio Moro

Irritados com os votos do senadores Angelo Coronel e Otto Alencar pela manutenção do Coaf com o ministro Sérgio Moro (Justiça), petistas fazem a avaliação de que o presidente estadual do PSD no Estado joga para a platéia, pensando na sucessão estadual de 2022, quando pode se candidatar ao governo. “Como a população não reflete e acha que estar com Moro é estar com o bem, Otto quer ficar com esta imagem”, disse um deputado petista a este Política Livre, lembrando que seu correligionário Coronel o seguiu, deixando apenas o senador petista Jaques Wagner com a missão de votar contra a medida. Além de ter votado pela manutenção do Coaf com Moro, Otto recomendou a toda a bancada federal do PSD da Bahia que ficasse com o ministro da Justiça, o que pegou desprevenidos parlamentares como José Nunes, que pretendia votar pela ida do Coaf para a pasta da Economia.

Bahia sedia evento internacional sobre dessalinização, reúso e tratamento de água

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em todo o mundo, cerca de três em cada dez pessoas – um total de 2,1 bilhões – não tem acesso a água potável. Uma das soluções pensadas para enfrentar esse problema é a dessalinização da água do mar e salobra, já que apenas 2,5% da água terrestre estão disponíveis para consumo humano. Diante desse cenário global, a Bahia irá sediar a III Edição do Seminário Internacional da Associação Latino-americana de Dessalinização e Reúso de Água (Aladyr).

O evento é realizado pela Aladyr, com o apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que coordenam no estado o Programa Água Doce do Governo Federal, que vem mudando a realidade de milhares de pessoas do semiárido baiano com a implantação de sistemas de dessalinização. 

O seminário internacional acontece nos dias 22 e 23 de maio, no Hotel Wish, em Salvador, e irá reunir 300 participantes, dente eles os principais líderes do setor de dessalinização na América Latina, representantes de empresas que atendem mundialmente o mercado de equipamentos e tecnologias, autoridades governamentais e sociedade. O ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Gustavo Canuto participará da abertura do evento. As inscrições podem ser feitas pelo site: http://bit.ly/2VevTp9

A proposta do encontro é proporcionar troca de informações em gestão de água, integração de novas tecnologias e exposição de iniciativas e projetos desenvolvidos na América Latina. Para a comunidade de profissionais, empresas e organizações que estão ligados à dessalinização, reúso e tratamento de água e efluentes, o mercado brasileiro representa um importante incentivo para novas oportunidades e desafios, considerando suas condições de acesso e distribuição de água potável. 

Depois da Bahia, a Aladyr irá promover mais seis eventos de classe mundial, garantindo espaço de diálogo sobre o tema. Os encontros serão realizados na Flórida, nos EUA; em San José, na Costa Rica; Lima, no Peru; Bogotá, na Colômbia; Santiago, no Chile; e na Cidade do México. 

Aladyr – Fundada em 2010, a Associação possui representações em todos os países da América Latina, inclusive no Brasil. Foi criada com a finalidade de promover, proteger e desenvolver tecnologias e projetos destinados à dessalinização e tratamento de água para reúso e consumo, seguindo padrões de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. 

SERVIÇO:

Evento: III Edição do Seminário da Aladyr
Quando: 22 e 23 de maio
Horário: Dia 22– 8h às 18h30/ Dia 23 – 8h às 14h
Local: Hotel Wish, bairro do Campo Grande, em Salvador
Inscrições: https://aladyr.net/pt-br/salvador-brasil-2019

 

Jabes Ribeiro diz que PP não disputa comando do Detran: ‘Assunto não existe no partido’

Terça, 23 de Abril de 2019 – 20:45

por Lucas Arraz Fonte: Bahia Notícias

Jabes Ribeiro diz que PP não disputa comando do Detran: 'Assunto não existe no partido'

Foto: Divulgação / Detran-BA

Secretário-geral do PP, Jabes Ribeiro afastou a possibilidade do seu partido disputar o comando do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) com o Podemos. A informação foi revelada por matéria do Bahia Notícias publicada nesta terça-feira (23) (veja aqui). 

O PP até tentou ampliar o espaço ocupado na gestão de Rui Costa durante a montagem dos dois primeiros escalões petista, mas não foi atendido. Passado esse período, segundo Jabes, o partido não disputa mais nenhum cargo. 

“Achávamos que podíamos ampliar o espaço no governo ao dobramos a nossa bancada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), mas não foi possível e não estamos disputando mais nada”, comentou o secretário-geral. 

Jabes citou que o PP esteve com o governador, fez suas reivindicações, mas não foi atendido. O partido defendia que, após ampliar a bancada de 5 para 10 deputados nesta legislatura, merecia mais espaço. 

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