‘Artigos’

AUMENTA O CONTROLE SOBRE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE.

Novo sistema reforçará as orientações técnicas e inibirá o cadastramento irregular de trabalhadores, como a duplicidade de registro e não cumprimento de carga horária 

Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira (5) novas regras para dificultar irregularidades nas informações prestadas por profissionais, gestores e unidades de saúde ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). O sistema é um registro de trabalhadores e serviços do setor em atividade no país. Uma das alterações é proibir o cadastramento de profissionais de saúde que exerçam mais de dois cargos ou empregos públicos. Na iniciativa privada, deve ser comprovada a compatibilidade de horários.

(confira a Portaria 134 – http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=41&data=05%2F04%2F2011)

As medidas vão reforçar as orientações técnicas para o registro e operacionalização de informações contidas no sistema. As novas regras para os profissionais de saúde obedecem o inciso XVI do art. 37 da Constituição Federal de 1998. Hoje existem 284.996 médicos cadastrados nos 227.095 estabelecimentos de saúde.

Desde o início do ano, o Ministério da Saúde, por exemplo, já descadastrou 7.891 agentes comunitários de saúde, 1.137 equipes de Saúde da Família e 914 equipes de saúde bucal, em 1.294 municípios. Entre as principais irregularidades, estão a duplicidade de cadastro de profissionais e o descumprimento de carga horária semanal prevista.

“Este é um passo dentro do processo de amadurecimento do sistema de saúde. Medidas como esta fortalecem o controle social”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Para ele, um dos grandes desafios é aprimorar continuamente os mecanismos de transparência e fiscalização.

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ESPAÇO DO LEITOR – COMENTÁRIO QUE MERECEU IR PARA O FRONT DO BLOG. (a pedidos)

Enviado em 29/04/2011 as 8:00

Sarrafo, acrescentei novas informações e gostaria de repostar, se possível.

Há coisas que precisamos ficar atentos ao que está a acontecer na Bahia. Há aqueles que querem o desenvolvimento sustentável, há aqueles que tentam impedir por razões políticas e há aqueles que, o quanto pior, melhor.

Vejamos resumidamente o que está a acontecer na Bahia. Ela tem um portfólio de commodities impressionante; nas alimentícias, quando não é a primeira, está entre os cinco estados mais produtores do país, por exemplo: soja, milho, algodão, cacau, celulose, seringa, mamão, melão, laranja, café, uva, manga, cebola,cana, dendê, coco, maracujá…

Nas minerais temos: ferro, bauxita, vanádio, níquel, ouro, diamantes, esmeraldas, salgema, talco… Nos minerais raros, a princípio temos duas minas descobertas; Barreiras, tálio; Jequié, cério. Ainda nas commodities minerais, temos a retomada de exploração da Bacia do Recôncavo e gás, no campo de Manati; mais o potencial de petróleo a ser explorado nas bacias em terra bem como Camamu-Almada e a Bacia do Jequitinhonha.

No setor industrial, temos a Região Metropolitana e a segunda região mais industrializada ficando com o extremo-sul. Segundo o Estado de São Paulo, numa série de reportagens sobre o NE, haveria mais de trezentos protocolos de intenções de algumas empresas que querem se instalar aqui. Para algumas regiões do estado, de setores produtivo, algumas como Ducoco, Maguary, já estão; chineses e coreanos virão.

Há, também, a pecuária; temos nós, o sexto rebanho e a terceira produção de leite do país, assim como o primeiro rebanho ovino. No turismo, ficamos atrás de SP e RJ. Tudo isso é muito bem vindo e precisa ser bem elaborado para que se traga desenvolvimento com sustentabilidade e melhor distribuição de renda, para que não se repita em nosso estado, os modelos de sociedade que tivemos com o açúcar e o cacau. Ou seja, o velho modelo oligárquico de concentração de renda, baixa escolaridade e feudos políticos.

Há um grupo de neozelandeses no sudoeste, que já deu um ar diferente a tudo isto; eles moram na fazenda, os filhos estudam com os filhos dos empregados, com escola bilíngue e já produzem 50 mil litros de leite dia e pretendem chegar a 150 mil litros dia. Se outros chegarem, haverá mais produtividade, haja vista o know how deles. A NZ é do tamanho do RS e produz quinze bilhões de litros de leite por ano. Espero que se eles não conseguirem isto, uma vez que disseram que o sudoeste pode produzir mais, uma vez que, a hectare é três por um relação a NZ, possam alcançar metade.

O que quero dizer com tudo isso? Além da necessidade da agroindustrialização e não apenas exportar in natura, pois sabemos que isto é suicídio, está aí o exemplo do cacau, a Bahia apenas com a maioria das commodities in natura, está a crescer economicamente. Para se ter uma ideia, na safra de 2010, o oeste produziu mais de três milhões de grãos. Para 2011, a perspectiva é de mais de seis milhões e um faturamento de sete bilhões. Isso certamente gerará: continuidade da construção civil em Salvador e no interior, empregos, viagens, bens de consumo duráveis e não-duráveis, faculdades, enfim, haverá uma uma injeção de dinheiro considerável, apenas do setor de cereais do oeste, investindo dentro do estado.

Isto significa que a Bahia está enriquecendo. Logo, a briga política será mais intensa, mais destrutiva. Não sei se já foi percebido, mas a Globo já começa a transmitir sempre imagens negativas da Bahia. Quando do período do carnaval, ela queima; ao longo do ano, mostra imagens sempre negativas.

A Rede Bahia escolhe a dedo reportagens negativas para mostrar sobre o estado, isso acaba interferindo no turismo baiano. A Globo é uma emissora comercial, logo, seus interesses são comerciais, então não há interesse de ela mostrar o carnaval baiano, haja vista transmitir o carioca e ter seus interesses naquele estado e seu bairrismo inconteste.

No plano estadual, as reportagens negativas geram expectativas de o carlismo voltar ao poder, pois mostrar imagens negativas sempre, haja vista a Rede Bahia pertencer à família, torna-se uma maneira de manter vivo o grupo. O DEM está a diminuir, por conta de forças políticas. Se cai na Bahia, provoca efeito dominó em todo o NE. Logo, fortalecer o DEM para sobreviver no NE, é fortalecer as velhas oligarquias e, para isso, a Bahia será usada como foi o Rio de Brizola, ou seja, imagens negativas sempre que agradem à Globo bem como ao grupo baiano que perde espaço. É o jogo político perverso que perdemos todos os baianos, infelizmente.

Mas o resultado disto tem consequências funestas para o estado, cai o turismo e não atrai investimentos como se deseja. O que ocorre com o Porto Sul é emblemático. Há uma série de obstáculos, mesmo sabendo que não é apenas uma empresa a ser beneficiada, mas todo o oeste e sudoeste baiano para escoar nossa produção e com isto continuar gerando emprego e renda, pois assim funciona uma cadeia econômica bem estabelecida. Por outro lado, os sistemas cabruca e agroflorestal recuperam consideravelmente a Mata Atlântica, na medida em que muitos estão retomando o cultivo do cacau. Claro que há o sistema irrigado no extremo sul, mas o fato é que há lugares na região que o cabruca é insubstituível. O que quero dizer com tudo isto?

Que na medida em que a Bahia for melhorando economicamente, mais ferozes e maléficas serão as disputas políticas, pois é o potencial de um estado que, de sexta, poderá vir a ser a terceira ou quarta economia do país. Então, o jogo que já é pesado, aumentará. É preciso que cada vez mais nos tornemos esclarecidos acerca disso.

Não podemos perder esta oportunidade de nos desenvolvermos por conta de intrigas políticas, seria um absurdo. É preciso compreensão e esclarecimento acerca de nossos potenciais; nos dias atuais, nossas commodities/riquezas que a princípio têm donos, mas nem todas são particulares. Há aquelas que pertencem ao governo e que, são elas, governamentais ou privadas, que movimentam nossa economia, nosso sustento, pois é a cadeia econômico-produtiva do estado.

Com a chegada mais intensa do desenvolvimento, haja vista uma Ásia sedenta por commodities, compreendermos e querermos sustentabilidade é importante. O Porto Sul precisa sair, há interesses contrários para que o projeto não ocorra. Mas o fato é que, não saindo, como ficará o escoamento das produções do oeste e sudoeste?

Soluções plausíveis seriam: Ir para Goiás e ser transportado pela Norte Sul, que iria para SP, CE, MA ou então iria para PE, para ser transportado por Suape. Ah, mas pode ir pelo Porto de Aratu. Ah, tá, o Porto de Aratu nem as frutas do norte recebe completamente, metade disso sai via PE, haja vista as exportações do Recôncavo e da Região Metropolitana. São coisas que precisamos pensar e atentarmos para interesses políticos que nem sempre objetivam o desenvolvimento do estado, mas por trás, há grupos diversos que pretendem outras soluções. Estamos, na verdade, sendo vítimas da velha política. Infelizmente.

Vale lembrar que a indústria de construção de estaleiros foi retomada no estado. Em São Roque e Paraguaçu estão sendo construídas as plataformas P59 e P60 para a Petrobras e o Porto de Aratu não poderia comportar toda a produção do estado. Teríamos mais um Porto de Santos, com filas enormes de caminhões e vagões de trens para serem descarregados. O que seria sugerido, claro, transportar parte disto para outros estados. É preciso pensar com mais atenção a Bahia que queremos e vermos se os interesses contemplam empregos e geração de renda para o estado ou se são interesses de grupos oligárquicos, melhor dizendo, políticos. Se estes, esta Bahia que querem é completamente dispensável.

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Sarrafo,

Você sabia que na costa sul baiana há diamantes?

. Já outros minerais mais valiosos como o diamante existente na costa baiana demandarão expertise tecnológica mais apurada, visto que estão a um quilômetro sob o nível do mar — área dominada pela Petrobras que pode ceder tecnologia.

O mesmo vale para o zircônio encontrado no litoral sul da Bahia

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/brasil-se-lanca-ao-mar-para-explorar-recursos-minerais/47615/

SERRA GRANDE JÁ TEM DONOS: GUILHERME LEAL E RENATO GUEDES.

Coluna Tempo Presente de Levi Vasconcelos, jornal A TARDE 24/04/2011.

 

OS DONOS DE SERRA GRANDE.

O escritor João Ubaldo se posicionou contra a ponte e se redimiu quando viu que quase a unanimidade de quem mora na bela e abandonada Ilha de Itaparica é a favor.

Falta Caetano Veloso fazer o mesmo com  Ilhéus, onde 83,6% da população, segundo pesquisa da  Compasso, divulgada pela imprensa local, são favoráveis ao Porto Sul, seja na Ponta da Tulha, ou em Aritaguá (Ilhéus). O motivo é óbvio. A região, sofrida com a falência do cacau, vislumbra novos horizontes. E não há sinais que a indústria turística, aliada de ponta dos ambientalistas, tenha arrefecido seu ânimo por causa disso.

Muito pelo contrário, Guilherme Leal, um dos sócios da Natura, que no ano passado foi candidato a vice-presidente de Marina Silva, do PV, e Renato Guedes, dono do luxuoso Txai Resort, onde o presidente francês Nicolas Sarkosi e a esposa Carla Bruni, se hospedaram, já compraram todas as fazendas, sítios e imóveis, cujos proprietários quiseram vender, no bucólico povoado de Serra Grande (Uruçuca), a 15 km do local do porto, de onde se vislumbra panorâmica visão do belíssimo trecho do litoral entre Ilhéus e Itacaré.

Os dois integram o time dos que não querem ver o Porto Sul na Tulha. Mas nem por isso desistiram de serem os donos da Serra.

DEBATE PÚBLICO.

A pretexto de não deixar  Serra Grande ‘se transformar numa Porto Seguro’, Guilherme Leal e Renato Guedes querem impor um plano diretor. O prefeito de Uruçuca, Moacyr Leite, exigiu debate público, que vai acontecer no início de maio, apesar do lugar estar praticamente privado: aguarda a boa vontade deles para receber terras a fim de implantar escolas e afins.

- O município não tem um palmo de terra lá. E eles se comprometeram a doar. Mas acho que estão esperando o plano diretor ser aprovado, como se fosse uma troca.

O POVO BRASILEIRO E O PT

Por Josias Gomes Josias-gabinete 33

Há um sentimento da população brasileira, com relação ao PT, que a mais recente pesquisa DataFolha conseguiu captar com precisão: em todas as faixas de renda da sociedade o partido é o preferido. Mas, é na nova classe média, que ascendeu a essa condição durante os oito anos do governo Lula onde esse sentimento é ainda mais forte. Justamente a classe que o ex-presidente FHC pretende que os seus colegas tucanos busquem melhorar a imagem. Convenhamos, uma tarefa bastante difícil, como mostram os dados da Folha.

A ascensão de amplas faixas da pobreza à classe média não se deu por acaso, e o brasileiro sabe muito bem disso. Ela aconteceu por conta, principalmente, de dois fatores: o estancamento da corrida neoliberal escancarada do governo do PSDB, que privatizou empresas nacionais a três por quatro, no país; e, também, pelas políticas de distribuição de renda amplamente praticadas pelo governo Lula (mesmo sob ataques furibundos de tucanos e demistas), que garantiu poder de compra a faixas da população antes mergulhadas na pobreza.

Definitivamente, essas políticas significaram uma ruptura clara, e correta, com todo o passado da política brasileira, seja em determinação seja em alcance. Empresas como a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o BNB, entre outras, melhoraram a gestão, cresceram em importância, e, continuaram aplicando os seus lucros no desenvolvimento do país e de sua gente, o que é mais importante. Quem entre os tucanos e demistas consegue mais esconder o desejo que tinham em privatizar essas empresas, e que continuam tendo?

Ao mesmo tempo, o governo do PT ampliou as políticas de redistribuição de renda beneficiando os mais pobres, e, justamente, promovendo essas faixas da população à classe média. Quem dentre os tucanos e os demistas há de negar as tremendas críticas que, durante os oito anos de Lula, desfecharam contra essa ampliação e esse alcance das políticas de redistribuição de renda, timidamente ensaiadas, e devidamente contidas (algo, assim, para inglês ver!), no governo FHC? Foi a ascensão dos pobres que garantiu o desenvolvimento do país e a superação de uma grave crise internacional que passou pelo Brasil não como uma tsunami, como queriam os adversários do governo petista, mas, como uma marolinha, como previu acertadamente o presidente Lula.

Não adiantam as lamentações tucanas e demistas, nem as referências a uma suposta continuidade do governo Lula, com relação ao governo FHC: desde 2003, com a ascensão do PT e seus aliados, houve uma ruptura clara e insofismável com a política econômica interna anterior, o que garantiu a melhoria de vida a parcelas as mais amplas da população brasileira. E é esse povo, pretendido pelo ex-FHC, que, dotado de perfeita memória, e evidente gratidão, revela sua preferência pelo PT, segundo os dados do DataFolha. O que nos dá a certeza de que essas políticas tereão continuidade, por tão evidente apoio popular, até que o Brasil supere, definitivamente, as péssimas condições de desenvolvimento que herdamos de séculos de dominação de uma política uniformemente dedicada ao bem estar das elites.

Diagnosticado: Síndrome de Napoleão

Brincando de Napoleão.

Mal assessorado ou mal intencionado, sabe-se lá, o coronel, deputado Gilberto Santana, inventou um factoide certo de que isso pode render votos ao seu projeto de prefeito em Itabuna. A ideia mirabolante é tomar grande parte do território de Ilhéus estendendo a fronteira para logo depois da UESC (sentido Itabuna/Ilhéus), da noite para o dia seria de Itabuna não somente os dois hipermercados, como também a CEPLAC, UESC, Salobrinho, seus habitantes, bichos, rios e florestas.

De tão hilário, pode-se até imaginar uma reunião do deputado com sua assessoria como em uma cena do famoso desenho animado dos anos noventa “Pink e Cérebro”, em que um dos personagens fricciona as mãos e diz: “Qual a ideia genial para dominarmos o mundo hoje chefe?”, no que o chefe dana a apresentar suas ideias mirabolantes que nunca dão certo.

O Coronel Deputado faz parte de uma comissão da Assembleia Legislativa do Estado encarregada de resolver exatamente problemas de litígios territoriais entre as cidades baianas, ao inventar esse factoide mirabolante ele abre mão da condição de juiz e torna-se parte, o que o descredencia completamente para permanecer na comissão. Nesse caso, paira sob o deputado uma suspeição, ele já tomou lado antes de concluir os trabalhos.

Não seria necessário lembrar que o Coronel Deputado tem uma longa história de serviços prestados às causas do autoritarismo e da ditadura, essa lembrança me veio à memória quando ouvi a sua entrevista no programa de Gil Gomes, o estilo trator que brinda jornalistas e oponentes com a grossura habitualmente dispensada ao tratamento da tropa, transparece um homem autoritário e grosseiro. Os novos tempos de democracia e diálogo deixam o Coronel assim como um peixe fora d’água.

Como uma lembrança puxa outra… Vamos a um acontecimento que ilustra bem a concepção de democracia do coronel, quando em dois mil, protagonizou uma das páginas mais tristes da história recente, comandando o massacre a milhares de índios em Porto Seguro exatamente durante as festas dos quinhentos anos do descobrimento do Brasil. A repercussão negativa internacional foi avassaladora para a imagem do Brasil. O Coronel entrou para história como algoz.

De tão esdrúxula a ideia de tomar de Ilhéus o que a Ilhéus pertence, a tese não tem o menor apoio nem mesmos entre os itabunenses, as pessoas de bem e a sociedade regional repudiam qualquer coisa que signifique usurpar a propriedade alheia. Creio inclusive que essa é a formação do deputado, reconhecidamente um homem honesto (apesar de autoritário), afinal, quando ainda coronel prendeu inúmeros meliantes na condição de usurpadores do alheio.

Todavia, quero deixar claro que se por um acaso inaceitável, repito: inaceitável, a população do Salobrinho for consultada a optar, não tenho a menor dúvida, senhor Coronel, a opção será francamente majoritária a Ilhéus, afinal quem nasce ou vira ilheense não troca isso aqui por nada.

A psicologia explica fácil sua “Síndrome de Napoleão”, é sequela de uma  “invejite aguda”, afinal viver em Ilhéus e poder ser um ilheense é opção somente para escolhidos, o Coronel deu azar de não nascer em Ilhéus, e nem a vida lhe proporcionou a oportunidade de aqui viver ou trabalhar.

Para acabar com a conversa, senhor Coronel, quero te dizer uma coisa de homem para homem: para nós ilheenses não existem fronteiras, é o contrário, Itabuna que nos pertence, Itabuna está em nossos corações, é filha de nosso solo, é gente de nossa gente, é sangue do nosso sangue.

Itabuna e Ilhéus serão em breve uma grande metrópole,  cidades conurbadas, o mesmo povo o mesmo destino e isso não tem Coronel valentão que acabe. No demais, é coisa de político iniciante, logo, logo a ficha cai e a vida segue.

Como diria meu amigo Pedro Matos: “As fronteiras só existem nas cabeças dos egoístas”.

Gerson Marques

TENHO QUE CONCORDAR COM SAMUEL CELESTINO.

Samuel Celestino.

A INSURREIÇÃO DOS VAMPIROS.

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CONSELHO PARA QUEM PEDE.

Robinson Almeida - Secretário de Comunicação.

Robinson Almeida

Diz um adágio do povo: “água e conselho se dá a quem pede”. Sobre o acesso a água é demais conhecido o pedido e há um exitoso programa do governo, o Água para Todos, em execução. Sobre conselho, uso o trocadilho para falar da regulamentação do Conselho Estadual de Comunicação Social, em tramitação na Assembléia Legislativa.

Os Deputados Estaduais aprovaram na Constituição baiana, em 1989, o artigo 277, §2º, que diz: “O Conselho de Comunicação Social, que formulará a política de comunicação social do Estado, terá sua competência e composição estabelecidas em lei”. Portanto, o pedido do Conselho é antigo.

De lá pra cá muita coisa mudou. Presenciamos a uma revolução tecnológica que alterou definitivamente a maneira de comunicação entre as pessoas em todo mundo. O computador, o celular, a câmera e a TV, ou estamos falando da mesma coisa, ditam a era digital. A internet revolucionou a forma de produção e consumo da informação.

Por outro lado, vivemos o mais longo período de continuidade democrática na república brasileira. As políticas públicas na democracia são produzidas com participação social. A regulamentação desse Conselho vem respaldada na compreensão que a informação e a comunicação pertencem à categoria dos direitos sociais e se inserem na atividade econômica do estado.

Órgão auxiliar do governo, o Conselho terá a competência de formular políticas públicas para comunicação social: fortalecimento do mercado, como o aumento da produção regional; ampliação da inclusão digital; apoio a comunicação comunitária e a comercial no interior da Bahia; diretrizes para o investimento publicitário, entre outras ações.

Nascido nas esteiras da lutas sociais e democráticas, o governo Wagner tem o compromisso com a irrestrita liberdade de expressão. Liberdade para todos. Pra quem produz e pra quem consome notícias. Da nossa parte, está atendido ao pedido de Conselho, solicitado há 22 anos. Como diz outro ditado popular, “antes tarde do que nunca”.

Robinson Almeida é  Assessor Geral  de

Comunicação Social do Governo da Bahia

O QUE SERÁ QUE ME DÁ? – FUTEBOL E A GLOBO.

ARTIGO DO DEPUTADO FEDERAL JOSIAS GOMES.

Sem Terras na Bahia: diálogo do governo irrita nostálgicos do autoritarismo

 

Deputado Josias Gomes

Josias Gomes

Parte da chamada Grande Imprensa parece considerar que o tratamento a ser dispensado aos movimentos sociais tenha que continuar sendo o da repressão. Neste sentido, pouca diferença há entre esses setores da imprensa e os mais empedernidos defensores do autoritarismo no tratamento a ser dado às reivindicações populares.

Trabalhadores do Movimento Sem Terra, acampados na Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária da Bahia estão sendo atendidos pelo governo baiano em suas necessidades mínimas de alimentação e higiene. Bastou isso para que esse setor da Imprensa investisse contra o governo Jacques Wagner, em ataques furibundos.

Primeiro deixar claro o meu apoio à resolução do governo da Bahia, que, mais uma vez, resolveu amparar com medidas humanitárias o Movimento Sem Terras. Por mais que persista certa nostalgia dos tempos da repressão pura e simples aos movimentos de trabalhadores, o Brasil consolidou o regime democrático, sem retrocessos possíveis.

Por conta dessa democracia reinante, e que tanto incomoda antigas elites dominantes, é que o governo Jacques Wagner procura dialogar, de forma sincera, com o Movimento Sem Terras, e qualquer outro que represente setores populares. O que implica, conforme o caso em pauta, a fornecer as mínimas condições para que os trabalhadores mantenham-se fisicamente íntegros, assim como os prédios e equipamentos públicos.

É preciso recomendar, aos insatisfeitos, que procurem reciclar idéias e conceitos sobre como deve se comportar o poder público frente à sociedade civil: não há mais espaço para reações radicais e ideológicas contra os movimentos sociais.

NÃO SE PODE NEGAR A INTELIGÊNCIA ÁCIDA DE DELFIM NETO.

A urna sempre corrige

Delfim Netto5 de abril de 2011 às 17:56h


Ao salvar os desonestos das finanças internacionais, Obama feriu metas básicas da economia de mercado: dar dignidade ao lucro honesto e punir as ineficiências. Por Antonio Delfim Netto

A economia de mercado não foi inventada. Ela é produto de um processo que começou há 150 mil anos, quando os homens abandonaram a África para ocupar o resto da Terra. Sendo um processo, foi encontrando mecanismos flexíveis para satisfazer os objetivos sempre mutáveis dos homens. Esses, lentamente, transcenderam às suas necessidades materiais. É esse caminho da “humanização” do homem, a rigor explorado apenas nos últimos 300 anos, que permitiu sextuplicar a população mundial; que aumentou em mais de sete vezes a disponibilidade per capita de bens e serviços; e aumentou (graças à ciência e à tecnologia) sua expectativa de vida ao nascer, de 35 para 70 anos.

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artigo de Gustavo Cezar Kruschewsky

Gustavo Cezar Kruschewsky

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O QUE SERÁ QUE ME DÁ?

Bolsonaro: a construção de um mártir fascista

 

 

 

Se os Titãs resolvessem atualizar a letra de “Nome aos Bois”  (veja aqui) teriam uma enorme dor de cabeça. São tantos os “merecedores” de citação, que  não caberiam numa única canção. Talvez fosse o caso de regravá-la anualmente, “homenageando” os novos personagens que vão surgindo. Além de José Serra, Boris Casoy, Marcelo Madureira, Arnaldo Jabor, Diogo Mainardi, etc, outro que certamente teria lugar de honra, talvez até num refrão, seria o deputado Jair Bolsonaro.

O brasileiro é o povo mais miscigenado do mundo. Nossa música e nossa literatura celebram isso há séculos. Poderia até colocar aqui um lista enorme dos negros que ajudaram a traçar o perfil cultural do Brasil – lista que seria encabeçada por Machado de Assis, o maior escritor brasileiro de todos os tempos – mas não é este o objetivo do meu texto.

Mais da metade da população brasileira é composta por negros. Aí inclusos, mulatos, pardos, mestiços etc – que, a rigor, são negros. Proporção igual no universo de eleitores. São dados do senso PNAD/IBGE.

O PSDB é o único partido (dos grandes) que não tem um único negro em seus quadros. Sequer teve algum candidato negro nas últimas eleições. Como pode, assim, um partido querer representar e governar a todos os brasileiros? (Veja o excelente vídeo de Fernando Nunes aqui) Ignorar o preconceito, a desigualdade de oportunidades e a exclusão dos negros no Brasil, é ignorar o Brasil.

Até o final do primeiro mandato de Lula, os negros representavam, também, a acachapante maioria dos pobres, dos excluídos das universidades e dos desempregados ou sub-empregados. Como todos sabem, os programas sociais do governo petista resgataram e colocaram no mercado de trabalho (e consequentemente no de consumo) 15 milhões de brasileiros. 26 milhões deixaram a linha da miséria. Além disso temos os números do PróUni, das cotas e os da casa própria. Tudo isso chacoalhou e reorganizou nossa divisão social. É impossível não ver uma ampla parcela de negros neste movimento.

Alguém precisa avisar Bolsonaro e aos que manifestam apoio a ideologias fascistas como as dele, que eles são minoria, cara pálida! Que os tempos em que as elites impunham exclusão, acabaram. Que, com a eleição de Dilma como continuidade do governo Lula, erradicaremos a miséria e o analfabetismo até o final desta década. Que os brasileiros emergentes deste início de século – eles sim – estão se lixando para os grupinhos racistas e fascistóides. Quero ver se este deputado tem coragem de subir em qualquer morro carioca e repetir o que andou falando – principalmente para Preta Gil nos estúdios do CQC (veja vídeo aqui)! Avisem também Mayara Petruso (“Nordestino não é gente. Faça um favor a São Paulo: mate um nordestino afogado” – veja aqui), Luiz Carlos Prates (“Isso que dá, vender carro pra emergente: congestionamentos, acidentes e morte” – veja o vídeo aqui) e Boris Casoy (sobre a mensagem natalina dos garis – veja vídeo aqui)

Com a ajuda do CQC – que não conhece o limite entre sensacionalismo irreverente e apologia – Bolsonaro aglutina em torno de si todos os racistas, homofóbicos, sexistas, TFP etc que infestam a direita brasileira. A quem nos lembra? Sim, ele mesmo: o velho Serra – que faz qualquer coisa pra chegar lá… Inclusive dar voz e servindo às minorias fascistóides, como fez na última campanha eleitoral.

Comediantes como Marcelo Madureira e apresentadores pseudo irreverentes como o chato de galocha do Marcelo Tass, perderam um importante nicho de temas humorísticos nos últimos anos: os pobres e as minorias não são mais piada no Brasil do século 21. Aliás, Madureira – que definhou junto com o Casseta & Planeta e vive de bico – revelou-se um ardoroso militante do PiG na última eleição quando, bêbado como um gambá, pôs-se a insultar o presidente Lula num programa da TV paga. Será que estava com inveja dos milhões que conseguiram emprego enquanto ele perdia o seu? Patético…

Quando a Falha dá tanto destaque a um sujeito reincidente múltiplo como é o caso de Bolsonaro (veja série de reportagens), não está apenas expondo ou denunciando. Muito mais, parece estar divulgando o currículo de um sério postulante a representar o segmento favorável à volta da ditadura militar, ao retorno da censura, à perseguição das minorias, ao fim das liberdades e ao fim de uma democracia que só lhes valeu até 1998. Se você navegar pelo pacotão de reportagens da Falha e passar os olhos sob o espaço dos leitores, verá centenas de comentários de apoio ao deputado. A quem interessa a polêmica sobre Bolsonaro e seus temas? Por que transformar este sujeito em ícone do racismo e da homofobia?

Golpismo puro do PiG. Não deixar a chama que Serra acendeu na campanha do ano passado se apagar por completo. Alimentar o preconceito, criar milhares de Mayaras Petruso Brasil afora para que se tornem bolas de neve. Bolsonaro é a bola da vez do PiG. Se for condenado por “falta de decoro parlamentar”, vira mártir da extrema direita e acumula capital eleitoral para o futuro. Devemos lembrar que, na base do “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”, Serra cresceu a 44 milhões de votos no ano passado.

O CQC fez sua parte ao abrir espaço a Bolsonaro. A Falha amplificou a discussão e o resto do PiG repercutiu. Os amigos de Mayara Petruso reuniram-se ao redor das reportagens on line e fizeram a festa. Obviamente que isso não se aplica à blogosfera de esquerda – que é frequentada por outro leitor – bem diferente daquele que leva o PiG a sério.

Mesmo tendo uma audiência pífia e em nome de sua falsa irreverência, Marcelo Tass e os seus despejaram o lodo do deputado em milhares de residências. Divulgaram as idéias de Bolsonaro e ainda ganharam alguns pontinhos no Ibope. Aliás, Tass e Bolsonaro são dois mendigos implorando audiência ao PiG. Custe-lhes O Que Custar…

RATOS DO HBLEM FORAM PRESOS.

Ratos do HBLEM foram presos!

Antonio Nunes de Souza*

O departamento de Zoonose da prefeitura, no sentido de minimizar a causa das doenças transmissíveis por esses roedores asquerosos, preparou uma série de armadilhas com pedacinhos de queijos Roquefort e Camambet e, com bastante astúcia, conseguiu prender centenas deles em um grande salão (a quantidade é enorme).

Sabemos todos que, em função do hospital estar situado perto do lixão, esses pestilentos bichinhos estão sempre rondando a pobre unidade de saúde para encher suas barrigas, prejudicando o bom atendimento ao público, ainda contaminando com suas cargas de leptospirose.

Lógico que vocês já perceberam que essa notícia é mirabolante e utópica, pois, por mais que já tentaram dar fim nessa praga, nunca conseguiram, pois, além da proliferação ser imensa, eles ainda contam com as proteções dos gatos que, deixando as migalhas para eles, preocupam-se mais em comer o filet mignon mais bem temperado.

Essa pequena crônica serve apenas para deixar claro nosso desejo que algum dia isso aconteça, e seja feito um bom saneamento nessa maravilhosa unidade de saúde, nos livrando não só dessa praga, como também de outras (as baratas com a asquerosa Salmonela e o mosquito com a perigosa Dengue).

Se vocês começaram a ler imaginando que eram outros tipos de ratos, sinto muito ter tentado confundi-los e desapontá-los.

Apenas aproveitamos à data e vocês tomem tudo como um modesto “Primeiro de Abril”!

*Escritor (Vida Louca – ansouza_ba@hotmail.com – antoniomanteiga.blogspot.com)

AMBIENTALISMO SELVAGEM.

A carta a seguir – tão somente adaptada por Barbosa Melo – foi escrita por Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parque Nacionais e Reservas do IBDF-IBAMA 88-89, detentor do primeiro Prêmio Nacional de Ecologia.

Carta do Zé agricultor para Luís da cidade.

Prezado Luís, quanto tempo.

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo… hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luís?

Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro… Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?

Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né .) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Read the rest of this entry »

NOVO PRESIDENTE, DEVE ACABAR O ‘APARELHAMENTO’ DO IBAMA.

Todo o País é testemunha de como o IBAMA atrasou e ainda atrasa o desenvolvimento do Brasil.

Montado e aparelhado, a partir de ambientalistas xiitas e sectários, formou em torno de si uma auréola de defensores da humanidade.

Veja matéria no Pimenta na Muqueca.

ESTE É O BRASIL QUE QUEREMOS.

FONTE: Tijolaço – O blog do Brizola

 

Os economistas do “Brasil da Roda Presa” – nome genial dado por Dilma Rousseff aos que vivem nos “advertindo” contra o risco do crescimento econômico –  vão ter de inventar uma nova rodada de explicações sobre o que, para eles, é inexplicável.
Os defensores da tese do “esperem o bolo crescer para depois repartir” e do “arrocho contra a crise” não têm o que dizer diante de cada dado que surge sobre a distribuição e crescimento da renda no Brasil.

Desta vez, foi uma insuspeita pesquisa encomendada pelo BGN Cetelem – sucursal do francês BNP Paribas - um dos maiores conglomerados financeiros do mundo – que mostra não apenas que é enorme a ascensão social no Brasil no segundo governo Lula como esta se tornou gigantesca com a opção pelo aumento da renda, do consumo e da produção que fizemos a partir de meados de 2009 e durante o ano de 2010.

Entre 2005 e 2009, no Brasil, 26 milhões de brasileiros deixaram as classes DE e alcançaram a classe C. Dos que estavam na classe C, quatro milhões saíram dela para se integrarem às classes AB.

Pois bem: só em 2010, esse movimento quase igualou os números daqueles cinco anos em matéria de saída de brasileiros da pobreza: quase 19 milhões de pessoas deixaram as classes DE. E mais expressivo ainda foi o trânsito de pessoas em direção às classes média/alta e alta: apenas em 2010 ,12 milhões de brasileiros alcançaram as classes AB.

É por isso que a distribuição da população do Brasil por renda deixou de ser uma pirâmide, onde uma enorme base suportava um pequeno contingente e passou a ter o formato de balão, onde o crescimento econômico em geral impulsiona para cima todo o conjunto da sociedade. Repare o gráfico: em 2005, as classes AB e C juntas correspondiam a 49% da população; em 2010, elas somavam 74%. Já a pobreza, nas classes DE, mesmo com o acréscimo populacional, diminuiu à metade no mesmo período.

 

Quem quiser baixar a pesquisa na íntegra, compactado, pode clicar aqui.

O QUE SERÁ QUE ME DÁ?

A VISITA DE BARAK OBAMA.

 

Os árabes insurgem-se contra seus ditadores, o Japão sofre sua segunda maior tragédia de todos os tempos e Obama nos visita para fazer média e vender avião de guerra. É pouco? Quer mais? Ok: a malufista embalsamada, Hebe Camargo, e a “cansada” Ana Maria Braga entrevistaram a primeira mulher presidenta da história do Brasil. Dilma Rousseff saiu do programa das duas hipócritas muito maior do que entrou.

Os EUA financiaram e apoiaram muito ditador, mundo afora, durante os últimos 60 anos. Inclusive, é claro, a nossa ditadura militar de 21 anos. Hosni Mubarak do Egito, por exemplo, recebeu “ajuda” constante dos EUA ao longo dos 30 anos de seu reinado. Ajuda que sempre devolveu na base do toma-lá-dá-cá de dólar por arma. A indústria de armas, como outra qualquer – precisa testar e vender seus produtos no “mercado”. Não é à toa que os EUA não passam um dia sequer sem estarem envolvidos em alguma guerra, seja onde for, direta ou indiretamente. Antes de tornar-se o inimigo número um dos EUA, Sadam Hussein recebeu “ajuda” semelhante na guerra contra o Irã durante a década de 80. Naquela época, todos os machos da família Hussein tinham o “direito” legítimo de “catar” e estuprar mulheres atraentes no meio da rua, em plena luz do dia. E se maridos, pais ou irmãos ousassem socorrê-las, eram assassinados na hora. Agora é Kadafi, ex-aliado das multis do petróleo, que bombardeia seu povo para defender 40 anos de tirania. Ainda tem os Talibans do Afeganistão – hoje inimigos, ontem armados pelos EUA contra a URSS …

Ninguém ousa parar a máquina de guerra americana. Já houve épocas, como na década de 60, em que mandaram assassinar o presidente e assassinar seu assassino. Como se sabe, Kennedy pretendia retirar os EUA do Vietnã. E o Vietnã era o “mercado da vez” da indústria bélica americana.

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DECLARAÇÃO DA ONU – DIA MUNDIAL DA ÁGUA.

Declaração das Nações Unidas para o Dia Mundial da Água

Sex, 18 de Março de 2011 14:41 cnbb

Por ocasião do Dia Mundial da Água, celebrado no dia 22, o alto comissariado das Nações Unidas divulgou uma declaração na qual ressalta o direito à água e o melhoramento das condições higiênicas como um direito humano universal. O documento foi elaborado pela especialista em água e saneamento, Catarina de Albuquerque; pela especialista em extrema pobreza, Magdalena Sepúlveda; e pela relatora para a habitação, Raquel Rolnik.

No documento está escrito que “com o aumento constante do número de pessoas vivendo em centros urbanos, a falta de acesso seguro à água potável e a sistemas de saneamento básico nas cidades é um fator de preocupação permanente”. O documento evidencia que quem não tem acesso a esses elementos, são os mesmos que vivem marginalizados, excluídos e discriminados, explicando o fenômeno como resultado de decisões políticas que deslegitimam as suas existências e perpetuam o estado de pobreza.

“Por ocasião do Dia Internacional da Água desse ano, os especialistas das Nações Unidas convocam os Estados a tomarem medidas imediatas para cessar as violações dos direitos humanos e para garantir que o acesso à água potável e ao saneamento básico sejam usufruídos por todos”, destaca o documento da ONU.

Ainda segundo a ONU, “o mundo está se tornando cada vez mais urbano, já existem mais pessoas vivendo em cidades que nas zonas rurais. 40% desse crescimento é feito a partir da formação de favelas, incluídas aí aquelas já estruturadas e as de estruturação recente. Ambas são consideradas ilegais, e por isso, os Governos recusam-se a estender água encanada e saneamento básico aos seus moradores”.

Contestando tal postura, a declaração afirma que “água e saneamento básico são direitos humanos, os quais devem ser, portanto, garantidos a todos, sem discriminação. Traz ainda o dado de que as pessoas que vivem na pobreza pagam mais por sistemas básicos que os cidadãos médios. O exemplo foi o de que uma pessoa que vive em um assentamento informal em Nairóbi (África) paga de cinco a sete vezes mais por um litro de água que um norte-americano de classe média. Além disso, são obrigados a comprar água de vendedores informais, que oferecem a água de qualidade não comprovada, armazenando-as de maneira imprópria.

RODOVIAS & VIAS.

Veja matéria no site. Clique aqui.

PARA OS PREFEITOS DAS ‘SUCUPIRAS’

Manda quem pode obedece quem tem juízo

Walmir Rosário*

Prometida à sociedade para o início deste ano, a reforma administrativa do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, perdeu o fôlego e o governo volta a dar sinais de fadiga. Apesar do esforço empreendido pelo prefeito no sentido de avançar, a máquina administrativa não ajuda. Pelo contrário, atrapalha.

Uma última tentativa do Capitão foi implantar o projeto “Prefeitura Móvel” nos bairros mais carentes dos serviços públicos. No bairro Lomanto Júnior, atendeu a expectativa em parte, haja vista o descompasso entre as unidades da prefeitura. Enquanto uns remam pra frente, outros, ao que parece de propósito, tentam dar ré ao barco.

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