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O CRISTO – SERÁ QUE ESQUECERAM DE MIM?


Sempre estive aqui.

Dei as boas-vindas a Cabral e sua comitiva na missa celebrada por Frei Henrique de Coimbra em Porto Seguro. Abençoei a todos, e nesses mais de 500 anos estive presente, ajudando a construir a civilização brasileira. Tenho consciência do reconhecimento, inclusive nas manifestações com a minha imagem, a exemplo do Corcovado no Rio de Janeiro, e tantas outras por esse Brasil afora. Em Ilhéus, idêntica manifestação ocorre desde 1942, localizada na avenida Dois de Julho, no Inhão, entrada da barra para a baía do Pontal, que encanta a todos com a sua exuberante beleza,  de onde durante séculos, no período em que a logística era pelos oceanos, mares  e rios, por não existir logística rodoviária, abençoava aos pescadores que saiam e retornavam do oceano em busca da sobrevivência e a todos que chegavam e saiam da cidade nos navios que transitavam, diariamente, transportando mercadorias e passageiros, os quais cumprimentavam, os que estavam no cais e a mim, acenando seus lenços brancos, entre eles os coronéis do cacau, artistas, famosas atrizes, algumas de programa, contratadas pelos coronéis e exportadores de cacau, além dos dançarinos  dos balés franceses que se apresentavam no Bataclan para divertir os coronéis e suas famílias. Foi nessa época que testemunhei naufrágios de navios na baía do Pontal, entre eles o Itacaré, onde morreram várias pessoas, e tempos depois o naufrágio da lancha que fazia a travessia Ilhéus- Pontal. Quando   a logística passou a ser rodoviária, fiquei durante muitas décadas a abençoar somente aos pescadores com suas pequenas embarcações.  Os navios não mais transportavam passageiros e também deixaram de entrar no porto velho por falta de calado, ficou muito tedioso, pouca movimentação. Só não entrei em depressão porque sou CRISTO. Foi durante esse período que quase sofro dois atentados:  primeiro privatizaram a área ao meu entorno para construir um clube, Flamingo Iate Clube, voltado para atender a elite de Ilhéus. Chegou a funcionar imaginem minha estátua, ficou isolada. Muito tempo depois desistiram; o segundo um secretário de turismo propôs fatiar a minha estátua para colocar no morro do Pernambuco, que fica em frente de onde estou., Se isso tivesse ocorrido, hoje  eu ficaria só a abençoar de frente  os que estivessem saindo da cidade pela zona sul, os que estivessem  chegando pelo sul nem iam me ver, teria que abençoa-los pelas costa, coisa que nunca fiz.  Fiquei muito feliz quando houve a iniciativa da construção de uma ponte, em minha frente, pois voltaria a abençoar aos que por ela transitasse, o que está ocorrendo com a abertura da referida ao tráfego em 01.07.2020.  A obra é muito oportuna e essencial, é elogiada pela sua beleza arquitetônica e conforta devido sua multi alternativas de mobilidade.  Não costumo questionar, sempre estou com todos. Olho para o oceano, para baia do Pontal, para o espaço aéreo e para a monumental ponte, e vejo que as suas belezas se completam. Porém quando me volto para as áreas do entorno da ponte, inclusive a que está ao redor da minha estátua, que foi inclusive utilizada como parte do canteiro da obra, vejo que está destoando do conjunto pelo estado de abandono em que se encontram. SERÁ QUE ESQUECERAM DE MIM? Nasci numa manjedoura, local muito simples, mas era muito bonito e limpo. Independentemente do que esteja ocorrendo, continuo a abençoar a todos por terra, mar e ar.

 

Paulo Simões Machado – 16.07.20

Economista e Especialista em Desenvolvimento Urbana e Gestão de Cidades.

Desaforo privilegiado

Eu não sei quem é o autor dessa expressão, mas ela é ótima.

Este tema, surrado e recorrente, voltou ao noticiário graças ao senador Flavio Bolsonaro e suas rachadinhas.

Enquanto isso, o Coronavírus dispara servindo de pretexto para que funcionários, autoridades públicas e seus comparsas  “empresários” roubem à vontade, fazendo compras estapafúrdias sem licitação e controle. Como o Brasil é um país bizarro, tem respirador regado a vinho em Manaus (afinal foram comprados numa distribuidora especializada nessa bebida). Diz o humor negro que tem paciente que não quer ter alta…

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Tem também teste que não testa, máscaras que só servem de enfeite (a do Corinthians está na moda), álcool em gel falsificado, hospital de campanha que é desativado antes que a pandemia chegue ao pico,  fraude bilionária no auxilio emergencial, cestas básicas superfaturadas e outras tantas modalidades de crime que a nossa vã filosofia não alcança. Estes ladrões são verdadeiros homicidas, para não dizer genocidas. Como não existe pena de morte no Brasil, eles deveriam ser confinados a ambiantes cheios de vírus para que contraíssem a doença e sentissem na própria carne os efeitos da Covid-19. Talvez assim aprendessem a lição.

Voltando à vaca fria, segundo a Folha de S.Paulo existem quase 60.000 brasileiros que se beneficiam do tal foro especial por prerrogativa de função. A Constituição de 1988, que tornou o Brasil praticamente ingovernável, foi dadivosa demais ampliando desmesuradamente a abrangência do execrável instituto. Além do presidente e do vice, estão mamando nesta teta todos os ministros, os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, todos os governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, juízes, membros do MP (federal e estaduais), chefes de missão diplomática permanente, ministros do STF, TST, STM, TSE, da PGR, do TCU, conselheiros dos tribunais de contas estaduais. Esse monte de gente têm julgamento especial quando são alvo de processos penais. Uma afronta ao artigo 5º da Constituição que reza que todos nós somos iguais perante a lei. Ledo engano.

Levantamento do jornal O Globo informa que “o foro privilegiado das autoridades brasileiras não tem paralelo no mundo”. Analisou 20 países e constatou que nos Estados Unidos, por exemplo, nem o homem mais poderoso do mundo, o presidente Donald Trump, tem o benefício. Na Alemanha, a primeira ministra Ângela Merkel tem tratamento comum. Na Inglaterra, só a rainha tem foro privilegiado. Por aqui é este festival em busca de impunidade.

O consultor legislativo da Câmara dos Deputados,  Newton Tavares Filho, pesquisou 16 países e concluiu: “o foro privilegiado das autoridades brasileiras não tem paralelo no mundo”.

Eu me lembro da época em que bicheiros e outros contraventores pagavam caro por votos para se eleger para a Câmara ou Senado, apostando na morosidade da justiça. Hoje está mais barato. Foi democratizado o acesso a esse indecente manto protetor. Graças às constituições estaduais, deputados das assembleias legislativas, vice prefeitos e vereadores também estão nessa. Alguns estados (dá para acreditar?) estendem o benefício para os chefes de polícia e de bombeiros. O negócio é tão surrealista que o vereador Carlos Bolsonaro, que está às voltas com os  crimes de rachadinha e de contratação de funcionários fantasma para seu gabinete, pretendeu o privilegio, que lhe foi negado pelo STF. Logo ele que, junto com seu pai e irmãos, era contra. Eram…

Também veio em boa hora a decisão da Suprema Corte, de conceder o benefício somente para os crimes cometidos no exercício do cargo, o que desafoga um pouco o STF, que tem dificuldade de dar andamento a todas as ações penais que envolvem políticos. Estudo da FGV Direto Rio mostrou que apenas 0,74% dos processos concluídos no Supremo, entre 2011 e 2016, resultaram em condenação.

Deve ter sido para “desafogar” um pouco mais o Tribunal que as ações envolvendo caixa 2 foram remetidas para a Justiça Eleitoral, onde, como se previa, não aconteceu nada. Agora a Lava Jato encontrou uma saída jurídica para denunciar José Serra e evitar as restrições do Supremo. O Ministério Público o acusa de ter recebido propinas milionárias no caso do Roboanel (robo, e não rodo). Será que ele escapa dessa?

A verdade é que a Constituição Cidadã transformou o STF em depósito de ações de todas as espécies. Quase tudo virou matéria constitucional. Enquanto a Suprema Corte dos Estados Unidos (9 ministros) julga cerca de 150 casos por ano, a do Brasil julga milhares. Talvez seja por isso que precise de uma super estrutura: mais de 200 funcionários para cada ministro, ao custo de mais de meio bilhão de reais por ano. São 194 recepcionistas, 85 secretárias, 24 copeiros, 27 garçons, 293 vigilantes, 116 serventes de limpeza, 7 jardineiros, 6 marceneiros, 19 jornalistas, 5 publicitários, 10 carregadores de bens, 19 funcionários de encadernação, 87 veículos, 58 motoristas, mais professor de yoga e de respiração.

É  claro que boa parte da culpa está no foro privilegiado. Um desaforo que, entre outros tantos,  ainda não conseguimos vencer.

Faveco Corrêa, jornalista e publicitário, é sócio da Brandmotion Consultoria Empresarial, Fusões e Aquisições.

Como será a vida do advogado pós covid-19

Direito* Advogado militante há mais de 20 anos, formado pela PUC/SP, pós graduado em Direito Tributário pela PUC/COGEAE. É diretor da RAGAZZI ADVOCACIA, escritório que atua em diversas áreas do Direito, nas esferas consultiva e contenciosa. Parecerista e autor de diversas matérias abordando temas do Direito. Para mais informação, acesse https://ragazzi.adv.br/

Escritórios vazios e salas de teleconferência cheias; horários flexíveis; menos gravatas e mais celulares… começamos definitivamente o futuro!

A pandemia parece ter acelerado, de forma exponencial, algumas tendências que, até pouco tempo atrás, adorávamos mencionar, em conversas de botequim, mas na prática temíamos executar. (aliás, nem sei quando teremos botequins).

O mundo “pós COVID” exigirá dos advogados (em especial dos mais “experientes” como eu) alguns exercícios – reflexões diárias, que envolvem comportamentos, estratégias, ferramentas.

O hábito de acordar muito cedo para ir ao escritório parece cada vez mais em desuso. As equipes agora reunir-se-ão virtualmente – assim como os próprios clientes. Até as audiências (ainda não todas, mas me parece inevitável), estão ocorrendo virtualmente. O escritório agora é “em casa”.

Com todas estas mudanças, vejo surgir um novo tipo de habilidade, que deverá ser seguido pelos profissionais do direito que quiserem “sobreviver” aos novos tempos: a FLEXIBILIDADE!

A partir de agora, será muito comum reuniões fora do horário “convencional” ou “comercial”, aos sábados, aos domingos; entremeados por pausas inesperadas e mais longas numa terça-feira, por exemplo. Já não teremos mais a “fiscalização” sobre nossa conduta (que a partir de agora será substituída pela não menos implacável cobrança sobre nossos resultados).

O profissional moderno – e aqui vai apenas minha humilde opinião pessoal – será aquele que se reinventar, todos os dias, em todas as situações. Será aquele que entregar mais por menos, mais rápido, mais seguro, mais eficiente.

Será aquele que entender que já não há mais fronteiras – e que poderá atuar no Brasil, na Europa ou na Ásia na mesma velocidade (respeitado o fuso horário, claro)!

O profissional do futuro terá menos idas ao escritório e mais idas às ideias de sua equipe, de seus clientes, de seus projetos.

Minha esperança é a de que, como quase toda mudança, esta nos traga boas lições, para sermos ainda melhores!

Entenda Essa Crise Política. É O Poder Mudando De Mão.

Por Stephen Kanitz.

Stephen Charles Kanitz é consultor de empresas e conferencista brasileiro, mestre em Administração de Empresas da Harvard Business School e bacharel em Contabilidade pela Universidade de São Paulo

Essa súbita polarização na política, que deve estar assustando muitos dos meus seguidores, na realidade é simplesmente um fim de ciclo.

O poder reinante nesse pais nos últimos 25 anos está sucumbindo, lutando com todos os seus meios para impedir o inevitável.

Usam jogo sujo sim, mas é por puro desespero.

Quem está perdendo miseravelmente é a indústria, os sindicatos, os partidos desses trabalhadores chão de fábrica, as grandes cidades, os industriais cada vez mais falidos e subsidiados.

Quem está crescendo e ganhando é a Agricultura.

A agricultura por si já representa 25 % do PIB, contra 10% anos atrás.

O agro negócio, que incorpora as indústrias que a fornecem, como mineração de fertilizantes, a indústria de tratores, os bancos, as seguradoras, as transportadoras passa a ser 40% do PIB, tranquilo.

Ter 40% do PIB significa dinheiro, crescimento, poupança, prosperidade.

Significa crescente poder político, que ao contrário que a maioria das pessoas pensam, o setor Agrícola não tinha comensurável a esses 40%.

Foi sempre a agricultura que gerou exportações e superávit no câmbio, foi sempre a indústria que importava máquinas estrangeiras.

A Indústria sempre foi muito mais forte do que a Agricultura, mas agora ela definha, não apresenta lucros, não tem mais poder financeiro.

Isso explica as alianças desesperadas, como a do Paulo Scaf com Partido Socialista, da Globo com o Psol, da Folha com o PT, do Abílio com a Dilma.

Desespero total.

Foi sempre a Indústria que indicava os Ministros da Fazenda, normalmente economistas ligados a Fiesp como Delfim Neto e Dilson Funaro, por exemplo.

Foi esse total descaso pela nossa Agricultura que resultou no enorme êxodo rural, que tanto empobreceu esse país e fortaleceu esses partidos de esquerda.

Nada menos que 45% de nossa população teve que abandonar a agricultura, abandonada que foi pelos Ministros da Fazenda.

Que nem sabem mais o significado de “Fazenda”, apropriado para um país destinado a agricultura, como o Brasil e a Argentina.

Foi Raul Prebish, que convenceu economistas argentinos e brasileiros como Delfim, Celso Furtado, Jose Serra, FHC e toda a Unicamp, a esquecerem nossa agricultura a favor da “industrialização” para o mercado interno.

Por isso investirem fortunas com incentivos, leis Kandir, subsídios via o BNDES em indústrias antigas mas que “substituiriam as nossas importações”, dos mais ricos, num país constituído de pobres.

Somente a partir de 1994 , que passaram a produzir para a Classe C e D, movimento do qual fiz parte.

Foi esse êxodo rural que gerou a pobreza e as favelas nas grandes cidades, e que permitiu a esquerda cuidar dos mais pobres e se elegerem por 24 anos.

Mas não tendo percebido o erro de Prebish, é essa “substituição das importações” que irá gerar nossa estagnação e não inovação, e lentamente destruiu a nossa indústria nascente a partir de 1987.

De 27% do PIB, 45% com seus agregados, a Industria entrou numa espiral descendente para 14,5% hoje.

Em 40 anos passa de 45% do PIB para 14,5%.

Que reviravolta.

Essa atual crise política no fundo é a crise da indústria e das famílias ricas desesperadas, empobrecidas mas ainda com certo poder político.

É a crise dos sindicatos trabalhistas que vivia dessas contribuições sindicais.

Perderam poder econômico e percebem que estão perdendo o político, da qual nunca mais se recuperarão a curto prazo.

Quem acha o contrário que pense nos números.

Isso explica esse desespero da imprensa, dos artistas subsidiados, dos intelectuais das grandes cidades.

Ela é violenta por ser desesperada.

Mas é simplesmente o canto da sereia desse grupo que vivia da indústria e de seus impostos.

Os números que apontei são inquestionáveis e só tendem a crescer.

A Agricultura, justamente por ter sido esquecida pelo Estado, venceu a Presidencia em 15 Estados.

Ronaldo Caiado, representante eterno dos agricultores, vence em Goiás. As grandes cidades foram contra, elegendo Doria e Witzel.

“Bolsonaro é quase unanimidade no setor”, disse Bartolomeu Braz Pereira, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja).

Mais Brasil Menos Brasília, é o brado mais campo menos cidades em decadência.

Bolsonaro foi eleito não pelos liberais nem pelos conservadores das grandes cidades, que hoje se sentem enganados, e só falam mal dele.

Bolsonaro foi eleito pelo seu apoio aos anseios da Agricultura.

Que com esse sucesso da Agricultura em 2020 só irá crescer.

Com o Covid, haverá uma fuga das cidades para o campo, dos apartamentos para casas, dos escritórios para o Zoom.

E em mais 4 ou 5 anos, a Agricultura terá o poder político que merece, elegerá quem quiser, com ou sem Bolsonaro em 2022.

O poder da esquerda e da indústria vinham ultimamente pelo saque ao Estado, vide o mensalão e o petróleo.

E todos sabemos que no Brasil dinheiro é poder político.

“Follow the money”, como diria Sérgio Moro.

Moro não percebeu que não foi o combate a corrupção que elegeu Bolsonaro.

Foi a Agricultura.

Na cidade Agronômica, Bolsonaro ganhou com 79% dos votos.

Na cidade de Sorriso teve 74% dos votos.

Na cidade Rio Fortuna teve 68% dos votos.

Em Mato Grosso do Sul teve 61% dos votos.

Vejam os mapas da fronteira agrícola e os votos dados ao Bolsonaro em 2018.

Quem elegerá os nossos Presidentes em 2022, 2026, 2039 sera a bancada agrícola, não a bancada industrial quebrada e falida.

Quem mandará nesse pais será o pequeno agricultor, e não a FIESP, os Marinhos, os Gerdaus, os intelectuais e artistas da Globo que viram seus impérios empobrecerem de 1987 para cá e nada fizeram.

Que elegeram o Lula e a Dilma, achando que assim permaneceriam no poder político, manipulando os via corrupção.

A tese que Bolsonaro não foi eleito mas que foi Haddad que foi rejeitado, não se sustenta numericamente.

Haddad tinha 41% de rejeição contra 40% de Bolsonaro. Ou seja a diferença é de somente 1%.

Não são Bolsonaro e seus filhos que são a grande ameaça à esquerda, como a imprensa e o Supremo acham.

É a Agricultura.

E ninguém dará um golpe nela.

Ricardo Salles é que está dando um chega para lá aos ecologistas que querem destruir nossa agricultura, e foi quem ajudou termos esse superávit colossal.

Bolsonaro colocou uma engenheira agrônoma como Ministra Da Agricultura, em vez de um político e advogado como Wagner Rossi, indicado por ambos Lula e Dilma.

Será o constante crescimento do Comunitarismo da pequena cidade daqui para a frente, em detrimento da Esquerda das grandes cidades.

É o crescimento do interior Comunitário e Solidário, do Brasil e menos Brasília.

Um mais Brasil administrável, em detrimento das grandes cidades frias, solitárias, sem compaixão que alimentou os votos da esquerda.

Não é o Liberalismo e a Direita que são a grande ameaça para a esquerda, como a imprensa e o Supremo acham.

É a Agricultura.

Uma batalha que ela já ganhou, mas poucos perceberam.

Abraços

Stephen Kanitz

REGIÃO CACAUEIRA – DE POBRE REGIÃO RICA A FUTURA RICA REGIÃO RICA

A região cacaueira, polo econômico tradicional da Bahia, construída com o esforço dos coronéis do cacau, dos trabalhadores e suas famílias, outrora definida pelo saudoso sociólogo e professor Salem Rachid Asmar, como “pobre região rica” contribuiu decisivamente para economia baiana, por quase um século. Com o surgimento da vassoura de bruxa e a consequente decadência da lavoura cacaueira, na segunda metade da  década de 80, a produção caiu de 400 mil toneladas/ano de cacau, quando atingiu o pico, para 80 mil toneladas/ano causando um verdadeiro caos para produtores e trabalhadores, trazendo serias consequências econômicas e sociais para todos que aqui habitavam, transformando a região numa pobre região pobre.  A importância econômica, da região, era de tal ordem que o Governador do Estado definia a data de pagamento, do funcionalismo público estadual, de acordo com a previsão da chegado dos navios para embarque de cacau no porto de Ilhéus. Para se ter uma ideia do peso econômico, a região chegou a contribuir com 67% da arrecadação do Estado.

Os recursos gerados pelos produtores e pelo labor dos trabalhadores contribuiu para a Bahia financiar grande parte da infraestrutura viária do Estado, para ajudar na construção da capital Salvador, do centro industrial de aratu, além de financiar os primeiros passos da implantação do polo petroquímico de Camaçari e até mesmo para construir a praça e o altar  onde o papa João Paulo II celebrou missa  nos alagados, quando da sua visita a Bahia, além contribuição decisiva para o financiamento de ações na área de saúde e educação (inclusive profissionalizante), entre tantas outras ações do governo do estado que foram financiadas com recursos oriundos da região cacaueira.

Ao longo do século XX, as contrapartidas dos governos estadual e federal foram muito pequenos em comparação com os bilhões de reais gerados para a economia baiana nessa região. Pode-se afirmar ainda, que ao longo daquele século a região deixou de receber a atenção, dos governos estadual e federal, a altura da sua importância econômica para Bahia e para o Brasil. O descaso com a região  deu origem a iniciativas de criar-se o Estado de Santa Cruz, dividindo o Estado da Bahia, através dos projetos que tramitaram na câmara dos deputados, inicialmente do saudoso deputado Henrique Cardoso e em seguida do Deputado Fernando Gomes, ambos rejeitados, na mesma ocasião  da criação do Estado de Tocantins, Mato Grosso do Sul entre outros.

As poucas ações desenvolvidas pelo governo federal e estadual ficaram muito aquém da contribuição da região para Bahia e para o Brasil. A exemplo da CEPLAC Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, criada em 1957  pelo governo federal,  que desenvolveu as ações  financiadas com 10% da produção do cacau, ou seja  os produtores além de pagar todos impostos ainda tinham que contribuir com 10% de sua produção, talvez no brasil tenha sido a única lavoura que tenha auto financiado a estrutura para o seu desenvolvimento. Se não fosse a Ceplac, que deixou um grande legado para a região, em diversas áreas, como da infraestrutura viária, inclusive com forte participação na construção do porto do malhado, na educação nos seus diversos níveis, inclusive na criação da Universidade Santa Cruz, na infraestrutura da saúde, entre tantas outras. Com certeza se não tivéssemos a CEPLAC a região estaria muito pior. Também para não ser injustos temos que lembrar de iniciativas como a do ICB, Instituto de Cacau da Bahia que teve atuação na área da comercialização do cacau e nas ações de manutenção de infraestrutura viária na região. Com a tentativa da descentralização econômica encontramos a criação do distrito industrial e ações de saneamento pela embasa em ilhéus. O passar do tempo nos mostra que a maioria dos governadores da Bahia, com raras exceções, levaram os recursos da região e poucos tiveram a iniciativa de devolver algumas migalhas para essa região que teve contribuição significativa na história da economia da Bahia e do Brasil. Hoje felizmente presenciamos alguns investimentos importantes do governo do estado, leia-se do governador Rui Costa. Entre eles destacamos o hospital Costa do Cacau em Ilhéus, barragem de Itapé, para abastecer de água a cidade de Itabuna e outros municípios, uma importante e bela ponte, com função regional, facilitando a ligação da BA 001 (sul/norte) ligando zona sul ao centro da cidade em Ilhéus, a ser liberada para o trafego sem inauguração devido a pandemia do corona vírus, e outros investimentos para região e municípios do sul da Bahia.  Outrora, não podemos esquecer, Ilhéus também recebeu do governo Federal e Estadual, o Hospital Regional, governador Luiz Viana filho e em 1966 a ponte Ilhéus pontal, governador Lomanto Junior. Temos que agradecer e aplaudir a iniciativa desses benfeitores, por colocar na agenda dos programas do governo do Estado ações que contemplem o resgate da dívida com a região cacaueira com esses investimentos e outros que estão sendo anunciados, como a FIOL-Ferrovia Oeste Leste, porto sul, a duplicação da estrada Ilhéus Itabuna, entre outros previstos. Esses investimentos embora sejam alguns milhões de reais, pela importância histórica da economia da região, poderiam ser entendidos como “uma devolução em migalhas”, dos bilhões de reais que a Bahia e o brasil receberam, da “pobre região rica”, ao longo de quase um século.

Para chegar-se a uma compensação, que poderá vir a ser  compatível, sugere-se a inciativa de criar a região metropolitana do sul da Bahia e também a elaboração um plano de ação voltado para exploração dos potenciais da região nos diversos setores, criando-se um novo ciclo de desenvolvimento. Esse planejamento deve contemplar o potencial da região nos diversos setores como: turismo; serviços; minério (leia-se petróleo e gás); indústria e agroindústria. Nesse último, agroindústria, considerando-se as terras testadas e aprovadas a mais de um século como próprias para cultura da lavoura cacaueira, deverá contemplar acesso a terra, recursos para financiamento, assistência técnica na produção do cacau e do chocolate, passando pela preservação ambiental, apoio na comercialização, inclusive com abertura de novos mercados, e um forte trabalho de conscientização, voltado para implementar uma nova mentalidade envolvendo os produtores no sentido que fiquem comprometidos com esse novo ciclo do cacau/chocolate. Seria uma mesma cultura com emprego de tecnologia intensiva e verticalização da produção para agregar valores. Dessa forma teríamos a geração de emprego e renda, e poderíamos vislumbrar a região desenvolvida com sustentabilidade que, por certo, voltaria a sua posição de destaque na economia baiana de onde jamais deveria ter saído, transformando-se numa “RICA REGIÃO RICA”

Por fim temos que  aplaudir e render nossas homenagens ao governador Rui Costa e demais lideranças políticas por colocarem  Ilhéus e a  região cacaueira  nos programas de governo do estado ao tempo em que esperamos que essas ações sejam permanentes e ampliadas objetivando que o POLO DO CACAU CHOCOLATE seja inserido em programas permanentes do governo do Estado e Federal de forma que a região venha consolidar esse  polo,  a exemplo do polo  da uva no Rio Grande do Sul entre tantos outros existentes nesse grande Brasil.

Em 24.05.2020

Paulo Simões machado

Economista e Especialista em Desenvolvimento Urbano e Gestão de Cidades

 

 

Perguntar não ofende

Confesso que ando meio amedrontado de expressar minha opinião sobre o Supremo Tribunal Federal, que tem sido meu prato cheio e preferido. Tenho uma estranha sensação, parecida com aquela que nós publicitários sentíamos durante o regime militar, quando tínhamos que submeter nossas campanhas ao crivo dos “doutos” censores de plantão. É bom frisar que minhas criticas não recaem sobre a quase bicentenária instituição em si, fundada em 1828, e que já abrigou grandes vultos da nossa história. Critico a atuação de muitos dos seus atuais membros, sete deles indicados pelo PT, que volta e meia tomam decisões que afrontam a sociedade. A mais recente e emblemática delas é a proibição de prisão dos réus condenados em segunda instância, que a sociedade não consegue engolir. Esta nefasta decisão devolveu ao nosso convívio uma quantidade de notórios criminosos, com especial destaque para Lula. Nós não queremos conviver com esta gente. Eles são um mau exemplo para nossos filhos e netos, passando-lhes a impressão de que no Brasil o crime compensa.

Também nunca deu para engolir a tremenda rasgada na Carta Magna de 1988 (o prolixo documento de 250 artigos e mais de 100 emendas), perpetrada por Ricardo Lewandowski, quando concordou com a deposição da “presidenta”, mas não lhe cassou os direitos políticos, como rezava a Lei Maior, pena aplicada a Fernando Collor de Mello. Dilma hoje anda por aí, cheia de mordomias que custaram mais de um milhão de reais só no ano passado. Chegou até a ser candidata ao Senado por Minas Gerais nas eleições de 2018. Felizmente perdeu, amargando um triste quarto lugar. O que não a impediu de continuar viajando pelo mundo, às nossas custas, para falar mal do Brasil. Um escárnio.

A sociedade também não entende, e nem aceita, a enxurrada de Habeas Corpus que o Supremo acolhe, livrando do xilindró uma penca de condenados; nem a sua notória má vontade com a operação Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro, que capitaneou a mais espetacular ação contra a corrupção de que se tem notícia no Brasil, levando à prisão empresários, funcionários públicos de estatais, doleiros, lobistas e políticos corruptos. A Lava Jata condenou 140, o STF até agora ninguém. Pior: anulou o processo contra Aldemir Bendine, que roubou do Banco do Brasil e da Petrobrás, tirando da manga do colete uma novidade jurídica que não estava no gibi: delatado tem que apresentar suas considerações finais depois do delator.

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Será que a Lava Jato vai pro brejo?

O cheiro não é bom…

Quando eu comecei a trabalhar no jornal, havia os crimes de calúnia, difamação e injúria estabelecidos pelo código penal, e quem se sentisse atingido podia acionar a justiça. Será que esses tipos penais não existem mais?

Aproveito para perguntar, de forma republicana (que eu não sei bem o que significa), confiante de que minhas indagações não sejam consideradas um atentado ao Estado Democrático de Direito, expressão que está na moda, onde anda a CPI da Lava Toga, cuja instalação é apoiada pela maioria da população?

Por que será que os meritíssimos estão comemorando a nova pesquisa Datafolha que aponta que 30% dos brasileiros aprovam o STF? 30% é motivo de comemoração? Em sendo a mais alta corte de justiça do país, não era de se esperar que sua aprovação fosse muito maior?

Espero sinceramente que estas singelas perguntas um dia sejam respondidas.

Faveco Corrêa, jornalista e publicitário, é sócio da Brandmotion Consultoria de Estratégia Empresarial, Fusões e Aquisições.

A nova ordem

Com a Venezuela prestes a ser transformada em uma base militar da Rússia na América do Sul; com Cuba aparelhada para dar todo apoio vindo dos maiores assassinos do Caribe, quais sejam, os irmãos narco-ditadores da família Castro e suas associações terroristas financiadas pelo tráfico internacional de drogas, FARC, ELN, AUC na Colômbia, Sendero Luminoso no Peru, Foro de São Paulo no Brasil etc, e ainda com o vil apoio da turma dos traidores do ideal americano liderada por Barak Obama, estava tudo pronto para se desencadear a maior ofensiva dos últimos tempos visando à implantação do comunismo em nosso continente, de forma absoluta e irreversível. Os “globalistas” financiados por George Soros nadavam de braçada, quando surpreendentemente Trump foi eleito nos Estados Unidos e Bolsonaro no Brasil.

A “esquerdalha” daqui e de lá de fora levou uma paulada na fontanela que perdeu o rumo. Entre nós, a grande maioria ainda nem sabe bem o que aconteceu e não dimensiona o tamanho da encrenca que a espera. Os patriotas da nova ordem tocaram formicida em pó nos ‘olheiros’ das formigas vermelhas de Brasília-DF e só se vê, desde 2019, as cortadeiras da máquina governamental correrem de seus buracos para onde levavam o suado dinheiro dos impostos do país, todas brancas e tontas com o veneno aplicado pelo Capitão e por sua equipe. Estão desesperadas.

Vou parafrasear o naturalista francês, Auguste de Saint-Hilaire, que esteve no Brasil há um século e meio estudando a flora brasileira. O botânico se referia à espécie de formiga cortadeira que arrasava o agro negócio da época, mas eu digo agora que, ou o Brasil acaba com a esquerda delinquente ou esta volta para acabar de destruir a Nação Verde e Amarela definitivamente para submetê-la à sanha da internacional socialista que hoje chamam por diversas alcunhas.

Aquela turma não tem salvação e, como sempre ensina Olavo de Carvalho, a única maneira de lidar com ela é destruindo-o antes que nos destrua. Os caras não querem conversar, não sabem ouvir, não se interessam por coisa alguma que não seja para lhes devolver o poder e são capazes dos atos mais abjetos porque têm a coragem da total irresponsabilidade e a audácia da insana inconsequência. O que menos importa para eles é o Brasil; e seu povo, então, nem se fale.

Não adianta ficar remoendo aqui a sucessão de crises instauradas contra a nova ordem no Brasil desde quanto o establischment, corrupto e venal, foi defenestrado do Planalto. Todo dia, toda hora tem uma nova ameaça e como diz o Capitão, a cada uma delas aqueles maus brasileiros esfregam as mãos e gritam pelas mídias dos “Barões da Comunicação”: “[…] desta vez ELE cai […]”. Para cada exemplo relativo ao que estou dizendo aqui e que mereça destaque, certamente o meu caro leitor conhece pelo menos uns dez outros e todos não dissentem muito no método e na tática das quais se valem para atingir seus objetivos, aliás, para bem dizer, seu único objetivo: destruir o governo eleito por quase 60 milhões de compatriotas.

Às vezes fico pensando que os contra não podem ser somente burros, incompetentes, despreparados ou simplesmente mal intencionados, têm que ser doentes para proceder como fazem ultimamente. Não há outra explicação plausível, até porque são sempre risíveis suas tramas, atrapalhados seus métodos e, sobretudo, previsíveis – absolutamente previsíveis – seus costumeiros insucessos. Fazem e acontecem, gritam e apregoam o insustentável, aí levam uma trancada do Presidente eleito, logo pela manhã na porta da casa dele e, quando as redes sociais escancaram, mergulham no mar de sargaços que vieram navegando. É triste.

Avaliem comigo o derradeiro ataque às hostes do Capitão. Depois que o plano de Moro – o Calabar – resultou em um “tiro n’água”, como se repetia no antigo joguinho caseiro chamado “batalha naval”, escalaram três Mandarins do STF para cuspir na lapela do Presidente ou na cara dos cidadãos de bem. O Mandarim Barroso cutucou o leão ousando invadir seu domínio constitucional para desmoralizá-lo perante o canalha do narco-ditador, Maduro. Depois veio o Mandarim Celso de Mello e, gratuitamente, desafiou as Forças Armadas e seus generais de quatro estrelas para logo em seguida prosseguir com sua investida (ou blefe) não só visando a processar Bolsonaro por um crime inexistente – no caso da exoneração do novo Diretor da PF – como, também, para colocar o primeiro mandatário do País debaixo da toga que o padrinho Sarney lhe deu e confiscar ilegalmente o celular do Presidente da República. O velho soldado, curtido em muitas trincheiras, “fincou o pé no toco” e disse pelas redes livres dos computadores: vem buscar, mas vem mesmo…Cadê que foi?

Concomitantemente, outro Mandarim, o careca de Temer, Alexandre de Moraes, mandou invadir a casa de pessoas de bem porque não poupam críticas ao lado negro do STF, sempre tratando seus respectivos membros como vendilhões da Pátria que realmente o são, tudo isso no fundo direcionado para que Bolsonaro tivesse que colocar ordem na República, acabando de vez com a patifaria. O Capitão disse basta e avisou pela última vez: … tomem juízo, o Brasil é maior do que vocês e precisa de paz para trabalhar.

Ao longo da semana chegou a ordem de fora para que os terroristas do tal “Antifas”, junto com o PT, fossem para as ruas tentar empanar o brilho das manifestações dos patriotas. Isso também ocorreu na terra de Trump que, com seus olhos de lince, identificou na ação internacional o dedo do financiador George Soros aliado ao Partido Comunista chinês e deu um chega pra lá na China que o “Stálin” deles perdeu o rumo e, na sequência, disse para os tais terroristas, de viva voz, que serão tratados a ferro e fogo, pelo Estado Americano. O pronunciamento de Trump, que transita pela rede mundial de computadores lava a alma de qualquer patriota.

Lamentavelmente, aqui entre nós a vermelhada que sofre todo dia com o verdadeiro endeusamento do Presidente pelo povão, unida aos vassalos dos “Barões Marinho” gritaram em seus espaços, cada vez mais desmoralizados: i) que o Antifas representa a verdadeira democracia que chegou para afugentar os patriotas das ruas; ii) que o ditador fascista Bolsonaro, a exemplo de Mussolini ou de Hitler, agora vai ser confrontado; iii) que as citadas figuras do STF apenas estão resistindo à destruição da ordem democrática”. É inacreditável, mas eu li isso escrito por uns vagabundos do jornal o “Goebbels”. Dá tristeza e grande revolta.

Enquanto aquela miuçalha da política nacional e os chupins da Pátria estão se perdendo em propósitos menores, o Brasil tem, ao lado da América do Norte, uma missão a cumprir. Reparem, nós somos o único país continente do planeta onde se planta e colhe três vezes no ano e de quem cada vez mais o mundo precisa, como o ar para respirar. Não podemos ter mesmo um destino tão pequeno como a “esquerdalha” almeja. Seu lugar de liderança e de destaque no concerto das nações livres se firmará independentemente da torpe ação dos maus brasileiros.

Eu creio na força de nossa gente e bem conheço o quanto são covardes e ordinários os vermelhos, por isso estou convicto da vitória dos patriotas. Além disto, não se pode olvidar do poderio da maior e da mais forte Nação do mundo que, aliada ao Brasil, digamos que juntas perfazem 75% da América, por assim dizer. Será que algum cretino da esquerda bandida e sem verniz, acostumado a capitular ao som do primeiro embate, como agora fizeram as três tristes figuras do STF, acha que o EUA de Trump e o Brasil de Bolsonaro vão se render para Pequim ou para Moscou até ver seus países nas mãos do social-comunismo? Difícil, hem!

Como a Justiça está funcionando durante a pandemia?

 

O novo coronavírus, cujo nome científico é Sar-Cov-2, se espalhou pelo mundo provocando uma doença conhecida como Covid-19. Em casos leves, ela provoca sintomas gripais como tosse, coriza, dor de cabeça e, principalmente, febre.

No entanto, a doença pode evoluir para a síndrome respiratória aguda grave que causa falta de ar e pneumonia. Além disso, todos os dias novos sintomas e complicações são descobertos, como o AVC (acidente vascular cerebral) ou a pneumonia silenciosa, na qual o paciente não sente falta de ar, mas o nível de oxigenação no sangue é muito baixo.

A contaminação ocorre toda vez que o vírus entra em contato com as mucosas da boca, nariz ou olhos, algo que pode acontecer facilmente se você pegar em um objeto contaminado e levar as mãos ao rosto. No entanto, também é possível aspirar o vírus durante a respiração, já que ele pode estar presente nas gotículas de saliva que são expelidas quando falamos e pode permanecer em suspensão no ar por até 3 horas.

É um vírus de transmissão altamente eficiente, no qual uma pessoa infectada por transmiti-lo a várias outras. Por conta disso, à medida que se espalha, ele também causa um colapso no sistema de saúde. Quanto mais pessoas ficam doentes ao mesmo tempo, mais pessoas precisam de hospitais e leitos de UTI com respiradores ao mesmo tempo e por, pelo menos, 15 dias. Nenhum país do mundo está preparado para uma demanda tão grande que junta-se a demanda antiga, de pessoas que sofrem com outras doenças ou de outros problemas, o que leva a um colapso no sistema de saúde.

Para evitar que isso ocorra, os países estão tomando diversas medidas como o distanciamento social, quarentenas, lockdowns e obrigando as pessoas a usarem máscaras quando saírem de casa.

Por conta disso, várias demandas que eram supridas de maneira presencial, hoje, estão ocorrendo remotamente. É o caso da Justiça, cujos prazos de processos físicos estão suspensos e todas as decisões e audiências estão acontecendo através de plataformas digitais. Além  disso, alguns atos extrajudiciais, como a intimação extrajudicial, estão acontecendo online. No caso da intimação, por exemplo, ela poderá ser feita por meio eletrônico e será considerada cumprida quando ocorrer a comprovação da entrega ao devedor. Se em até 3 dias úteis não houve resposta, a intimação será realizada normalmente.

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Isolamento pode ser estopim para violência doméstica

Ansiedade e estresse provocado pelo momento crítico podem despertar agressividade latente. Dados apontam que o problema tem crescido no período de quarentena

Lívia Castelo Branco

O afastamento social e a necessidade de ficar em casa é difícil para quase todas as pessoas. Se muitas enfrentam o tédio, há outras para as quais essa situação pode representar um risco de morte. Dados apontam que os casos de violência doméstica têm crescido, e especialistas indicam que a atual situação mundial é um dos fatores que agrava o problema. O estresse e a ansiedade causados pelo confinamento e pela incerteza diante da pandemia de Covid-19 podem ser o estopim para casos de agressão.

Segundo dados divulgados pela Agência Câmara de Notícias, a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos informou que as denúncias de violência doméstica cresceram em média 14% de janeiro até abril deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Somente no mês de abril, o aumento ficou em torno de 28%.

Conforme a psiquiatra da Holiste Lívia Castelo Branco, os casais tendem a conviver pouco e isso ocorre mais em momentos de lazer. Essa convivência intensa no período de isolamento, em especial nas situações de maior desgaste e estresse, pode trazer conflitos que não existiam ou que estavam latentes.

“Os papéis dentro da casa também vão se modificando e um pode, por exemplo, começar a ter ciúmes da forma como o outro se comporta dentro de casa, ou pequenas coisas podem se tornar motivo de atrito, como a mulher convocar o homem a ajudar nas tarefas domésticas. Porém é importante alertar que momento atual – que gera ansiedade e estresse – pode ser a gota d´água, mas nunca será o único fator que leva à violência”, aponta Lívia.

A psiquiatra ressalta que o confinamento traz à tona ansiedade e irritabilidade, porque reduz os estímulos externos – como trabalho, amigos, colegas, atividades de lazer – e, a partir do momento que a pessoa está em casa, sem esses estímulos, ela entra em contato com suas próprias angústias.

“Muitas vezes, as pessoas tendem a direcionar essa irritabilidade para quem estão convivendo no dia a dia. A questão econômica também pode ser um problema, porque as prioridades mudam e isso gera novos conflitos dentro da família. Tudo isso pode ser um agravante para a violência e desencadear um comportamento agressivo que já era latente naquele indivíduo”, completa a médica.

Lívia salienta a importância das vítimas poderem contar com uma rede de apoio, formada de pessoas de confiança, com as quais elas possam conversar e encontrar apoio emocional, mas também contar em momentos críticos para receberem socorro.

“É importante o apoio de familiares, amigos, vizinhos, para que estas pessoas não estejam sozinhas diante dessa situação. As pessoas podem se colocar à disposição para dar socorro, sugerindo a criação de códigos para pedir ajuda, para que possam dar assistência à vítima, ou chamar a polícia. Em um momento de perigo iminente de violência, o ideal é evitar o confronto, se afastar e pedir ajuda, por uma questão de segurança. O ideal é que esse não seja o padrão do relacionamento – um se policiar o tempo todo para não irritar o outro. Se isso ocorre, já é um sinal de algo errado naquela relação. Porém, em um momento de perigo, evitar o conflito e pedir ajuda é o mais seguro”, completa Lívia.  

NINGUÉM DEVE IGNORAR OU DESCONHECER A CIÊNCIA

Walmir Rosário*

O Coronavírus, na sua versão Covid-19, deixou nu uma grande parte de quem acreditávamos que faziam ou conheciam a ciência. E essa constatação não foi visível apenas aqui no Brasil, mas em várias partes do mundo. Além de quase total desconhecimento do vírus – o que seria normal –, não conheciam os protocolos e medicamentos em uso no Brasil há dezenas de anos.

Nesses tempos em que prevalecem as especialidades e os exames complexos, os médicos perderam o entusiamo com a clínica médica, aquela que está presente nas áreas mais remotas, onde faltam equipamentos e medicamentos, mas sobram conhecimento sobre o homem e seu corpo. E a aplicação da cloroquina foi um dos exemplos. Embora desconhecido nos grandes centros, faz parte do dia a dia da medicina na Amazônia.

E a ideologização da cloroquina e sua discussão foi uma das melhores coisas que aconteceu nesta pandemia por demostrar que existe vida inteligente fora do eixo Rio-São Paulo-Brasília. Para uns importavam mais os cadáveres expostos nas manchetes da mídia, não importando se a causa mortis seria o vírus ou não; para outros, valeria a pena alternativas de cura, mesmo não tendo o respaldo de 100% das pesquisas científicas.

O mais decepcionante foi o efeito manada da esquerda em eleger como sagrada as informações dos camaradas da Organização Mundial da Saúde (OMS), hoje responsabilizada pela pandemia. Isolamento vertical X horizontal passou a ser a grande questão, chegando ao ponto que camaradas e companheiros já nem mais se importam com isso e prometem prender qualquer cidadão de bem desobediente das suas ordens.

Em Ilhéus, o prefeito sequer tomou conhecimento da pandemia em sua cidade – apesar de médico – por achar que o problema seria de responsabilidade dos secretários que terceirizaram a prefeitura. Também não ouviu os demais segmentos da sociedade, que sugeriam medidas mínimas mais eficientes e eficazes, como a distribuição de máscaras para a população, acompanhada de uma campanha educativa.

Mas nada disso sensibilizou Marão – que prometeu cuidar das pessoas e não cumpriu –, até o recrudescimento da infecção, atingindo, inclusive os profissionais da medicina do combalido e recém-inaugurado Hospital Costa do Cacau. O hospital, que conseguiu superar as constantes greves não soube ultrapassar a barreira do vírus.

Nos dias atuais, por incrível que pareça, enquanto a pandemia dá uma trégua em quase todo o Brasil, avança a passos largos em Ilhéus, a ponto do prefeito clamar ao secretário estadual da saúde ações enérgicas, a exemplo de toque de recolher e prisão para os infratores. Na minha ótica, melhor teria sido não ter se omitido no início e tomar os cuidados previstos no protocolo como fizeram outros prefeitos.

Ilhéus é só um exemplo de como a saúde é relegada ao descaso pelas administrações públicas, mesmo nas cidades em que têm como prefeitos profissionais da medicina. Se Ilhéus tem o Hospital Costa do Cacau, não custa lembrar que se trata de um equipamento para servir a uma grande região, e que para funcionar, o Governo do Estado fechou o antigo Hospital Luiz Viana Filho, apesar das promessas de torná-lo um hospital de especialidade. Promessas vãs.

Em cada um dos municípios baianos (acredito que em todo o Brasil) prefeitos e governador privilegiam o uso de ambulância do que a implantação de especialidades médicas. Preferem transportar os pacientes para tratamento em outros centros, não sem antes faturar o atendimento(?) feito em sua cidade. Basta gastar uns litros de gasolina e estarão livres do estorvo.

Ambulância nessas cidades são tratadas como um bem de alta relevância política, com direito a fotos na entrega pelo governo do estado e desfile com sirenes ligadas e show pirotécnico pelas ruas da cidade. O de Canavieiras, por exemplo, não leva nem motorista e ele mesmo vem dirigindo a ambulância, fazendo selfies a cada parada na estrada e muita algazarra quando chega a cidade.

E esse comportamento se tornou um padrão dos serviços médicos prestados nos médios e pequenos municípios, com enormes filas desde a madrugada na tentativa de uma simples consulta. Acredito que já se transformou em um protocolo, mesmo informal, pois os últimos das intermináveis filas recebem apenas um carão do(a) atendente, recomendando que chegue mais cedo para ganhar uma ficha.

Parece gozação – mas é a mais pura verdade –, mas é muito comum nessas cidades, incluindo nessa lista Canavieiras, que os pacientes, quando perguntado pelos mais conceituados médicos da cidade, respondem, sem pestanejar: “Aqui eu só confio no Dr. Ambulância”. Agora, pergunto eu: quem pratica uma medicina dessa qualidade está pronto para fazer saúde?

Pelo que ficou evidenciado nesta pandemia, o governador desobedece duplamente a Constituição Federal que diz ser a saúde um direito de todos e dever do Estado; e quando estabelece sanções no direito de ir e vir, deturpando, além de nosso maior Diploma Legal, o Código de Direito Penal, visto de forma caolha, mas proposital. E ainda teimamos em dizer que nos encontramos em uma democracia…

*Radialista, jornalista e advogado.

Porque defendo o Plano de Carreira Cargos e Salários – PCCS para os profissionais da saúde e repudio os vínculos precários de trabalho

Por Jorge Luiz Santos,
Servidor do Ministério da Saúde (aposentado),

Membro do Conselho Municipal de Saúde de Ilhéus.
Não é uma “gripezinha”, como há quem queira demonstrar ser! É uma pandemia, uma guerra mundial contra um inimigo invisível aos nossos olhos. No campo de batalha, muitos dos nossos combatentes estão vulneráveis, falamos de profissionais da saúde que são enviados desprotegidos para linha de frente da luta contra o coronavírus, faltando-lhes as garantias no âmbito das relações do trabalho. As conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde deveriam estar sendo asseguradas pelo Estado brasileiro por meio das esferas de governo.
Os Planos de Carreira Cargos e Salários – PCCS, seguindo as Diretrizes Nacionais do PCCS-SUS, não avançam, mesmo sendo um dos requisitos condicionantes para que estados, municípios e Distrito Federal possam receber recursos financeiros do governo federal, como está definido no Art. 4º da Lei 8.142/90. Poucos são os PCCS-SUS existentes e muitos deles precisam ser rediscutidos.
Outra grave situação existente no SUS e que afeta diretamente os profissionais da saúde são os contratos temporários de prestação de serviço (aí sim caberia o diminutivo “contratozinho”). O processo de precarização do vínculo de trabalho no Sistema Único de Saúde – SUS é terrível e tem piorado cada vez mais.
Temos um exemplo bem pertinho de nós moradores do sul da Bahia: o governo do estado sob gestão de Rui Costa (PT) construiu o Hospital Geral Costa do Cacau em Ilhéus. Mesmo antes de receber o primeiro (a) paciente, as chaves já tinham sido entregues a uma empresa privada para gerir o hospital público, construído com o dinheiro do povo. A empresa privada ao assumir o Costa do Cacau contratou livremente profissionais de saúde para trabalhar na unidade pública. Esses profissionais atuam sem que haja nenhum vínculo efetivo com um dos níveis de governo. Que proteção terá para si e para a sua família em caso de tombar na batalha contra o coronavírus?
É preciso urgentemente desprecarizar a gestão do trabalho no Sistema Único de Saúde – SUS. Os profissionais da saúde precisam ter vínculos efetivos com os governos municipais, estaduais e federal. Urge acabar com a transferência de responsabilidade pública de gestão do trabalho na saúde para empresas privadas, cooperativas, organizações sociais de saúde – OSS e outros meios encontrados por gestores para evitar concurso público com efetivação e vínculo direto de profissionais da saúde com os respectivos governos.
Os Planos de Carreira Cargos e Salários – PCCS e os vínculos efetivos diretamente com as esferas de governo necessitam entrar na agenda do dia. Isso porque pais, mães, esposas, esposos, filhos, parentes e amigos estão presenciando os seus entes queridos, que atuam como profissionais da saúde, irem à luta contra o coronavírus, seja em hospitais, qualquer outro estabelecimento de saúde ou ainda em qualquer espaço de trabalho em saúde coletiva, sem saber como retornarão, se vivos, contaminados ou mortos.
Os investimentos em saúde pública no país são baixíssimos, situação que fica mais agravada com a Emenda Constitucional 95/2016 que congelou por 20 anos investimento em áreas sociais como saúde pública. Piora ainda mais a situação quando o governo abre a caixa da seguridade social, fonte de recursos para financiar a saúde, previdência e assistência social, para que dali saia recursos financeiros por meio da Desvinculação de Recursos da União – DRU para pagar, principalmente, juros e amortizações da dívida pública.
A pandemia do coronavírus tem forçado a enxergamos o quanto é importante para um país ter um sistema público de saúde forte. O SUS é uma das grandes conquistas do povo brasileiro, o qual vem sofrendo terríveis ataques que podem o enfraquecer se ficarmos parados. É o subfinanciamento, as privatizações, as terceirizações, a precarização da relação de trabalho dos profissionais, o fechamento de unidades públicas de saúde, a exemplo do Hospital Geral Luis Viana Filho em Ilhéus, fechado pelo governador Rui Costa (PT). Enfim, venceremos a pandemia e o SUS precisa sair fortalecido, só depende de nós!
Desse modo, entendemos que os profissionais da saúde devam continuar na linha de frente combatendo o coronavírus, atuando com profissionalismo, compromisso e responsabilidade como vem sendo feito, e, principalmente, salvando vidas. Nós que estamos do lado de cá, cabe primeiramente ficarmos o máximo possível em casa, e fazer a luta, do espaço onde estivermos, em defesa do nosso sistema público de saúde (SUS) e cobrar das autoridades um olhar especial para a situação dos profissionais da saúde dentro do SUS. O COLAPSO NO SISTEMA DE SAÚDE também pode ocorrer se continuarmos permitindo o desmonte do SUS.
Assessoria de Comunicação
Jorge Luiz
Presidente do PSOL Ilhéus-BA

Marajás e Carteis

Enquanto sigo confinado para não virar finado, vejo que nem o coronavírus foi capaz de afetar os altos salários dos marajás e o cartel dos bancos.

Enquanto o desemprego aumenta assustadoramente na atividade privada, e o governo tem que se virar mais do que bolacha em boca de velho para minorar os efeitos da recessão, liberando no atacado e no varejo os necessários auxílios emergenciais para trabalhadores de todas as categorias e tentando salvar as empresas, especialmente as pequenas e médias, que são as que mais absorvem mão de obra, os marajás continuam nadando de braçada e o povo se afoga. Tentativas de reduzir salários desta casta, exceto daqueles que atuam em áreas essenciais como saúde e segurança, é claro, não progridem. Nem mesmo com manifestações favoráveis de Rodrigo Maia, que, apesar de ter tido pouco mais de 74 mil votos, posa como primeiro ministro do parlamentarismo branco que vivenciamos.  Tiririca, o sexto mais votado, teve 453.855. O projeto do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) que previa redução escalonada de até 50% para os que ganham mais de 10.000, foi esquecido. Até a sugestão do próprio Rodrigo Maia, de que os Três Poderes avaliassem a redução de até 20% dos salários dos seus servidores, “como um gesto simbólico para mostrar que estão unidos no combate à pandemia”, não prosperou. Não ficou claro se os próprios deputados e os dignitários dos demais poderes estariam incluídos… Acho que não. Valeria apenas para os barnabés. Afinal, segundo eles, há que se proteger o nosso Congresso, o segundo mais caro do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, cujo PIB é “ligeiramente” maior do que o nosso: só 10 vezes.

Vale sempre recordar que cada um dos 513 deputados e 81 senadores custa mais de 7 milhões de reais por ano, segundo dados da União Interparlamentar. Um deputado ganha R$ 33.763,00 de salário, tem uma cota para o exercício da atividade parlamentar (imaginem só!) de R$ 45.615,53 e R$ 106.866,59 para a contratação de 25 secretários (com direito a rachadinha?), entre outros penduricalhos de arrepiar os cabelos, como auxílio moradia de R$ 4.353,00, mais seguro saúde “premium plus”, aposentadorias, etc. etc. Até barbeiro e manicure têm de graça. Uma verdadeira e profunda reforma política (ou uma nova Constituição, como propugna o jurista Modesto Carvalhosa) não seria a verdadeira prioridade número 1 do Brasil que desejamos para o futuro? Com nosso sistema de voto proporcional jamais teremos um Parlamento que realmente nos represente.

Quanto ao cartel dos bancos, a munição de boca é enorme. Onde estão os bilhões que o Banco Central lhes proporcionou, entre outras coisas, com a expressiva diminuição do empréstimo compulsório para aumentar sua liquidez e para que proporcionassem empréstimos mais rápidos, mais fáceis e mais baratos para quem precisa neste momento de crise? Esse dinheiro até hoje não chegou à ponta. Tente pedir um empréstimo que você vai sentir na própria carne com quantos paus se faz uma canoa. Um empresário amigo meu me disse que se ele tivesse todas as garantias que o banco exigia ele não precisaria do empréstimo. Burocracia infernal, procrastinação e juros altos são o que não falta. Ao invés de democratizar o crédito, o que as nossas aguerridas instituições financeiras fazem é entesourar a grana, venha ela de onde vier (das ricas tetas do governo, dos empresários e de nós, pobres mortais conhecidos como pessoas físicas). Certamente para recomprar ações na baixa e engordar ainda mais o seu lucro indecente. Meu saudoso amigo Joelmir Betting escreveu um best-seller tupiniquim (best-seller no Brasil é vender mais que míseros 5 mil exemplares): “Os Juros indecentes”. Hoje, apesar dos juros continuarem indecentes a despeito da taxa SELIC ser a mais baixa da nossa história, ele provavelmente mudaria o título de sua obra para “Os lucros indecentes”. O lucro líquido dos 4 maiores bancos brasileiros com ações na bolsa – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander, cresceu 18% em 2019, somando pornográficos 81,5 bilhões, 22,5% sobre o valor do seu patrimônio enquanto o mais invejável banco de investimentos de Wall Street, o Goldman Sachs, está se esforçando para ganhar 9%. Este é o resultado do nosso cartelizado sistema financeiro imune à concorrência. Não existe país do mundo onde, nesse setor, a competição seja tão baixa. Aqui eles fazem o que querem, “duela a quem duela”, como diria Fernando Collor.

A coisa é tão surrealista que tem cartel reclamando do cartel. Segundo a Anfavea, as montadoras estão sendo asfixiadas pelos bancos.

E assim vamos nós, entre marajás, corporativismos e carteis, lutando para combater o coronavírus.

Faveco Corrêa, jornalista e publicitário, é sócio da Brandmotion – faveco@brandmotion.com.br

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