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:: ‘Artigos’

O fundão eleitoral vai aumentar a fortuna de quem governa partidos

No Brasil, políticos só se unem para colocar em perigo os bolsos dos pagadores de impostos

Deputados e senadores apoiam aumento do fundo partidário

Deputados e senadores apoiam aumento do fundo partidário

Charles Sholl/Raw Image/Folhapress – 07.10.2018

 

Nas democracias avançadas, frentes suprapartidárias costumam ser formadas quando ameaças domésticas ou externas colocam em risco o futuro da nação. As principais correntes suspendem a sequência de confrontos e se unem no combate ao inimigo comum. No Brasil, a formação de um ajuntamento de siglas é quase sempre o prelúdio de mais uma bandalheira extraordinariamente lucrativa. Os partidos se agrupam para que os políticos metam a mão mais facilmente no bolso de eleitores indefesos. Foi o aconteceu neste começo de dezembro no Congresso Nacional.

Decididos a aumentar o tamanho do fundão eleitoral — Fundo Especial de Financiamento de Campanha, segundo a certidão de batismo — deputados e senadores arquivaram antigas desavenças por algumas horas. Com a harmonia ansiosa de casal em lua de mel, parlamentares do PT e do PSDB, do DEM e do PCdoB, do PSL e do PDT e outros parceiros improváveis rejeitaram no plenário um veto do presidente Jair Bolsonaro e depois, na Comissão Mista de Orçamento da Câmara, elevaram a gastança prevista para 2020 de R$ 2 bilhões para R$ 3,8 bilhões.

“Não existe dinheiro público; existe o dinheiro dos pagadores de impostos”, ensinou a primeira-ministra inglesa Margareth Thatcher. Cumpre ao Executivo, ao Legislativo e ao Judiciário administrar com sensatez e eficácia o que a pesada carga tributária arranca dos cidadãos comuns. Na semana passada, a maioria do Congresso reafirmou que não sabe disso. Ou finge que não sabe — o que dá na mesma. Se tivessem algum pudor, o bando de representantes do povo não teria duplicado uma quantia já obscena com o confisco de verbas reservadas a áreas infinitamente mais relevantes.

Três setores foram especialmente desidratados pelos gestores de picadeiro: saúde (R$ 500 milhões), educação (R$ 280 milhões) e infraestrutura (R$ 380 milhões). A terceira área alcançada pela sangria terá de reduzir o ritmo da construção de moradias populares e da expansão da raquítica rede de saneamento básico. Muita canalhice e pouca vergonha — eis o binômio que resume o criminoso transplante orçamentário urdido nas catacumbas do Poder Legislativo.

Parido em 2017, o fundão que nem deveria ter nascido vai financiar pela primeira vez a campanha de candidatos a prefeito ou vereador. Essa espécie de disputa sempre foi bem mais barata que a que elege num único pleito o presidente da República, senadores, governadores, deputados federais e deputados estaduais. Ficou ainda menos onerosa com o sumiço dos comícios e showmícios, substituídos por reuniões com grupos de eleitores e, sobretudo, pelo uso crescente das redes sociais. Se a despesa caiu, por que dobrar a conta espetada no lombo dos brasileiros?

Quais foram os cálculos que resultaram nos R$ 3,8 bilhões? Como será repartido o produto do roubo? A distribuição será feita pelos diretórios nacionais ou estaduais? Os deputados conseguirão engordar a bolada remetida a seus currais? As fatias destinadas a cada município serão medidas pelo número de habitantes ou de eleitores? Essas e outras perguntas afligem tanto os candidatos quanto os que vão bancar o desperdício bilionário. Até agora, todos ignoram as respostas.

O Brasil decente só sabe que, seja qual for o resultado das eleições, muitos donos de partido ficarão bem mais ricos em 2020. Nada como um ano eleitoral a cada dois.

Potencial hidroviário desperdiçado

CNT lança estudo sobre a navegação interior no país; excesso de burocracia e falta de investimento prejudicam o setor

O trabalho da Confederação Nacional do Transporte (CNT) traz uma realidade que há tempos salientamos aqui em nosso espaço jornalístico: “O Brasil desperdiça um enorme potencial hidroviário ao subutilizar os rios navegáveis de suas 12 regiões hidrográficas. Atualmente, dos 63 mil quilômetros que poderiam ser utilizados, praticamente dois terços não são. O transporte hidroviário no país aproveita comercialmente (para cargas e passageiros) apenas 19,5 mil km (30,9%) da malha.”

Hidrovias

 

Editor | Portogente
Hidrovias para fluir o comércio do Brasil

Segundo a análise da entidade, háá muita burocracia, excesso de normas e falta de uma legislação única, mais robusta. “Os números evidenciados nesse novo estudo da CNT, Aspectos Gerais da Navegação Interior no Brasil, mostram que, ao longo de décadas, as medidas adotadas não contribuíram para o desenvolvimento desse modal.”

De 1907 a 2019, por exemplo, o setor passou por mais de 20 alterações em sua gestão. Em média, foi uma modificação a cada cinco anos. Atualmente, no quadro institucional da navegação interior, há mais de dez entidades com papel central, apenas no âmbito federal.

Dia a Dia | Portogente
Ação e gestão para ter hidrovias no Brasil

Além disso, os recursos não têm sido suficientes para garantir maior oferta de serviços e melhor qualidade das infraestruturas. De 2001 a 2018, o valor máximo foi aplicado em 2009: R$ 831,79 milhões. Mas, de 2009 a 2018, houve queda significativa, e o investimento efetivamente pago diminuiu quase 80%, chegando a R$ 173,70 milhões (em 2018). O último Plano CNT de Transporte e Logística indica que o investimento mínimo necessário para a navegação interior no Brasil corresponde a R$ 166,4 bilhões, em 367 projetos.

Estudo | Ipea
Hidrovias no Brasil: perspectiva histórica, custos e institucionalidade

Apesar do desperdício de oportunidades, os rios brasileiros têm mostrado o seu potencial para desenvolver a economia do país. De 2010 a 2018, o volume de cargas transportadas pelo modal hidroviário cresceu 34,8%, passando de 75,3 milhões de toneladas para cerca de 101,5 milhões por ano.

A CNT defende o investimento nas hidrovias, sempre integradas aos outros modos de transporte. De acordo com o presidente da Confederação, Vander Costa, um modelo ideal de matriz para um país com as características do Brasil pressupõe o maior equilíbrio dos modos disponíveis. “Só assim seria possível aumentar a eficiência e a competitividade nas movimentações. E o transporte fluvial tem a capacidade de se constituir em uma alternativa eficiente e econômica.”

O LIMITE DO RIDÍCULO – Laerte A. Ferraz, 31/08/2019, para Vida Destra

 

Até há bem pouco tempo, se alguém se declarasse de direita nas redes sociais, podia se preparar para ser insultado, achincalhado e enxovalhado. O mínimo que se podia esperar era receber os rótulos de retrógrado, reacionário ou de fascista; era um meio seguro de perder amigos virtuais. Se dissesse isso no mundo real, num restaurante ou até mesmo na Câmara dos Deputados, por exemplo, poderia ser acusado de racismo e homofobia, além de receber ameaças, podendo até ser cuspido, mesmo que legitimamente investido de cargo parlamentar. Exagero? Que nada! Aconteceu.

Por outro lado, dizer-se de esquerda era sinônimo de progressismo: era ser descolado. Funcionava como uma espécie de senha, de palavra de passe para acesso aos ambientes mais intelectualizados, mesmo para as pessoas incultas e limitadas que, apesar de o serem, eram recebidas com benevolência. Declarar-se de esquerda conquistava simpatias, abria portas e sorrisos nas reuniões da “esquerda caviar”, essa que se sempre se refestelou nas benesses e privilégios de cargos bem remunerados e favorecimentos à custa do Erário. Enfim, ser de esquerda era a certeza e a garantia de aceitação social.

No ambiente acadêmico, ser de esquerda era essencial para garantir boas avaliações; no mundo artístico nem se cogitava que alguém pudesse não ser adepto do socialismo; no funcionalismo público, fazer campanha e votar em partidos de esquerda era quase um dever de ofício. No jornalismo, ficava ainda melhor quando a declaração de posição política viesse acompanhada de citações pontuais de Gramsci e Noam Chomsky. É claro que para dar consistência e credibilidade às convicções ideológicas, era fundamental mostra-se apoiador da agenda feminista e da Escola de Frankfurt, especialmente em relação a temas como o aborto, à ideologia de gênero, o apoio aos movimentos LBGT, à escola crítica de Paulo Freire, liberação das drogas e aos movimentos ditos “sociais”.

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ESTREIA DO REPÓRTER PINGA FOGO

VEM AÍ O PINGA FOGO.

DIRETO DA FLORESTA AMAZÔNICA PARA TODO BRASIL. TERÁ AQUI NO NOSSO SARRAFO UMA COLUNA GARANTIDA.

 

O Pinga Fogo, é um ser humano inquieto, originário das queimadas amazônicas que agora aportou na terra dos FOGOS SEM PINGOS, numa manhã ensolarada e recebido no cais do porto, pelas falsas gabrielas e um baticum infernal, e com algumas autoridades presentes, para recebê-lo.

E num destes Transatlânticos que aportam no cais do porto internacional, com o risco de encalhar, aparece de frente e cabeça erguida o tal Pinga Fogo. Mas, mesmo assim o desconhecido desceu garbosamente, vestido num paletó vermelho, que lembra o fogo ardente, uma gravata cor de cinza, calça verde nacional e sapatos de couro Jacaré com penas de Ararinha Azul.

Deu seu recado as autoridades, confirmou o que já se sabia pela imprensa do mundo inteiro, principalmente pela francesa sob a liderança do grande jornalista, Me Pega Me Solta, e os jornalistas fofinhos da Globo, liderado pelo SuperBond, que quando cola, é pior que relê de carro velho.

Com isto explicado, dirigiu-se para uma pousada na zona norte, que um dia será uma zona qualquer, pelo descuidado do guardião das chaves, e os ventos que sopram na sua direção.

Vale dizer que, esta pousada em razão da chegada do Pinga Fogo, já foi rebatizada por ” Maré Alta de Fogo Baixo”.

Então, é só aguardar que a qualquer momento o Pinga Fogo, retornará com novidades deste recanto, que com seu patins elétrico está percorrendo cidade e redondeza.

Abraços foguetórios e incendiários.

O PINGA FOGO.

 JOSIAS GOMES , CALCULA ERRADO E TERMINA DANDO TIRO NO PÉ

Deputado Federal Josias Gomes e Senador Jaques Wagner

Numa manobra perigosa, cheia de incertezas o deputado Josias Gomes (PT) articulava a viabilidade uma segunda chapa em afronta a decisão da majoritária do Partido dos Trabalhadores ao lançamento da nova presidência na chapa estadual. Como imaginávamos, a majoritária já havia decidido apoiar, em chapa única o candidato indicado pelo Senador Wagner (PT) .
Jojoba, achando que tinha apoio de mais que a metade do partido tentou uma jogada e fracassou. Essa ruína veio após a saída de um de seus principais aliados, o deputado Rosemberg Pinto (PT) , assim como outras lideranças, como diria Vinicius de Moraes: quase “levados pelos encantos de Ossanha” e devaneios do ex secretário de relações institucionais . Desesperado, busca agora apoio ao “centro espírita” para ressuscitar uma possível aliança com o falecido (politicamente) Geraldo Simões (Pedinha), rival em tempos antigos.

Cabeças vão rolar!!! Ao logo de sua vida pública Jaques conseguiu juntar diversas legendas em alianças fidedignas aos seus ideais e perspectivas de futuro. Desde então o partido na Bahia ganhou um “UPGRADE”. Wagner é nato articulista, tem apoio da maioria. As eleições da presidência partidária do diretório estadual deveria ocorrer de forma pacífica e ordeira. Mas, Josias vislumbrou uma oportunidade de tomada do poder promovendo internamento um “racha”. Diante da situação, o governador Rui Costa começa a dá sinais de total decepção a essa “pseudo” afronta articulada pelo Deputado. Ficou estabelecido, dentro da legenda só haveria a chapa única do companheiro Elder Valadares, fiel escudeiro e assessor pessoal do senador Wagner. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos dessa novela mexicana. Que promete ser caliente e regada de muito chilli!!!
Por Thiago Viana Borges

POR QUE ESSE INTERESSE PELA AMAZÔNIA?

Luiz Ferreira da Silva

Engenheiro Agrônomo, Pesquisador aposentado da CEPLAC

luizferreira1937@gmail.com

Tenho lido muitas teorias a respeito do “olho grande” dos países desenvolvidos, não só dando palpites, mas com preocupações exageradas sobre o futuro da floresta úmida tropical. E se baseiam em pesquisas de cientistas, apoiados pela Organização das Nações Unidas (ONU), que publica um relatório periódico sintetizando os estudos feitos sobre o aquecimento global em todo o mundo, através do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

E sempre colocam esse magnânimo interesse no bem-estar da humanidade, ante os desastres apregoados com o desmatamento, que vai da destruição da camada de ozônio ao aquecimento global, antevendo-se submersão de várias cidades litorâneas e redução da produtividade agrícola.

No entanto, há uma outra corrente de estudiosos que rechaçam aqueles, argumentando não existir comprovação científica.

Por outro lado, os jornalistas brasileiros, aproveitando a onda ecológica, escrevem elucubrações dessa fobia estrangeira pela Amazônia, que inclui desde a exploração do nióbio, além dos fármacos anticancerígenos, sem esquecer da desnacionalização da nossa grande bacia hidrográfica.

Essas reportagens dão um IBOPE danado. Nisso, se aproveitam os Ecologistas que não distinguem um pé de mogno de um pé de alface. São elevados à classe de super. entendidos e arrastam uma multidão em suas palestras sem pé e sem cabeça.

Como eles podem, eu também posso, pelo menos dar uns pitacos, pois conheço razoavelmente bem a Amazônia e, inclusive, desenvolvi estudos na área de solos para fins de uso agrícola. Também, morei 3 anos em Belém. Ademais, já passei dos 80 e, a essa faixa etária, tudo se releva.

Em 1973, quando da crise ocasionada pelo petróleo, na qual os árabes pegaram os europeus de calça curta, houve uma nova ordem mundial.

Então, o que fizeram as potências desenvolvidas? Inteligentemente, investiram em alimentos, com o raciocínio de que o petróleo não se come e os árabes carecem da energia que vem do campo, a que enche o bucho.

A Europa, em pouco tempo, abarrotou-se em “comida”, até com excesso, como foi o caso do leite. E a crise foi contornada.

Tempos depois, o Brasil descobre os Cerrados e se torna celeiro mundial na produção de grãos e carne, exportando produtos e tecnologias, assustando os americanos e europeus. De vez em quando, põem barreiras, “descobrem” bactérias, depreciam as nossas exportações.

E na cabeça deles, ninguém segura o Brasil, já uma potência, e que, mais e mais, terá poder em diversos aspectos no futuro, quando o Mundo haverá que dobrar a sua produção agrícola para alimentar as 3 bilhões de bocas a mais em 2050

E que poder é esse? O poder de matar a fome, o poder da energia humana, o poder de sobrevivência da espécie!

Assim, o alimento se tornará a arma mais importante que os misseis coreanos, que os poções de petróleo da Arábia Saudita, que as indústrias dos Rollis Roce da Inglaterra, pois nada disso se come.

E neste contexto de ficção, a Amazônia passa a ser o trunfo brasileiro, num cenário desfavorável, sobretudo de disponibilidade de terras dos atuais poderosos países, cheios de dólares e euros. Atualmente, mandam em todos nós, países em desenvolvimento; no futuro, não.

E o que fazer para conter esse potencial tupiniquim, há de estar se perguntado o mundo?

O prezado leitor talvez concorde comigo: – “Boicotar a Amazônia”.

(Maceió, 24 de agosto de 2019).

Não convivo com meu filho, quais direitos ainda tenho sobre ele?

Pai feliz e filha adorável 

Você tem filhos, acabou de se separar e acredita que lhe cabe apenas visitar as crianças e nada mais? Bem, as leis relacionadas à família demonstram uma realidade bem diferente, uma vez que a separação dos pais não indica, necessariamente, a extinção do poder familiar, anteriormente chamado de pátrio poder, do genitor que não irá mais conviver com os filhos.

Assim, o pai tem não só o direito como também a obrigação de participar da vida dos filhos de maneira efetiva, a menos em situações que haja uma suspensão desse poder pela Justiça. Dito isso, a principal mudança que ocorre após a separação é a convivência física de um dos genitores com os filhos.

Essa convivência física acaba sendo determinada pelo modelo de guarda acordado entre os pais. Desde a sanção da Lei 11.698/08, a guarda compartilhada passou a ser priorizada quando os pais se separam.

Assim, nesse modelo, ambos os genitores possuem os mesmos direitos e deveres em relação aos filhos. As decisões devem ser tomadas em conjunto e a criança pode passar períodos na casa de cada um dos genitores sem maiores problemas, lembrando que ainda assim ela deve ter uma residência permanente.

Caso não seja possível adotar o modelo de guarda compartilhada, será fixada a guarda unilateral — quando apenas um dos pais, ou uma terceira pessoa, possui a tutela da criança. Normalmente, nesses casos, a mãe é quem detém a guarda. Mesmo assim, o pai tem direito de conviver com o filho, e possui o dever de assegurar que seu relacionamento com a criança não seja afetado pela separação.

Portanto, a não ser que a guarda seja unilateral, é direito do pai decidir sobre a criação e educação dos filhos. Não permitir que isso aconteça pode ser considerado um indício de alienação parental e a parte que fizer isso pode sofrer sanções judiciais, que vão desde uma simples advertência até a suspensão da autoridade parental.

VLV Advogados – Escritório de Advocacia Valença, Lopes e Vasconcelos.

 

Paternidade socioafetiva: Como assegurar tal direito e fortalecer o vínculo existente?

 

A paternidade socioafetiva é estabelecida quando existe uma relação de pai e filho, mesmo sem a existência do fator biológico que determina tal laço.

Normalmente, esse tipo de relação acontece quando o pai biológico não está presente na vida da criança, por algum motivo, no entanto, esta não é uma regra.

Como forma de reconhecer as novas formações familiares e tornar o processo mais rápido, em 2017, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) publicou um provimento no qual tornou possível a inclusão do nome do pai afetivo na certidão de nascimento da criança diretamente nos cartórios de registro civil.

No entanto, para que esse procedimento seja realizado pela via cartorial, é necessário preencher alguns requisitos, como:

  • O pai a ser reconhecido precisa ter atingido a maioridade civil;

  • É necessário haver concordância dos pais biológicos, caso o filho seja menor de 18 anos;

  • Os pais biológicos precisam estar presentes no dia do reconhecimento;

  • Se o filho for maior de 12 anos, é preciso que ele concorde com o reconhecimento;

  • Precisa existir uma diferença mínima de 16 anos de idade entre o requerente e o filho;

  • É necessária a comprovação, mediante provas testemunhais, do vínculo afetivo.

Além disso, são necessários os seguintes documentos:

  • Documento oficial de identificação com foto do requerente;

  • Certidão de nascimento do requerente;

  • Certidão de nascimento atualizada do filho.

É importante informar que com o reconhecimento da paternidade socioafetiva todos os direitos decorrentes da paternidade biológica serão garantidos ao filho, como direito à herança, visitação e até à pensão alimentícia, em situações de ausência do pai biológico.

Além disso, a paternidade socioafetiva não pode ser desfeita, exceto quando existirem provas de que o reconhecimento foi realizado mediante algum constrangimento, como ameaça ou fraude.

VLV Advogados – Escritório de Advocacia Valença, Lopes e Vasconcelos.

Obs.: Ao postar, pedimos que preserve o link para nosso site, para caso algum leitor que tenha interesse a respeito do assunto nos encontre. https://www.vlvadvogados.com/ .

O PT e sua Crise (Luiz Uaquim)

Luiz Henrique Uaquim 

A crise na Bahia é uma mistura de corrupção, mentira e incompetência.
A lambança que perdura 13 anos na Bahia, é oriunda da implantação da incompetência no ato de governar. Falam que tudo se deve a uma ou outra crise, e ninguém sabe que crise é. É a crise , na verdade da mão boba, que acaba sempre em enriquecimentos inimagináveis.
Governar delirando vem sendo a única coisa que se sabe fazer, com cinismo e insultos a inteligência popular .
Praticam-se populismo e protecionismo inconsequentes , que levaram o país a ter a economia fechada e obsoletista, promovendo uma involução mental com a compra de consciências.
Que Deus tenha pena dessas almas.
Estas são as minhas convicções
Luiz Uaquim

A Bahia precisa separar o joio do trigo!

Luiz Henrique Uaquim – Foto: Google

A Bahia, que hoje já não conta mais com a EBDA, tem a CEPLAc e a ADAB completamente sucateada e vive exclusivamente do passado, está mergulhada numa crise, instalada pela incompetência administrativa, assim, exige habilidade e conhecimentos técnicos, para buscar soluções que possam reduzir os índices de desemprego e gerar renda. A lavoura cacaueira, que já bateu 70% do PIB, gerou mais de 1.200.000 empregos e já produziu mais de 400.000 toneladas do produto chocolateiro, ultrapassando cifras acima de R$ 3.5 bilhões, está abandonada pelo governo da Bahia.
Comunismo não tem nada a ver com Ruralismo. E a Bahia, com mais de 33% da sua população envolvida com o agronegócio, e tendo mais de 24% do seu PIB oriundo deste, vê seu governo desprezar o óbvio, não demonstrando a vontade de enfrentar crises. Crises estas que, em 1936, nos deram o INSTITUTO DE CACAU DA BAHIA, e, em 1957, nos deram a CEPLAC. Com essa última crise, instalada há mais de 12 anos, o que se registra é o abandono, as invasões de terras e a destruição das instituições.
Que nada se espere desse Governo baiano, é sabido, mas, que a região por inteira busque uma reação com as forças que nos restam, isso é imprescindível.
Estas são as minhas convicções
Luiz Uaquim

Você sabe como identificar a alienação parental?

Crianças desfrutando o mar

Pais, normalmente, desejam o melhor para os filhos. No entanto, situações como divórcio, especialmente quando há litígio, trazem consequências diversas para todos os envolvidos, especialmente as crianças.

Assim, mesmo sem perceber, os pais podem prejudicar o desenvolvimento psicológico dos filhos ao tentar descontar as divergências e mágoas referentes ao relacionamento frustrado nas crianças.

Quando isso acontece, os filhos podem acabar sendo vítimas de alienação parental. Você sabe que é isso e como identificar quando se seus filhos estão passando por isso?

Quando um dos pais, ou qualquer familiar, toma qualquer uma dessas atitudes, ele está cometendo alienação parental:

  • Desqualificar o outro quanto ao exercício da paternidade ou maternidade, o que inclui o hábito de “falar mal” de um dos genitores para a criança;
  • Dificultar o contato da criança com parte da família ou com o outro genitor;
  • Dificultar o exercício da autoridade parental do outro;
  • Omitir as informações pessoais importantes da criança (notas escolares, cartão de vacinas, alergias, tratamentos médicos, etc.) para o outro genitor;
  • Apresentar falsa denúncia ou mudar de domicílio sem justificativa e sem avisar.

Também é possível a alienação parental no comportamento das crianças. Assim, caso elas apresentem sinais de agressividade, depressão, ansiedade, estresse, pode ser que esse tipo de abuso esteja acontecendo.

A Alienação Parental possui legislação própria

Por ser um assunto extremamente sério e que fere garantias básicas de crianças e adolescentes, desde 2010 existe uma lei própria para tratar do assunto. Assim, a Lei 12.318/10, em seu segundo artigo, traz:

Art. 2o  Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este.

Assim, como o próprio artigo já diz, a alienação parental não possui prática restringida apenas aos genitores. Tanto avós quanto outra pessoa que possua a criança sob sua responsabilidade, seja essa responsabilidade temporária ou não, pode praticar a alienação.

Além disso, a lei diz que assim que declarado o indício de alienação parental, a ação tramitará prioritariamente e o juiz, em caráter de urgência, após ouvido o Ministério Público, determinará as medidas provisórias a serem tomadas, devido a gravidade do tema.

Quando comprovada a alienação, sem prejuízo de futuras responsabilizações civis e criminais, o juiz pode determinar desde uma simples advertência até a suspensão do poder parental.

Se você notar que o seu filho apresenta sintomas de que pode estar sofrendo com alienação parental, procure um advogado especializado em Direito de Família imediatamente para receber mais instruções de quais medidas você deve tomar!

 

VLV Advogados Escritório de Advocacia Valença, Lopes e Vasconcelos.

 

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Em artigo, André Gustavo Stumph compara várias épocas da China

Transitando entre o capitalismo e o comunismo, a China é um espanto


AG André Gustavo Stumph*

postado em 26/06/2019 16:11

A China vive o dilema de estar entre o capitalismo e o comunismo
(foto: AFP/ Nicolas Asfouri)

Conheci Pequim no mês passado. Fiquei lá por duas semanas. Com mais de 20 milhões de habitantes, para onde se olha a paisagem, é impressionante. Prédios enormes, de estilos variados, avenidas largas, trânsito ao mesmo tempo caótico e organizado, segurança absoluta, um guarda em cada esquina, cidade limpa, arborizada, cheia de canteiros, inclusive de rosas. Não há mendigos, pedintes ou coisa parecida. Transportes pessoal e coletivo impecáveis. Metrô, ônibus elétricos, articulados, além de Ferrari, Tesla, Rolls Royce e tudo que há de melhor no mundo passeia pela cidade. As pessoas são vestidas normalmente. Simpáticas, alimentadas. Vida noturna, do pouco que conheci, rivaliza com qualquer cidade do Ocidente. Enfim, a China com seu capitalismo comunista é um espanto.

Impossível não se lembrar do ocorrido há 45 anos. Na qualidade de repórter, assisti, em Brasília, à solenidade de restabelecimento de relações diplomáticas entre Brasil e China, em 1974. O ministro de Relações Exteriores era Azeredo da Silveira, o Silveirinha, seu assessor de imprensa era Luís Felipe Lampreia, os dois já falecidos. Naquela época, o produto interno do Brasil tinha valor superior ao da China. Hoje, não há comparação. Os chineses já são a segunda economia do mundo, na frente de Alemanha e Japão. Devem alcançar o primeiro lugar dentro de no máximo 20 anos, para desespero dos norte-americanos. O Brasil parou.

Antes de viajar, li o espetacular trabalho de Henry Kissinger, Sobre a China, editora Objetiva. Quem quiser estudar o Império do Meio deve começar por brilhante estudo sobre a personalidade do chinês, a maneira de agir e dos objetivos de seu governo. O país possui o maior exército do mundo (2,5 milhões de soldados), mas não é beligerante. Gosta de projetar seu poder. E, nos últimos 20 séculos, em apenas dois deixou de figurar como a maior economia do planeta. Precisamente nos séculos 19 e 20, quando se abriu para os estrangeiros. Obra interessante também é O homem que amava a China, de Simon Winchester, Companhia das Letras, que trata da fantástica história de Joseph Needham, excêntrico cientista inglês que desvendou os mistérios do Oriente. Produziu obra notável, de sete volumes, Ciência e civilização na China, publicada por Cambridge University Press.

Tanto Kissinger quanto Needham insistem em que tudo o que se chamou de moderno depois do fim da Idade Média no Ocidente já existia na China há séculos. O ábaco, uma máquina de calcular, é coisa de 2 mil anos atrás. Pólvora, bússola, instrumentos de navegação são conhecidos naquelas bandas há muito tempo. Aliás, os chineses iniciaram as grandes navegações. No século 15, chegaram à África. Alguns historiadores sustentam que eles alcançaram a costa oeste do atual Estados Unidos. Projetar um futuro radioso é a tarefa do presidente da China, o poderoso Xi Jinping. Ele estima que, até 2040, não haverá um chinês pobre. É por essa razão que eles lançaram um programa chamado Belt and Road — cuja melhor tradução seria a nova rota da seda.

O projeto é investir pesadamente em obras de infraestrutura, portos, ferrovias e rodovias, para alavancar monumental corrente de comércio cujo epicentro venha a ser a China. Ou seja, ligar a Europa à Ásia. E o resto do mundo, por gravidade. O Brasil entra nessa operação como fornecedor de alimentos e matéria-prima. E também como importador. A China tem 21% da população mundial. Sua receita é crescer sempre, sem perturbação social. Seria perder tempo. É fundamental criar empregos e lutar contra a poluição (em Pequim, as pessoas usam máscaras). O regime político é de partido único, que implica jornal único e pensamento único. Tudo isso, passado, presente e futuro, fazem da China o grande enigma dos nossos tempos. Aqui, nesta desolada esquina do mundo, nos resta observar de muito longe (são 23 horas de voo) o fenômeno.

* Jornalista 

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