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:: ‘Artigos’

ILHÉUS SEM OS DEDOS, SEM OS ANÉIS E SEM VERGONHA

“Bolsonaro não é marola de opinião”

SALVARBrasil 


Jair Bolsonaro é muito mais do que Jair Bolsonaro.

A presidente do CEBRAP, Angela Alonso, tratou do assunto na Folha de S. Paulo:

A ambiguidade propiciou abrigar sob mesmo guarda-chuva grupos nacionalistas, militaristas, anticomunistas, pró-livre mercado, antitaxação, anticorrupção e pelo controle dos costumes. Todos ansiosos por uma sociedade mais ‘ética’, cada um entendendo ‘ética’ à sua maneira (…).

Todo esse mundo cresceu ao largo da grande mídia e da maioria dos cientistas sociais. Acumulou-se por quase uma década, antes que sua evidência nas ruas em 2015 impusesse sua consideração (…).

A eleição de Jair Bolsonaro é a vitória de uma mobilização social duradoura e arraigada. Não é marola de opinião. Nem é reencarnação de populismos ou fascismos. É fenômeno complexo e moderno. 2019 não será mera reedição de 1964. Quem fica pensando que a história se repete perde o bonde e acaba atropelado.”

O sucesso do governo de Jair Bolsonaro vai depender de sua capacidade de se dirigir a esse campo amplo e heterogêneo, e não apenas à franja bolsonarista.

2019 não será um ano para amadores. Conte com a ajuda de especialistas para chegar são e salvo a 2020 AQUI

BOLSONARO VAI PROCLAMAR A REPÚBLICA?

Artigo do Prof. Villa no Correio Braziliense e Estado de Minas:

Marco Antonio Villa

No Brasil tivemos até recentemente um presidencialismo de novo tipo, um presidencialismo de transação. Transações caras, à custa do tesouro público. A desfaçatez era tão grande que tudo era feito às claras. Se, antigamente, a negociação para obter apoio político era realizada clandestinamente, no Brasil da Nova República a transação era pública. Um político reivindicava um cargo e usava a imprensa como instrumento de pressão, de coação sobre o governo. Na esfera federal (pois o mesmo se reproduzia nos estados e nos municípios) tinha virado rotina um deputado ou senador exigir uma diretoria de estatal ou um ministério como contrapartida para apoiar o governo. Exemplos não faltaram, infelizmente.

Os partidos desejavam ocupar postos no Estado para fazer “aqueles negócios” que todos nós conhecemos. O terrível era que nenhuma autoridade judicial, o Ministério Público, ou lá o que seja, interpelasse o partido. Tudo era aceito como absolutamente natural. O patético Severino Cavalcanti ficou celebrizado pelo desejo de controlar uma diretoria da Petrobrás que “furasse poço”, como declarou.

Basta consultar os nomes dos dirigentes dos bancos , empresas e agências estatais – além, é claro, dos ministérios – que lá encontraremos vários delegados dos oligarcas desta República de fancaria. Lá estão para auferir benefícios financeiros que são repassados ao “padrinho” e distribuídos entre os membros da famiglia. Esses mandões só sobrevivem porque contam com a complacência e conivência do poder central, do presidente da República. E o exemplo que vem de Brasília acabou contaminando estados e municípios. As alianças políticas também foram estabelecidas por essa lógica perversa, que antecede até a vitória eleitoral. Ainda nesta eleição, especialmente nos estados, o centro da discussão foi o tempo na televisão e rádio. Não houve partido que ao estabelecer uma aliança tenha discutido alguma questão programática. Nada disso. Os partidos, que têm proprietários, especialmente os menores, comercializaram o tempo de televisão, trocando por eventuais favores após a vitória e por apoio financeiro aos seus candidatos.

Entrava governo, saía governo, e nada mudava nesse presidencialismo de transação. O primeiro mandatário era refém do Congresso Nacional, como se o voto do eleitor fosse sequestrado e o preço pelo exercício da função presidencial dependesse do pagamento de uma espécie de resgate. As alianças políticas não eram estabelecidas com base programática. A maior parte dos parlamentares nem sequer tinham conhecimento de itens básicos do programa do seu partido. Alguns tinham até dificuldade de dizer qual era seu partido, pois mudavam de um para outro em questão de meses. A permanência dessa relação de coação do Legislativo sobre o Executivo era apresentada como inevitável, uma condição indispensável para a governabilidade. Ganhou até foro acadêmico e recebeu o nome de presidencialismo de coalizão. Coalização do que?

Qualquer crítica a essa coação era vista como uma espécie de rompimento da ordem democrática. Analistas diziam que era o preço para a governabilidade. E que o estabelecimento de uma outra relação, baseada em princípios programáticos, conduziria necessariamente a um choque com o Legislativo. Este suborno seria o preço para a paz política. Pura falácia. Evidentemente que ninguém supõe que os parlamentares acostumados há décadas com o sistema do “é dando que se recebe”, aceitarão, sem resistir, um outro tipo de arranjo político. Este é o desafio da presidência Jair Bolsonaro. Construir uma equipe sem se submeter à chantagem da velha política. Até o momento tem resistido. Poderá fazer uma revolução nos marcos democráticos. É provável que use da comunicação direta com os brasileiros para se fazer ouvir, para apresentar suas medidas de governo – e obter apoio. Se o fizer, prestará um grande serviço à moralização da República.

A sustentação que deverá obter no Congresso Nacional terá como como balizamento o programa de governo. Portanto, em vez de um saque organizado do erário público, como ocorreu nas últimas três décadas, poderemos ter o estabelecimento efetivo de um governo com princípios e que negocia com o Legislativo com base em projetos de lei ou, se for o caso, com emendas à Constituição. Isto é uma verdadeira negociação republicana, enterrando o presidencialismo de transação. E a falácia de que a “coalização” é indispensável para a governabilidade.

Bolsonaro, até o momento, está sendo ousado. Rompe como uma prática nociva à consolidação da democracia no Brasil. Terá dificuldades no Congresso, insisto. Boa parte dos parlamentares – apesar da renovação nas duas Casas – está acostumado com a velha política – a política da corrupção. Caso se mantenha firme poderemos dizer que a República anunciada em 15 de novembro de 1889 foi, finalmente, proclamada.

Marco Antonio Villa é historiador.

Entenda por que o alcance e a credibilidade do Facebook estão despencando

ARTIGO

11 min de leitura

Você já deve ter percebido que, ao publicar qualquer conteúdo na fan page de uma marca no Facebook, o alcance orgânico não é mais o de antigamente. Entenda por alcance orgânico a audiência conquistada espontaneamente, sem investimento financeiro. O que acontece é que, agora, para conseguir visibilidade minimamente razoável, é preciso pagar para impulsionar as publicações.O Facebook passou vários anos convencendo empresas de que acumular curtidas e fãs eram o melhor caminho para um marketing online eficaz. Marcas e agências que acreditaram nele agora se sentem enganadas, como se tivessem caído numa cilada ? o que não deixa de ser verdade. O alcance orgânico despencou. Em fevereiro de 2012, 16 em cada 100 fãs visualizavam um conteúdo sem que o autor precisasse pagar nada ao Facebook. O índice veio caindo até que, em março de 2014, chegou a 6,5%.Na semana passada, o Facebook usou seu blog para tentar justificar a queda. Em síntese, foram duas as explicações:

  1. O volume de conteúdo publicado pelos usuários cresceu muito. Hoje, se não houvesse filtro, um usuário seria bombardeado por 1.500 publicações cada vez que acessasse a sua conta.

  2. Nesse cenário, a plataforma social é obrigada a filtrar o conteúdo por meio de algoritmos, exibindo apenas cerca de 300 dessas 1.500 atualizações.

Brian Boland, líder do programa de anúncios do Facebook, é quem assina o post. Vamos transportar para o mundo físico a explicação dele.Imagine que você todos os dias passa numa calçada em que sempre há três ou quatro moças entregando panfletos comerciais. É provável que elas consigam entregar a você os seus flyers — ou que, no mínimo, você perceba a presença de cada uma delas. O tempo passa e, quando você se dá conta, em vez de três ou quatro moças, há 500 panfleteiras agora na mesma calçada. É natural que poucas recebam a sua atenção. Aliás, bem que alguém poderia criar uma forma de posicionar melhor aquelas que tenham ofertas potencialmente mais interessantes para você. Seria ótimo, não?Transfira agora esse cenário para o mundo online. Mais especificamente, para o Facebook. Os panfletos (anúncios, posts pagos) chegam aos montes. A diferença é que ali é possível criar uma fórmula que destaque algumas empresas mais do que as outras dependendo das preferências de cada usuário. É isso que fazem os complexos algoritmos do Facebook, permitindo que cada pessoa visualize as ofertas que tenham mais chance de ser interessantes para ela.Aqui nasce o componente da discórdia. Se a sua marca não figurar naturalmente (ou organicamente) entre as mais interessantes, você pode furar a fila. Como? Pagando para o Facebook impulsionar a sua publicação. Boland afirma com todas as letras: a queda do alcance gratuito não é uma artimanha da empresa para faturar mais.Reações

O problema é que muita gente não digeriu a explicação. A começar por um questionamento igualmente lógico: como acreditar que a queda do alcance não visa ao faturamento quando se trata de uma empresa de capital aberto, com toda a pressão por resultados financeiros que essa condição impõe?Embora o Pando Daily seja um site pouco conhecido, um post assinado por James Robinson ganhou destaque no serviço de leitura via mobile Zite ao publicar uma foto do personagem Pinocchio ostentando um nariz espichado. O título resume a mensagem:

O VP DO FACEBOOK INSULTA A NOSSA INTELIGÊNCIA AO DIZER QUE A LIMITAÇÃO DO ALCANCE ORGÂNICO DE MARCAS NÃO TEM A VER COM FAZER DINHEIRO”.

Se as manifestações tivessem se limitado a blogueiros insatisfeitos, o caso talvez não merecesse tanta atenção. Mas o especialista Jack Marshall fez coro às críticas. Em sua coluna no The Wall Street Journal, ele lembrou que a Eat 24 Hours, gigante do ramo de comidas entregues em domicílio nos Estados Unidos, eliminou sua fan page no dia 27 de março deste ano. A justificativa: o Facebook estava limitando deliberadamente a exposição de seus posts como forma de forçá-la a gastar cada vez mais em anúncios.Em seu blog, a Eat 24 Hours expõe suas razões de forma criativa. Faz uma carta aberta que faz lembrar o término de uma relação amorosa. O texto começa assim:

“CARO FACEBOOK,

AQUI É A EAT24. OLHA, PRECISAMOS CONVERSAR. NÃO É FÁCIL DIZER ISTO DEPOIS DE TANTO TEMPO JUNTOS, MAS PRECISAMOS TERMINAR A NOSSA RELAÇÃO. NÓS ADORARÍAMOS DIZER ‘NÃO FOI VOCÊ, FOMOS NÓS’, MAS NÃO. O PROBLEMA É TOTALMENTE VOCÊ. NÃO QUEREMOS SER GROSSEIROS, MAS VOCÊ NÃO É A REDE SOCIAL ESPERTA E DIVERTIDA PELA QUAL NOS APAIXONAMOS ALGUNS ANOS ATRÁS. VOCÊ MUDOU. MUITO.

QUANDO NOS CONHECEMOS, VOCÊ FEZ A GENTE SE SENTIR ESPECIAL. NÓS CONTÁVAMOS UMA PIADA SOBRE SRIRACHA E VOCÊ A CONTAVA PARA TODOS OS NOSSOS AMIGOS E TODOS NÓS RÍAMOS JUNTOS. MAS E AGORA? AGORA VOCÊ SÓ QUER QUE PAGUEMOS PARA CONVERSAR COM OS NOSSOS AMIGOS. QUANDO MOSTRAMOS A VOCÊ UMA FOTO DE UM TACO COBERTO COM BACON, VOCÊ VEM COM “PROMOVA ESTE POST! GANHE MAIS AMIGOS!” EM VEZ DE GOSTAR DE NÓS PELO QUE NÓS SOMOS. ISSO É CONFUSO PRA CARAMBA.

PARA SERMOS HONESTOS, MUITOS AMIGOS NOS ALERTARAM SOBRE VOCÊ (NÃO CITANDO NOMES, MAS CITANDO NOME POR NOME: FORBES, FAST COMPANY, WALL STREET JOURNAL). MAS NÓS OS IGNORAMOS E CONFIAMOS EM VOCÊ PORQUE NÓS O AMÁVAMOS. AGORA ESTAMOS AQUI, QUESTIONANDO NOSSA RELAÇÃO INTEIRA.”


Decisão da Eat 24 Hours foi destaque no canal de tecnologia da CNN na web.
Vale a pena ler o restante do post, intitulado Uma carta da Eat24 de rompimento com o Facebook (em inglês). No dia 1º de maio, pouco mais de um mês depois de bater em retirada, a Eat 24 Hours voltou ao assunto em seu blog:

“FECHAMOS NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK E ABSOLUTAMENTE NADA ACONTECEU. O CÉU NÃO DESABOU. O INFERNO NÃO CONGELOU. TERÇAS-FEIRAS CONTINUAM SENDO EXCLUSIVAS PARA TACOS. TUDO ESTÁ EXATAMENTE DO MESMO JEITO DE QUANDO TÍNHAMOS A PÁGINA. A ÚNICA DIFERENÇA É QUE NÃO TEMOS QUE NOS PREOCUPAR COM COISAS COMO TAMANHO IDEAL DA CHAMADA, RESOLUÇÃO DA IMAGEM OU PROPORÇÃO ADEQUADA ENTRE GATOS E CHEESEBURGERS PARA MAXIMIZAR A VIRALIZAÇÃO”.

Não é de hoje

Você talvez esteja surpreso com questionamentos tão veementes à maior rede social do mundo, mas não deveria. Não faltaram sinais de que a corrida desesperada das marcas por curtidas e fãs beneficiaria uma só empresa: o próprio Facebook. Eis alguns sinais que publicamos diversas vezes aqui mesmo, na Tracto:

  • Em junho de 2012, o fundador da Ironfire Capital disse à rede de televisão americana CNBC que o Facebook iria afundar até 2020.

  • Em outubro do mesmo ano, o consultor e escritor Geoff Livingston criticou Mark Zuckerberg ao dizer que ele estava à frente de uma empresa sem visão.

  • Um mês depois, o Recommend.ly já dizia que engajamento no Facebook não significa muita coisapara uma marca.

  • Em abril de 2013, as organizações Globo limitaram sua atuação no Facebook. As razões não foram explicadas oficialmente, mas eram facilmente compreendidas. Sua insatisfação era muito similar à da Eat 24 Hours.

  • Em setembro do ano passado, o Mashable explicou, a partir de um depoimento de uma adolescente, por que o conteúdo da rede social não se sustentava mais. E antecipou que irrelevância dos posts afugentaria muita gente.

  • Em fevereiro deste ano, o Facebook comprou o WhatsApp por US$ 19 bilhões. Uma análise mais cuidadosa da aquisição sugere que Zuckerberg e sua diretoria saibam mais do que qualquer um de nós que a tendência avassaladora neste momento é o mobile. E que o modelo de rede social atual, um site gordo e pesado, todo baseado em web, talvez não caiba nessa nova forma de se usar a internet.

Conclusão

Acredite: o que está acontecendo com o Facebook é ótimo para os profissionais de comunicação e marketing do mundo todo ? Brasil, inclusive. Basta ter um olhar do todo. Um pensamento limitado, beirando a mediocridade, seria este:

E AGORA? JOGUEI FORA O TEMPO, A ENERGIA E O DINHEIRO QUE INVESTI NO FACEBOOK?

Não. Definitivamente, você não jogou nada fora. Basta pensar de forma mais ampla. O uso intenso do Facebook tem sido uma escola. Vem representando a oportunidade bem aproveitada de se migrar de um modelo em que veículos de comunicação falavam e público ouvia para um modelo de diálogo, interação, cooperação.Esse conhecimento será fundamental para aproveitar bem as plataformas de comunicação que surgem a todo momento. O Facebook não deixará de ser usado pelas marcas de uma hora para a outra, e nem é isso que eu proponho aqui. Mas claramente o encantamento pela ferramenta começa a perder força.O desafio para o profissional de comunicação é pensar como gestor, e não mais como mero produtor de textos, vídeos e fotos. A demanda agora é pela escolha de um conjunto assertivo de plataformas que levem a marca a alcançar os seus objetivos. O Facebook pode fazer parte desse conjunto ou não ? tudo depende das características do público que se quer atingir.É uma questão de colocar fim à monocultura de uma rede social para, então, valorizar a estratégia de comunicação por múltiplos canais.

Sobre o autor: Cassio Politi é fundador da Tracto. Implantou programas de content marketing em empresas do Brasil e em multionacionais. Autor do primeiro livro em língua portuguesa sobre content marketing, publicado em 2013, é o único sul-americano a compor o seleto júri do Content Marketing Awards. Desde 2016, é palestrante em eventos no Brasil e no Exterior, normalmente apresentando cases bem-sucedidos de seus clientes.

Artigo escrito por Hernani Sá, sobre a preservação da área verde do Loteamento Jardim Atlântico I

Caros amigos e amigas, profissionais dos meios de comunicação.

Hernani Lopes de Sá

Em atenção ao movimento ÁREA VERDE SIM!!! que vem crescendo com a adesão de importantes instituições da sociedade civil organizada ilheense, como a Associação Comercial de Ilhéus, ATIL, Instituto Nossa Ilhéus, Sindicato dos Produtores Rurais de Ilhéus, e associações de moradores do Jardim Atlântico I, II e III, todos unidos para defender a área verde do loteamento jardim atlântico I, que é uma área verde de aproximadamente 1,5 ha (um hectare e meio) e teve parte da área devastada pelo governo municipal, que deveria protegê-la, considerando também que as faixas de protesto feitas pelos moradores foram removidas, resolvi escrever o presente artigo, sobre a preservação da área verde e o Estado Democrático de Direito,

Peço gentilmente que seja publicado pelos jornalistas e meios de comunicação.

(Segue o artigo no corpo do e-mail e em anexo, acompanhado de uma foto minha, ilustrativa)

Atenciosamente,

Hernani Lopes de Sá

(77) 99177-2525 whatsapp

Artigo escrito por Hernani Sá, sobre a preservação da área verde do Loteamento Jardim Atlântico I e o Estado Democrático de Direito.

O PROTESTO COMO UMA DAS FORMAS DE CIDADANIA E ELEMENTO ESSENCIAL DE EQUILÍBRIO DA DEMOCRACIA. :: LEIA MAIS »

Altruísmo médico e o SUS

Infelizmente a população brasileira está habituada a conviver com a ineficiência do SUS. De fato, saúde pública é um problema crônico. E em meio aos entraves e falta de integração das redes de assistência encontra-se o médico, que de maneira injusta é responsabilizado por questões que não dependem da sua atuação profissional.

A maioria das pessoas que escolhem a medicina como profissão tem o genuíno interesse de ajudar o próximo. Porém, algumas tentativas são frustradas, seja pelo estágio avançado da doença ou porque os recursos disponíveis são insuficientes. Ainda assim, alguns estigmas são jogados contra os médicos na tentativa de fazê-los bodes expiatórios para o caos da saúde pública.

Os médicos têm compromissos vocacionais sustentados com sofrimento, angústia e depressão. Dia após dia é recorrente a falta de infraestrutura, iminência da morte de pacientes que poderiam ser evitadas, atraso de salários, agressões físicas e o seu aviltamento perante a sociedade. Entretanto, o arraigado altruísmo é a voz que ecoa no empenho incessante em curar e aliviar a dor dos pacientes, mesmo quando todos os limites foram superados. Lidar com o sofrimento alheio não é fácil e gera sentimentos, afinal o médico também tem emoções.

Os cidadãos reiteradamente são violados pelo Estado brasileiro, pelo fato de serem vítimas da ausência de direitos sociais. O cenário real do SUS é diferente do formato idealizado na constituição federal. Na prática, apresenta limitações que cursam desde a dificuldade de acesso até a falta de resolubilidade. É uma rotina dos pacientes que necessitam de utilizar os serviços.

A União transfere ônus cada vez maiores aos Estados e municípios, sem que haja qualquer organização hierárquica que reflita em ações efetivas. Muitos gestores municipais têm desativado serviços próprios e passado responsabilidade para as vizinhas, mantendo a desordem na gestão da saúde. Pacientes perambulam em ambulâncias na tentativa de conseguir atendimento, exames, cirurgias ou tratamentos.

A saúde não pode ser utilizada como instrumento político e, portanto, políticas de Estado devem ser implementadas em detrimento às medidas pontuais de governo. Sistemas de saúde pública como no Reino Unido estabelecem metas e têm planejamentos ancorados em pilares fundamentais: acesso universal, sustentabilidade financeira e qualidade nos serviços prestados, com análise de resultados.

Aos médicos, torna-se urgente a aprovação da carreira de Estado (PEC 454/2009) a fim de eliminar os vazios assistenciais e gerar uma interiorização verdadeira do médico, havendo progressão funcional, infraestrutura e acesso a aperfeiçoamento contínuo. Essas medidas mudarão a saúde pública no Brasil. Enfim, como disse Machado de Assis, “o país real revela os melhores instintos, mas o país oficial é caricato e burlesco”.

 

Tiago A. Fonseca Nunes

tiagofonsecanunes@gmail.com

A REGIÃO CACAUEIRA E A SUA DIVERSIFICAÇÃO


Com a falência da cacauicultura, principalmente por causa da vassoura de bruxa, naturalmente a região cacaueira sofreu um processo de diversificação, que vem se expandindo. Isso, aliado às características naturais, como vegetação nativa e concentração do homem no campo, pode tornar a região um pólo economicamente relevante, na produção de alimentos, social e ambientalmente correta.
É preciso que se tenha os cuidados necessários com esse fenômeno, para não se incorrer nos mesmos erros do passado. Evidentemente, a região deve investir em recursos humanos e tecnológicos, inclusive mecanização. E como forma de captar esses recursos indispensáveis, são imprescindíveis o sistema cooperativista e a representação política. Nesse passo, poderemos acreditar até na recuperação da própria cacauicultura, que nunca deixará de ser a melhor atividade agrícola da região, além de ser correta economicamente, socialmente e ambientalmente.
Estas são as minhas convicções
LHU

TAL AVÔ, TAL NETO – REVISTA PREVENÇÃO

“O pior de uma sociedade manipulada por políticos é ver os pobres

defendendo ricos culpáveis de sua pobreza”. Paulo Coelho

As oligarquias de famílias políticas tem se perpetuado no comando do poder político e econômico do País por muitos anos. São dezenas de anos que tradicionais famílias mantem este controle e a forma como o fazem parece que não muda e este método vem passando de pai para filho e até para os netos.

As oligarquias políticas não querem ceder o controle político conquistado ao longo de décadas e fazem de tudo para não perder a posse do bastão para seus adversários políticos e muito menos para quem se atreva entrar neste circulo fechado onde poucas famílias fazem parte do clube.

A pratica para isso não difere muito dos tempos da idade antiga e ou medieval. O exemplo mais conhecido de controle e forma perversa para se continuar no poder vem da Roma antiga, quando Cezar, imperador romano, construiu o Coliseu onde promovia espetáculos circenses, onde homens e animais se digladiavam até a morte de um dos gladiadores, enquanto o pão era distribuído à plebe faminta que momentaneamente se esquecia da miséria, doenças, das mutilações sofridas com as guerras e do abandono nas aldeias em que viviam.

A prática perversa de Cezar fez escola no Brasil e alguns políticos fizeram desta pratica uma forma de se perpetuarem no poder. O já falecido Antonio Carlos Peixoto de Magalhães, mais conhecido como ACM , quando prefeito de Salvador, usou a abusou de dar migalhas ao povo e usou o carnaval(festa circense) para iludir o povo. Vendo nesta festa um bom mote para manipular o povo, mudou o calendário do carnaval que era de três dias(domingo, segunda e terça feira) para cinco dias(sexta feira, sábado, domingo, segunda feira e terça feira). Como a plebe da Roma antiga, o povo baiano também se esbaldava nos cinco dias de carnaval esquecendo-se da miséria, da fome, da falta de atendimento médico, falta do emprego; de boas escolas; de creches, para depois voltar andando para suas míseras casas e depois de chegar ver que nada mudou e que continuam abandonados pelo poder público e que a merda de vida que viviam continuava depois do carnaval. A falsa felicidade só lhes era concedido nos cinco dias de carnaval, nada mais do que isso.

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IDEOLOGIA DE GÊNERO – Butler em recuo estratégico

Uma resposta aos argumentos de Judith Butler em sua recente entrevista à Folha de S. Paulo

Judith Butler

 Autoria:

*** Pe. José Eduardo de Oliveira e Silva ***

“Escrevi essas notas por ocasião da leitura do artigo de Judith Butler na Folha de São Paulo em 20 de novembro de 2017, numa breve meditação filosófica. O texto é maior que as postagens habituais, mas penso que valha a pena sua leitura atenta e reflexão”

I. RECUO ESTRATÉGICO

Professora do departamento de retórica e literatura comparada da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e diretora do Consórcio Internacional de Teoria Crítica, não é de se admirar que Judith Butler remodele seu discurso para torná-lo mais palatável ao ouvido sensível dos brasileiros, sobretudo após a onda de protestos causados por sua última vinda ao Brasil.

“Um passo em frente, dois pra trás”. Este é o título do livro que Vladimir Lênin publicou em 1904, e que, de certo modo, marcou sempre o modus procedendi de toda a esquerda quando pretende avançar por cima dos obstáculos.

Quando Fidel Castro assumiu o poder em Cuba em nome da democracia e contra a ditadura batistiana, em seguida, implantou a sua ditadura. Hugo Chávez fez a mesma coisa, apresentou um discurso democrático para, na sequência, impor seu totalitarismo.

Até mesmo o ex-presidente Lula fez isso. Quando tentava se eleger, nos anos 90, era rechaçado pela população. Então, com o auxílio do marqueteiro Duda Mendonça, repaginou-se, dando à luz o “Lulinha paz e amor”, que o elevou à presidência da república em 2002.

Agora, Butler segue a mesma estratégia. Reapresenta a sua teoria em recortes mais essencialistas e até moralistas, para fazê-la avançar.

II. A TEORIA DE GÊNERO BUTLERIANA :: LEIA MAIS »

PLANO SAFRA e INVASÃO DE PROPRIEDADES

Luiz Henrique Uaquim – Foto: Google

Que a política ideológica pelas invasões de terras contribuiu para quebrar o nosso país, não restam dúvidas. Assim, quadrilhas organizadas, com objetivos políticos definidos, promovem a bagunça que melhor lhes convém, levando ao caos, o setor que tem honrado os resultados da nossa balança comercial: o Agronegócio.
Planejar e oferecer aos produtores agrícolas, meios de gerar emprego e renda, contribuindo para o crescimento do país, deve ter mais do que um PLANO SAFRA, mais do que linhas de crédito; é preciso outrossim, que o governo garanta a quem trabalha e produz, a segurança da sua propriedade, bem como o escoamento e a liberdade de venda dos seus produtos.
Logo, as invasões de terras por grupos organizados, infestados de vagabundos e oportunistas, têm nome e apadrinhamentos, o que representa um acinte a toda cadeia produtiva, e ao Estado democrático de direito, à luz do qual se norteia a nossa sociedade.
Essa ideologia da invasão deve ser banida, para que o Estado volte a crescer, e o agronegócio possa ser um dos pilares a sustentar essa recuperação. A manutenção da ordem e da segurança do Estado não pode caber ao produtor, desarmado e indefeso, mas, ao próprio Estado.
Por conseguinte, ficam comprometidos pela insegurança, os caros recursos investidos no Plano Safra. Caros a todo o povo brasileiro.
Acreditamos que o MAPA, junto ao Ministério da Justiça, devam buscar, de imediato, soluções que assegurem aos produtores, a garantia de produzirem, evitando, assim, que sejam desapossados, como se nulos fossem seus títulos de propriedade. As invasões ameaçam a governabilidade e afrontam aqueles que pagam impostos, trabalham e produzem.
Luiz Henrique Uaquim
Diretor da UDP – união em defesa da propriedade

INVASÕES NA BAHIA


   Aumento da insegurança jurídica e da violência no campo, redução da produtividade e do valor patrimonial e desafio crescente à governabilidade, são algumas das consequências deste surto crescente de invasões pela Bahia, e também, pelo Brasil.
     A política populista de miséria implantada no Brasil, protagonizada pela incapacidade administrativa, há mais de 13 anos, ao que parece, baseia-se na formação de quadrilhas, como o caminho escolhido, para saquear os cofres públicos, invadir terras bem resolvidas e produtivas, e desestabilizar a República.
     Hoje, sem comando e sem segurança pública, a população baiana se rende a qualquer bando de vagabundos que empunhe armas e use penas na cabeça. Assim, invadem a propriedade que querem, e têm como amparo legal, o estado petista de direito.
     As invasões de terras legais, por bandos de marginais, instiga os produtores, e toda sociedade civil organizada na região, a ocupar os vazios deixados pelos governantes oportunistas. O Estado do Povo da Bahia, decerto, saberá reagir a esse comunismo disfarçado de administração pública.
     As invasões, que já ameaçam as regiões de Itapetinga a Ibicuí, têm como pano de fundo a questão indígena, mas todos sabem que buscam mesmo, é encobrir interesses outros, para amealharem riquezas com a exploração “legalizada” dos recursos naturais da região. Querem confiscar, sem fazer nenhum esforço, as riquezas da nossa região, custem as vidas que custarem.
Estas são as minhas convicções .
Luiz Henrique Uaquim

Avanços médicos do século XXI

Tiago A. Fonseca Nunes

Vamos direto às suposições futurísticas. Imagine ser capaz de encurtar uma cirurgia para remover um tumor graças a um dispositivo, não maior do que uma caneta, que pode dizer se o tecido canceroso é benigno em apenas dez segundos! De benefício imediato, reduziria drasticamente o risco de infecção. E, ao diminuir o tempo da cirurgia também reduz o tempo de recuperação. Seria extraordinário, não é mesmo?

Bem, está feito. Um pequeno espectrômetro de massa de mão desenvolvido por médicos e engenheiros no Texas pode realizar, rapidamente, um trabalho de diagnóstico vital que, de modo tradicional, atrasaria uma equipe de cirurgiões por meia hora de cada vez. Mais do que isso, os diagnósticos feitos através da caneta apresentam 96% de precisão. No uso de técnicas convencionais, essa precisão gira em torno de 80 a 90%.

Podemos até imaginar que todos os gadgets concebíveis já tenham sido pensados ??e criados, tendo a ficção como limite. Os membros biônicos ainda não foram aperfeiçoados, mas eles estão chegando; Os implantes neurais para aumentar nossa capacidade de cognição e retenção de dados estão sendo trabalhados.

Enquanto isso, tablets e smartphones estão transformando diagnósticos. A revista americana, Fronteiras em Neurologia, informa sobre um novo sistema australiano para diagnosticar a doença de Parkinson usando um tablet, uma caneta sensível à pressão e uma tarefa simples: desenhar uma espiral. Uma pontuação composta da combinação entre a velocidade e pressão exercida pelo paciente pode dizer aos médicos se o mesmo tem a doença e quão severo é o estágio. Assim, os computadores podem ser usados para a triagem de Parkinson. Os smartphones, em conjunto com acessórios simples e baratos, podem detectar os vírus da zika, dengue e uma infinidade de deficiências visuais.

Portanto, a tecnologia do consumidor abriu uma nova janela no cérebro e no corpo humano. O leque de possibilidades é extraordinário. Estamos diante de um caminho que cresce exponencialmente e tem como premissa promover à sociedade mecanismos de avanços, a passos largos, na saúde. Que novas descobertas se tornem regra. Ganha a ciência, ganha a população.

Tiago A. Fonseca Nunes

tiagofonsecanunes@gmail.com

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