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:: ‘Amazônia’

Vice-presidente visita a Amazônia na companhia de embaixadores

Diplomatas acompanharão políticas ambientais aplicadas na região

Publicado em 08/09/2021 – 13:06 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Ciceroneado pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, um grupo de diplomatas, parlamentares e jornalistas estrangeiros começa hoje (8) a percorrer parte da Amazônia brasileira. Segundo a vice-presidência, apesar de concentrada em cidades do Pará, a viagem é uma oportunidade para o governo federal apresentar a representantes da comunidade internacional a realidade regional e as ações públicas para preservação do bioma e desenvolvimento econômico da região que compreende nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

“Esta viagem vai se desenvolver na Amazônia Oriental, mais especificamente no estado do Pará. O objetivo é apresentar a estas autoridades estrangeiras – bem como ao público brasileiro, por meio dos formadores de opinião que irão nos acompanhar – a realidade da região e as principais políticas [federais e estaduais] com vistas ao desenvolvimento da Amazônia Legal”, disse Mourão na última segunda-feira (6), no programa Por Dentro da Amazônia, transmitido pela Rádio Nacional AM.

Segundo a assessoria da vice-presidência, participam da comitiva representantes diplomáticos de oito países (Angola, Espanha, França, Índia, Japão, Paraguai, Suíça e Uruguai), além do Reino Unido (formado por Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales) e da União Europeia. Também viajam com o grupo membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA – bloco socioambiental formado pelos países sul-americanos que compartilham o território Amazônico: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela), jornalistas estrangeiros e brasileiros, parlamentares brasileiros e representantes dos ministérios do Meio Ambiente; Minas e Energia; Relações Exteriores e Ciência, Tecnologia e Inovações.

Até a sexta-feira (10), a comitiva visitará as cidades de Altamira, Belém, Medicilândia e Parauapebas. Entre as atividades programadas estão um sobrevoo à Floresta Nacional de Carajás; visitação a complexos mineradores da Vale, à usina de Belo Monte, à Fundação Evandro Chagas e ao Museu Emílio Goeldi, além de encontros com autoridades estaduais.

Em novembro de 2020, o Conselho Nacional da Amazônia Legal realizou uma primeira missão diplomática com o mesmo objetivo. Na ocasião, o conselho, presidido por Mourão e responsável por coordenar e acompanhar a implementação das políticas públicas relacionadas à Amazônia Legal levou chefes de missões diplomáticas da África do Sul, Alemanha, Canadá, Colômbia, França, Espanha, Peru, Portugal, Suécia, Reino Unido, União Europeia e OTCA a visitar pontos pré-definidos nas cidades de Manaus, São Gabriel da Cachoeira e Maturacá, todas no Amazonas.

“[Os integrantes da comitiva] tiveram a oportunidade de ver a realidade destas áreas tão distantes e isoladas do território brasileiro”, acrescentou o vice-presidente, explicando que, este ano, o Pará foi escolhido em função de, segundo Mourão, conciliar grandes centros urbanos, projetos de mineração e de infraestrutura, ações de proteção e preservação ambientais e investimentos em bioeconomia. “Isto [as viagens com representantes de outros países] nos incentiva a buscar cada vez mais recursos que propiciem recursos condições de vida melhores para todos que ali vivem”, acrescentou o vice-presidente durante o programa da Rádio Nacional AM.

Assista na TV Brasil

Maior floresta tropical do mundo, a conservação da Amazônia desperta atenção internacional, já que, além dos prejuízos imediatos para a população local e para a economia brasileira, sua destruição causaria impactos globais, dentre eles a liberação de grande quantidade de gases de efeito estufa. No início de agosto, após a divulgação dos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), o vice-presidente disse que o Brasil não atingirá, este ano, a meta de reduzir em 10% o desmatamento da Amazônia.

“Provavelmente, não vou cumprir aquilo que eu achava que seria o nosso papel: chegar a 10% de redução. Acho que vai dar na faixa de 4% a 5%, uma redução muito pequena, muito irrisória, mas que já é um caminho andado”, disse Mourão a jornalistas. Dias depois, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Orlando Leite Ribeiro, destacou os esforços da pasta para reverter imagem negativa do Brasil no exterior em relação ao desmatamento e a queimadas.

“É preciso diferenciar o problema que temos do problema da imagem. Temos, sim, problemas com o número crescente de desmatamento. O governo está ciente disso e tenta reverter. Mas existe um problema maior que é a percepção, no exterior, dessa situação. No imaginário popular europeu, a Amazônia está queimando e estão extraindo madeira no coração da Amazônia, mas a gente sabe que não é isso”, disse Ribeiro durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Edição: Valéria Aguiar

Governo inaugura antena para ampliar fiscalização na Amazônia

Equipamento abrange todo o território nacional

Publicado em 22/07/2021 – 12:01 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Foto: Valter Campanato/Agencia Brasil

O Ministério da Defesa, por meio do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), inaugurou hoje (22) uma antena de recepção multissatelital que deve auxiliar no combate ao desmatamento e outros crimes ambientais. A cerimônia ocorreu no Ministério da Defesa, em Brasília, e contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro, do vice-presidente Hamilton Mourão e outras autoridades.

A nova antena foi adquirida nos Estados Unidos com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com diâmetro de 11,3 metros, o equipamento foi instalado no Campo de Instrução do Exército, em Formosa (GO), a cerca de 90 quilômetros de Brasília.

Abrangendo todo o território nacional, incluindo grande parte da área marítima, a antena pode receber dados de todos os satélites de observação da terra, ópticos e radares. 

O equipamento será utilizado no âmbito do Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento (SipamSar), projeto que monitora a supressão de vegetação na Amazônia e antecipa as intervenções em campo com a visualização do terreno, inclusive no período de alta cobertura de nuvens na na região.

Edição: Kleber Sampaio

Cacau volta à Amazônia

reportagens / cacau/   Fonte: GLOBO RURAL

O Pará, Estado onde o cultivo cresce mais rápido no país, registra o triplo da produtividade da Bahia

Luciana Franco | Fotos Ernesto de Souza 

 

Editora Globo

O agricultor Antonio Lira, pioneiro no cultivo no Pará

O Brasil, que nas últimas décadas viu a produção interna de cacau despencar, por conta principalmente da alta incidência do fungo que causa a vassoura de bruxa, ensaia um movimento de recuperação que já na safra atual pode somar 200.000 toneladas, uma alta de 17% em comparação ao período anterior. Além da retomada da safra na Bahia, que responde por 70% da colheita nacional, o Pará, que hoje se destaca como segundo maior produtor do país, tem grande potencial de expansão para a cultura. “É no Pará onde a produção mais cresce no Brasil”, avalia Thomas Hartmann, analista da TH Consultoria. Segundo ele, a Bahia tem grande importância histórica para o cacau, mas é no Pará que está o futuro da amêndoa. A importância da cultura é tão grande que o Estado já tem sua própria “capital do cacau”: o município de Medicilândia, situado às margens da Rodovia Transamazônica, onde 70% da população, estimada em 27 mil habitantes, reside na área rural.

Medicilândia conta hoje com 27 milhões de pés de cacau, ou 1.000 pés por habitante, e há mais de três décadas é o destino certo para quem quer se aventurar na produção da amêndoa. Com infraestrutura precária, economia em desenvolvimento e PIB per capita de R$ 4.300, o pequeno município, fundado em maio de 1989, parece ter as mesmas características da Ilhéus do início do século passado: terra boa e agricultores ávidos por riqueza. “Na década de 1970, desenvolvemos um programa para que o cacau retornasse à sua origem, que é a região amazônica, e foi elaborado um material híbrido altamente produtivo para ser cultivado no Pará”, diz Paulo Henrique Fernandes Santos, coordenador da área de pesquisa de cacau da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) de Altamira (PA).

Editora Globo

Ivan e Ivanilson, de 22 e 17 anos, já têm suas próprias lavouras em Medicilândia

E, assim como aconteceu na Bahia no final do século XIX, o governo brasileiro doava terras para quem quisesse plantar cacau no Pará. Em meados da década de 1970, quem ganhasse um lote de 100 hectares e o desmatasse em, no máximo, um ano recebia outro do mesmo tamanho. Foi dessa maneira que, aos poucos, a região antes ocupada por exemplares nativos foi cedendo espaço à cacauicultura. E hoje na terra roxa do Pará o cacau convive harmoniosamente com espécies nativas. A recomendação da Ceplac é que as lavouras sejam instaladas sob um sombreiro provisório – a banana, posteriormente retirada – e cultivadas junto com essências nativas, como mogno, ipê, cumaru, andiroba, jatobá, entre outras espécies da Amazônia, que serão usadas para o sombreamento permanente das lavouras.

Editora Globo

Gabriela, aos 78 anos, divide com nove meeiros os lucros de sua lavoura

O agricultor Antonio Teixeira de Lira foi um dos primeiros a chegar à região, em 1970. “Vim sem destino certo e meu primeiro trabalho foi a derrubada de árvores para os índios”, diz. Em 1976, ele começou a trabalhar nas roças de cacau e lembra-se de ter cultivado em viveiros as primeiras mudas criadas pela Ceplac. Em 1986, montou sua própria lavoura e hoje cultiva 100 hectares consorciados com café e açaí. “Neste ano, estou colhendo 1 quilo por pé, mas sei que dá para melhorar”, diz Antonio, que tem como principal mão de obra nas lavouras seus filhos e parentes. “Com a construção da Usina Belo Monte aqui na região, os trabalhadores não querem mais ficar no campo”, diz Lira.

A predominância da mão de obra familiar é uma forte característica das lavouras do norte do país. Nessa região, a sucessão familiar é comum e os filhos dos proprietários de terras ou assumem a gestão das fazendas junto com os pais ou adquirem seus próprios lotes. É o caso de Ivan Gotardo, de 22 anos, que já tem, há dois anos, sua própria roça de cacau, com 10 mil pés. Seu irmão, Ivanilson, de 17 anos, também formou sua plantação em 2011, com 15 mil pés. Ambos, além de cuidarem do manejo de suas lavouras, também trabalham nas roças do pai, o agricultor Valmir Gotardo, que foi do Paraná para Medicilândia em 1984 e hoje mantém 72 hectares, onde cultiva 72 mil pés de cacau. “Neste ano, estamos com uma produtividade bastante alta, de 2 quilos por pé de cacau”, diz Valmir. Uma produtividade que chama a atenção, já que, em geral, o rendimento no Estado se situa, em média, em 1 quilo por árvore, enquanto na Bahia a média baixa para 300 gramas por pé. “A capacidade produtiva da planta é ainda maior, de 2,5 quilos por hectare, mas ainda não está sendo aproveitada”, diz Paulo Santos, da Ceplac. Segundo ele, os técnicos da entidade estão trabalhando para melhorar o manejo das lavouras a fim de elevar tanto a produtividade das plantas como aprimorar os cuidados pós-colheita.

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A colheita no Pará pode ser realizada durante o ano inteiro

 

 LUCRO REINVESTIDO

Na região de Altamira, maior polo de produção do Estado – que contempla os municípios de Altamira, Vitória do Xingu, Medicilândia e Brasil Novo –, existem cerca de 40.000 hectares cultivados com cacau, que devem render neste ano uma safra de 53.000 toneladas. No Pará, a área destinada ao cultivo cresce todo ano. “Temos nesta safra uma demanda de 20 milhões de sementes, mas nossa capacidade de produção é de apenas 14 milhões de unidades”, diz Santos. Segundo projeções da Ceplac, 16.000 novos hectares devem ser incorporados ao cultivo no Estado. A produção de 2012 está estimada em 85.000 toneladas, alta de 30,7% em relação à safra de 2011.

Resultado do esforço conjunto dos agricultores, que têm por hábito investir na expansão das lavouras quase todo o lucro que a cultura lhes proporciona. A produtora Gabriela Soares, hoje com 78 anos, chegou ao Pará em 1980 e começou a plantar cacau em 1982. Atualmente, mantém 42 mil pés produzindo e está fazendo um trabalho com os técnicos da Ceplac para melhorar a qualidade e a produtividade, em torno de 1 quilo por hectare. “Plantei 6 mil novos pés em janeiro de 2010 e vou plantar mais 3 mil pés neste ano”, conta Gabriela, que divide a colheita com os sete meeiros que trabalham em sua propriedade. “Acho justo eu ganhar e eles também”, diz.

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A família inteira de Maria Concebida (na foto, à direita) trabalha na lavoura

Apesar da queda na moagem das processadoras de cacau no segundo trimestre deste ano, a expectativa de que o processamento de cacau nos grandes centros do mundo seja 2% maior neste ano está dando sustentação aos preços da amêndoa. No Pará, as cotações se situam entre R$ 4,70 e R$ 6 por quilo, menores que as do ano passado, mas remuneradoras.

Para a agricultora Maria Concebida Maciel Tabosa, que planta cacau orgânico, os preços estão acima de R$ 6 por quilo de produto certificado. “Vendemos parte de nossa produção para a Natura, exportamos um pouco para a Suíça e o restante vendemos no mercado interno”, diz Maria, que chegou ao Pará em 1974 e hoje mantém 350 hectares de terras na região, dos quais cultiva 80 hectares com cacau orgânico. Seus oito filhos é que tomam conta das lavouras. “Neste ano, plantamos mais 2.500 pés. O plano é continuar investindo em terras e lavouras”, diz a agricultora de 63 anos, que mantém 19 meeiros em sua propriedade.

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Nas barcaças, o cacau seca antes de ser transportado

Já na Bahia, a safra está estimada em 135.000 toneladas para este ano, alta de 6,2% quando comparada ao período anterior. No Estado, símbolo da produção de cacau no Brasil, os esforços no combate ao fungo causador da doença vassoura de bruxa surtiram efeito e a produção começa a ser retomada. A Ceplac tem tido papel fundamental nessa retomada, com destaque para um projeto de conservação produtiva que visa capacitar produtores para o uso de tecnologias sustentáveis.

No cenário internacional, o Brasil se posiciona entre o sexto e sétimo lugares no ranking dos maiores produtores mundiais, dependendo do volume produzido mundialmente. A Costa do Marfim, maior produtor mundial, deve colher uma safra de 1,41 milhão de toneladas na safra 2011/2012, que começa no próximo mês de outubro e se encerra em setembro de 2013. No mesmo período, a oferta mundial de cacau deve somar 3,9 milhões de toneladas, o que, segundo a International Cocoa Organization (Icco), deve gerar um deficit de 43.000 toneladas entre a oferta e a demanda. Apesar da retração nos países desenvolvidos, o aumento do consumo de chocolate nos países emergentes mantém a demanda aquecida e dá sustentação aos preços da commodity.

Editora Globo

 

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Bolsonaro inaugura 102 km de asfalto em trecho da Transamazônica

Em Marabá, o presidente entregou títulos de terra para assentados

Publicado em 18/06/2021 – 17:33 Por Agência Brasil – Brasília

 

 

O presidente Jair Bolsonaro cumpriu agenda nesta sexta-feira (18) no Pará, onde participou da entrega de títulos rurais e da inauguração de um trecho asfaltado da rodovia BR-230, a Transamazônica.

Na primeira atividade, em Marabá, região central do estado, foi feita a entrega simbólica de 50.162 títulos definitivos e provisórios de propriedade de terra. A maior parte dos títulos (47.234) tem como beneficiários famílias assentadas da reforma agrária. Outros 2.924 títulos foram entregues a ocupantes de glebas públicas federais. A entrega foi simbólica e corresponde ao total de títulos emitidos nos últimos dois anos.

“Essas pessoas, agora, perfazendo um total de 50 mil aqui no estado, têm um pedaço de terra para dizer que é seu e de sua família”, afirmou o presidente, em  discurso. O presidente defendeu o direito de propriedade, chamando de “sagrado”.

Transamazônica

Após o evento em Marabá, Bolsonaro se deslocou para o município de Novo Repartimento, a pouco mais de 180 km ao norte. O município é cortado pela Rodovia Transamazônica (BR-230) entre os rios Tocantins e Xingu. O trecho asfaltado tem 102 quilômetros de extensão e liga Novo Repartimento a Itupiranga.

A cerimônia também marcou a assinatura da ordem de serviço para construção da ponte sobre o Rio Xingu. Atualmente, a transposição do rio pela Transamazônica é feita por meio de balsa. De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, a previsão é que a obra comece no ano que vem.

Edição: Fernando Fraga

Governo estuda concessão de cinco áreas florestais no Amazonas

Somadas, as terras da União totalizam cerca de 2,3 milhões de hectares

Publicado em 16/06/2021 – 15:10 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Na Reserva Mamirauá, pesquisadores e ribeirinhos buscam a sustentabilidade pelo manejo florestal (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) planejam conceder cinco grandes áreas florestais na Amazônia à iniciativa privada até o fim de março de 2023. Somadas, as terras da União totalizam cerca de 2,3 milhões de hectares (cada hectare corresponde às medidas aproximadas de um campo de futebol oficial) e serão destinadas a projetos de manejo florestal que aliem produção florestal e proteção ambiental.

Entre as áreas está a Floresta Nacional de Balata-Tufari. De acordo com a pasta, mais de 600 mil hectares, que abrangem o território das cidades de Canutama, Humaitá e Tapauá podem ser destinados ao manejo empresarial.

As outras quatro florestas nacionais (Flonas) são a de Iquiri (mais de 800 mil hectares de área de manejo, em Lábrea); Jatuarana (Apuí, mais de 300 mil hectares); Pau-Rosa (mais de 200 mil hectares, em Maués, e Nova Olinda do Norte).

Ouça na Radioagência Nacional

Há uma quinta área em estudo, a chamada Gleba Castanho, em Careiro. De acordo com o Mapa, aproximadamente 120 mil hectares dos 165 mil hectares totais da gleba cortada pela BR-174 podem ser destinados ao manejo florestal sustentável.

Responsável por elaborar os estudos para a estruturação do modelo de concessão florestal, o BNDES estima conseguir concluir parte do trabalho até o fim deste ano. Cumprida essa primeira fase, as primeiras consultas públicas poderão ocorrer já no início do próximo ano. 

De acordo com o cronograma anunciado hoje (16), a expectativa dos técnicos do banco é que os cinco editais sejam publicados entre março e dezembro de 2022, de forma que a última das cinco áreas possa ser licitada até março de 2023. A estimativa do Mapa é que a concessão das cinco áreas amazonenses gerem 3,9 mil empregos diretos e 7,8 mil postos de trabalho indiretos, permitindo a produção de cerca de 1,3 milhão de metros cúbicos de madeira legal e produtos florestais.

Para a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, embora o prazo pareça distante, é o tempo necessário para que o processo seja bem-feito. “São oito concessões robustas, que precisamos fazer com cuidado [de forma a mostrar que] o Brasil conserva [suas florestas], e temos governança”, disse a ministra durante evento que marcou o início oficial dos estudos para a concessão.

Live “Agenda de Economia Florestal e Estruturação de Projetos de Concessão Florestal” Local: Observatório da Agropecuária.Foto Antonio Araujo/Mapa

Agenda de Economia Florestal e Estruturação de Projetos de Concessão Florestal – Foto Antonio Araujo/Mapa

Contrato

O trabalho técnico-jurídico que o BNDES vai desenvolver é resultado de um contrato firmado em dezembro de 2020 com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão gestor de florestas públicas que desde 2019 integra a estrutura regimental do Mapa. 

O acordo prevê que compete ao banco, em conjunto com o SFB, avaliar e estruturar o modelo de editais de concessão para a prática de manejo florestal sustentável, contemplando propostas de arranjos produtivos que estimulem o desenvolvimento socioeconômico local; a avaliação do potencial de implementação de novos serviços e tecnologias que utilizem a infraestrutura a ser implantada nas florestas e a geração de receitas acessórias, que deverão contar com mecanismos de compartilhamento com a administração pública.

O Mapa aponta as concessões florestais como uma prioridade para o governo federal, que pretende levar adiante a agenda iniciada em 2011. Atualmente, estão em vigor 17 contratos que autorizam o manejo de produtos florestais madeireiros e não madeireiros em áreas do Pará e de Rondônia, totalizando uma área de 1,05 milhão de hectares.

Região Sul

Em janeiro, o Mapa e o BNDES deram início à estruturação do projeto de concessão de três Flonas da Região Sul: Três Barras e Chapecó, em Santa Catarina, e Irati, no Paraná. 

Hoje, ao participar da reunião em que o BNDES apresentou seu cronograma para as cinco áreas do Amazonas, o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, disse que a meta é alcançar a concessão de 4,8 milhões de hectares até o início de 2023.

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, disse que, uma vez aprovados, o modelo de concessão das áreas do Sul do país e do Amazonas poderão servir de modelo para agilizar futuros projetos. “O que estamos fazendo é, digamos, um projeto-piloto com 2 milhões de hectares. É uma área enorme, mas diante do potencial mercado [que o manejo florestal pode significar] para o Brasil, isso é apenas o início de uma jornada muito maior. Esse é um mercado que daqui a dez, 15 anos, pode se multiplicar por muitas vezes”, disse Montezano.

A ministra Tereza Cristina também destacou a importância de atividades que conciliam produção e conservação do meio ambiente, gerando empregos e desenvolvimento social. “O Brasil é uma potência agroambiental. Esse é um grande ativo que o Brasil tem, um patrimônio que vai ser preservado”.

Edição: Fernando Fraga

Juíza manda PF devolver madeira apreendida no caso do delegado que acusou Salles

Decisão é da 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária do Amazonas e beneficia associação que faz manejo sustentável

Os itens apreendidos pela PF (madeira, das embarcações e das pás carregadeiras) são oriundos, segundo a Associação, do Plano de Manejo Florestal Sustentável, que garante ter sido licenciada para fazer exploração florestal, sem violar qualquer regra de proteção ambiental.

Esse é o caso que motivou a denúncia do ex-superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, contra o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), a quem acusou de “dificultar” a repressão policial contra esses madeireiros que atuam no desmatamento da Amazônia.

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Ao impetrar mandado de segurança contra a ação da PF, a Associação Comunitária da Gleba Curumucuri demonstrou à Justiça Federal no Amazonas que se dedica ao desenvolvimento de manejo florestal sustentável na área de reserva legal, apresentando inclusive o devido licenciamento nos órgãos ambientais.

A Associação também afirmou em juízo que suas atividades não apresentam qualquer indício ou suspeita de irregularidade. E esclareceu ser composta por 52 comunidades e proprietária de imóvel rural com 106,2 mil hectares, cuja concessão de direito real de uso foi outorgada pelo Estado do Pará e registrada em Cartório de Único Ofício de Juruti (PA).

Em carta a Biden, Bolsonaro promete fim do desmatamento ilegal

Para alcançar meta de desmatamento zero, Bolsonaro diz que o país precisará de “recursos vultuosos” e quer contar com o apoio dos EUA

O presidente Jair Bolsonaro se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal até 2030. Em carta enviada ontem (14) ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, Bolsonaro reconheceu o aumento das taxas de desmatamento a partir de 2012 e afirmou que o Estado e a sociedade precisam aperfeiçoar o combate a este crime ambiental.

“Queremos reafirmar neste ato, em inequívoco apoio aos esforços empreendidos por V. Excelência, o nosso compromisso em eliminar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030”, escreveu Bolsonaro.

Para alcançar essa meta de desmatamento zero, Bolsonaro diz que o país precisará de “recursos vultuosos e políticas públicas abrangentes”. Segundo ele, nesse âmbito, o Brasil quer contar com apoio de governos, setor privado, sociedade civil e comunidade internacional, incluindo os entes dos Estados Unidos: “Como nós, os americanos saberão apreciar que as principais causas da degradação ambiental radicam na pobreza e na falta de oportunidades, e que portanto trabalhar pela preservação ambiental passa, também, pela promoção do desenvolvimento econômico”.

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Para o presidente, é preciso criar alternativas econômicas que reduzam o apelo das atividades ilegais e dar condições para que os 25 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia possam prosperar materialmente por seus próprios esforços. Nesse sentido, segundo ele, não é possível combater o desmatamento apenas com medidas de fiscalização ou “jamais alcançaremos resultados duradouros no domínio ambiental”, escreveu o presidente.

Na carta a Biden, além de definir metas e compromissos, Bolsonaro apontou as iniciativas realizadas pelo Brasil para a preservação do meio ambiente, como projetos nas áreas de bioeconomia, regularização fundiária, zoneamento ecológico-econômico e pagamento por serviços ambientais.

O presidente afirmou que quer ouvir também as entidades do terceiro setor, indígenas e comunidades tradicionais e repetiu a necessidade de ajuda financeira. “Ao sublinhar a ambição das metas que assumimos, vejo-me na contingência de salientar, uma vez mais, a necessidade de obter o adequado apoio da comunidade internacional, na escala, volume e velocidade compatíveis com a magnitude e a urgência dos desafios a serem enfrentados”, escreveu.

No dia 22 de abril, Bolsonaro participa da Cúpula de Líderes sobre o Clima, evento organizado pelo presidente americano. A Biden, ele assegurou seu engajamento na busca de “compromissos e resultados ambiciosos” e destacou o esforço em intensificar as “excelentes relações” entre Brasil e Estados Unidos.

Outro compromisso mais recente, citado por Bolsonaro, é a nova meta do Brasil no Acordo de Paris, a chamada Contribuição Nacional Determinada (NDC, da sigla em inglês) que prevê a neutralidade nas emissões de gases do efeito estufa até 2060. “Adotamos metas absolutas de redução de emissões que superam as de muitos países desenvolvidos, que, entretanto, carregam muito maior responsabilidade pela mudança do clima”, escreveu na carta.

Governo autoriza apoio da Força Nacional ao ICMBio na Amazônia

Ação tem como objetivo o combate ao desmatamento

Publicado em 13/04/2021 – 09:39 Por Agência Brasil – Brasília

Portaria do Ministério da Justiça (MJ) autoriza o emprego da Força Nacional de Segurança Pública em apoio ao Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) em unidades de conservação federais localizadas na Amazônia.

De acordo com a portaria nº157, publicada na edição de hoje (13) do Diário Oficial da União, o apoio tem por meta o combate ao desmatamento, extração ilegal de minério e madeira e às invasões em áreas federais “em caráter episódico e planejado”. A medida tem validade de 180 dias, contados a partir de 12 de abril, sendo encerrada em 8 de outubro, podendo ser prorrogado, caso seja necessário.     

O contingente obedecerá ao planejamento definido pela Coordenação-Geral de Planejamento e Operações da Força Nacional, da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.

Edição: Kleber Sampaio

Mais de 25 mil espécies da flora só existem no Brasil, mostra estudo

Dados são de pesquisa coordenada pelo Jardim Botânico do Rio

Publicado em 23/02/2021 – 05:40 Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Recuperação mata atlântica/ fauna/ flora

Mais de 25 mil espécies de plantas, algas e fungos nativos do Brasil são endêmicas, ou seja, só existem naturalmente no país. Isso representa 55% do total das espécies nativas brasileiras, que chegam a 46,9 mil. Os dados são do estudo Flora do Brasil 2020, coordenado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

De acordo com a pesquisa, a Mata Atlântica é o bioma onde existem mais espécies (17.150 ou 36,5% da flora brasileira), seguida pela Amazônia (13.056 ou 27,8% das espécies) e o Cerrado (12.829 ou 27,3%). Com menos biodiversidade, aparecem a Caatinga, com 4.963 espécies (10%), o Pampa, com 2.817 (6%) e o Pantanal, com 1.682 (3,6%).

Entre as espécies, 32.696 são angiospermas (plantas vasculares que têm frutos, como as palmeiras), 23 são gimnospermans (plantas vasculares que não têm frutos, como os pinheiros), 1.584 são briófitas (ou seja, musgos), 1.380 são samambaias, 6.320 são fungos e 4.972 são algas.

Além das 46,9 mil espécies nativas, ainda foram identificadas 680 espécies exóticas que foram naturalizadas (ou seja, que hoje se espalham naturalmente pelo país) e 2.336 plantas exóticas que são cultivadas.

O estudo é resultado de um compromisso do país com a Estratégia Global para a Preservação de Plantas (GSPC), da Organização das Nações Unidas (ONU), e foi produzido com a ajuda de quase mil cientistas de 25 países. Além da lista com as espécies, o estudo traz a descrição delas, sinônimos, sua condição de endemismo, os biomas, tipos de vegetação e estados onde podem ser encontradas.

Os dados são abertos ao público e estão disponíveis na internet. Segundo a coordenadora do estudo, Rafaela Campostrini Forzza, a plataforma é uma fonte de informação não apenas para botânicos, como também pode auxiliar no planejamento governamental e em estudos de impacto ambiental.

“Uma das coisas que os tomadores de decisão perguntam é: quantas espécies existem no meu estado? Ou quantas espécies tem no bioma? Para você fazer um plano de conservação para o bioma, é importante saber quantas espécies existem, quantas só ocorrem ali. Essas áreas são prioritárias para se criar unidades de conservação?”, pergunta Rafaela.

Segundo a pesquisadora, nos últimos cinco anos, foi descrita uma média de uma espécie por dia no Brasil. Isso mostra que ainda há muitas espécies para serem descobertas ou descritas no país.

Edição: Graça Adjuto

Desmatamento na Amazônia tem queda de 70% em janeiro, diz governo

Avisos de desmatamento caem 21% nos últimos 6 meses

Publicado em 12/02/2021 – 12:01 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O mês de janeiro apresentou a menor área de alertas de desmatamento na Amazônia Legal dos últimos quatro anos, com uma redução de 70% em relação a janeiro de 2020. A informação foi divulgada hoje (12), em Brasília, pelo Ministério da Defesa, com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo a pasta, nos últimos seis meses, os avisos de desmatamento tiveram redução de 21%.

“Entre agosto de 2020 e janeiro de 2021 foram 988 km² [quilômetros quadrados] de redução em alertas, de acordo com dados do Inpe. A título comparativo, trata-se de uma área superior à área urbana da cidade de São Paulo – maior centro urbano do país com aproximadamente 950 km²”, informou o Ministério da Defesa.

A pasta acrescentou que esses dados demonstram “o bom desempenho” do trabalho integrado coordenado pelo Conselho Nacional da Amazônia Legal na região, principalmente por meio da Operação Verde Brasil 2. 

Do início da operação, em maio de 2020, até janeiro deste ano, foram apreendidos 331 mil metros cúbicos de madeira, 1.699 embarcações, 326 tratores e 20 aviões/helicópteros, resultando na aplicação de 4.842 multas no valor total de R$ 3,33 bilhões.

As ações do conselho visam à otimização das equipes de campo por meio do trabalho técnico-científico de analistas de órgãos governamentais reunidos no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em Brasília, que é subordinado ao Ministério da Defesa.

Banco de dados

“O Grupo de Integração para Proteção da Amazônia (Gipam) faz a fusão e verificação de informações disponíveis nos bancos de dados de agências de proteção ambiental e órgãos policiais e elabora relatórios que mostram detalhes sobre onde ocorre o desmatamento e o garimpo ilegal. A partir desses relatórios, o comando da Operação Verde Brasil e os órgãos ambientais realizam o planejamento das ações das Forças Armadas e equipes de fiscalização”, explicou o Ministério da Defesa.

O grupo é composto pelos seguintes órgãos: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Serviço Florestal Brasileiro, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Fundação Nacional do Índio (Funai), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Agência Nacional de Mineração (ANM).

O cruzamento de alertas de desmatamento – com registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do banco de dados dos estados – é uma das metodologias aplicadas pelos analistas no Censipam. Assim, é possível verificar se as áreas tiveram autorização para realizar o desmate.

Historicamente, a queda nos alertas de desmatamento em janeiro também acontece devido à forte cobertura de nuvens de chuva nesta época do ano na região.

Edição: Kleber Sampaio

Forças Armadas apreendem balsas com toras de madeira no Pará

Comboio violou regras de segurança do tráfego aquaviário

Publicado em 29/12/2020 – 09:11 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Militares da Capitania Fluvial de Santarém apreenderam ontem (28) duas balsas com toras de madeira que estavam paradas na comunidade de São José, no Rio Arapiuns, em Santarém, no Pará. O comboio violou regras que tratam sobre a segurança do tráfego aquaviário, entre elas, excesso de carga e falta de tripulantes.

De acordo com nota do Ministério da Defesa, o caso foi informado aos órgãos ambientais e à Polícia Federal que devem verificar a regularidade da carga de madeira das embarcações e do seu transporte. A ação foi coordenada pelo Comando Conjunto Norte, dentro da Operação Verde Brasil 2, que visa prevenir e combater crimes ambientais na Amazônia Legal.

Na última sexta-feira (25), as Forças Armadas já haviam realizado apreensões de embarcações transportando madeiras e ocuparam uma madeireira, respectivamente, em Santarém e Itaituba.

Edição: Valéria Aguiar

Aparelhamento leva ONU a excluir a Amazônia de evento sobre o clima

Não querem ouvir que o Brasil preserva 43% das florestas do planeta e a Europa, 0,7%

Até a Organização das Nações Unidas (ONU) foi “aparelhada” por ONGs e ativistas: excluiu o Brasil de reunião virtual de 77 países, neste sábado (12) para discutir o clima.

Não querem dar chance para o desmonte de meias verdades e mentiras absolutas sobre a Amazônia.

Não desejam ouvir que o Brasil preserva mais de 43% das florestas do planeta.

Notícias Relacionadas

Já a Europa, tão vigilante quanto à Amazônia, só responde por 0,7% do total. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Em uma atitude de inspiração fascista, o “Climate Action Tracker” excluiu do evento os países que não rezam por sua cartilha.

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