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:: ‘Agricultura’

Brasil negocia aumento da importação de potássio da Jordânia

O país compra no exterior 95% do potássio usado na produção agrícola

Publicado em 07/05/2022 – 14:34 Por Pedro Peduzzi – Brasília

Reservatórios de pivôs centrais de irrigação em Itaí (SP). Foto: Raylton Alves/Agência Ana

As importações de potássio da Jordânia para o Brasil poderão aumentar, de forma a garantir o fornecimento desse importante fertilizante para a agricultura brasileira. Essa é a expectativa manifestada hoje (7) pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, durante a visita que fez à fábrica Arab Potash Company (APC), naquele país.

Na visita da comitiva do ministério à fábrica, que produz mais de 2,4 milhões de toneladas de potássio por ano, Montes reuniu-se com o presidente da empresa, Maen Nsour, de quem ouviu manifestações de interesse em ampliar as vendas do fertilizante ao Brasil.

“Essa visita é indicativa que teremos relação estratégica comercial de longo prazo” disse Nsour ao elogiar o potencial do mercado brasileiro para seu produto. “O Brasil é importante porque trabalha para a segurança alimentar do mundo”, disse o empresário.

Segundo o ministério, a Jordânia é o 7º maior produtor mundial de potássio, sendo a APC a oitava maior produtora mundial de potássio em volume. “As operações da APC estão localizadas a 110 km ao sul de Amã, onde a Companhia produz quatro tipos de potássio: potássio padrão, fino, granular e industrial”, informou a pasta.

Durante a visita à fábrica, Montes disse estar otimista com as negociações em curso. “Estamos acertando para que ela continue fornecendo potássio ao Brasil. Estamos recebendo uma quantidade razoável atualmente e, no próximo ano, receberemos aproximadamente 500 mil toneladas. Quem sabe em dois ou três anos passemos a receber mais de 1 milhão de toneladas dessa empresa”, disse o ministro brasileiro.

“Recebemos também a notícia de que a empresa abrirá escritório ono Brasil, para as negociações ficarem mais próximas”, acrescentou

De acordo com o Mapa, o Brasil importa cerca de 85% de todo o fertilizante usado na produção agrícola nacional. No caso do potássio, o percentual importado é de cerca de 95%.

O Brasil é o quarto maior consumidor do fertilizante e, em 2021, as importações desse produto ficaram acima de 41 milhões de toneladas, o que, segundo o ministério, equivale a mais de US$ 14 bilhões.

Nos próximos dias, a comitiva do Mapa visitará Egito e Marrocos, para tratar também do fornecimento de fertilizantes e da ampliação de investimentos no Brasil.

Edição: Nira Foster

Presidente diz que cumprirá pedido da OMC de mais alimentos

Bolsonaro pediu que manifestações de 1º de maio sejam pacíficas

Publicado em 30/04/2022 – 16:46 Por Cristina Índio do Brasil – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (30), durante visita à ExpoZebu, em Uberaba, que o pedido da Organização Mundial do Comércio (OMC), feito pela diretora geral Ngozi Okonjo-Iweala, de produzir mais alimentos será atendido. “Terão mais alimentos com toda certeza, porque ano após ano, aumenta a nossa produtividade, quer seja na agricultura, quer seja na pecuária. Isso é o trabalho de todos vocês, povo brasileiro que trabalha, que investe, que acredita, tem fé e quer o seu país cada vez melhor”, afirmou o presidente durante a abertura do evento.

Bolsonaro lembrou também que mais de 30 navios com fertilizantes estão a caminho da Rússia para o Brasil, resultado da viagem que fez em fevereiro ao país para tratar da compra desses produtos. “A nossa agricultura não para, muito menos a nossa pecuária”, disse.

Para uma plateia de produtores rurais, Bolsonaro afirmou que o Brasil venceu a pandemia da covid-19 e que espera em pouco tempo o fim da guerra da Rússia contra a Ucrânia para o país voltar à normalidade. “Vencemos a pandemia. Se Deus quiser, até o final do mês que vem, acaba essa guerra do outro lado do mundo, e nós voltaremos à nossa normalidade.”

O presidente disse esperar que o país caminhe em direção à modernidade. “O que nós queremos é fazer com que o Brasil, cada vez mais, marche para a modernidade e esteja ao lado daqueles que produzem em nossa pátria. Não há orgulho melhor ou maior do que aquele ao visitar outros países, sempre acompanhado dos meus ministros, ser recebido, lá sim, com tapete vermelho”, afirmou.

Bolsonaro pediu uma manifestação pacífica amanhã, 1º de maio, Dia do Trabalhador. “Amanhã não será dia de protestos. Será dia de união do nosso povo para um futuro cada vez melhor para todos nós”.

Edição: Fernando Fraga

Presidente da Caixa faz a Toledo, PR, sua 136ª visita semanal aos Estados

CAIXA MAIS BRASIL

Guimarães revelou que, no microcrédito, 86% dos clientes eram negativados

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, nos cuidados dos animais de um projeto de suinocultura em Toledo.

Trata-se da 136ª visita, de Guimarães, que evita o caráter formal de visitas oficiais. Ele prefere vivenciar a experiência do trabalho desenvolvido por brasileiros de todo o país.

“Estamos em Toledo para o 136º Caixa Mais Brasil”, disse ele hoje nas redes sociais. “Continuamos com foco no Agro e, hoje, inauguramos mais 9 agências, sendo 4 exclusivas para o Agronegócio”, anunciou.

Ele contou haver visitado um cliente da Caixa considerado Microempreendedor Individual (MEI), “um dos 600 mil que tomaram microcrédito conosco, a Karol”.

“Também visitamos um pequeno aquicultor, com crédito Pronaf e um médio suinocultor, com crédito Pronamp”, relatou. “E a segunda maior cooperativa singular do Brasil, a C-Vale, com faturamento de R$18 bilhões e mais de 25.000 cooperados.”

Pedro Guimarães avalia que a Caixa continua crescendo de modo consistente no Agro “e também ajudamos as pessoas mais carentes”, disse.

“No microcrédito, 86% das pessoas são negativadas. Nunca antes houve uma linha com foco nestas pessoas”, disse, para exultar: “Isto demonstra que a Caixa é, nesta gestão, o banco de todos os brasileiros.”

Como sempre ocorre nas visitações, Pedro Guimarães participa do trabalho dos clientes da Caixa.

Produção agrícola deve atingir 269,3 milhões de toneladas, diz Conab

Condições climáticas podem reduzir produção em 6,7%

Publicado em 07/04/2022 – 09:39 Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

A produção de grãos no Brasil poderá chegar a 269,3 milhões de toneladas na safra 2021/22. O número é 5,4% maior do que o registrado na safra anterior, correspondendo um acréscimo de 13,8 milhões de toneladas, caso se confirmem as expectativas anunciadas hoje (7) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A previsão, no entanto, é menor do que a divulgada no primeiro levantamento da companhia, que projetava uma safra de 288,6 milhões de toneladas. Com isso, o volume divulgado hoje representa uma redução de 6,7% (ou 19,3 milhões de toneladas), em relação à projeção anterior.

Segundo a Conab, essa queda nas expectativas se deve às “condições climáticas adversas” observadas nos estados da Região Sul e no centro-sul de Mato Grosso do Sul, com perdas maiores na soja e no milho.

“O resultado até o final desta safra vai depender muito do comportamento climático, fator preponderante para o desenvolvimento das culturas”, explica o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.

“Entre os meses de março e abril, aproxima-se a conclusão da semeadura da segunda safra brasileira, na qual se destaca a cultura do milho. As chuvas foram mais regulares em toda a região produtora, inclusive no sul do país, o que permitiu o plantio em boas condições de umidade. O produtor fez sua parte. Agora vamos esperar pelo clima”, acrescentou.

O levantamento estima que a área plantada total no país é de 72,9 milhões de hectares, o que representa crescimento de 4,4% na comparação com a safra 2020/21. “Os maiores incrementos de área são observados na soja, com 4,1% ou 1,6 milhão de hectares e, no milho, com 6,5% ou 1,3 milhão de hectares”, detalha a Conab.

Soja

A soja tem produção prevista em 122,4 milhões de toneladas, o que representa redução de 11,4% em relação à safra anterior. “As boas precipitações ocorridas em praticamente todo o país ajudaram na recuperação de uma pequena parcela de lavouras semeadas tardiamente na Região Sul e em Mato Grosso do Sul, mas não reverteram o quadro de queda da produtividade, já anunciado em levantamentos anteriores”, informa o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sergio De Zen.

Os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e de Mato Grosso do Sul são os mais atingidos pelo recente déficit hídrico. A Conab acrescenta que a maioria dos outros estados conseguiu “produtividades superiores às obtidas na última safra, com destaque para o Piauí, com rendimento positivo de 12,7%”.

Segundo a Conab, a queda na produção do país foi amenizada principalmente pelo aumento de 4,1% da área semeada, alcançando 40,8 milhões de hectares nesta safra.

Milho

Já a produção estimada de milho é de 115,6 milhões de toneladas, número 32,7% maior do que o registrado no ciclo anterior. De acordo com a companhia, a colheita da 1ª safra do cereal “está adiantada, na 2ª predomina a fase de desenvolvimento e a 3ª safra inicia o plantio a partir da segunda semana de abril”.

A Conab acrescenta que, apesar do aumento no volume total, é importante registrar a forte queda de 20,4% na produtividade da região Sul durante a primeira safra, fato que, segundo a entidade, “causou uma redução de até 15,6% da produção naquela região”.

“Isso é explicado por um severo déficit hídrico causado pela ausência de chuvas no Sul do país ao fim de 2021 e início de 2022”, diz a superintendente de Informações da Agropecuária, Candice Santos.

“Por outro lado, cabe apontar que a companhia projeta um aumento de 36,3% da produtividade do milho ao longo da segunda safra, dado que permitirá uma produção de 88,5 milhões de toneladas do cereal no segundo ciclo”, acrescenta.

Algodão, arroz e feijão

No caso de algumas outras culturas, como é o caso do algodão, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento, aliadas ao ganho de área, “o que deve resultar numa produção de 2,83 milhões de toneladas da pluma, 19,9% superior à safra passada”.

Para o feijão a previsão é de uma safra de 3,1 milhões de toneladas, resultado 7,6% acima do registrado na safra anterior. “A primeira safra da leguminosa está com a colheita encerrada, a segunda está em andamento e a terceira safra com o plantio ocorrendo a partir de meados de abril”, detalha a Conab.

A produção estimada de arroz está estimada em 10,5 milhões de toneladas (10,5% inferior ao volume da safra passada). Deste total, 9,7 milhões de toneladas têm como origem o cultivo irrigado e 0,8 milhão de toneladas com o plantio de sequeiro.

Nas culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada trigo e triticale), a semeadura ainda é incipiente e deve chegar com produção de 7,9 milhões de toneladas para o trigo.

Mercado

O levantamento de abril manteve a estimativa para 2022 das exportações de algodão em 2,05 milhões de toneladas, de arroz em 1,3 milhão de toneladas e de feijão em 200 mil toneladas.

“Para o trigo, considerando que a previsão de volume exportado entre agosto de 2021 e março de 2022 já supera 2,8 milhões de toneladas, é esperado um aumento no período correspondente ao ano comercial que vai até julho. Diante disso, a estimativa é que sejam exportadas 3 milhões de toneladas. Confirmado esse número, será o recorde da série histórica para o trigo”, informou, em nota, a Conab.

No caso da soja, houve redução no volume estimado de exportações, passando de 80,16 milhões de toneladas para 77 milhões de toneladas. A companhia explica que essa redução foi motivada por um “maior direcionamento para a produção e exportação de óleo, em detrimento do grão”.

No caso do milho, as vendas externas devem aumentar em 2 milhões de toneladas e atingir a marca de 37 milhões de toneladas. Este aumento está provavelmente relacionado à demanda internacional aquecida. Com isso a estimativa é de uma “elevação de 77,8% das exportações do grão na safra 2022, compreendida entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2023”, detalha o superintendente de Estudos de Mercado e Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira.

Com relação aos estoques finais esperados para as principais commodities brasileiras, o superintendente confirma que, no caso do milho, as alterações “não foram significativas”, sendo o estoque de passagem para a safra 2021/22 previsto em 10,84 milhões de toneladas, aumento de 5,16% em relação ao último levantamento e de 40,61% em relação à safra 2020/21, em consequência da perspectiva de recuperação da segunda safra.

Para a soja em grãos, a expectativa é que o estoque ao final deste ano seja de 2,5 milhões de toneladas – praticamente em estabilidade em relação ao último levantamento.

A Conab informa que, em relação aos preços médios mensais dos produtos nas principais praças, foi observado, na comparação entre fevereiro e janeiro, redução de 0,3% no preço do milho no Paraná.

Por outro lado, houve elevação de 2,4 % no feijão preto no Paraná; de 0,3% nos preços do algodão em Mato Grosso; de 8,8% no arroz no Rio Grande do Sul; 7,6% no feijão cores em São Paulo; 4,0% no preço do milho em Mato Grosso; de 10,4% nos preços do trigo no Paraná; e de 3,3% e 3,2% nos preços da soja nos estados de Mato Grosso e do Paraná, respectivamente.

Edição: Valéria Aguiar

Brasil terá crédito de US$ 1,2 bi para projetos agrícolas

Convênio foi assinado com o BID

Publicado em 21/03/2022 – 21:40 Por Agência Brasil * – Brasília

Mariana (MG) – O agricultor Waldir Pollack de Paracatu de Baixo, distrito de Mariana. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os ministérios da Agricultura e da Economia assinaram hoje (21) um convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para concessão de uma linha de crédito de US$ 1,2 bilhão para projetos de desenvolvimento em cadeias produtivas agrícolas. 

A linha de crédito ficará disponível por dez anos e poderá ser utilizada por entidades dos governos federal e estadual e de instituições financeiras que atuam como intermediárias com o setor privado, de acordo com as normas estabelecidas pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex).

Um dos beneficiados será o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Agropecuário no Nordeste (AgroNordeste). O projeto terá US$ 230 milhões para o desenvolvimento de atividades econômicas e regularização fundiária e ambiental.

Na avaliação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o projeto terá impacto para pequenos produtores. “Isso pode ser uma revolução para a agricultura familiar, porque é tudo o que eles precisam. Eu fiquei muito bem impressionada com os cases de sucesso dos pequenos produtores atendidos pelo programa AgroNordeste. A transformação é impactante, principalmente no Nordeste”, disse.

* Com informações do Ministério da Agricultura

Edição: Fábio Massalli

Segurança alimentar é questão de segurança nacional, diz ministra

Tereza Cristina foi entrevistada no programa Sem Censura

Publicado em 07/03/2022 – 22:42 Por Agência Brasil – Brasília

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, participa do programa Sem Censura, da TV Brasil.

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse hoje (7), que a segurança alimentar é uma questão de segurança nacional e isso passa pelos fertilizantes, problema que ganhou mais destaque com a guerra na Ucrânia, pois a Rússia e a Bielorussia, países que estão envolvidos no conflito, são os principais fornecedores de Potássio e de hidrogenados para o Brasil. 

Os produtos são dois dos principais fertilizantes importados pelo Brasil e o país tem uma grande dependência externa de fertilizantes. “Quando cheguei ao ministério, vi esse problema e comecei a trabalhar em um plano para resolver esse problema. EUA tem 80% de produção própria e 20% de importados, a China está mais ou menos nesse patamar e o Brasil, com essa potência do agro que é, tem que chegar nesses patamares de mais autossuficiência”, disse a ministra durante entrevista ao programa Sem Censura da TV Brasil, se referindo ao Plano Nacional de Fertilizantes, que será lançado este mês.

“[Com] esse plano nós podemos alcançar a autossuficiência [de fertilizantes] em 30 anos. Agora, é claro, que não depende só do governo. O governo está fazendo um plano que fez junto com nove ministérios, mas também junto com a iniciativa privada. Nós precisamos de investidores que venham investir na exploração desse Potássio, ou na uréia”, disse a ministra. As principais carências do fertilizantes no Brasil são de Nitrogênio, de Fósforo e de Potássio.

No caso do Potássio, há minas em atividade em Sergipe e uma grande jazida na região de Altazes (AM), que, segundo a ministra, poderia trazer traquilidade ao país quando começasse a ser explorada. “Hoje exite já um direito minerário que uma empresa para explorar, ela está em fase de licenciamento ambiental, é uma série de licenciamentos porque nós temos um código ambiental e mineral muito rígido faz com que isso demore muito mais para acontecer”.

A ministra também criticou essa rigidez da legislação brasileira. “Nós temos que ter celeridade na aprovação dessas licenças e saber aquilo que realmente importa e a parte da compensação. O Potássio é importante para o Brasil, é, então ele está em uma região que tem alguns problemas de meio ambiente, nós temos que ver a mitigação desses riscos, qual a compensação que pode ser feita e saber que isso é um problema de segurança nacional. Então a gente tem que, em alguns casos, ter essa excepcionalidade, e essa celeridade para que as coisas aconteçam de maneira mais célere”, disse Tereza Cristina.

Veja a entrevista completa:

Edição: Fábio Massalli

Brasil tem fertilizantes até outubro, garante ministra da Agricultura

Safra de verão, no fim de setembro e outubro, gera preocupação

Publicado em 03/03/2022 – 09:53 Por Por Kariane Costa – Repórter da Rádio Nacional – Brasília

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, participa do lançamento da 15ª Campanha Nacional de Promoção dos Produtos Orgânicos, no ministério. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O estoque de fertilizantes para o agronegócio no Brasil está garantido até outubro. A avaliação é da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

Em entrevista coletiva nessa quarta-feira (2), ela garantiu que não há problemas com a safra neste momento, no entanto, a safra de verão, no final de setembro e outubro, gera preocupação.

A ministra lembrou que a safrinha de milho já está em produção. “Então, o que precisava de fertilizante já chegou, já está com o produtor rural. Neste momento não temos problema. A safra de verão é uma preocupação”, disse. Ela acrescentou, entretanto, que o setor privado confirmou a existência de estoque de passagem de fertilizantes suficiente até outubro.

O alerta sobre o mercado internacional de fertilizantes vem desde fevereiro quando começaram as sanções econômicas em Belarus. As exportações do produto estão suspensas para o Brasil por causa do fechamento dos portos da Lituânia para o escoamento de fertilizantes e agora com o apoio à Rússia na guerra contra a Ucrânia, o país do leste europeu sofreu novas sanções.

O cenário se agravou ainda com o início da guerra. Isto porque, além da Belarus, a própria Rússia é o principal fornecedor do produto para o mercado brasileiro.

Negociação com o Canadá

Em meio à crise, a ministra da Agricultura disse que vai ao Canadá tentar negociar a demanda de fertilizantes. Segundo ela, o impacto ao consumidor depende do tempo da guerra. Sem esses produtos, a tendência é que a oferta vai fazer disparar o preço dos alimentos.

“O preço do trigo subiu lá nas alturas porque a Ucrânia é um grande produtor e isso influencia o mercado global. A gente acha que terá uma alta, sim. Quanto? A soja já subiu, já caiu um pouco. O milho já subiu, já caiu um pouco. A gente tem que acompanhar e diminuir os impactos”, afirmou.

Atualmente, o Brasil é o quarto consumidor global de fertilizantes, 80% de todo o produto usado na produção agrícola nacional vêm de fora do país.

As sanções econômicas dos Estados Unidos e da União Europeia na Rússia e na Belarus atingem a produção de potássio, e a maioria dos fertilizantes é feita a partir do potássio. A Rússia é responsável por fornecer cerca de 25% dos fertilizantes para o Brasil.

Ouça a Radioagência Nacional

Edição: Kleber Sampaio

IBGE prevê safra de 271,9 milhões de toneladas para 2022

Arroz, milho e soja representam 93% da estimativa da produção

Publicado em 10/02/2022 – 10:48 Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Foto: Wenderson Araújo/Trilux

A produção   de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2022 deve totalizar o recorde de 271,9 milhões de  toneladas, 7,4% acima (18,7 milhões de toneladas) da obtida em 2021 (253,2 milhões de toneladas ).

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que a área a ser colhida é de 71,2 milhões de hectares, 3,8% (2,6 milhões de hectares) maior que a de 2021 e 0,3% (217,2 mil hectares) maior do que o previsto em dezembro.

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representam 93% da estimativa da produção e respondem por 87,8% da área a ser colhida. Frente a 2021, houve acréscimos de 5,8% na área do milho (6,9% na primeira safra e 5,4% na segunda), de 7,2% na do algodão herbáceo e de 3,6% na da soja. Houve declínio de 0,9% na área do arroz e de 1,7% na do trigo.

Espera-se que a produção de soja totalize 131,8 milhões de toneladas, com redução de 4,7% em relação ao terceiro prognóstico, divulgado em janeiro, e de 2,3% na comparação com a produção do ano anterior.

A produção de milho foi estimada em 109,9 milhões de toneladas, com crescimento de 0,9% frente ao mês anterior e 25,2% em relação a 2021. Já a estimativa de produção do arroz foi de 11 milhões de toneladas, queda de 4,9% frente ao produzido no ano passado.

Regiões

A região Nordeste foi a única a ter aumento (1,1%) em sua estimativa frente a dezembro. Ela deve produzir 24,4 milhões de toneladas (9% do total do país). O maior declínio foi no Sul (-5,7%), que deve somar 80,2 milhões de toneladas (29,5% do total). O Norte teve queda de 2,6% e deve chegar a 12 milhões de toneladas (4,4% do total), enquanto o Centro-Oeste, com declínio de 0,2%, deve produzir 128,4 milhões de toneladas, ou 47,2% da produção nacional. O Sudeste deverá produzir 26,8 milhões de toneladas (9,9% do total).

Entre os estados, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 28,5%, seguido pelo Rio Grande do Sul (14,1%), Paraná (13,1%), Goiás (9,9%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas Gerais (6,2%), que, somados, representaram 80,3% do total nacional.

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação a dezembro, ocorreram no Piauí (267,9 mil toneladas), no Pará (179,5 mil toneladas), no Distrito Federal (35,3 mil toneladas), em Rondônia (35 mil toneladas), no Maranhão (5,4 mil toneladas) e no Rio de Janeiro (424 toneladas).

As principais variações negativas foram registradas no Paraná (-4 milhões de toneladas), em Santa Catarina (-860 mil toneladas), no Tocantins (-538,4 mil toneladas), em Mato Grosso (-336,3 mil toneladas) e no Ceará (-9,9 mil toneladas).

Edição: Kleber Sampaio

Circuito de Negócios Agro Banco do Brasil oferece crédito itinerante

Cerca de 600 municípios receberão agência móvel que negociará crédito

Publicado em 18/01/2022 – 20:31 Por Agência Brasil – Brasília

O presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro, é entrevistado no programa A Voz do Brasil. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O Banco do Brasil (BB) montou agências móveis que percorrerão todas as regiões do país para oferecer crédito para pequenos produtores rurais, informou hoje o presidente do banco, Fausto de Andrade Ribeiro, em entrevista para o programa A Voz do Brasil.

Chamada de Circuito de Negócios Agro 20/22, a terceira edição da iniciativa percorrerá cerca de 600 municípios brasileiros e oferecerá R$ 1,5 bilhão em diferentes linhas de crédito para estimular a aquisição de máquinas e insumos agrícolas para produtores de pequeno porte.

“Evoluímos em relação às duas primeiras edições. As carretas vão levar, além de crédito, conhecimento para os pequenos produtores. O Circuito de Negócios Agro vai elevar o nível de conhecimento técnico do homem do campo”, explicou Ribeiro.

Segundo a estimativa do presidente do banco, cerca de 500 mil produtores serão beneficiados durante a jornada das agências móveis. Além de negociações bancárias, cursos, oficinas e exposições serão montadas com a ajuda de parceiros do Banco do Brasil durante as visitas aos municípios.

“Quando as carretas chegam a municípios pequenos, elas acabam aquecendo o mercado. Toda a cadeia de negócios agro, como parceira, estará à disposição desses agricultores oferecendo produtos e serviços para melhorar a produtividade e os negócios no campo”, afirmou.

Negociação de dívidas

Sobre o mutirão de negociações de dívidas realizado em dezembro de 2021, Fausto de Andrade Ribeiro disse que o programa superou as expectativas da instituição. Segundo informou, cerca de 146 mil clientes do BB conseguiram renegociar dívidas que giravam, em média, em R$ 16 mil. O total de crédito renegociado pelo banco chegou a R$ 3 bilhões.

“A ideia nasceu para que a gente pudesse apoiar a retomada da economia. Mas também para que as pessoas retomassem as vidas normais, retirassem aquela sensação de endividamento, de peso. Foi uma ajuda para o Brasil ter uma economia mais forte”, explicou.

Sobre as metas do BB para 2022, o presidente da instituição afirmou que a expansão de serviços digitais e a conveniência na resolução de questões bancárias será o foco durante o ano. “[Pretendemos] continuar acelerando a transformação digital e ter cada vez mais um banco eficiente, levando para os clientes de todo o Brasil comodidade”, concluiu.

Assista na íntegra:

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Safra de grãos 2021/2022 tem expectativa recorde, diz ministra

Montante pode chegar a 291 milhões de toneladas

Publicado em 28/12/2021 – 06:19 Por Agência Brasil – Brasília

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, participa do programa A Voz do Brasil. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A safra de grãos 2021/2022 pode chegar a 291 milhões de toneladas graças ao entusiasmo do setor pelos preços e pelo bom desempenho da agricultura brasileira. A avaliação é da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, entrevistada desta terça-feira (28) no programa A Voz do Brasil.

“São vários aspectos que contribuíram para que o produtor rural produzisse cada vez mais. Temos aí a expectativa e a estimativa de uma safra recorde, não só com aumento de área, mas também com aumento da produção, da produtividade. Essa é uma estimativa boa”, disse.

Segundo ela, os números podem flutuar um pouco para mais ou para menos, a depender da situação de chuvas no país. “Por enquanto, temos boas perspectivas. Temos um pouquinho de seca, muito pontual, no Rio Grande do Sul, no Paraná e no meu estado, Mato Grosso do Sul. No resto do país, vem acontecendo muito bem”.

A Voz do Brasil

A participação da titular do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento faz parte da série de entrevistas que serão veiculadas no programa A Voz do Brasil até o último dia do ano. Haverá transmissão normal do programa no dia 31.

A Voz do Brasil é veiculada em todas as emissoras de radiodifusão brasileiras, entre as 19h e as 22h (horário de Brasília), de segunda a sexta-feira. O programa também pode ser acompanhado pelas redes sociais e pelo canal da TV Brasil Gov no YouTube.

Edição: Paula Laboissière

ACABANDO COM A ESCRAVIDÃO DA SECA NO NORDESTE

Rios, riachos , ribeirões e açudes, antes sofrendo com a seca.

Agora recebem águas do Rio São Francisco, para libertar o nordestino.


Pedro Guimarães visita indígenas e projetos que a Caixa apoia na Bahia

121ª VISITA BRASIL AFORA

Ele visitou clientes agro e projetos como Pomares da Mata Atlântica

Guiado por um índio pataxó, Pedro Guimarães sobe o Monte Pascoal, na 121ª visita, batizada de “Caixa Mais Brasil”.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, cumpriu neste fim de semana sua 121ª visita semanal a localidades em todo o País, com uma programação no Sul da Bahia, que incluiu uma visita à comunidade indígena Pé do Monte, em Porto Seguro (BA).

Ele esteve com indígenas da etnia Pataxó em torno do Monte Pascoal, que atua promovendo o etnoturismo na região, e até o escalou, na companhia da equipe que o acompanhava.

O grupo visitou o projeto Pomares da Mata Atlântica, em Teixeira de Freitas (BA), que promove a recomposição da biodiversidade brasileira por meio do plantio de espécies frutíferas nativas da Mata Atlântica.

O projeto é um dos 8 selecionados para receber recursos do Fundo Socioambiental Caixa por meio do Programa Caixa Florestas, que recebem, neste fim de semana, executivos do banco para inspeção, reuniões, oficinas, visitas às nascentes e diálogo com as comunidades locais.

Ao todo, os oito projetos receberão R$60 milhões para, dentre outras iniciativas, preservar 2,2 mil nascentes e plantar de 3,7 milhões de árvores.

Visita a Prime Seafood

Pedro Guimarães fez questão visitar também a indústria Prime Seafood, cliente agro da Caixa no município de Alcobaça (BA).

Essa empresa atua no mercado de pescados, inclusive em parceria com pescadores artesanais, realizando especialmente o beneficiamento de peixes e lagostas para exportação.

A Caixa tem se despontado no segmento do agronegócio, com foco no pequeno e médio produtor e na agricultura familiar. E, pela primeira vez, entrou no Plano Safra.

O presidente da Caixa (à direita) visita o processo produtivo da Prime Seafood, no Sul da Bahia.

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