WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

:: 3/out/2021 . 15:32

Ministério do Turismo anuncia volta de cruzeiros marítimos em novembro

Pasta prevê que Anvisa deve editar norma com protocolos sanitários

Publicado em 03/10/2021 – 11:22 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Transatlânticos chegam trazendo 20 mil turistas previstos para acompanhar o réveillon de Copacabana, movimenta o Terminal Internacional de Cruzeiros Pier Mauá, na zona portuária (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Suspensos no país desde o início da pandemia de covid-19, os cruzeiros marítimos retornarão à costa brasileira em novembro, anunciou neste sábado (2) à noite o Ministério do Turismo. Em nota, a pasta informou que uma portaria será assinada nos próximos dias.

Após a publicação da portaria, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) editará uma norma com os protocolos sanitários. As viagens também deverão respeitar as regras das cidades onde os navios atracarem.

Entre os protocolos a serem definidos pela Anvisa, estão a realização de testes antes do embarque em todos os passageiros, vacinação e testagem dos tripulantes, uso de máscaras, distanciamento, ocupação reduzida nos navios, desinfecção e higienização constantes nas embarcações e fornecimento de ar fresco sem recirculação (nos moldes dos filtros especiais dos aviões).

A liberação dos cruzeiros ocorre três semanas depois de a Anvisa ter se posicionado contra a medida. Em 10 de setembro, a agência havia informado que as evidências sanitárias e epidemiológicas ainda não apontavam a retomada dos cruzeiros como ação segura. Naquele momento, não havia previsão de uma nova reavaliação da medida.

Segundo o Ministério do Turismo, a autorização para a temporada de cruzeiros 2021/2022 envolveu a aprovação conjunta de medidas dos Ministérios da Saúde, da Justiça, da Infraestrutura, da Casa Civil e da Presidência da República. A expectativa, informou o governo, é gerar R$ 2,5 bilhões para a economia e criar 35 mil empregos, o que representaria crescimento de 11% em relação à temporada 2019/2020.

Estimativas

Para a temporada de cruzeiros 2021/2022, que vai de novembro até abril do próximo ano, estão previstos sete navios, informou o Ministério do Turismo. As embarcações devem ofertar mais de 566 mil leitos, 35 mil a mais que na temporada 2019/2020, e farão cerca de 130 roteiros e 570 escalas em portos brasileiros. Entre os destinos previstos, estão Rio de Janeiro, Santos, Salvador, Angra dos Reis, Balneário Camboriú, Búzios, Cabo Frio, Fortaleza, Ilha Grande, Ilhabela, Ilhéus, Itajaí, Maceió, Porto Belo, Recife e Ubatuba.

Por meio de um vídeo gravado nos Emirados Árabes Unidos, onde participa da Expo Dubai 2020, o ministro do Turismo, Gilson Machado, comentou a liberação dos cruzeiros.

“A temporada está autorizada pelo governo. O presidente Bolsonaro determinou empenho total para que conseguíssemos liberar, porque os navios geram em torno de 42 mil empregos no Brasil, entre diretos e indiretos. Teremos uma temporada belíssima este ano”, declarou Machado.

Edição: Aline Leal

Emirados Árabes querem atrair empresas alimentícias brasileiras

Brasil já é parceiro importante para que não falte comida no país

Publicado em 03/10/2021 – 11:00 Por Vitor Abdala – Enviado Especial* – Dubai

A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas dos EAU, Mariam Bint Mohammed Al Mheiri, durante abertura do seminário empresarial Brasil-Emirados Árabes Unidos.

Com uma terra majoritariamente composta por deserto, com pouca água e pouca terra cultivável, os Emirados Árabes Unidos têm uma preocupação especial com sua segurança alimentar. Mais de 80% dos alimentos consumidos no país são importados.

Segundo a ministra de Mudanças Climáticas e Meio Ambiente dos Emirados Árabes, Mariam Almheiri, o Brasil, cuja principal pauta exportadora para a nação árabe são alimentos (em especial carne de frango), é um parceiro importante para garantir que não falte comida para o país.

Mas os Emirados Árabes não vêem o Brasil apenas como um exportador de gêneros alimentícios. Durante abertura de encontro de empresários das duas nações, hoje (3) em Dubai, a ministra destacou que seu país pode ser atrativo para empresas brasileiras que queiram aí se estabelecer, devido à qualidade da infraestrutura de transportes e a proximidade com grandes mercados consumidores no Oriente Médio, Norte da África e subcontinente indiano.

Ela citou a BRF como exemplo de empresa brasileira que estabeleceu uma planta industrial nos Emirados. “Produtores de alimentos brasileiros que queiram se estabelecer nos Emirados Árabes podem se beneficiar de leis recém-criadas que permitem 100% de propriedade estrangeira na produção de trigo, milho, cevada, legumes e cana-de-açúcar, alimentos básicos de que o país precisa”, disse a ministra.

Agrotecnologia

Mariam Almheiri também explicou que os Emirados Árabes têm interesse nas tecnologias agrícolas brasileiras. Segundo o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, que também participou do encontro em Dubai, a ministrou interesse pelo trabalho desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

“Nós desenvolvemos uma tecnologia que transformou o cerrado brasileiro, uma terra que ninguém achava que ia produzir algo, no maior celeiro do Brasil hoje. Isso é o que a gente pode exportar para outros países. É onde a ministra gostaria que houvesse esse trabalho. Com a tecnologia que nós desenvolvemos, com o plantio direto, o não uso de determinados tipos de fertilizantes e sem danificar a terra, hoje no cerrado, em alguns lugares, conseguimos ter três safras por ano exatamente por causa dessa tecnologia. Nas nossas conversas com outros países, temos sido sempre enfáticos nessa questão, que estamos prontos para auxiliar e difundir isso aí”, disse.

O ministro da Economia dos Emirados Árabes Unidos, Abdulla bin Touq Al Marri, o vice-presidente Hamilton Mourão, a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas dos EAU, Mariam Bint Mohammed Al Mheiri, e o ministro do Turismo, Gilson Machado,
O ministro da Economia dos Emirados Árabes Unidos, Abdulla bin Touq Al Marri, o vice-presidente Hamilton Mourão, a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas dos EAU, Mariam Bint Mohammed Al Mheiri, e o ministro do Turismo, Gilson Machado, – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Empresários dos dois países se reuniram hoje no Hotel Conrad, em Dubai, em um fórum para discutir oportunidades de economia sustentável na região amazônica, com o apoio da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

*O repórter e o fotógrafo viajaram a convite da Apex-Brasil.

Edição: Aline Leal

Análise: a largada da eleição de 2022

Ney Lopes

Falta um ano para a disputa e os prazos já correm.

Percebe-se que a maioria dos eleitores está indiferente, voltada para as emergências do dia a dia.

As sondagens mostram cerca de 1/3 do colégio eleitoral indeciso. Pondera-se que muitos sabem em quem votar, mas preferem silenciar.

Admite-se que boa parcela dessa indecisão tem origem na “silenciosa expectativa”, em relação a uma terceira via, na sucessão presidencial.

Algumas pedras podem ser colocadas no tabuleiro.

A principal delas será a definição partidária dos possíveis candidatos à presidente e também governador e senador nos estados. Sem isso, as forças políticas ficam imobilizadas.

No caso presidencial, Bolsonaro hesita na sua opção partidária. Igualmente difícil é a situação do PT, no apoio ao ex-presidente Lula.

Além de resistências internas, que não aceitam Lula como candidato natural, será obra dificílima construir alianças com legendas da esquerda, que se queixam do centralismo petista no lançamento da candidatura, antes das consultas.

Um fato novo foi a aprovação das chamadas “federações partidárias”, que consistem em dois ou mais partidos atuarem de forma conjunta, como uma só sigla.

Essa via legal abre várias alternativas de acomodação política.

A fusão do PSL/DEM se revela uma operação política destinada a eleger deputados, manter a maioria no Congresso e garantir maiores parcelas do milionário fundo eleitoral de 150 milhões de reais por ano.

Para esse novo partido entrar na disputa presidencial, talvez a solução seja o PSD, liderado por Gilberto Kassab, integrar a federação partidária e o senador Rodrigo Pacheco inscrever-se na legenda, que trabalha o seu nome há tempo.

Tal hipótese reuniria “pesos pesados” como Geraldo Alckmin, em SP, Eduardo Paes no RJ, Alexandre Kalil em BH e ACM Neto.

A “federação partidária” também beneficiaria os blocos políticos de Lula e de Bolsonaro.
O PT pensa restabelecer a frente de esquerda formada com o PSB, o PCdoB e ampliá-la.
Já o presidente, optando por um pequeno partido, que possa controlar, consolidaria a sua aproximação com o PP.
O dia de hoje é um alerta para os líderes partidários, na busca de uma candidatura “única”, que una segmentos da direita, centro e esquerda e os insatisfeitos com Lula e Bolsonaro.

O tempo corre.

Fala-se na existência de um pacto de quase dez partidos, no sentido da escolha de nome, que enfrente o presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula.

O critério seria o presidenciável mais bem colocado nas sondagens, desde que ele tenha dois dígitos na preferência do eleitorado. O prazo fixado até após o carnaval (1° de março).

Com os resultados conhecidos das pesquisas, o escolhido seria Ciro Gomes de centro-esquerda, que alcança 11%, o qual teria de superar obstáculos do seu partido.

Conta-se com a possibilidade de crescimento de Rodrigo Pacheco, após o lançamento.

Além disso, surgirão muitas dificuldades para João Doria, ou Eduardo Leite, de centro-direita, saírem da disputa.

Em analogia com pensamento do ex-embaixador Roberto Campos, essa tarefa exigirá, que “tal como os muçulmanos em suas mesquitas”, as lideranças deixem as sandálias do radicalismo ideológico e vaidades fora das negociações.

Por enquanto, cabe repetir o artilheiro Didi, que dizia “Treino é treino, jogo é jogo”.

Ney Lopes – jornalista, advogado, ex-deputado federal; ex-presidente do Parlamento Latino Americano; ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal; procurador federal – nl@neylopes.com.br – @blogdoneylopes

Brasil precisa preservar ao menos 80% da Amazônia, diz vice-presidente

Segundo o vice, órgãos de fiscalização devem ser fortalecidos

Publicado em 02/10/2021 – 12:50 Por Vitor Abdala – Enviado Especial* – Dubai (Emirados Árabes)

O vice-presidente Hamilton Mourão durante palestra na Expo Dubai 2020.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse hoje (2) que o Brasil precisa garantir a preservação de pelo menos 80% da Amazônia, para mostrar à comunidade internacional seu compromisso com o bioma. Segundo ele, estima-se que cerca de 85% da floresta ainda mantêm vegetação natural, o que limita seu desmatamento a 5%, no máximo.

“Para mostrar à comunidade internacional que não estamos desistindo da nossa responsabilidade, de que vamos trabalhar duro para manter a floresta, se formos levar em consideração um mero cálculo matemático, nós ainda temos 5% para desmatar, nada além disso. Dos outros 80%, as árvores não podem ser cortadas”, disse Mourão.

O vice-presidente Hamilton Mourão durante visita ao pavilhão de Portugal na Expo Dubai 2020.  – Marcelo Camargo/Agência Brasil

A afirmação foi feita durante uma palestra, proferida em inglês, no pavilhão da Sustentabilidade, da Expo 2020, em Dubai. Ele também defendeu que o país seja pago, em créditos de carbono, pela preservação da floresta.

Para o vice-presidente, o governo precisa garantir que as leis ambientais sejam cumpridas e que, para isso, é necessário fortalecer os órgãos de fiscalização do meio ambiente. “Agência ambientais do Brasil têm sofrido com pessoal insuficiente e cortes orçamentários, o que se traduziu em menos eficácia na luta contra corte de madeira ilegal e incêndios criminosos. Como parte do compromisso do governo federal em reconstruir a capacidade do Estado na Amazônia, o Ibama foi autorizado a contratar 500 novos servidores”.

Segundo dados mostrados por Mourão, nos últimos 32 anos, os menores índices de desmatamento na Amazônia foram registrados em 2012. Entre 2018 e 2020, no entanto, as taxas cresceram. No ano passado, a taxa cresceu 7% em relação ao ano anterior, por exemplo.

As maiores pressões ocorrem, segundo ele, em Rondônia, Mato Grosso e Pará. Ele destacou, no entanto, que os dados de agosto deste ano mostraram uma queda de 32% em relação ao mesmo período de 2020.

Bioeconomia

O vice-presidente voltou a destacar a necessidade de investimentos da iniciativa privada em projetos de desenvolvimento sustentável da Amazônia, a fim de que se possa evitar uma exploração predatória da região. “Governos têm a maior responsabilidade em proteger o meio ambiente nos nossos países. Mas o desenvolvimento sustentável, particularmente na Amazônia só vai ser bem-sucedido com uma maior participação do setor privado e outros atores”.

Segundo ele, a bioeconomia, que seria o uso sustentável da biodiversidade, pode proporcionar negócios que combinam preservação ambiental, crescimento econômico e inclusão social. “Empresas, investidores, produtores e empreendedores devem liderar um novo ciclo de crescimento verde e inclusivo na Amazônia”, disse Mourão.

Além de ter buscado mostrar à comunidade internacional a imagem de um Brasil que está empenhado em proteger a Amazônia, Mourão tem tentado, desde que chegou aos Emirados Árabes, divulgar a investidores internacionais que a região tem grande potencial para um uso econômico sustentável.

A Amazônia foi citada em suas postagens em redes sociais, assim que chegou a Dubai. Ontem (1°), durante inauguração do Pavilhão do Brasil na Expo 2020, ele voltou a destacar a necessidade de atrair investimentos sustentáveis para a região.

Amanhã (3), ele abrirá um fórum de sustentabilidade da Amazônia, com empresários do Brasil e dos Emirados Árabes.

*O repórter e o fotógrafo Marcelo Camargo viajaram a convite da Apex-Brasil

Edição: Claudia Felczak

contador free


Webtiva.com // webdesign da Bahia

outubro 2021
D S T Q Q S S
« set   nov »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  


WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia