Depoente diz que Luis Miranda, “testemunha-chave” da CPI “era quem mais incomodava” na negociação

A revelação meteu em saia justa os senadores oposicionistas, que transformaram os irmãos Miranda em “testemunhas-chave” contra oi governo e sobretudo o presidente Jair Bolsonaro.

Quando perceberam que a principal testemunha da CPI poderia não ser exatamente um paladino da moralidade, alguns senadores tentaram “melar” o depoimento.

Omar Aziz e Renan Calheiros, presidente e relator, passaram a atacar o depoente, confiscando seu celular e até o ameaçando de prisão, ao levantarem a suspeita de que ele foi “plantado” pelo governo.

Na verdade, Pereira citou o deputado ao ser indagado se tinha conhecimento de algum parlamentar envolvido nas negociações de compra e venda de vacina.

“O Cristiano [representante da Davati no Brasil] me relatava que volta e meia tinha parlamentares procurando, e o que mais incomodava era o Luis Miranda, o mais insistente com a compra e o valor de vacinas. O Cristiano me enviou um áudio onde pede que seja feita uma live, o nome dele, que tinha um cliente recorrente, que comprava pouco, em menos quantidade, mas que poderia conseguir colocar vacina para rodar”.

Ele reafirmou haver recebido pedido de propina do então diretor Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, por um contrato para compra de vacina da AstraZeneca. Dias foi exonerado na terça-feira.

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