Diretor-presidente da VALEC também falou sobre obras, projetos e parcerias que a VALEC vem promovendo nesse um ano de gestão 

 

Nessa quinta-feira (06), o diretor-presidente da VALEC, André Kuhn, participou do evento Paving Virtual 2021, uma das maiores exposições do setor de infraestrutura brasileiro. Acompanhado por Vicente Abate, presidente da ABIFER (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), Kuhn falou sobre os avanços recentes no setor ferroviário protagonizados pela estatal.

No início de sua participação no evento, que coincide com o marco de um ano da atual gestão da VALEC, Kuhn destacou a nova missão da estatal, que é contribuir para aprimorar a logística no Brasil de forma sustentável, competente e integrada, executando seus empreendimentos com efetividade. Para ilustrar a execução dessa missão dada pelo Ministério da Infraestrutura, pasta supervisora da VALEC, o diretor-presidente fez uma breve análise sobre os principais empreendimentos e desafios sob a responsabilidade da empresa.

Tema de grande interesse nacional, especialmente para a região Nordeste, questões relacionadas à continuidade da Transnordestina sempre são trazidas ao debate. A busca por soluções efetivas à caducidade do empreendimento foi um dos grandes desafios propostos pelo ministro Tarcísio de Freitas à VALEC no último ano. Sobre isso, André Kuhn afirmou que, como acionista minoritária da ferrovia, cabe à estatal avaliar sua viabilidade, a partir das análises que estão sendo elaboradas pela consultoria contratada para esse fim e adiantou: “já se vislumbram soluções para a Transnordestina”. 

A respeito da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), ferrovia construída atualmente pela VALEC, o diretor-presidente lembrou o recente leilão da primeira etapa desse importante empreendimento, que aconteceu em abril, durante a Infra Week promovida pelo Ministério da Infraestrutura. O trecho, que vai de Ilhéus/BA a Caetité/BA, foi arrematado pela mineradora BAMIN pelo valor de outorga de R$ 32,7 mi, com previsão de R$ 3,3 bi em investimentos, sendo R$ 1,6 bi destinados à conclusão das obras do trecho leiloado. A respeito da segunda etapa da FIOL, que percorre o trecho entre Caetité/BA e Barreiras/BA, Kuhn informou que as obras seguem em ritmo satisfatório e hoje conta com a parceria do Exército Brasileiro. O Batalhão Ferroviário do Exército atua na construção de aproximadamente 20 km do lote 6 da FIOL. Para André Kuhn, trata-se de uma relação ganha/ganha pois, com esse convênio, a corporação voltou a construir ferrovias após 20 anos. “Nós, da VALEC, estamos compartilhando conhecimento e contando com a cooperação dessa instituição tão importante para o país”, afirmou. Questionado por Vicente Abate sobre as possibilidades de se ampliar a participação do Exército na FIOL, Kuhn informou que já está em tratativa novo convênio entre as duas instituições.  

Sustentabilidade, geração de empregos e investimentos


“Nós damos uma contribuição muito grande para o meio-ambiente com as ferrovias, pela redução média anual de emissões de CO2: 80 A 86%. Além disso, geramos muitos empregos diretos e indiretos com as obras ferroviárias”, disse o diretor-presidente da VALEC ao reforçar a importância da estatal para o país. “Com ferrovias, nós reduzimos o número de acidentes rodoviários, além de facilitarmos a execução de obras de melhorias nas rodovias a partir da diminuição do tráfego nas estradas”, acrescentou.

Mesmo com o orçamento enxuto destinado ao Ministério da Infraestrutura, a pasta tem feito um trabalho planejado na alocação racional de recursos para a execução de obras. Exemplo disso é o investimento cruzado das renovações antecipadas de concessões existentes. Em dezembro de 2020, VALEC, ANTT e a Vale S.A. assinaram contrato para a construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), primeira iniciativa de investimento cruzado do país. Com a proposta chancelada pelo TCU e os termos aditivos dos contratos de prorrogação antecipada da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e da Vitória-Minas (EFVM) aprovados pela Vale, chegou-se a esse importante passo para a infraestrutura ferroviária do país. Para Kuhn, “a outorga com investimento cruzado serve de base para outros investimentos. O recurso captado na concessão de um empreendimento é aplicado em outros empreendimentos, fomentando a infraestrutura de forma inteligente num cenário orçamentário restrito”.

Seguindo essa linha de que a empresa pública deve encontrar alternativas eficientes para uso e captação de recursos, a VALEC vem priorizando iniciativas para viabilizar a concessão de terminais intermodais de cargas por meio do programa Terminais Inteligentes, desenvolvido no âmbito da estatal. A atual gestão entende que o ente público deve atuar de forma complementar e não concorrente com o ente privado. “Nosso papel é estruturar ativos de infraestrutura que se tornem interessantes e, com isso, captarmos recursos. Queremos tornar a VALEC uma empresa cada vez menos dependente do orçamento da União e estamos trabalhando para isso”. 


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